INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA
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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 3
POR QUE O TERMO “ANATOMIA”? 4
HISTORIA DA ANATOMIA 5
ANATOMIA HUMANA E SUAS CLASSIFICAÇÕES 7
4.1 SEGUNDO O MÉTODO DE OBSERVAÇÃO 7
4.2 SEGUNDO O MÉTODO DE ESTUDO 8
DIVISÃO DO CORPO HUMANO 9
NOMENCLATURA ANATÔMICA11
6.1 PRINCÍPIOS GERAIS 11
6.2 POSIÇÃO ANATÔMICA 11
6.3 PLANOS E EIXOS DO CORPO HUMANO 12
6.3.1 Planos de Delimitação 12
6.3.2 Eixos Ortogonais 13
6.3.3 Planos de Secção 14
6.4 TERMOS DE TERMOS DE DIREÇÃO 15
6.5 TERMOS DE SITUAÇÃO 16
6.6 TERMOS DE MOVIMENTO 16
6.7 OUTROS TERMOS DE DESCRIÇÃO ANATÔMICA 16
CAVIDADES DO CORPO 19
7.1 CAVIDADE DORSAL 20
7.2 CAVIDADE VENTRAL 20
DENTES 21
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DO CORPO HUMANO 23
AVALIAÇÃO Erro! Indicador não definido.
REFERÊNCIAS 24
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01
INTRODUÇÃO
A anatomia refere-se ao estudo da estrutura e das relações entre estas estruturas. A fisiologia
lida com as funções das partes do corpo, isto é, como elas trabalham. A função nunca pode ser
separada completamente da estrutura, por isso você aprenderá sobre o corpo humano
estudando a anatomia e a fisiologia em conjunto.
Entenderemos como cada estrutura do corpo está designada para desempenhar uma função
específica, e como a estrutura de uma parte, muitas vezes, determina sua função.
Por exemplo, os pelos que revestem o nariz filtram o ar que inspiramos. Os ossos do crânio
estão unidos firmemente para proteger o encéfalo. Os ossos dos dedos, em contraste, estão
unidos mais frouxamente para permitir vários tipos de movimento.
A anatomia humana, a anatomia vegetal e a anatomia comparada são especializações da
anatomia.
Na anatomia comparada faz-se o estudo comparativo da estrutura de diferentes animais, ou
plantas, com o objetivo de verificar as relações entre eles, o que pode elucidar sobre aspectos
da sua evolução.
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02
POR QUE O TERMO “ANATOMIA”?
Anatomia é a ciência que estuda a forma, a estrutura e organização dos seres vivos, tanto
externa quanto internamente.
O termo “anatomia” deriva do grego “Ana”, que significa em partes, e “Tomein”, que
significa cortar. Então, anatomia significa cortar separando em partes. Podemos ainda ampliar
esse conceito dizendo que a Anatomia é a parte da ciência que estuda a forma e a estrutura do
corpo humano.
A anatomia tem como metas principais a compreensão dos princípios arquitetônicos da
construção dos organismos vivos, a descoberta da base estrutural do funcionamento das várias
partes e a compreensão dos mecanismos formativos envolvidos no desenvolvimento destas.
Seu estudo tem uma longa e interessante história, desde os primórdios da civilização humana.
Inicialmente limitada ao observável a olho nu e pela manipulação dos corpos, expandiu-se, ao
longo do tempo, graças à aquisição de tecnologias inovadoras.
A anatomia humana, a anatomia vegetal e a anatomia comparada são especializações da
anatomia.
Na anatomia comparada faz-se o estudo comparativo da estrutura de diferentes animais, ou
plantas, com o objetivo de verificar as relações entre eles, o que pode elucidar sobre aspectos
da sua evolução.
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03
HISTORIA DA ANATOMIA
Em termos mais restritos e clássicos, a anatomia confunde-se com a morfologia interna
(estudo da organização interna dos seres vivos), o que implicava uma vertente
predominantemente prática que se concretizava através de métodos precisos de corte e
dissecação de seres vivos, com o intuito de revelar a sua organização estrutural.
O mais antigo relato conhecido de uma dissecação pertence ao grego Teofrasto, discípulo de
Aristóteles. O desejo natural de conhecimento e as necessidades vitais levaram o homem,
desde a pré-história, a interessar-se pela anatomia. A dissecação de animais, para fins de
sacrifícios, antecedeu a de seres humanos.
Todos os seres vivos possuem estruturas diferenciadas. Dentro do corpo humano, por
exemplo, há milhões de células vivas e que por sua vez são formadas por outras formas e
sistemas. Seria impossível descrevermos todos os tipos de seres vivos e cada estrutura que ele
apresenta, já que existem seres que não apresentam algumas estruturas. Dessa forma existem
seres mais desenvolvidos e menos desenvolvidos estruturalmente, apresentando diferenças e
semelhanças entre eles.
Alcméon, na Grécia, lutando contra o tabu que envolvia o estudo do corpo humano, realizou
pesquisas anatômicas já no século VI a.C., por esse motivo o consideram o “pai” da anatomia.
Entre 600 e 350 a.C., Empédocles, Anaxágoras, Esculápio e Aristóteles também se dedicaram
a dissecações.
Foi, porém, no século IV a.C, com a escola Alexandrina, que a anatomia prática começou a
progredir. Na época, destacou-se Herófilo, que, observando cadáveres humanos, classificou os
nervos como sensitivos e motores, reconhecendo no cérebro a sede da inteligência e o centro
do sistema nervoso. Escreveu três livros “Sobre a Anatomia”, que desapareceram. Seu
contemporâneo Erasístrato descobriu que as veias e artérias convergem tanto para o coração
quanto para o fígado.
Durante toda a Idade Média, foi atribuída enorme autoridade as teorias de Galeno, que
incluíam errôneas transposições ao homem de observações feitas em animais. Esse fato, mais
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os preconceitos morais e religiosos que consideravam sacrílega a dissecação de cadáveres,
retardaram o aparecimento de uma anatomia científica.
No século IX, o estudo do corpo humano voltou a interessar os sábios, graças à escola de
médica de Salerno, na Itália, e à obra de Constantino, o Africano, que traduziu do árabe para o
latim numerosos textos médicos gregos. O clima geral do Renascimento favoreceu o
progresso dos estudos anatômicos. A descoberta de textos gregos sobre o assunto, e a
influência dos pensadores humanistas, levou a Igreja a ser mais condescendente com a
dissecção de cadáveres.
Artistas como Michelangelo, responsável pela construção da Capela Sistina, inspirado na
anatomia do coração e seus vasos da base, Leonardo da Vinci e Rafael mostraram grande
interesse sobre a estrutura do corpo humano. Leonardo dissecou, talvez, meia dúzia de
cadáveres.
O maior anatomista da época foi o médico flamengo André Vesalius. Dissecou cadáveres
durante anos e descreveu detalhadamente suas descobertas. Seu “De HumaniCorporis
Fabrica”, publicado em Basileia em 1543, foi o primeiro texto anatômico baseado na
observação direta do corpo humano e não no livro de Galeno.
Entretanto, provavelmente as técnicas de dissecação e preservação das pecas anatômicas da
época não permitiam um processo mais detalhado, incorrendo Vesalius em alguns erros,
talvez pela necessidade de dissecções mais rápidas. Entre seus discípulos, continuadores de
sua obra, estão Gabriele Fallópio, célebre por seus estudos sobre órgãos genitais, tímpanos e
músculos dos olhos.
A partir de então, o desenvolvimento da anatomia acelerou-se. Berengario da Carpi estudou o
apêndice e o timo, e Bartolomeu Eustáquio os canais auditivos. A nova anatomia do
Renascimento exigiu a revisão da ciência. Nos séculos XVIII e XIX, o estudo cada vez
pormenorizado das técnicas operatórias levou à subdivisão da anatomia, dando-se muita
importância à anatomia topográfica.
O estudo anatômico-clínico do cadáver, como meio mais seguro de estudar as alterações
provocadas pela doença, foi introduzido por Giovan Battista Morgani. Surgia a anatomia
patológica, que permitiu grandes descobertas no campo da patologia celular, por Rudolf
Virchow, e dos agentes responsáveis por doenças infecciosas, por Pasteur e Koch.
Com o tempo, a anatomia tornou-se submicroscópica. A fisiologia, a bioquímica, a
microscopia eletrônica e positrônica, as técnicas de difração com raios X, aplicadas ao estudo
das células, estão descrevendo suas estruturas íntimas em nível molecular.
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04
ANATOMIA HUMANA E SUAS CLASSIFICAÇÕES
Anatomia humana é um campo especial dentro da anatomia. Ele estuda grandes estruturas e
sistemas do corpo humano, deixando o estudo de tecidos para a histologia e das células para a
citologia. O corpo humano, como no corpo de todos os animais, consiste de sistemas, que são
formados de órgãos, que são constituídos de tecidos, que por sua vez são formados de células.
Para facilitar o estudo da anatomia, podemos classificá-la em:
Osteologia: parte da anatomia que estuda os ossos.
Miologia: parte da anatomia que estuda os músculos.
Sindesmologia/Artrologia: parte da anatomia que estuda as articulações.
Angiologia: parte da anatomia que estuda o coração e os grandes vasos.
Neuroanatomia: parte da anatomia que estuda o sistema nervoso central e o periférico.
Estesiologia: parte da anatomia que estuda os órgãos que se destinam à captação das sensões.
Esplancnologia: parte da anatomia que estuda as vísceras que se agrupam para o desempenho
de uma determinada função como: fonação, digestão, respiração, reprodução e urinária.
Endocrinologia: parte da anatomia que estuda as glândulas sem ducto, que segregam
hormônios, os quais são drenados diretamente na corrente sanguínea.
Tegumento comum: parte da anatomia que estuda a pele e os seus anexos.
A disciplina de Anatomia Humana pode ser dividida em várias partes de acordo com os
seguintes critérios:
4.1 SEGUNDO O MÉTODO DE OBSERVAÇÃO
Neste caso, leva-se em consideração a maneira com que se observa a estrutura que vai ser
estudada.
Se há necessidade de um microscópio para aumentar as dimensões das estruturas para uma
melhor visualização, chamamos de anatomia microscópica.
Se conseguirmos observar as estruturas sem o uso de aparelho, então elas são vistas a olho nu,
denominamos de anatomia macroscópica.
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Se utilizarmos lentes de aumento para ampliar as estruturas, por exemplo, uma lupa, então
denominamos de anatomia mesoscópica.
4.2 SEGUNDO O MÉTODO DE ESTUDO
Neste caso, leva-se em consideração o estudo do corpo humano mediante:
Divisão por sistemas orgânicos: anatomia sistêmica ou descritiva;
Divisão por segmentos ou regiões: anatomia topográfica ou regional;
Uso de imagem: anatomia radiológica;
Estudo dos relevos e das depressões existentes na superfície do corpo humano: anatomia de
superfície;
Cortes seriados: anatomia seccional;
Comparações com a morfologia de outros animais: anatomia comparada.
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05
DIVISÃO DO CORPO HUMANO
Podemos dividir o corpo humano por segmentos ou por sistemas orgânicos. Os segmentos
compreendem a cabeça, o pescoço, o tronco e os membros.
A cabeça se divide em face e crânio;
O tronco em pescoço, tórax e abdome;
Os membros em superiores e inferiores. Os membros superiores são divididos em ombro,
braço, antebraço e mão e os membros inferiores são divididos em quadril, coxa, perna e pé.
Figura 01 – Divisão do corpo por segmentos
Outra maneira de dividir o corpo humano é por intermédio dos sistemas orgânicos.
Sistema tegumentar: constituído de pele, tela subcutânea e seus anexos;
Aparelho locomotor: formado pelos sistemas ósseo, muscular e articular.
Sistema circulatório: compreende o sistema cardiovascular, linfático e pelos órgãos
hemopoieticos.
Sistema digestorio: contém o tubo digestorio e as glândulas anexas.
Sistema respiratório;
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Sistema endócrino;
Aparelho urogenital: formado pelo sistema urinário, pelo sistema genital masculino e
feminino.
No material FISIOLOGIA GERAL, todos esses sistemas estão detalhados.
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06
NOMENCLATURA ANATÔMICA
No final do século XX, na Europa, havia muitas denominações para descrever uma mesma
estrutura, então, houve a necessidade de uniformizar os termos anatômicos.
A primeira tentativa de uniformização dos termos anatômicos ocorreu em 1895 na Basiléia,
conhecida com a sigla de BNA (Basle Nomina Anatomica). A partir dessa data, sucessivas
reuniões foram feitas em congressos internacionais, mas a sua uniformização internacional foi
realizada em 1955, no Congresso de Anatomia em Paris, e adotada a nomenclatura que ficou
conhecida por PNA (Paris Nomina Anatômica).
A cada cinco anos novas revisões da nomenclatura anatômica são feitas em congressos de
Anatomia. Portanto, ao conjunto de termos empregados para descrever todo o organismo, ou
em partes, bem como as estruturas que compõem o corpo humano, deu-se o nome de
Nomenclatura anatômica.
6.1 PRINCÍPIOS GERAIS
Então, para se criar um novo termo anatômico, alguns princípios foram seguidos:
A língua oficial passou a ser o latim;
Aboliram-se os epônimos. Chama-se de epônimos a denominação de uma estrutura pelo nome
de uma pessoa, por exemplo, Trompa de Falópio, nome dado em homenagem ao seu
descobridor, o anatomista italiano do século XVI Gabriele Falloppio.
Os termos anatômicos deveriam indicar a forma, a posição e a situação da estrutura, como,
por exemplo, m. quadrado femoral e m. flexor profundo dos dedos da mão;
Abreviatura dos termos usuais: (a) artéria, (v) veia, (n) nervo; e
Tradução para o vernáculo do país, como, por exemplo, flexor ‘digitorumsublimis’, m. flexor
superficial dos dedos.
6.2 POSIÇÃO ANATÔMICA
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A figura abaixo mostra a posição anatômica adotada em todo o mundo com o objetivo de
facilitar a descrição das estruturas que compõem o corpo humano.
Figura 02 - Posição anatômica
Deve-se considerar a posição de sentido de um atleta, a posição ereta, ou seja, de pé com as
mãos espalmadas, dedos unidos, palmas voltadas para frente, dedos dos pés para diante e pés
unidos.
Toda descrição anatômica é feita considerando o indivíduo em posição anatômica.
6.3 PLANOS E EIXOS DO CORPO HUMANO
Agora que já conhecemos a posição anatômica, podemos delimitar o corpo humano por meio
dos planos de delimitação, os quais passam tangenciando a sua superfície.
6.3.1 Planos de Delimitação
Imaginemos um indivíduo dentro de uma caixa retangular, conforme mostra a figura abaixo:
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Figura 03 - Indivíduo na posição anatômica dentro da caixa retangular
Observe que a caixa possui 04 planos verticais e 02 planos horizontais que tangenciam a
superfície do corpo.
Plano Ventral (Anterior): Se dividirmos o corpo em duas partes pelo plano coronal que passa
paralelamente ao abdome, lado da frente da caixa.
Plano Dorsal (Posterior): Se dividirmos o corpo em duas partes pelo plano coronal que passa
paralelamente ao dorso, lado de trás da caixa;
Planos laterais direto e esquerdo, lado direito e lado esquerdo da caixa que passam
paralelamente de cada lado do corpo.
Plano Cranial (Superior ou cefálico): Se dividirmos o corpo ao meio no plano transversal, a
parte cranial ou superior estaria acima do corte.
Plano Caudal (Inferior ou podálico): Se dividirmos o corpo ao meio no plano transversal, a
parte caudal ou inferior estaria abaixo do corte.
6.3.2 Eixos Ortogonais
Agora vamos traçar eixos imaginários que vão unir os centros dos planos de delimitação
opostos, considerando, ainda, o indivíduo dentro da caixa retangular.
Vejam que os eixos principais seguem três direções diferentes, conforme visto na figura
abaixo:
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Figura 04 - Distribuição dos três eixos do corpo humano
O eixo longitudinal ou crânio-podálico une o centro do plano superior ao centro do plano
inferior.
O eixo sagital ou ântero-posterior une o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral.
O eixo transversal ou laterolateral une o centro do plano lateral direito ao centro do plano
lateral esquerdo.
6.3.3 Planos de Secção
O termo “secção” significa cortar. Portanto, os planos de secção são planos que dividem
(cortam) o corpo do indivíduo em partes menores.
O plano mediano é um plano vertical que divide o corpo do indivíduo em duas metades,
aparentemente semelhantes: direita e esquerda.
Os planos sagitais são aqueles planos de secção do corpo feitos paralelamente ao plano
mediano.
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O plano frontal ou coronal são todas aquelas secções paralelas aos planos ventral ou dorsal
que dividem o corpo do indivíduo em duas partes: uma anterior (ventral) e a outra posterior
(dorsal).
O plano transversal são todas aquelas secções paralelas aos planos superior ou inferior. Este
plano de secção divide o corpo do indivíduo em duas partes: superior e inferior.
Figura 05 - Planos de secção fundamental do corpo humano.
Obs1.: Toda secção do corpo feita por planos paralelos ao plano mediano é uma secção
sagital, e os planos de secção são também chamados sagitais
Obs2.: O nome sagital se deve ao fato de seguir a direção da sutura sagital (em forma de seta)
entre os ossos parietais.
6.4 TERMOS DE TERMOS DE DIREÇÃO
Acompanham os eixos ortogonais:
Longitudinal ou crâniocaudal,
Ânteroposterior ou dorsoventral
Látero-lateral
Exemplos:
As falanges estão alinhadas em direção craniocaudal, os ossos carpais na direção láterolateral;
A traqueia e o esôfago estão alinhados na direção ânteroposterior.
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6.5 TERMOS DE SITUAÇÃO
Mediano: situada exatamente ao longo do plano de secção mediano. Médio e Intermédio são
termos que indicam situação de uma estrutura entre outras duas:
Médio: quando as estruturas estão alinhadas na direção craniocaudal ou ânterodorsal.
Intermédio: quando as estruturas estão em alinhamento látero-lateral
6.6 TERMOS DE MOVIMENTO
Flexão: diminuição do ângulo de uma articulação ou aproximação de duas estruturas ósseas.
Extensão: aumento do ângulo de uma articulação ou afastar duas estruturas ósseas.
Adução: aproximar o membro do eixo sagital mediano.
Abdução: afastar o membro do eixo sagital mediano.
Rotação medial / Interna: gira a face anterior do membro para dentro.
Rotação lateral / Externa: gira a face anterior do membro para fora.
Pé:
Adução + Supinação (rotação medial) = inversão.
Abdução + Pronação (rotação lateral) = eversão.
Antebraço:
Rotação medial = supinação.
Rotação lateral = pronação.
6.7 OUTROS TERMOS DE DESCRIÇÃO ANATÔMICA
Proximal e Distal: são usados para comparar a distância de pelo menos duas estruturas em
relação:
A raiz do membro,
Ao coração e
Ao encéfalo e medula espinhal.
Proximal: estrutura que se encontra mais próxima da raiz dos membros (tronco), do coração
ou do encéfalo e medula espinhal.
Distal: estrutura que se encontra mais distante da raiz dos membros, do coração ou do
encéfalo e medula espinhal.
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Palmar ou volar: face anterior da mão. A face posterior das mãos é chamada dorsal.
Plantar: face inferior do pé. A face superior dos pés é chamada dorsal.
Oral e aboral são termos restritos ao tubo digestivo e indicam estruturas mais próximas ou
distantes da boca, respectivamente.
Aferente e eferente indicam direção e são usados em anatomia para vasos e nervos.
Aferente: significa que impulsos nervosos ou o sangue são conduzidos da periferia para o
centro;
Eferente se refere à condução do centro para a periferia.
No sistema circulatório, as veias cavas superior e inferior são aferentes por drenarem todo o
sangue da periferia para o coração, que é o centro deste sistema. A artéria aorta é eferente,
pois impulsiona o sangue do coração para a periferia.
Fáscias são tecidos conjuntivos fibrosos que revestem ou delimitam órgãos e músculos.
Os termos superficial e profundo indicam as distâncias relativas entre as estruturas e a
superfície do corpo. São também termos de situação que indicam estar contido nos planos
superficiais ou nos planos profundos. Nesse caso, o limite entre superficial e profundo é a
fáscia muscular.
Estruturas superficiais são aquelas contidas no tegumento. Estruturas profundas estão abaixo
do tegumento. Lesões limitadas ao tegumento são superficiais, e lesões que atingem a fáscia
muscular já são consideradas profundas.
Interno e externo se referem às faces dos órgãos ocos ou de cavidades e também se referem às
faces das costelas.
Interno: mais próximo do centro de um órgão ou cavidade;
Externo: mais afastado do centro de um órgão ou cavidade.
Pedículo: é o conjunto de estruturas, vasos, nervos e ductos destinados a um órgão.
Hilo: de um órgão é o sítio por onde entram e saem os elementos do pedículo.
O pedículo renal, por exemplo, é composto pelas artérias e veia renais, ureter e nervo
simpático. O pedículo pulmonar, por exemplo, são compostos por artéria e veias pulmonares e
brônquicas, brônquios, nervos e vasos linfáticos do pulmão.
Plexo ou rede é uma malha situada em territórios arteriais, venosos, linfáticos ou nervosos,
formado por anastomoses e subdivisões dessas estruturas. Os plexos vasculares garantem um
fluxo sanguíneo adequado para todos os órgãos e segmentos do corpo.
Feixe vásculo-nervoso é um conjunto de vasos e nervos enfeixados por uma bainha conjuntiva
comum.
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O feixe vásculo-nervoso é composto pelo plexo braquial, artéria e veia subclávia. O plexo
braquial é a rede de nervos motores e sensoriais que inervam o braço a mão e ombro. O
componente vascular do feixe, a artéria e veia subclávia, transportam sangue para e do braço,
mão ombro e regiões do pescoço e cabeça.
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07
CAVIDADES DO CORPO
Os espaços dentro do corpo que contêm os órgãos internos são chamados de cavidades do
corpo. As cavidades ajudam a proteger isolar e sustentar os órgãos internos. A figura mostra
as duas principais cavidades do corpo: dorsal e ventral.
Figura 06 – cavidades do corpo
Essas duas cavidades dividem-se da seguinte forma:
Dorsal
Craniana
Vertebral
Ventral
Torácica
Pleural
Pericárdica
Mediastino
Abdominopélvica
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Abdominal
Pélvica
7.1 CAVIDADE DORSAL
Está localizada próxima à superfície posterior ou dorsal do corpo. É composta por uma
cavidade craniana, que é formada pelos ossos cranianos e contêm o encéfalo e suas
membranas, chamadas de meninges.
E por um canal vertebral que é formado pelas vértebras (ossos individuais) da coluna
vertebral e contém a medula espinhal e suas membranas, também chamadas de meninges,
bem como as raízes dos nervos espinhais.
7.2 CAVIDADE VENTRAL
Localiza-se na porção anterior ou ventral do corpo e contém órgãos coletivamente chamados
de vísceras. Como a cavidade dorsal, a cavidade ventral do corpo apresenta duas subdivisões
principais - uma porção superior, chamada de cavidade torácica, e uma porção inferior,
chamada de cavidade abdominopélvica.
O diafragma, uma camada muscular em forma de domo e importante músculo da respiração,
dividem a cavidade ventral do corpo em cavidades torácica e abdominopélvica.
A cavidade torácica contém duas cavidades pleurais em torno de cada pulmão, e a cavidade
pericárdica, espaço em torno do coração. O mediastino, na cavidade torácica, contém uma
massa de tecidos entre os pulmões que se estende do osso esterno à coluna vertebral.
O mediastino inclui todas as estruturas na cavidade torácica, exceto os próprios pulmões.
Entre as estruturas localizadas no mediastino estão o coração, o esôfago, a traqueia e muitos
grandes vasos sanguíneos, como a aorta. A cavidade abdominopélvica, como o nome sugere,
está dividida em duas porções, embora nenhuma estrutura específica as separem.
A porção superior, a cavidade abdominal, contém o estômago, o baço, o fígado, a vesícula
biliar, o pâncreas, o intestino delgado e a maior parte do intestino grosso. A porção inferior, a
cavidade pélvica, contém a bexiga urinária, porções do intestino grosso e os órgãos genitais
internos.
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08
DENTES
Para os dentes são usadas expressões que definem suas faces.
Oclusal: é a face livre e mastigadora dos dentes, que nos incisivos e caninos encontra-se
reduzida a uma simples borda mastigadora.
Vestibular é a face dirigida para o vestíbulo bucal:
Face labial a que está voltada para os lábios;
Face bucal a que está voltada para a bochecha.
Lingual: face oposta a vestibular está dirigida para a cavidade da boca.
Mesial é a expressão usada para as duas faces do dente voltadas para os dentes vizinhos.
Fazem parte da anatomia dos dentes:
Coroa: parte superior do dente, geralmente a única parte visível. O formato da coroa
determina a função do dente. Por exemplo, os dentes anteriores são mais afiados, têm a forma
de um cinzel e servem para cortar, enquanto os molares têm superfície plana e servem para
triturar os alimentos.
Linha de junção dos dentes e da gengiva: sem a escovação e uso adequado do fio dental, nesta
área podem se formar a placa e o tártaro, causando gengivite e outros males.
Raiz: parte do dente que está dentro do osso. A raiz, que mantém o dente inserido no osso,
constitui mais ou menos dois terços do seu tamanho.
Esmalte: a camada mais externa da superfície do dente. É o tecido mais duro e mineralizado
de todo o corpo humano, mas pode ser danificado se os dentes não forem higienizados
adequadamente.
Dentina: camada dentária situada abaixo do esmalte. Se a cárie conseguir atravessar o
esmalte, ela passa a atacar a dentina, onde há milhões de pequenos túbulos que vão
diretamente à polpa do dente.
Polpa: tecido mole situado no centro do dente, onde se encontram o nervo e os vasos
sanguíneos. Quando a cárie atingir essa área, as pessoas geralmente sentem dor.
Cada dente tem uma função ou tarefa específica. Veja:
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Incisivos: dentes frontais afiados em forma de cinzel (quatro superiores, quatro inferiores)
para cortar os alimentos.
Caninos: dentes com pontas agudas (cúspides) que rasgam os alimentos.
Pré-molares: com duas pontas (cúspides) na superfície para esmagar e moer os alimentos.
Molares: para triturar os alimentos, estes dentes possuem várias cúspides na superfície de
mordida.
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09
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DO CORPO HUMANO
O corpo humano consiste de vários níveis de organização estrutural que estão associados entre
si.
O nível químico inclui todas as substâncias químicas necessárias para manter a vida. As
substâncias químicas são constituídas de átomos, a menor unidade de matéria, e alguns deles,
como o carbono (C), o hidrogênio (H), o oxigênio (O), o nitrogênio (N), o cálcio (Ca), o
potássio (K) e o sódio (Na) são essenciais para a manutenção da vida. Os átomos combinam-
se para formar moléculas; dois ou mais átomos unidos. Exemplos familiares de moléculas são
as proteínas, os carboidratos, as gorduras e as vitaminas.
As moléculas, por sua vez, combinam-se para formar o próximo nível de organização: o nível
celular. As células são as unidades estruturais e funcionais básicas de um organismo. Entre os
muitos tipos de células existentes no corpo estão as células musculares, nervosas e
sanguíneas.
O terceiro nível de organização é o nível tecidual. Os tecidos são grupos de células
semelhantes que, juntas, realizam uma função particular. Os quatro tipos básicos de tecido são
tecidos epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.
Quando diferentes tipos de tecidos estão unidos, eles formam o próximo nível de organização:
o nível orgânico. Os Órgãos são compostos de dois ou mais tecidos diferentes, têm funções
específicas e geralmente apresentam uma forma reconhecível. Exemplos de órgãos são o
coração, o fígado, os pulmões, o cérebro e o estômago.
O quinto nível de organização é o nível sistêmico. Um sistema consiste de órgãos
relacionados que desempenham uma função comum. O sistema digestório, que funciona na
digestão e na absorção dos alimentos, é composto pelos seguintes órgãos: boca, glândulas
salivares, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, fígado, vesícula
biliar e pâncreas.
O mais alto nível de organização é o nível de organismo. Todos os sistemas do corpo
funcionando como um todo compõe o organismo: um indivíduo vivo.
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REFERÊNCIAS
BRASIL NETO, J.P. Tratado de Neurologia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
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