0% acharam este documento útil (0 voto)
78 visualizações2 páginas

Entrevista - Adriano

Camilla, psicóloga formada pela Universidade Estadual da Paraíba, compartilha sua trajetória na escolha da psicologia e experiências durante a graduação, destacando a importância de estágios e a diversidade de perspectivas. Após a graduação, atua na clínica e na psicologia social, atendendo principalmente adolescentes e idosos, e enfrenta desafios práticos na profissão, como a falta de formação em aspectos administrativos. Ela projeta um futuro de contínuo aprendizado, com interesse em mestrado e lecionar, além de se solidificar na prática clínica.

Enviado por

Marina Nobre
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
78 visualizações2 páginas

Entrevista - Adriano

Camilla, psicóloga formada pela Universidade Estadual da Paraíba, compartilha sua trajetória na escolha da psicologia e experiências durante a graduação, destacando a importância de estágios e a diversidade de perspectivas. Após a graduação, atua na clínica e na psicologia social, atendendo principalmente adolescentes e idosos, e enfrenta desafios práticos na profissão, como a falta de formação em aspectos administrativos. Ela projeta um futuro de contínuo aprendizado, com interesse em mestrado e lecionar, além de se solidificar na prática clínica.

Enviado por

Marina Nobre
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Instituição: Unifacisa

Competência: Psicologia como Ciência e pro ssão

Docente: Adriani Barros

Discentes: Carolina Alves dos Santos, Marina Bezerra de Sá Nobre Formiga, Jonathan Pereira
Nunes

Entrevista

•Nome, cidade de origem, instituição de formação: Camilla, Campina Grande, Universidade


Estadual Paraíba.

•Como foi sua escolha pela psicologia?: A escolha pela pro ssão surgiu como um ímpeto, até
então, no primeiro semestre do terceiro ano do ensino médio, a minha decisão era fazer direito.
Após ouvir comentários de alguns amigos que o curso de psicologia combinava com a minha
personalidade, aquilo começou a fazer sentido para mim e eu modi quei a minha área e a minha
escolha pro ssional no segundo semestre do terceiro ano.

•Como foi sua graduação? Quais experiências marcaram suas escolhas durante o curso?:
Na graduação me deparei com o fato de que a psicologia não é só ajudar o outro, essa acaba
sendo apenas uma percepção “comum” que a gente tem sobre a ciência psicologia. Vemos que
a pro ssão é de fato uma função social, mas isso vamos descobrindo aos poucos. Minha
graduação foi marcada por estágios, e quando falo estágios, quero dizer estágios de vida, sair da
sua própria bolha, pensar em outras perspectivas, outros ciclos, outras populações, pensar além
de mim. Este é um dos maiores desa os que a psicologia se propõe a fazer, está quebra de
percepção, que antes era muito unilateral e se tornou muito mais plural, através de um
posicionamento aberto, leituras, estudos, entendemos que nossa perspectiva não é única e
quando estamos lidando com o outro, entendemos também que ele é muito diverso, e isso não
pode de forma alguma atrapalhar o serviço e qualidade de serviço que nós vamos oferecer. Além
disso, foi muito marcado também pela monitoria, a extensão, a pesquisa, onde participei de
todas elas dentro da UEPB, o trabalho prático e não apenas teórico que endossou a psicóloga
que sou hoje.

•Após o curso, quais áreas tem atuado e quais escolhas teóricas tem feito?/ Atualmente
quais suas práticas pro ssionais? Local, publico algo, ênfase teórica?: Após a graduação eu
adentrei na clínica, e é o que de fato desde a graduação enche os meus olhos, mas a psicologia
social é outra parte de mim, que me ganha de uma forma muito complementar. Eu sou psicóloga
também da coordenação da pessoa com de ciência do município de Campina Grande, onde o
meu público principal são mães de pessoas com de ciência. Além disso, na clinica, eu atendo
crianças a partir de 8 anos, mas não é uma demanda tão frequente, eu atendo mais
adolescentes, jovens e adultos, outra parte muito gigantesca são idosos. É muito interessante
vermos que esta terceira idade tem solicitado esse cuidado á saúde mental. Algumas demandas
que tem surgido são ideação suicidas, acho importante pontuar isso, mas também auto cuidado,
a necessidade de fazer essa dissociação do que é meu, do que é do outro, a necessidade de se
posicionar, se conhecer, nomear suas próprias dores e di culdades, tentar se reconciliar consigo
mesmo, com seu passado e com o futuro, relacionamentos interpessoais, situações em
ambientes de trabalho, são algumas das queixas que são mais latente, somadas a ideação
suicida. Pacientes também que viveram de uma forma recente a tentativa de suicido, então
quando eles chegam até a gente é muito importante entendermos que nós não vamos salvar a
vida de ninguém, mas temos uma função diante daquela vida, e a função é dar o nosso melhor,
em aprimoramento teórico, em aprimoramento através de supervisão, estudo clínico de casos. Eu
acho que é muito importante quando recebemos quaisquer demandas, nós nos debruçarmos
sobre cada uma delas, precisamos entender a gravidade de cada uma. Este é um dos maiores
diferencias, que nós, enquanto psicólogos, precisamos ter com o outro.

•Quais di culdades enfrenta e quais projeções tem para o futuro no campo da pro ssão?:
Acho que as maiores di culdades que já enfrentei mas hoje já estão gerenciadas, são algumas
coisas muito práticas da clínica, como por exemplo emissão de recibo. Nós não aprendemos
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
dentro de uma graduação a emitir recibos, e nós precisamos emitir recibos, Seja pessoa física,
seja pessoa jurídica. Pra quê? Pra tanto estar resguardado, como também pra resguardar o
cliente, caso por exemplo ele declare imposto de renda. São coisas muito práticas, como
documentos na clínica, como fazer chas de registros completos, como aprender a fazer
registros documentais, aprender a tecer prontuários. Eu acho que a graduação falha com a gente
nesse quesito, e nós acabamos sofrendo essas di culdades na pós formação. Precisamos
aprender também a calcular, psicologia também é cálculo, saber quantos pacientes podemos
atender, quantos pacientes são necessários para que a gente tenha uma renda legal, satisfatória
para a nossa vida. Fazer e ser psicólogo não é apenas entrar em uma sala, fechar a porta e
atender, tem muito antes e muito depois. Hoje, já com um tempo de percurso, uma di culdade
enfrentada é perceber que nós, enquanto categoria, não temos um piso salarial, estamos em
busca disso, mas isso fragiliza a remuneração do nosso serviço, esse é um dos obstáculos que
eu enfrento hoje. As projeções para o futuro dentro da pro ssão, é entender que precisamos
estudar sempre, me redescobrir e readaptar dentro da pro ssão, mas uma projeção que está
muito próxima é o mestrado, o intuito e o interesse de lecionar, de repassar e fomentar espaços
de discussão, de aprendizagem, é um dos meus maiores interesses hoje. No mais, me solidi car
ainda mais na clínica, que hoje é o que mais gosto de fazer, somado claro a este viés social que
eu acabo prestando também enquanto psicóloga.

•Técnicas e abordagens: Existe algumas abordagens e ênfases dentro da psicologia que


utilizam muito mais de técnicas, como por exemplo a terapia cognitiva comportamental, e outras
que não utilizam tanto as técnicas, formas de direcionar o atendimento, como a ACP. Essas
técnicas, quaisquer que sejam elas, precisam ser muito cuidadosas, cautelosas, claro que
quando fazemos estudos de casos acabamos nos debruçando em outras abordagens, temos
que entender também que precisamos ter a nossa abordagem, nossa orientação dentro da
psicologia, mas que enquanto ciência nós podemos pesquisar e estudar todas as outras
abordagens e ênfases. Acho muito interessante não nos limitarmos, precisamos sim ter um foco,
um viés, mas não fechar os olhos para todas as outras abordagens que podem agregar o nosso
trabalho e podem sim agregar no trato e no cuidado psicoterapêutico do outro. Acho muito
importante entendermos também que quando a nossa abordagem não é o su ciente para aquela
demanda, precisamos baixar a guarda e não nos vermos como um fracasso, como impotente,
incapaz, mas entender que algumas abordagens estarão limitadas dentro das demandas que
podem surgir para mim. É muito prudente, muito cauteloso, que sigamos desta forma. Uma
di culdade, por exemplo, é encontrarmos recursos terapêuticos que sejam su cientemente bons,
e por isso que precisamos estar sempre nos reciclando, reinventando e estudando, para
encontrar essas ferramentas que são mais apropriadas pros nossos pacientes. Acho que
podemos começar dai, tendo a ciência de que precisaremos sempre pesquisar e estudar muito.
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi
fi

Você também pode gostar