Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
DPOC
DRA. MARIANA GONÇALVES DE ARAÚJO
MÉDICA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
RQE: 219007
OBJETIVOS:
1. Definição
2. Epidemiologia
3. Fatores de Risco
4. Patogênese
5. Exame Físico
6. Manifestações Clínicas
7. Exacerbação da DPOC
8. Classificação
9. Diagnóstico
10. Tratamento
DEFINIÇÃO
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade
respiratória prevenível e tratável, que se caracteriza pela presença de
obstrução crônica do fluxo aéreo, que não é totalmente reversível.
A obstrução do fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a
uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de
partículas ou gases tóxicos, causada primariamente pelo tabagismo.
Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz
consequências sistêmicas significativas.
EPIDEMIOLOGIA
-Adultos mais velhos
• 5ª ou 6ª década de vida
-Sexo masculino
• Devido à maior prevalência
de tabagismo nos homens
-Carga tabágica > 20 a.m.
FATORES DE RISCO
AMBIENTAIS INDIVIDUAIS
TABAGISMO
GENÉTICA (deficiência de alfa-1-
antitripsina)
EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS
ASMA E HIPERREATIVIDADE BRÔNQUICA
POLUIÇÃO DO AR EXTERNO
INFECÇÕES DE REPETIÇÃO
EXPOSIÇÃO À QUEIMA DE BIOMASSA
PATOGÊNESE
EXPOSIÇÃO
CARGA GENÉTICA TEMPO DE LESÃO
AMBIENTAL
PATOGÊNESE
DPOC é uma condição heterogênea
que acomete vias aéreas (bronquite
crônica e bronquiolite), parênquima
pulmonar (enfisema pulmonar) e
vasculatura pulmonar.
PATOGÊNESE
BRONQUITE E BRONQUIOLITE -
VIAS AÉREAS
Edema e fibrose das vias
aéreas distais;
Espessamento da parede
brônquica;
Diminuição de lúmen.
Infiltração de macrófagos e
linfócitos CD8.
PATOGÊNESE
ENFISEMA PULMAR - PARÊNQUIMA
PULMONAR
In
fermenee litten tit
Redução do tecido elástico de
sustentação da parede brônquica;
Obstrução crônica das vias aéreas
distais;
Diminuição de septos alveolares;
Alargamento dos espaços aéreos
distais aos bronquíolos.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
TOSSE CRÔNICA USO DA MUSCULATURA ACESSÓRIA
SECREÇÃO CAQUEXIA
DISPNEIA ORTOPNEIA
SIBILOS CIANOSE
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
EXAME FÍSICO
INSPEÇÃO: Expansibilidade torácica diminuída, elasticidade diminuída, uso da
musculatura acessória e tiragem intercostal. Tempo expiratório prolongado, tórax em
tonel ou barril, fenômeno de Litten diminuído.
PALPAÇÃO: Frêmito toracovocal (FTV) difusamente diminuído.
PERCUSSÃO: Normal no início da doença e hipersonoridade pulmonar com a doença
em progressão.
AUSCULTA: MV diminuído, pode apresentar presença de roncos, sibilos e/ou estertores
SINAIS CARDIOVASCULARES: Turgência de jugular (cor pulmonale), hipofonese de
bulhas (enfisematosos).
EXACERBAÇÃO DA DPOC
PARTE DO CURSO NATURAL DA DOENÇA;
PIORA DOS SINTOMAS HABITUAIS;
A B
2 OU MAIS FATORES: aumento da dispneia,
aumento da expectoração, aumento da
E
purulência do escarro.
FATORES DE RISCO: Idade avançada, tosse com expectoração,
espirometria comprometida, comorbidades (Ex: DRGE...).
DIAGNÓSTICO
-> DIAGNÓSTICO COM BASE NA HISTÓRIA CLÍNICA:
DISPNEIA AOS ESFORÇOS;
EVOLUÇÃO INSIDIOSA E PROGRESSIVA;
·
ORTOPNEIA, DPN - piora da mecânica diafragmática; CYF
TOSSE.
NA PRESENÇA DESTES FATORES ACIMA SOLICITAR
ESPIROMETRIA PARA FUNDAMENTAR DIAGNÓSTICO;
EXAMES LABORATORIAIS DE ROTINA NÃO SÃO NECESSÁRIOS
PARA DIAGNÓSTICO INICIAL DE DPOC.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO GRAU DE
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA (VEF1)
2301503804
LEVE
MODERADO
SEVERO
GRAVE
CLASSIFICAÇÃO DOS PACIENTES EM
GRUPOS: A, B OU E
CLASSIFICA-SE COM BASE NO NÚMERO DE EXACERBAÇÕES + USO DE
ESCALAS (ESCALA DA DISPNEIA - MMRC ou CAT) !!!
ESCALA DE DISPNEIA (MMRC)
CAT
CLASSIFICAÇÃO DOS PACIENTES EM A-B-E
TRATAMENTO
LABA - Beta agonista de longa duração - EX: Formoterol;
LAMA - Antagonistas muscarínicos de longa duração - EX: Tiotrópio;
ICS - Corticoide inalatório
OBRIGADA!