Gluten
Gluten
Nos dias atuais, as criações de suínos e aves têm apresentado um papel de destaque
na economia mundial, principalmente no Brasil, pelo fornecimento de proteína animal
de alta qualidade com baixos custos, tomando-se acessíveis à grande parte da
população. O desenvolvimento dessas atividades constitui-se importante fator de
crescimento econômico com efeitos multiplicadores de renda e emprego em outros
setores da economia, intensificando a demanda de insumos agropecuários e a expansão
e a modernização dos setores de comercialização e agroindústria.
Temos, assim, um aumento na demanda desses produtos, o que obriga os
produtores a produzirem mais e mais barato, uma vez que isso é possível com a redução
dos custos de produção.
As aves e os suínos possuem uma grande capacidade competitiva com outras
espécies animais, uma vez que produzem grandes quantidades de proteína de alto valor
biológico em menor espaço físico e de tempo.
Considerando que a alimentação representa a maior parcela dos custos de produção
nas criações avícola e suinícula, a utilização de alimentos alternativos de qualidade e
composição conhecidas, a formulação de rações de custo mínimo e a adoção de
programas estratégias de alimentação possibilitam urna adequação econômica mais
conveniente ao produtor. Dentre as alternativas pesquisadas para reduzir o custo final
nos sistemas de produção de suínos e aves estão Os resíduos e os subprodutos das
industrias de alimentos, como é o caso do farelo de glúten de milho (FGM).
Processamento
O FGM é um subproduto obtido a partir do processamento do milho, por via úmida.
Após a limpeza, o milho grão é levado pare tanques, permanecendo em média 40 horas
em uma solução aquosa ácida que contém lactobacilos em presença de dióxido de
enxofre (SO2) a uma temperatura aproximadamente de 50 0C. No processo de separação
do amido e das proteínas, o S02 diluído reage com a água (H 20), formando o ácido
sulfuroso (H2S03) que controla a fermentação em razão de variações químicas que
ocorrem nos constituintes do endosperma e auxiliam o processo de separação (Kent,
1983). Pela ação da acidez e da temperatura, o grão de milho sofre um amolecimento,
liberando nutrientes para a solução que, posteriormente, é drenada e concentrada. Após
a separação do germem, glúten e amido, através de peneiras e centrifugação, a solução
concentrada e a fibra remanescente são secas a quente (cerca de 90 0G) e moídas,
passando a constituir o farelo de glúten de milho (FGM). Segundo Honeyman (1989),
para cada 100 quilos de milho em grãos são produzidos 62 a 68 kg de amido; 3 kg de
óleo; 3,2 kg de farelo de gérmen; 20 kg de glúten; e 4,5 kg de farelo de glúten.
O FGM é um produto fibroso com média proteína composto de fibras de milho,
rico em proteínas solveis e vitaminas (Droppo, 1985). Autores citados por Honeyman
(1989) apontam como causas da variação na composição do FGM o processo de
produção, o tipo de moagem e peneiramento e o tipo de centrifugação até sua produção
final. Sua composição pode ser alterada com a exposição prolongada ao ar em razão de
sua fácil deterioração.
Temos, comercialmente, dois tipos de farelo de glúten conhecidas: o farelo de
glúten de milho 21 (Refinazil) e a farelo de glúten de milho 60 (Protenose).
O farelo de glúten de milho 21 é a parte fibrosa do grão de milho que fica após
extração da maior parte do amido, do glúten e do gérmen pelo processo empregado na
produção do amido ou do xarope. O farelo, também, pode conter extrativos fermentados
do milho e/ou farelo de gérmen de milho, bem como, deve ser isento de matérias
estranhas à sua composição.
O farelo de glúten de milho 60 e o resíduo seco de milho, obtido após a remoção da
maior parte do amido, do gérmen e da separação do farelo pelo processo empregado na
fabricação do amido de milho ou xarope, por via úmida, pelo tratamento enzimático do
endosperma (Tardln, 1991).
Em trabalho realizado com glúten de milho, com suínos em crescimento, Trindade
Neto et al. (1995) observaram efeitos prejudiciais no desempenho dos animais e baixa
palatabilidade devidos à acidez e ao sabor amargo adquiridos no processamento.
Composição Química
A composição química dos alimentas em geral, varia com a cultivar utilizado, com
a estação de cultivo, com o processo de produção, com o tipo de solo e com fatores
ambientais.
O farelo de glúten de milho apresenta alto teor protéico, mas esta proteína é de
baixa qualidade, sendo esta a razão pela qual não se recomenda a sua utilização em
rações de aves e suínos como principal fonte de proteína. Apresenta alto nível de
energia metabolizavel; alto teor de xantofila (em média 10 vezes superior ao milho
grão), a que confere à pele da ave e à gema do ovo uma coloração amarelo-ouro; alto
teor de metionina (1,9%); e é rico em beta caroteno (45,5 micra-gramas/grama).
Especificaçõesfísico-químicas 21 60
Min. Max. Min. Max.
Umidade (%) - 12,0 - 12,0
Proteína (%) 21,0 - 60,0 -
Extrato etério(%) 1,0 - 1,0 -
Matéria fibrosa(%) - 10,0 - 2,5
Matéria mineral (%) - 8,0 - 3,5
Aflatoxinas (ppb) - 50 - 50
21 60
Proteína By- Pass 22,0% 55,0%
F.D.A 12,0% 5,0%
N.D.T (suínos) - 88,0%
Teor de xantofila - 225-500 mg/kg
Energia metabolizável (aves) - 3,85 Mcal/kg
Energia metabolizável (suínos) 2,605 Mcal/kg 3,90 Mcal/kg
Cálcio 0,36% 0,16%
Fósforo 0,82% 0,50%
Potássio 0,55% 0,03%
Magnésio 0,36% 0,06%
Enxofre 0,23% 0,39%
Tabela 3 - Composição do glúten de milho
Glúten 21 Glúten 60
Constituinte Ud Quantidade Quantidade
NRC T.B.A.S. NRC T.B.A.S.
Materia seca % 90 87,93 90 90,95
Energia digestível (suin.) Kcal/kg 2.990 2700 4.225 4321
Energia metabolizavel (suíno) Kcal/kg 2.605 2560 3.830 3929
Proteína bruta % 21,5 21,10 60,2 60,35
Gordura % 3,0 3,44 2,9 2,57
Ácido linoléico % 1,43 1,46 1,17 1,75
FDN % 33,3 35,67 8,7 6,39
FDA % 10,7 10,90 4,6 8,63
Cálcio % 0,22 0,12 0,05 0,03
Fósforo % 0,83 0,75 0,44 0,44
Sódio % 0,15 0,11 0,02 0,01
Cloro % 0,22 0,21 0,06 0,05
Potássio % 0,98 1,12 0,18 0,13
Magnésio % 0,33 - 0,08 -
Enxofre % 0,22 - 0,43 -
Cobre Mg/kg 48 - 26 -
Ferro Mg/kg 460 - 282 -
Manganês Mg/kg 24 - 4 -
Selênio Mg/kg 0,27 - 1,00 -
Zinco Mg/kg 70 - 33 -
Biotina Mg/kg 0,14 - 0,15 -
Colina Mg/kg 1,518 - 330 -
Niacina Mg/kg 66 - 55 -
Ácido pantotênico Mg/kg 17,0 - 3,5 -
Riboflavina Mg/kg 2,4 - 2,2 -
Tiamina Mg/kg 2,0 - 0,3 --
Vit.B6 Mg/kg 13,0 - 6,9 -
Vit. B12 mg/kg 0 - 0 -
Vit. E Mg/kg 8,5 - 6,7 -
Beta caroteno Mg/kg 1,0 - - -
Fonte: NRC – Suínos (1998) e tabelas Brasileiras para aves e suínos (2005)
Aspectos gerais do glúten de milho
Glúten 21 (REFINAZIL):
É composto basicamente pelas fibras digestíveis do grão de milho e parte do glúten,
além de parte do amido e frações protéicas não extraídas no processo primário de
separação e enriquecidas com água de maceração concentrada. Nas tabelas de nutrição
animal é também denominado “Corn gluten feed”. O produto é largamente utilizado nos
EUA, maior produtor mundial, e exportado para a Europa. É produzido no Brasil desde
a década de 30 pela Corn Products Brasil Ltda., sendo largamente utilizado pelas
fábricas de rações e cooperativas leiteiras, e cada vez mais a nível de fazendas que
misturam suas próprias rações.
Contém as fibras digestíveis do grão de milho, parte do glúten, amido e frações
protéicas não extraídas no processo de separação do amido.
O Glúten 21 apresenta níveis de inclusão para frango de corte de 5%. No entanto
tem altos teores de fibra, o que limita um pouco a sua utilização nas rações para aves de
forma geral. Para suínos a aceitação dele não é muito boa, devido a problemas de
palatabilidade, rejeitando a produto quando em excesso.
É necessária a suplementação de aminoácidos, mesmo apresentando nível protéico
relativamente alto. Possui vida útil de 6 meses, sendo comercializado nas formas de
farelo a granel, peletizado à granel e em sacos de papel rnultifoliados de 25Kg.
Glúten 60:
O ingrediente protéico do milho Protenose é obtido através da separação e
concentração do glúten extraído do milho pelo processo de moagem úmida. E
denominado nas tabelas de nutrição animal como “corn gluten meal”. O produto é
utilizado como importante ingrediente para rações avícolas e em especial nos últimos
anos em rações “pet food” (cães e gatos).
O produto apresenta-se sob a forma de pó amarelado com odor característico, com
alto nível de energia metabolizavel, alto tear de xantofila (em média 10 vezes superior
ao milho em grão) e rico em beta-caroteno (45,5 mg/kg), sendo que estes fatores que
conferem à pele do frango e a gema do ovo uma coloração amarelo-ouro. O alto teor de
proteína, superior a maioria dos suplementos protéicos de origem vegetal, com alta
digestibilidade e alto tear de proteína by-pass (55%), torna o produto interessante na
composição de rações para diversas categorias animais, em especial para as vacas em
lactação de alto potencial produtivo. Além disso, a proteína dele é considerada de boa
qualidade, com alto teor de metionina, aminoácido limitante em diversos tipos de ração,
e é também rica em ácidos graxos insaturados. Em geral, o produto substitui o farelo de
soja e, em função das diferenças de composição de aminoácidos dos dois ingredientes,
não se recomenda substituí-lo apenas em funções dos teores de proteína da dieta. Sendo
assim, as pesquisas indicaram um nível de substituição de parte do farelo de soja da
ordem de 3 a 6% na dieta, dependendo do balanceamento efetuado com os demais
ingredientes da ração. Assim este produto é indicado para rações avícolas de corte e
postura, possuindo urna vida útil de 6 meses, e comercializado nas formas de farelo a
granel e em sacos de papel multifoliados de 25 Kg.
Teixeira (1990), trabalhando com 240 pintos machos da linha fêmea de matriz Ross
208, com 7 dias de Idade distribuídos em 5 tratamentos (Ti = Ração basal ; T2 = RB +
5% de protenose; T3 = RB+ 5% farinha de peixe Quaker; T4 = RB + 5% de farinha de
peixe Tripadali e T5 = RB + 2% de farinha de sangue), avaliou o desempenho das aves
no experimento que teve duração de 35 dias. O uso de 5% de farinha de peixe Quaker
melhorou significativamente o ganho de peso e a conversão alimentar (P<0,05). Os
demais tratamentos não obtiveram efeito significativo (P<0,05) sobre o desempenho das
aves e os resultados obtidos são apresentados na tabela 9. Os resultados foram:
T1 T2 T3 T4 T5
Ganho(g) 1317 b 1325 b 1367 a 1319 b 1327 b
Consumo(g) 2460 a 2469 2495 a 2462 a 2488 a
Conversão(g) 1,87 b 1,86 b 1,83 a 1,87 b 1,88 b
a,b: Valores na mesma linha com a mesma letra não diferem significativamente
(P<0,05)
Trabalhando com 144 pintos machos da linha fêmea de matriz Ross 208, Teixeira
(1990) testou a substituição de 50% do milho da ração basal por sorgo, com e sem
acréscimo de 2,5% de protenose, de maneira isocalórica, isolisina, metionina + cistina,
cálcio, fósforo disponível e xantofila. Foram três tratamentos (Ti = RB ; T2 = 50% de
milho do tratamento 1 substituído por sorgo; T3 = 50% de milho do tratamento 1
substituído por sorgo, com 2,5% de protenose). As rações contendo sorgo + protenose
apresentaram conversão alimentar significativamente pior (P<0,05) do que a ração a
base de milho.
Trabalhando com 360 pintos de 1 dia de idade da marca comercial Hubbard e Ross,
Freitas (2002A), avaliou o efeito da inclusão de níveis crescentes de refinazil (0,5,10 e
15%) sobre o desempenho produtivo ou seja o peso vivo médio (PVM), o ganho médio
de peso (GMP), o consumo médio de ração (CMR) e a conversão alimentar média
(CAM) de frangos de corte. As rações utilizadas foram isoproteicas (19,14% PB) e
isoenergeticas (2982 kcal/kg). Os resultados aos 42 dias não apresentaram diferenças
significativas (P>0,05) entre as médias de nível de refinazil e de marca comercial sobre
as variáveis: PVM, GMP e CAM (tabela 13).
Tabela 13 - Peso vivo médio (PVM), ganho médio de peso (GMP), consumo médio de
ração (CMR) e conversão alimentar média (CAM), de acordo com o tratamento e a
linhagem.
Variáveis Tratamentos
Linhagens T1 T2 T3 T4 Média
PVM (g) Hubbard 1962 1956 1978 1985 1970 a
Ross 1888 1933 1968 1969 1939 a
Média 1925 a 1945 a 1973 a 1977 a ------
GMP (g) Hubbard 1919 1913 1935 1943 1928 a
Ross 1844 1890 1925 1925 1896 a
Média 1882 a 1901 a 1930 a 1934 a -------
CMR (g) Hubbard 3785 3758 3765 3819 3782 a
Ross 3650 3742 3736 3738 3716 b
Média 3717 a 3750 a 3751 a 3779 a -------
CAM (g/g) Hubbard 1,97 1,99 1,94 1,96 1,97 a
Ross 1,98 1,98 1,94 1,94 1,96 a
Média 1,98 a 1,98 a 1,94 a 1,95 a -------
a,b Para cada variável, médias seguidas da mesma letra, na mesma linha e na mesma
coluna, não diferem (P>0,05) pelo teste de Tukey
T1=0%, T2=5%,T3=10% e T4= 15% de Refinazil.
Trabalhando com 360 pintos de 1 dia de idade da marca comercial Hubbard e Ross,
Freitas (2002B), avaliou o efeito da inclusão de níveis crescentes de refinazil (0, 5, 10 e
15%) sobre os pesos e rendimentos de carcaça e de suas partes (peito, coxas e
sobrecoxas) de frangos de corte. As rações foram isoproteicas (19, 14% PB) e
isoenergeticas (2982 kcal/kg). Os resultados aos 42 dias não apresentaram diferenças
significativas (P>0,05) entre as medias de nível de refinazil para as características
avaliadas. Observou-se um efeito significativo (P<0,05) de peso e rendimento de coxas,
com a marca Hubbard apresentando valores superiores a Ross (Tabela 14).
Longo (2003A) estudou o valor de energia metabolizavel aparente corrigida
(EMAn) de ingredientes protéicos alternativos para frangos de corte na fase pré-inicial,
e avaliou as efeitos da utilização desses Ingredientes na primeira semana de vida de
frangos sabre a desempenho e o desenvolvimento do trato gastrintestinal (TGI). No
ensaio de metabolismo, foram utilizados 288 aves distribuídos por seis tratamentos
(uma dieta referencia e cinco dietas com inclusão dos ingredientes teste). Os
ingredientes foram: o isolado protéico de soja (IS), o ovo em pó (OP), a plasma
sanguíneo (PS), o farelo do glúten do milho (GM) e a levedura seca (LS). Na avaliação
do desempenho e do TGI foram utilizados 624 aves e seis tratamentos. E os tratamentos
foram: 1 - ração basal (RB), 2 - RB + IS, 3 - RB + OP, 4 - RB + PS, 5 -RB + GM, 6 -
RB + LS. As aves foram submetidas aos tratamentos de um a sete dias idade, sendo que
aos um, quatro e sete dias de idade aves foram abatidas para mensurar os órgãos do
TGI. De maneira geral, os desempenhos das aves de um a sete dias de idade foram
afetados pelos diferentes tratamentos, mas de 8 a 21 dias esse efeito dos tratamentos foi
diluído. As diferentes fontes de proteína afetaram o desenvolvimento do TGI, mas esses
efeitos não explicaram o desempenho das aves.
Os resultados destes trabalhos do metabolismo e desempenho de frangos de corte,
estão apresentados nas tabelas 15, 16, 17, 18, 19 e 20, respectivamente.
Longo et al. (2003B) avaliaram os efeitos de diferentes fontes de carboidratos e
proteína, bem como suas misturas, na dieta pré-inicial de frangos de corte sobre o
desempenho e características de carcaça. Foram utilizadas 1260 pintos de 1 dia
distribuídos em nove tratamentos. Os tratamentos foram: 1- dieta testemunha (TES); 2-
dieta com amido de mandioca (AMA); 3 - dietas com sacarose (SAC); 4 -a dieta com
farelo de glúten de milho (GM); 5- dieta com plasma sanguíneo (PS); 6 - GM + SAC; 7
- GM + AMA; 8 - PS + SAC; 9 - PS + AMA. Os dados de desempenho foram
analisados de um a sete, 8 a 21 dias, 22 a 35, 36 a 42 dias. De um a sete dias de idade a
ganho de peso das aves foi afetado pelos tratamentos, sendo que as aves que receberam
o tratamento SAC, apresentaram maior ganho em relação aos tratamentos GM, PS e
GM + SAC. O tratamento AMA promoveu melhor conversão alimentar do que os
tratamentos GM + SAC e PS + SAC. De 8 a 21 dias o tratamento TES resultou em
maior ganho de peso das aves em relação ao GM, a conversão alimentar foi pior para as
aves que receberam o tratamento PS em relação ao tratamento TES. Não houve efeito
de tratamento sobre o consumo de ração das aves nessas duas fases de criação. Após 21
dias de idade não foram observados diferenças no desempenho e os efeitos encontrados
nas bases pré-inicial e inicial não foram suficientes pare afetar a desempenho no período
total de criação, assim como as características da carcaça e a composição química da
carne de perna das aves.
Tabela 14 - Peso vivo médio (PVM), e peso médio da carcaça e de seus cortes nobres, e
rendimento de carcaça em relação ao PVM ao abate, e de seus cortes nobres, em relação
ao peso médio da carcaça, de acordo com o tratamento e a linhagem.
Variáveis Tratamentos
Linhagen T1 T2 T3 T4 Média
s
PVM (g) Hubbard 1959 1953 1944 2009 1996 a
Ross 1921 1907 2049 2017 1973 a
Média 1940 a 1930 a 1996 a 2013 a
Carcaça (g) Hubbard 1292 1314 1300 1344 1313 a
Ross 1312 1276 1366 1337 1323 a
Média 1302 a 1295 a 1333 a 1341 a
Peito (g) Hubbard 356 369 362 369 364 a
Ross 364 368 385 388 376 a
Média 360 a 369 a 374 a 378 a
Coxas(g) Hubbard 193 186 196 198 193 a
Ross 182 182 195 190 187 b
Média 188 a 184 a 196 a 194 a
Sobrecoxas(g) Hubbard 236 244 233 257 243 a
Ross 251 235 255 254 249 a
Média 243 a 240 a 244 a 256 a
Carcaça (%) Hubbard 65,95 67,28 66,87 66,89 66,75 a
Ross 68,29 66,91 66,66 66,28 67,04 a
Média 67,11 a 67,09 a 66,78 a 66,61 a
Peito (%) Hubbard 27,55 28,08 27,84 27,45 27,73 a
Ross 27,74 28,84 28,18 29,02 28,44 a
Média 27,64 a 28,49 a 28,05 a 28,18 a
Coxas (%) Hubbard 14,93 14,15 15,07 14,73 14,72 a
Ross 13,87 14,26 14,27 14,21 14,15 b
Média 14,43 a 14,20 a 14,70 a 14,46 a
Sobrecoxas (%) Hubbard 18,26 18,56 17,92 19,12 18,47 a
Ross 19,13 18,41 18,66 18,99 18,80 a
Média 18,66 a 18,53 a 18,30 a 19,09 a
a,b Médias seguidas de letras diferentes, na mesma coluna, diferem entre si (P<0,05)
T1=0%, T2=5%,T3=10% e T4= 15% de Refinazil.
Freitas (2002B)
Conclusões
O farelo de glúten de milho pode ser utilizado na alimentação de peixes e aves como
fonte suplementar de proteína ou pigmentação, uma vez que as indústrias beneficiadoras
de milho produzem grandes quantidades desse produto anualmente.
Além disso, a entrada no mercado dos aminoácidos sintéticos potencializa
nutricionalmente e economicamente o uso dos alimentos alternativos. No entanto,
devido ao seu alto custo deve ser utilizado principalmente para dietas especiais.
A utilização de FGM para suínos representa aumento de utilização de alimentos e de
custos sem representar melhorias de produtividade. Portanto mais pesquisas são
necessárias para se definir quais são os níveis ideais de inclusão do glúten de milho nas
rações das diferentes categorias de suínos e aves, minimizando assim os custos inerentes
à alimentação.
5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANFAR. TARDIN, A C., VAZ, F.A.S., GUIGUET, G.S.P. et. al. Materias primas
para alimentação animal – padrão ANFAR.4 ed.São Paulo: ANFAR, 1985.65 p.
CROMWELL, G.L., STAHLY, T.S. e RANDOLPH, J.H. Corn gluten feed in diets
for growing-finishing swine. J. Anim. Science, 65 (Supl. 1): 39, 1987.
REZENDE,R.C DE; SILVA, D.J.; FONSECA, J.B. et. al. Energia metabolizável de
cinco alimentos para poedeiras leves. Rev. da Sociedade Brasileira de Zootecnia. V.9,
n.4, p. 609-620, 1980.
TEIXEIRA, Z.S.; SAZZAD, Md., H.; PASSOS Jr., H.S.; et al . Efeito do uso de
protenose, farinha de peixe e farinha de sangue no desempenho de frangos de
corte. In. Anais da XXVII Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia. Rev.
da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 22-27, julho, Campinas, p. 136, 1990.
TEIXEIRA, Z.S.; SAZZAD, Md., H.; PASSOS Jr., H.S.; et al . Rações de milho, sorgo
e sorgo+protenose para frangos de corte.In. Anais da XXVII Reunião Anual da
Sociedade Brasileira de Zootecnia. Rev. da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 22-27,
julho, Campinas, p. 141, 1990.