Pdfs Estrategia Matematica
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Progressões-ENEM
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Documento última vez atualizado em 07/11/2024 às 13:55.
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Índice
5.1) Sequências 3
5.5) Questões ✅ 50
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Sequências
→ Lei de formação
Assim como as funções introduzidas na primeira aula, as sequências também são relações entre
conjuntos.
an = n + 2
n an
n=1 a1 =1+2 =3
n=2 a2 =2+2 =4
n=3 a3
=3+2 =5
n=4 a4 =4+2 =6
Podemos dizer que todos os elementos do conjunto de partida ( n ) são relacionados com
Além disso, essa relação não pode ser para com mais de um elemento do conjunto de chegada.
Os elementos que “recebem” essa relação dos elementos do conjunto de partida compõem um
subconjunto, que chamaremos de termos de uma sequência.
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O número de termos de uma sequência numérica será expresso por “n” e a posição em que o
termo se encontra dentro da sequência, por an .
n an
Enˊesimo Termo [1]
n=1 a1 =1+2 =3 Primeiro termo
n=2
a2
=2+2 =4
Segundo termo
[1] Note que o termo de posição , qual seja , será chamado de enésimo termo, n-ésimo termo,
ou ainda, último termo.
Neste curso e na maioria dos vestibulares, o conjunto de partida é considerado o conjunto dos
números naturais sem o zero N∗ , o termo um é o termo inicial.
Veja mais um exemplo que servirá de guia para nossa aula de sequências e séries numéricas.
Neste diagrama, consideramos uma sequência A cujo conjunto de partida tem 5 elementos.
Nas sequências, esses elementos também são chamados termos. Esse número de elementos,
ou termos, varia de sequência para sequência, como você verá ao longo desta aula.
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Algumas sequências são bem conhecidas, por suas regras, saber reconhecê-las será de
extrema importância para sua prova:
Progressão Aritmética
Progressão geométrica
Progressão Harmônica
Sequências de Fibonacci
Há, ainda, mais dois modos que veremos em seguida: expressar cada termo por meio de uma
fórmula de recorrência ou em função de sua posição (fórmula do termo geral).
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Para definir uma sequência por meio da fórmula de recorrência precisamos de duas
informações:
Com base no que já aprendemos até aqui, podemos enunciar um exemplo de fórmula de
recorrência, quando se sabe que o primeiro termo é igual a 3.
Poderíamos continuar com essa regra indefinidamente, pois temos uma sequência sem
indicação de final, ou seja, infinita. Vamos explicitar os primeiros termos da sequência A e
indicar sua continuidade por meio das reticências.
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bn = bn−1 + n² se n ≥ 2 .
Resposta:
B=
(1, 5, 14, 30, …)
+ 𝑛² 𝑠𝑒 𝑛 ≥ 2.
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Solução
Resposta
𝐵 = (1,5,14,30,...)
Considere a sequência (a🇳 ) = (2, 3, 1, - 2, ...), n ∈ IN*, com 70 termos, cuja fórmula de
recorrência é:
A) 1
B) 2
C) -1
D) -2
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Solução
Gabarito: D) -2
GABARITO: ALTERNATIVA D.
Analisando a lei de formação dessa sequência, percebemos que cada termo é resultado
da diferença entre os seus dois antecessores. Por exemplo:
𝒂₃ = 𝒂₂ −𝒂₁ = 𝟑 − 𝟐 = 𝟏
𝒂₄ = 𝒂₃ −𝒂₂ = 𝟏 − 𝟑 = − 𝟐
𝒂₅ = 𝒂₄−𝒂₃ = −𝟐 − 𝟏 = − 𝟑
𝒂₆ = 𝒂₅ − 𝒂₄ = − 𝟑 − (−𝟐) = −𝟏
𝒂₇ = 𝒂₆ − 𝒂₅ = − 𝟏 − (−𝟑) = 𝟐
Após esse ciclo se repetir por 11 vezes, chegando ao 66º termo, terá início um novo ciclo,
sendo:
𝒂₆₇ = 𝟐
𝒂₆₈ = 𝟑
𝒂₆₉ = 𝟏
𝒂₇₀ = −𝟐
Imagine que eu te pergunte o centésimo quarto termo da sequência anterior. Do modo como
ela foi definida, teríamos que calcular termo a termo até o centésimo quarto!
Exatamente para evitar esse tipo de problema, algumas sequências podem ser definidas com
seus termos em função da posição que ocupam. O que facilitará nossa vida.
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Perceba que, ao calcularmos um termo, seus antecessores não são necessários como na
fórmula de recorrência. Poderíamos, tranquilamente, calcular o centésimo quarto termo da
sequência sem ter que calcular um antecessor sequer.
Vamos de questão!
O primeiro quadrado da sequência tem lado medindo 1 cm, o segundo quadrado tem lado
medindo 2 cm, o terceiro quadrado tem lado medindo 3 cm e assim por adiante. O
objetivo do trabalho é identificar em quanto a área de cada quadrado da sequência
excede a área do quadrado anterior. A área do quadrado que ocupa a posição n, na
sequência, foi representada por
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A) 2n − 1
B) 2n + 1
C) −2n + 1
D) (n − 1)²
E) n² − 1
Solução
Gabarito: A) 2n − 1
GABARITO: ALTERNATIVA A.
Ou seja, sempre que quisermos o valor do termo (𝐴𝑛), devemos elevar seu lado ao
quadrado.
Gabarito: "A".
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Uma progressão aritmética (PA) é uma sequência na qual os números aumentam (ou
diminuem) na mesma quantidade a cada termo, a partir do segundo. Veja alguns exemplos:
na sequência 15, 10, 5, 0, −5, … basta subtrair 5 para obter o próximo termo.
A = (6, …)
Para encontrar o segundo termo, basta somarmos a razão ao anterior. Para encontrar o
terceiro, basta somar a razão ao segundo termo... e assim por diante.
a1 = 2 e r = 5
( 2, 7 , 12, 17 …)
+5
a1 = 3 e r = 0
( 3, 3 , 3, 3 …)
+0
a1 = 1 e r = −2
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−2
a1 = 7 e r = 0, 5
(7; 7, 5; 8; 8, 5 …)
+0,5
a1 = 0 e r = π
(0, π , 2π, 3π …)
+π
A partir da característica da PA, acabamos, mesmo que mentalmente, fazendo uma fórmula de
recorrência, onde, explicitando em termos matemáticos, temos:
an = an−1 + r
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Se isolarmos a razão, na expressão acima, veremos que, para calcular a razão de uma
progressão aritmética, basta subtrairmos qualquer termo pelo termo imediatamente anterior.
r = an − an−1
Além de deve ser capaz de reconhecer e continuar uma PA, devemos saber calcular qualquer
termo pedido pela questão.
Vamos usar essa fórmula de recorrência para gerar uma fórmula do termo geral para uma PA
genérica.
a1 = a
a2 = a1 + r
a3 = a1 + 2r
a4 = a1 + 3r
a5 = a1 + 4r
Perceba que o coeficiente de r é sempre uma unidade menor que a posição do termo.
an = a1 + (n − 1) ⋅ r
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Exemplo) Obtenha o primeiro termo de uma PA cuja razão é 𝑟=2 e o 23º termo é a23 = 50 .
Vamos lá!
O exercício não traz nem a característica da PA, nem a fórmula de recorrência. Apenas
apresenta a razão e o vigésimo terceiro termo.
No entanto, esse trabalho é um tanto enfadonho e pouco eficiente. Certamente não seria o
método indicado em uma prova de vestibular por causa do tempo curto.
A fórmula do termo geral da PA pode fazer a relação entre o termo e sua posição,
necessitando apenas do primeiro termo a1 e da razão r .
Desse modo, vamos aplicar os dados do problema à fórmula do termo geral da PA, para
a23 = 50 e r = 2 :
an = a1 + (n − 1) ⋅ r
a23 = a1 + (23 − 1) ⋅ r
50 = a1 + (23 − 1) ⋅ 2
50 = a1 + 22 ⋅ 2
50 = a1 + 44
50 − 44 = a1
6 = a1
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No Brasil, o tempo necessário para um estudante realizar sua formação até a diplomação
em um curso superior, considerando os 9 anos de ensino fundamental, os 3 anos do
ensino médio e os 4 anos de graduação (tempo médio), é de 16 anos. No entanto, a
realidade dos brasileiros mostra que o tempo médio de estudo de pessoas acima de 14
anos é ainda muito pequeno, conforme apresentado na tabela.
Considere que o incremento no tempo de estudo, a cada período, para essas pessoas, se
mantenha constante até o ano 2050, e que se pretenda chegar ao patamar de 70% do
tempo necessário à obtenção do curso superior dado anteriormente.
A) 2018.
B) 2023.
C) 2031.
D) 2035.
E) 2043.
Solução
Gabarito: D) 2035.
GABARITO: ALTERNATIVA D
Dessa forma:
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Então, o ano 2007 será o nosso primeiro termo, cujo tempo de estudo é 7 anos
Utilizando o termo geral da PA, podemos descobrir quantos termos temos na progressão,
até atingirmos o valor final de 11,6 anos.
Assim, como se passam 4 anos, a cada termo, multiplicamos o resultado acima por 4:
7 × 4 = 28 𝑎𝑛𝑜𝑠
2007 + 28 = 2035
Imagine a trabalheira que daria calcular a soma dos 100 primeiros números naturais, a partir
do 1.
Essa foi a tarefa que um professor passou para seus alunos, em meados do século XVIII.
O que o professor não contava era que Gauss, um dos maiores matemáticos que já existiram,
era uma das crianças presentes.
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Gauss viveu entre 1777 e 1855. É por muitos considerado o maior gênio
matemático de todos os tempos, razão pela qual também é conhecido como
o Príncipe da Matemática.
Em poucos minutos, Gauss observou que se somasse o primeiro número com o último, 1 +
100, obtinha 101.
Somando o terceiro número com o antepenúltimo, 3 + 98, o resultado também era 101
Logo, concluiu: as somas dos termos equidistantes do termo central será constante. O que
daria 50 somas iguais, somando os 100 termos, 2 a dois.
Felizmente, uma progressão aritmética, pode ter sua soma calculada mais rapidamente.
Vejamos.
Sn = a1 + a2 + a3 + ⋯ + an−2 + an−1 + an
Onde
an−2 = antepenu
ˊ ltimo termo a ser somado
an−1 = penu ˊ ltimo termo a ser somado
an = u
ˊ ltimo termo a ser somado
Caso escrevêssemos a soma com as parcelas alternadas, do último termo para o primeiro, a
soma seria a mesma.
n
Essa soma será feita vezes, pois estamos somando de dois em dois termos.
2
(a1 + an ) ⋅ n
Sn =
2
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(1, 2, 3, 4, … , 100)
Onde:
a1 = 1
r =2−1 =1
an = a100 = 100
n = 100
(a1 + an ) ⋅ n
Sn =
2
2
(1 + 100) ⋅ 100
S100 =
2
S100 = 101 ⋅ 50
S100 = 5.050
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Sabendo que 1 m² equivale a 10000 cm² e que a sequência é constituída por 100
retângulos, a figura formada tem área igual a
A) 2,5 m².
B) 4 m².
C) 5 m².
D) 2 m².
E) 4,5 m².
Solução
Gabarito: D) 2 m².
GABARITO: ALTERNATIVA D
Pela figura, podemos perceber que há um padrão de crescimento na área a cada nível
que descemos.
Para explicitar esse padrão, vamos calcular a área de alguns desses retângulos,
lembrando que todos têm altura igual a 1 𝑐𝑚. Para padronização, consideraremos o
primeiro retângulo como o do topo da estrutura e seguimos contando de cima para
baixo.
Como é a área que nos interessa na questão, façamos uma sequência com esses valores.
Perceba que lidamos com uma sequência do tipo PA, cuja razão é 𝑟 = 6 − 2 = 4 e
primeiro termo 𝑎₁ = 2.
“... a sequência é constituída por 100 retângulos, a figura formada tem área igual a...”
Perceba que o enunciado pede a área da figura formada, ou seja, a área total, a área
formada por todos os retângulos. Traduzindo para a linguagem das sequências, o
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Como vamos precisar de 𝑎ₙ = 𝑎₁₀₀ vamos nos adiantar e calculá-lo com o auxílio da
fórmula do termo geral da PA.
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Na hora da prova, você poderia marcar a alternativa d) e correr para a próxima questão.
Como estamos estudando, vamos gastar mais um minutinho e entender essa
transformação, até porque não são todas as questões que “entregam o jogo” tão
facilmente.
Muitos alunos gostam de fazer essas transformações utilizando a “regra de três”. Se você
é desses e esse método é prático para você, continue. Se você não tem tanta prática
com a “regra de três”, vou apresentar a você outro método.
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Pois bem, saiba que, quando temos termos em Progressão Aritmética, o termo do meio
apresenta a seguinte característica:
(a1 , a2 , a3 ) → P A
a1 + a3
a2 =
2
Podemos escrever essa fórmula para quaisquer termos, desde que haja um deles como
elemento central, equidistante dos outros das extremidades.
an−p + an+p
an =
2
Onde an−p e an+p representam termos que estão a uma distância de p termos, em relação ao
TOME NOTA! Aqui o mais importante não é decorar essas fórmulas, mas entender que,
dados dois termos equidistantes ao termo central, em uma PA, o termo do meio é a média
aritmética entre dois termos equidistantes.
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A equidistância entre os termos significa que os termos que possuem a mesma distância para o
"termo central" da PA terão uma soma constante (vimos isso na soma dos termos desenvolvida
por Gauss).
Então, a média aritmética se mantém, quando usamos o primeiro e o último, mas também
quando usamos o segundo termo e o penúltimo, ou ainda o terceiro termo e o antepenúltimo,
e assim por diante...
Em uma PA de termos finitos, a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à
soma dos extremos.
Se (𝑎₁, 𝑎₂, … , 𝑎₁₃) é uma progressão aritmética (PA) cuja soma dos termos é 78, então 𝑎₇
é igual a
A) 6.
B) 7.
C) 8.
D) 9.
Solução
Gabarito: A) 6.
GABARITO: ALTERNATIVA A.
(𝛼₁.𝛼₂,𝛼₃,𝛼₄,𝛼₅,𝛼₆,𝛼₇,𝛼₈,𝛼₉,𝛼₁₀,𝛼₁₁,𝛼₁₂,𝛼₁₃,)
Note que, desses 13termos, o termo central é, justamente, o que a questão nos pede o
valor: 𝛼₇.
Vamos aos dados. O enunciado nos diz que a soma desses 13 termos é igual a 78.
Explicitemos essa informação na fórmula da soma de 𝑛termos da PA.
𝑆𝑛=((𝛼₁+𝑎𝑛)∙𝑛)/2
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𝑆₁₃=((𝛼₁+𝛼₁₃)∙13)/2=78
((𝛼₁+𝛼₁₃)∙13)/2=78
𝛼₁+𝛼₁₃=(78∙2)/13
𝛼₁+𝛼₁₃=(2∙3∙13∙2)/13
𝛼₁+𝛼₁₃=2∙3∙2
𝛼₁+𝛼₁₃=12
Dessa forma, se
𝛼₁+𝛼₁₃=12
e essa soma é, exatamente, a soma do primeiro com o último termo da sequência, ela
deve ser equivalente ao dobro do termo central 𝛼₇.
𝛼₁+𝛼₁₃=12
2𝛼₇=12
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(2𝛼₇/2)=(12/2)
𝛼₇=6
Solução
Pela propriedade da média aritmética, temos que:
Dessa forma:
Logo 𝑥 = 4.
Veremos nas resoluções de exercícios que algumas progressões aritméticas terão seus
cálculos simplificados, se entendermos seus termos como as expressões algébricas a seguir.
- PA de três termos
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Quando estivermos diante de uma PA de três termos é muito comum e prático utilizarmos a
seguinte notação:
(a1 ; a2 ; a3 ) → (x − r, x, x + r)
Onde x é uma variável auxiliar, adotada para o valor do termo central e r é a razão da PA.
- PA de quatro termos
Quando estivermos diante de uma PA de quatro termos é muito comum e prático utilizarmos a
seguinte notação:
Acredite, isso facilitará a sua vida. Lembre-se de que y é a metade da razão da PA.
r
y=
2
- PA de cinco termos
Quando estivermos diante de uma PA de cinco termos é muito prático utilizarmos a seguinte
notação:
Onde x é uma variável auxiliar, utilizada para o termo central e r é a razão da PA.
Vamos de questão!
Em uma corrida entre quatro cavalos, o tempo de percurso de cada um, em minutos,
formou uma progressão aritmética. Sabendo que o produto entre os tempos do primeiro e
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último colocados foi igual a 45 e o produto dos tempos dos competidores restantes igual
a 77, a soma das marcas dos cavalos, em minutos, foi igual a
A) 32
B) 33
C) 34
D) 35
E) 36
Solução
Gabarito: E) 36
GABARITO: ALTERNATIVA E.
Vamos chamar cada tempo (marca) dos cavalos pela definição genérica de uma PA de
quatro termos:
Assim:
(𝑥−3y)⋅(𝑥+3y)=45
𝑥²−9y²=45
E:
(𝑥−y)⋅(𝑥+y)=77
𝑥²−y²=77
45 + 9y² − y² = 77
8y² = 77 − 45
8y² = 32
y² = 4
y = ±2
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𝑥² − y² = 77
𝑥² − (±2)² = 77
𝑥² = 77 + 4
𝑥² = 81
𝑥 = ±9
(𝑥−3y, 𝑥−y, 𝑥+y, 𝑥+3y) ↔ (9−6; 9−2; 9+2; 9+6) ↔ (3; 7; 11; 15)
A Progressão Geométrica (PG) também é uma sequência que aparece muito no vestibular.
Sua característica de formação é: dado um termo inicial, cada próximo termo é dado pelo
produto do termo imediatamente anterior por uma razão q.
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Vamos escrever, então, essa característica como uma fórmula de recorrência para a PG.
Podemos isolar a razão q e, assim, teremos uma fórmula que nos permite encontrá-la dividindo-
se qualquer termo pelo termo imediatamente anterior a ele:
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Novamente, temos uma relação entre a posição e a potência de q. A potência é sempre uma
unidade menor que a posição n.
E assim, por diante, de tal forma que o índice do termo que você possui somado ao expoente
da razão resulte no termo desejado.
Com ela, podemos calcular diretamente qualquer termo da PG conhecendo apenas o primeiro
termo e a razão.
Vamos de exercício!
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O engenheiro agrônomo Maycon de Oliveira mostra uma das árvores, um fumo-bravo, que
ele e sua equipe plantaram em novembro de 2009. Nesse tempo, a árvore cresceu – está
com quase 2,5 metros –, floresceu, frutificou e lançou sementes que germinaram e
formaram descendentes [...] perto da árvore principal. O fumo-bravo [...] é uma espécie de
árvore pioneira, que cresce rapidamente, fazendo sombra para as espécies de árvores de
crescimento mais lento, mas de vida mais longa.
Considerando que a referida árvore foi plantada em 1º de novembro de 2009 com uma
altura de 1 dm e que em 31 de outubro de 2011 sua altura era de 2,5 m e admitindo ainda
que suas alturas, ao final de cada ano de plantio, nesta fase de crescimento, formem
uma progressão geométrica, a razão deste crescimento, no período de dois anos, foi de
A) 0,5
B) 5 × 10 ⁻¹ˡ²
C) 5
D) 5 × 10 ¹ˡ²
E) 50
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Solução
Gabarito: C) 5
GABARITO: ALTERNATIVA C
Fazendo uma tabela com os dados do problema, temos uma Progressão Geométrica:
No contexto, não faz sentido um crescimento negativo, portanto, podemos concluir que 𝑞
= 5.
A progressão geométrica (a₁, a₂, a₃, ...) tem primeiro termo a₁ = ⅜ e razão 5. A progressão
geométrica (b₁, b₂, b₃, ...) tem razão 5⁄2 . Se a₅ = b₄, então b₁ é igual a
A) 25⁄4
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5. Progressões-ENEM
B) 5
C) 3⁄20
D) 15
E) 9⁄2
Solução
Gabarito: D) 15
GABARITO: ALTERNATIVA D
𝑎₅ = 𝑎₁ ∙ 𝑞⁴
Portanto,
O valor de 𝑏₁ é:
𝑏₄ = 𝑏₁ ∙ 𝑞³
125𝑏₁ = 1875
Gabarito: D
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Dois anos atrás certo carro valia 𝑅$ 50.000,00 e atualmente vale 𝑅$ 32.000,00. Supondo
que o valor do carro decresça a uma taxa anual constante, daqui a um ano o valor do
carro será igual a
A) 𝑅$ 25.600,00.
B) 𝑅$ 24.400,00.
C) 𝑅$ 23.000,00.
D) 𝑅$ 18.000,00.
Solução
Gabarito: A) 𝑅$ 25.600,00.
GABARITO: ALTERNATIVA A.
podemos comparar essa progressão de valores a uma PG cujo primeiro termo é o valor
do veículo há dois anos.
(𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 ℎá 𝑑𝑜ⅈ𝑠 𝑎𝑛𝑜𝑠, 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑛𝑜 𝑎𝑛𝑜 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑑𝑜, 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑛𝑜 𝑎𝑛𝑜 𝑎𝑡𝑢𝑎𝑙, 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑛𝑜 𝑝𝑟ó𝑥ⅈ𝑚𝑜
𝑎𝑛𝑜,...)
De
𝑎₁=50.000
𝑎₃=𝑎₁∙𝑞²=32.000
𝑎₃=𝑎₁∙𝑞²=32.000
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50.000∙𝑞²=32.000
(50.000/50.000)∙𝑞²=(32.000/50.000)
𝑞²=32/50
𝑞²=32/50=(2∙2∙2∙2∙2)/(2∙5∙5)
𝑞²=(2∙2∙2∙2)/(5∙5)=16/25
√(𝑞²)=√(16/25)
|𝑞|=4/5
𝑞=±4/5
Como estamos analisando o preço de mercado de um veículo, não faz sentido a razão ser
negativa. Os preços dos veículos não alternam entre positivo e negativo ano a ano, não
é?
𝑞=+4/5
O enunciado pede
Em nossa sequência
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5. Progressões-ENEM
𝑎₄=𝑎₁∙𝑞³.
Como sabemos
𝑎₁=50.000
𝑞=+4/5,
𝑎₄=𝑎1∙𝑞³
𝑎₄=50.000∙(4/5)³
𝑎₄=50.000∙((4)³/(5)³)
50.000=5∙5∙5∙400
𝑎₄=5∙5∙5∙400∙((4)³/(5)³)
𝑎₄=400∙4³
𝑎₄=400∙4³
𝑎₄=25.600
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5. Progressões-ENEM
Vamos imaginar uma progressão geométrica finita, com “n” termos. Sua representação será
dada por
(a1 ; a2 ; a3 ⋯ an−1 ; an )
Sn = a1 + a2 + a3 + ⋯ + an−1 + an
Essa soma seria bem trabalhosa também, porém realizando algumas manipulações algébricas,
podemos descobrir uma fórmula prática para a soma de termos de uma PG. Com intuito de
ser mais objetivo, não irei colocar a demonstração da fórmula, pois o mais importante para a
prova é conhecê-la e aplicá-la.
Assim, temos uma equação que nos dá a soma de n termos de uma PG, conhecendo o
primeiro termo a1 e a razão q .
Uma regra prática para exercícios é utilizar essa fórmula somente quando conhecemos a
quantidade de termos dos quais queremos extrair a soma, ou seja, uma PG finita.
Um marceneiro recebeu uma encomenda para fabricar ripas de madeira que suportarão
porta-retratos em uma exposição. Essas ripas terão exatamente o comprimento das
diagonais dos retratos quadrados de diferentes tamanhos. O menor deles tem 3 cm de
aresta, enquanto os demais vão crescendo em tamanho, sendo que as medidas de suas
diagonais estão em progressão geométrica. Sabendo que são 18 obras nessa coleção e
que o segundo menor retrato tem uma diagonal medindo 6 cm, o comprimento linear de
ripas de madeira que esse marceneiro utilizará para concluir o trabalho é, em cm, igual a:
A) 1536 (√2−1)
5. Progressões-ENEM 38/53
5. Progressões-ENEM
B) 1533 (√2+2)
C) 1533 (√2−1)
D) 1536 (√2+2)
E) 1536 (√2−2)
Solução
GABARITO: ALTERNATIVA B
Como o primeiro quadrado tem lado 3 cm, sua diagonal mede 3√2 cm. Com isso, temos a
PG (3√2, 6, … ).
Razão da PG:
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5. Progressões-ENEM
A PG possui uma peculiaridade que a PA não possui. Quando a PG apresenta razão entre zero
e um, um fenômeno interessante acontece.
Você e alguém próximo estão apostando uma corrida. Como a pessoa que você está
enfrentando é, notoriamente, um pouco mais lenta que você, a ela foi concedida a vantagem
de iniciar a corrida exatamente à sua frente.
A cada segundo que passa, você reduz a distância entre vocês pela metade.
Aí, pergunto: algum dia você a alcançará ou a distância entre vocês sempre existirá por toda a
eternidade? Você tem alguma chance de ganhar essa corrida?
Vamos expressar a sequência das distâncias entre vocês a cada segundo de corrida por meio
1
de uma PG com termo inicial a1 = 1 e razão q =
2 .
Ao utilizarmos a fórmula da soma dos n primeiros termos, quanto mais termos utilizarmos,
encontraremos cada vez mais um valor muito próximo a 2, qual seja
S20 ≅ 1, 999998m
Então podemos perceber que essa soma tende a 2, a medida em que aumento a quantidade de
termos que estamos somando na PG dada.
Esse número nunca chega a 2. Dois é o limite da soma, quando a quantidade de termos tende
ao infinito.
Com essa ideia, podemos desprezar alguns dados e chegar numa fórmula mais enxuta, para
definir o limite da soma, para uma PG de infinitos termos e 0<q <1:
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Deste ponto em diante, podemos utilizar essa fórmula sempre que precisarmos somar infinitos
temos de uma PG.
1
Tínhamos uma PG com primeiro termo a1 = 1 e razão q = 2 .
Assim,
Ou seja, você alcançará a pessoa com a qual aposta a corrida na posição de 2m.
Uma regra prática para exercícios é utilizar essa fórmula somente para os infinitos termos
de uma PG, dos quais queremos extrair a soma, ou seja, uma PG infinita, cuja razão esteja
entre 0 e 1.
...= 24 é igual a:
A) 12
B) 14
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C) 16
D) 18
E) 20
Solução
Gabarito: C) 16
GABARITO: ALTERNATIVA C
Temos uma soma dos termos de uma progressão geométrica infinita, em que o resultado
é 24.
Não é tão famosa quanto a média aritmética, pois não utilizamos médias geométricas para
calcular nossas médias nas provas.
No entanto, a média geométrica tem muitas aplicações nas ciências, além de ser muito útil na
resolução dos exercícios de PG no vestibular.
A média geométrica MG entre termos, digamos a e b é a raiz quadrada do produto entre eles.
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Para uma redação alternativa, com termos positivos, podemos elevar ambos os membros da
equação ao quadrado e chegar numa outra expressão:
Como fizemos para a PA, podemos expandir a mesma ideia para quaisquer 2 termos
equidistantes que tenham um termo central e que estejam em uma PG.
A ideia da média geométrica com termos de uma PG é mais importante que decorar a fórmula.
1) PG de três termos
Quando estivermos diante de uma PG de três termos é muito prático utilizarmos a seguinte
notação:
Onde x é uma variável auxiliar, adotada para o valor do termo central e q é a razão da PG.
2) PG de quatro termos
Quando estivermos diante de uma PG de quatro termos é muito comum e prático utilizarmos a
seguinte notação:
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3) PG de cinco termos
Quando estivermos diante de uma PG de cinco termos é muito prático utilizarmos a seguinte
notação:
Onde x é uma variável auxiliar, utilizada para o termo central e q é a razão da PG.
A) R$ 6 000,00
B) R$ 15 500,00
C) R$ 21 500,00
D) R$ 24 000,00
Solução
Gabarito: D) R$ 24 000,00
GABARITO: ALTERNATIVA D
Dado que a PG tem quatro termos, a representação genérica pode ser descrita como (𝑥/
𝑞³,𝑥/𝑞, 𝑥𝑞, 𝑥𝑞³).
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Portanto, as parcelas intermediárias são dadas por 3/𝑞 e 3𝑞. A soma delas, em milhares
de reais, é igual a 7,5.
3/𝑞+ 3𝑞 = 7,5
3 + 3𝑞² = 7,5𝑞
3𝑞²− 7,5𝑞 + 3 = 0 . (2)
6𝑞²− 15𝑞 + 6 = 0 ∶ 3
2𝑞²− 5𝑞 + 2 = 0
∆= (−5)²− 4.2.2 = 25 −16 = 9
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Para as provas de vestibular você não precisa saber tantos detalhes sobre a Progressão
Harmônica quanto precisa sobre a PA e PG. A maioria dos livros didáticos nem a cita.
No entanto, ela é, vez ou outra, pedida em provas e para que você não seja pego
desprevenido, é interessante, pelo menos, saber a definição de Progressão Harmônica e saber
que existe, também, uma média harmônica.
Assim, podemos definir uma Progressão Harmônica como sendo a progressão dos inversos dos
termos de uma Progressão Aritmética.
Caso você se depare com uma questão sobre Progressões Harmônicas, um recurso muito útil
é fazer o inverso de todos os termos desta e trabalhar com as propriedades da Progressão
Aritmética. Ao final, se necessário, reinverta e volte à Progressão Harmônica.
Preciso decorar?
Novamente, negativo. Normalmente a questão que exige o assunto costuma trazer, como nota,
informações acerca da definição tanto de Progressão Harmônica quanto de Média Harmônica.
Dizemos que uma sequência de números reais não nulos (a₁, a₂, a₃, a₄, ...) é uma
progressão harmônica se a sequência dos inversos (1/a₁, 1/a₂, 1/a₃, 1/a₄, ...) é uma
progressão aritmética (PA).
a) Dada a progressão harmônica (2/5, 4/9, 1/2, ...), encontre o seu sexto termo.
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Solução
Gabarito: 𝒂) 𝟒/5; 𝒃)Demonstrativa.
é harmônica e uma sequência é harmônica quando cada elemento é o inverso de uma PA,
temos que
Frações? MMC.
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Para calcular o sexto termo, 𝑎₆, da PA, podemos utilizar a fórmula do termo geral.
Se 𝑎₆ é o sexto termo de nossa PA, 1/a₆ é o sexto termo de nossa Progressão Harmônica.
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Se 𝑎,𝑏,𝑐 são termos de uma progressão harmônica, o enunciado nos informou que
Frações. MMC.
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Como solicitado.
Essa assunto é pouquíssimo explorado em vestibulares, mas sempre pode aparecer. Esse
conceito é muito útil em física. Fique atento! 🦉
Questões ✅
Questões de "Progressões"
Agora que está craque nesse capítulo, não deixe de fazer o simulado! Ele conta com questões
de várias bancas, pertinentes ao seu aprendizado. Não dá para ir para o jogo sem treinar!
Orientações gerais:
• Confira o número de questões e o tempo disponível ao abrir o simulado. Assim, você
conseguirá se preparar melhor antes de começar;
• Caso você prefira resolver as questões como lista, sem a limitação do tempo do simulado,
você pode acessá-las no link para "lista" abaixo;
• Faça anotações sobre os pontos frágeis e que geraram dúvidas, e retorne à teoria para
compreendê-los;
• Recorra ao fórum de dúvidas quando não conseguir resolver um exercício sozinho (mas
tente!);
• O banco de questões do EV recebe diariamente novas provas para cadastramento. Caso você
encontre na lista alguma questão sem resolução (nem escrita nem em vídeo), escreva para
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Orientações gerais:
• Ao finalizar cada questão, não se esqueça de conferir a correção;
• Faça anotações sobre os pontos frágeis e que geraram dúvidas, e retorne à teoria para
compreendê-los;
• Recorra ao fórum de dúvidas quando não conseguir resolver um exercício sozinho (mas
tente!);
• O banco de questões do EV recebe diariamente novas provas para cadastramento. Caso você
encontre na lista alguma questão sem resolução (nem escrita nem em vídeo), escreva para
mim e eu irei providenciá-la.
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BONS ESTUDOS!
Referências e links deste capítulo
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7 [Link]
9440-dd8789307f98
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c07e2b250543
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10 [Link]
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