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Strongylus

O documento aborda a biologia e ciclo de vida dos vermes do gênero Strongylus, que infectam equinos e asininos, destacando suas espécies, métodos de infecção e os danos que causam ao hospedeiro. Os sinais clínicos incluem anemia, cólicas e debilidade, sendo o Strongylus vulgaris a espécie mais patogênica. O tratamento envolve o uso de antiparasitários e práticas de manejo para controle da infestação.

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aliceasthefani
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Strongylus

O documento aborda a biologia e ciclo de vida dos vermes do gênero Strongylus, que infectam equinos e asininos, destacando suas espécies, métodos de infecção e os danos que causam ao hospedeiro. Os sinais clínicos incluem anemia, cólicas e debilidade, sendo o Strongylus vulgaris a espécie mais patogênica. O tratamento envolve o uso de antiparasitários e práticas de manejo para controle da infestação.

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@veterinariando_

Reino Animalia
Filo Nematoda
Classe Secernentea
Ordem Strongylida
Superfamília Strongyloidea
Família Strongylidae
Gênero Strongylus
Espécies S. vulgaris
S. equinus
S. edentatus

 São vermes que possuem distribuição cosmopolita


 São conhecidos como grandes estrongilídeos

→ A infecção ocorre por meio da ingestão da larva L3 infectante em águas e


pastos contaminados
→ Os ciatostomíneos são os parasitas mais prevalentes e com maior
intensidade parasitaria em equinos no Brasil
→ Nos meses mais quentes do ano se observa maior número de larvas
infectantes
• Ciclo é monoxênico (direto)
• Os hospedeiros definitivos ingerem as L3 nas pastagens ou na água
contaminada
• São vermes que parasitam o intestino grosso de equinos e asininos

1. Os ovos são eliminados nas fezes e há desenvolvimento para L3 em


aproximadamente 2 semanas
2. O hospedeiro definitivo ingere as L3 nas pastagens ou na água contaminada
3. No intestino delgado, as larvas perdem a bainha de proteção e seguem para
o intestino grosso para penetrar na mucosa (também podem penetrar no
intestino delgado)
4. Após 7 dias da ingestão, realizam a muda para L4 na submucosa
5. As L4 penetram em pequenas artérias e vão, pelo endotélio, até seu local de
predileção, na artéria mesentérica anterior (cranial), onde ocorre a muda
para L5, após vários meses, e retornam à parede intestinal por meio do
lúmen das artérias
6. São formados nódulos e lesões (arterites) ao redor das larvas,
principalmente na parede do ceco e do cólon. Há ruptura desses nódulos à
medida que as larvas aumentam de tamanho, com a libração de adultos
jovens na luz intestinal
7. Nesse local, ocorre a diferenciação sexual. Após a copula as fêmeas colocam
os ovos, que são expelidos com as fezes e se desenvolvem no meio ambiente
8. Período pré-patente é de 6 a 7 meses

1. Os ovos são eliminados nas fezes e há desenvolvimento para L3 em


aproximadamente 2 semana
2. O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada
3. Pouco se conhece sobre a migração das L3 – acredita-se que elas perdem a
bainha de proteção no intestino delgado e penetram no ceco e no cólon
ventral (podem penetrar no delgado), onde formam nódulos nas camadas
muscular e subserosa dentro de 1 semana
4. A muda para L4 ocorre no interior desses nódulos e as larvas se deslocam
para fígado, por meio da cavidade peritoneal, onde migram no parênquima
durante 6 semanas ou mais
5. Depois, L4 e L5 podem ser encontradas no pâncreas e ao seu redor, antes de
migrarem para a luz do intestino grosso
6. Período pré-patente é de 8 a 9 meses

1. Os ovos são eliminados nas fezes e há desenvolvimento para L3 em


aproximadamente 2 semanas quando em condições favoráveis em regiões de
clima temperado
2. O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada
3. Após penetrarem na mucosa intestinal, as L3 atingem o fígado, por meio da
circulação porta, em poucos dias
4. Após 2 semanas, ocorre a muda para L4 e migração no parênquima hepático
5. Seis a 8 semanas pós-infecção, as larvas podem ser encontradas sob o
peritônio que circunda o ligamento hepatorrenal, de onde seguem para
diversos locais, preferencialmente flancos e ligamentos hepáticos
6. Após 4 meses, há muda para L5, que migra para a parede do intestino
grosso, onde produz um grande nódulo purulento que libera o parasito
adulto jovem no lúmen em consequência de seu rompimento
7. Período pré-patente é de 10 a 12 meses

 Os vermes dessa espécie são robustos


 As fêmeas medem cerca de 20 a 24mm de comprimento
 Os machos medem cerca de 14 a 16mm de comprimento
 Possuem coloração vermelho-escura e são encontradas facilmente na
mucosa intestinal
 Os adultos são hematófagos
 Possui cápsula bucal bem desenvolvida e oval, com coroa franjada
 Há presença de dentes arredondados em formato de orelha em sua base e
um ducto dorsal da glândula esofágica

 Os machos medem cerca de 2,3 a 2,8cm de comprimento


 As fêmeas medem cerca de 3,3 a 4,4cm de comprimento
 Possuem coloração vermelho-escura
 A extremidade cefálica truncada é mais larga do que o restante do corpo
 A cápsula bucal é mais larga na parte anterior, comparativamente ao seu
meio, e não há presença de dente
 São vermes robustos
 As fêmeas medem cerca de 3,8 a 4,7cm de comprimento
 Os machos medem cerca de 2,6 a 3,5cm de comprimento
 Possuem coloração vermelho-escuro
 Possuem capsula bucal bem desenvolvida e oval, com cora franjada, três
dentes pontiagudos (sendo um deles maior e bífido) e um ducto dorsal da
glândula esofágica
 Esôfago claviforme
 Machos possuem bolsa copuladora bem desenvolvida e dois espículos finos de
tamanho médio
 Fêmeas com vulva posicionada a 12 a 14mm da extremidade posterior

→ Os sinais clínicos mais comuns incluem: anemia, apatia, perda da condição


física, vários graus de cólica, debilidade progressiva e estase intestinal
→ Raramente ocorre ruptura intestinal e morte
→ Não é transmitido aos seres humanos

• Strongylus edentatus – há alterações macroscópicas no fígado associadas


ao início da migração larval, além disso há hemorragia e liberação de
líquidos dos nódulos ocasionados pelos parasitos. Alterações hepáticas
podem ser associadas com recente migração larval, mas raramente há
manifestação de sinais clínicas – dependendo da quantidade de L3 ingerida, o
animal pode apresentar diarreia, febre, edema, emagrecimento, depressão,
dor e cólica
• Strongylus equinus – poucos são os efeitos patogênicos atribuídos a essa
espécie. Dependendo da quantidade de L3 ingerida, o animal pode apresentar
diarreia, febre, edema, anorexia, depressão, dor e cólica, em decorrência da
função hepática ou pancreática se encontrar anormal
• Strongylus vulgaris – é considerada a espécie mais patogênica para equinos.
As lesões causadas por essas larvas ocorrem frequentemente na artéria
mesentérica cranial e em seus ramos e consistem em tromboembolias e
endoarterites, que resultam em cólicas e infartos do intestino grosso, ao
passo que as formas adultas causam anemia e apatia. Os animais podem
apresentar febre, inapetência, apatia e cólica. Na necropsia, podem ser
observadas arterites e tromboses das veias intestinais, além de infarto e
necrose em algumas áreas intestinais – os vermes adultos se alimentam por
ingestão de tampões da mucosa intestinal, causando lesões, isso pode causar
hemorragia e ruptura dos nódulos na parede intestinal, deixando úlceras e
cicatrizes circulares

As larvas podem sobreviver mais de 1 ano no pasto


A temperatura ideal para o desenvolvimento da larva é em média 28ºC –
temperaturas acima de 38ºC causa morte rápida dos ovos e abaixo de 4ºC o
desenvolvimento é interrompido
As condições mais favoráveis nos países com clima temperado, ocorrem na
primavera e outono, enquanto nos países de clima subtropical essas
condições ocorrem durante o inverno

 Avaliação clínica
 Presença de parasitos nas fezes – contagem de OPG (não é possível a
diferenciação das espécies de estrôngilos pela análise morfológica dos ovos)
 Resultados parasitológicos

• Benzimidazois – febendazole e oxibendazol


• Tetrahidropiramidina – pamoato de pirantel
• Lactonas macrocíclicas – ivermectina, abamectina, moxidectina
• Os antiparasitários podem ser utilizados de 3 formas:
1. Supressivos – são conduzidos em intervalos curtos (4 a 8 semanas),
especialmente em potros de até 1 anos e 6 meses
2. Estratégicas – está de acordo com as condições climáticas da região e o
possível aumento do número de parasitas no animal
3. Curativo – é aplicado quando o animal apresenta alta contagem de ovos
nas fezes ou sinais clínicos evidentes, sendo utilizados anti-helmínticos
seletivos

→ Uso de antiparasitários
→ Separar animais por faixa etária
→ Sistema sanitário e manejo zootécnico
→ Construção de esterqueiras
→ Rotação de pastagem
→ Evitar a superlotação das pastagens
→ Não introduzir no rebanho animais provenientes de outras propriedades
antes de serem vermifugados
→ Evitar soltar os animais nas primeiras horas do dia e manter os animais no
aprisco, no mínimo até 12h até a vermifugação
→ Uma alternativa é a utilização de fungos nematófagos

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