Redes móveis e suas
gerações
Nome: Luis Claudio
Turma: 3005
Uma nova geração de conexões mobile surge para suprir as carências da
geração anterior. Foi assim que a sociedade evoluiu desde as conexões
oferecidas pela 1ª geração de internet móvel, que permitiam chamadas de
voz, até chegarmos ao 5G, que promete integrar a sociedade como um
todo, oferecendo muito mais do que velocidade de rede.
As redes móveis funcionam por meio de radiofrequências que conversam
com seu celular. Cada área geográfica é dividida entre células, e cada uma
destas apresenta uma estação de rádio base, que é formada por antenas
com receptores e emissores de sinais ligados a uma central telefônica.
Cada célula suporta uma quantidade limitada de conexões, mas o avanço
das tecnologias foi permitindo, aos poucos, cada vez mais usuários
conectados por quilômetro quadrado, até chegar ao 5G, que permite 1
milhão de conexões.
G ou 1G
A 1ª geração de conexões mobile surgiu com o objetivo simples de
possibilitar ligações de voz em um aparelho sem fio, possibilitando a
execução de chamadas em movimento. Contudo, pela baixa capacidade de
tráfego e pelo alto custo, não se sabia ao certo qual era o potencial de
crescimento da nova tecnologia.
Por isso, não houve uma padronização dos sinais, ou seja, a Europa tinha
diversos padrões diferentes, por exemplo, o Total Access Communication
System (TACS — sistema de comunicação de acesso total), para o Reino
Unido, a Áustria, a Espanha, a Irlanda e a Itália; o NMT450, para a Suécia, a
Noruega, a Finlândia e a Dinamarca; e a Radiocom2000, para a França.
Já o padrão Advanced Mobile Phone System (AMPS — sistema avançado de
telefonia móvel) foi adotado, primeiramente, nos Estados Unidos, tendo
sido desenvolvido pela Bell Labs e Motorola, sendo implementado em
1983. Esse padrão também foi seguido por diversos países da América,
entre eles o Brasil.
A Motorola é uma empresa que teve suas atividades iniciadas em Chicago,
Illinois, no ano de 1928. Na época, os irmãos Paul e Joseph Galvin
compraram uma empresa chamada Stewart Battery Company, que tinha
ido à falência. Os primeiros produtos fabricados pela Motorola, portanto,
foram eliminadores de bateria, que visavam possibilitar que rádios
domésticos fossem movidos à eletricidade.
Apesar da tecnologia ter se tornado rapidamente obsoleta, a Motorola
ainda foi capaz de revolucionar diversos mercados em ascensão desde a
sua fundação, como rádios para automóveis, em 1930; sistema de
comunicações FM comercial, em 1944; dispositivos móveis voltados para
comunicação pessoal (o precursor do celular), em 1973, além de diversas
outras conquistas.
Em 1969, inclusive, o astronauta Neil Armstrong, durante a Apollo 11,
comunicou-se com a Terra, quando o homem foi à Lua pela primeira vez,
utilizando um aparelho de telecomunicações da Motorola.
Voltando ao AMPS, ele operava na faixa de 800 MHz. Basicamente, as
bandas eram divididas entre canais de 30 kHz, o que é possível graças ao
Frequency Division Multiple Access (FDMA — múltiplo acesso por divisão de
frequência), que reserva uma banda de frequência para cada canal,
podendo ser usado o tempo todo.
Os sinais recebidos de um transmissor cobriam uma área específica,
chamada de célula. Quando um usuário saía dessa célula e passava a
integrar outra, o sinal era transferido sem transição ou interferência. Esse
foi o grande divisor de águas para a tecnologia G e o que possibilitou o
avanço da mobilidade na telefonia.
2G
Enquanto os Estados Unidos (EUA) precisavam de uma melhor
performance, a Europa visava uniformizar os sistemas. Foi assim que a 2ª
geração de telefone móvel passou a utilizar tecnologia digital, deixando a
analógica de lado e permitindo integração com circuitos digitais.
Os EUA, então, criaram os padrões IS-54, IS-136 e IS-95, para aumentar a
capacidade de tráfego. Já a Europa unificou os padrões criando o Global
System for Mobile (GSM — sistema global para celular), que possibilitou a
massificação dos celulares, já que investimentos foram atraídos e os custos
de produção caíram.
O foco do 2G era oferecer telefonia digital móvel aos usuários; então, o
canal de voz foi adaptado para a transferência de bits de dados. Contudo, o
GSM (que se tornou a referência da 2ª geração de internet móvel) pode ser
dividido em 3 fases: na primeira fase, ofereciam-se chamadas de voz, SMS,
dados síncronos e assíncronos, bem como transmissão de pacotes
assíncronos; na segunda, passou-se a oferecer serviços de e-mail,
ampliação no número de usuários (e diminuição da qualidade da voz),
melhora no SMS e serviços de dados para informações gerais (clima e
esportes, por exemplo); já na terceira, iniciou-se a implementação dos
pacotes de dados com altas taxas de transmissão, o famoso GPRS.
GRPS
O General Packet Radio Service (GRPS — padrão de transmissão de rádio
por pacote) foi um ponto de transição entre o 2G e o 3G. Conhecido
também como 2,5G, o funcionamento dele era focado na transferência de
dados. A conexão GRPS tinha uma velocidade de 32 Kbps a 80 Kbps.
EDGE
O Enhanced Data Rates for GSM Evolution (EDGE — transferência de dados
melhorada para a evolução do GSM) funcionava como a evolução do GRPS,
com um sistema de modulação que ampliou a velocidade da internet.
Contudo, não chegou à 3ª geração de internet móvel, sendo considerado
um 2,75G. Apesar da velocidade de rede mais alta, a latência continuava
elevada, como no GRPS, o que tornou lenta a navegação em sites da web. A
capacidade de banda chegava a 384 Kbps.
3G
O Universal Mobile Telecommunications System (UMTS — sistema móvel
de telecomunicações universais) foi a primeira tecnologia que surgiu na 3ª
geração de internet móvel, que começou a ser utilizada no Brasil em 2007,
em planos ofertados pela Claro.
A sua implementação foi baseada no Wideband Code Division Multiple
Access (W-CDMA — acesso múltiplo por divisão de código em banda larga),
um padrão de radiofrequência que possibilitou conexões de até 2 Mbps
para download e upload.
O 3G permitiu a realização de videochamadas, a comunicação via VoIP,
principalmente, e acesso à TV no próprio celular, além do aprimoramento
de envio de e-mails e SMS.
HPSA e HPSA+
O High Speed Packet Access (HPSA — pacote de acesso de alta velocidade)
é o mais recente. Com latência ainda menor e velocidade de internet mais
alta do que no modo de acesso WCDMA, pode ser considerado até mesmo
um 3,5G.
O modelo atualizado, HPSA+, incrementa as taxas de download e upload.
Em 2012, quando começou a ser implementado pela Vivo no Brasil, o limite
máximo dos pacotes chegava a 6 Mbps, mas a velocidade foi incrementada
com o passar do tempo.
4G
Também conhecida como Long Term Evolution (LTE — evolução a longo
prazo), 4G é um dos padrões mais avançados do mercado atualmente.
Diferente das gerações de redes móveis anteriores, o LTE prioriza tráfego
de dados em vez de tráfego de voz, o que torna o 4G mais rápido e estável.
A velocidade de navegação depende da compatibilidade do aparelho
usado, mas pode chegar a 300 Mbps de download e 75 Mbps de upload.
Além disso, a latência também é muito mais baixa em comparação com as
gerações anteriores.
Já o LTE+ evoluiu a ponto de manter uma conexão de rede 4G em
diferentes frequências ao mesmo tempo, o que otimiza a rede e garante
maior velocidade de acesso à internet. O 4G permitiu o avanço de diversas
áreas relacionadas às conexões mobile, como a indústria dos games, os
serviços de streaming e o cloud computing.
A distribuição de rede da 4ª geração de conexões para celular também é
mais eficiente, já que, ao contrário do 3G, os dados empacotados e
transmitidos são enviados com mais velocidade ao consumidor final.
5G
O objetivo do 5G é expandir a rede de conexão móvel para o máximo de
dispositivos possíveis: em vez de focar somente na rede móvel, amplia-se
para carros, eletrodomésticos, telemedicina, agricultura, educação e nas
demais áreas da Internet das Coisas (IoT - Internet of Things).
Utilizando um espectro de onda maior do que as gerações de internet
móvel anteriores, a internet 5G funcionará a partir da adaptação das
antenas já utilizadas, ocupando as frequências entre 600 MHz e 700 MHz, 26
GHz e 28 GHz, 38 GHz e 42 GHz.
A tecnologia de 5ª geração de conexão smartphone 5G conta com uma
latência extremamente baixa. O tempo entre o upload e o download de um
dado será de no máximo 1 milissegundo.
Já em relação à velocidade em números, as estimativas mostram que a
transferência de dados do 5G estará acima dos 10 Gbps.
Em termos de comparação, a rede 4G baixa um filme HD com duração de 1
hora em cerca de 6 horas. Já na internet 5G, um filme de mesma duração é
baixado em 6 segundos.