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Módulo 5

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Renata França
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Neurociência

e Educação Inclusiva

Transtornos Específicos
da Aprendizagem

Módulo 5
Luisa Scarpa Hilário
Carolina Magro de Santana Braga
Andréa Schoch Marques Pinto
Victoria Marcella Macedo Martins
Fabiana Maris Versuti
Neurociência
eE d u c aç ã o I n c l us i v a

Transtornos Específicos da
Aprendizagem
Módulo 5
Coordenadora:
Fabiana Maris Versuti

Organizadora:
Carolina Magro de Santana Braga

Autoras:
Luisa Scarpa Hilário
Carolina Magro de Santana Braga
Andréa Schoch Marques Pinto
Victoria Marcella Macedo Martins

Ribeirão Preto - SP
2025
ISBN: 978-65-01-54222-5
É vedada a reprodução, total ou parcial, desta obra para fins
comerciais, por qualquer meio ou forma, sem a prévia e
expressa autorização do(s) titular(es) dos direitos autorais.
Contato: [email protected]
Apresentação

Já conhecemos um pouco sobre um dos


transtornos do neurodesenvolvimento,
agora vamos abordar uma outra
condição que apresenta um conjunto de
alterações relacionadas especificamente
com a aprendizagem da leitura, escrita e
matemática. Neste módulo, iremos
diferenciar os transtornos das
dificuldades de aprendizagem, algo
muito importante para não estimularmos
o excesso de diagnóstico no contexto
escolar. Ao mesmo tempo, precisamos
estar atentos aos sinais dos Transtornos
Específicos da Aprendizagem para fazer
os encaminhamentos necessários e
poder atuar de forma efetiva na sala de
aula.

Boa leitura!

2
SUMÁRIO

Dificuldade versus Transtorno de


Aprendizagem ......................................................5

Transtornos Específicos da Aprendizagem ....10

Dislexia ...............................................................11

Tipos de Dislexia ..............................................13

Discalculia ..........................................................16

Disortografia ......................................................20

Disgrafia .............................................................23

Processamento Auditivo Central .....................26

Síntese ................................................................29

Referências ........................................................27

3
AO FINAL DESTE E-BOOK
VOCÊ SERÁ CAPAZ DE:
Diferenciar Dificuldades de
Aprendizagem dos Transtornos
Específicos da Aprendizagem;

Reconhecer as características dos


Transtornos Específicos da
Aprendizagem e conhecer sobre o
Processamento auditivo central;

Listar estratégias e atividades para


realizar em sala de aula com
estudantes que apresentem
Transtornos Específicos de
Aprendizagem.

4
DIFICULDADE Ou TRANSTORNO
Específico da Aprendizagem?
Aqui iniciaremos fazendo uma distinção entre o que é “Dificuldade
de Aprendizagem” e o que são “Transtornos Específicos da
Aprendizagem”.

Dificuldade de Aprendizagem são desafios temporários ou


situacionais, que podem surgir devido a fatores externos ou
internos, como:
Fatores emocionais: Ansiedade, estresse ou baixa
autoestima.
Fatores ambientais: Mudanças de escola, problemas
familiares ou falta de recursos educacionais adequados.
Fatores de saúde: Doenças temporárias ou fadiga.

As dificuldades de aprendizagem podem ser superadas


com mudanças no método pedagógico, apoio adequado,
tutoria, aconselhamento ou ajustes no ambiente de
aprendizagem.

5
EXEMPLO De Dificuldade DE Aprendizagem

Paulo faltou em algumas aulas sobre


frações, ele pode ter dificuldade em
entender conceitos subsequentes que
dependem desse conhecimento. Com
reforço adequado e prática direcionada,
ele pode superar essa dificuldade.

Quando falamos em dificuldade de aprendizagem é necessário


levar em consideração os fatores que podem interferir na
aprendizagem, como metodologia de ensino da escola, fatores
emocionais, sociais, econômicos e culturais. Estes aspectos
podem gerar dificuldades de aprendizagem, contudo, não são eles
os responsáveis pelos transtornos específicos de aprendizagem,
por isso a diferenciação (ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE
PSIQUIATRIA, 2023).

Já os Transtornos Específicos da Aprendizagem (TEAp) são


causados por fatores genéticos e neurológicos, podendo ser
agravados por metodologias inadequadas de alfabetização, bem
como por fatores emocionais, sociais, econômicos e culturais
(MICHELINO et al., 2017).

6
O TEAp apresenta-se como um dos Transtornos do
Neurodesenvolvimento mais discutido na área educacional e
impacta diretamente o desenvolvimento e aprendizagem de
crianças e adolescentes (RODRIGUES; CIASCA, 2016).
De acordo com DSM-5-TR os TEAp se referem ao prejuízo na
leitura, prejuízo na escrita e prejuízo na matemática (APA, 2023).
Sendo também conhecidos como Dislexia, Disgrafia, Disortografia e
Discalculia (RELVAS, 2015) (Quadro 1).

Quadro 1 - Transtornos Específicos da Aprendizagem


Diagnósticos
relacionados
a alterações
TRANSTORNOS DO que começam
NEURODESENVOLVIMENTO
na infância e
adolescência.

TRANSTORNOS ESPECÍ FICOS


DA APRENDIZAGEM

Podem envolver Critérios de diagnósticos:


prejuízo na
-Dificuldades persistentes, mesmo após
matemática, intervenções;
expressão
escrita ou -Início nos primeiros anos de escolarização
leitura formal;
-Mensuração das habilidades acadêmicas
abaixo da faixa etária;
-Não são melhor explicadas por deficiências
sensoriais ou outros transtornos.

(APA, 2023)

7
EXEMPLO DE TRANSTORNO
Específico da Aprendizagem
Nome do Aluno: Jorge
Idade: 10 anos
Série: 4º ano do ensino fundamental
Situação: Jorge tem dificuldades significativas em entender
conceitos matemáticos básicos, como somar e subtrair, e
frequentemente confunde números que visualmente se
assemelham, como 6 e 9. Ele também tem dificuldade em
compreender a relação entre números e quantidades, o que se
reflete em problemas para contar objetos ou realizar cálculos
mentais simples.

Observações do Professor:
1. Dificuldade com Sequências Numéricas: Jorge
frequentemente se perde ao contar sequências numéricas,
pulando números ou repetindo-os.
2. Problemas com Tabelas de Multiplicação: Ele tem dificuldade
em memorizar e aplicar as tabelas de multiplicação, o que
afeta seu desempenho em problemas mais complexos.
3. Foi realizada orientação aos pais e oferecidas atividades
extras ao Jorge para que pudesse retomar os conceitos que
ainda apresenta dificuldade. Mesmo após intervenção na
escola, em casa e com psicopedagoga, Jorge ainda apresenta
dificuldades significativas. Por isso, é primordial encaminhar
para avaliação especializada.

8
O papel dos professores
Independentemente do diagnóstico, os educadores
desempenham um papel vital na criação de um ambiente de
aprendizagem inclusivo e adaptado. Eles são os primeiros a
observar as dificuldades dos alunos e podem ser agentes de
mudança ao implementar estratégias que atendam às
necessidades individuais:

Adaptação e Flexibilidade: Professores podem adaptar


suas abordagens de ensino para acomodar diferentes
estratégias de aprendizagem. Isso pode incluir o uso de
materiais visuais, instrução prática ou a divisão de tarefas
complexas em etapas menores e mais gerenciáveis.

Encaminhamento e Colaboração: Quando um educador


suspeita de um transtorno de aprendizagem, ele pode
colaborar com pais e especialistas para encaminhar a criança
para uma avaliação com fonoaudiólogo e/ou neuropsicólogo.
Essa colaboração é crucial para garantir que a criança receba
o suporte necessário, porém ele não precisa aguardar o
diagnóstico para começar a agir.

9
Quais são os Transtornos
específicos da Aprendizagem?
1. Transtorno específico de aprendizagem com
prejuízo na leitura - conhecido como a Dislexia
2. Transtorno específico de aprendizagem com
prejuízo na matemática - conhecido como Discalculia
3. Transtorno específico de aprendizagem com
prejuízo na expressão escrita - conhecido como
Disgrafia ou Disortografia
(APA, 2023)

A leitura e a escrita não são processos naturais do ser humano,


uma vez que devem ser aprendidos com treino direcionado.
Assim, a alfabetização é uma habilidade que requer tempo e
repetição e, ao longo do processo, certamente a criança
apresentará diversos erros. Contudo, se o estudante apresenta
de forma persistente (com pouca evolução) dificuldade na leitura,
trocas de letras, leitura silabada e dificuldade na compreensão de
texto é primordial o professor manter-se atento.

Da mesma forma, em relação à escrita. É importante observar a


presença de erros ortográficos em palavras comuns usadas no
cotidiano e dificuldade na organização da escrita. Por outro lado,
quando falamos sobre discalculia, é importante analisar a
dificuldade para dominar o senso numérico, fatos numéricos ou
cálculo como também, no raciocínio em aplicar conceitos e
operações matemáticas (RELVAS, 2015).

10
Dislexia
Pessoas com dislexia, frequentemente, apresentam dificuldade no
processamento fonológico (associar as letras e seus sons
correspondentes) e em nomeação automática, que envolve a
velocidade em associar um estímulo visual ao verbal (LIMA;
AZONI; CIASCA, 2013).

Em relação ao funcionamento cerebral, já são conhecidas


alterações em determinadas regiões (SILVA; SILVA, 2016). As
áreas occipito-temporal e parieto-temporal são menos ativadas
no processo de leitura, o que impacta a habilidade de
processamento fonológico e reconhecimento visual (SILVA;
GRECO, 2018). Diante dessa hipoativação, áreas como córtex
frontal, são ativadas fazendo com que a criança tenha uma
necessidade maior da movimentação labial para perceber o som,
uma vez que apresenta dificuldade nesse reconhecimento de forma
automatizada (FERNANDES et al., 2015). Na Figura 1 destacamos
as regiões do cérebro envolvidas na leitura.
Figura 1 - Regiões do cérebro ativadas na leitura.

Região Parietal-
Região Inferior Frontal temporal

Articulação dos fonemas Região Occipital- Análise das


temporal palavras/letras

Leitura automática
Fonte: Imagem adaptada pelas autoras do artigo Dislexia-x-Autoestima-PEREIRA-PATUSSI.pdf

11
Logo, frequentemente a criança com dislexia apresenta
dificuldade para fazer uma leitura silenciosa, necessitando do
gesto articulatório da boca para conseguir compreender o som.

Hipoativação do sistema Hiperativação do sistema


posterior anterior
(menos sinapses) (mais sinapses)

Dificuldade em integrar as Como a função posterior não


informações auditivas e está sendo ativada o
visuais na identificação suficiente, a movimentação da
fonema-grafema (som-letra) boca auxilia na identificação
do som
Observação:
Sistema/região anterior: corresponde à parte da frente do corpo/cérebro
Sistema/região posterior: corresponde à parte de trás do corpo/cérebro

Quais são os tipos de Dislexia?


Diferentes formas de classificações podem ser consideradas. Aqui
optamos por uma delas, para facilitar a compreensão das
dificuldades observadas em sala de aula ilustradas na página a
seguir:
12
Dificuldade em seguir e reter
sequências visuais
Dislexia Dificuldade em quebra-
visual cabeças
Substituições de letras
(diferentes orientações
espaciais: p – d – q)

Dificuldade na identificação
do som de letras e palavras

Dislexia Dificuldade em memorizar


fonoló gica instruções e histórias

Prejuízo em rota fonológica

Prejuízo tanto na leitura da


palavra como um todo
quanto na identificação dos
Dislexia fonemas
mista Maior dificuldade na
alfabetização

Fonte: De autoria própria. Informações baseadas em Rotta e Pedroso (2016)

13
Quadro 2 - Estratégias e atividades para usar em sala de aula de crianças com dislexia.

Dislexia
Dislexia

Dificuldade Atividades
para realizar

Dificuldade específica em Treino ativo de leitura


compreender as palavras O que fazer em sala em voz alta e em
escritas, na capacidade de silêncio pela criança.
decodificação (conversão Sempre no tempo dela
Aprendizagem
de grafemas em fonemas); independente da sua
multissensorial. A
dificuldade. Se for
aprendizagem da leitura
Dificuldade necessário, ter a
tem que integrar o ouvir
ortográficas/gramaticais mediação do
e o ver, como o dizer e o
Ler de forma fluida, logo terá professor
escrever. As crianças ao
mais facilidade em provas
olhar as palavras,
orais (RODRIGUES; CIASCA, Intensificar o trabalho
precisam fazer os sons
2016). com habilidades
(ARAÚJO, 2019);
metafonológicas,
Dar tempo extra para como rima e aliteração
finalizar atividades
envolvendo leitura Fazer combinações entre
(ARAÚJO, 2019); as palavras e seus sons
respectivamente;
Utilizar letras em caixa
alta (maiúsculas) e com
espaçamento duplo; Utilizar outros meios de
estudo, e não apenas a
Dar instruções claras;
leitura. Utilize imagens,
Em textos grandes,
vídeos e esquemas.
grifar as partes
Permitir a realização de
importantes para obter
provas orais com apoio
maior foco e
na leitura é primordial
autonomia;

Fonte: De autoria própria. Alguns exemplos de atividades foram retirados do curso online de
Alfabetização baseado na ciência, na plataforma AVAMEC. Artigo - A Dislexia e a Alfabetização: Da
Evidência Científica à Sala de Aula de Susana Araújo, Universidade de Lisboa

14
Exemplo: Dislexia

Contexto da aluna
Aline é uma aluna do 5º ano e tem o diagnóstico de Transtorno
Específico de Aprendizagem com prejuízo na leitura (Dislexia). Ela
enfrenta desafios significativos na leitura fluente e escrita, o que
impacta seu desempenho em várias disciplinas. No entanto, Aline
tem um grande interesse por histórias e demonstra habilidades
notáveis em pensamento crítico quando o conteúdo é apresentado
de forma auditiva.

Estratégias do professor para apoiar Aline


Dividir tarefas complexas escrita e leitura em partes menores e
mais gerenciáveis para Aline.
Ao atribuir uma redação, o professor pode dividir o processo em
etapas claras: 1) elaboração das ideias; 2) esboço; 3) escrita do
rascunho; 4) revisão. Cada etapa é acompanhada de orientações
específicas e feedback contínuo.

Utilizar métodos que envolvam múltiplos sentidos para reforçar


a aprendizagem de Aline.
Dar tempo extra para completar as tarefas;
Oferecer ao estudante ajuda para fazer suas anotações;
Esclarecer ou simplificar instruções escritas, sublinhando ou
destacando os aspectos importantes para o aluno;
Reduzir a quantidade de texto a ser lido;
Fornecer glossários dos conteúdos e guia para auxiliar o aluno
a compreender a leitura;
Variar os modos de avaliação, ou seja, apresentações orais,
discussões, avaliações escritas e provas com múltipla escolha;

Fonte:https://diversa.org.br/artigos/o-apoio-ao-processo-de-aprendizagem-
de-alunos-com-dislexia/ 15
Discalculia
Na atualidade, as escolas enfrentam grandes desafios em
relação à aprendizagem. Diante do crescente número de alunos
que apresentam alguma dificuldade, há uma preponderância
em relação à matemática, sendo vista pelos alunos como a
disciplina mais difícil do currículo e muitas vezes essa
impressão pode afetar seu envolvimento. Contudo, é importante
destacar que apenas esta dificuldade não é suficiente para
pensarmos em discalculia.

Logo, pessoas com Discalculia terão dificuldades em conceitos


básicos de matemática, com erros em transcrever os
números, dificuldade em associar os sinais/símbolos
básicos da matemática e em realizar soma simples
(RELVAS, 2015). Grande parte de pessoas com Discalculia
apresentam outras comorbidades, como Transtorno do Déficit
de Atenção e Hiperatividade ou Dislexia. Além disso, pode-se
considerar duas hipóteses cognitivas para a Discalculia.

16
Há duas hipóteses cognitivas em evidência na literatura
científica sobre o tema:

1. Disfunção no senso numérico - Dificuldade em


entender a dimensão, as quantidades, interpretação/
compreensão e de comparar imagens e números
(BASTOS, 2016).
2. Disfunção nos sistemas cognitivos gerais - Atenção,
decodificação fonológica e velocidade de processamento
da informação como problemas aritméticos com
enunciados, resolução de problemas não verbais,
formação e conceitos, reconhecimento imediato de
palavras visuais (BASTOS, 2016).

As duas hipóteses cognitivas para o funcionamento da


Discalculia são consideradas relevantes e, atualmente, entende-
se que essas alterações ocorrem de forma integrada. Em
relação às regiões relacionadas aos processamento numérico,
há uma sequência de processos envolvendo a representação
do número, a quantificação e a representação verbal,
possuindo a integração do hemisfério direito e do
esquerdo. Na Discalculia, estes processos não ocorrem de
forma automática e com ativação adequada, resultando em
falhas no funcionamento (RELVAS, 2015).

17
Quadro 3- Estratégias e atividades para usar em sala de aula de crianças com discalculia.

Discalculia

Dificuldade Atividades
para realizar

Dificuldade em associar as Realizar atividades


habilidades matemáticas O que fazer em sala com brincadeiras e
com o ambiente que o jogos de raciocínio
cerca; (MATOS; SANTOS,
É importante na sala de
2021);
aula ter a sequência
Apresenta também numérica visível. Essa
sequência pode ser Trazer a matemática no
dificuldade na sequência
realizada pelos alunos; cotidiano do aluno e nas
numérica, em fórmulas e nos
experiências que já
símbolos.
obteve no dia a dia;
Fazer dinâmicas e
atividades lúdicas Permitir o uso de
envolvendo matemática; fórmulas e materiais de
apoio;
Uso de materiais
concretos para adquirir
conceitos Realizar atividades que
matemáticos; estimulam a sequência
numérica e estimativa.
Pistas visuais para o aluno
lembrar a direção e
representação do número;

Fonte: De autoria própria. Alguns exemplos de atividades foram retirados do curso online de
Alfabetização baseado na ciência, na plataforma AVAMEC. Artigo - A Dislexia e a Alfabetização: Da
Evidência Científica à Sala de Aula de Susana Araújo, Universidade de Lisboa

18
Exemplo Discalculia

Nome do Aluno: Jorge


Idade: 10 anos
Série: 4º ano do ensino fundamental

Situação:
Jorge tem dificuldades significativas em entender conceitos
matemáticos básicos, como somar e subtrair, e frequentemente
confunde números que visualmente se assemelham, como 6 e 9.
Ele também tem dificuldade em compreender a relação entre
números e quantidades, o que se reflete em problemas para contar
objetos ou realizar cálculos mentais simples.

Algumas Estratégias de Adaptação Pedagógica:

1. Uso de materiais visuais: O professor introduz o uso de


materiais manipulativos, como blocos de contagem e ábacos,
para ajudar Jorge a visualizar operações matemáticas.
2. Divisão de tarefas em etapas menores: As tarefas são divididas
em passos menores e mais gerenciáveis, permitindo que Jorge
se concentre em uma etapa de cada vez.
3. Uso de portifólio: reunir regras de cálculo, fórmulas, sequência
númerica em um portifólio que pode ser utilizado para consulta
durante as atividades

19
Disortografia
Diante do aumento da presença tecnológica na vida das
pessoas, o padrão e as regras de escrita tornam-se cada vez
mais difíceis de serem adquiridos nos dias de hoje. Entretanto,
se desde a infância o estudante apresentar dificuldades
ortográficas persistentes e dificuldade em fixar o modo de
como escrever palavras simples usadas no cotidiano, como por
exemplo: escrever “CEU” em vez de “SEU”, é necessário ficar
em alerta. Além disso, erros na segmentação da palavra
(exemplo: escrever com espaçamento “BALAN ÇO") e
dificuldades nas produções textuais também devem ser
investigados (FERNÁNDEZ et al., 2010).

20
Quadro 4 - Estratégias e atividades para usar em sala de aula de crianças com disortografia.

Disortografia

Dificuldade Atividades
para realizar

Organizar produções Construir com o


textuais; estudante um banco de
O que fazer em sala palavras;
Realizar brincadeira
Fixar a ortografia correta
Não descontar pontos com representações
das palavras básicas
em avaliações por erros sonoras de cada letra;
usadas no dia a dia;
ortográficos;
Atividades que
Segmentação das palavras incentivem a percepção
Uso de
(escreve separado). visual e a memória.
complementação oral,
caso a escrita seja
restrita;

Valorizar outras
habilidades e estratégias
de aprendizagem;

Sintetizar a escrita
correta em atividades
com erros ortográficos;

Observar as palavras que o


aluno troca e praticá-las.

Fonte: De autoria Própria. Alguns exemplos de atividades foram retirados do curso online de
Alfabetização baseado na ciência, na plataforma AVAMEC. Artigo - A Dislexia e a Alfabetização:
Da Evidência Científica à Sala de Aula de Susana Araújo, Universidade de Lisboa

21
Exemplo: Disortografia

Perfil da Aluna - Juliana é uma aluna do 5º ano que tem


dificuldades significativas com a ortografia. Ela frequentemente
comete erros ao escrever palavras que não seguem regras
fonéticas claras e tem dificuldade em lembrar as regras
ortográficas. Apesar disso, Juliana demonstra compreensão
adequada do conteúdo quando expresso verbalmente.

Estratégias de Intervenção do Professor:


1) Incorporar recursos visuais pode ajudar Juliana a associar
palavras a imagens, facilitando a memorização da ortografia
correta. Exemplo Prático: Criar um mural de palavras na sala de
aula com imagens associadas a palavras difíceis. Juliana pode
consultar o mural sempre que precisar de ajuda com a
ortografia.

2) Proporcionar atividades de escrita guiada pode ajudar


Juliana a praticar a ortografia em um ambiente estruturado.
Exemplo Prático: Organizar sessões de escrita onde Juliana
recebe uma lista de palavras-alvo e é incentivada a usá-las em
frases ou pequenas histórias. O professor pode fornecer
feedback imediato e positivo.

3)Incorporar jogos de palavras e atividades lúdicas pode tornar


o aprendizado da ortografia mais envolvente e menos
estressante. Exemplo Prático: Utilizar jogos como "Bingo de
Palavras" ou "Caça-Palavras" que incluem palavras que Juliana
acha desafiadoras. Isso pode ajudar a reforçar a ortografia
correta de maneira divertida.

22
Disgrafia
A Disgrafia envolve prejuízos na legibilidade e velocidade da
escrita. É comum, pessoas com Disgrafia misturarem letras
maiúsculas com minúsculas ou letra bastão com letra cursiva.
Além disso, também podem apresentar letra inteligível,
dificuldades em realizar cópias, inversão de sílabas, letras e
números como também na organização dos espaços no
caderno (RODRIGUES; CASTRO; CIASCA, 2009).

Destaca-se dificuldades na integração visomotora (discriminação


visual, constância de forma e tamanho, figura-fundo, memória
visual, relação e posição espacial, fechamento visual, coordenação
visomotora, velocidade visomotora). Essas alterações vão implicar
em déficits na legibilidade e velocidade da escrita e na ação motora
(dificuldade na postura, inclinação do papel, empunhadura do lápis)
(CARDOSO; CAPELLINI, 2017).

É muito comum que o estudante apresente a


escrita pouco legível ou, quando consegue
realizar a escrita de forma compreensível,
leva um tempo maior para escrever. Assim,
acaba não conseguindo concluir suas
atividades e passa a evitar a escrita,
fornecendo respostas curtas e diretas.

23
Quadro 5 - Estratégias e atividades de crianças com disgrafia.

Disgrafia

Dificuldade Atividades
para realizar
Ilegibilidade da escrita; Realizar atividade de
coordenação motora
Dificuldade na produção do
O que fazer em sala (sempre dentro de um
movimento de escrita; contexto como: um
Ficar atento a forma das recorte, desenho, colar
letras, o tamanho, barbante, etc.);
Dificuldade em copiar;
espaçamento
exagerado, alinhamento
Misturas de letras e a ligação das letras Reproduzir letras ou
inversão de números que o aluno apresenta; palavras a partir da
letras e sílabas; exposição durante um
Nas avaliações permitir
tempo/memória
Escrita lenta e que o aluno possa
(MOURA, 2019);
dificuldade visomotora. responder oralmente
(MOURA, 2019); Atividades que
envolvam as letras com
Utilizar linhas maiores no diferentes orientações
caderno ou pular linhas. de espaço.

Disponibilizar um tempo
extra para compreender e
finalizar as atividades;

Fonte: De autoria Própria. Alguns exemplos de atividades foram retirados do curso online de
Alfabetização baseado na ciência, na plataforma AVAMEC. Artigo - A Dislexia e a Alfabetização:
Da Evidência Científica à Sala de Aula de Susana Araújo, Universidade de Lisboa

24
Exemplo: Disgrafia

Contexto do Aluno
Lucas é um aluno do 4º ano apresenta prejuízo na escrita, com
dificuldade em utilizar o espaçamento e com letra pouco legível.
Ele tem dificuldades em formar letras de maneira clara e
organizada, o que torna a escrita uma tarefa desafiadora e muitas
vezes frustrante. Lucas é criativo e tem boas ideias, especialmente
quando expressa verbalmente.

Estratégias Pontuais do Professor para Apoiar Lucas


1) Melhorar a coordenação motora fina de Lucas através de
atividades específicas.
Implementação Prática: Incorporar exercícios diários que
envolvam o uso de pinças, modelagem com massa de modelar
ou atividades de traçado em papel quadriculado.
2) Fornecer materiais de escrita adaptados para facilitar a escrita
de Lucas.
Implementação Prática: Oferecer lápis mais grossos ou com
empunhaduras ergonômicas que sejam mais fáceis de segurar.
Além disso, usar papel com linhas mais largas ou papel
pautado com guias visuais para ajudar na organização das
letras.
3) Utilizar recursos visuais para ajudar Lucas a organizar suas
ideias antes de escrever.
Implementação Prática: Incentivar o uso de organizadores
gráficos ou mapas conceituais, para planejar suas redações.

25
Processamento Auditivo Central
Ao falarmos sobre alterações no processamento
auditivo central, não podemos confundir com
Transtornos Específicos da Aprendizagem! Vamos
abordar este tema porque, frequentemente, é
confundido com os quadros que apresentamos ao
longo do módulo. Para exemplificar:
Exemplo de Dislexia
Imagine uma criança chamada João, que está na terceira série. João tem
dificuldades significativas com a leitura. Quando ele tenta ler em voz alta, ele
frequentemente troca letras, como ler "gato" como "tago". Além disso, ele
tem dificuldade em lembrar a sequência de letras em palavras e
frequentemente lê muito mais devagar do que seus colegas. João também
tem problemas para compreender o que leu, mesmo que consiga decodificar
as palavras corretamente.
Características da Dislexia:
Dificuldade em decodificar palavras.
Troca ou inversão de letras.
Leitura lenta e trabalhosa.
Problemas de compreensão de texto.
Dificuldade em associar sons a letras.

Exemplo de Alterações no Processamento Auditivo Central (PAC)


Maria é uma estudante do quinto ano que parece ouvir bem em ambientes
silenciosos, mas tem dificuldades em entender o que os professores dizem
quando a sala está barulhenta. Ela frequentemente pede para que as
instruções sejam repetidas e tem dificuldade em seguir conversas rápidas.
Maria também tem problemas para distinguir entre sons semelhantes, como
"pato" e "bato", especialmente quando há ruído de fundo.

Características de Alterações no PAC:


Dificuldade em compreender a fala em ambientes ruidosos.
Problemas para seguir instruções verbais complexas.
Dificuldade em distinguir sons semelhantes.
Necessidade de repetição frequente de informações.
Problemas de atenção auditiva
26
Processamento Auditivo
Central
Nos exemplos anteriores, vimos o quanto as duas
alterações podem ser semelhantes. Contudo, cada
condição requer abordagens específicas para
diagnóstico e intervenção.

As alterações em processamento auditivo central, são


dificuldades no processamento da informação auditiva
(sons). Isso acontece quando ao escutar o som, este é
transmitido realizando conexões para várias áreas
específicas do cérebro que irá interpretar e decodificar as
informações.

Há um exame específico que é realizado para identificar


alterações no processamento auditivo central e é importante
que seja feito por profissionas especializados. Erros
relacionados à leitura e escrita, especialmente com trocas de
sons (fonemas) podem estar presentes tanto nas alterações de
processamento auditivo central quanto na dislexia. Por isso, a
diferenciação entre os dois quadros precisa ser feita por
profissionais especializados

27
Quadro 6 - Estratégias e atividades para usar em sala de aula de crianças com dificuldades no
processamento auditivo central.

Transtorno do
Processamento
auditivo central

Dificuldade O que fazer em sala

Manter o aluno longe de


Dificuldades em:
fontes de ruídos como
Compreender o que está
portas e janelas;
sendo dito em um lugar
barulhento ou quando
tem mais de uma pessoa Pausas entre explicações
falando; muito longas;

Uso de recursos visuais


Seguir instruções
complementares a fala;
auditivas complexas;
Estar posicionado de
Compreender fala rápida frente quando for falar
e aprender músicas ou com aluno;
rimas;
Verificar se o aluno
compreendeu o
Localizar o som e vocabulário usado
prestar atenção ou ser naquele conteúdo.
facilmente distraído por
sons;

Leitura e escrita.

Fonte: De autoria própria baseado em ASHA (2018).

28
SÍNTESE

Dificuldades de Aprendizagem referem-se a obstáculos temporários


ou contextuais que não são inatos, podendo surgir devido a fatores
internos ou externos. Entre eles estão fatores emocionais, como
ansiedade e baixa autoestima; fatores ambientais, como mudanças
escolares e problemas familiares; e fatores de saúde, como doenças
passageiras ou cansaço. Essas dificuldades podem ser superadas com
suporte adequado, como tutoria, aconselhamento ou ajustes no
ambiente de aprendizado.

Já os Transtornos Especícos da Aprendizagem são condições


neurológicas que afetam a capacidade de adquirir certas habilidades
acadêmicas. Essas condições são permanentes e podem impactar
significativamente o desempenho escolar e a vida cotidiana. Exemplos
incluem Dislexia, que afeta a leitura; Discalculia, que está relacionado
à aprendizagem de matemática; e a Disgrafia e Disortografia, que
compromete a escrita. Esses transtornos são diagnosticados por
profissionais de saúde e necessitam de intervenções específicas, como
adaptações educacionais e terapias especializadas.
Ambas as condições, no entanto, necessitam de atenção e estratégias
personalizadas para ajudar o indivíduo a alcançar seu potencial
máximo.

As Estratégias Pedagógicas Diversificadas


A implementação de estratégias pedagógicas diversificadas,
apresentadas neste módulo, é crucial para apoiar alunos com Dislexia,
Disgrafia, Discalculia e Disortografia, pois cada condição afeta a
aprendizagem de maneira única. Métodos personalizados, como o uso
de recursos visuais, tecnologia assistiva e instruções multissensoriais,
podem facilitar a compreensão e retenção de informações. As
estratégias promovem um ambiente de aprendizagem mais equitativo e
acessível para todos os estudantes.

29
SÍNTESE

Processamento Auditivo Central


As alterações no Processamento Auditivo Central, não se configuram como
um Transtorno Específico da Aprendizagem, são, na verdade, dificuldades
no processamento da informação auditiva pelo cérebro. Quando ouvimos
um som, ele é transmitido e conectado a várias áreas específicas do
cérebro para ser interpretado. Se houver falhas nessas conexões, a
interpretação do som pode ser comprometida, resultando em alterações no
processamento auditivo central.

Para que não se confunda um Transtorno Específico da Aprendizagem


como a Dislexia, sugere-se realizar o diagnóstico diferencial, que refere-se
ao processo médicoe fonoaudiológico de distinguir entre duas ou mais
condições que apresentam sintomas semelhantes. É fundamental não
confundir as duas condições, pois elas requerem abordagens diferentes.

30
Referências

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