Aluno(a): Dalila
Curso: Auxiliar em Saúde Bucal
MARACANAÚ, 2017
Os conhecimentos sobre as doenças infecciosas e parasitárias no Brasil datam do
século X V II, quando foram feitas as primeiras descrições de epidemias entre os
aborígenes, negros e colonizadores, destacando-se o "Tratado Único da Constituição
Pestilencial de Pernambuco", de autoria de João Ferreira da Rosa, que descreve a
epidemia de febre amarela ocorrida no Nordeste entre 1680 e 1694, com elevada
mortalidade da população.
Epidemias de varíola principalmente entre aborígenes foram descritas pelos missionários
catequistas e algumas doenças isoladas como o “bicho do pé” (Tunga penetrans) pareciam
frequentes entre os escravos em época posterior.
As descrições, entretanto, eram raras, dado o maior interesse dos naturalistas e "físicos"
pela descrição da fauna e da flora como a publicação em 1648 da "História Natural is
Brasiliae" de autoria de George Ma regra f f e Guilherme de Piso, integrantes da missão do
Conde Mauricio de Nassau.
A primeira organização de estudo sistemático das doenças ocorrentes no Brasil, de caráter
científico e investigativo, surgiu com a chamada Escola Tropicalista Bahiana em torno de
1850, portanto mais de 40 anos depois de criadas as Escolas de Medicina da Bahia e do
Rio de Janeiro, respectivamente em fevereiro e novembro de 1808, dirigidas para o ensino
prático e sintomático da medicina e cirurgia.
Cólera
O que é Cólera?
Sinônimos: v. cholerae
A cólera é uma doença infectocontagiosa do intestino delgado geralmente transmitida por
meio de alimento ou água contaminados.
Já houve muitos dos chamados “surtos de cólera” ao longo dos anos, mas o saneamento
do esgoto e o tratamento da água em países industrializados reduziram drasticamente o
número de casos da doença. Registros mostram que o último grande surto de cólera nos
Estados Unidos aconteceu em 1911. Hoje, no entanto, ela ainda está presente em países
da África, do sudeste asiático e em alguns países da América Central.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos são registrados de
três a cinco milhões de novos casos da doença no mundo. Ainda segundo os dados
levantados pelo órgão, cerca de 100 a 120 mil pessoas morrem anualmente por causa da
cólera.
Causas
Uma bactéria chamada Vibrio cholerae é a responsável por causar a infecção de cólera.
Essa bactéria, conhecida popularmente como Vibrião colérica, libera uma toxina chamada
CTX, que se liga às paredes intestinais, onde ela interfere diretamente no fluxo normal de
sódio e cloreto do organismo. Essa alteração faz com que o corpo secrete grandes
quantidades de água, levando à diarreia e a uma rápida perda de fluidos e de sais
importantes, os chamados eletrólitos.
A transmissão de cólera é fecal-oral e se dá basicamente por meio de água e alimentos
contaminados pelas fezes ou pela manipulação de alimentos por pessoas infectadas. A
infecção pela bactéria costuma acontecer após uma pessoa consumir água, frutos do mar,
frutas e legumes crus e alguns grãos contaminados, como arroz e milho, por exemplo.
Sintomas de Cólera
A maioria das pessoas expostas à bactéria causadora da cólera não manifesta sintomas e
às vezes nem sabe que está infectada. Esses casos são chamados de assintomáticos. No
entanto, mesmo quem não manifesta os sintomas da doença pode infectar outras pessoas.
Isso acontece porque a pessoa infectada continua excretando bactérias em suas fezes
durante uma a duas semanas.
Os casos sintomáticos da doença, ou seja, quando há manifestação de sintomas,
principalmente a diarreia, são facilmente confundidos com outros problemas de saúde.
Apenas uma em cada dez pessoas infectadas pela bactéria causadora da cólera
desenvolve os sinais e sintomas típicos da doença, normalmente poucos dias após a
infecção.
Os sintomas da cólera podem incluir:
Diarreia
Náuseas e vômitos, principalmente durante a fase inicial da infecção
A desidratação em decorrência da perda de líquidos pode levar a outros sintomas:
Irritabilidade
Letargia
Olhos encovados
Boca seca
Sede excessiva
Pele seca e enrugada
Pouca ou nenhuma produção de urina
Pressão arterial baixa
Arritmia cardíaca
Desequilíbrio eletrolítico.
Desidratação pode levar a uma rápida perda de minerais do sangue (eletrólitos) – um
problema que é conhecido como desequilíbrio eletrolítico. Este pode levar ao surgimentos
de novos sinais e sintomas, como:
Cãibras musculares
Choque, que ocorre quando o volume de sangue baixo provoca queda na pressão
arterial e na quantidade de oxigênio no sangue – o que, se não tratado, pode levar
uma pessoa a óbito em questão de minutos.
Tratamento de Cólera
Cólera requer tratamento imediato. Se não for tratada, a doença pode levar à morte em
poucas horas. Os meios terapêuticos existentes e viáveis para cólera são:
Reidratação
O objetivo dessa terapia é repor os líquidos e eletrólitos perdidos usando uma solução
simples de sais para reidratar os pacientes, chamada de SRO. A solução de SRO está
disponível como um pó que pode ser dissolvido em água fervida. Sem a hidratação
necessária, cerca de metade das pessoas com cólera morrem. Com o tratamento, o
número de mortes cai para menos de 1%.
Fluidos intravenosos
Durante uma epidemia de cólera, a maioria das pessoas pode ser reidratada via oral, mas
quando a desidratação atingiu níveis ainda mais graves, o paciente pode precisar de
fluidos intravenosos para sobreviver.
Antibióticos
Embora os antibióticos não sejam parte essencial do tratamento de cólera, alguns desses
medicamentos podem reduzir tanto a quantidade quanto a duração da diarreia relacionada
à cólera.
Suplementos de zinco
A investigação demonstrou que o zinco pode diminuir e encurtar a duração da diarreia em
crianças com cólera. Por isso, pediatras podem indicar o uso de suplementos de zinco
para alguns casos da doença em crianças.
Tétano
O que é Tétano?
Tétano é uma grave doença bacteriana que afeta o sistema neurológico e que, entre outras
complicações, pode levar inclusive à morte.
Causas
O tétano é causado pela bactéria Clostridium tetani, que pode ser encontrada no solo,
poeira e nas fezes de animais.
A infecção por tétano começa quando os esporos da bactéria transmissora entram no
corpo por meio de uma ferida ou um ferimento, onde liberam bactérias que se espalham
pela corrente sanguínea e produzem um veneno chamado tetanospasmina. Esse veneno
bloqueia os sinais neurológicos da coluna vertebral para os músculos, causando espasmos
musculares intensos. Os espasmos podem ser tão fortes que rompem os músculos ou
causam fraturas na coluna.
Sintomas de Tétano
O tempo entre a infecção e os primeiros sinais dos sintomas é geralmente de uma a três
semanas. O período de incubação da bactéria é de, em média, sete a oito dias. Os
principais sintomas do tétano são:
Espasmos e rigidez no maxilar
Rigidez nos músculos do pescoço e da nuca
Rigidez nos músculos do abdômen
Espasmos corporais que provocam dor e duram por vários minutos, geralmente
causados por sons altos, toque físico e sensibilidade à luz
Febre
Sudorese
Hipertensão
Batimentos cardíacos acelerados
Tratamento de Tétano
Não há cura para tétano, por isso o tratamento será focado na cicatrização da ferida por
onde entraram os esporos da bactéria e no uso de medicamentos para tratar os sintomas.
Além de limpar corretamente a região machucada, para evitar complicações mais graves, o
médico poderá prescrever alguns medicamentos que podem levar alívio e conforto ao
paciente, como antitoxinas, antibióticos, sedativos e outros remédios para tirar a dor.
Suporte respiratório com oxigênio, um tubo respiratório e uma máquina de respiração
podem ser necessários.
Peste Negra
O que é Peste negra?
Sinônimos: peste bubônica, peste pneumônica, peste septicêmica
A peste é uma infecção bacteriana grave transmitida pela bactéria Yersinia pestis, presente
em todos os continentes do mundo menos na Oceania. Humanos adquirem a doença
quando são mordidos por uma pulga infectada ou entram em contato com material
infectado, por exemplo muco.
Existem três formas de infecção pela peste negra, dependendo da rota que a bactéria faz:
bubônica, septicêmica e pneumônica.
A peste bubônica afeta as glândulas linfáticas, causando inchaço e inflamação nessas
áreas. A peste septicêmica ocorre quando a infecção se espalha para o sistema
circulatório, ou seja, para o sangue. No geral ela ocorre como uma complicação da peste
bubônica, uma vez que a bactéria pode sair do sistema linfático e atingir o sangue.
Se a bactéria atinge os pulmões, no geral pelo sangue, o paciente desenvolve peste
pneumônica, que é transmitida de pessoa para pessoa por meio de objetos infectados com
muco ou pelo ar. Os sintomas iniciais de peste bubônica aparecem 7-10 dias após a
infecção.
O diagnóstico precoce permite que a peste negra seja curada com antibióticos. Se não for
tratada rapidamente, a peste negra pode ser fatal. Durante a época medieval, estima-se
que a peste negra matou 50 milhões de pessoas. Hoje a praga ocorre em menos de 5.000
pessoas por ano em todo o mundo.
Epidemias de peste negra já ocorreram na África, Ásia e América do Sul. Mas, desde a
década de 1990 a maioria dos novos casos ocorreu no continente africano. Em 2013 foram
registrados 783 casos em todo mundo, incluindo 126 mortes. Os três países mais
endêmicos são Madagascar, República Democrática do Congo e Peru.
Causas
Peste negra é uma doença causada pela bacteria Yersinia pestis, que afeta primariamente
roedores. Ela é transmitida de um roedor a outro por meio de pulgas, que ao morderem o
roedor passam a carregar a bactéria. Humanos adquirem a doença quando são mordidos
por uma pulga infectada.
Sintomas de Peste negra
Pessoas infectadas com peste negra geralmente desenvolvem sintomas parecidos com os
da gripe após um período de incubação de 3-7 dias. Sinais típicos incluem:
Febre alta (39°C)
Calafrios
Dor de cabeça
Dores no corpo
Fraqueza
Náusea e vômitos
Convulsão.
Sintomas de Peste negra
Pessoas infectadas com peste negra geralmente desenvolvem sintomas parecidos com os
da gripe após um período de incubação de 3-7 dias. Sinais típicos incluem:
Febre alta (39°C)
Calafrios
Dor de cabeça
Dores no corpo
Fraqueza
Náusea e vômitos
Convulsão.
Peste bubônica
Peste bubônica, que afeta o sistema linfático, causará um inchaço nos nódulos linfáticos,
que ficam inflamados e dolorosos – um sintoma conhecido como "bubo". Os bubões
podem adquirir uma coloração azul-esverdeada devido à degeneração das células
sanguíneas. Em estágios avançados da infecção, os gânglios linfáticos inflamados podem
se transformar em feridas abertas que transmitem a bactéria por contato.
Peste septicémica
A peste septicémica caracteriza-se pelas hemorragias em vários órgãos. Isso forma
manchas muito escuras, por isso que a doença leva o nome de peste negra. Uma vez no
sangue, a bactéria pode atingir qualquer órgão, sendo comum a infecção do pulmão.
Peste pneumônica
Pacientes com peste pneumônica apresentam tosse com sangue e pus - secreções
altamente infecciosas.
Tratamento de Peste negra
Antibióticos e tratamento medicamentoso para alívio dos sintomas são efetivos contra
peste negra em pacientes diagnosticados a tempo. Durante o tratamento, o paciente
precisa ser isolado.
Além disso, é necessário localizar e parar a fonte de infecção na área onde o caso humano
foi exposto, além de instituir saneamento e controle de medidas apropriadas para impedir a
fonte de exposição.
Se não for tratada, a peste negra pode ser fatal. Por isso é essencial o diagnóstico e
tratamento precoce da doença.
Poliomielite
O que é Poliomielite?
Sinônimos: paralisia infantil
Poliomielite é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou
total. Apesar de também ser chamada de paralisia infantil, a doença pode afetar tanto
crianças quanto adultos.
A poliomielite foi praticamente erradicada em países industrializados com a vacinação de
crianças, inclusive no Brasil, onde a vacina contra a doença foi incorporada à caderneta de
vacinas obrigatórias. Mas o vírus causador, no entanto, ainda pode ser encontrado em
países da África e da Ásia.
De acordo com o Ministério da Saúde, o último caso de poliomielite registrado no Brasil
aconteceu em 1989. Atualmente, a cobertura vacinal brasileira contra pólio é acima dos
95% - considerada um exemplo para o restante do mundo.
No mundo todo, o cenário da doença também melhorou radicalmente. O número de casos
da doença em todo o globo caiu 99% desde 1988, passando de 350 mil para 406
notificados em 2013, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Causas
A poliomielite é uma doença causada pela infecção do poliovírus, que se espalha por
contato direto pessoa a pessoa e também por contato com muco, catarro ou fezes
infectadas.
O vírus entra por meio da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal.
Dali, alcança a corrente sanguínea e pode atingir o cérebro. Quando a infecção ataca o
sistema nervoso, destrói os neurônios motores e provoca paralisia nos membros inferiores.
A pólio pode, inclusive, levar o indivíduo à morte se forem infectadas as células nervosas
que controlam os músculos respiratórios e de deglutição.
O período de incubação do vírus, ou seja, tempo que leva entre a infecção e surgimento
dos primeiros sintomas, varia de cinco a 35 dias, mas a média é de uma a duas semanas.
O poliovírus pode ser transmitido por meio de água e alimentos contaminados ou pelo
contato direto com uma pessoa infectada. A doença é tão contagiosa que pode ser pega
no ar, principalmente por pessoas que convivem com portadores do vírus. Quem tem
poliomielite pode transmitir a doença semanas após a infecção.
Sintomas de Poliomielite
Embora a poliomielite possa causar paralisia e até mesmo a morte, a maioria das pessoas
infectadas com o poliovírus não fica doente e não manifesta sintomas, de modo que a
doença passa muitas vezes despercebida.
Poliomielite não-paralítica
A maior parte das pessoas que foram infectadas pelo poliovírus apresenta o tipo não-
paralítico da doença. Muitas vezes a pessoa não manifesta nenhum sintoma, e quando os
sinais da doença aparecem, eles geralmente são muito similares aos sintomas da gripe e
de outras doenças virais leves ou moderadas. Os sinais e sintomas, que costumam durar
de um a dez dias, incluem:
Febre
Garganta inflamada
Dor de cabeça
Vômitos
Fadiga
Dor nas costas ou rigidez muscular
Dor de garganta
Dor ou rigidez nos braços e nas pernas
Fraqueza muscular ou sensibilidade
Meningite.
Poliomielite paralítica
Em casos raros, a infecção pelo poliovírus leva à poliomielite paralítica, a forma mais grave
da doença. Poliomielite abortiva, como também é chamada, recebe diferentes nomes
dependendo da parte do corpo afetada: a medula espinhal (poliomielite espinhal), o tronco
cerebral (poliomielite bulbar) ou ambos (poliomielite bulbospinal).
Sinais da poliomielite paralítica, como febre e dor de cabeça iniciais, muitas vezes imitam
os da poliomielite não-paralítica. Dentro de uma semana, no entanto, os sintomas
específicos de poliomielite paralítica aparecem, incluindo:
Perda dos reflexos
Dores musculares graves ou fraqueza
Membros soltos e flácidos, muitas vezes pior em um lado do corpo.
Síndrome pós-pólio
Síndrome pós-pólio é um conjunto de sinais e sintomas incapacitantes que afetam algumas
pessoas vários anos após a poliomielite (uma média de 35 anos). Os sintomas mais
comuns dessa síndrome incluem:
Fraqueza muscular progressiva
Dor nas articulações
Fadiga geral e exaustão
Atrofia muscular
Dificuldade para respirar ou deglutir
Distúrbios respiratórios relacionados ao sono, como a apneia do sono
Intolerância ao frio
Problemas cognitivos, tais como dificuldades de concentração e de memória
Depressão ou oscilações de humor.
Tratamento de Poliomielite
Não existe cura para poliomielite, por isso o foco do tratamento reside em diminuir a
sensação de desconforto, acelerar a recuperação e garantir a qualidade de vida do
paciente. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações, mesmo
porque, se uma pessoa infectada com o vírus não for atendida ao primeiro sinal da doença,
ela estará sob risco aumentado de morte. Cuidados caseiros e acompanhados pelo médico
podem ajudar na recuperação do paciente com pólio.
Botulismo
O que é Botulismo?
Botulismo é uma doença bacteriana rara, porém grave. A bactéria causadora dessa
condição pode entrar no organismo por meio de machucados ou pela ingestão de
alimentos contaminados, principalmente enlatados e os que são preservados
inadequadamente.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as toxinas de botulismo são
algumas das substâncias mais letais conhecidas pela medicina.
Causas
Botulismo é causado pela bactéria Clostridium botulinum, que pode ser encontrada no solo
e em água não tratada. Essa bactéria produz esporos que sobrevivem até em ambientes
com pouco oxigênio, como alimentos em conserva ou enlatados. Nesses ambientes, ela
produz uma toxina que, mesmo se ingerida em pouquíssima quantidade, pode causar
envenenamento grave.
As causas de botulismo dependem do tipo específico da doença. Veja:
Botulismo infantil
Também conhecido como botulismo do lactante, este é o tipo mais comum da doença e
costuma acometer crianças de aproximadamente dois a seis meses de idade. Aqui, a
bactéria causadora do botulismo multiplica-se e libera toxinas dentro do trato
gastrointestinal do bebê e pode causar graves complicações à sua saúde.
Botulismo alimentar
Esse tipo de botulismo se pega por meio da ingestão de alimentos contaminados com a
bactéria – que geralmente se prolifera em ambientes com pouco oxigênio, como no caso
de alimentos enlatados. Os alimentos mais comumente contaminados pela bactéria são
vegetais em conservas caseiras, carne de porco e presunto, peixe defumado ou cru, mel,
entre outros.
Botulismo das feridas
As bactérias podem entrar no organismo por meio de lesões na pele, machucados e outras
feridas, onde liberam as toxinas e levam a uma grave infecção.
Sintomas de Botulismo
O período de incubação da bactéria causadora do botulismo, geralmente, varia de algumas
horas até oito dias. O tempo de incubação depende muito da quantidade de toxina liberada
dentro do organismo e do tipo da doença:
Botulismo infantil
Se o botulismo infantil está relacionado à ingestão de alimentos contaminados, como o
mel, os problemas geralmente começam dentro de 18 a 36 horas após a toxina entrar no
corpo do bebê. Os sinais e sintomas incluem:
Constipação (muitas vezes o primeiro sinal)
Movimentos flexíveis, devido à fraqueza muscular e dificuldade para controlar a
cabeça
Choro fraco
Irritabilidade
Baba excessiva
Pálpebras caídas
Cansaço
Dificuldade de sucção ou alimentação
Paralisia
Botulismo alimentar
Como no caso do botulismo infantil, os sintomas de botulismo alimentar começam
tipicamente algumas horas após a toxina entrar no corpo, mas pode variar durar até vários
dias, dependendo da quantidade de toxina ingerida. Sintomas de botulismo alimentar
incluem:
Dificuldade para engolir ou falar
Boca seca
Fraqueza faciais em ambos os lados da face
Visão turva ou dupla
Pálpebras caídas
Dificuldade para respirar
Náuseas, vômitos e cólicas abdominais
Paralisia
Botulismo das feridas
A maioria das pessoas que são usuárias de drogas injetáveis desenvolvem botulismo por
feridas. Em geral, é difícil estimar quanto tempo leva para os sinais e sintomas se
manifestarem depois que a toxina entra no corpo nesses casos. No entanto, ao penetrar a
corrente sanguínea por meio de um machucado na pele, por exemplo, as toxinas se
espalham muito mais rapidamente pelo corpo.
Dificuldade em engolir ou falar
Fraqueza faciais em ambos os lados da face
Visão turva ou dupla
Pálpebras caídas
Dificuldade em respirar
Paralisia
Tratamento de Botulismo
O principal objetivo do tratamento de botulismo é controlar os sintomas e evitar eventuais
complicações. A hospitalização é exigida em quase todos os casos, pois botulismo pode
levar a problemas respiratórios e eles costumam ser fatais. Para esses casos, uma sonda
poderá ser inserida por meio do nariz ou da boca para o interior da traqueia,
proporcionando uma passagem para o oxigênio se for necessário. O paciente pode
necessitar de um aparelho de respiração artificial também. Além disso, os pacientes com
dificuldade para deglutir podem receber líquidos intravenosos.
Em geral, o tratamento para botulismo é feito por meio de medicamentos específicos,
chamados antibotulínicos, que agem diretamente contra a toxina liberada pela Clostridium
botulinum.
Os médicos devem comunicar às autoridades estaduais de saúde sobre pacientes com
botulismo, para que os alimentos contaminados possam ser recolhidos.
Algumas vezes, o médico poderá prescrever antibióticos, mas eles nem sempre ajudam no
tratamento.
Raiva
O que é Raiva?
A raiva é uma infecção viral mortal transmitida para seres humanos a partir da saliva de
animais infectados – geralmente por uma mordida.
Uma vez que uma pessoa começa a exibir sinais e sintomas da raiva, a doença é quase
sempre fatal. Por esta razão, qualquer um que pode ter um risco de contrair a raiva devem
receber vacinação antirrábica para a proteção.
Causas
A raiva é transmitida pela saliva infectada que entra no corpo por meio de uma mordida ou
pele lesionada. O vírus viaja da ferida até o cérebro, onde causa inchaço ou inflamação.
Essa inflamação leva aos sintomas da doença. A maioria dos casos de morte por raiva
ocorre em crianças.
Qualquer mamífero é capaz de transmitir raiva. Os que mais costumam causar a doença
são:
Animais domésticos e de fazenda
Gatos
Cachorros
Vacas
Furões
Cabras
Cavalos.
Animais selvagens
Morcegos
Castores
Coiotes
Raposas
Macacos
Guaxinins
Gambás
Marmotas.
Em casos raríssimos, o vírus pode ser transmitido para receptores de transplantes de
tecidos e órgãos de uma pessoa infectada.
Sintomas de Raiva
O tempo real entre a infecção e o aparecimento da doença varia muito - ser de dez dias a
sete anos. Esse período é chamado de incubação. O tempo médio corresponde a esse
período, no entanto, é de três a 12 semanas.
Sintomas de Raiva
Os sintomas podem incluir:
Babar em excesso
Convulsão
Sensibilidade exagerada no local da mordida
Excitabilidade
Perda de sensibilidade em uma área do corpo
Perda de função muscular
Febre baixa
Espasmos musculares
Entorpecimento e formigamento
Dor no local da mordida
Agitação e ansiedade
Dificuldade de engolir (beber algo provoca espasmos da laringe).
Tratamento de Raiva
A ferida deve ser limpa com sabão e água antes de qualquer outra medida. Procure auxílio
médico profissional logo em seguida para fazer os exames necessários. O médico deverá
limpar bem a ferida novamente e remover quaisquer objetos estranhos. Na maioria das
vezes, não são dados pontos nas feridas causadas pela mordida.
Se houver risco de raiva, você receberá uma série de vacinas preventivas. Essas vacinas
são dadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias.
A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana
para raiva (HRIG). Ele é administrado no dia da mordida.
A imunização e o tratamento para raiva são recomendados por, pelo menos, 14 dias após
a exposição ou mordida.
Não há tratamento efetivo conhecido para pessoas com sintomas de infecção por raiva.
Leptospirose
O que é Leptospirose?
Sinônimos: síndrome de weil
É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina
de ratos e outros animais, transmitida ao homem principalmente nas enchentes. Bovinos,
suínos e cães também podem adoecer e transmitir a leptospirose ao homem.
Causas
Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e
bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver
contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras
presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum
arranhão ou ferimento.
O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios
com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da leptospirose.
Veterinários e tratadores de animais podem adquirir a doença pelo contato com a urina de
animais doentes ou convalescentes.
Sintomas de Leptospirose
Os mais frequentes são parecidos com os de outras doenças, como a gripe e a dengue.
Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas
(batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarréia e tosse. Nas formas mais
graves geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a
necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente pode
apresentar também hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que
podem levar à morte.
Tratamento de Leptospirose
O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado
sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem
ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados.
A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.
O avanço da epidemiologia gerou várias conquistas, diminuindo a quantidade de doentes e
promovendo soluções para causas variadas de doenças como a varíola, envenenamento
por metilmercúrio, distúrbios por deficiência de iodo, tabagismo, HIV/AIDS, síndrome da
angústia respiratória aguda e até mesmo em ocorrências de fraturas como a do quadril em
idosos.
No Brasil, o órgão responsável pelos os dados epidemiológicos e a sua aplicação é a
Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS, uma das secretarias que compõem o Ministério
da Saúde, prevista no decreto nº 8065 de 7 de agosto de 2013. Os dados epidemiológicos
no Brasil são disponibilizados para a população através dos sites do SVS e do DATASUS.
Referências Bibliográficas
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v13n1/01.pdf
http://www.minhavida.com.br/