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Anlise Ttil-Visual de Solos

O documento apresenta um roteiro para a análise tátil-visual de solos, visando a identificação correta de suas características sem o uso de equipamentos. Inclui procedimentos detalhados para a avaliação de cor, umidade, minerais, odores e textura do solo, além de testes de desagregação e cimentação. Os resultados obtidos são considerados preliminares e devem ser confirmados por ensaios mais elaborados.

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Pedro Costa
Direitos autorais
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Anlise Ttil-Visual de Solos

O documento apresenta um roteiro para a análise tátil-visual de solos, visando a identificação correta de suas características sem o uso de equipamentos. Inclui procedimentos detalhados para a avaliação de cor, umidade, minerais, odores e textura do solo, além de testes de desagregação e cimentação. Os resultados obtidos são considerados preliminares e devem ser confirmados por ensaios mais elaborados.

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ROTEIRO PARA ENSAIO DE LABORATÓRIO

ANÁLISE TÁTIL-VISUAL DE SOLOS

Objetivo: Identificar corretamente um solo através de testes rápidos e sem o uso de


equipamentos, isto é, por meio de uma análise tátil-visual.
Definição: A identificação de solos consiste em agrupar aqueles com características
semelhantes, objetivando definir o tipo e o número de ensaios necessários à sua correta
caracterização. Trata-se de um processo de extrema importância para os profissionais
envolvidos com a engenharia geotécnica, sobretudo àqueles que estão iniciando os seus
estudos em mecânica dos solos.
Equipamentos e materiais utilizados:
• Pisseta graduada;
• Recipientes de vidro;
• Facas e espátulas;
• Cápsulas de alumínio e de porcelana;
• Bandeja metálica;
• Destorroador.
Procedimentos:
1. Verificar a ocorrência de “matéria estranha” ao solo (conchas, fragmentos de
rochas, raízes de plantas etc.);
2. Identificar a cor natural da amostra de solo. No Brasil, recomenda-se o uso das
seguintes designações: branco, cinza, preto, marrom, amarelo, vermelho, roxo,
azul e verde, seguidas ou não dos termos “claro” ou “escuro”. Para descobrir a cor
predominante do solo, deve-se utilizar uma amostra úmida. Se duas cores forem
observadas em igual proporção, ambas devem ser citadas. O termo “variegado”
deve ser empregado quando mais de duas cores apresentam igual proporção;
3. Indicar a condição do solo em campo, no que tange à sua umidade natural, caso a
mesma não tenha sido afetada durante ou depois da amostragem. Os seguintes
termos são empregados : i) seco, quando a água não é visível ou sensível ao tato;
ii) úmido, quando a água não é visível, porém sensível ao tato; e iii) molhado,
quando a água é visível;
4. Distinguir minerais reconhecíveis, para o caso de solos granulares (mica,
feldspato, quartzo);
5. Avaliar a existência de odores não usuais ou “estranhos”, característicos de solos
altamente orgânicos (presença de matéria orgânica);
6. Tatear o solo. As areias, neste teste rápido, costumam imprimir uma sensação de
“aspereza”; já as argilas, de “talco”;
7. “Sujar as mãos”: na pia do laboratório, molhe um pouco as mãos e, com o auxílio
de uma espátula, espalhe uma pequena fração da amostra de solo sobre a palma
da mão umedecida. Com o dedo indicador da outra mão, esfregue o solo. Abra um
pouco a torneira, de forma a sair apenas um “fio d’água”, e lave a mão. As areias,
além de novamente imprimirem uma sensação de “aspereza”, são facilmente

Fonte: NOGUEIRA, J. B. Mecânica dos Solos – Ensaios de Laboratório. São Carlos:


EESC/USP, 1995. 248 p.
“lavadas”; os siltes, apesar de relativamente fáceis de serem “lavados”, deixam
alguns resquícios; e as argilas imprimem uma sensação semelhante àquela ao se
tatear a “graxa da bicicleta”, além de demandarem que as mão sejam esfregadas
(fricção) para que sejam lavadas;
8. Desagregação do solo submerso: preencher uma cápsula de porcelana com água,
utilizando a pisseta. Em seguida, colocar dentro da cápsula um torrão previamente
preparado de solo e, com o auxílio do borrifador, despejar água sobre o torrão. Os
torrões de areia são facilmente desmanchados e se sedimentam no fundo da
cápsula, com notória separação entre a areia e a água; os torrões de silte são
relativamente mais difíceis de serem desagregados; já as argilas não se misturam,
imediatamente, com a água;
9. Grau de cimentação (ou resistência do solo seco): pressionar um torrão de solo
seco, entre o polegar e o indicador, e avaliar a pressão necessária para quebrá-lo.
Os torrões de areia facilmente se quebram ou esfarelam (pequena pressão
aplicada), portanto, possuem um grau de cimentação fraco; os torrões de silte, se
quebram ou esfarelam com um pouco mais de dificuldade (média pressão
aplicada), reflexo de um grau de cimentação médio; os torrões de argila não se
quebram, mesmo com grandes pressões aplicadas, o que sugere um forte grau de
cimentação;
10. Teste de sedimentação (dispersão em água): preparar uma pasta sem torrões e com
um teor de umidade menor. Transferir parte desta pasta para um copo e adicionar
cerca de 500 cm³ de água destilada. Com o auxílio de um bastão, homogeneizar a
suspensão. Em seguida, colocar a suspensão em uma proveta de volume útil de
200 cm³, tornar a homogeneizar a suspensão e apoiar o recipiente sobre uma
superfície plana. Aguardar a sedimentação das partículas. As partículas de areia
rapidamente formam a primeira camada, com os grãos podendo ser visualizados;
as partículas de silte demoram alguns minutos para se sedimentar; as partículas
de argila permanecem em suspensão por um período mais longo;
11. “Mobilidade” da água intersticial: preparar uma pasta de solo e, com o auxílio da
espátula, espalhar uma fração desta pasta sobre a palma da mão. Em seguida,
movimentar suavemente a mão desenvolvendo um movimento de “concha” (“abre
e fecha”). Verificar o movimento da água, isto é, se a mesma é visível na
superfície. Para as areias, essa mobilidade da água intersticial é facilitada,
enquanto nas argilas há uma resistência a esta mobilidade.
Resultados: Os resultados obtidos nos testes de identificação de um solo como arenoso,
siltoso ou argiloso devem ser interpretados como preliminares, isto é, devem ser
confirmados por meio de outros ensaios mais elaborados.

Fonte: NOGUEIRA, J. B. Mecânica dos Solos – Ensaios de Laboratório. São Carlos:


EESC/USP, 1995. 248 p.

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