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04 - Rochas

slide sobre rochas

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ROCHAS

Registros de Processos Geológicos


Rocha
Rocha – agregado sólido de minerais que ocorre
naturalmente.

Algumas rochas são compostas de somente um


mineral. Ex: mármore branco – calcita.

Outras rochas são compostas por matéria


não‐mineral.
Ex: rocha vulcânica vítrea – material não cristalino.
carvão – restos de plantas compactados.
Rocha
Em um agregado os minerais são unidos de maneira a manter
suas características individuais.
Rocha
O que determina a aparência física de uma rocha?

As rochas variam na cor, no tamanho de seus cristais, ou


grãos, e nos tipos de minerais que as compõem.

Constituição mineralógica – é a proporção relativa dos


minerais constituintes de uma rocha.

Textura – é o termo que indica o tamanho e as formas dos


cristais, além do modo como estão unidos. Os cristais (ou
grãos) podem ser grossos, se possível de ver a olho nu
(alguns milímetros), ou finos, caso contrário.
Três tipos de Rochas

Tipos de rocha e Processo formador


material-fonde de rocha Exemplo

ÍGNEA
Fusão de rochas Cristalização
na crosta quente e (solidificação de
profunda e no magma ou lava)
manto supeerior

Granito com
cristalização grossa

SEDIMENTAR
Intemperismo e Deposição
erosão das rochas soterramento e
expostas na litificação
superfície
Arenito acamadado

METAMÓRFICA
Rochas sob altas Recristalização
temperturas e em estado
pressões nas sólido de novos
profundezas da minerais
crosta e no manto
superior
Gnaisse
1- Rochas Ígneas
As rochas ígneas (do latim ignis, “fogo”) forma‐se da
cristalização do magma, uma massa de rocha que se
origina em profundidade na crosta e no manto superior.

Temperatura maiores que 700°C são suficientes para fundir a


maioria das rochas.
A medida que o magma esfria abaixo da temperatura de fusão
(lentamente) alguns desses cristais tem tempo de crescer até
poucos milímetros até que toda massa seja cristalizada em um
rocha ígnea de granulação grossa.
Quando o magma é extrudido de um vulcão na superfície terrestre
o magma esfria tão rapidamente que os cristais não tem tempo
para crescer, resultando em uma rocha ígnea de granulação fina.
1 - Rochas Ígneas
Rochas formadas pela
solidificação de magmas.
1- Rochas Ígneas
Assim, distinguem‐se dois tipos de rochas ígneas com base
no tamanho de seus cristais: intrusivas e extrusivas.
1 - Rochas Ígneas
A maioria dos minerais
das rochas ígneas são
silicatos, em parte
porque o silício é muito
abundante e em parte
porque vários minerais
silicatados fundem‐se
em altas temperaturas
e pressões alcançadas
nas partes mais
profundas da crosta e
do manto.
2- Rochas Sedimentares
Os sedimentos, precursores das rochas sedimentares,
são encontrados na superfície terrestre como camadas
de partículas soltas, como areias, silte e conchas de
organismos. Essas partículas são formadas a medida que
as rochas vão sendo alteradas e erodidas.

O intemperismo são todos os processos químicos e físicos que


desintegram e decompõem as rochas em fragmentos de vários
tamanhos. As partículas das rochas fragmentadas são então
transportadas pela erosão, que é o conjunto de processos que
desprendem o solo e as rochas, transportando‐os para locais onde
são depositados em camadas de sedimentos.
As partículas de rocha são geradas
pelo intemperismo...

... Transportadas pela erosão...

... e depositadas como camadas de


sedimento no solo ou na água...

... onde elas formarão


camadas paralelas ou
estratificação

Os sedimentos soterrados
litificam-se pela
Sedimentos clásticos: areia, silte e
compactação e cimentação
cascalho.

Sedimentos bioquímicos: recife de


corais e conchas.
2 - Rochas Sedimentares
O intemperismo e a erosão produzem dois tipos de
sedimentos:
Sedimentos clásticos, que são partículas depositadas fisicamente,
como os grãos de quartzo e feldspato derivados de um granito
alterado. (Clástico é derivado da palavra grega Klastos,
“quebrado”). Estes são depositados pela água corrente, pelo vento
e pelo gelo e formam camadas de areia, silte e cascalho.
Sedimentos químicos e bioquímicos, que são substâncias químicas
novas que se formam por precipitação quando alguns dos
componentes das rochas dissolvem‐se durante o intemperismo e
são carregados pelas águas dos rios para o mar. Entre esses
sedimentos incluem‐se as camadas de minerais como a halita
(cloreto de sódio) e a calcita (carbonato de cálcio, freqüentemente
encontrados na forma de recifes e conchas).
2 - Rochas Sedimentares
Do sedimento à rocha sólida

A litificação é o processo que converte os sedimentos em


rocha sólida, e isso ocorre de uma das seguintes
maneiras:
•Por compactação, quando os grãos compactados pelo peso de
sedimento sobreposto, formando uma massa mais densa que a
original.

•Por cimentação, quando minerais precipitam‐se ao redor das


partículas depositadas e agregam‐nas uma às outras.
2 - Rochas Sedimentares
Camada de Sedimentos

Os sedimentos e as rochas sedimentares são


caracterizados pela estratificação, a formação continuada
de camadas paralelas de sedimentos à medida que as
partículas depositam‐se no fundo do mar, de um rio ou
da superfície do terreno.
Pelo fato de as rochas sedimentares serem formadas por
processos superficiais, elas cobrem grande parte dos
continentes e do fundo dos oceanos.
Fundamentos da Engenharia do Petróleo I Washington M artins da Silva Jr.
2 - Rochas Sedimentares
A maioria das rochas encontradas na superfície terrestre
é sedimentar. Todavia, o volume dessas rochas é menor
que os das rocha ígneas e metamórficas (que constituem
o principal volume da crosta), pois dificilmente são
preservadas.
2 - Rochas Sedimentares
Os minerais comuns
dos sedimentos
clásticos são os
silicatos, porque eles
predominam nas
rochas que são
alteradas para formar
partículas
sedimentares .
2 - Rochas Sedimentares
Os minerais mais abundantes nos sedimentos
precipitados química ou biologicamente são os
carbonatos, como a calcita, o principal constituinte do
calcário. A dolomita, também encontrada no calcário,
é um carbonato de magnésio e cálcio formado por
precipitação durante a litificação. Dois outros
sedimentos químicos – a gipsita e a halita –
formam‐se por precipitação quando a água do mar
evapora.
3 - Rochas Metamórficas
As rochas metamórficas (do grego meta – “mudança” e
morphe – “forma”) são produzidas quando as altas
temperaturas e pressões das profundezas da terra atuam
em qualquer tipo de rocha – ígnea, sedimentar ou outra
metamórfica – para mudar sua mineralogia, textura ou
composição química – embora mantendo sua forma
sólida.
As temperaturas do metamorfismo estão abaixo do ponto
de fusão das rochas (aproximadamente 700°C), mas são
altas o bastante (acima de 250°C) para as rochas
modificarem‐se por recristalização e reações químicas.
3 - Rochas Metamórficas
O metamorfismo pode ocorrer numa área extensa ou, pelo
contrário, limitada.

O metamorfismo regional ocorre onde altas pressões e


temperaturas estendem‐se por regiões amplas, o que
acontece onde placas colidem. O metamorfismo regional
acompanha as colisões das placas resultando na
formação de cadeias de montanhas e no dobramento e
fraturamento das camadas sedimentares que até então
eram horizontais. Onde as temperaturas altas
restringem‐se a áreas pequenas, como as rochas que
estão perto ou em contato com uma intrusão, as rochas
são transformadas por metamorfismo de contato.
3 - Rochas Metamórficas
Crosta Fossa
Continental

Litosfera Crosta Oceânica


Continental
Litosfera
Astenosfera Oceânica

Sedimentos
Formação de
cornubianitos
ou hornfels

Eclogito Micaxisto Xisto Azul

Metamorfismo de contato: Metamorfismo de ultra-alta Metamorfismo regional: Metamorfismo de alta pressão e


auréola de contato (intrusão). pressão: crosta profunda. pressões e temperaturas baixa temperatura: subducção
variadas de baixo ângulo.
3 - Rochas Metamórficas
Muitas rochas metamorfisadas regionalmente como os
xistos, têm uma foliação característica, isto é, superfícies
onduladas ou planares produzidas quando a rocha foi
deformada estruturalmente por dobras. As texturas
granulares são mais típicas da maioria das rochas de
metamorfismo de contato e de certas rochas de
metamorfismo regional formadas por temperatura e
pressão muito altas.
3 - Rochas Metamórficas

Os minerais mais
abundantes nas
rochas metamórfica
são os silicatos*, pois
as rochas parentais
também são ricas
nesses minerais.
3 - Rochas Metamórficas
Os minerais típicos das rochas metamórficas são o quartzo, o
feldspato, a mica, o piroxênio e os anfibólios (os mesmos silicatos
característicos das rocha ígneas).
Muitos outros silicatos – como a cianita, a estaurolita e algumas
variedades de granadas – são exclusivos das rochas metamórficas.
Esses minerais formam‐se sob condições de alta pressão e
temperatura na crosta e não são característicos das rochas ígneas.
Eles são bons indicadores de metamorfismo.
A calcita é o principal mineral dos mármores, os quais são calcários
metamorfisados.
3 - Rochas Metamórficas
As Trajetórias de Pressão‐Temperatura‐Tempo.
A tectônica de placas produz metamorfismo de contato e regional,
um processo dinâmico no qual os volumes de rochas são
submetidos a mudanças de condições de pressão e temperatura ao
longo do tempo. Conseqüentemente, as rocha metamorfizadas
regionalmente contêm assembléias minerais distintivas, nas quais
as mais antigas são substituídas por assembléias posteriores. Tais
rochas registram, dessa forma, os regimes de pressão e
temperatura que mudam com o tempo. As trajetórias de pressão‐
temperatura‐tempo são gravadas não somente por mudanças nas
assembléias minerais, mas também por mudanças nas
composições químicas dos minerais presentes (cap 9).
4 – Onde as rochas são encontradas
As rochas são encontradas na natureza dispostas segundo
padrões determinados pela história geológica da região.
Os geólogos mapeiam esses padrões tanto em superfície como suas
projeções em profundidade e tentam deduzir o passado geológico
da variedade e da distribuição das rochas presentes.
Milhares de sondagens relativamente rasas foram perfuradas nos
continentes a procura por óleo, água e recursos minerais. Essas
sondagens são as maiores fontes de informação, principalmente
sobre as rochas sedimentares e sua história.
Mesmo com todas essa fontes de informações sobre o que fica
abaixo da superfície terrestre, os geólogos continuam a confiar nas
rochas expostas em afloramentos, lugares onde o substrato
rochoso – a rocha subjacente aos materiais soltos na superfície –
está exposto.
Afloramento
Superfície
do terreno

Os afloramentos
variam de região
para região, pois
exemplificam a
estrutura geológica
da Terra em um
ponto específico.

Solo e
Rocha fresca rocha
alterada
Afloramento de rocha ígnea no leito do rio Priumã, Uauá-BA.
Afloramento de rocha ígnea em lajedo na Faz. Traíra, Santa Quitéria-CE.
Afloramento de rocha sedimentar próximo a BR 101, sul da Bahia.
Afloramento de rocha sedimentar próximo a BR 101, sul da Bahia.
Afloramento de rocha metamórfica na região de Itabaiana, porção central de Sergipe.
Afloramento de rocha metamórfica da Formação Frei Paulo, Sergipe.
No Brasil – margem de rios – rochas ígnea
No Brasil – Formações – rocha metamórfica
No Brasil – formação – rocha sedimentar
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima

O ciclo das rochas é o resultado das interações de dois


dentre os três sistemas fundamentais da Terra: o sistema
da tectônica de placas e o sistema clima. Controlados
pelas interações desses dois sistemas, materiais e
energia são trocados entre o interior da Terra, a
superfície terrestre, os oceanos e a atmosfera.

Ciclo das rochas – 1785 – cientista escocês James


Hutton, apresentação oral para a Sociedade Real de
Edinburgo.
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima

Em primeira análise, observa‐se o magma na profundeza


da Terra, onde as temperaturas e as pressões são altas o
suficiente para fundir qualquer tipo de rocha: ígnea,
metamórfica ou sedimentar.
A subducção de uma placa oceânica
em uma placa continental soergue
uma cadeia de montanhas vulcânicas.

Crosta
Crosta Oceânica
Continental
Litosfera A placa que subducta funde‐se à
medida que mergulha. O magma
Continental ascende da placa fundida e do manto e
extravasa‐se como lava ou intrude‐ se
na crosta.
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima
Hutton chamou a fusão das rochas na profundeza da
crosta de episódio plutônico, em referência a Plutão, o
Deus romano do mundo subterrâneo.
Intrusões ígneas – rocha plutônica. Rochas extrusivas
– rocha vulcânica.
Quando uma rocha preexistente se funde , todos os
seus componentes minerais são destruídos e seus
elementos químicos são homogeneizados, resultando
em um liquido aquecido. À medida que o magma
esfria, cristais de novos minerais crescem e formam
novas rochas ígneas.
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima

O ciclo começa subducção de um placa oceânica em uma placa


continental. As rocha ígneas que se formam nas bordas onde as
placas colidem, juntamente com as rochas sedimentares e
metamórficas associadas, são então soerguidas para formar uma
cadeia de montanhas à medida que uma secção de crosta
terrestre dobra‐se e deforma‐se.
Os geólogos chamam esse processo, o qual se inicia com a colisão
de placas e finaliza com a formação de montanhas, de orogenia.
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima

O magma esfria para formar as rochas ígneas:


as rochas vulcânicas cristalizam do magma ou
da lava extrudida; e as rochas plutônicas
cristalizam das intrusões subterrâneas.

Rocha Ígnea
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima
As montanhas soerguidas forçam o ar carregado de
umidade a ascender, esfriar condensar e precipitar.

Sedimento

A precipitação, o congelamento e o degelo criam material


solto – sedimento – que é carregado pela erosão...
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima

Rocha
Sedimentar ... e é transportado
para o oceano por
O soterramento é rios, onde é
acompanhado de depositado como
subsidência, que é camadas de areia e
o afundamento da de silte. As camadas
crosta da terra. de sedimentos são
soterradas e sofrem
litificação, tornando‐
se rochas
sedimentares.
Subsidência
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima

A subducção de uma placa oceânica em uma placa continental


soergue uma cadeia de montanhas vulcânicas

Rocha
Metamórfica

Ao longo das margens tectonicamente ativas, por exemplo, onde


os continentes colidem, as rochas são soterradas ou comprimidas
por pressão extrema, em um processo chamado orogenia.
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima.

Crosta Crosta
Continental Oceânica

Litosfera
Continental

Fusões
subseqüentes
ou a subducção
de outra placa
oceânica
recomeçam o
ciclo.
5 – Ciclo das rochas: interação dos sistemas da
tectônica de placas e do clima
Essa séria de processo é uma das variações do ciclo das rochas.
Qualquer rocha – metamórfica, sedimentar ou ígnea – pode ser
soerguida durante uma orogênese e meteorizada e erodida para
formar novos sedimentos.
Certos estágios podem ser omitidos: Ex: quando uma rocha
sedimentar é soerguida o metamorfismo e o afundamento não
acontecem.
Outros estágios podem ocorrer fora de seqüência: uma rocha ígnea
formada no interior que é metamorfizada depois de ser soerguida.
Algumas rochas ígneas localizadas a grandes profundidade na crosta
podem nunca ser soerguidas ou expostas ao intemperismo e à erosão.
6‐ O ciclo das rochas e os sistemas terrestres:
únicos no sistema solar

O ciclo das rochas que acabamos de descrever é exclusivo da Terra


porque o sistema da tectônica de placas e do clima são diferentes
daqueles que ocorrem em outros planetas do sistema solar.
Na Lua e em Vênus não há rochas sedimentares porque não há
hidrosfera.
Em Marte, a falta de água e a atmosfera fina permite dizer que o
intemperismo deste planeta acontece de forma diferente que o da
terra.
Esses exemplos mostram como os geosistemas básicos e suas
interações, que caracterizam um planeta, controlam o modo como
esse planeta funciona.

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