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Ouro Au

O ouro (Au) é um metal de transição conhecido por sua maleabilidade e resistência à corrosão, utilizado desde a Antiguidade em joias e como moeda. Ele ocorre na natureza principalmente em estado nativo e é obtido industrialmente por cianetação. Suas aplicações incluem joalheria, eletrônica, medicina e nanotecnologia, embora sua mineração cause impactos ambientais significativos.
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Ouro Au

O ouro (Au) é um metal de transição conhecido por sua maleabilidade e resistência à corrosão, utilizado desde a Antiguidade em joias e como moeda. Ele ocorre na natureza principalmente em estado nativo e é obtido industrialmente por cianetação. Suas aplicações incluem joalheria, eletrônica, medicina e nanotecnologia, embora sua mineração cause impactos ambientais significativos.
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Ouro (Au)

1. Definição
O ouro (símbolo químico Au, número atômico 79) é um metal de transição pertencente ao
grupo 11 da Tabela Periódica. É conhecido pelo seu brilho amarelo característico, elevada
maleabilidade, resistência à corrosão e por ser um dos metais mais nobres. O símbolo Au
deriva do latim aurum (Atkins & Shriver, 2010).

2. Histórico do Elemento
O ouro é um dos primeiros metais utilizados pelo ser humano, com registros que datam de
4000 a.C. no Egito Antigo. Era usado em joias, ornamentos e como moeda de troca. Segundo
Emsley (2011), civilizações como os Maias e os Incas também exploraram o ouro
intensamente, atribuindo-lhe valor espiritual e cultural.

3. Ocorrência na Natureza
O ouro ocorre principalmente em estado nativo (Au metálico), frequentemente associado a
quartzo e pirita. Também pode ser encontrado em:
- Teluretos de ouro (calaverita, AuTe₂)
- Ligado a minerais de cobre e ferro

Segundo Greenwood & Earnshaw (1997), depósitos aluviais são importantes fontes de
exploração, obtidos por lavagem de cascalhos em rios.

4. Obtenção Laboratorial e Industrial


a) Obtenção Laboratorial
Pode ser obtido por redução de sais de ouro com agentes redutores:
AuCl₃ + 3H₂ → Au + 3HCl
(Housecroft & Sharpe, 2012).

b) Obtenção Industrial
Historicamente, usou-se o processo de amalgamação com mercúrio, hoje abandonado por
questões ambientais. Atualmente, o método mais usado é o processo de cianetação:

1. Dissolução do ouro em solução de NaCN e O₂:


4Au + 8NaCN + O₂ + 2H₂O → 4Na[Au(CN)₂] + 4NaOH

2. Redução do complexo para recuperar o ouro metálico:


2Na[Au(CN)₂] + Zn → Na₂[Zn(CN)₄] + 2Au
(Fontes: Cotton & Wilkinson, 1999; Miessler & Tarr, 2011).

5. Propriedades Físicas e Químicas


- Físicas: metal amarelo brilhante, maleável e dúctil; ponto de fusão 1064 °C; densidade 19,3
g/cm³, excelente condutor elétrico (N’Glinka, 2002).
- Químicas: muito estável, não oxida facilmente ao ar ou à água. Dissolve-se em água régia
(mistura de HNO₃ e HCl), formando cloroáurico:
Au + HNO₃ + 4HCl → H[AuCl₄] + NO + 2H₂O
(Emsley, 2011).

6. Formação dos Compostos de Ouro


- Cloreto de ouro(I): Au + ½Cl₂ → AuCl
- Cloreto de ouro(III): 2Au + 3Cl₂ → 2AuCl₃
- Ácido cloroáurico (HAuCl₄): obtido na dissolução em água régia.

(Fontes: Housecroft & Sharpe, 2012; Greenwood & Earnshaw, 1997).

7. Propriedades dos Compostos


- AuCl: instável, reduz-se facilmente a ouro metálico.
- AuCl₃: sólido vermelho, higroscópico, agente oxidante.
- HAuCl₄: sólido cristalino amarelo, solúvel em água, usado em síntese de nanopartículas de
ouro (Cotton & Wilkinson, 1999).

8. Aplicações
- Joalheria e ourivesaria (principal uso desde a Antiguidade).
- Padrão monetário histórico (lastro do sistema ouro).
- Eletrônica: contatos e conectores de alta qualidade.
- Medicina: compostos de ouro (aurotiomalato) usados no tratamento de artrite
reumatoide.
- Nanotecnologia: nanopartículas de ouro em sensores e terapias médicas (Emsley, 2011;
Housecroft & Sharpe, 2012).

9. Vantagens e Desvantagens Ambientais


- Vantagens: reciclável, altamente estável, não sofre oxidação, podendo ser reutilizado sem
perda de propriedades (Miessler & Tarr, 2011).
- Desvantagens: mineração causa desmatamento, contaminação de rios e solos por cianeto e
metais pesados; o processo histórico com mercúrio gerou sérios impactos ambientais
(Greenwood & Earnshaw, 1997).
Referências Bibliográficas
Atkins, P. & Shriver, D. F. (2010). Inorganic Chemistry. Oxford University Press.

Cotton, F. A. & Wilkinson, G. (1999). Advanced Inorganic Chemistry. Wiley.

Emsley, J. (2011). Nature’s Building Blocks: An A–Z Guide to the Elements. Oxford
University Press.

Greenwood, N. N. & Earnshaw, A. (1997). Chemistry of the Elements. 2nd ed. Butterworth-
Heinemann.

Housecroft, C. E. & Sharpe, A. G. (2012). Inorganic Chemistry. 4th ed. Pearson.

Miessler, G. L. & Tarr, D. A. (2011). Inorganic Chemistry. 4th ed. Pearson.

N’Glinka, H. (2002). Química Geral. Editora Mir.

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