ESCOLA ESTADUAL MENDES DE OLIVEIRA
Componente Curricular: História Turma: 9º_____ Data:____/____/24
Professor(a): Leônia Gil do Vale
Aluno(a):
CRISE DE 1929
A Crise de 1929 foi uma grande crise econômica que atingiu os Estados Unidos e grande parte do mundo
capitalista, na década de 1920.
Também é conhecida, historicamente, como Quebra da Bolsa de Nova York ou Grande Depressão.
Ocorreu no Entre Guerras, ou seja, no período que se estende do fim da Primeira Guerra Mundial, em
1918, até o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939.
Ao fim da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos obtiveram vantagens com a exportação de grande
quantidade de produtos para a Europa, além de emprestar dinheiro aos países destruídos pela guerra.
Tornaram-se, assim, o país mais rico e poderoso do mundo, atingindo o auge da prosperidade econômica
na década de 1920.
Esta prosperidade gerou a expressão American Way of Life, pois muitos queriam imitar o estilo de vida
americano. No entanto, em 1929, não conseguiram contornar uma grave crise na economia que acabou
tendo reflexos no mundo inteiro.
Causas
Podemos destacar algumas causas principais que levaram os Estados Unidos a uma crise econômica:
A recuperação econômica dos países europeus após a guerra. Assim, estes países diminuíram
drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos.
A diminuição das importações teve como reflexo a superprodução agrícola, principalmente de trigo,
que não encontrava comprador, interna ou externamente.
Houve também diminuição do consumo, pois o poder aquisitivo da população não acompanhava o
crescimento da indústria. As indústrias foram forçadas a diminuir a sua produção e demitir
funcionários.
Inspirado nas ideias liberais, nos Estados Unidos vigorava o livre mercado, ou seja, cada empresário fazia
o que bem entendia, sem interferência do governo.
A Grande Depressão
A crise acabou chegando ao mercado de ações. De 1920 a 1929, os americanos compraram ações de
diversas empresas. Com a crise, os preços das ações na Bolsa de Nova York, um dos maiores centros
capitalistas da época, despencaram, ocasionando a quebra. Isto ocorreu em 24 de outubro de 1929.
Milhares de bancos, indústrias e empresas rurais foram à falência e milhões de norte-americanos
perderam o emprego. Os anos seguintes ficaram conhecidos como Grande Depressão.
A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo
mundial. Assim, as bolsas de Londres, Berlim e Tóquio também quebraram.
Efeitos no Brasil
A Crise de 1929 também afetou o Brasil, pois os Estados Unidos eram o maior comprador do café
brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram.
Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas
de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da
época.
No entanto, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos
cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira.
Podemos dizer que a Crise de 1929 levou ao fim da República Velha no Brasil, que foi dominada durante
muito tempo pelos cafeicultores. Consequentemente terminou, também, a Política do Café-com-Leite.
O New Deal
Em 1932, Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos e, para contornar a crise, elaborou
um plano chamado New Deal.
De acordo com este plano, o governo norte-americano passou a controlar os preços e a produção das
indústrias e das fazendas. Assim, diminuiu a inflação e evitou a formação de estoques.
Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo criou empresas estatais e
construiu estradas, praças, escolas e aeroportos, melhorando a infraestrutura.
Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego diminuiu. O plano
também criou leis que protegiam os trabalhadores e os desempregados.
O plano foi tão bem-sucedido que, no início da década de 1940, a economia norte-americana já estava
funcionando normalmente.
Crise de 2008
Conhecida como a crise financeira do capitalismo, a problemática foi disseminada ao mundo no dia
que ficou batizado como segunda-feira negra. Era 15 de setembro de 2008 quando o banco Lehman
Brothers (fundado em 1850) quebrou, um dos mais tradicionais dos Estados Unidos.
Consequentemente, as bolsas de valores despencaram, fazendo com que os governos de vários
países anunciassem planos de socorro à economia, aplicando bilhões de dólares nos bancos.
A causa de toda a problemática se iniciou dez anos antes, em 1998, quando houve uma liberação de
créditos desenfreada nos EUA, mesmo para pessoas que não tinham condições de arcar com as
parcelas dos empréstimos. Com um volume muito alto de hipotecas, os bancos uniram os contratos
de alto risco aos de baixo, utilizando as garantias (imóveis) como uma forma de investimentos em
pacotes vendidos com a promessa de ganhos promissores. No entanto, os devedores não arcaram
com os seus compromissos, causando um efeito dominó que abalou a economia, com desemprego e
afastamento dos investimentos.