SUPER AULÃO – CONCURSO DA SERRA 2024 Proibida a divulgação e Compartilhamento
AULÃO PRESENCIAL – CONCURSO SERRA 2024
Professor Davi
RESOLUÇÃO Nº 07, DE 14/12/2010, FIXA DIRETRIZES CURRI- § 1º O foco nas experiências escolares significa que as orienta-
CULARES NACIONAIS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ções e as propostas curriculares que provêm das diversas instân-
(NOVE) ANOS. cias só terão concretude por meio das ações educativas que en-
volvem os alunos.
Art. 3º O Ensino Fundamental se traduz como um direito pú-
blico subjetivo de cada um e como dever do Estado e da família Art. 18 O currículo do Ensino Fundamental com 9 (nove) anos
na sua oferta a todos. de duração exige a estruturação de um projeto educativo coe-
rente, articulado e integrado, de acordo com os modos de ser e
Art. 4º É dever do Estado garantir a oferta do Ensino Fundamen- de se desenvolver das crianças e adolescentes nos diferentes
tal público, gratuito e de qualidade, sem requisito de seleção
contextos sociais
Art. 5º O direito à educação, entendido como um direito inalie-
Art. 20 As escolas deverão formular o projeto político-pedagó-
nável do ser humano, constitui o fundamento maior destas Di-
gico e elaborar o regimento escolar de acordo com a proposta
retrizes. A educação, ao proporcionar o desenvolvimento do po- do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, por meio de processos
tencial humano, permite o exercício dos direitos civis, políticos, participativos relacionados à gestão democrática.
sociais e do direito à diferença, sendo ela mesma também um
direito social, e possibilita a formação cidadã e o usufruto dos § 1º O projeto político-pedagógico da escola traduz a proposta
bens sociais e culturais. educativa construída pela comunidade escolar no exercício de
sua autonomia, com base nas características dos alunos, nos
§ 1º O Ensino Fundamental deve comprometer-se com uma profissionais e recursos disponíveis, tendo como referência as
educação com qualidade social, igualmente entendida como di- orientações curriculares nacionais e dos respectivos sistemas de
reito humano. ensino.
§ 2º A educação de qualidade, como um direito fundamental, é,
antes de tudo, relevante, pertinente e equitativa.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)
Art. 6º Os sistemas de ensino e as escolas adotarão, como nor-
teadores das políticas educativas e das ações pedagógicas, os O que é a BNCC? A BNCC é um documento de caráter normativo
seguintes princípios: que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens
essenciais.
I – Éticos: de justiça, solidariedade, liberdade e autonomia; de
respeito à dignidade da pessoa humana e de compromisso com O que são aprendizagens essenciais? As aprendizagens es-
a promoção do bem de todos, contribuindo para combater e eli- senciais são definidas como conhecimentos, habilidades, atitu-
minar quaisquer manifestações de preconceito de origem, raça, des, valores e a capacidade de os mobilizar, articular e integrar,
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. expressando-se em competências.
II – Políticos: de reconhecimento dos direitos e deveres de cida- Essas aprendizagens essenciais são aprendizagens que todos os
dania, de respeito ao bem comum e à preservação do regime alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades
democrático e dos recursos ambientais; da busca da equidade da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus
no acesso à educação, à saúde, ao trabalho, aos bens culturais e direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade
outros benefícios; da exigência de diversidade de tratamento com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE).
para assegurar a igualdade de direitos entre os alunos que apre-
Este documento normativo aplica-se exclusivamente à educa-
sentam diferentes necessidades; da redução da pobreza e das
desigualdades sociais e regionais. ção escolar, e está orientado pelos princípios éticos, políticos e
estéticos que visam à formação humana integral e à construção
III – Estéticos: do cultivo da sensibilidade juntamente com o da de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, como funda-
racionalidade; do enriquecimento das formas de expressão e do mentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Bá-
exercício da criatividade; da valorização das diferentes manifes- sica (DCN).
tações culturais, especialmente a da cultura brasileira; da cons-
trução de identidades plurais e solidárias Referência nacional para a formulação dos currículos dos siste-
mas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos
Art. 9º O currículo do Ensino Fundamental é entendido, nesta Municípios e das propostas pedagógicas das instituições escola-
Resolução, como constituído pelas experiências escolares que res, a BNCC integra a política nacional da Educação Básica e vai
se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas re- contribuir para o alinhamento de outras políticas e ações, em
lações sociais, buscando articular vivências e saberes dos alunos âmbito federal, estadual e municipal, referentes à formação de
com os conhecimentos historicamente acumulados e contribu- professores, à avaliação, à elaboração de conteúdos educacio-
indo para construir as identidades dos estudantes. nais e aos critérios para a oferta de infraestrutura adequada para
o pleno desenvolvimento da educação.
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Nesse sentido, espera-se que a BNCC ajude a superar a fragmen- que implica romper com visões reducionistas que privilegiam a
tação das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do re- dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva, ou,
gime de colaboração entre as três esferas de governo e seja ba- ainda, que confundem “educacão integral” com “educacão ou es-
lizadora da qualidade da educação. Assim, para além da garantia cola em tempo integral”.
de acesso e permanência na escola, é necessário que sistemas,
redes e escolas garantam um patamar comum de aprendiza-
gens a todos os estudantes, tarefa para a qual a BNCC é instru- LEI FEDERAL Nº 9.394/96 – LEI DE DIRETRIZES E BASE DA
mento fundamental. EDUCAÇÃO NACIONAL.
Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais de- Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas
finidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudan- comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:
tes o desenvolvimento de dez competências gerais, que con- I - elaborar e executar sua proposta pedagógica;
substanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendiza- II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financei-
gem e desenvolvimento. ros;
Na BNCC, competência é definida como a mobilização de co- III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula esta-
nhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, belecidas;
cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada do-
demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cente;
cidadania e do mundo do trabalho. V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendi-
mento;
Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educa- VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando proces-
ção deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para sos de integração da sociedade com a escola;
a transformação da sociedade, tornando-a mais humana, social- VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e,
mente justa e, também, voltada para a preservação da natureza” se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendi-
(BRASIL, 2013), mostrando-se também alinhada à Agenda 2030 mento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pe-
da Organização das Nações Unidas (ONU). dagógica da escola;
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos
É imprescindível destacar que as competências gerais da Edu- alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30%
cação Básica, apresentadas na BNCC, inter-relacionam-se e des- (trinta por cento) do percentual permitido em lei;
dobram-se no tratamento didático proposto para as três etapas IX - promover medidas de conscientização, de prevenção e de
da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimi-
Ensino Médio), articulando-se na construção de conhecimen-
dação sistemática (bullying), no âmbito das escolas;
tos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de ati- X - estabelecer ações destinadas a promover a cultura de paz nas
tudes e valores, nos termos da LDB. escolas.
XI - promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de
prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas.
XII – instituir, na forma da lei de que trata o art. 14, os Conselhos
Escolares.
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabe-
lecimento de ensino;
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pe-
A BNCC possui dois fundamentos pedagógicos: dagógica do estabelecimento de ensino;
III - zelar pela aprendizagem dos alunos;
Os conteúdos curriculares a serviço do desenvolvimento de IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de
competências menor rendimento;
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de
A adocão desse enfoque vem reafirmar o compromisso da
participar integralmente dos períodos dedicados ao planeja-
BNCC com a garantia de que os direitos de aprendizagem se-
mento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
jam assegura- dos a todos os alunos. Com efeito, a explicitacão
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as
de competencias – a indicacão clara do que os alunos devem
famílias e a comunidade.
saber, e, sobretudo, do que devem saber fazer como resultado
de sua aprendizagem – oferece referencias para o fortaleci- ALTERAÇÃO NA LDB EM 2024
mento de acões que assegurem esses direitos.
No dia 27 de maio a LDB foi alterada através da lei nº 14.862 para
O compromisso com a educação integral permitir que os professores da educação básica pública utilizem
os veículos de transporte escolar dos Estados, do Distrito Federal
A BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compro- misso com a
e dos Municípios.
educacão.integral23, reconhecendo que a educacão básica
deve visar à formacão e ao desenvolvimento humano global, o
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No artigo 10 que trata das incumbências dos Estados, onde Art. 7º É dever de todos comunicar à autoridade competente
era qualquer forma de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. com deficiência.
Agora é Parágrafo único. Se, no exercício de suas funções, os juízes e os
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual, tribunais tiverem conhecimento de fatos que caracterizem as vi-
permitindo aos respectivos professores, em trechos autorizados, olações previstas nesta Lei, devem remeter peças ao Ministério
o uso de assentos vagos nos veículos; Público para as providências cabíveis.
Também foi acrescentado mais um inciso nesse artigo Art. 8º É dever do Estado, da sociedade e da família assegurar à
IX - articular-se com os respectivos Municípios para que o dis- pessoa com deficiência, com prioridade, a efetivação dos direi-
posto no inciso VII deste caput e no inciso VI do caput do art. 11 tos referentes à vida, à saúde, à sexualidade, à paternidade e à
desta Lei seja cumprido da forma que melhor atenda aos inte- maternidade, à alimentação, à habitação, à educação, à profissi-
resses dos alunos e dos professores. onalização, ao trabalho, à previdência social, à habilitação e à re-
abilitação, ao transporte, à acessibilidade, à cultura, ao desporto,
ao turismo, ao lazer, à informação, à comunicação, aos avanços
No artigo 11 que trata das incumbências dos Municípios, científicos e tecnológicos, à dignidade, ao respeito, à liberdade,
onde era à convivência familiar e comunitária, entre outros decorrentes
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pes-
soas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo e das leis e de
Agora é outras normas que garantam seu bem-estar pessoal, social e
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal, econômico.
permitindo aos respectivos professores, em trechos autorizados,
o uso de assentos vagos nos veículos;
Ou seja, LEI FEDERAL Nº 13.005, DE 05/06/2014- APROVA O PLANO
Antes, os ônibus escolares levavam só os alunos. Agora, com a NACIONAL DE EDUCAÇÃO - PNE
mudança, se houver lugares sobrando, os professores também
Duração: Decenal (10 anos)
podem pegar carona. Além disso, as escolas, as cidades e os es-
tados precisam conversar melhor para garantir que todo mundo Vigência: 2014-2024
chegue bem na escola, tanto alunos quanto professores.
É Composto por:
- 10 Diretrizes
- 20 Metas
LEI FEDERAL Nº 13.146, DE 06/07/2015 – INSTITUI A LEI BRA- - 254 Estratégias
SILEIRA DE INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA (ESTA-
TUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA). Quem monitora?
I – Ministério da Educação
CAPÍTULO II - DA IGUALDADE E DA NÃO DISCRIMINAÇÃO II – Comissão de Educação da Câmara e do Senado
Art. 4º Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de III – Conselho Nacional de Educação
oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma IV – Fórum Nacional de Educação
espécie de discriminação. Art. 2º São diretrizes do PNE:
§ 1º Considera-se discriminação em razão da deficiência toda I - erradicação do analfabetismo ;
forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, II - universalização do atendimento escolar;
que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anu- III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na
lar o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de
fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de discriminação;
adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assisti- IV - melhoria da qualidade da educação;
vas. V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos
valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade;
§ 2º A pessoa com deficiência não está obrigada à fruição de be- VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação
nefícios decorrentes de ação afirmativa. pública;
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do
Art. 5º A pessoa com deficiência será protegida de toda forma
País;
de negligência, discriminação, exploração, violência, tortura,
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos
crueldade, opressão e tratamento desumano ou degradante.
em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB,
Parágrafo único. Para os fins da proteção mencionada no ca- que assegure atendimento às necessidades de expansão, com
put deste artigo, são considerados especialmente vulneráveis a padrão de qualidade e equidade;
criança, o adolescente, a mulher e o idoso, com deficiência. IX - valorização dos (as) profissionais da educação;
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à
diversidade e à sustentabilidade socioambiental.
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PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS LEI FEDERAL Nº 10.639/03 E LEI FEDERAL Nº 11.645/08
2007.
LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003.
O plano nacional de Educação em Direitos Humanos visa esta-
- Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais
belecer diretrizes para a educação em direitos humanos em múl-
tiplas frentes, incluindo educação básica, superior, não formal, e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cul-
além da formação de profissionais de sistemas de justiça e segu- tura Afro-Brasileira.
rança. A finalidade é promover o respeito aos direitos humanos - .O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia
como parte integral dos currículos educacionais e da formação Nacional da Consciência Negra’."
profissional, fomentando uma cultura de direitos humanos no
país. LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008.
O que é Educação em Direitos Humanos? - Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino mé-
dio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da histó-
A educação em direitos humanos é compreendida como um ria e cultura afro-brasileira e indígena.
processo sistemático e multidimensional que orienta a forma-
ção do sujeito de direitos.
LINHAS GERAIS DE AÇÃO LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SERRA/ES.
As Linhas Gerais de Ação no Plano Nacional de Educação em Di- Art. 2º O território do Município tem suas confrontações: ao
reitos Humanos detalham estratégias e medidas específicas que norte com o Município de Fundão; ao Sul com os Municípios de
devem ser adotadas para integrar a educação em direitos huma- Vitória e Cariacica; e ao oeste com o Município de Santa Leopol-
nos em diferentes áreas e níveis de atuação no Brasil. Elas for- dina e ao Leste com o Oceano Atlântico.
mam a espinha dorsal do plano, delineando as abordagens prá-
Art. 3º Na Toponímia a ser utilizada no Município da Serra é ve-
ticas para alcançar os objetivos de promoção e proteção dos di-
dada a designação de datas e nomes de pessoas vivas.
reitos humanos através da educação.
§ 1º Deve-se evitar na designação de nome pessoa que não foi
- Desenvolvimento normativo e institucional
morador do município.
- Producão de informacão e conhecimento
§ 2º Em se tratando de designação de nome de pessoa que não
- Realizacão de parcerias e intercambios internacionais foi morador, deve-se comprovar os serviços prestados a munici-
palidade.
- Producão e divulgacão de materiais
§ 3º Aplica-se este artigo nos nomes a serem dados a qualquer
- Formacão e capacitacão de profissionais logradouro público, destacando-se, entre outros, distritos, bair-
- Gestão de programas e projetos ros, praças, ruas, prédios públicos e parques.
- Avaliacão e monitoramento Art. 24 A organização político-administrativa do Município da
Serra será determinada por esta Lei Orgânica e pelas demais le-
EIXOS ESTRATÉGICOS gislações.
O documento apresenta cinco eixos estratégicos do Plano Naci- Art. 25 A sede do Município é a Cidade da Serra.
onal de Educação em Direitos Humanos. Cada um desses eixos
direciona a aplicação da educação em direitos humanos para di- Art. 26 O território do Município será dividido, para fins admi-
ferentes segmentos da sociedade e setores educacionais, deta- nistrativos, em 5 (cinco) Distritos, a saber:
lhando como esses princípios devem ser incorporados em cada I - Sede Municipal;
II - Calogi;
área. Aqui está o significado de cada um:
III - Carapina;
- Educação Básica: IV - Nova Almeida;
V - Queimado.
- Educação Superior:
Art. 29 O Município goza de autonomia:
- Educação Não-Formal:
I - política, pela eleição direta do Prefeito, Vice-Prefeito e Verea-
- Educação dos Profissionais dos Sistemas de Justiça e Segu- dores;
rança:
II - financeira, pela instituição e arrecadação de tributos de sua
- Educação e Mídia: competência e aplicação de suas rendas, bem como pela trans-
ferência tributária compulsória prevista constitucionalmente;
III - administrativa, pela organização dos serviços públicos lo-
cais e administração própria, no que se refere só ao seu peculiar
interesse.
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REGIMENTO REFERÊNCIA PARA AS UNIDADES DE ENSINO POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PESPEC-
DA REDE MUNICIPAL DA SERRA - ES (2022) TIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA (2008).
Art. 9º As Unidades de Ensino da Rede Municipal, em conformi- A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Edu-
dade com a sua organização, ofertam: cação Inclusiva é um conjunto de diretrizes que visa garantir a
I - Educação Infantil; inclusão e a educação de qualidade para alunos com deficiência,
II - Ensino Fundamental; transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/su-
III - Educação de Jovens eAdultos; perdotação no sistema regular de ensino, promovendo a igual-
IV - Educação Especial. dade e a participação sem discriminação.
Art. 24 A gestão escolar deve ser entendida como um processo Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa
que visa à organização, ao funcionamento, à mobilização e à ar- a constituir a proposta pedagógica da escola, definindo como
ticulação dos meios humanos, materiais e financeiros, necessá- seu público-alvo os alunos com deficiência, transtornos globais
rios para o desenvolvimento de práticas pedagógicas da Uni- de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes
dade de Ensino, em observância à legislação em vigor e diretri- casos e outros, que implicam em transtornos funcionais especí-
zes da Secretaria Municipal de Educação no que concerne a po- ficos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino
lítica educacional. comum, orientando para o atendimento às necessidades educa-
cionais especiais desses alunos.
Art. 33 Compõem a estrutura funcional das Unidades de Ensino
da Rede Municipal da Serra, dentro de suas especificidades: Consideram-se alunos com deficiência àqueles que têm impe-
I - Diretor (a) Escolar; dimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual
II - Professor (a) em função de Assessoramento Pedagógico; ou sensorial, que em interação com diversas barreiras podem ter
III - Coordenador (a) de Turno; restringida sua participação plena e efetiva na escola e na socie-
IV - Professor (a) em função de Docência; dade.
V - Secretário (a) Escolar;
VI - Auxiliar Técnico Administrativo ou Auxiliar de Secretaria; Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são
VII - Serviços de apoio ao processo educativo; aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações
VIII - Auxiliar de Creche; sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interes-
IX - Cuidador. ses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se
nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do au-
Art. 69 As Unidades de Ensino que compõem a Rede Municipal tismo e psicose infantil.
da Serra têm a incumbência de elaborar seus Projetos Políticos
Pedagógicos e Regimentos Escolares, de acordo com a legisla- Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram
ção e normas vigentes. potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isola-
das ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomo-
Art. 70 O Projeto Político Pedagógico constitui um documento tricidade e artes. Também apresentam elevada criatividade,
que fundamenta a ação pedagógica de cada Unidade de Ensino. grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas
em áreas de seu interesse.
Art. 80 O currículo escolar é concebido pela articulação da teo-
ria e das práticas, como ações indissociáveis, que buscam a co- Dentre os transtornos funcionais específicos estão: dislexia,
nexão das experiências e os saberes das/dos crianças/estudan- disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de atenção e hi-
tes com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cul- peratividade, entre outros.
tural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a
As definições do público alvo devem ser contextualizadas e não
promover o desenvolvimento integral das/dos crianças/estu-
dantes. se esgotam na mera categorização e especificações atribuídas a
um quadro de deficiência, transtornos, distúrbios e aptidões.
Art. 93 A avaliação é uma prática pedagógica que compõe o Considera-se que as pessoas se modificam continuamente
processo de aprendizagem e desenvolvimento e de ensino transfo mando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo
aprendizagem. exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação
de exclusão, enfatizando a importância de ambientes heterogê-
Parágrafo único. Todos os participantes da ação educativa de- neos que promovam a aprendizagem de todos os alunos.
vem ser avaliados emmomentos individuais e coletivos, de-
vendo ser contemplada a autoavaliação.
Art. 94 A avaliação deve abranger os seguintes aspectos: CURRÍCULOS DO ESPÍRITO SANTO
I - avaliação da/do criança/estudante; Como estabelece a Declaracão Universal dos Direitos Humanos
(ASSEMBLEIA GERAL DA ONU, 1948) e a Constituicão Federal de
Il - avaliação dos (as) profissionais; 1988 (BRASIL, 1988), a educacão visa o desenvolvimento pleno
Ill - avaliação institucional. do ser humano. Para darmos mais um passo nessa direcão, o
Currículo do Espírito Santo define uma matriz de saberes com a
qual as áreas de conhecimento devem se comprometer ao
longo de toda Educacão Básica.
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A matriz de saberes contempla, para além das escutas, as com- autonomia e de suas potencialidades sejam capazes de se reali-
petencias gerais definidas na Base Nacional Comum Curricular, zar em todas as suas dimensões. Isso significa que mesmo que
bem com as competencias tecnológicas, que se inter-relacio- em cada etapa os estudantes possuam características em co-
nam e se desdobram nas e entre as tres etapas da Educacão mum, há que se reconhecer a pluralidade de infancias e juven-
Básica (Educacão Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). tudes que se sobressalta mediante as construcões históricas,
E ela ainda reflete uma relacão com os quatro pilares da Edu- culturais, socioeconomicas, linguísticas, étnicas, políticas, religi-
cacão, quais sejam: osas, entre outras que compõem seu modo de viver e estar no
mundo de modo singular, criando novas formas de existir.
PARECER CNE/CP Nº 03/2004 – DIRETRIZES CURRICULARES
NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTINICOS
RACIAIS E O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASI-
LEIRA E AFRICANA.
O Parecer CNE/CP Nº 03/2004 tem como objetivo orientar e re-
gulamentar a implementação de uma educação que reconheça
e valorize a história e cultura afro-brasileira e africana, promo-
vendo relações étnico-raciais positivas e combatendo o racismo
e a discriminação em todos os níveis de ensino.
Precisa, o Brasil, país multi-étnico e pluricultural, de organiza-
ções escolares em que todos se vejam incluídos, em que lhes
seja garantido o direito de aprender e de ampliar conhecimen-
tos, sem ser obrigados a negar a si mesmos, ao grupo étnico/ra-
O Currículo do Espírito Santo é orientado por princípios pauta- cial a que pertencem e a adotar costumes, idéias e comporta-
dos na Educacão Integral, que devem subsidiar a política educa- mentos que lhes são adversos. E estes, certamente, serão indica-
cional do território. Por meio de sua proposta visa promover a dores da qualidade da educação que estará sendo oferecida pe-
educacão integral, entendida como aquela que possibilita o de- los estabelecimentos de ensino de diferentes níveis. Para condu-
senvolvimento do sujeito em suas dimensões intelectual, social, zir suas ações, os sistemas de ensino, os estabelecimentos e os
emocional, física, cultural e política, por isso, compreendendo-o professores terão como referência, entre outros pertinentes às
em sua integralidade. Nesse sentido, a escola, de tempo parcial bases filosóficas e pedagógicas que assumem, os princípios a se-
ou integral, deve estar comprometida com o desenvolvimento guir explicitados.
do sujeito em suas diferentes dimensões, promovendo si- - CONSCIÊNCIA POLÍTICA E HISTÓRICA DA DIVERSIDADE
tuacões de aprendizagem que articulem conhecimentos, habili-
dades e atitudes que possibilitem o desenvolvimento dos estu- - FORTALECIMENTO DE IDENTIDADES E DE DIREITOS
dantes, o exercício de sua autonomia e, ao mesmo tempo, o es-
tabelecimento do compromisso com a construcão e melhoria - AÇÕES EDUCATIVAS DE COMBATE AO RACISMO E A DISCRIMI-
do mundo em que vivem. NAÇÕES
Nesse sentido, o documento assume uma visão plural, singular Estes princípios e seus desdobramentos mostram exigências de
e integral da crianca, do adolescente, do jovem e do adulto, con- mudança de mentalidade, de maneiras de pensar e agir dos in-
siderando-os como sujeitos de aprendizagem, possuidores de divíduos em particular, assim como das instituições e de suas
direitos e deveres, e que por meio do conhecimento, da tradições culturais.
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