É uma especialidade olímpica de atletismo que requer
uma combinação de velocidade técnica do atleta que o
pratica.
Os praticantes desta disciplina olímpica, no Brasil são
denominados de triplistas.
O atleta visa atingir a maior distância possível entre a
zona de chamada e a zona de queda, através da
realização de um conjunto de três saltos, de forma
encadeada.
Nos primeiros anos do atletismo moderno, os irlandeses e os
escoceses dominavam esta prova. No salto triplo irlandês, os
três saltos eram executados sobre a mesma perna (esquerda,
esquerda, esquerda ou direita, direita, direita).
Depois, na Alemanha, foi desenvolvido o salto triplo com
passadas que se sucediam (direito, esquerdo, direito ou
esquerdo, direito, esquerdo).
No início dos Jogos Olímpicos modernos (1896) foi
oficializado a sequência de saltos esquerdo-direito ou o
inverso. Esta sequência tem a designação inglesa de “hop, step
and jump”.
Nesta mesma época, a primeira medalha olímpica foi ganha
com um salto de 13.72 metros e nada mudou quanto às
normas.
O Brasil tem seu lugar de destaque na história do salto triplo.
Ademar Ferreira da Silva foi o nosso primeiro grande saltador,
duas vezes campeão olímpico.
Depois veio Nelson Prudêncio, vice-campeão olímpico de
1968, oportunidade em que por alguns minutos, tinha
superado o recorde mundial.
Já o fenomenal João Carlos de Oliveira, nos deu a alegria do
recorde mundial por vários anos.
Apesar de campeão mundial, não teve sorte nas Olimpíadas,
sendo duas vezes medalha de bronze.
Teve sua carreira prematuramente interrompida por um trágico
acidente que lhe roubou a condição de atleta, mas não roubou-
lhe o mais importante: a vida.
O salto triplo, independente da técnica,
possui as seguintes fases: Corrida de
aproximação, três impulsos e a queda.
Valências: coordenação, força e equilíbrio
Estilos da salto
Salto triplo em seus princípios básicos assemelha-se ao
salto em distância, porém bem mais complexo e difícil
de ser treinado.
Este salto se compõe de três partes bem definidas com
características próprias. Consiste em executar, após
uma corrida de impulsão de 35 a 42 metros parecida
com a do salto em distância, três saltos sucessivos
impulsionando-se nos dois primeiros com a mesma
perna e no terceiro com a outra perna.
Assim pode ser: Esquerda, esquerda e direita ou direita,
direita e esquerda.
Tabua de impulsão:
Masculino 13 metros
Feminino 11 metros
A velocidade e a impulsão estão relacionados entre si.
A queda do primeiro é parte integrante da impulsão do
terceiro. Isto é muito importante pois não se pode nunca
executar um primeiro salto ou segundo sem pedir as
consequências desta execução no salto seguinte.
O saltador triplo procura evitar perder o mínimo a velocidade
entre um salto e outro, o que ocorre com certeza.
Os saltos podem, de modo geral, ser caracterizados da
seguinte forma:
Primeiro salto: predomínio da velocidade.
Segundo salto: Equilíbrio entre velocidade e impulsão (ambas
abaixo do máximo).
Terceiro salto: Predomínio da força de impulsão.
DIREITA – DIREITA - ESQUERDA
ESQUERDA – ESQUERDA - DIREITA
O poder de salto deve ser desenvolvido em ambas as pernas.
A técnica do salto triplo se sujeita à velocidade e à potência.
Para estudar o salto triplo dividiremos em fases, sendo:
- A corrida;
- Os saltos: primeiro, segundo e terceiro;
- A queda.
É muito parecida com a corrida do salto em Distância.
A principal diferença está na execução dos passos, sendo
caracterizados pelo menor tamanho do penúltimo passo
comparando como salto em distância. Isto evita perda de
velocidade durante a impulsão.
O salto em distância necessita desta velocidade mas ela
pode ser obtida durante o último passo, o que não seria
indicado no salto triplo (preocupação do equilíbrio após o
primeiro salto).
Esta fase é muito parecida com a do salto em distância.
A diferença está na posição do corpo, mais erguida.
A inclinação do corpo para trás no momento de apoiar
o pé de impulsão não é tão acentuada, pois o atleta não
visa saltar muito no 1º salto.
É o mais baixo dos três, com ângulo de saída aproximado de 160º.
No final da impulsão o tronco está um pouco mais inclinado para a
frente do que no salto em extensão.
Durante esta fase o atleta prepara a queda sobre a mesma perna de
impulsão. Para isso ele fará uma “tesoura” muito rápida.
A movimentação:
A perna livre vai para cima e logo após para baixo e atrás com a
finalidade de participar da impulsão do salto seguinte.
A perna de impulsão se flexiona com o calcanhar junto com as
nádegas, em seguida é levada à frente e se estende para tomar contato
com o solo.
O tronco permanece na vertical, com os braços fazendo movimento de
equilíbrio.
O pé toca o solo de “chapa” e a perna se flexiona para amortecer o
impacto.
Há uma chamada rápida através da extensão das
articulações, joelho e quadril.
Elevação da coxa do membro inferior livre até à
posição horizontal.
Preparação para o JUMP através da extensão do
membro inferior livre para a frente e para baixo.
O que especificamos para o primeiro salto, serve
também basicamente para o segundo.
É o mais curto, dos três realizados, sob condições de
maiores dificuldades, já que uma mesma perna tem que
absorver o impacto do peso do atleta e lhe imprimir
uma nova aceleração (a pressão em saltos de mais de
16 metros é seis vezes superior ao peso do atleta).
É um verdadeiro salto em extensão. A movimentação é
parecida com a de um salto em extensão, geralmente
grupado.
A execução deste salto é feita em condições muito
precárias, pois a velocidade foi em muito anulada
devido aos saltos anteriores.
O ângulo de impulsão é muito elevado já que o atleta
utiliza neste salto quase que exclusivamente a sua
potência.
A queda na caixa de areia ocorre com os pés
paralelos.
O corpo toca o solo em uma trajetória alinhada aos
membros inferiores.
Após o salto, o atleta deve deixar a caixa de areia
pela frente ou pela lateral, sempre mais a frente do
que a marca deixada na areia.
As Regras 29 e 30 das Regras Técnicas aplicam-se ao
Salto Triplo com as seguintes variações:
31.1 O salto triplo deve consistir de um salto com
impulsão em um pé, uma passada e um salto, nessa
ordem.
31.2 A passada deve ser com o mesmo pé com o qual
o Atleta realizou a impulsão; na sequência, a terceira
fase do salto deverá ser com o outro pé, com o qual o
salto será realizado. Ou seja, a sequência dos toques
poderia ser “pé direito - pé direito - pé esquerdo” ou
“pé esquerdo - pé esquerdo - pé direito”.
Não será considerado falha se, durante uma tentativa,
um Atleta, tocar o solo com a perna "passiva"
31.3 A distância entre a linha de impulsão para
homens e a extremidade mais distante da área de
queda deve ser de pelo menos 21 m.
31.4 Quando necessário para o nível da competição,
deve haver uma tábua de impulsão separada para
homens e mulheres. A linha de impulsão não deve
ser inferior a 13 m para homens e 11 m para
mulheres na extremidade mais próxima da área de
queda. Para qualquer outra competição, essa
distância deve ser apropriada para o nível da
competição.
31.5 Entre a tábua de impulsão e a área de queda,
para a realização das fases de passada e salto, deve
haver uma área de impulsão de 1,22 m ± 1 cm de
largura, proporcionando uma base firme e uniforme.
Brincadeiras de salto em um pé só
Amarelinhas adaptadas
Saltos com ampliação das distâncias das
passadas
Atividades coordenativas
Utilizar materiais auxiliares como Steps,
bancos, cones e arcos afim de estimular e
melhorar a técnica de salto.
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