Índice
Introdução ...............................................................................................................................2
Definição de Aves .................................................................................................................. 3
Características Gerais das Aves ..............................................................................................4
Características Físicas e Anatómicas ......................................................................................5
Tipos de penas e suas funções: ............................................................................................... 7
Exemplos de tipos de bicos por alimentação: .........................................................................8
Conclusão ............................................................................................................................. 13
Bibliografia ...........................................................................................................................14
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Introdução
A classe Aves é um dos grupos mais bem-sucedidos de vertebrados, presente em quase
todos os ambientes do planeta. São animais adaptados ao voo, característica que marcou
profundamente sua evolução, embora algumas espécies sejam não voadoras. As aves
distinguem-se principalmente pela presença de penas, bico sem dentes, ossos pneumáticos e
um sistema respiratório altamente eficiente, que lhes permite manter o metabolismo
elevado.
Além disso, apresentam reprodução ovípara com ovos revestidos por casca calcária,
assegurando proteção ao embrião no ambiente terrestre. O estudo das aves é fundamental
para compreender a diversidade biológica, a adaptação evolutiva e a relação dos animais
com os ecossistemas.
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Definição de Aves
As aves são animais vertebrados, endotérmicos, pertencentes ao filo Chordata e à classe Aves.
Caracterizam-se pela presença de penas, bico e ovos com casca calcária.
O que são:
Todas as aves, e somente elas, possuem penas.
Como os peixes, anfíbios, répteis e mamíferos, apresentam coluna vertebral e por isso
recebem a denominação de vertebrados.
São denominados, também tetrápodes por apresentarem quatro membros, o par anterior
transformado em asas que em, geral, servem para voar: o par posterior pode estar adaptado
a várias funções: andar, correr, nadar: cada pé, geralmente, é revestido de pele córnea e
provido de quatro dedos.
O processo de reprodução é por fecundação interna: são oviporaras, isto é, põe ovos que
eclodem fora do organismo materno.
A capacidade de voar e a homeotermia permitiam que as aves se difundissem por toda parte.
Vivem em todos os continentes e nos mais diversos ambientes: nas zonas polares ou nos
desertos, nas mais altas montanhas dos Andes ou em cavernas privadas de luz, na selva
amazónica ou nas mais populosas cidades. Existem espécies de aves dos mais variados
tamanhos e coloridos.
As aves atuais constituem uma classe com cerca de 9.000 espécies, agrupadas em 155
famílias, que se reúnem em 27 grupos principais ou ordens.
Têm o corpo coberto por penas, que protegem o corpo da perda de calor e auxiliam o vôo.
A boca é um bico, sem dentes que pode variar de forma e de tamanho conforme a espécie,
sendo estas adaptações ao tipo de alimentação.
Têm dois pares de membros: anteriores as asas e posteriores as pernas ou patas. As patas
também são adaptadas ao tipo de ambiente em que vive a ave. Cada pé geralmente com
quatro dedos, canela e dedos envolvidos por pele cornificada.
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Seu esqueleto é delicado e forte, totalmente ossificado, têm ossos muito leves e às vezes
são cheios de ar, ossos pneumáticos, que facilitam o voo. O esterno é modificado em quilha,
facilitando o corte do ar e fixando a musculatura peitoral.
Respiração por pulmões compactos muito eficientes, presos às costelas e ligados aos sacos
aéreos de paredes finas que se estendem entre os órgãos internos, apresentam um órgão
especial a siringe, na base da traqueia, adaptada ao canto.
O sistema circulatório é composto de coração e vasos sanguíneos. O coração tem quatro
cavidades no coração, o sangue venoso não se mistura ao sangue arterial. Persiste apenas o
arco aórtico direito, glóbulos vermelhos, ovais e biconvexos.
O seu tubo digestivo é completo, composto: boca, faringe, esôfago, papo, estômago
químico (proventrículo), estômago mecânico (moela), intestino, cloaca e órgãos anexos
como o fígado e o pâncreas. Existe ainda a adição de sucos digestivos no proventrículo.
As aves não têm bexiga urinária, mas seu sistema urinário é composto pelos rins e ureteres,
por este motivo elas não conseguem acumular a urina, que se mistura com as fezes e é
eliminada pela cloaca, como uma secreção semi-sólida.
Apresentam dimorfismo sexual, isto é, o macho e a fêmea são muito diferentes. Têm sexos
separados e são ovíparas. A sua fecundação é interna e ocorre no oviduto, antes da
formação da casca calcária, são então eliminados pela cloaca. Seus ovos apresentam âmnio,
cório, saco vitelino e alantoide e ao eclodir os filhotes são alimentados e vigiados pelos pais.
As aves têm a audição e a visão muito desenvolvidas. A visão é muito aguçada e
conseguem visualizar objetos a longa distância, seus ouvidos são melhores que os dos
répteis. Algumas ainda apresentam um bom olfato.
Características Gerais das Aves
As características marcantes das aves incluem corpo cobertas por penas, bico córneo sem
dentes, reprodução por ovos, endotermia (capacidade de regular a temperatura corporal),
esqueleto leve e oco (pneumático), e a presença de um coração com quatro
cavidades. Embora muitas aves tenham asas e a capacidade de voar, esta não é uma
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característica universal, com algumas adaptadas para marcha (como o avestruz) ou natação
(como o pinguim).
Características Físicas e Anatómicas
Penas:
A presença de penas é uma característica exclusiva do grupo das aves, auxiliando no voo,
no isolamento térmico e na termorregulação.
Bico Córneo:
Possuem bico sem dentes, com diferentes formatos adaptados à dieta de cada espécie.
Esqueleto Pneumático:
O esqueleto é leve e resistente devido à presença de ossos ocos e pneumáticos, que
facilitam o voo.
Asas:
Geralmente, as aves têm um par de asas, embora algumas espécies tenham perdido a
capacidade de voar e tenham asas modificadas para outros propósitos.
Sistema Respiratório:
A respiração é feita por pulmões pequenos e interligados a sacos aéreos que reduzem a
densidade do corpo, facilitando o voo e permitindo um fluxo de ar mais eficiente.
Coração com Quatro Cavidades:
As aves têm um coração com quatro câmaras, que garante uma circulação dupla e
completa, essencial para o alto metabolismo do animal.
Outras Características
Endotermia:
As aves são endotérmicas ou homeotérmicas, o que significa que conseguem manter a
temperatura do corpo constante e elevada.
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Oviparidade:
A reprodução ocorre por ovos com casca rígida e porosa, que permitem trocas gasosas e
contêm reservas de alimento.
Metabolismo Elevado:
Possuem um metabolismo alto, o que está relacionado à sua capacidade de voar e à
Endotermia.
Dimorfismo Sexual:
Muitas espécies de aves apresentam uma diferença nítida entre os sexos, tanto em cor
quanto em outras características, como o tamanho e o formato da cauda.
Variação na Locomoção:
Nem todas as aves voam; algumas são adaptadas à marcha bípede, como as emas e
avestruzes, enquanto outras são adaptadas à natação, como os pinguins.
As aves são ovíparas e tal como os peixes, os anfibios, os répteis e os mamíferos,
pertencem aos vertebrados.
As aves possuem penas, esqueleto leve com ossos pneumáticos, sistema digestivo
Adaptado com papo e moela, respiração com sacos aéreos, circulação dupla e completa,
Visão aguçada, reprodução ovípara e elevada capacidade de termorregulação.
Porém, distinguem-se destes por:
Possuírem penas;
Possuírem bico;
Possuírem membros modificados para o voo (que também existem noutros animais,
como os morcegos);
Possuírem ossos ocos e esponjosos muito leves;
Possuírem uma óssea adaptada ao voo (esterno forte, fúrcula, etc…);
Penas
As penas são modificações da pele, tal como as escamas, porém distinguem-se destas por
serem filamentosas, suaves na textura, flexíveis e muito leves. São estruturas mortas que
têm
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que ser substituídas com regularidade. As penas são indispensáveis para a regulação da
temperatura e para o voo.
Existem seis tipos principais de penas: penas de contorno, que dão forma ao corpo e
auxiliam no voo, incluindo as rémiges nas asas e as retrizes na cauda; plumas, para
isolamento térmico; Semiplumas, um intermediário entre penas de contorno e
plumas; Filoplumas, que funcionam como sensores; e cerdas, encontradas perto da boca e
olhos, com função protetora.
Tipos de penas e suas funções:
Penas de Contorno:
São as penas mais comuns, que cobrem o corpo, as asas e a cauda. Formam a superfície
externa do corpo, dando aerodinâmica e cor.
Incluem as penas de voo, como as rémiges (asa) e retrizes (cauda), que são maiores e
mais resistentes, essenciais para o voo.
Plumas (ou Penugem):
São penas pequenas e macias, com um eixo pouco desenvolvido ou ausente.
Proporcionam isolamento térmico, mantendo a ave aquecida, e ajudam na flutuação e
impermeabilidade.
Semiplumas:
Possuem uma estrutura intermediária entre as penas de contorno e as plumas.
Ajudam a dar forma ao corpo da ave e também contribuem para o isolamento térmico.
Filoplumas:
São penas finas e semelhantes a pelos, com poucas barbatanas nas pontas.
Funcionam como órgãos sensoriais, ajudando a ave a obter informações sobre a posição e
o estado das outras penas.
Plumas de Pó:
Embora sejam um tipo distinto, a função de impermeabilização das penas de pó as
relaciona também com a função das plumas.
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Bico
Os bicos das aves variam enormemente em forma e tamanho, refletindo as adaptações ao
seu habitat e dieta. Existem bicos curvos e em formato de gancho para rasgar carne (aves
carnívoras), bicos longos e finos para alcançar néctar ou apanhar insetos, e bicos fortes e
triangulares para quebrar sementes (aves granívoras). Outros tipos incluem bicos em forma
de lança para pescar, bicos adaptados para filtrar água, bicos grandes para manipular frutos
e bicos de bico para escavar madeira.
Exemplos de tipos de bicos por alimentação:
Bico Raptorial (Curvo e afiado):
Usado por aves carnívoras como águias e falcões para cortar carne e rasgar as
presas.
Bico Insetívoro (Fino e pequeno):
Encontrado em aves como andorinhas para capturar insetos em voo.
Bico Granívoro (Grosso e curto):
Comum em aves como canários, que o utilizam para quebrar e triturar grãos.
Bico Nectarívoro (Longo e fino):
Adaptado para alcançar o néctar das flores, como o do beija-flor.
Bico Frugívoro (Robusto):
Como o do tucano, ideal para manipular e arrancar frutos grandes das árvores.
Bico Pescador (Em forma de lança):
Utilizado por aves como o martim-pescador para capturar peixes, penetrando a água
com precisão.
Bico Filtrador:
Possuído por aves como flamingos e pelicanos, que os usam para separar alimentos
da água.
Outros tipos e funções do bico:
Bico de Sondador:
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Usado para investigar e remover larvas e insetos de troncos.
Bico em forma de colher/espátula:
Como o do colhereiro, adaptado para filtrar água e remover o alimento.
Bico Longo e Fino (Limícola):
Características de aves que vivem em pântanos ou margens, para encontrar alimento
no lodo ou areia.
Bico Generalista:
Presente em aves versáteis, como pombos e bem-te-vis, que podem comer uma
variedade de alimentos.
Corpo
As Aves têm o corpo coberto por penas, que protegem o corpo da perda de calor e auxiliam
o vôo;
A boca é um bico, sem dentes que pode variar de forma e de tamanho conforme a espécie,
sendo estas adaptações ao tipo de alimentação, os maxilares foram transformados em bicos
e atualmente são desprovidos de dentes;
Escamas nas pernas e nos pés (heranças deixadas pelos répteis);
Têm dois pares de membros: anteriores as asas e posteriores as pernas ou patas. As patas
também são adaptadas ao tipo de ambiente em que vive a ave.
Cada pé geralmente com quatro dedos, canela e dedos envolvidos por pele cornificada, são
bipedes, pela transformação dos membros anteriores em asas, o que lhes permite (na
maioria das vezes) voar;
Seu esqueleto é delicado e forte, totalmente ossificado, têm ossos muito leves e às vezes
são cheios de ar, ossos pneumáticos, que facilitam o vôo. O esterno é modificado em quilha,
facilitando o corte do ar e fixando a musculatura peitoral.
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Respiração por pulmões compactos muito eficientes, presos às costelas e ligados aos sacos
aéreos de paredes finas que se estendem entre os órgãos internos, apresentam um órgão
especial a siringe, na base da traquéia, adaptada ao canto.
O sistema circulatório é composto de coração e vasos sangüíneos. O coração tem quatro
cavidades no coração, o sangue venoso não se mistura ao sangue arterial. Persiste apenas o
arco aórtico direito, glóbulos vermelhos, ovais e biconvexos.
O seu sistema digestivo é completo, composto: boca, faringe, esôfago, papo, estômago
químico (proventriculo), estômago mecânico (moela), intestino, cloaca e órgãos anexos
como o figado e o pâncreas. Existe ainda a adição de sucos digestivos no proventriculo.
As aves não têm bexiga urinária, mas seu sistema urinário é composto pelos rins e ureteres,
por este motivo elas não conseguem acumular a urina, que se mistura com as fezes e é
eliminada pela cloaca, como uma secreção semi-sólida.
Apresentam dimorfismo sexual, isto é, o macho e a fêmea são muito diferentes. Têm sexos
separados e são ovíparas. A sua fecundação é interna e ocorre no oviduto, antes da
formação da casca calcária, são então eliminados pela cloaca. Seus ovos apresentam amnio,
cório, saco vitelino e alantóide e ao eclodir os filhotes são alimentados e vigiados pelos pais.
As aves têm a audição e a visão muito desenvolvidas. A visão é muito aguçada e
conseguem visualizar objetos a longa distância, seus ouvidos são melhores que os dos
répteis. Algumas ainda apresentam um bom olfato.
São homeotermas, isto é těm sangue quente, que se mantém com a queima dos alimentos e
com auxílio das penas, que servem como isolante térmico. São chamadas de endotérmicas,
pois a temperatura do corpo essencialmente é constante.
Sua pele é recoberta por penas e com glândulas, as aves aquáticas apresentam na cauda a
glândula uropigiana para impermeabilizar as penas.
Seu cerebelo é bastante desenvolvido, pois este órgão está relacionado ao equilibrio durante
o vôo. São capazes de voar longas distâncias e retornar ao ponto de partida. Apresentam
doze pares de nervos cranianos.
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O movimento das asas durante o võo é devido principalmente aos grandes músculos
peitorais. Em cada lado do grande peitoral origina-se da parte externa da quilha do osso
esterno e insere-se na cabeça do úmero.
Adaptação
As aves, devido à sua capacidade de adaptação, espalharam-se por todo o Mundo. Apesar
de serem descendentes dos répteis, conseguiram conquistar os ares.
As suas características morfológicas, anatômicas e biológicas estão ligadas a essa
capacidade de voar.
Para que consigam voar facilmente as aves têm que ser leves. O seu corpo é aerodinâmico
oferecendo pouca resistência ao ar favorecendo o voo. Têm músculos fortes.
A maioria dos ossos são ocos ou esponjosos fazendo com que as aves sejam leves. Muitas
aves são capazes de virar completamente a cabeça.
O crânio é formado por ossos completamente soldados. Os dentes desapareceram logo no
início da evolução sendo substituídos pelo bico. O bico é um instrumento fundamental,
sendo utilizado como mão, para agarrar, como ferramenta, para servir de martelo, pinça,
tesoura, gancho, etc.
O esterno é muito desenvolvido e a sua parte central forma uma crista saliente denominada
“quilha”.
As asas variam muito quer na proporção quer na forma, consoante o tipo de ave.
Os músculos responsáveis pelos movimentos das asas são os mais desenvolvidos. Nas
fragatas os três músculos peitorais (responsáveis pelo voo), são 25% do peso do corpo.
As penas são formadas por uma substância proteica denominada “queratina”. São
compostas por um tubo, o cálamo, zona que está presa à epiderme, um eixo, a ráquis, que se
vai estreitando até à ponta do mesmo e o escapo, que é a mais axial. A ráquis leva o
estandarte, que é formado de cada lado pelas barbas e pelas bárbulas, sendo estas últimas as
verdadeiras unidades anatómicas das penas.
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Algumas penas, as rémiges das asas e as retrizes da cauda têm por função o voo. As
restantes penas protegem a ave do meio ambiente. As aves mudam de penas todos os anos.
As aves desenvolveram vários tipos de voo. Os abutres são capazes de voar sem moverem
as asas. Como eles os pelicanos, cegonhas e algumas aves de rapina também são capazes de
planar.
Os batimentos das asas é que sustentam e permitem a progressão da ave no ar a maior parte
das vezes. A forma de voo está intimamente ligada à forma da asa.
As aves têm a vista e a audição muito desenvolvidos. Os olhos são de grande importância e
a sua posição varia de uma posição lateral até uma posição frontal do crânio. Devido à
posição dos olhos e à capacidade de virar a cabeça mais de um semicirculo para cada lado,
as aves têm um campo visual mais extenso do que os mamíferos.
Os olhos são enormes, por vezes maiores do que o cérebro. Têm grande capacidade de
acomodação ocular, podendo focar rapidamente objetos. Podem servir como telescópio e
como lentes de aumento e estão concebidos para ter o máximo de luminosidade. O olho da
coruja capta uma quantidade de luz 100 vezes superior à do ser humano.
Os mochos são capazes de localizar a sua presa na obscuridade total servindo-se da audição.
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Conclusão
As aves constituem uma classe de grande importância ecológica, econômica e científica.
Suas características gerais, como as penas, o voo, o sistema respiratório diferenciado e a
reprodução adaptada ao meio terrestre, demonstram um alto nível de especialização
evolutiva. Elas desempenham papéis fundamentais nos ecossistemas, como o controle de
populações de insetos, a dispersão de sementes e a polinização. Além disso, possuem
grande valor cultural e econômico para a humanidade.
Portanto, compreender as características gerais das aves é essencial para valorizar a
biodiversidade e promover a conservação das espécies.
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Bibliografia
Nhamtumbo, I. A. – Manual de Ciências Naturais para o Ensino Secundário. Maputo:
Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, 2018.
Chirindza, A. – Introdução à Zoologia. Universidade Lúrio, Nampula, 2019.
Sitoe, S. R. – Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Moçambique. Universidade
Pedagógica, Beira, 2015.
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