I N F O R M AT I V O T É C N I CO
Sensor ABS
SProfissional,
E N doSnão
O modelo OseResqueça
veículo A Bderefere-se
descrito Ssempreaconfirmar o código original da peça.
todas as carrocerias (hatch, sedan, conversível, etc.)
Conceito
O sistema ABS, cuja sigla significa “Anti-Lock Braking Systems” e em português “Sistemas de travagem antibloqueio”, teve
seu uso obrigatório em veículos automotores fabricados no Brasil a partir de 2014, segundo a resolução CONTRAN n.º
380 de 28/04/2011.
O sistema ABS possui inúmeros componentes, dentre eles está o sensor ABS, também conhecido como sensor de
rotação da roda ou sensor de velocidade da roda.
Os sensores ABS podem ter como princípio de funcionamento indução (sensor passivo) e efeito Hall (sensor ativo).
Quando o sensor é indutivo, é composto por um cabo, um ímã permanente, uma bobina e um núcleo de ferro. Já o de
efeito Hall consiste em um ímã permanente e um sensor de efeito Hall próximo a ele. Alguns casos não possuem o ímã.
Princípio
Um sistema de travagem antibloqueio (ABS) é um sistema de segurança do veículo que permite que as rodas de um
carro mantenham contato de tração com a superfície da estrada durante a frenagem, impedindo que as rodas travem
(cessando a rotação) e evitando derrapagens descontroladas. O ABS geralmente oferece controle aprimorado do veículo
e diminui as distâncias de parada em superfícies secas e escorregadias.
O sensor ABS possui a função de captar, por meio de rodas fônicas, a informação de velocidade e deslizamento de
cada roda do veículo, enviando essa informação à unidade de comando eletrônica ABS, que avalia os sinais e calcula o
deslizamento admissível para cada roda para uma frenagem ideal.
Conforme o movimento do veículo, ocorre o movimento das rodas e, consequentemente, o movimento das rodas
fônicas, que ao girar, geram um sinal de tensão no sensor, que é enviado à unidade de comando ABS. A frequência desse
sinal é determinada pela rotação da roda fônica (velocidade da roda do veículo).
Localização
Os sensores ABS, estão geralmente localizados na manga de eixo do veículo (rodas dianteiras) e no eixo (rodas traseiras).
Aplicação: Manga de eixo do
Gol 1.0 8V 2014
(sensor DS 30.002DE)
Todos os produtos deste catálogo são peças de reposição fabricadas pela DS.
2 As citações das montadoras são exclusivamente utilizadas como referência.
Profissional, não se esqueça de sempre confirmar o código original da peça.
O modelo do veículo descrito refere-se a todas as carrocerias (hatch, sedan, conversível, etc.) SENSOR ABS
Tipos de Freios ABS:
Os tipos de sistemas de freios ABS são classificados conforme o número de canais, ou seja, com o número de válvulas
que são controladas individualmente e pelo número de sensores ABS.
• Quatro canais e quatro sensores:
Existe um sensor ABS e uma válvula para cada roda. Com essa configuração, a unidade de comando monitora cada roda
individualmente, para assegurar a máxima potência de frenagem.
Ex: VW Gol.
• Três canais e três sensores:
Geralmente utilizado em caminhonetes, possui um sensor ABS e uma válvula para cada roda dianteira, e apenas uma
válvula e um sensor ABS para as duas rodas traseiras.
Ex: GM S10.
• Um canal e um sensor:
Esse sistema é utilizado em algumas caminhonetes, possui apenas um sensor no eixo traseiro e uma válvula, que
controla ambas as rodas traseiras.
Ex: Ford Ranger.
Diagnósticos de falha:
Se alguma das luzes de advertência ao lado estiver acesa, ou se
houver uma trepidação do pedal do freio durante a frenagem
em baixa velocidade ou as rodas travam durante a frenagem,
provavelmente há uma falha em algum lugar do sistema ABS.
Como diagnósticar o local de ocorrencia de falha?
Observação: Todos os diagnósticos e testes descritos abaixo são realizados com o auxílio de um scanner Sun PDL 5500.
A primeira ação a ser tomada é passar o scanner de diagnóstico e identificar os códigos de falha, conforme as etapas
abaixo:
• Selecionar a opção “03-Sistema eletrônico do freio” ou “Freio antitravamento”;
• Selecionar a opção “apenas códigos”;
• Visualizar o erro apresentado, conforme abaixo:
O código acima indica que o problema está relacionado ao sensor ABS da roda dianteira esquerda, mas isso não significa
que o defeito está no sensor, é preciso seguir os passos abaixo:
• Selecionar a opção “03-Sistema eletrônico do freio” ou “Freio antitravamento”;
• Selecionar a opção “Dados”;
• Acompanhar os dados;
• Após selecionar essa opção, basta acompanhar se a velocidade da roda aparecerá de modo correto acima.
Todos os produtos deste catálogo são peças de reposição fabricadas pela DS.
As citações das montadoras são exclusivamente utilizadas como referência. 3
SProfissional,
E N doSnão
O modelo OseResqueça
veículo A Bderefere-se
descrito Ssempreaconfirmar o código original da peça.
todas as carrocerias (hatch, sedan, conversível, etc.)
Essa verificação pode ser realizada com o veículo no elevador automotivo e movimentando roda por roda, conforme
abaixo:
Observe que o sensor da roda dianteira esquerda não funcionou após a roda ser girada. Já os outros partiram de 0 e
foram até 10,04 km/h (por exemplo). As velocidades acima não estão uniformes, pois as rodas foram giradas de modo
manual. Na maioria das vezes, o problema está relacionado ao sensor, mas sabemos que em alguns casos, o problema
pode estar em outro local, desse modo é essencial saber testar se o sensor está funcionando corretamente ou não,
conforme descrito abaixo.
Como testar?
Geralmente, os sensores ABS possuem apenas dois fios. O sensor indutivo gera um sinal, sem precisar receber
alimentação. Já o sensor de efeito Hall, só funciona se receber uma alimentação próxima à 5V ou 12V, variando de
veículo para veículo.
Como testar o Sensor Indutivo?
EXEMPLO UTILIZADO PARA ESTE TESTE: Audi A3 1.8T 2003 - Sensor DS 30.006DE, que se aplica ao veículo.
Teste 1- Medir a resistência do sensor com auxílio de um multímetro, conforme abaixo:
• Desconectar o conector do sensor ABS do chicote;
• Remover o sensor do veículo e posicioná-lo em uma bancada de modo organizado;
• Ajuste o multímetro na escala de resistência ôhmica (2K Ω);
• Analisar a resistência elétrica nos terminais 1 e 2 do sensor ABS;
• A resistência deve estar entre 925 Ω e 1250 Ω.
Lembrete: Cada veículo possui um sensor ABS com valor específico de resistência, que varia conforme a
bitola e com o número de voltas (espiras) da bobina.
Todos os produtos deste catálogo são peças de reposição fabricadas pela DS.
4 As citações das montadoras são exclusivamente utilizadas como referência.
Profissional, não se esqueça de sempre confirmar o código original da peça.
O modelo do veículo descrito refere-se a todas as carrocerias (hatch, sedan, conversível, etc.) SENSOR ABS
Teste 2- Verificar a onda de sinal do sensor com um osciloscópio, conforme abaixo:
• Sensor instalado no veículo;
• Chicote de alimentação conectado;
• Conectar plugs do scanner no chicote (sensor indutivo não possui pinagem, por isso os plugs podem ser conectados
em quaisquer pinos do sensor).
• Selecione a opção osciloscópio / Multímetro (tela inicial);
• Selecione a opção osciloscópio;
• Selecione a opção “osciloscópio de 2 canais”;
• Acompanhe a onda de sinal, conforme abaixo:
Observação: É muito importante manter as escalas de teste corretas, para uma leitura precisa e eficaz. Conexão CA
(Acoplamento AC) – Corrente alternada/escala – 500 mV.
É possível observar que a onda de um sensor indutivo sempre será alternada e próxima a uma curva senoidal.
A onda acima representa um perfeito funcionamento do sensor. Sempre que um sensor não está funcionando
corretamente, a onda fica imperfeita, isso é, fica quebrada.
Como testar o Sensor de efeito Hall?
Sensor de efeito Hall NÃO se testa RESISTÊNCIA
Antes de testar um sensor de efeito Hall, é necessário saber a pinagem de alimentação do sensor (identificar o pino que
recebe alimentação positiva e o pino que recebe alimentação negativa).
Utilizaremos um multímetro digital, conforme abaixo:
• Desconectar o chicote de alimentação do sensor;
• Ligar a chave de ignição;
• Ajuste o multímetro na escala de tensão continua (20V);
• Analisar a tensão nos terminais 1 e 2 do sensor ABS;
• Nesse primeiro momento, não se atentar em qual pino o cabo vermelho do multímetro irá e qual o cabo preto irá;
• Se a tensão lida for em torno de 12V (positiva), a pinagem está correta, isso significa que o cabo vermelho do
multímetro já está no pino positivo e o cabo preto, já está no negativo;
• Caso a tensão lida for em torno de -12V (negativa), isso significa que o cabo positivo do multímetro está no pino
negativo do sensor e o cabo negativo está no pino positivo do sensor. Basta inverter os pinos;
• Em alguns veículos, não é possível verificar essa alimentação com o chicote desconectado do sensor, desse modo, a
pinagem deve ser verificada conforme abaixo (chicote conectado no sensor):
Todos os produtos deste catálogo são peças de reposição fabricadas pela DS.
As citações das montadoras são exclusivamente utilizadas como referência. 5
SProfissional,
E N doSnão
O modelo OseResqueça
veículo A Bderefere-se
descrito Ssempreaconfirmar o código original da peça.
todas as carrocerias (hatch, sedan, conversível, etc.)
Sabendo a pinagem do sensor, é possível a realização dos testes, conforme abaixo:
EXEMPLO UTILIZADO PARA ESTE TESTE: Gol 1.0 2014 - Sensor DS 30.002DE, que se aplica ao veículo.
Teste 1- Verificar o sinal do sensor com um multímetro digital.
• Manter o chicote de alimentação conectado no sensor;
• Ligar a chave de ignição;
• Ajuste o multímetro na escala de tensão continua (2V);
• Posicionar o cabo vermelho do multímetro no pino negativo do sensor, conforme encontrado acima;
• Posicionar o cabo preto do multímetro no polo negativo da bateria;
• Girar a roda do veículo;
• O valor de tensão lido deve ser em torno de 0,5 a 1,0V.
Lembrete: Cada veículo possui um sensor ABS específico, o valor de tensão poderá variar dependendo do
veículo. Vale lembrar que o teste acima é apenas para verificar se o sensor está gerando um sinal (sensor
funcionando ou sensor queimado). O teste para verificar se o sinal está adequado está descrito abaixo.
Teste 2- Verificar a onda de sinal do sensor com um osciloscópio, conforme abaixo:
• Sensor instalado no veículo;
• Chicote de alimentação conectado;
• Conectar plugs do scanner no chicote (conforme pinagem acima).
• Selecione a opção osciloscópio/Multímetro (tela inicial);
• Selecione a opção osciloscópio;
• Selecione a opção “osciloscópio de 2 canais”;
• Acompanhe a onda de sinal, conforme abaixo:
Todos os produtos deste catálogo são peças de reposição fabricadas pela DS.
6 As citações das montadoras são exclusivamente utilizadas como referência.
Profissional, não se esqueça de sempre confirmar o código original da peça.
O modelo do veículo descrito refere-se a todas as carrocerias (hatch, sedan, conversível, etc.) SENSOR ABS
OBSERVAÇÃO: É muito importante manter as escalas de teste corretas, para uma leitura precisa e eficaz.
Conexão CA (Acoplamento AC) – Corrente alternada.
Escala – 500 mV.
É possível observar que a onda de um sensor de efeito Hall sempre será quadrada.
A onda acima representa um perfeito funcionamento do sensor. Sempre que um sensor não está funcionando
corretamente, a onda fica imperfeita, isso é, fica quebrada.
CUIDADO: A referência cruzada (código original x código DS) é a melhor forma de identificar o modelo
correspondente ao veículo.
O sensor ABS poderá ser danificado caso seja montado em um local diferente de sua aplicação.
Alguns erros de procedimento levam o aplicador ao engano. Por isso deve-se ficar atento para:
• Fixação incorreta do sensor na manga de eixo ou no próprio eixo;
• Chicote elétrico com problema;
• Roda fônica faltando dentes, empenada ou com a pista magnética danificada;
• Acúmulo de sujeira entre o sensor e a roda fônica;
• Ajuste da distância entre o sensor e a roda.
Com o auxílio de um pente de lâminas, verifique a distância entre o sensor e um dente da roda fônica. A folga
deve ser entre 0,5 mm a 1,5 mm. O sensor também deve estar posicionado de modo que sua “face” esteja
paralela à face dos dentes ou face magnetizada da roda fônica.
Os defeitos mais comuns provocados por falhas no circuito do sensor ABS são:
• Luzes de advertência acesa (luz do ABS, luz do freio de estacionamento e luz do controle de tração);
• Trepidação do pedal do freio durante a frenagem em baixa velocidade;
• Rodas travam durante a frenagem.
Todos os produtos deste catálogo são peças de reposição fabricadas pela DS.
As citações das montadoras são exclusivamente utilizadas como referência. 7
ds.ind.br dschiavetto dsindustria DS Tecnologia Automotiva
DS Schiavetto & Cia Ltda.
Av. José Abbas Casseb, n 75, S. J. do Rio Preto - SP
Dist. Ind. Ulisses Guimarães - CEP 15092-606 - Brasil
Tel +55 17 99681 1152 SAC DS |
[email protected]Tecnologia é o que nos move.