07/08/2019
Ementa:
Recurso parte geral
Recurso em espécie
Sentença coisa julgada e nulidade
Habeas corpus
Revisão criminal
Execução Penal
Os recursos em sua parte geral encontram fundamentos basilares nos princípios da ampla
defesa e do duplo grau de jurisdição.
A ampla defesa garante ao litigante inconformado a possibilidade de uma reanalise de sua tese
arguida durante o processo de conhecimento por um órgão jurisdicional de segundo grau.
Por sua vez, o princípio do duplo grau de jurisdição garante aos litigantes uma reanálise jurídica
por um órgão jurisdicional de segundo grau.
A parte inconformada então diante de uma decisão judicial proferida durante o processo ou no
encerramento do processo faz jus a interposição de recurso a fim de reformar aquela decisão.
Podemos conceituar então os recursos como um instrumento utilizado pela parte inconformada
para reformar uma decisão proferida pelo juízo anterior, e via de regra essa reanálise será feita
por um órgão jurisdicional superior.
Princípios Recursais
1- Taxatividade: os recursos processuais penais encontram previsão legal no CPP ou
legislações penais extravagantes, e são taxativos. Logo a parte inconformada não
poderá utilizar de outro meio que não os recursos já estabelecidos para reformar a
sentença recorrida.
2- Fungibilidade: consiste na possibilidade de admissibilidade de um recurso apresentada
em lugar de outro, desde que preenchido os pressupostos legais. Ex.: proferido uma
sentença penal condenatória, o magistrado julga procedente a ação penal, e o advogado
de defesa interpõem recursos em sentido estrito. O magistrado em respeito ao princípio
da fungibilidade deve receber o recurso em sentido estrito como se apelação fosse.
O princípio da fungibilidade só não terá aplicação se ficar demonstrado erro grosseiro
e/ou má-fé da parte.
3- Unicidade: para cada tipo de decisão será admitido apenas uma espécie de recurso, um
recurso único, evitando assim interposição simultânea de recursos com o mesmo objeto
e as mesmas partes.
14/08/2019
Palestra
21/08/2019
Princípios do processo penal:
Duplo grau de jurisdição
Consiste em um direito dado aos litigantes em revisão de decisões judiciais, ou seja, toda decisão
judicial é passível de um reexame, seja para uma análise confirmatória ou reformatório. Nas
ações originárias o STJ e o STF não na o que se falar no princípio do duplo grau de jurisdição.
Tal princípio tem previsão constitucional e também no pacto de são José da Costa Rica.
Princípio da dialeticidade.
Estabelece ao sistema recursal a prosperidade do exercício do contraditório nos recursos. Os
embargos de declaração é uma exceção ao princípio da unicidade recursal, salvo se o mesmo
apresentar efeitos infringentes, modificativos.
Princípio da disponibilidade.
Estabelece uma faculdade a as partes na interposição dos recursos, ou seja, pelo inconformismo
caberá somente aos litigantes analisar a conveniência da interposição do recurso. Conforme
artigo 576 do CPP o ministério público não poderá desistir do recurso interposto
Princípio não reformatio in pejus (não reforma para prejudicar)
Traz uma impossibilidade de reforma de decisões judiciais para prejudicar o réu , ou seja , a nova
decisão ficará vinculada a decisão anterior , isso se o recurso for unicamente da defesa .
Ex: sentença condenatória de 12 anos de reclusão combatida por recurso unicamente da defesa
não pode ser majorada prejudicando o réu.
Princípio Non reformatio in pejus indireto.
Ocorre quando o tribunal de justiça anula a sentença anterior mais ficam vinculado a ela , de
forma que a nova sentença proferida não piore a situação do réu.
Princípio Reformatio In Mellius.
Havendo recurso unicamente da acusação o órgão jurisdicional superior poderá reformar a
decisão se for para melhorar a situação do réu.
Pressupostos recursais.
São requisitos objetivos e subjetivos que os recursos deverão apresentar para que o magistrado
conheça os mesmos.
Os pressupostos poderão ser objetivos e subjetivos, os primeiros estão relacionados o recurso
em si, e ao segundo relaciona com as partes. O magistrado exerce o juízo de prelibação ao
analisar a existência de todos os pressupostos do recurso.
28/08/2019
04/09/2019
Exercícios
11/09/2019
Pressupostos subjetivos
Legitimidade: está relacionado com a parte que irá interpor o recurso, e o CPP elenca em seu
artigo 577 quem são as pessoas legitimadas para interpor o recurso conforme a sucumbência.
Efeitos do recursais: todos os recursos estabelecidos no sistema processual penal poderiam
apresentar um ou mais que um dos seguintes efeitos:
1 - Devolutivo: traz a possibilidade de devolver para a jurisdição a matéria analisada pelo juízo
singular, sendo que está devolução ocorre para jurisdição de 2° grau, para se for o caso reformar
ou até anular a decisão anterior.
Os embargos de declaração não apresentam os efeitos devolutivo, pois, o próprio juiz que
proferiu a decisão deverá fazer a reanálise da mesma. Salvo se os embargos apresentarem
efeitos modificativos.
2- Efeito suspensivo: e uma forma de efeito que obsta a execução da sentença condenatória,
isto porque irá suspender a eficácia da sentença.
3- Efeito extensivo: e a possibilidade de extensão dos efeitos da nova decisão favorável ao réu
se houver a interposição do recurso por outro réu.
O efeito extensivo será afastado se a nova decisão benéfica estiver baseada em questão de
caráter pessoal e subjetiva.
4-efeitos translativo: e a possibilidade de transladar os autos, ou seja, remeter os autos para
extasia superior.
5-efeitos regressivo: consiste na possibilidade do magistrado rever sua decisão e reformá-la
retratando-se do que foi proferido anteriormente.
18/09/2019
RECURSO DE APELAÇÃO
Apelação é, em si, um recurso ambo, pois da´ ao apelante a possibilidade de uma reanálise de
todo o conjunto processual discutido pelo juiz singular. Todavia admite também uma reanálise
parcial do processo conforme o inconformismo da parte.
Apelação será interposta no prazo de 5 dias e as razões do apelo será apresentada no prazo de
8 dias.
Em se tratando de procedimento previsto na lie 9.099/95 a apelação será interposta no prazo
de 10 dias (Juizados Especiais Criminais).
Conforme preceitua o art. 593 do CPP, a apelação será cabível nas seguintes hipóteses:
1- Contra decisões de mérito que julgam pela procedência ou improcedência da ação
penal. Condenando ou absolvendo o réu.
O réu poderá apelar ainda que tenha sido absolvido na ação penal, demonstrando o
objetivo de modificar o fundamento da sentença absolutória. Ex. réu absolvido por falta
de provas apela para que sua absolvição seja decretada pelo reconhecimento da
legitima defesa que irá obstar uma possível demanda cível.
2- Contra decisões com força definitiva, são decisões que não julga o mérito da ação penal,
mas coloca fim a uma controvérsia surgida no processo. Ex. decisão que coloca fim a um
pedido de devolução de veículo.
A apelação será cabível ainda contra decisões do tribunal do júri nas seguintes hipóteses:
1- Quando houver nulidade posterior a pronuncia: vencida a primeira fase do
procedimento do júri na qual o magistrado não analisa o mérito condenatório ou
absolutório da ação penal, devendo somente pronunciar ou impronunciar o réu, se
houver nulidade posterior a decisão de pronuncia caberá recurso de apelação. Ex.
quebra da incomunicabilidade dos jurados.
2- Quando a decisão do Juiz contrariar lei expressa ou decisão dos jurados. Não é situação
que contraria a soberania dos veredictos, a decisão popular, mais sim um erro do
magistrado ao sentenciar.
3- Quando houver erro na aplicação da pena ou medida de segurança: o magistrado
comete um equívoco ao dosar a pena, ou não descreve o critério quantitativo que levou
o ele a aplicar aquela pena. Ex. o magistrado não reconhece a causa de diminuição de
pena e aplica a pena acima do mínimo legal.
4- For a decisão manifestamente contraria a prova dos autos: muito embora cabalmente
demonstrado a absolvição ou a condenação do réu os jurados entendem de forma
contrária ao que ficou demonstrado no processo e absolvem ou condenam o réu. A
apelação sobre este fundamento só poderá ser utilizada uma única vez, seja pela defesa,
seja pela acusação.