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Renascimento: Características e Contexto Histórico

Juliana Bezerra Juliana Bezerra Professora de História

O Renascimento foi um movimento cultural, econômico e político, surgido na Itália no século XIV e se
estendeu até o século XVII por toda a Europa.

Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e gerado pelas modificações econômicas, o Renascimento
reformulou a vida medieval e deu início à Idade Moderna.

Origem do Renascimento: conceito, mudanças e cidades renascentistas

O termo Renascimento foi criado no século XVI para descrever o movimento artístico que surgiu um
século antes. Posteriormente acabou designando as mudanças econômicas e políticas do período
também e é muito contestado hoje em dia.

O conceito "Renascimento" carrega a ideia de que esse período trouxe profundas e drásticas mudanças
para o contexto europeu. Porém, apesar de ter sido um momento de alterações consideráveis para o
velho continente, não houve uma total ruptura com as características existentes na Idade Média.

Afinal, mesmo considerando as mudanças urbanas e no comércio, as cidades nunca desapareceram


totalmente e os povos não deixaram de comercializar entre si, nem de usar moeda. Houve, sim, uma
diminuição dessas atividades durante a Idade Média.

Observamos, porém, que na Península Itálica várias cidades como Veneza, Gênova, Florença, Roma,
dentre outras, se beneficiaram do comércio com o Oriente.

Estas regiões enriqueceram com o desenvolvimento do comércio no Mar Mediterrâneo, dando origem a
uma rica burguesia mercantil. A fim de se afirmarem socialmente, estes comerciantes patrocinavam
artistas e escritores - uma prática chamada de mecenato - que inauguraram uma forma de fazer arte.

A Igreja e nobreza também foram mecenas de artistas como Michelangelo, Domenico Ghirlandaio, Pietro
della Francesa, entre muitos outros.

Cultura renascentista

Destacamos cinco características marcantes da cultura renascentista:


Racionalismo - a razão era o único caminho para se chegar ao conhecimento. Tudo poderia ser explicado
pela razão e pela ciência.

Cientificismo - todo conhecimento deveria ser demonstrado através da experiência científica.

Individualismo - o ser humano buscava afirmar a sua própria personalidade, mostrar seus talentos,
atingir a fama e satisfazer suas ambições, através da concepção de que o direito individual estava acima
do direito coletivo.

Antropocentrismo - o homem é visto como a suprema criação de Deus e como centro do universo. O
homem agora é o centro do pensamento do próprio homem.

Classicismo - os artistas buscam sua inspiração na Antiguidade Clássica greco-romana para fazer suas
obras.

Renascimento artístico

Os principais artistas do renascimento foram:

Leonardo da Vinci: Matemático, físico, anatomista, inventor, arquiteto, escultor e pintor, ele foi o
estereótipo do homem renascentista que domina várias ciências - a essa característica chamamos de
universalismo. Por isso, é considerado um gênio absoluto. A Mona Lisa e A Última Ceia são suas obras-
primas.

Retrato de uma senhora, com trajes escuros e véu transparente sobre a cabeça, posando diante de uma
paisagem montanhas

Mona Lisa

Rafael Sanzio: foi um mestre da pintura e famoso por saber transmitir sentimentos delicados através de
suas imagens de Nossa Senhora. Uma de suas obras principais é a Madona do Prado.

Michelangelo: artista italiano cuja obra foi marcada pelo humanismo. Além de pintor, foi um dos maiores
escultores do Renascimento. Entre suas obras destacam-se a Pietá, David, A Criação de Adão e O Juízo
Final. Também foi o responsável por pintar o teto da Capela Sistina.

O Humanismo renascentista

O humanismo foi um movimento de glorificação do homem e da natureza humana, que surgiu nas
cidades da Península Itálica, em meados do século XIV.
O homem, a obra mais perfeita do Criador, seria capaz de compreender, modificar e até dominar a
natureza. Por isso, os humanistas buscavam interpretar o cristianismo, utilizando escritos de autores da
Antiguidade, como Platão.

A religião não perdeu importância, mas passou a ser muito questionada. Assim surgiram novas correntes
cristãs, como o protestantismo.

O estudo dos textos antigos, igualmente, despertou o gosto pela pesquisa histórica e pelo conhecimento
das línguas clássicas, como o latim e o grego.

Desta forma, o humanismo se tornou referência para muitos pensadores nos séculos seguintes, como os
filósofos iluministas do século XVII.

Renascimento literário

O Renascimento deu origem a grandes gênios da literatura, entre eles:

Dante Alighieri: escritor italiano, autor do grande poema "Divina Comédia".

Maquiavel: autor de "O Príncipe", obra precursora da ciência política, onde o autor apresenta conselhos
aos governadores da época.

Shakespeare: considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Abordou em sua obra os
conflitos humanos nas mais diversas dimensões: pessoais, sociais, políticas. Escreveu comédias e
tragédias, como "Romeu e Julieta", "Macbeth", "A Megera Domada", "Otelo" e várias outras.

Miguel de Cervantes: autor espanhol da obra "Dom Quixote", uma crítica contundente da cavalaria
medieval.

Luís de Camões: teve destaque na literatura renascentista em Portugal, autor do grande poema épico
"Os Lusíadas".

Renascimento científico

O Renascimento foi marcado por importantes descobertas científicas, notadamente nos campos da
astronomia, da física, da medicina, da matemática e da geografia.

O polonês Nicolau Copérnico, que negou a teoria geocêntrica defendida pela Igreja, ao afirmar que "a
Terra não é o centro do universo, mas simplesmente um planeta que gira em torno do Sol".
Galileu Galilei descobriu os anéis de Saturno, as manchas solares, os satélites de Júpiter. Perseguido e
ameaçado pela Igreja, Galileu foi obrigado a negar publicamente suas ideias e descobertas.

Na medicina os conhecimentos avançaram com trabalhos e experiências sobre circulação sanguínea,


métodos de cauterização e princípios gerais de anatomia.

Renascimento comercial

Todas essas inovações só foram possíveis graças ao crescimento comercial que houve na Idade Média.

Quando as colheitas eram boas e sobravam alimentos, estes eram vendidos nas feiras itinerantes. Com o
incremento comercial, os vendedores passaram a se fixar em determinados locais que ficaram
conhecidos como burgos. Assim, quem morava no burgo foi chamado de burguês.

Nas feiras era mais fácil usar moedas do que o sistema de trocas. No entanto, como cada feudo tinha sua
própria moeda, ficava difícil saber qual seria o valor correto. Dessa forma, surgiram pessoas
especializadas na troca monetária (câmbio) e outras em fazer empréstimos e garantir pagamentos,
dando origem futuramente aos bancos.

O dinheiro, então, passou a ser mais valorizado do que a terra e isso inaugurou forma de pensar e se
relacionar em sociedade, onde os produtos seriam medidos pela
O Renascimento seguiu uma perspectiva antropocêntrica, tendo o homem como centro do Universo e
medida de todas as coisas. Renascimento foi o período da história europeia em que houve a retomada
de temas, ideais e técnicas utilizadas durante a Antiguidade greco-romana, nos campos da arte, da
ciência e da filosofia.

O termo Renascimento foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari no século XVI, um historiador
que se empenhou em colocar Florença como a protagonista de todas as inovações mais importantes, e
seus escritos exerceram uma influência decisiva sobre a crítica posterior

O Renascimento seguiu uma perspectiva antropocêntrica, tendo o homem como centro do Universo e
medida de todas as coisas. Renascimento foi o período da história europeia em que houve a retomada
de temas, ideais e técnicas utilizadas durante a Antiguidade greco-romana, nos campos da arte, da
ciência e da filosofia

Conceito

Definição. O termo Renascimento, ou renascença, faz referência a um movimento intelectual e artístico


surgido na Itália, entre os séculos XIV e XVI, e daí difundido por toda a Europa. À concepção medieval do
mundo se contrapõe uma nova visão, empírica e científica, do homem e da natureza.

Características do Renascimento

As características do renascimento são o humanismo, racionalismo, individualismo, antropocentrismo,


cientificismo, universalismo e a arte da Antiguidade Clássica.

Foi um movimento artístico e filosófico que despontou na Itália no século XV.

Representou uma das mais importantes mudanças de mentalidade na história da humanidade, pois
foram renovadas diversas áreas do conhecimento como filosofia, política, economia, cultura, artes,
ciência, dentre outras.
Factores do Renascimento

Como fatores que contribuíram para o surgimento da renascença, especificamente na Península Itálica,
podemos destacar:

surgimento de uma economia pré-capitalista;

intensificação dos valores burgueses;

presença da arte e tradição clássica nas cidades italianas;

Factores do surgimento do Renascimento

Expansão europeia

A expansão europeia permitiu o conhecimento por parte dos povos nela envolvidos de outras regiões do
mundo, bem como o contacto entre aqueles e os restantes povos. Estas viagens tornaram, possível a
difusão de culturas.

Mecenato

Mecenas – aquele que pratica o mecenato; um protector das letras e das artes. A designação deriva do
nome de um político, Caio Mecenas, que apoiou Horácio e Virgílio, na Antiga Roma.

O desenvolvimento do comércio, da indústria e da banca, nas principais cidades italianas, proporcionou


o enriquecimento de príncipes e da [Link]ão política da Itália em cidades-estados.

Alguns burgueses, desejosos de conquistar prestígio e glória, financiavam o desenvolvimento das letras e
das artes. A esta prática de apoio a manifestações culturais chama-se mecenato.

Lourenço de Médicis, natural de Florença é um exemplo de mecenas, ou seja, homens que protegiam as
artes e as letras.
Renascimento

Fatores que geraram o Renascimento

Quais são os fatores que geraram o Renascimento? No inicio do século XIV, inúmeros fatores conjugados
e articulados criaram as condições para o início do renascimento cultural. Em termos gerais, trata-se do
amadurecimento dos mesmos fatores que estimularam uma renovação intelectual e artística nos séculos
XII e XIII.

No plano econômico, o renascimento comercial reativou o intercâmbio cultural entre Ocidente e


Oriente, configurando-se como principal fator do renascimento cultural.

No piano social, a urbanização gerava as condições de uma nova cultura, sendo as cidades o pólo de
irradiação do Renascimento. A ascensão social e econômica da burguesia propiciava apoio e
financiamento ao desenvolvimento da nova cultura,

No plano intelectual, a retomada dos estudos das obras clássicas greco-romanas foi de grande
importância. Isso foi possível graças aos mosteiros medievais, que preservaram em suas bibliotecas
muitas dessas obras, protegendo-as da destruição pelos bárbaros no período das invasões.
Finalmente, o aperfeiçoamento da imprensa, atribuído a Gutenberg, teve importância no século fenol do
Renascimento (século XVI). Na verdade, não pode ser considerado um fator direto do Renascimento,
porque, embora seja uma inovação de capital importância para a humanidade, seus efeitos só se fizeram
sentir no último século desse movimento.

A nova cultura apareceu em primeiro lugar na Itália. Ali estavam presentes de forma mais nítida as
condições gerais para o início do Renascimento. As cidades italianas monopolizavam o comércio de
especiarias com o Oriente, estimulando um efervescente intercâmbio cultural através dos contatos com
as civilizações bizantinos e sarraceno.

Veneza, Pisa, Gênova, Florença e Roma dominavam o Mediterrâneo. Nessas cidades desenvolvia-se uma
burguesia dinâmica, incentivadora das transformações culturais. Além disso, na Itália a cultura clássica
foi mais bem conservada que no restante da Europa ocidental, Assim, no século XIV, a Itália foi a região
onde se iniciou o Renascimento.

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