Capa Taz
Capa Taz
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CAPATAZ®
COMPOSIÇÃO:
O,O-diethyl O-3,5,6-trichloro-2-pyridylphosphorothioate
(CLORPIRIFÓS) ......................................................................................................................... 480,00g/L (48,0% m/v)
Outros Ingredientes......................................................................................................................580,00g/L (58,0% m/v)
GRUPO 1B INSETICIDA
FORMULADOR/ MANIPULADOR:
OURO FINO QUÍMICA S.A.
Av. Filomena Cartafina, 22335 - Quadra 14 - Lote 5 – Distrito Industrial III
CEP: 38044-750 - Uberaba/MG - CNPJ: 09.100.671/0001-07
Registro Estadual IMA/MG nº 8.764
No do lote ou da partida:
Data de fabricação: VIDE EMBALAGEM
Data de vencimento:
ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA E CONSERVE-OS EM SEU PODER.
É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE.
É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.
Indústria Brasileira
Trator
Caveira 1
Local seguro
Aplicação 1 2 3 granulos/isca
INSTRUÇÕES DE USO:
®
CAPATAZ é um inseticida do grupo químico organofosforado, com ação por contato e ingestão. O mecanismo de
ação está relacionada a inibição da acetilcolinesterase (AChE), que tem ação de degradar o neurotransmissor da
Acetilcolina (ACh), resultando no acumulo de acetilcolina na sinapse, causando hiperexcitabilidade, transmissão
continua e descontrolada de impulsos nervosos, há uma paralisação dos músculos impedindo a respiração e
®
provocando a morte devido à ausência de oxigênio no cérebro. CAPATAZ é usado em pulverização para controle
de pragas da parte aérea das culturas de algodão, café, citros, milho, pastagem, soja, tomate e trigo, conforme
quadro abaixo:
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Época: Aplicar no período após a
Lagarta-militar 0,4 a 0,6L p.c/ha (**) germinação até 70 dias de idade da
Lagarta-do-cartucho cultura
(Spodoptera frugiperda) (192 a 288g i.a./ha) N° de aplicações: Realizar no máximo
2 aplicações durante o ciclo da cultura. 100 a 300
MILHO
Intervalo de aplicação: Lagarta-do- L/ha
1 L p.c/ha cartucho: repetir se necessário com
Lagarta-rosca intervalo de 10 dias.
(Agrotis ipsilon) Lagarta-rosca: repetir se necessário com
(480 g i.a./ha)
intervalo de 14 dias.
*p.c: produto comercial; i.a: ingrediente ativo
(**) As doses variam conforme o nível de infestação: maior dose para infestações mais intensas.
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Época: Aplicar no início do aparecimento
das primeiras pragas.
Cigarrinha-das-pastagens 1,0 L p.c/ha
N° de aplicações: Realizar no máximo 2 100 a 300
PASTAGEM Cigarrinha-dos-capinzais
aplicações. L/ha
(Deois flavopicta) (480 g i.a/ha)
Intervalo de Aplicação: Repetir se
necessário com intervalo de 30 dias.
*p.c: produto comercial; i.a: ingrediente ativo
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Época: Iniciar as aplicações ao se
Broca-das-axilas 0,8 L p.c/ha observar o surgimento da praga na
Broca-das-vagens lavoura 100 a 300
(Epinotia aporema) (384 g i.a./ha) N° de aplicações: Realizar no máximo 2 L/ha
aplicações durante o ciclo da cultura. (terrestre)
SOJA
Intervalo de Aplicação:
Lagarta-da-soja Lagarta- 0,25 a 1 L p.c/ha Broca-da-axilas: repetir se necessário 30 a 40L/ha
desfolhadeira com intervalo de 10 dias. (aérea)
(Anticarsia gemmatalis) (120 a 480 g i.a./ha Lagarta-da-soja: repetir se necessário
com intervalo de 21 dias
*p.c: produto comercial; i.a: ingrediente ativo
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Mosca-branca
(Bemisia tabaci raça B)
Época: Iniciar as aplicações quando forem
observados os primeiros sintomas de
Pulgão-das-solanáceas
100 mL p.c/100 L infestação.
TOMATE Pulgão-verde-escuro 800 a 1000
água N° de aplicações: Realizar no máximo 4
(**) (Macrosiphum euphorbiae) L/ha
(48 g i.a/100 L água) aplicações durante o ciclo da cultura.
Intervalo de Aplicação Repetir a aplicação
Pulgão-verde
se necessário com intervalo de 7 dias.
Pulgão-verde-claro
(Mysus persicae)
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Época: Iniciar as aplicações assim que
observarem os primeiros sintomas de
infestação
1,5 L p.c/ha N° de aplicações: Realizar no máximo
Lagarta-rosca
02 aplicações durante o ciclo da
(Agrotis ipsilon)
(720 g i.a./ha) cultura
Intervalo de aplicação: repetir, se
necessário, com intervalo de 7 a 15
dias
Alvo Biológico
Época, Número e Intervalo de Volume de
Cultura Nome comum Dose*
aplicação calda
Nome científico
Época: Iniciar as aplicações assim que
observarem os primeiros sintomas de
infestação
0,75 L p.c/ha N° de aplicações: Realizar no máximo
Lagarta-militar
02 aplicações durante o ciclo da
(Spodoptera frugiperda)
(360 g i.a/ha) cultura
Intervalo de aplicação: repetir a se
necessário, com intervalos de
aplicação em função da reinfestação.
*p.c: produto comercial; i.a: ingrediente ativo
MODO DE APLICAÇÃO:
Características da aplicação: As aplicações deverão ser realizadas de acordo com as recomendações desta bula,
respeitando os níveis de controle recomendados. As aplicações deverão ser com calda suficiente para a melhor
cobertura da cultura.
Preparo de calda:
Abasteça o reservatório do pulverizador até metade de sua capacidade com água, mantendo o agitador ou retorno
em funcionamento. Adicionar a quantidade correta de produto, previamente medido em recipiente volumétrico
preciso, e então, completar o volume com água. A agitação deverá ser constante durante todo o processo de
preparo e pulverização da calda. Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de
aplicação, pulverizando logo em seguida. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação da calda,
agitá-la vigorosamente antes de reiniciar a aplicação. Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem
durante o preparo da calda.
A altura da barra quando utilizada a ponta TJ60-8003 e AITTJ60 deve ser posicionada a 50 cm do topo da cultura.
Para a ponta DGTJ60 8002 e DGTJ60 8003 a barra deve estar posicionada à 75 cm do topo da cultura. Para pontas
similares deve ser consultada as recomendações dos fabricantes devendo garantir uma perfeita cobertura das
plantas e controle dos insetos.
Cultura perenes:
Para a cultura do café utilizar turbo atomizador ou pistola equipados com as pontas de pulverização do tipo cônico
vazio TXA 80067 com pressão de 6 Kgf/cm2 (78 psi) ou similar.
Para a cultura do citros utilizar turbo atomizador ou pistola equipados com as pontas de pulverização do tipo cônico
vazio TXA ou similar.
APLICAÇÃO AÉREA:
AVIÃO IPANEMA
- Tipo e número de bicos: Jato cônico “D” com difusor 25 a 45, com 40 a 42 bicos. 4 micronairs série AU 3000
(pás com 35° a 45°) ou 8 a 10 da série AU 5000 (pás com 45° a 75°);
- Pressão (PSI): 20 a 30;
- Gotulação: DMV na faixa de 100 a 150 µm e densidade mínima de 20 gotas/cm²;
- Faixa de aplicação: 15m;
- Altura do voo: 3 a 4m;
- A aplicação aérea deverá ser realizada com auxílio de equipamento GPS e sem o uso de “bandeirinhas”.
Trigo: utilizar aeronaves ou helicópteros dotados de barra com pontas (bicos) tipo hidráulico com volume de 30 a
40L calda/ha.
Soja: utilizar aeronaves ou helicópteros dotados de barra com bicos tipo hidráulico com volume de 40 L de calda/ha.
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
Observações locais deverão ser efetuadas, visando evitar a deriva e evaporação do produto. Não é recomendada a
aplicação aérea através de aeronaves ou helicópteros na cultura do café.
O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em L/ha, para proporcionar a cobertura
adequada e a densidade de gotas desejadas.
- Observe as normas técnicas previstas na Instrução Normativa n° 2/2008 e Decreto n° 86.765/1981 do Ministério da
Agricultura, quando a pulverização utilizar aeronaves agrícolas respeitando as disposições constantes na legislação
estadual e municipal.
Recomendação para evitar deriva: não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas,
áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as
restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos a equipamento de pulverização e ao
clima. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar
Importância do diâmetro de gota: a melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de
gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (0,15 a 0,20 mm). A presença nas proximidades de culturas
para as quais o produto não esteja registrado, condições climáticas, estádio de desenvolvimento da cultura, etc
devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando
gotas de diâmetro maior reduz-se o potencial de deriva, mas não a previne se as aplicações forem feitas de maneira
imprópria ou sob condições desfavoráveis. Leia as instruções sobre Condições de vento, Temperatura, e Inversão
térmica.
Inversão térmica: O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o
movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanece perto do solo e com
movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são
comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr-do-sol e
frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina no nível do solo. No
entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária
de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a
presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento
ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.
Lavagem do equipamento de aplicação: Inicie a aplicação somente com o equipamento limpo e bem conservado.
Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento.
1) Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa
pelas mangueiras, barras, bicos e difusores.
2) Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque.
Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de
nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a
legislação Estadual ou Municipal.
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:
Com relação às condições climáticas, deve-se procurar aplicar nos horários mais frescos do dia, evitando ventos
acima de 10 km/h (3 m/s), temperaturas superiores a 28°C e umidade relativa inferior a 55%, visando reduzir ao
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão, café, citros, milho, soja, tomate e trigo: 21 dias
Pastagens: 13 dias
LIMITAÇÕES DE USO:
- Uso exclusivamente agrícola.
- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
- É PROIBIDA A APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO COSTAL.
- Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.
AVISO AO USUÁRIO: O produto deve ser utilizado de acordo com as recomendações da bula/rótulo. A OURO
FINO QUÍMICA S.A. não se responsabilizará por danos ou perdas resultantes do uso deste produto de modo não
recomendado especificamente na bula/rótulo. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo. O usuário assume todos
os riscos associados ao uso não recomendado.
A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico,
ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
®
O inseticida CAPATAZ pertence ao Grupo 1B (inibidores da acetilcolinesterase – Organofosforados) e o uso
repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de
populações resistentes em algumas culturas.
®
Para manter a eficácia e longevidade do CAPATAZ (Clopirifós) como uma ferramenta útil de manejo de
pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução
da resistência:
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
- Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 1. Sempre rotacionar com produtos de
mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
- Usar CAPATAZ® (Clopirifós) ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um
- “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
- Aplicações sucessivas de CAPATAZ® (Clopirifós) podem ser feitas desde que o período residual total do
“intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
- Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do
CAPATAZ® (Clopirifós), o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico dos
ORGANOFOSFORADOS não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações
recomendadas na bula.
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do CAPATAZ® (Clopirifós) ou outros produtos
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC- BR
([Link]), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ([Link]).
PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas
- Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da
especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.
- Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de
criação - e animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em PRIMEIROS
SOCORROS e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de
crianças e de animais.
- Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão,
botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de
limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.
Além disso, recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pelo manuseio
ou preparação da calda, em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função
do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
- Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar
contaminação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do
alcance de crianças e animais.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.
- Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar
as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis.
- Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens, utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão
hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
- Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca
árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara.
- A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.
Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função
do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
Tóxico se ingerido
Provoca irritação à pele
PERIGO
Provoca irritação ocular grave
Nocivo se inalado
PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo,
bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito
ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: ATENÇÃO: O PRODUTO PROVOCA IRRITAÇÃO OCULAR GRAVE. Em caso de contato, lave com muita
água corrente, durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente
de contato, deve-se retirá-la.
Pele: ATENÇÃO: O PRODUTO PROVOCA IRRITAÇÃO À PELE. Em caso de contato, tire toda a roupa e
acessórios (cinto, pulseira, óculos, relógio, anéis, etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão
neutro, por pelo menos 15 minutos.
Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
Exposição oral: A ingestão pode provocar salivação excessiva, náusea, vômito, cólicas
abdominais e diarreia e também podem ocorrer efeitos colinérgicos devido a inibição da
enzima acetilcolinesterase conforme descrito no item “exposição inalatória”.
Efeitos crônicos: É improvável que esta substância apresente potencial cancerígeno
para humanos com base nos resultados negativos em estudos em ratos e camundongos.
Em diversos estudos subcrônicos e crônicos com o clorpirifós conduzidos em humanos, a
inibição da acetilcolinesterase foi considerado o efeito/endpoint mais sensível
independente do tempo de exposição.
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
Proteção das vias aéreas: Garantir uma via aérea patente. Sucção de secreções orais
se necessário. Administrar oxigênio conforme necessário para manter adequada perfusão
tecidual. Em caso de intoxicação grave, pode ser necessária ventilação pulmonar
assistida.
Exposição Inalatória:
Remover o paciente para um local arejado. Monitorar quanto a alterações respiratórias e
perda de consciência. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avaliar quanto à
irritação do trato respiratório, edema pulmonar, bronquite ou pneumonia. Administrar
oxigênio e auxiliar na ventilação, conforme necessário.
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
Exposição Dérmica:
Remover as roupas contaminadas e lavar a área exposta com água em abundância e
sabão. Se a irritação ou dor persistir, o paciente deve ser encaminhado para tratamento
específico.
Exposição ocular:
Lavar os olhos expostos com grande quantidade de água ou solução salina 0,9% (soro
fisiológico) à temperatura ambiente por, pelo menos, 15 minutos. Se irritação, dor,
inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para
tratamento específico.
ANTÍDOTO:
Atropina – antagonista dos efeitos muscarínicos, a atropina não age sobre os efeitos
nicotínicos. Dose de 2,0 – 5,0 mg em fase ataque (adultos), e 0,03 a 0,05 mg/kg
(crianças), aplicada via intravenosa, a cada 5-10 minutos, até conseguir manter a
atropinização.
O parâmetro para a manutenção ou suspensão do tratamento é clínico, e se baseia ou na
reversão da ausculta pulmonar indicativa de broncorreia e na constatação do
desaparecimento da fase hipersecretora, ou no aparecimento de sintomas de intoxicação
atropínica (hiperemia de pele, boca seca, pupilas dilatadas e taquicardia).
Alcançados sinais de atropinização, ajustar a dose de manutenção destes efeitos por 24
horas ou mais. A presença de taquicardia e hipertensão não contraindica a
atropinização. São indicados a supervisão e o tratamento sintomático do paciente
pelo menos 48 horas, mas aconselha-se mantê-lo em observação por 72 horas, com
monitoramento cardiorrespiratória e oximetria de pulso. A ação letal dos organofosforados
pode ser comumente atribuída à insuficiência respiratória, pelos mecanismos de
broncoconstrição, hipersecreção pulmonar, falência da musculatura respiratória e
consequente depressão do centro respiratório por hipóxia. A administração de atropina
só deverá ser realizada na vigência de sintomatologia.
Oximas (pralidoxima) – A pralidoxima constitui um antídoto específico para
organofosforados. Ela desfosforiliza e reativa a acetilcolinesterase. Seu efeito é
importante na regressão dos efeitos nicotínicos e da Síndrome Intermediária, mas ela não
age sobre os efeitos muscarínicos. A pralidoxima não substitui a atropina. Nos casos
de descontaminação importante, seu uso deve ser iniciado desde as primeiras 24 horas
para ser mais efetivo, mas a pralidoxima pode ser aportada mais tarde, em especial em
intoxicações por compostos lipossolúveis. Concentrações terapêuticas devem ser
mantidas para restabelecer o máximo da atividade enzimática até a eliminação do
clorpirifós.
Dose de ataque:
A dose recomendada é de 1 a 2g (adultos) e 20 a 40 mg/kg (crianças), diluídos em 100 a
150 mL de soro fisiológico e aplicada via endovenosa em 30 minutos. Essa dose pode ser
repetida uma hora depois se a fraqueza muscular ou diafragmática e o coma não
melhorarem. Depois, administra-se de 6 a 12 horas durante 24 a 48 horas.
Ocasionalmente, essa dosagem pode ser mantida por períodos mais longos, dependendo
da gravidade do caso.
A pralidoxima pode causar bloqueio neuromuscular, se utilizada em altas doses, com
taquicardia, lanrigoespasmo, rigidez muscular, náusea, cefaleia e tontura.
Se ocorrer convulsões, o paciente pode ser tratado com benzodiazepínicos sob controle
médico.
Medidas sintomáticas e de manutenção:
- Em caso de fasciculações e convulsões, administrar diazepam. Realizar o tratamento
adequado em caso de distúrbio eletrolítico.
Contraindicações A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e pneumonite
química.
A lavagem gástrica é contraindicada em casos de perda de reflexos protetores das vias
respiratórias ou nível diminuído de consciência em pacientes não intubados; pacientes
com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não
significativa.
A diálise e a hemoperfusão não são indicadas.
Aminas adrenérgicas só devem ser usadas em indicações específicas, devido à
possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca (morfina, succinilcolina, teofilina,
fenotiazinas e reserpina).
Efeitos das O clorpirifós apresenta efeitos sinérgicos com outros organofosforados ou carbamatos.
interações químicas
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
Efeitos crônicos:
Clorpirifós: o clorpirifós apresentou resultados negativos em estudos de mutagenicidade in vitro e in vivo. É
improvável que esta substância apresente potencial cancerígeno para humanos, devido a resultados negativos de
estudos de carcinogenicidade em ratos e camundongos. O clorpirifós não apresentou potencial de toxicidade para a
reprodução nem para o desenvolvimento pré-natal.
Os organosfosforados são rapidamente biotransformados e excretados, e a intoxicação subaguda ou crônica são
raras. No entanto, intoxicações agudas ou a exposição crônica podem levar a efeitos adversos tardios. Como a
reversibilidade da inibição da aceticolinesterase ocorre de forma lenta para os organofosforados, pode haver um
acúmulo deste efeito. Em diversos estudos subcrônicos e crônicos com o clorpirifós conduzidos em ratos,
camundongos, coelhos, cães e humanos, a inibição da acetilcolinesterase foi considerado o efeito/endpoint mais
sensível independente do tempo de exposição. Com base nesses efeitos, foi estabelecido o NOAEL de 1 mg/kg/p.c.
/dia no estudo de 90 dias em ratos pela via oral.
BULA_CAPATAZ_Exclusão PTs_05.04.2022_V.12
- Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e
coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme
indicado acima.
- Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão
ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas
dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade
do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de pó químico seco (PQS), CO 2 ou água em forma de neblina, ficando a
favor do vento para evitar intoxicação.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das
embalagens lavadas.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais
e pessoas.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais
e pessoas.
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa a contaminação do
solo, da água, do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.