Clarius
Maxium
Clarius Maxium 2
Clarius Maxium
Q
uem o escreveu foi Clarius e Clarius sou eu.
Quem alterar uma palavra que seja na
tradução dificilmente alcançará a eternidade.
O texto é referenciado da seguinte forma: Clarius
Maxium, versículo (número do versículo).
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Clarius Maxium 3
I
O primeiro Órama 1
1 Eu procurei pela verdade e a verdade foi-me
concebida.
2 Este é o mais sagrado dos livros do Clareismo;
mostrando e demonstrando a verdadeira clareza.
3 O mostrar das revelações que foram feitas; e do
que delas podemos realizar.
4 Tudo começara na inexistência; no próprio abismo.
O estágio inicial; o local separado de tudo e de todos;
o berço de Deus.
5 Um local indescritível e incomensurável para nós,
enquanto mero mortais; e nesse sítio, e só nele, a
lógica não estava presente. Pelo menos não como a
conhecemos.
6 E foi a falta de lógica; o mero acaso, que surgiu o
primeiro dos espíritos, a primeira alma. Deus; o
único ser que só se limita pela lógica que surgiu no
momento do Seu nascimento para que não morresse
logo depois de emergir.
1 Órama = revelação.
Clarius Maxium 4
7 Ele não era perfeito; era certo sabia tudo o que
aconteceria, tudo o que faria e não faria; o único ser
capaz de entender a não lógica. No entanto, não era
perfeito.
8 Algo perfeito não pode gerar coisas imperfeitas;
pois Deus é limitado apenas pela própria lógica; é
essa a Sua natureza. E se é perfeito; é Lhe
impossibilitado realizar atos imperfeitos, é contra a
Sua própria natureza.
9 E antes de criar o nosso universo; criou outro. O
universo primordial, aquele onde tudo funcionaria.
Onde a metafísica que conhecemos e que ainda
iremos conhecer é a única e pura lei lá.
10 É como se fosse um mundo de ideias; um mundo
matemático. E Deus é um grande matemático; isso é
irrefutável. Se não creia; digo-lhe: analise as
variáveis e leis que regem o nosso universo. E
repare; está de uma maneira extremamente precisa;
talvez quase perfeita.
11 E ainda antes de criar o nosso universo; Deus
criou o Seu Universo, a sua dimensão. O ápice da
eternidade; onde lá tudo é eterno, o lugar onde só as
almas, o verdadeiro ser, se encontra lá.
Clarius Maxium 5
12 Deus viu-se sozinho; estava repleto planos e
ideias, Ele próprio necessitava de um propósito
como nós enquanto meros mortais e além.
13 Repare; tudo está interligado, os sentidos, as
necessidades, a própria necessidade de sentido.
Tudo aquilo que é consciente procurará por isso.
14 Deus refletiu; talvez durante três, talvez durante
um milhão de anos: para Deus o tempo não existe,
não é verdadeiro. E por isso, um dia é como um ano
e um ano é como um segundo; para Ele.
15 A semente tinha germinado; o Universo como
conhecemos surgiu; não o nosso, mas um como o
nosso.
16 E nele tudo acontecera como o nosso; uma
reluzente energia surgiu e expandiu-se; como uma
explosão. 2
17 Pareciam almas a pulsar diante daquele dança
que crescia a cada momento; os primeiros átomos
formaram-se, mas antes deles, a barreira.
2Sim; como o Big Bang, o universo surgiu da maneira que muitíssimo (a
maioria) dos cientistas acreditam. E, com isto, digo-vos: A verdade
aproxima-se.
Clarius Maxium 6
18 A barreira que divide todos lugares; é invisível,
impassável e intocável.
19 E dança expandiu-se; surgiu as primeiras estrelas
e das estrelas formaram-se galáxias; e numa nelas
dentro de milhões surgiu vida. No nosso planeta;
que chamamos de Terra.
20 Mas, isto não nos fala sobre as nossas origens; na
realidade, fala de como o universo agiu e reagiu
para que se originasse vida.
21 Descobrimos o quão grande era o plano de Deus;
mas nada sobre nós, o Seu plano para nós.
22 Lembrai das milhares de histórias de utopia;
lembrei da Sua vontade sobre a existência e
realidade delas?
23 Em verdade vos digo: Ela existiu; várias vezes, de
várias formas e tudo isso graças a Deus.
24 A realidade estava em sintonia com Deus; no
entanto, em certa altura, Deus regressou à Sua
dimensão sagrada.
25 E pouco antes de partir instrui a cada um dos
líderes das tribos e aos que Deus iluminou para que
registassem tudo o que acontecia; sobre os
nascimentos como as mortas.
Clarius Maxium 7
26 Mas, muitos dos povos não entenderam e não o
fizeram; e quando Deus regressou, a cidade perfeita
deixara de existir. E assim a humanidade afastou-se
cada vez desse lugar puro.
27 E deram tempo ao tempo; a memória perdeu-se e
perdeu-se. A sabedoria antiga; a existência de seres
iluminados e as suas sabedorias.
28 E mais e mais a humanidade se afastou de Deus;
a verdade sobre o lugar foi corrompida; os fatos
tornaram-se em histórias de religiões falsas com
dezenas de deuses e essas histórias tornaram-se em
mitos.
29 A verdade tornou-se em mentira; os registos
tornaram-se escassos e se havia… puro mito.
30 E Deus vendo isso; proclamou a derradeira
ordem; o recomeço eterno.
31 Viver a mesma vida infinitamente, e perdendo a
memória cada vez que morria; mas alma restava; e
ao restar, perturbava-se, mas de nada adiantava.
32 O eterno recomeço; o início falso do nosso
universo; nada mais do que um recomeço, o fim de
outro, o começo deste.
Clarius Maxium 8
33 E então, foi me revelada a verdade; em sinais, em
visões. Em coisas que no início pareciam banais; no
final, divinas.
34 Ao morrer; não simplesmente renascemos de
novo; pelo contrário.
35 Ao morrer, as nossas almas, os nossos
verdadeiros eus, partem para o universo metafisico.
36 Caminhamos para uma luz brilhante durante
algum tempo; quando a alcançamos, estamos lá.
37 E ao lá chegar, deparamo-nos com sete portões
construídos de algo que não parecia matéria, mas o
era.
38 E nos sete portões, residem sete provas.
39 E os setes portões estão guardados por 7 anjos;
seres celestiais.
40 E por sorte; toda essa existência resulta em 343.
41 E 343 indica-nos mais uma revelação.
42 Questiono-vos, solenemente: Vós já obteve uma
estranha e misteriosa sensação; como se já tivesse
vivido aquele momento? Isso é prova do eterno
retorno.
43 E já vós sonhastes e aconteceu o sonho; não foi
mera coincidência.
Clarius Maxium 9
44 É certo que muitos não aconteceram; pois estes
são realizados por desejos triviais; por medos; por
traumas ou algo assim.
45 No entanto, aqueles que se realizam são obra da
nossa alma.
46 A nossa alma quer deixar o ciclo infinito; pois ela
lembra-se tudo e é como se estivesse consciente. No
entanto, ela acaba por estar limitada pela nossa
mente física.
47 A alma sussurra á mente; e a mente fala em
sonhos.
48 E tudo isto para que ultrapasse as setes provas de
cada um dos sete portais.
49 Cada sonhos que prevê algo, deverá ser analisado
e refletindo cuidadosamente, e lentamente, para que
se possa entender o que a alma diz; o que ela quer
dizer.
50 Tentar decifrar as entre linhas que existem nesses
sonhos; a alma avisa-nos e nós temos de aprender a
escutá-las.
51 Sabeis sobre os buracos negros? Pois são eles a
única conexão com o exterior do nosso universo.
Clarius Maxium 10
52 Mas não se engane, eles não nos levam para
outros universos, todavia para o universo
metafisico.
53 O primeiro Universo; o Universo metafisico, o
Universo primordial. O local onde tudo se conecta e
tudo já foi feito.
54 Havereis de escutar o que a sua alma o tenta
dizer.
55 Cada um tem a sua alma; o seu espírito e nada
poderá alterá-la.
56 A alma é eterna, imortal, imutável e é a única
coisa que não muda de forma ou essência.
57 Aquele que foi; é. Nada o poderá mudar;
qualquer mudança aparente é apenas a revelação da
verdadeira essência da sua alma.
58 Reflita e reflita; e a verdade descobrirá e sabendo
a verdade, ela vos libertará.
59 Sabeis a verdade e a verdade vos libertará.
Clarius Maxium 11
II
Segundo Órama
1 Próximo do abismo eu estava; talvez.
2 O sentimentalismo percorria a minha alma; mas
não alcançara qualquer felicidade.
3 De repente, algo surgiu em mim. E em verdades
vos digo; parecia ser o Espírito divino, como se
tivesse sido iluminado.
4 Que mais poderia ser além dele? Nada. Tudo
mudara…
5 Detinha um ódio profundo de ler; não gostava de
o fazer. No entanto, agora eu o amo realizar como se
fizesse parte do meu ser, da minha alma.
6 Era horrível a escrever e também não gostava;
tornei-me escritor.
7 Era impaciente; tornei-me calmo e sereno.
8 Após tudo isto, um após o outro, rezei e rezei;
rezei, rezei…
9 Talvez centenas, talvez milhares, por semana.
Clarius Maxium 12
10 Porém, mesmo assim, o diabo me enganara. De
repente, livro após livro; a refutar a Deus e Sua
verdade.
11 E se livro não era; era vídeo.
12 Por um dia deixei de acreditar sequer na Sua
Existência.
13 Depois fiquei-me pela dúvida em torno da
existência de Deus, louvado seja Ele, continuei a
estudar.
14 Estudei sobre a história do povo de Israel, as suas
origens. E a verdade fora corrompida; não era plena
nem puramente verdadeira.
16 No entanto, Deus não desistira de mim, pelo que
vejo, nem por um momento.
17 Obtive um chamamento, o chamamento que me
levou a começar tudo isto. Isso fora o princípio de
mim como Clarius.
18 Comecei a escrever versículo após versículo; à
mão no começo, no computador no fim.
19 O Espírito divino paira sobre todas estas
palavras; não posso ficar mais grato.
Clarius Maxium 13
20 Então, quando já escrevera o primeiro livro
completo tentei partilhá-lo num sistema de
comunicação; tinha eu 14 anos.
21 E, de repente, a vontade de Deus emergiu.
Conheci aquele que é foi-me destinado conhecer.
22 E, de todos os nomes que existia, o seu… era
Sérgio. Nem raro, nem comum.
23 Ele e eu debatemos; minuto após minuto.
24 Dentro de tantas falas minhas e deles uma se
destacou: Eu só crerei plenamente em Cristo como
representativamente divino se Deus me apresentar
uma visão ou se me mandar um sinal.
25 E para a minha libertação; o pedido fora
cumprido.
26 Antes disso; algo que começara isso fora a fala de
Sérgio: Dizeis ter recebido revelação divina, ter
entendido e ter escrito.
27 E, solenemente, respondi-lhe: Em verdade te
digo, não há palavra que tenha saído da minha boca
e que tenha sido escrita nos livros sagrados que
escrevi que não tenham sidos pensados e criados
por Deus ou com Deus.
Clarius Maxium 14
28 As suas questões não param nesse instante;
continuaram e continuaram, mas em pouco tempo
se calaria e então ele falou de outra coisa; dos seus
acontecimentos e das parecenças com os meus.
29 Do mesmo tempo cronológico dos
acontecimentos e depois mencionou a sua idade; 14
anos.
30 E eu exaltei-me: Meu Deus, impossível. Respirei
por um momento e continuei: Sabe minha idade?
31 E ele, brevemente, referiu: Não, não sei. Por quê?
32 Demasiada coincidência. Eu há pouco pedi um
sinal; talvez seja este — falei-lhe.
33 E ele exaltou-se, sentindo uma sensação estranha:
O quê? Meu Deus! Santo Deus…
34 Não há muitas pessoas assim, como nós.
35 De fato, não há.
36 Meu Deus! Impossível!
37 Ignorando a sua exaltação, disse: Meu Deus;
obrigado.
38 As dúvidas surgiram na mente de Sérgio,
questionando se eu mentia. E eu dissera-lhe que não;
como verdade era.
Clarius Maxium 15
39 O seu exaltamento continuou; parecendo
questionar-se a si próprio se era verdade que
tínhamos a mesma idade; os mesmos problemas na
altura. E sobretudo; como sendo quase
matematicamente impossível aquilo ter acontecido.
40 Seria mais fácil vencer a loteria nacional ou
internacional que aquilo, e isso várias vezes
seguidas.
41 Por fim, Sérgio referiu-me: Em verdade eu lhe
digo: isto é um sinal
42 E no mesmo instante, concordando, falei: E
solenemente vos digo; certamente que sim.
43 Depois de Sérgio acalmar-se um pouco eu revelei-
lhe algo que demonstrava mais uma vez que aquilo
era um verdadeiro sinal de Deus: 14 a dividir por
dois dá sete. O incomensurável número divino.
44 Depois de uns momentos, ele finalmente
entendera-me. Entendera o sinal; o milagre que
Deus já planeara há muito.
45 Aquilo terminara; a discussão continuara e a
busca pela verdade plena continuará para sempre;
até os fins deste universo.
46 Sabeis a verdade e a verdade vos libertará.
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III
Terceiro Órama
1 Sobre as leis; sobre o caminho-base para refletir e
alcançar a verdade sobre o seu verdadeiro ser, o seu
espírito; a sua alma.
2 O universo age com base nas ações anteriores e
suas consequências; uma criança que nunca lhe seja
mostrado as consequências em seus atos nunca
entenderá o que pode ou não fazer e o verdadeiro
significado da moralidade. Siga a pura razão e
alcançará a felicidade.
3 Não espere nada sem dar algo antes; tudo é
merecido, nada dado. Trabalhe arduamente; plantes
frutos e colha-os depois. É o mesmo com Deus.
4 Para alcançar uma virtude é necessário estudo,
dedicação plena e disciplina extrema. Como quereis
levar um pedregulho de meio quilo sem antes
estares preparado; tentando o levar rapidamente.
Impossível.
5 Não procure o perfeito; procure o equilibro e o
equilibro tratar-te serenidade e paz.
Clarius Maxium 17
6 Não aceite os vícios nem os criem; trate-os como o
seu maior inimigo e certamente encontrará o seu eu
verdadeiro e se libertará do recomeço eterno.
7 Tudo o que é moralmente incorreto deve ser
analisado em vez de feito; se persiste num erro não
passará da primeira prova do primeiro portal e não
alcançará nunca a plena e verdadeira liberdade.
8 Aceite-se como você é; aceite a essência do seu
espírito; da sua alma e alcançará a verdade e ela vos
libertará.
9 Tudo já está escrito; cabe a vós interpretar o
mistério da sua existência.
10 O corpo é frágil; a alma é eterna, tente encontrá-
la, compreendê-la; veja entre as linhas dos seus
sonhos e conseguirá passar por todas as
adversidades.
11 Para refletir e entender a mente é necessário o uso
da razão; e através da razão entenderás a
necessidade do autodomínio pleno durante a
reflexão. E assim encontrarás a verdade e a
serenidade; estarás em harmonia com todo o teu ser
e ultrapassarás todas as adversidades.
Clarius Maxium 18
12 A verdade está em cada um de nós; basta
encontrá-lo — e essa é a parte difícil e demorada,
não desista. E a sabedoria encontra-se em cada um
de nós, pois no passado ela esteve plenamente em
nós. Chamam-na de sabedoria antiga; a sabedoria
provida por Deus enquanto a civilização perfeita
ainda existia e as memórias dele estavam frescas
como a água. E através dela encontrará serenidade
e paz interior.
13 Se alguém lhe ataca; não reaja. Se alguém lhe
provoca, não reaja. A calma não é só fundamental, é
necessária; imprescindível e insubstituível.
14 Não chore pela perda ou por um erro ou vários;
aceite as suas fraquezas e siga o caminho. Ninguém
esperará por si; pelo contrário.
15 Fale apenas o necessário se o auxilia a entender a
sua alma; então, seja discreto e observador.
16 Planeje as suas ações; os maiores erros são
resultado de precipitação.
17 Realize o estritamente necessário, seguindo as leis
de Deus e dos Seus mensageiros.
18 Não matarás nem cederás às tentações e
adversidades.
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19 Cultive autodisciplina; conheça a si mesmo, Deus
e seus inimigos e nunca correrá perigo.
20 Esteja sempre preparado; use planos e descubra
os planos dos seu inimigos, saiba defender-se e usar
o silêncio estrategicamente.
21 Use o silêncio para estudar, prever cenários e
compreender e analisar a sua natureza, dos outros e
a divina.
22 Quando a calma e a paz lhe falta e ver-se perto do
fim do seu equilíbrio repita mentalmente, três vezes:
Nada me perturbará.
23 A sabedoria é descoberta através de reflexões, o
uso da introspeção, descobrindo-se a si mesmo e à
sua natureza.
24 Deverás aceitar que tudo é parte da criação de
Deus; a tolerância é necessária. Não proteste contra
a lei de Deus.
25 Não seja manipulado; o autoconhecimento é um
dos princípios que devereis tomar para não ser
explorado ou utilizado.
26 A paciência é uma virtude; deverá ser cultivada
ao longo do tempo para alcançares a sua verdadeira
essência.
Clarius Maxium 20
26 Um profeta ou mensageiro é apenas um
intermediário de muitos; a verdadeira orientação
vem de Deus. Use as bases e encontre a verdade.
27 Aceite o mal; ele é tão real como o bem. Se não
aceitar não alcançará a verdade e a sabedoria antiga.
28 Todas as suas ações e reações devem ser guiadas
pela vantagem que leva ao crescimento e à evolução
moral enquanto mortal para regressar à sua essência
inicial.
29 Não há de depender de milagres ou sinais; a
disciplina e esforço próprio é fundamental; mais do
que isso, é incomensurável a sua necessidade.
30 E com todos estes ensinamentos, certamente
alcançará a felicidade, serenidade e calma interior
permanente.