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Pré Modernismo

No início do século XX, a literatura brasileira era dominada por uma visão elitista e conservadora, com pouca inovação. Autores pré-modernistas como Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato começaram a criticar a realidade social do Brasil, buscando uma literatura mais autêntica e nacional. A obra desses escritores refletia angústia e pessimismo, abordando temas como preconceito e corrupção, e marcando uma transição para uma nova fase na literatura brasileira.

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Pré Modernismo

No início do século XX, a literatura brasileira era dominada por uma visão elitista e conservadora, com pouca inovação. Autores pré-modernistas como Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato começaram a criticar a realidade social do Brasil, buscando uma literatura mais autêntica e nacional. A obra desses escritores refletia angústia e pessimismo, abordando temas como preconceito e corrupção, e marcando uma transição para uma nova fase na literatura brasileira.

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PRÉ-MODERNISMO NO BRASIL

No início do século XX, a literatura brasileira, de modo geral, não apresentava sinais de
renovação. Os movimentos artísticos que agitavam a Europa não repercutiam no ambiente
artístico brasileiro, ainda bastante acanhado. Alguns escritores, porém, contrariavam esse
estado de coisas. Eram os pré-modernistas.

COMO ERA NOSSA LITERATURA:

 A literatura brasileira, nos primeiros anos do século XX, passava longe dos problemas
mais sérios da sociedade brasileira.
 Era encarada apenas como uma forma de entretenimento das elites.
 Nossa poesia era quase toda parnasiana, com sua linguagem artificial e temas repetidos.
 A prosa buscava velhos recursos do Realismo e até do Romantismo.

A DESCOBERTA DE UM OUTRO BRASIL

 No entanto, alguns poucos escritores – Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Lima


Barreto e Graça Aranha – destoaram dos demais e produziram obras que mostravam
uma visão crítica da realidade brasileira. Eles foram então chamados de pré-
modernistas.
 Segundo o crítico Alfredo Bosi: “Creio que se pode chamar de pré-modernista
tudo o que, nas primeiras décadas do século, problematiza a nossa
realidade brasileira.”

UM PAÍS QUE CRESCE COM MUITOS PROBLEMAS

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“O general que nunca viu uma batalha.


O almirante que jamais comandou um navio.
O que faria um apaixonado pela pátria, um
nacionalista, se topasse com pessoas como essas
ocupando o poder?”

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A MARCA DA ANGÚSTIA E DO PESSIMISMO – LINGUAGEM: CIÊNCIA E SÍMBOLOS

“Ah! Um urubu pousou na minha sorte!”

“Eu, filho do carbono e do amoníaco,


Monstro de escuridão e rutilância,”

“A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

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Autores:
PROSA

Euclides da Cunha (1866-1909)


Foi colaborador do jornal O Estado de São Paulo, que , em 1897, enviou-o a Canudos,
povoado no interior da Bahia, para escrever sobre as operações que o Exército estava
realizando com o objetivo de sufocar a rebelião de sertanejos liderada por Antônio Maciel, o
Conselheiro. Euclides da Cunha ficou em Canudos até quase o fim das lutas. Com base nas
pesquisas e reportagens feitas para o jornal, publicou, em 1902, Os Sertões.
A obra causou um grande um grande impacto não só pela exuberância e originalidade
de seu estilo como também pela corajosa crítica às ações do Exército que, obedecendo às
ordens do governo republicano recém-proclamado, massacrou os habitantes de Canudos.

Lima Barreto (1881-19220


Afonso Henriques de Lima Barreto fez uma crítica contundente da sociedade carioca (e,
por extensão, da sociedade brasileira) do início do sec. XX. Denunciou o preconceito racial e a
corrupção das nossas elites e falou com carinho do povo sofrido dos subúrbios, de suas vidas
tristes e sem horizontes.

Monteiro Lobato (1882-1948)


Os princípios estéticos de Lobato ainda possuía características clássicas da língua
portuguesa, mas a visão crítica da realidade brasileira e o nacionalismo lúcido e objetivo
revelam a face moderna de Lobato.
Ele descobriu o homem do interior do Brasil em uma nova dimensão da literatura
brasileira, nacionalizando-a.

POESIA

Augusto dos Anjos (1884-1911)


É um poeta único em nossa literatura. Fez uma poesia formalmente trabalhada, em
linguagem cientificista-naturalista e, ao mesmo tempo marcada por uma vulgaridade incrível.
Pessimismo e angústia em face dos problemas e distúrbios pessoais, as incertezas do novo
século e a ameaça de uma guerra mundial, por isso a presença constante da morte em sua obra;
depois dela a desintegração e os vermes apenas.

Uma atitude comum caracteriza postura literária de autores pré-modernistas, a exemplo


de Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Euclides da Cunha. Pode ela ser
definida como:

A) a necessidade de superar, em termos de um programa definido, as estéticas românticas e


realistas;
B) a pretensão de dar um caráter definitivamente brasileiro à nossa literatura, que julgava
por demais europeizada;
C) uma preocupação com o estudo e com a observação da realidade brasileira;
D) a necessidade de fazer crítica social, já que o Realismo havia sido ineficaz nessa
matéria;
E) o aproveitamento estético no que havia de melhor na herança literária brasileira, desde
suas primeiras manifestações.

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