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Compactação de Solos

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INSTITUTO FEDERAL DE MATO GROSSO - IFMT CAMPUS CEL.

OCTAYDE JORGE DA SILVA, DEPARTAMENTO DE ÁREA DE


CONSTRUÇÃO CIVIL - DINFRA CURSO TÉCNICO INTEGRADO DO
ENSINO MÉDIO EM EDIFICAÇÕES

COMPACTAÇÃO DE SOLOS: DEFINIÇÃO, OBJETIVOS,


APLICAÇÕES E EQUIPAMENTOS MAIS UTILIZADOS ​

Realizado: Julia Nascimento Santos


Disciplina: Mecânica dos Solos
Professora: Silvana Fava Marchezini
Turma: 2°A de Edificação

CUIABÁ, MT
2025
SUMÁRIO

1. DEFINIÇÃO DE COMPACTAÇÃO DE SOLOS............................................................ 2


2. OBJETIVOS DA COMPACTAÇÃO.............................................................................. 2
3. APLICAÇÕES DA COMPACTAÇÃO DE SOLOS........................................................ 3
4. EQUIPAMENTOS MAIS UTILIZADOS PARA COMPACTAÇÃO DE SOLOS............. 4
4.1. Compactador de Percussão (Tipo Sapo)..........................................................4
4.2. Placa Vibratória (Unidirecional e Reversível)...................................................5
4.3. Rolo Compactador Liso (Estático ou Vibratório).............................................6
4.4. Rolo Pé-de-Carneiro........................................................................................... 6
4.5. Rolo Pneumático.................................................................................................7
5. CONCLUSÃO............................................................................................................... 8
REFERÊNCIAS........................................................................................................... 9
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7182: Solo —
Ensaio de compactação. Rio de Janeiro: ABNT, 2016............................................9
1.​ DEFINIÇÃO DE COMPACTAÇÃO DE SOLOS

A compactação de solos pode ser definida como o processo de aumento da


densidade do solo por meio da aplicação de energia mecânica, realizada por
equipamentos específicos, com o objetivo de reduzir o volume de vazios presentes na
sua estrutura. Essa redução ocorre principalmente pela expulsão do ar existente entre
os grãos, reorganizando as partículas sem provocar mudanças significativas na
granulometria do material. De forma prática, compactar significa tornar o solo mais
denso, resistente e estável, garantindo melhores condições para suportar cargas
estruturais.
Segundo a ABNT NBR 7182:2016, a compactação deve ser analisada a partir do
Ensaio Proctor, que determina a relação entre a massa específica seca máxima e o teor
de umidade ótimo. Esse teor de umidade corresponde ao ponto em que o solo atinge
sua máxima densidade com o mínimo de energia aplicada. Isso ocorre porque a água
atua como um lubrificante natural, facilitando o rearranjo das partículas. Entretanto,
tanto a falta quanto o excesso de água prejudicam o processo:
●​ Pouca umidade → atrito excessivo entre os grãos, dificultando o adensamento.
●​ Excesso de umidade → preenchimento dos vazios por água, reduzindo a
resistência e impossibilitando a expulsão do ar.
A compactação deve ser diferenciada do adensamento (consolidação). Enquanto
a compactação é um processo rápido e mecânico, realizado por ação de equipamentos,
o adensamento é um processo lento e natural, dependente do escoamento da água dos
vazios ao longo do tempo. Portanto, a compactação é essencialmente um processo
artificial de melhoria do solo, indispensável na engenharia civil, pois condiciona a
estabilidade e a durabilidade das obras de infraestrutura.

2.​ OBJETIVOS DA COMPACTAÇÃO

A compactação de solos tem como principal objetivo melhorar as propriedades


mecânicas e hidráulicas do terreno, tornando-o adequado para receber obras de
engenharia. Um dos aspectos mais importantes é o aumento da resistência mecânica,

2
pois o solo compactado adquire maior capacidade de suporte, permitindo que
fundações, aterros, rodovias, pistas de aeroportos e demais estruturas possam resistir a
maiores cargas sem sofrer deformações excessivas. Além disso, a compactação
contribui para a redução de recalques diferenciais, que são deslocamentos desiguais do
solo ao longo da base de uma estrutura. Esses recalques, quando não controlados,
podem causar fissuras, trincas e até comprometer a estabilidade de edificações e
pavimentos.
Outro objetivo fundamental é a diminuição da permeabilidade do solo, ou seja, a
capacidade de infiltração da água. Solos compactados apresentam menor número de
vazios interconectados, o que reduz a passagem de água, evitando erosões internas
(piping) e problemas em barragens, aterros hidráulicos e sistemas de drenagem. Essa
característica também previne o surgimento de processos de expansão e contração do
solo em função da variação de umidade.
A compactação também atua diretamente na estabilidade de taludes, encostas e
cortes, reduzindo a possibilidade de deslizamentos e escorregamentos de massa de
solo em áreas inclinadas. Ao aumentar a coesão e a densidade do material, o risco de
rupturas diminui, proporcionando maior segurança em obras rodoviárias, ferroviárias e
de contenção.
Por fim, a compactação está intimamente ligada à durabilidade das obras de
infraestrutura. Estradas, aeroportos, barragens, loteamentos e sistemas de saneamento
dependem de um subleito bem compactado para garantir desempenho ao longo do
tempo. Dessa forma, compactar o solo não é apenas uma etapa executiva, mas uma
exigência fundamental para a qualidade, segurança e economia das construções civis.

3.​ APLICAÇÕES DA COMPACTAÇÃO DE SOLOS

A compactação de solos é uma etapa fundamental em praticamente todas as


obras de infraestrutura, sendo indispensável para garantir a resistência e a estabilidade
das construções. Na construção rodoviária, por exemplo, o processo é aplicado na
execução das camadas de subleito, sub-base e base dos pavimentos, assegurando que
as estradas tenham maior durabilidade e suportem o tráfego intenso.

3
Outro campo de aplicação importante está em barragens e aterros, onde a
compactação é necessária para aumentar a estabilidade do maciço de terra e reduzir a
permeabilidade, evitando infiltrações que possam comprometer a segurança da
estrutura. Também é amplamente utilizada em valas e tubulações, prevenindo
recalques que poderiam causar rompimentos em sistemas de abastecimento de água
ou de esgoto.
No caso das fundações, tanto rasas quanto profundas, a compactação melhora a
capacidade de carga do solo, oferecendo suporte adequado para edificações e demais
estruturas. Além disso, desempenha papel essencial em obras de pavimentação
asfáltica e no concreto compactado a rolo (CCR), contribuindo para a estabilidade e
durabilidade dos revestimentos.
Assim, a compactação de solos se mostra indispensável na construção civil, pois
garante a qualidade, a segurança e a vida útil das obras, tornando-se uma etapa
obrigatória em projetos de infraestrutura e edificações.

4.​ EQUIPAMENTOS MAIS UTILIZADOS PARA COMPACTAÇÃO DE


SOLOS

4.1.​ Compactador de Percussão (Tipo Sapo)

●​ Descrição: Equipamento portátil que funciona por golpes sucessivos de alta


frequência (600 a 750 golpes/min). Possui uma sapata que transmite energia por
impacto e vibração.

4
●​ Aplicações:
○​ Solos coesivos (argilas, siltes).
○​ Valas, reaterros, áreas confinadas e locais de difícil acesso.
●​ Vantagens: Grande eficiência em pequenas áreas e solos úmidos.
●​ Limitações: Não é indicado para solos granulares (areia, brita), pois não gera
vibração suficiente para rearranjar partículas.​

4.2.​ Placa Vibratória (Unidirecional e Reversível)

●​ Descrição: Máquina com base metálica que vibra através de um eixo excêntrico.
Pode ser unidirecional (movimento em frente) ou reversível (frente e ré).
●​ Aplicações:
○​ Solos granulares (areia, brita, cascalho).
○​ Preparação de base para pisos intertravados, blocos de concreto e
reparos de asfalto.
●​ Vantagens: Excelente para materiais granulares e áreas médias.
●​ Limitações: Pouca eficiência em solos argilosos.​

5
4.3.​ Rolo Compactador Liso (Estático ou Vibratório)

●​ Descrição: Rolo cilíndrico de grande peso, que pode atuar apenas com pressão
(estático) ou associado a vibração.
●​ Aplicações:
○​ Estradas e rodovias em execução.
○​ Pavimentação asfáltica.
○​ Aterros com solos granulares.
●​ Vantagens: Alta produtividade em grandes áreas.
●​ Limitações: Menor eficiência em solos coesivos.​

4.4.​ Rolo Pé-de-Carneiro

●​ Descrição: Rolo metálico com saliências (“pés”), que penetram no solo,


promovendo compactação por amassamento e pressão.

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●​ Aplicações:
○​ Solos coesivos (argilas e siltes).
○​ Aterros de grande porte (barragens, estradas).
●​ Vantagens: Compactação profunda em argilas.
●​ Limitações: Não indicado para solos granulares.​

4.5.​ Rolo Pneumático

●​ Descrição: Rolo formado por vários pneus de borracha, que aplicam pressão
distribuída.
●​ Aplicações:
○​ Acabamento de camadas asfálticas.
○​ Bases e sub-bases de pavimentos.
●​ Vantagens: Produz compactação homogênea sem marcas.
●​ Limitações: Não é eficiente em solos argilosos muito úmidos.

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5.​ CONCLUSÃO

A compactação de solos é indispensável em qualquer obra de engenharia civil,


pois garante estabilidade, segurança e durabilidade às estruturas. A escolha do
equipamento adequado é fundamental e depende diretamente do tipo de solo a ser
compactado.
Os compactadores tipo sapo são indicados para solos coesivos e pequenas
áreas, enquanto as placas vibratórias são mais eficientes em solos granulares, sendo
ideais para bases e reparos de asfalto. Rolos lisos também são utilizados em solos
granulares, especialmente em pavimentações, ao passo que os rolos pé-de-carneiro se
aplicam melhor em solos argilosos e aterros. Já os rolos pneumáticos são
recomendados para acabamentos e camadas asfálticas.
Dessa forma, o conhecimento das propriedades do solo, aliado à escolha
adequada dos equipamentos, permite alcançar o grau de compactação exigido pelas
normas técnicas (NBR 7182 e NBR 6457), assegurando a qualidade final da obra.

8
REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7182: Solo — Ensaio de


compactação. Rio de Janeiro: ABNT, 2016.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6457: Amostras de solo


— Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização. Rio de
Janeiro: ABNT, 2016.

WOLKAN. Manual básico de compactação de solos. Novo Hamburgo: Wolkan


Equipamentos, 2021. Disponível em: https://www.wolkan.com.br. Acesso em: 31 ago.
2025.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS LOCADORES DE EQUIPAMENTOS E BENS


MÓVEIS. Manual de compactadores de solo. São Paulo: ABLE, 2023.

NAVFAC. Soil Compaction Handbook. Washington: Naval Facilities Engineering


Command, 1982. Traduzido no Manual de compactação de solo. Dynapac, 2004.

TONIN, R. Compactação de solos: conceitos e aplicações. São Paulo: Oficina de


Textos, 2014.

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