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Artigo Constitucional

O artigo analisa o sistema constitucional britânico, abordando sua origem, características e evolução ao longo do tempo, destacando a Magna Carta de 1215 como seu marco inicial. A pesquisa explora a luta entre o Parlamento e a Coroa, as principais leis constitucionais e a transição para um sistema democrático a partir do século XIX. O objetivo é compreender as implicações jurídicas e sociais do constitucionalismo britânico em diferentes contextos históricos.

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Lucman Atumane
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Artigo Constitucional

O artigo analisa o sistema constitucional britânico, abordando sua origem, características e evolução ao longo do tempo, destacando a Magna Carta de 1215 como seu marco inicial. A pesquisa explora a luta entre o Parlamento e a Coroa, as principais leis constitucionais e a transição para um sistema democrático a partir do século XIX. O objetivo é compreender as implicações jurídicas e sociais do constitucionalismo britânico em diferentes contextos históricos.

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SISTEMA CONSTITUCIONAL COMPARADO: SISTEMA BRITÂNICO.

1
Angelina Horácio; Filausia Nelson.
Assma Eriga; Graciano Ismael.
Celita Graciano; Iris Rui.
Chelcia Silvestre; Lanice das Neves.
Edna Baciano; Lindalva Cassiano.
Ellen Gomes; Ornila Ussene.
Eugenia Moreno; Rodney Paulino.
Fátima Ferreira; Taynara Furumula.
Sumário
Resumo; Introdução 1. Fundamentação teórica; 1.1. Histórico de Constitucionalismo; 1.2.
Conceito; 1.3. Principais sistemas ou matrizes constitucionais; 1.4. O sistema constitucional
inglês/britânico; 1.5. Organização político-administrativa do constitucionalismo do Reino
Unido; 1.5.1. O Parlamento; 1.5.2. A Coroa; 1.5.3. A Câmara dos Lordes; 1.5.4. A Câmara
dos Comuns; 1.5.5. Os Partidos Políticos; 1.5.6. O Sistema Bipartidário; 1.5.7. O Governo e o
Gabinete; 1.6. Metodologia; 1.7. Discussão de resultados; Conclusão; Referências
Bibliográficas.
Resumo
No presente artigo, analisa-se sobre a temática referente sistemas constitucionais: análise sobre sistema
constitucional britânico, a partir dos elementos constitutivos do mesmo, bem como as expressões que com ela
estabelecem uma correlação com Estados, no tempo e no espaço.
Neste contexto, nos propomos a entender a origem, características do sistema constitucional britânico.
Assim iremos abordar vários aspectos relacionados aos sistemas constitucionais, tendo em atenção os vários
Estados que existiram ao longo do tempo. Portanto, importa assim entender sobre constitucionalismo nas suas
diversas dimensões.
Palavras Chaves: Obrigações – Princípios - Aplicabilidade.

Abstract

This article analyzes the subject of constitutional systems: an analysis of the British constitutional
system, based on its constituent elements, as well as the expressions that establish a correlation with states in
time and space.
In this context, we set out to understand the origin and characteristics of the British constitutional
system. We will therefore address various aspects related to constitutional systems, taking into account the
various states that have existed over time. It is therefore important to understand constitutionalism in its various
dimensions.

Translated with [Link] (free version) Key words: Constitutionalism– Comparative law-British.

1
Estudantes do 2º ano no curso de Direito, na Universidade Católica de Moçambique, Faculdade de Direito.
Introdução
Desde a origem do homem teve preocupação de se organizar para melhor viver em
comunidade e várias foram as formas como se organizou (tribos, etnias) etc. ate o surgimento
da maneira mais adequada e que ate aos dias actuais que e o constitucionalismo, que é
entendido como modo de organização e actuacao do Estado, no tempo e no espaço.
Portanto, no presente trabalho pretendemos abordar sobre sistemas constitucionais
(sistema britânico, sistema constitucional francês entre outros) e teremos o nosso foco no
sistema constitucional britânico no qual iremos abordar vários aspectos a respeito deste
histórico sistema constitucional.
Neste contexto, nos propomos a entender a origem, características do sistema
constitucional britânico. Assim, constitui o nosso objectivo geral fazer analise do sistema
constitucional britânico; e constitui o nosso objectivo específico compreender o seu vigor no
tempo e no espaço tendo em atenção os vários acontecimentos ao longo da história.
Nesta senda, coloca-se a seguinte questão de partida: quais são as implicações
jurídicas pela implementação do sistema constitucional britânico no tempo e no espaço?
O tema em questão é de relevância social, por se tratar duma matéria controversa e
muito levantada. Não só, sabemos que desde os primeiros movimentos sociais do homem
existe a busca pelo controle da sociedade e para isso uma resposta sempre presente foi estatuir
normas e à punição dos transgressores das normas instituídas e a defesa daqueles que
respeitam e obedecem a lei, preservando-se assim a dignidade da pessoa humana. Neste
contexto, torna-se pertinente compreender a aplicação destes princípios.
Note-se, que mesmo nas Universidades pouco se tem levantado discussões relativas a
esta temática em alusão, portanto, com esta pesquisa pretende-se trazer uma nova abordagem
e diferente do entendimento dos sistemas constitucionais.
A razão de escolha deste tema está relacionada com o facto de o mesmo ser inovador,
por um lado, e por ser uma abordagem jurídica que que poderá dar contribuição no Direito
Constitucional Moçambicano. Nesta senda, estaremos a contribuir para a evolução do Direito
Moçambicano com as novas abordagens que pretendemos trazer no âmbito desta pesquisa.

1
1. Fundamentação teórica

1.1. Histórico de Constitucionalismo


Conhecer o direito constitucional do Reino Unido é conhecer a sua história. Mais do
que em qualquer outro país ocidental, o direito constitucional britânico é fruto de suas
tradições e consolidações históricas, mais do que de fórmulas racionais estruturadas
legislativa ou constitucionalmente. Daí a importância dessas memórias constitucionais.
O processo constitucional inglês obedece a um modelo gradualista, no qual se
distinguem três grandes fases:
1ª. A fase dos primórdios, iniciada com a Magna Carta em 1215;
2ª. A fase da transição, século XVII, é marcada pelas lutas de poder entre a coroa e o
parlamento, das quais resultaram a Petição de Direito (Petition of Right) de 1628, as revoltas
de 1648 e 1688 e a Declaração de Direitos (Bill of Rigths) de 1689;
3ª. A fase contemporânea, data cerca de 1832, e foi marcada pelas reformas eleitorais
que tendem a alargar o direito ao sufrágio.
O primeiro dos textos escritos que formam a Constituição Britânica é a Magna Carta
Libertatum, de 1215; é, sem dúvida, o ponto de partida histórico para o constitucionalismo em
terras inglesas. Na verdade, trata-se de documento assinado entre os Barões do Reino e o Rei
João Sem Terra, em 1215; tinha como objetivo garantir as liberdades e direitos dos súditos
dos três estados do Reino e limitar o poder real.2
Durante o século XVII, no reinado de Carlos I, travou-se uma luta entre o parlamento
e a coroa; o parlamento, por seu lado, reivindicava a sua supremacia, o direito de criticar o
controlar o poder régio. As leis que ao longo do tempo foram criando o Reino Unido da Grã-
Bretanha e Irlanda do Norte também se devem considerar constitucionais. A primeira delas
foi o Statute of Wales, de 1283, estatuto este que anexou o País de Gales à Inglaterra no
reinado de Eduardo I. A Escócia continuava independente, até que em 1603, data em que
Jaime VI herda o trono inglês, passando ser o Rei Jaime I de Inglaterra. No entanto, os dois
reinos mantiveram-se separados, em regime de união pessoal (soberano comum) até 1707,
data em que, reinando a Rainha Ana, os parlamentos dos dois países acordam transformar a
união pessoal em união real, formando assim o Reino Unido da Grã-Bretanha, pelo Act
Union, o qual composto por 25 artigos estabeleceu um só parlamento e leis políticas comuns,

2
FREITAS, Iris Elene Sato de, Algumas reflexões sobre o direito constitucional Britânico, Brasil, 2018, p.41.
2
mantendo a Escócia, no entanto, as suas leis municipais e civis, os seus tribunais, a sua Igreja
oficial própria e a sua nobreza.
Quanto à Irlanda, foi dominada pela Inglaterra e em 1800 uniu-se à Grã-Bretanha
formando Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda. Em 1921, a Irlanda do Sul constitui o
Irish Free State, proclamando a sua independência em 1937 como República do Eire. Ao
Reino Unido, continua unida, desde 1921, a Irlanda do Norte.3
1.2. Conceito
O constitucionalismo consiste em uma teoria ou uma ideologia que ergue do governo
limitado indispensável a garantia dos direitos em dimensão estruturante da organização
político-social de uma comunidade. Neste sentido, o constitucionalismo moderno representara
uma técnica especifica de limitação do poder com fins garantísticos. O conceito de
constitucionalismo assim transporta um claro juízo de valor.4
Constitucionalismo é concebido como um movimento jurídico de criação de um
sistema normativo, uma Constituição, que se encontra acima do Poder; e pelo movimento
social que deu sustentação às novas técnicas de limitação de Poder.5
Pode ainda se conceituar como sendo sistema normativo, enfeixado na Constituição, e
que se encontra acima dos detentores do poder.6
1.3. Principais sistemas ou matrizes constitucionais
A comparação entre diferentes experiências, sistemas ou matrizes constitucionais
somente se faz possível a partir de uma abordagem que também seja histórica.
Como método de abordagem, optou-se, portanto, por estudo histórico e estrutural-
comparativo, na medida em que se buscará expor uma classificação d sistemas constitucionais
em famílias, identificadas por origens e características comuns.
Três serão as principais famílias constitucionais examinadas no presente capítulo, em
ordem cronológica, a saber: a matriz britânica, norte-americana e francesa. 7 Importa salientar
que para efeitos dos nossos estudos iremos apenas nos focar com o sistema constitucional
britânico.

3
FREITAS, Iris Elene Sato de, [Link].p.42.
4
CANOTILHO, J.J. Gomes, Direito Constitucional e Teoria da Constituição, 7ª Ed, Coimbra Editora, Coimbra,
p.51.
5
CARVALHO, Kildare Gonçalves, Direito constitucional, 15ª ed, del rey, Belo Horizonte, 2009, p.38
6
CARVALHO, Kildare Goncalves, Direito Constitucional: teoria do Estado e da Constituição, 2ª Edição, Belo
Horizonte, p.221.
7
SGARBOSSA, Luís Fernando; IENSUE, Geziela, Direito Constitucional em Perspectiva Comparativa, Brasil,
2017, p.39.
3
1.4. O sistema constitucional inglês/britânico
A família constitucional inglesa nasce simbolicamente com a Magna Carta de 1215.
Este período vai até o início do século XVII, com predomínio da Autoridade Real. No início
do século XVII, devido a luta entre o Rei e o Parlamento, passa-se por uma fase de transição,
ocorrendo em seguida o início da prevalência da Câmara dos Lordes que se estende até
meados do século XIX, marca o período aristocrático, e, do final do século XIX até os dias de
hoje ocorre o predomínio da Câmara dos Comuns, o que faz com que seja denominado de
democrático. “A fase contemporânea, desencadeia-se a partir de 1832 pelas reformas
eleitorais tendentes ao alargamento do direito de sufrágio”.8
No processo de formação da Monarquia Inglesa, destaca-se o rei João Sem Terra
(1199-1216), cujo mandato foi marcado por disputas contra o Rei da França, Felipe Augusto,
contra o Papa Inocêncio III, e contra os nobres da Inglaterra. Foi derrotado por todos os seus
adversários, sendo obrigado a assinar, em 1215, a Magna Carta (por esse documento, o
monarca se comprometia a respeitar os direitos dos nobres e da Igreja, evitar os abusos da
administração e da Justiça e não estabelecer impostos sem o prévio consentimento dos seus
vassalos.9
Na primeira metade do século XVII, embora a Inglaterra não possuísse uma
Constituição escrita, o Estado já se encontrava juridicamente constituído: o Poder Estatal
dividido entre o Rei, a Câmara dos Lords, a Câmara dos Comuns e a Magistratura. Mas seu
funcionamento dependia dos limites que esses agentes atribuíam ao alcance do poder de que
dispunham, sem afectar os demais.
Tendo em conta a acepção acima exposta, o Constitucionalismo inglês a partir do
século XVII, começa a se construir sobre um tripé no qual a Magna Carta é apenas o início, e,
este tripé é formado por:
a) Leis escritas como, por exemplo: a Petition of Right, de 1628; o Habeas Corpus Act,
de 1679; e o Bill of Rigths de 1689. As leis constitucionais produzidas pelo parlamento
são Constituição, não porque foram elaboradas por um poder constituinte originário ou
derivado, ou por observarem procedimentos legislativos especiais, mas o são, por
tratarem de matéria constitucional.
b) Decisões judiciais: o Common Law e os Cases Law. A Common Law compreende as
decisões judiciais (escritas) que incorporam costumes vigentes à época. Por Cases
Law têm-se as decisões judiciais que se traduzem em interpretações e reinterpretações,
8
AZAMBUJA, Darcy, Teoria Geral do Estado, 1ª Edições, Globo, Porto Alegre, 2008, p.71.
9
AZAMBUJA, Darcy, [Link].p.93.
4
leituras e releituras das normas produzidas pelo Parlamento. O Common Law –
estabelecia em síntese, que a lei fundamental prevaleceria sobre a lei ordinária - podia
ser completada pelo legislador, mas não, ser por ele violada, pelo que, o direito era,
em grande parte, subtraído às intervenções do legislador.
c) É a terceira base, composta pelas Convenções Constitucionais ou Acordos “versando
sobre o funcionamento do Parlamento, a relação entre as Câmaras e entre o Governo e
Oposição ou o exercício dos poderes do Rei; e que parecem ser mais do que meros
usos.”.10
O primeiro dos textos escritos que formam a Constituição Britânica é a Magna Carta.
Documento este que é assinado entre os Barões do Reino e o Rei João Sem Terra em 1215.
Tinha como objectivo garantir as liberdades e direitos dos súbditos dos três Estados do Reino
e limitar o poder real.
Durante o século XVII, no reinado de Carlos I travou-se uma luta entre o Parlamento e
a Coroa. O parlamento, por seu lado, reivindicava a sua supremacia, o direito de criticar e de
responsabilizar os Conselheiros do Reino, por outro lado, o Rei pretendia reinar só. Como
resultado das divergências reais e parlamentares, surgiu por mão do Parlamento em 1628 a
Petição de Direitos (Petition of Rights), que protestava conta o lançamento de impostos sem o
consentimento do Parlamento, contra as prisões arbitrárias, contra o abuso da lei marcial em
tempo de paz, assim como protestavam contra o aboletamento permanente de soldados nos
casos dos particulares.
Outro documento de importância desta segunda fase é o Bill of Rights (Declaração de
Direitos) de 1689 que declara que o rei não pode cometer actos ilegais, estando submetido ao
Direito Comum (Common Law), tal como todos os seus súbditos; o Bill consigna também
garantias políticas, dando algumas dessas as seguintes: consagra o direito da petição; assegura
a liberdade e a inviolabilidade dos membros do parlamento no exercício das suas funções e a
reunião regular das Câmaras, entre outras.
O Act of Settlement de 1701 estipulava que só pode subir ao trono britânico um
Príncipe de religião anglicana, para além de prescrever novas disposições ao soberano sem o
Parlamento, assim como prejudicar a supremacia parlamentar ou influir na consciência dos
juízes.
A terceira fase é a da democratização. Essa índole democrática iniciou-se em 1832
com o Reform Act. Este acto veio aumentar o número de eleitores, para além de estabelecer

10
MIRANDA, Jorge, Teoria do Estado e da Constituição, Forense, Rio de Janeiro, 2002, p.76.
5
novos lugares para várias cidades na Câmara dos Comuns. Posteriormente realizaram-se mais
dois Reform Acts em 1667 e 1884, ficando os três conhecidos como Reform Bills.
Durante esta terceira fase, que vem até aos dias de hoje, foram elaboradas algumas leis
constitucionais importantes, como o Parliament Act de 1911 que restringiu os poderes da
Câmara dos Lordes e fixou o mandato da Câmara dos Comuns em 5 anos.
O órgão supremo de Governo na Grã-Bretanha é o Parlamento, é nele que reside todo
o poder. A ele compete-lhe alterar a Constituição, fazer leis e orientar os ministros que
formam o Gabinete, e que têm de dirigir a sua política de acordo com a maioria parlamentar.
O Parlamento é composto por três elementos: a Coroa, a Câmara dos Lordes e a Câmara dos
Comuns.

 A Coroa é a instituição que individualiza a unidade do Estado. O seu titular é o Rei.


 A Câmara dos Lordes compreende um número ilimitado de Pares Temporais, e de 26
“lordes espirituais”.

São pares do Reino Temporais:


a) Os titulares de títulos nobiliárquicos ingleses, escoceses ou da Grã-Bretanha;
b) Até 9 Lordes Judiciais – juízes aos quais é oferecido o parido vitalício para exercerem
na Câmara as funções que a ela pertencem de Supremo Tribunal de Apelação do
Reino Unido;
c) Os pares vitalícios são nomeados em número indefinido e sem discriminação de sexo.
d) Os lordes espirituais são dois arcebispos e 24 bispos da Igreja Anglicana.
 A Câmara dos Comuns é formada por 630 membros (Member of the Parliment –
MP’s), eleitos mediante sufrágio directo e universal por círculos terrestres
(constituencies).11

1.5. Organização político-administrativa do constitucionalismo do Reino Unido


1.5.1. O Parlamento
O Parlamento inglês evoluiu das cortes medievais. Quando o governo se tornou mais
complexo deu-se uma diferenciação; certos nobres e clérigos acompanhavam o Rei, formando
assim o seu Conselho (King’s Council). Para além destes, a maioria dos barões e prelados
residia nas suas terras e só se pronunciavam quando o Rei os convocava para decidirem
causas de maior vulto. Estas Assembleias constituíam o Magnum Concilium.

11
MIRANDA, Jorge, [Link].p.77.
6
Em 1254 produz-se uma importante inovação: o Rei resolve convocar também dois
cavaleiros por condado. Poucos anos mais tarde foram também chamados mais dois
representantes por cada burgo ou cidade privilegiada. Em 1295 o Parlamento já reunia com os
três Estados: clero, nobreza e povo.
Os comuns em breve se desinteressaram do Parlamento e passaram a reunir em
Assembleia própria (Convocation). O clero decidiu alinhar com a nobreza, uma vez que os
seus interesses eram comuns. Em 1332, já o Parlamento se reunia em duas casas, a dos Lordes
espirituais e temporais e a dos Comuns, no entanto, todas as petições e resoluções eram
apresentadas ao Rei pelo Lord Chanceler. Em 1377, os comuns resolvem eleger entre si um
representante (speaker) que fosse falar ao Rei em seu nome, conquistando assim a sua
autonomia. A tradição manteve-se e o Parlamento continua dividido em duas casas.
1.5.2. A Coroa
A Coroa, instituição monárquica, corresponde na terminologia inglesa à expressão do
interesse colectivo que na linguagem continental traduzimos por Estado.12
Inicialmente, o Rei era o governante supremo, o defensor de todo o poder político. À
medida que o Parlamento foi evoluindo, passando de conselho de convocação irregular a
órgão deliberativo regular que procurava exercer a soberania juntamente com o Rei.
A preponderância da Coroa foi contestada pelas Câmaras entre 1628 e 1688, período
que foi marcado por uma série de acontecimentos políticos como a Revolução Inglesa. Em
consequência dessa Revolução acabou a supremacia do poder real e a autoridade do
Parlamento foi firmada. Contudo a Revolução do século XVII deixou ao rei a titularidade e o
exercício de certos poderes, denominados de royal prerogative.
Ao longo do tempo as prerrogativas régias foram sendo restringidas, e a maior parte
conserva-se só nominalmente na Coroa, o seu exercício efectivo passou a pertencer aos
ministros ou ao Primeiro-ministro. A partir do século XVII os juízes tornaram-se
independentes do poder real.13
Uma vez que o Rei não podia ser responsável pelos seus actos, o Parlamento esforçou-
se por encontrar quem responsabilizar pelas decisões da Coroa. E como o soberano era
assistido no exercício de poder pelo Conselho Privado (Privy Council) criou-se a doutrina de
que o rei não tem culpa: a culpa é de quem o aconselhou. Já no século XVIII estava assente
em Inglaterra o princípio da responsabilidade política dos ministros pelos actos da Coroa.

12
FREITAS, Iris Elene Sato de, [Link].p.90.
13
CAETANO, Marcello, Manual de Ciência Política e de Direito Constitucional, Tomo I, 6ª Edição, Almedina
Editora, Coimbra, 1993, p.52.
7
Hoje em dia o rei de Inglaterra não decide por si coisa alguma, apenas sanciona as leis
votadas no parlamento, nomeia o governo que resulta da maioria da Câmara dos Comuns; os
seus actos oficiais têm de ter sempre a assinatura de um ministro (referenda ministerial).
Assim, o rei na Constituição britânica actual apenas conserva dois direitos: o direito de ser
informado de todos os actos e factos importantes da vida política e o direito de aconselhar o
governo.
1.5.3. A Câmara dos Lordes
A Câmara dos Lordes é presidida pelo Lord Chanceler, membro do Governo que não
tem de fazer parte dela e cujas funções o tornam no Ministro da Justiça. Ao Rei pertence criar
os Lordes, em número ilimitado, conferindo títulos de nobreza com atribuição de pariato a
cidadãos que se tenham distinguido nos vários campos da vida profissional, inerente à
nobreza é o pariato que é hereditário.14
A lei de 1957 veio permitir que a Coroa nomeie apenas pares cujo título é apenas
vitalício, não se transmitindo, portanto, a herdeiros. Até 1963 não era permitido ao herdeiro
de um título renunciar ao pariato. Como os lordes não podem ser eleitos para a Câmara dos
Comuns e está estabelecido que nesta deve ser escolhido o Primeiro-ministro, isto significava
ficarem vedadas aos lordes as actividades políticas mais significativas.
A Câmara tem hoje funções legislativas muito reduzidas. Em consequência dos
Parliament Acts (1911, 1949) a Câmara não pode evitar a conversão em leis dos projectos que
tenham sido aprovados pelos Comuns desde que contenham matéria financeira (money bills),
pois que serão enviados a sanção real independentemente da votação dos lordes se estes as
não houverem votado dentro de um mês a contar da data em que foram recebidos na Câmara e
à qual devem ser enviados com um mês, pelo menos, de antecedência em relação ao final da
sessão legislativa.
As propostas ou projectos de Lei sobre matérias judiciais têm sempre de começar a ser
discutidos na Câmara dos Lordes, dada a qualidade desta de órgão judiciário supremo. A
Câmara está reduzida a um mero papel retardador. A Câmara funciona como tribuna política e
como conselho técnico, mas não já como órgão de governo.15
1.5.4. A Câmara dos Comuns
A preponderância do Parlamento pertence hoje à Câmara dos Comuns visto que:

14
FREITAS, Iris Elene Sato de, [Link].p.99.
15
CAETANO, Marcello, [Link].p.53.
8
1. Tem o direito de fazer passar as leis mesmo contra o voto dos Lordes e na certeza de
que a Coroa não negará a sanção;
2. Só ela pode efectivar a responsabilidade política do Gabinete e fazer tombar o
Ministério;
3. É no seu seio que se manifesta a força dos partidos políticos e se define a maioria de
onde sai o Gabinete.
Esta preponderância afirma o actual carácter democrático do regime britânico e nasceu
do alargamento do direito de sufrágio.
Até 1832 só podiam votar os proprietários que tivessem um rendimento anual líquido
de 40 shilings. O Reform Act de 1832 operou o primeiro alargamento do direito de voto.
Outras leis se seguiram no mesmo sentido, nomeadamente o Reform Act de 1867 e o de 1884.
O Representation of the People Act de 1918, deu direito de voto a todos os homens com mais
de 21 anos que não fossem incapazes nem lordes, e tivessem um mínimo de condições
económicas, e às mulheres com mais de 30 anos. Em 1928 as mulheres passaram a ter voto
nas mesmas condições que os homens. E a partir de 1948 o sufrágio deixou de defender
requisitos censitários.
Para ser eleito, o interessado tem de apresentar oficialmente a sua candidatura e fazer
um depósito de 150 libras que perderá se não atingir um nono dos votos emitidos no círculo.
A Câmara funciona em reunião plenária ou em comissão (committee). Há quatros comissões
para o estudo de projectos. Mas a Comissão de Ways and Means (Finanças) é constituída por
toda a Câmara que, ao passar a funcionar nessa qualidade é presidida pelo Chairman of Ways
and Means.
1.5.5. Os Partidos Políticos
Os partidos políticos são uma peça essencial do sistema constitucional britânico. 16 Em
1679 havia dois partidos: os Tories e os Whigs. Os Tories originaram o partido conservador e
os Whigs o partido liberal.
No início do século XX a classe operária representava uma enorme parte da população
britânica. Organizada corporativamente nas Trade Unions, ou sindicatos. A princípio
mantiveram-se afastados da política, mas mais tarde tomaram a iniciativa de fundar um novo
partido – o Partido Trabalhista (Labour Party) – para realizar um programa socialista. O
Labour Party conseguiu eleger dois deputados em 1901 e 50 em 1960. Pela primeira vez na
história de Inglaterra surgiram três partidos no Parlamento.17
16
FREITAS, Iris Elene Sato de, [Link].p.100.
17
CAETANO, Marcello, [Link].p.57.
9
1.5.6. O Sistema Bipartidário
Os ingleses reagiram ao aparecimento de um novo partido, em consequência o Partido
Liberal foi sacrificado, ficando reduzido a um número pequeno de parlamentares. Passaram
assim, as forças políticas a fazer-se, sobretudo, nos partidos Conservador e Trabalhista.
Qual o motivo da preferência inglesa pelo sistema bipartidário? A preferência inglesa
pelo sistema bipartidário explica-se pela forma como decorrem as eleições no Reino Unido.
Os círculos territoriais (constituencies) são muito pequenos, sendo apenas eleito um deputado
por círculo, o que faz com que os votos se dividam e sejam muito utilizadas a técnica do voto
útil.
O partido que alcançar a maioria nas eleições pode governar durante 5 anos, salvo o
caso de dissolução que o Primeiro-ministro proponha ao Rei para consultar o eleitorado na
hipótese de dúvida sobre a solidez da maioria existente. O presidente/secretário-geral do
partido triunfante nas eleições passa a Chefe de Governo e do Gabinete e leva para ministros
os seus colaboradores mais eminentes, desde que, sejam membros do Parlamento.
A maioria da Câmara dos Comuns obedecerá diante do chefe de partido e do Primeiro-
ministro votando a legislação que o governo julgar necessária para governar. A oposição,
discute, fiscaliza e interroga, já que não pode evitar.
Hoje em dia, é impossível à Câmara dos Comuns votar todas as leis de que o Governo
precisa para agir, por isso, têm sido frequentes as delegações pelas quais o Parlamento
autoriza o Governo a legislar sobre matérias de enunciado muitas vezes vago, com âmbito
muito vasto (Delegation Legislation). Cada vez mais, a Câmara dos Comuns é o que há anos
disse o autor Jennigs: “is a debating assembly and not a legislative body”.18
1.5.7. O Governo e o Gabinete
Na Constituição Inglesa a supremacia do exercício do poder pertence ao Parlamento.
No Parlamento, a autoridade efectiva é a Câmara dos Comuns; na Câmara dos Comuns manda
o partido da maioria; e o partido da maioria obedece ao Primeiro-ministro, Chefe do Governo
e do Gabinete. O Governo é composto por um grande número de cargos, por isso distinguem-
se os Senior Ministers com funções mais importantes dos Junior Ministers que desempenham
funções de menor relevo.

18
CAETANO, Marcello, [Link].58-59.
10
O chefe do Governo é o Primeiro-ministro, que também exerce as funções de Primeiro
Lord do Tesouro (First Lord of the Tresury – superintendente das finanças). Segue-se o Lord
Chanceler, presidente da Câmara dos Lordes e Ministro da Justiça, e o Lord Presidente do
Conselho que preside ao Conselho Privado. Outros Senior Ministers são:

a) Chanceler do Exchequer – Ministro das Finanças;


b) Chanceler do Ducado de Lencastre – a cargo da informação, mas ultimamente tem
sido um ministro sem pasta;
c) 7 Secretários de Estado – entre os quais o do Inerior (Home Office) e o dos Negócios
Estrangeiros (Foreign Office), sendo o último também responsável pelas relações com
a Comunidade, Exército, Ar, Escócia, Serviços Sociais, Administração Geral e
Planeamento Regional;
d) Primeiro Lord do Almirantado – Ministro da Marinha;
e) Presidente do Board of Trade – Ministro do Comércio;
f) Postmaster General – dirige os correios;
g) Lord do Selo Privado;
h) Attorney General;
i) Solicitor-General;
j) Outros Ministros:
Entre os Junior Ministers podemos encontrar os seguintes cargos: Secretários
Parlamentares; Subsecretários de Estado Parlamentares; Financial Secretary; 5 Junior
Lords of the Treasury – são secretaries do grupo parlamentar da maioria (whips) sob a
direcção do Secretário Parlamentar do tesouro que é o Chief Govenment Whip.
O Primeiro-ministro escolhe alguns dos seus Senior Ministers para formar o Gabinete,
isto é, conselho restrito que discute os problemas políticos e define a orientação do governo.
Há assim um número limitado de ministers in cabinet, sendo os restantes ministers not in
cabinet.
O Primeiro-ministro escolhe e demite os ministros, selecciona os membros do
gabinete, dirige o partido e imprime carácter à acção governamental. O Gabinete é quem
responde tecnicamente pela política geral do Governo perante o Parlamento, perante a Coroa
e a Nação.19
O sistema de governo parlamentar consiste no seguinte: o governo está sempre
representado nas reuniões das duas Câmaras para responder às perguntas que lhe são

19
CAETANO, Marcello, [Link].p.60-61.
11
formuladas e para tomar parte nos debates sobre os problemas ou sobre projectos de Lei.
Daqui o dizer-se que o Governo é responsável perante o Parlamento.
Além do Governo e do Gabinete existe ainda o Conselho Privado (Privy Council) que
conta com numerosos membros.
Sempre que se constitui um Governo é designado o Lord Presidente do Conselho que,
segundo o uso, faz parte do Gabinete. Raras vezes o Conselho Privado reúne em sessão
plenária: só quando um novo rei cinge a Coroa ou quando o monarca anuncia o seu
casamento. Em compensação, hoje são frequentes as sessões de expediente, para exercer as
suas funções judiciais como Supremo Tribunal das Colónias (Judicial Committee) ou para a
aprovação dos decretos denominados de Orders in Council.
Presididas pelo Rei, basta que nas sessões estejam presentes quatro conselheiros, que
são, por via da regra, ministros ou pessoas de confiança do Gabinete, de tal modo que na
realidade o Conselho Privado funciona no exercício das suas atribuições como um
desdobramento do Gabinete. Este facto tem importância porque, de 1914 para cá, o
Parlamento tem delegado no Rei em Conselho a faculdade de publicar Orders, que
correspondem aos nossos decretos-lei. Quem prepara essas Orders in Council é o Governo; o
Conselho Privado aprova-as formalmente nas suas reuniões de expediente.20
1.6. Metodologia
Quanto aos procedimentos metodológicos, neste trabalho monográfico deu-se
primazia a pesquisa do tipo qualitativa, bibliográfica e documental, porque para abordar o
tema em alusão, foi pertinente recorrer aos artigos científicos, manuais, relatórios e
documentos dos relatores internacionais relativos ao sistema constitucional britânico.
Sob outra perspectiva, deu-se primazia a pesquisa do tipo documental porque com a
abordagem do tema foi pertinente recorrer as legislações como: Código Civil outros diplomas
legislativos de índole internacional.
Do mesmo modo, em relação ao método de estudo, optou-se pelo método dedutivo,
porque pretende-se partir dos aspectos gerais de constitucionalismo, sistema britânico.
Por outro lado, deu-se primazia do método exploratório porque procuramos realizar
dos princípios do direito das obrigações: análise sobre o âmbito da aplicabilidade. uma vez
que são assuntos com pouco estudo a seu respeito no contexto Moçambicano. O objectivo
desse tipo de estudo é procurar padrões, ideias ou hipóteses com vista a resolução do
problema em alusão.

20
CAETANO, Marcello, [Link].p.62.
12
1.7. Discussão de resultados
Em sede de discussão de resultados da pesquisa da nossa temática que tem a ver com
sistemas constitucionais comprados: o sistema constitucional britânico, podemos assim
constatar que apesar de existência de características peculiares daquele ordenamento
constitucional, o sistema britânico é um sistema que estabelece e respeita a democracia na
medida que durante a sua história praticou actos de reforma tendo em vista a democratização
nos seus Estados.
Como ensina o professor Jorge Miranda, com o objectivo de garantir as liberdades e
direitos dos súbditos dos três Estados do Reino e limitar o poder real elaborou-se três
documentos importantes, petition of rights, bills of rights e na terceira fase o Reform act, a
fase da democratização. Essa índole democrática iniciou-se em 1832 com o Reform Act. Este
acto veio aumentar o número de eleitores, para além de estabelecer novos lugares para várias
cidades na Câmara dos Comuns. Posteriormente realizaram-se mais dois Reform Acts em
1667 e 1884, ficando os três conhecidos como Reform Bills.21
Assim, apesar das suas características de ser presidido pelos monarcas (rei),
arriscamos em afirmar que tem, no mínimo traços democráticos que mais uma vez podemos
provar através da sua aceitação de existência de mais de um partido, pois como se ensina pela
doutrina, na Inglaterra, as forças políticas a faziam-se, sobretudo, nos partidos Conservador e
Trabalhista.
Qual o motivo da preferência inglesa pelo sistema bipartidário? A preferência inglesa
pelo sistema bipartidário explica-se pela forma como decorrem as eleições no Reino Unido.
Os círculos territoriais (constituencies) são muito pequenos, sendo apenas eleito um deputado
por círculo, o que faz com que os votos se dividam e sejam muito utilizadas a técnica do voto
útil.22
Como ainda explica o CAETANO, a preponderância da Coroa foi contestada pelas
Câmaras entre 1628 e 1688, período que foi marcado por uma série de acontecimentos
políticos como a Revolução Inglesa. Em consequência dessa Revolução acabou a supremacia
do poder real e a autoridade do Parlamento foi firmada. Contudo a Revolução do século XVII
deixou ao rei a titularidade e o exercício de certos poderes, denominados de royal
prerogative.
21
MIRANDA, Jorge, [Link].p.77.
22
CAETANO, Marcello, [Link].58-59.
13
Ao longo do tempo as prerrogativas régias foram sendo restringidas, e a maior parte
conserva-se só nominalmente na Coroa, o seu exercício efectivo passou a pertencer aos
ministros ou ao Primeiro-ministro. A partir do século XVII os juízes tornaram-se
independentes do poder real.23 Portanto entendemos assim, que apesar do reinado, no sistema
Constitucional ingles verifica-se um mínimo de democracia e o poder do rei não é absoluto na
medida que é restringido pela autoridade parlamentar como consequência da supremacia
parlamentar.
Conclusão
Feita a pesquisa a nível da doutrina podemos concluir assim que o constitucionalismo
consiste numa ideologia que ergue do governo limitado indispensável a garantia dos direitos
em dimensão estruturante da organização político-social de uma comunidade. Assim, tarves
do fenómeno de constitucionalismo surgem vários sistemas constitucionais como o sistema
constitucional britânico ou inglês como preferir chamar que de acordo com os dados
doutrinários nasce simbolicamente com a Magna Carta de 1215. Este período vai até o início
do século XVII, com predomínio da Autoridade Real.
Este sistema constitucional possui uma organização político-administrativa
peculiar, sendo este composto pela coroa, que constitui uma instituição monárquica,
corresponde na terminologia inglesa à expressão do interesse colectivo que na linguagem
continental traduzimos por Estado, pelo parlamento, camara dos lordes que é presidida pelo
Lord Chanceler, membro do Governo que não tem de fazer parte dela e cujas funções o
tornam no Ministro da Justiça. Criada assim a camara pelo Rei, em número ilimitado,
conferindo títulos de nobreza com atribuição de pariato a cidadãos que se tenham distinguido
nos vários campos da vida profissional, inerente à nobreza é o pariato que é hereditário entre
outros órgãos que compunham a organização pokitico-administrativa deste sistema, sem
deixar para atras os partidos políticos que foram são uma peça essencial do sistema
constitucional britânico. Sendo representada essa classe por dois partidos os Tories e os
Whigs. Os Tories originaram o partido conservador e os Whigs o partido liberal.
Compreendemos também que este sistema possui uma característica incomum em
outros sistemas constitucionais que consiste na supremacia parlamentar na medida em que
este possui o direito de fazer passar as leis mesmo contra o voto dos Lordes e na certeza de
que a Coroa não negará a sanção; só ela pode efectivar a responsabilidade política do

23
CAETANO, Marcello, [Link], p.52.
14
Gabinete e fazer tombar o Ministério; É no seu seio que se manifesta a força dos partidos
políticos e se define a maioria de onde sai o Gabinete.

Referências Bibliográficas
 AZAMBUJA, Darcy, Teoria Geral do Estado, 1ª Edições, Globo, Porto Alegre, 2008;
 CAETANO, Marcello, Manual de Ciência Política e de Direito Constitucional,
Tomo I, 6ª Edição, Almedina Editora, Coimbra, 1993;
 CANOTILHO, J.J. Gomes, Direito Constitucional e Teoria da Constituição, 7ª Ed,
Coimbra Editora, Coimbra;
 CARVALHO, Kildare Gonçalves, Direito constitucional, 15ª ed, del rey, Belo
Horizonte, 2009;
 ________________________, Direito Constitucional: teoria do Estado e da
Constituição, 2ª Edição, Belo Horizonte,
 FREITAS, Iris Elene Sato de, Algumas reflexões sobre o direito constitucional
Britânico, Brasil, 2018;
 MIRANDA, Jorge, Teoria do Estado e da Constituição, Forense, Rio de Janeiro,
2002;
 SGARBOSSA, Luís Fernando; IENSUE, Geziela, Direito Constitucional em
Perspectiva Comparativa, Brasil, 2017;

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