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Infestantes

O documento apresenta um levantamento fitossociológico de plantas daninhas em áreas de produção de tomate rasteiro nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A pesquisa, realizada em 69 áreas, destaca a importância do manejo de plantas daninhas para a produtividade do tomate, identificando as principais espécies e suas características. Os dados obtidos representam mais de 22% da área cultivada com tomate rasteiro nesses estados, que são responsáveis por 98% da produção nacional.

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O documento apresenta um levantamento fitossociológico de plantas daninhas em áreas de produção de tomate rasteiro nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A pesquisa, realizada em 69 áreas, destaca a importância do manejo de plantas daninhas para a produtividade do tomate, identificando as principais espécies e suas características. Os dados obtidos representam mais de 22% da área cultivada com tomate rasteiro nesses estados, que são responsáveis por 98% da produção nacional.

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DocumentosISSN 1415-2312

Agosto, 2015 147


Levantamento
Fitossociológico de Plantas
Daninhas em Áreas de
Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados
de GO, MG E SP
ISSN 1415-2312
Agosto, 2015

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária


Embrapa Hortaliças
Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento

Documentos147

Levantamento Fitossociológico
de Plantas Daninhas em
Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados
de GO, MG E SP
Núbia Maria Correia

Embrapa Hortaliças
Brasília, DF
2015
Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na
Embrapa Hortaliças
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Comitê Local de Publicações da Embrapa Hortaliças


Presidente: Warley Marcos Nascimento
Editor Técnico: Ricardo Borges Pereira
Supervisor Editorial: Caroline Pinheiro Reyes
Secretária: Gislaine Costa Neves
Membros: Miguel Michereff Filho
Milza Moreira Lana
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Daniel Basílio Zandonadi
Caroline Pinheiro Reyes
Carlos Eduardo Pacheco Lima
Mirtes Freitas Lima

Normalização bibliográfica: Antonia Veras de Souza


Foto de capa: Núbia Maria Correia
Editoração eletrônica: André L. Garcia
1ª edição
1ª impressão (2015): 1.000 exemplares

Todos os direitos reservados


A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação
dos direitos autorais (Lei nº 9.610)
Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Embrapa Hortaliças
Correia, Núbia Maria

Levantamento fitossociológico de plantas daninhas em áreas de produção de


tomate rasteiro dos estados de GO, MG e SP / Núbia Maria Correia. – Brasília, DF :
Embrapa Hortaliças, 2015.

52 p. ; 21 cm x 27 cm. - (Documentos / Embrapa Hortaliças, ISSN 1415-2312;


147).

1. Planta daninha. 2. Solanum lycopersicum. 3. Manejo. I. Título. II. Série.

CDD 658.312404 (21. ed.)

©
Embrapa, 2015
Autores

Núbia Maria Correia


Eng. Agr., Dr. em Fitotecnia, pesquisadora da
Embrapa Hortaliças, Brasília, DF.
Apresentação

As plantas daninhas podem ocasionar depreciação na quantidade e


qualidade dos frutos de tomate, além de servirem como hospedeiras
alternativas de pragas, doenças e nematoides. Portanto, o manejo
dessas espécies no tomateiro é importante para que o potencial
produtivo da cultura seja mantido.

O levantamento fitossociológico contribui para a escolha do método


de manejo mais adequado, além de estabelecer parâmetros confiáveis
sobre a comunidade infestante de um determinado agrossistema.
Nesse sentido, trabalhos dessa natureza nunca haviam sido realizados
com hortaliças no Brasil.

A partir da identificação das espécies de plantas daninhas e a


caracterização de 69 áreas de produção de tomate rasteiro, em
24 municípios, tem-se o texto a seguir que aborda de forma clara,
objetiva e prática um assunto de grande relevância para a cadeia
produtiva do tomate rasteiro.

Mais de 22% das áreas de produção de tomate rasteiro nos estados


de Goiás, São Paulo e Minas Gerais foram amostradas, indicando a
representatividade dos dados obtidos. Esses estados são responsáveis
por mais de 98% da produção de tomate rasteiro no Brasil.

Jairo Vidal Vieira


Chefe Geral da Embrapa Hortaliças
Sumário

Introdução..................................................................................11
Material e Métodos......................................................................11
Resultados e discussão................................................................16
Caracterização das áreas avaliadas................................................16
Levantamento fitossociológico de plantas daninhas.........................24
Dados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo (geral)............................24
Dados de Goiás (isolado)..............................................................35
Dados de Minas Gerais (isolado)....................................................40
Dados de São Paulo (isolado)........................................................43
Conclusões.................................................................................47
Agradecimentos..........................................................................47
Referências................................................................................47
11

Levantamento Fitossociológico
de Plantas Daninhas em
Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados
de GO, MG E SP

Núbia Maria Correia

Introdução

Diversos fatores bióticos são responsáveis por depreciação na


quantidade e qualidade dos frutos de tomate, entre eles a interferência
das plantas daninhas. As perdas de produção no tomateiro rasteiro
podem atingir até 80,6% se o controle não for realizado (NASCENTE
et al., 2004; HERNANDEZ et al., 2007). Os valores são variáveis
conforme a época em que ocorre a interferência, sua duração, cultivar,
espaçamento, espécie e densidade das plantas daninhas, condições
climáticas, etc.

Portanto, o manejo da comunidade infestante assume grande


importância nessa cultura. A esse respeito, a análise estrutural ou
levantamento fitossociológico de uma área agrícola é muito importante
para auxiliar na escolha mais adequada do método de controle, visto
que pode influir diretamente na eficiência do manejo utilizado (MACIEL
et al., 2010), além de possibilitar a obtenção de parâmetros confiáveis
sobre a florística das plantas daninhas de um determinado nicho
(OLIVEIRA; FREITAS, 2008).
12 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

A fitossociologia é o estudo das comunidades vegetais do ponto


de vista florístico e estrutural (BRAUN-BLANQUET, 1979). Os
indivíduos da mesma espécie compõem uma população e grupos
de populações que ocorrem juntas caracterizam uma comunidade
(MARTINS; SANTOS, 1999). Os estudos fitossociológicos comparam
as populações de plantas daninhas em um determinado momento.
Repetições programadas podem indicar tendências de variação da
importância de uma ou mais populações e essas variações podem estar
associadas às práticas agrícolas adotadas (OLIVEIRA; FREITAS, 2008).

Alguns trabalhos descreveram os agroecossistemas quanto à


composição específica de plantas daninhas e os reflexos das práticas
culturais nessa composição (KUVA et al., 2008). Em grande parte
deles recorreu-se aos índices fitossociológicos (KUVA et al., 2007;
OLIVEIRA; FREITAS, 2008; GOMES et al., 2010; MACIEL et al., 2010;
INOUE et al., 2012). Os índices fitossociológicos são importantes para
analisar o impacto dos sistemas de manejo e das práticas agrícolas na
dinâmica de crescimento e ocupação de comunidades infestantes em
agroecossistemas (PITELLI, 1985).

Na safra 2013, a área de tomate rasteiro no Brasil foi de


aproximadamente 19.430 hectares, 72% no estado de Goiás; 21,6%
em São Paulo e 4,9% em Minas Gerais (TOMATE, 2015). Porém,
apesar dos estados de GO, MG e SP serem os maiores produtores
nacionais de tomate rasteiro e da grande necessidade do manejo de
plantas daninhas na cultura, não há dados referentes às principais
espécies que ocorrerem nessas áreas. Nesse sentido, objetivou-se com
esse trabalho identificar as espécies de plantas daninhas presentes
em 69 áreas de produção de tomate rasteiro em 24 municípios, dos
estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Material e Métodos
Nos meses de junho a outubro de 2014 foram amostradas 69 áreas
de produção comercial de tomate rasteiro (67 pivôs e duas áreas com
gotejamento) nos municípios de Bela Vista de Goiás, Cidade de Goiás,
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 13
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Cristalina, Edéia, Hidrolândia, Itaberaí, Itauçu, Morrinhos, Piracanjuba,


Silvânia e Vicentinópolis (em Goiás); Coromandel, Jaíba, Juvelínia,
Montalvânia, São Gonçalo do Abaeté e Varjão de Minas (em Minas
Gerais); Glicério, Guaíra, Guararapes, Miguelópolis, Paulo de Faria,
Rubiácea e Taiúva (em São Paulo) (Tabela 1). Foram avaliados 4.167,5
hectares, equivalendo a quase 22% da área cultivada com tomate
rasteiro no ano de 2013 nos três estados.

Tabela 1. Número de áreas e hectares amostrados de tomate rasteiro em


diferentes municípios dos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Área amostrada
Estado Município
Unidade ha
Goiás Bela Vista de Goiás 2 112
Cidade de Goiás 3 120
Cristalina 12 1272
Edéia 2 107
Hidrolândia 5 202
Itaberaí 4 204
Itauçu 1 20
Morrinhos 7 405
Piracanjuba 3 105
Silvânia 2 91
Vicentinópolis 1 116
Total 42 2754
Minas Coromandel 1 100
Gerais Jaíba 4 203
Juvelínia 1 50
Montalvânia 1 27
São Gonçalo do Abaeté 1 46
Varjão de Minas 6 300,5
Total 14 726,5
São Paulo Glicério 1 49
Guaíra 2 45
Guararapes 1 110
Miguelópolis 4 232
Paulo de Faria 1 92
Rubiácea 1 55
Taiúva 3 104
Total 13 687
14 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Mais de 72% das áreas foram avaliadas nos meses de julho,


agosto e setembro; e apenas 14,5% e 13% em junho e outubro,
respectivamente (Figura 1). As áreas amostradas foram definidas em
função da colheita do tomateiro que é mais concentrada no período de
julho a setembro.

Figura 1. Porcentagem de áreas de produção de tomate rasteiro


amostradas de junho a outubro de 2014.

O levantamento de plantas daninhas foi realizado antes ou no


momento da colheita dos frutos, dependendo da área amostrada.
A metodologia adotada foi por meio de amostragem. O pivô (ou
área com gotejamento) foi dividido em quadrantes e dentro de cada
quadrante foram demarcadas áreas amostrais de 10 m2 cada. A
proporção foi de um ponto amostral a cada 5 hectares (para áreas
> 70 ha), 4 ha (para áreas de 30 a 69 ha) e 3 ha (áreas < 29 ha).
Portanto, em um pivô de 27 ha, foram amostrados 90 m2, escolhidos
aleatoriamente dentro dos quadrantes, como apresentado na Figura 2.
Na área amostral, primeiramente, todas as espécies de plantas
daninhas verdadeiras e tigueras de culturas (plantas voluntárias)
foram identificadas. Posteriormente, foi estimada a porcentagem de
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 15
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

infestação de cada espécie na área (em 10 m2), atribuindo-se notas em


porcentagem (de 0 a 100) em função da cobertura do terreno pelas
plantas. Em seguida, calculou-se a infestação média, por espécie, na
área total.

Figura 2. Distribuição das áreas amostrais por talhão, no caso da


ilustração pivô central, na proporção de uma área (de 10 m2) para cada
3 hectares (área total amostrada 27 ha).

Com base nos valores da infestação das espécies (por área - pivô ou
gotejamento) e no número de áreas de produção amostradas (69 no
total - 42 para GO, 14 para MG e 13 para SP), foram calculados os
parâmetros fitossociológicos: infestação relativa (infestação da espécie x
100/infestação total de todas as espécies); frequência, que corresponde
à relação entre o número de áreas que contém a espécie e o total de
áreas amostradas x 100; frequência relativa (frequência x 100/frequência
total de todas as espécies); dominância, relação entre a infestação da
espécie a o número de áreas contendo a espécie; dominância relativa
(dominância x 100/dominância total); e o índice de valor de importância
(IVI), determinado por meio da soma dos valores de infestação relativa,
frequência relativa e dominância relativa.
16 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Além disso, foi preenchida ficha para caracterização das áreas de


produção de tomate rasteiro avaliadas, contendo informações sobre a
cultura anterior ao tomateiro, o transplante das mudas para o campo,
o espaçamento e a cultivar usados, os herbicidas e as dosagens
pulverizados antes e após o transplante das mudas.

Resultados e discussão
Caracterização das áreas avaliadas
Em 42,4% das áreas, o tomate foi instalado após a cultura da soja, em
36,4% a cultura anterior foi milho grão ou semente, em 10,6% milho
doce, em 4,5% milho silagem, em 3% braquiária e em 1,5% cada,
milho verde e milheto (Figura 3).

Figura 3. Culturas anteriores ao cultivo do tomateiro rasteiro -


porcentagem de áreas amostradas.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 17
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

O agroecossistema que o tomate rasteiro está inserido é principalmente


composto pelas culturas de soja e milho grão ou semente. Isto, pois
em 54 áreas do total de 69, o tomate foi plantado após essas culturas.
Consequentemente, o manejo de plantas daninhas adotado na soja ou
no milho influenciará diretamente na dinâmica da flora infestante no
tomateiro.

O transplante das mudas de tomate para o campo ocorreu nos meses


de fevereiro a julho (Figura 4). Mas, em 75,4% das áreas amostradas o
transplante foi realizado nos meses de março, abril e maio. Apenas em
5,8 e 2,9% das áreas as mudas foram transplantadas em fevereiro e
julho, respectivamente.

Figura 4. Transplante das mudas de tomateiro rasteiro de fevereiro a


julho - porcentagem de áreas amostradas.

Vinte e seis cultivares de tomate foram plantadas nas 69 áreas


avaliadas, indicando grande diversidade de genótipos. Na Tabela 2 pode
ser observada o nome comercial da cultivar, a empresa responsável,
além do número de áreas amostradas e o tamanho da área cultivada
com cada uma delas.
18 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 2. Cultivares de tomate rasteiro plantadas nas áreas de


produção amostradas, além do número de áreas e de hectares
cultivados com cada uma delas.

Áreas amostradas
Cultivar Empresa
Unidade ha
AP 529 Seminis 8 261,0
AP 533 Seminis 5 272,7
BA 0574 Blue seed 1 12,5
BA 5630 Blue seed 1 41,0
BSP 0031 Blue seed 1 12,5
BRS Sena Embrapa 3 105,3
C901 Nunhems 5 233,0
H-1015 Heinz 3 31,9
H-1308 Heinz 1 18,3
H-3402 Heinz 3 120,0
H-5108 Heinz 1 17,3
H-5608 Heinz 1 18,7
H-9553 Heinz 29 1175,8
H-9889 Heinz 3 70,3
H-9992 Heinz 6 115,2
HM 7885 F1 Topseed Premium 7 164,7
HM 7889 F1 Topseed Premium 3 127,5
HMX 7883 CLAUSE 5 166,0
IT 761 - ISI Tecnoseed 1 116,0
N901 Nunhems 9 213,1
Rio Vermelho Nunhems 1 34,0
Tinto Nunhems 1 6,3
TY 2006 Seminis 4 91,0
U2006 Nunhems 10 409,3
UG 8168 F1 Topseed Premium 1 343,5
UG 8169 F1 Topseed Premium 10 320,0
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 19
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Por outro lado, mesmo com esse grande número de cultivares, a


distribuição foi bem concentrada, visto que 28,2% das áreas (em
hectares) foram plantadas com um único genótipo, o híbrido H-9553,
seguido por U2006 (9,4%), UG 8169 (7,7%), AP 533 (6,5%), AP
529 (6,3%), C901 (5,6%), N901 (5,1%), HMX 7883 (4%) HM 7885
F1 (4%) e HM 7889 F1 (4%) (Figura 5). Essas dez cultivares juntas
representou mais de 76% da área amostrada de tomate rasteiro nos
estados de GO, MG e SP.

Figura 5. Ranking das 10 cultivares de tomate rasteiro mais plantadas


nas áreas amostradas - porcentagem de hectares plantados.

O espaçamento adotado em 41,5% das áreas foi o de linhas simples,


contra 58,5% do de linhas duplas (Figura 6). Dentre os espaçamentos
de linhas simples, a combinação 0,25 m entre plantas x 1,25 m entre
linhas foi o mais usado (em 39,6% das áreas). Em seguida, 0,3 m x
1,10 m e 0,22 m x 1,5 m; com 18,2% e 14,1%, respectivamente.
Quando o tomate foi plantado em linha dupla, predominaram as
combinações 0,6 m entre linhas simples x 1,2 m entre linhas duplas e
0,7 m x 1,3 m, em 75,1% das áreas avaliadas.
20 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Figura 6. Espaçamentos usados nas áreas de produção de tomate


rasteiro - porcentagem de hectares plantados.
Espaçamento linha dupla: primeiro número, distância entre linhas
simples; segundo, distância entre linhas duplas. Espaçamento Linha
simples: primeiro número, distância entre plantas; segundo, distância
entre linhas.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 21
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Todas as áreas em SP, 96% em MG e apenas 12,5% em Goiás


(na região de Itaberaí) utilizaram o espaçamento de linhas simples,
prevalecendo em Goiás o espaçamento de linhas duplas, nas
combinações mencionadas anteriormente.

Quanto ao controle químico das plantas daninhas nas áreas avaliadas,


os principais herbicidas pulverizados antes do transplantio das mudas de
tomate para o campo foram metribuzin, s-metolachlor e sulfentrazone,
geralmente em mistura no tanque (Figura 7). Esses herbicidas possuem
ação residual, inibindo os novos fluxos de emergência de plantas
daninhas no local. Para o controle de plantas jovens emergidas antes
do transplante, algumas áreas também foram tratadas com paraquat ou
paraquat + diuron, associados aos herbicidas residuais.

Metribuzin é o herbicida mais tradicional registrado para a cultura do


tomate, controla basicamente eudicotiledôneas, mas é pouco eficaz em
Solanum americanum (maria-pretinha). Esse produto foi pulverizado nas
áreas amostradas em dosagens de 288 a 480 g/ha (antes do transplante)
e de 192 a 384 g/ha (após o transplante) (Tabela 3). O s-metolachlor foi
usado para o controle de monocotiledôneas (gramíneas e comelináceas),
em dosagens de 384 a 960 g/ha. O sulfentrazone foi aplicado em
dosagens únicas de 70 a 100 g/ha ou em aplicações sequenciais de
75 + 75 g/ha. A finalidade do uso desse herbicida nas plantações
de tomate rasteiro é, principalmente, para o controle de Euphorbia
heterophylla (amendoim-bravo). Já o flumioxazin foi pulverizado em
dosagens de 25 a 33 g/ha para o controle, em especial, de Solanum
lycopersicum (tomate tiguera e tomate cereja comum1).

Após o transplante, o manejo foi complementado, na maior parte das


áreas, com metribuzin, em até quatro aplicações, para o controle de
folhas largas e supressão de Solanum americanum; ethoxysulfuron,
para ciperáceas; e graminicidas (fluazifop, clethodim, fenoxaprop ou
haloxifop). Nas áreas com alta pressão de gramíneas foram realizadas
até duas pulverizações em pós-plantio com os graminicidas.

1
Popularmente também é conhecido como tomate de tapera e tomate cereja caipira.
22 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Figura 7. Herbicidas aplicados antes (a) do transplante das mudas


de tomate e após o transplante para o controle de dicotiledôneas ou
ciperáceas (b) e gramíneas (c) - porcentagem de áreas amostradas.
Tabela 3. Características dos herbicidas usados nas áreas amostradas de tomate rasteiro.
Ingrediente ativo Produto Dosagem(1) Mecanismo de Espectro de Época de
Concentração Grupo químico
(i.a.) comercial (p.c.) (g i.a./ha) ação controle aplicação
Inibidor da Pós-plantio/Pós-
Clethodim Select 240 EC 240 g/L 96-240 Ciclohexanodionas Gramíneas
ACCase emergência
Diuron+ 100 g/L 125 Uréias substituídas Inibidor do FSII Pré-plantio/Pós-
Gramocil Amplo espectro
paraquat 200 g/L 250 Bipiridílios Inibidor do FSI emergência
Pós-plantio/pós-
Ethoxysulfuron Gladium 600 g/Kg 90 Sulfoniluréias Inibidor da ALS Ciperáceas
emergência
Inibidor da Pós-plantio/Pós-
Fenoxaprop-p-ethyl Podium EW 110 g/L 82,5 Ariloxifenoxipropionatos Gramíneas
ACCase emergência
Fusilade 250 Inibidor da Pós-plantio/Pós-
Fluazifop-p-butyl 250 g/L 62,5-200 Ariloxifenoxipropionatos Gramíneas
EW ACCase emergência
Inibidor da Pré-plantio/Pré-
Flumioxazin Flumyzin 500 500 g/Kg 25-33 Ftalimidas Dicotiledôneas
PROTOX emergência
Inibidor da Pós-plantio/Pós-
Haloxyfop-methyl Verdict R 120 g/L 60 Ariloxifenoxipropionatos Gramíneas
ACCase emergência
Sencor 480 480 g/L Pré e pós-
288-480(2)
Metribuzin Coronel BR 480 g/L Triazinonas Inibidor do FSII Dicotiledôneas plantio/Pré e
192-384(3)
Unimark 700 g/kg pós-emergência
Gramoxone 200 Pré-plantio/Pós-
Paraquat 200 g/L 300-400 Bipiridílios Inibidor do FSI Amplo espectro
Paradox emergência
Inibidor da Pré-plantio/Pré-
S-metolachlor Dual Gold 960 g/L 384-960 Cloroacetamidas Monocotiledôneas
divisão celular emergência
Inibidor da Pré-plantio/Pré-
Sulfentrazone Boral 500 SC 500 g/L 70-150 Triazolinones Dicotiledôneas
PROTOX emergência
Inibidor da
Trifluralina Pós-plantio/Jato
Trifluralin 450 g/L 450 Dinitroanilinas polimerização Gramíneas
Nortox Gold dirigido
da tubulina
(1) (3)
Dosagens usadas nas áreas amostradas. (2) Antes do transplante das mudas Após o transplantio das mudas.
Fonte: Adaptado de Rodrigues e Almeida (2011).
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
23
24 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Levantamento fitossociológico de
plantas daninhas
Dados de Goiás, Minas Gerais e
São Paulo (geral)
Foram identificadas 105 espécies de plantas daninhas (99 verdadeiras e
seis tigueras de culturas2 - feijão, milho, soja, sorgo granífero, tomate e
trigo e milheto infestando a cultura do tomate rasteiro, distribuídas em
72 gêneros e 23 famílias (Tabela 4). A família mais representativa do
levantamento fitossociológico, no que se refere ao número de espécies,
foi a Poaceae com um total de 21, seguida por Asteraceae e Fabaceae.

Tabela 4. Família, nome comum e classe das espécies de plantas


daninhas identificadas no levantamento fitossociológico de plantas
daninhas na cultura do tomate rasteiro nos estados de GO, MG e SP.
Família Espécie Nome comum Classe
Amaranthaceae Alternanthera tenella apaga-fogo Eudicotiledônea
Amaranthaceae Amaranthus deflexus caruru-rasteiro Eudicotiledônea
Amaranthaceae Amaranthus hydridus caruru-roxo Eudicotiledônea
Amaranthaceae Amaranthus retroflexus caruru-gigante Eudicotiledônea
Amaranthaceae Amaranthus spinosus caruru-de-espinho Eudicotiledônea
Amaranthaceae Amaranthus viridis caruru-de-mancha Eudicotiledônea
Amaranthaceae Chenopodium album ançarinha-branca Eudicotiledônea
Apocynaceae Calotropis procera algodão-de-seda Eudicotiledônea
Asteraceae Acanthospermum australe carrapichinho Eudicotiledônea
Asteraceae Acanthospermum hispidum carrapicho de carneiro Eudicotiledônea
Asteraceae Ageratum conyzoides mentrasto Eudicotiledônea
Asteraceae Bidens pilosa picão-preto Eudicotiledônea
Asteraceae Bidens subalternans picão-preto Eudicotiledônea
Asteraceae Blainvillea dichotoma erva-palha Eudicotiledônea
Asteraceae Conyza sp. buva Eudicotiledônea

2
Popularmente também é conhecido como planta voluntária.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 25
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 4. Continuação.

Família Espécie Nome comum Classe


Asteraceae Emilia coccínea serralha-mirim Eudicotiledônea
Asteraceae Emilia fosbergii falsa-serralha Eudicotiledônea
Asteraceae Galinsoga parviflora botão-de-ouro Eudicotiledônea
Asteraceae Gnaphalium spicatum macela-branca Eudicotiledônea
Asteraceae Sonchus oleraceus serralha Eudicotiledônea
Asteraceae Tridax procumbens erva-de-touro Eudicotiledônea
Asteraceae Xanthium strumarium carrapichão Eudicotiledônea
Asteraceae Eclipta prostrata erva-de-botão Eudicotiledônea
Asteraceae Melampodium perfoliatum estrelinha Eudicotiledônea
Boraginaceae Heliotropium sp. crista-de-galo Eudicotiledônea
Brassicaceae Raphanus raphanistrum nabiça Eudicotiledônea
Brassicaceae Brassica rapa mostarda Eudicotiledônea
Brassicaceae Lepidium virginicum mentruz Eudicotiledônea
Cleomaceae Cleome affinis mussambê Eudicotiledônea
Commelinaceaee Commelina benghalensis trapoeraba Monocotiledônea
Convolvulaceae Ipomoea asarifolia corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Ipomoea cairica corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Ipomoea fimbriosepala corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Ipomoea hederifolia corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Ipomoea nil corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Ipomoea purpurea corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Ipomoea triloba corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Merremia aegyptia corda-de-viola Eudicotiledônea
Convolvulaceae Merremia cissoides corda-de-viola Eudicotiledônea
Cucurbitaceae Cucumis anguria maxixe Monocotiledônea
Cucurbitaceae Momordica charantia melão-de-são-caetano Eudicotiledônea
Cyperaceae Cyperus esculentus tiririca-amarela Monocotiledônea
Cyperaceae Cyperus iria tiririca-do-brejo Monocotiledônea
Cyperaceae Cyperus rotundus tiririca Monocotiledônea
Euphorbiaceae Chamaesyce hirta erva-de-Santa-Luzia Eudicotiledônea
Euphorbiaceae Chamaesyce hissopifolia erva-andorinha Eudicotiledônea
Euphorbiaceae Euphorbia heterophylla amendoim-bravo Eudicotiledônea
(continua)
26 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 4. Continuação.

Família Espécie Nome comum Classe


Euphorbiaceae Ricinus communis mamona Eudicotiledônea
Euphorbiaceae Croton glandulosus gervão-branco Eudicotiledônea
Fabaceae Crotalaria incana guiso-de-cascavel Eudicotiledônea
Fabaceae Crotalaria lanceolata guiso-de-cascavel Eudicotiledônea
Fabaceae Crotalaria spectabilis crotalária Eudicotiledônea
Fabaceae Desmodium tortuosum carrapicho-beiço-de-boi Eudicotiledônea
Fabaceae Glycine max tiguera soja Eudicotiledônea
Fabaceae Macroptilium lathyroides feijão-de-rola Eudicotiledônea
Fabaceae Mimosa pudica malícia Eudicotiledônea
Fabaceae Phaseolus vulgaris tiguera feijão Eudicotiledônea
Fabaceae Senna obtusifolia fedegoso Eudicotiledônea
Fabaceae Senna occidentalis fedegoso-gigante Eudicotiledônea
Lamiaceae Hyptis pectinata hortelã-gigante Eudicotiledônea
Lamiaceae Leonotis nepetifolia cordão-de-frade Eudicotiledônea
Lamiaceae Leucas martinicensis falsa-menta Eudicotiledônea
Malvaceae Sida cordifolia malva-branca Eudicotiledônea
Malvaceae Sida glaziovii guanxuma-branca Eudicotiledônea
Malvaceae Sida linifolia guanxuma-fina Eudicotiledônea
Malvaceae Sida rhombifolia guanxuma Eudicotiledônea
Malvaceae Sida santaremnensis guanxuma Eudicotiledônea
Malvaceae Sida spinosa guanxuma-de-espinho Eudicotiledônea
Nyctaginaceae Boerhavia diffusa erva-tostão Eudicotiledônea
Oxalidaceae Oxalis corymbosa azedinha Eudicotiledônea
Phyllantaceae Phyllanthus tenellus quebra-pedra Eudicotiledônea
Poaceae Andropogon sp. rabo-de-burro Monocotiledônea
Poaceae Brachiaria brizantha braquiarão Monocotiledônea
Poaceae Brachiaria decumbens capim-braquiária Monocotiledônea
Poaceae Brachiaria plantaginea capim-marmelada Monocotiledônea
Poaceae Cenchrus echinatus capim-carrapicho Monocotiledônea
Poaceae Chloris barbata capim-pé-degalinha Monocotiledônea
Poaceae Digitaria insularis capim-amargoso Monocotiledônea
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 27
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 4. Continuação.

Família Espécie Nome comum Classe


Poaceae Digitaria spp. capim-colchão Monocotiledônea
Poaceae Echinochloa sp. capim-arroz Monocotiledônea
Poaceae Eleusine indica capim-pé-de-galinha Monocotiledônea
capim-barbicha-de-
Poaceae Eragrotis pilosa Monocotiledônea
alemão
Poaceae Panicum maximum capim-colonião Monocotiledônea
Poaceae Pennisetum americanum tiguera milheto Monocotiledônea
Poaceae Rottboellia cochinchinensis capim-camalote Monocotiledônea
Poaceae Rynchelytrum repens capim-favorito Monocotiledônea
Poaceae Sorghum bicolor tiguera sorgo granífero Monocotiledônea
Poaceae Sorghum halepense capim-massambará Monocotiledônea
Poaceae Sorghum sp. tiguera sorgo forrageiro Monocotiledônea
Poaceae Triticum aestivum tiguera trigo Monocotiledônea
Poaceae Zea mays tiguera milho Monocotiledônea
Poaceae Eustachys distichophylla capim-branco Monocotiledônea
Polygonoceae Polygonum convolvulus cipó-de-veado Eudicotiledônea
Portulacaceae Portulaca oleracea beldroega Eudicotiledônea
Rubiaceae Richardia brasiliensis poaia-branca Eudicotiledônea
Rubiaceae Spermacoce latifolia erva-quente Eudicotiledônea
Rubiaceae Diodella teres mata-pasto Eudicotiledônea
Solanaceae Solanum lycopersicum tomate cereja comum (1)
Eudicotiledônea
Solanaceae Solanum lycopersicum tiguera tomate Eudicotiledônea
Solanaceae Nicandra physaloides joá-de-capote Eudicotiledônea
Solanaceae Physalis angulata bucho-de-rã Eudicotiledônea
Solanaceae Solanum americanum maria-pretinha Eudicotiledônea
Solanaceae Solanum lycocarpum lobeira Eudicotiledônea
Solanaceae Solanum sisymbrifolium joá-bravo Eudicotiledônea
Sterculiaceae Melochia pyramidata guanxuma-roxa Eudicotiledônea

A espécie de maior importância foi S. americanum, com IVI igual a


32,2; ocorrência em 60 áreas (frequência de 87%) e infestação média
de 8,7% (Tabela 5). O índice de valor de importância, representado
pelo somatório de infestação relativa, frequência relativa e dominância
28 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

relativa, indica qual espécie tem maior influência dentro de uma


comunidade (OLIVEIRA; FREITAS, 2008). Assim, S. americanum
pode ser considerada a espécie daninha com maior potencial para
causar prejuízos à cultura do tomate rasteiro. Esse fato evidencia a
necessidade de estratégias de manejo dessa espécie mais efetivas nas
áreas dessa cultura.

Essa espécie é anual, herbácea, ereta, glabra, ramificada, de 40 a 60


cm de altura, podendo passar de um metro em condições adequadas,
reproduzida por sementes (KISSMANN; GROTH, 2000; LORENZI,
2008).

Tabela 5. Número de áreas com ocorrência da espécie, além da


infestação total (Infes.), frequência (Freq.), dominância (Dom.), valores
absolutos e relativos, e índice de valor de importância (IVI) das plantas
daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro dos estados de GO,
MG e SP (geral).

No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.


Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Solanum americanum 60 521,40 86,96 8,69 20,25 4,75 7,19 32,19
Euphorbia heterophylla 57 293,20 82,61 5,14 11,39 4,52 4,25 20,16
Lepidium virginicum 9 126,70 13,04 14,08 4,92 0,71 11,64 17,27
Digitaria spp. 61 154,90 88,41 2,54 6,02 4,83 2,10 12,95
Brachiaria plantaginea 50 153,40 72,46 3,07 5,96 3,96 2,54 12,46
Amaranthus deflexus 59 145,50 85,51 2,47 5,65 4,68 2,04 12,37
Eleusine indica 56 127,60 81,16 2,28 4,96 4,44 1,88 11,28
Solanum lycopersicum(1) 18 108,60 26,09 6,03 4,22 1,43 4,99 10,63
Galinsoga parviflora 22 81,30 31,88 3,70 3,16 1,74 3,06 7,96
Commelina benghalensis 40 73,70 57,97 1,84 2,86 3,17 1,52 7,56
Chamaesyce hirta 37 74,15 53,62 2,00 2,88 2,93 1,66 7,47
Cyperus rotundus 20 70,60 28,99 3,53 2,74 1,58 2,92 7,25
Amaranthus hydridus 16 58,40 23,19 3,65 2,27 1,27 3,02 6,55
Cenchrus echinatus 38 50,00 55,07 1,32 1,94 3,01 1,09 6,04
Richardia brasiliensis 23 50,70 33,33 2,20 1,97 1,82 1,82 5,61
Portulaca oleracea 50 26,70 72,46 0,53 1,04 3,96 0,44 5,44
Cyperus esculentus 5 23,20 7,25 4,64 0,90 0,40 3,84 5,13
Eragrotis pilosa 36 25,65 52,17 0,71 1,00 2,85 0,59 4,44
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 29
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 5. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Ipomoea triloba 30 27,75 43,48 0,93 1,08 2,38 0,76 4,22
Sida spinosa 6 20,90 8,70 3,48 0,81 0,48 2,88 4,17
Amaranthus viridis 20 30,00 28,99 1,50 1,17 1,58 1,24 3,99
Bidens pilosa 24 27,60 34,78 1,15 1,07 1,90 0,95 3,92
Bidens subalternans 20 28,20 28,99 1,41 1,10 1,58 1,17 3,85
Polygonum convolvulus 2 8,10 2,90 4,05 0,31 0,16 3,35 3,82
Cyperus iria 1 4,00 1,45 4,00 0,16 0,08 3,31 3,54
Conyza sp. 35 10,20 50,72 0,29 0,40 2,77 0,24 3,41
Ageratum conyzoides 27 14,70 39,13 0,54 0,57 2,14 0,45 3,16
Sonchus oleraceus 20 17,80 28,99 0,89 0,69 1,58 0,74 3,01
Zea mays 27 11,80 39,13 0,44 0,46 2,14 0,36 2,96
Eustachys distichophylla 4 10,70 5,80 2,68 0,42 0,32 2,21 2,94
Senna obtusifolia 15 17,10 21,74 1,14 0,66 1,19 0,94 2,80
Nicandra physaloides 22 13,40 31,88 0,61 0,52 1,74 0,50 2,77
Chamaesyce hissopifolia 11 16,10 15,94 1,46 0,63 0,87 1,21 2,71
Gnaphalium spicatum 21 12,20 30,43 0,58 0,47 1,66 0,48 2,62
Amaranthus spinosus 14 13,90 20,29 0,99 0,54 1,11 0,82 2,47
Acanthospermum hispidum 19 10,60 27,54 0,56 0,41 1,51 0,46 2,38
Macroptilium lathyroides 4 7,20 5,80 1,80 0,28 0,32 1,49 2,08
Glycine max 19 6,70 27,54 0,35 0,26 1,51 0,29 2,06
Rottboellia cochinchinensis 6 8,10 8,70 1,35 0,31 0,48 1,12 1,91
Echinochloa sp. 9 8,60 13,04 0,96 0,33 0,71 0,79 1,84
Leucas martinicensis 4 6,10 5,80 1,53 0,24 0,32 1,26 1,81
Ipomoea purpurea 2 3,50 2,90 1,75 0,14 0,16 1,45 1,74
Emilia forbergii 18 3,70 26,09 0,21 0,14 1,43 0,17 1,74
Chloris barbata 7 7,30 10,14 1,04 0,28 0,55 0,86 1,70
Sida rhombifolia 15 3,65 21,74 0,24 0,14 1,19 0,20 1,53
Panicum maximum 9 5,90 13,04 0,66 0,23 0,71 0,54 1,48
Brachiaria decumbens 7 4,70 10,14 0,67 0,18 0,55 0,56 1,29
Ipomoea nil 3 3,20 4,35 1,07 0,12 0,24 0,88 1,24
Phaseolus vulgaris 10 3,00 14,49 0,30 0,12 0,79 0,25 1,16
Acanthospermum australe 6 3,70 8,70 0,62 0,14 0,48 0,51 1,13
Digitaria insularis 12 1,60 17,39 0,13 0,06 0,95 0,11 1,12
Sorghum halepense 2 2,10 2,90 1,05 0,08 0,16 0,87 1,11
Chenopodium album 6 3,50 8,70 0,58 0,14 0,48 0,48 1,09
Solanum sisymbrifolium 11 1,90 15,94 0,17 0,07 0,87 0,14 1,09
Solanum lycopersicum(2) 8 2,10 11,59 0,26 0,08 0,63 0,22 0,93
Sida santaremnensis 8 1,60 11,59 0,20 0,06 0,63 0,17 0,86
Rynchelytrum repens 1 0,90 1,45 0,90 0,03 0,08 0,74 0,86
(continua)
30 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 5. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Brachiaria brizantha 2 1,50 2,90 0,75 0,06 0,16 0,62 0,84
Emilia coccinea 8 1,20 11,59 0,15 0,05 0,63 0,12 0,80
Merremia aegyptia 7 1,30 10,14 0,19 0,05 0,55 0,15 0,76
Cleome affinis 5 1,70 7,25 0,34 0,07 0,40 0,28 0,74
Sida cordifolia 5 1,50 7,25 0,30 0,06 0,40 0,25 0,70
Tridax procumbens 5 1,40 7,25 0,28 0,05 0,40 0,23 0,68
Heliotropium sp. 2 1,10 2,90 0,55 0,04 0,16 0,45 0,66
Pennisetum americanum 2 1,10 2,90 0,55 0,04 0,16 0,45 0,66
Xanthium strumarium 3 1,30 4,35 0,43 0,05 0,24 0,36 0,65
Solanum lycocarpum 6 0,80 8,70 0,13 0,03 0,48 0,11 0,62
Sorghum sp. 6 0,70 8,70 0,12 0,03 0,48 0,10 0,60
Raphanus raphanistrum 4 1,00 5,80 0,25 0,04 0,32 0,21 0,56
Crotalaria incana 5 0,70 7,25 0,14 0,03 0,40 0,12 0,54
Melochia pyramidata 1 0,50 1,45 0,50 0,02 0,08 0,41 0,51
Merremia cissoides 1 0,50 1,45 0,50 0,02 0,08 0,41 0,51
Sida glaziovii 5 0,50 7,25 0,10 0,02 0,40 0,08 0,50
Desmodium tortuosum 4 0,70 5,80 0,18 0,03 0,32 0,14 0,49
Senna occidentalis 4 0,50 5,80 0,13 0,02 0,32 0,10 0,44
Amaranthus retroflexus 2 0,60 2,90 0,30 0,02 0,16 0,25 0,43
Physalis angulata 2 0,60 2,90 0,30 0,02 0,16 0,25 0,43
Spermacoce latifolia 3 0,60 4,35 0,20 0,02 0,24 0,17 0,43
Calotropis procera 4 0,40 5,80 0,10 0,02 0,32 0,08 0,42
Triticum aestivum 2 0,40 2,90 0,20 0,02 0,16 0,17 0,34
Diodella teres 1 0,30 1,45 0,30 0,01 0,08 0,25 0,34
Ipomoea cairica 1 0,30 1,45 0,30 0,01 0,08 0,25 0,34
Oxalis corymbosa 1 0,30 1,45 0,30 0,01 0,08 0,25 0,34
Ipomoea hederifolia 3 0,30 4,35 0,10 0,01 0,24 0,08 0,33
Ipomoea asarifolia 1 0,20 1,45 0,20 0,01 0,08 0,17 0,25
Ricinus communis 1 0,20 1,45 0,20 0,01 0,08 0,17 0,25
Alternanthera tenella 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Crotalaria spectabilis 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Eclipta prostrata 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Hyptis pectinata 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Melampodium perfoliatum 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Andropogon sp. 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Blainvillea rhomboidea 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Boerhavia diffusa 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Brassica rapa 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Crotalaria lanceolata 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 31
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 5. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Croton glandulosus 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Cucumis anguria 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Ipomoea fimbriosepala 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Leonotis nepetaefolia 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Mimosa pudica 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Momordica charantia 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Phyllanthus tenellus 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Sida linifolia 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Sorghum bicolor 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
(1)
Tomate cereja comum.
(2)
Tiguera de tomate.

A espécie E. heterophylla foi a segunda de maior importância, com IVI


igual a 20,2; ocorrência em 57 áreas (frequência de 83%). Trata-se
de uma planta anual, ereta, herbácea, leitosa, de folhas com formatos
altamente variáveis, altura mais frequente de 40 a 60 cm e reproduzida
por sementes (KISSMANN; GROTH, 1999; LORENZI, 2008).

Na Figura 8 é apresentada a infestação de S. americanum e E.


heterophylla em áreas de produção de tomate rasteiro avaliadas em SP
e GO.

Lepidium virginicum foi a terceira espécie de maior importância, com


IVI igual a 17,3; ocorrendo em apenas nove áreas (13% de frequência),
mas com alta infestação (14,1%) nas comunidades infestantes
avaliadas. Essa espécie é anual, ereta, herbácea, com 20 a 80 cm de
altura, muito ramificada na parte superior, reproduzida por sementes
(KISSMANN; GROTH, 1999; LORENZI, 2008). É uma planta daninha
de inverno comum em culturas anuais e perenes, principalmente
pomares, parreiras e cafezais. Geralmente, ocorre em altas infestações,
completando o ciclo reprodutivo em menos de 80 dias (LORENZI,
2008).
32 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Fotos: Núbia Maria Correia


A B

C D
Figura 8. Infestação de Solanum americanum em áreas de produção de
tomate rasteiro dos municípios de Guararapes - SP (A) e Morrinhos -
GO (B); e de Euphorbia heterophylla em áreas de produção dos
municípios de Itaberaí - GO (C) e Paulo de Faria - SP (D).

Completando as dez espécies com maior IVI, identificou-se Digitaria


spp. (12,9), Brachiaria plantaginea (12,5), Amaranthus deflexus (12,4),
Eleusine indica (11,3), L. sculentum - tomate cereja (10,6), Galinsoga
parviflora (7,9) e Commelina benghalensis (7,6) (Figura 9). Dentre as
10 espécies de maior importância, seis são eudicotiledôneas e quatro
monocotiledôneas. Esse fato pode ser justificado pelo manejo adotado
na cultura, em particular o uso de herbicidas, que, enquanto seletivos
para o tomateiro (eudicotiledônea), podem ser seletivos às demais
eudicotiledôneas.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 33
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Além de S. americanum e E. heterophylla, as espécies Digitaria


spp., A. deflexus, E. indica, B. plantaginea, Portulaca oleraceae,
C. benghalensis, Cenchrus echinatus e Chamaesyce hirta também
apresentaram alta frequência (%): 88,4; 85,5; 81,2; 72,5; 72,5; 57,8;
55,1; 53,6; respectivamente.

Figura 9. Índice de valor de importância (IVI) das dez principais espécies


de plantas daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro dos
estados de GO, MG e SP (geral).

A cultura do tomate rasteiro está inserida em um sistema de produção


composto por outras culturas, especialmente soja e milho. Assim,
o manejo de plantas daninhas adotado nessas culturas refletirá
diretamente na comunidade infestante do local e, logicamente,
no tomateiro cultivado em sequência. Em mais de 40% das áreas
amostradas, a soja antecedeu a cultura do tomate. Por esse motivo,
espécies comuns da sojicultura transgênica foram avaliadas no
levantamento.
34 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Na soja transgênica tolerante ao glyphosate a aplicação frequente


desse herbicida, seja em dessecação (antes da semeadura) ou após
a semeadura em pós-emergência, é algo comum desde o início do
seu cultivo no Brasil em 2005. Devido ao menor custo, comparado
aos outros tratamentos químicos, versatilidade e flexibilidade de uso
e excelente controle de determinadas espécies, o glyphosate é ano
após ano o herbicida mais utilizado na cultura da soja. No entanto,
o seu uso sucessivo ocasionou aumento na pressão de seleção de
espécies naturalmente tolerantes ou de difícil controle pelo mesmo. As
populações dessas espécies com o passar do tempo sobressaíram-se
em relação às populações facilmente controladas pelo glyphosate, o
que resultou em modificação da flora infestantes nas áreas de cultivo.

Tolerância é uma característica inata da espécie em sobreviver a


aplicações de herbicida na dosagem recomendada, que seria letal a
outras espécies, sem alterações marcantes em seu crescimento e
desenvolvimento (CHRISTOFFOLETI; LÓPEZ-OVEJERO, 2008). Assim
como a tolerância, a suscetibilidade, também é uma característica inata
da espécie.

Nesse levantamento foram avaliadas as seguintes espécies (com


frequência mais expressiva) tolerantes ou de difícil controle pelo
glyphosate: E. heterophylla, presente em 57 áreas; C. benghalensis,
em 40 áreas; C. hirta, em 37 áreas; Ipomoea triloba, em 30 áreas; e
Richardia brasiliensis, em 23 áreas. Somado à dificuldade de controle
dessas espécies pelo glyphosate, o uso sucessivo e intensificado desse
herbicida também contribuiu para a seleção de biótipos resistentes de
Conyza spp. e D. insularis, identificadas no levantamento em 35 e 12
áreas, respectivamente. Como não foi realizado estudo específico a
respeito, não se sabe se as populações são resistentes ou suscetíveis
ao glyphosate.

A resistência de plantas daninhas a herbicidas é definida como


a capacidade inerente e herdável de alguns biótipos, dentro de
uma determinada população, de sobreviver e se reproduzir após
a exposição a dosagens de um herbicida, que normalmente seria
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 35
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

letal a uma população normal (suscetível) da mesma espécie


(CHRISTOFFOLETI; LÓPEZ-OVEJERO, 2008). A resistência é um
fenômeno natural que ocorre espontaneamente nas populações, não
sendo, portanto, o herbicida o agente causador, mas sim selecionador
dos indivíduos resistentes que se encontra em baixa frequência inicial
(CHRISTOFFOLETI et al., 1994).

Na Figura 10 pode ser observada a infestação de Conyza sp. e Digitaria


insularis em áreas de produção de tomate rasteiro do município de
Morrinhos (GO).
Fotos: Núbia Maria Correia

A B
Figura 10. Infestação de Conyza sp. (a) e Digitaria insularis (b) em áreas
de produção de tomate rasteiro no município de Morrinhos - GO.

Após a liberação do cultivo de milho transgênico tolerante ao


glyphosate no Brasil em 2010, a tendência é que a infestação de
espécies tolerantes (ou de difícil controle) e de populações resistentes
aumente nas áreas e, como consequência, tornem-se mais frequentes e
problemáticas na cultura do tomate rasteiro.

Dados de Goiás (isolado)


Nas áreas do estado de GO, foram identificadas 86 espécies de
plantas daninhas (80 verdadeiras e seis tigueras de culturas - feijão,
36 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

milho, soja, sorgo granífero, tomate e trigo), distribuídas em 61


gêneros e 20 famílias. A família mais representativa do levantamento
fitossociológico, quanto ao número de espécies, foi a Poaceae com um
total de 18, seguida por Asteraceae e Fabaceae.

A espécie S. americanum apresentou o maior IVI (35,9), ocorrendo


em 38 áreas (frequência de 90,5%) e infestação média de 9,4%
(Tabela 6). A segunda espécie mais importante foi E. heterophylla, com
IVI igual a 24,6 e frequência de 92,9%. Essa espécie foi mais comum
nas comunidades infestantes avaliadas que S. americanum, porém, com
menor porcentagem de infestação (5,8%).

Tabela 6. Número de áreas com ocorrência da espécie, além da


infestação total (Infes.) total, frequência (Freq.), dominância (Dom.),
valores absolutos e relativos, e índice de valor de importância (IVI) das
plantas daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro do estado
de GO.

No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.


Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Solanum americanum 38 356,20 90,48 9,37 21,58 4,89 9,43 35,90
Euphorbia heterophylla 39 226,50 92,86 5,81 13,72 5,01 5,84 24,58
Digitaria spp. 40 124,10 95,24 3,10 7,52 5,14 3,12 15,78
Brachiaria plantaginea 33 116,30 78,57 3,52 7,05 4,24 3,55 14,84
Solanum lycopersicum (1)
16 103,40 38,10 6,46 6,27 2,06 6,50 14,83
Eleusine indica 37 108,50 88,10 2,93 6,57 4,76 2,95 14,28
Sida spinosa 2 20,20 4,76 10,10 1,22 0,26 10,16 11,65
Amaranthus hydridus 10 54,90 23,81 5,49 3,33 1,29 5,52 10,14
Cyperus rotundus 12 53,90 28,57 4,49 3,27 1,54 4,52 9,33
Amaranthus deflexus 36 47,30 85,71 1,31 2,87 4,63 1,32 8,82
Richardia brasiliensis 20 50,20 47,62 2,51 3,04 2,57 2,53 8,14
Chamaesyce hirta 25 47,05 59,52 1,88 2,85 3,21 1,89 7,96
Cyperus esculentus 4 23,00 9,52 5,75 1,39 0,51 5,79 7,69
Commelina benghalensis 30 38,70 71,43 1,29 2,35 3,86 1,30 7,50
Galinsoga parviflora 14 37,20 33,33 2,66 2,25 1,80 2,67 6,73
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 37
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 6. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Cenchrus echinatus 24 34,20 57,14 1,43 2,07 3,09 1,43 6,59
Portulaca oleracea 32 18,10 76,19 0,57 1,10 4,11 0,57 5,78
Ipomoea triloba 20 20,55 47,62 1,03 1,25 2,57 1,03 4,85
Polygonum convolvulus 2 8,10 4,76 4,05 0,49 0,26 4,08 4,82
Conyza sp. 28 9,10 66,67 0,33 0,55 3,60 0,33 4,48
Ageratum conyzoides 21 11,90 50,00 0,57 0,72 2,70 0,57 3,99
Amaranthus viridis 10 15,80 23,81 1,58 0,96 1,29 1,59 3,83
Eragrotis pilosa 22 8,85 52,38 0,40 0,54 2,83 0,40 3,77
Nicandra physaloides 16 9,00 38,10 0,56 0,55 2,06 0,57 3,17
Bidens subalternans 10 9,70 23,81 0,97 0,59 1,29 0,98 2,85
Glycine max 15 5,80 35,71 0,39 0,35 1,93 0,39 2,67
Rottboellia cochinchinensis 6 8,10 14,29 1,35 0,49 0,77 1,36 2,62
Sonchus oleraceus 12 6,40 28,57 0,53 0,39 1,54 0,54 2,47
Chloris barbata 4 6,10 9,52 1,53 0,37 0,51 1,53 2,42
Ipomoea purpurea 2 3,50 4,76 1,75 0,21 0,26 1,76 2,23
Echinochloa sp. 4 5,40 9,52 1,35 0,33 0,51 1,36 2,20
Acanthospermum hispidum 9 5,90 21,43 0,66 0,36 1,16 0,66 2,17
Gnaphalium spicatum 10 5,40 23,81 0,54 0,33 1,29 0,54 2,16
Bidens pilosa 13 3,30 30,95 0,25 0,20 1,67 0,26 2,13
Amaranthus spinosus 8 4,60 19,05 0,58 0,28 1,03 0,58 1,89
Zea mays 10 3,20 23,81 0,32 0,19 1,29 0,32 1,80
Emilia forbergii 10 2,60 23,81 0,26 0,16 1,29 0,26 1,70
Sida rhombifolia 9 3,05 21,43 0,34 0,18 1,16 0,34 1,68
Chenopodium album 6 3,50 14,29 0,58 0,21 0,77 0,59 1,57
Acanthospermum australe 5 3,50 11,90 0,70 0,21 0,64 0,70 1,56
Sorghum halepense 2 2,10 4,76 1,05 0,13 0,26 1,06 1,44
Brachiaria decumbens 5 2,20 11,90 0,44 0,13 0,64 0,44 1,22
Panicum maximum 5 1,80 11,90 0,36 0,11 0,64 0,36 1,11
Digitaria insularis 7 1,00 16,67 0,14 0,06 0,90 0,14 1,10
Brachiaria brizantha 2 1,50 4,76 0,75 0,09 0,26 0,75 1,10
Chamaesyce hissopifolia 5 1,60 11,90 0,32 0,10 0,64 0,32 1,06
Lepidium virginicum 3 1,70 7,14 0,57 0,10 0,39 0,57 1,06

(continua)
38 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 6. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Sida santaremnensis 5 1,30 11,90 0,26 0,08 0,64 0,26 0,98
Solanum sisymbrifolium 6 0,80 14,29 0,13 0,05 0,77 0,13 0,95
Solanum lycopersicum(2) 4 1,40 9,52 0,35 0,08 0,51 0,35 0,95
Emilia coccinea 5 1,00 11,90 0,20 0,06 0,64 0,20 0,90
Senna obtusifolia 5 1,00 11,90 0,20 0,06 0,64 0,20 0,90
Cleome affinis 3 1,20 7,14 0,40 0,07 0,39 0,40 0,86
Rynchelytrum repens 5 0,70 11,90 0,14 0,04 0,64 0,14 0,83
Desmodium tortuosum 4 0,70 9,52 0,18 0,04 0,51 0,18 0,73
Sida cordifolia 2 0,80 4,76 0,40 0,05 0,26 0,40 0,71
Physalis angulata 1 0,50 2,38 0,50 0,03 0,13 0,50 0,66
Spermacoce latifolia 3 0,60 7,14 0,20 0,04 0,39 0,20 0,62
Leucas martinicensis 2 0,60 4,76 0,30 0,04 0,26 0,30 0,60
Crotalaria incana 3 0,50 7,14 0,17 0,03 0,39 0,17 0,58
Sorghum sp. 3 0,40 7,14 0,13 0,02 0,39 0,13 0,54
Phaseolus vulgaris 3 0,30 7,14 0,10 0,02 0,39 0,10 0,50
Sida glaziovii 3 0,30 7,14 0,10 0,02 0,39 0,10 0,50
Solanum lycocarpum 3 0,30 7,14 0,10 0,02 0,39 0,10 0,50
Diodella teres 1 0,30 2,38 0,30 0,02 0,13 0,30 0,45
Oxalis corymbosa 1 0,30 2,38 0,30 0,02 0,13 0,30 0,45
Eclipta prostrata 2 0,20 4,76 0,10 0,01 0,26 0,10 0,37
Hyptis pectinata 2 0,20 4,76 0,10 0,01 0,26 0,10 0,37
Senna occidentalis 2 0,20 4,76 0,10 0,01 0,26 0,10 0,37
Alternanthera tenella 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Amaranthus retroflexus 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Blainvillea rhomboidea 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Brassica rapa 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Crotalaria spectabilis 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Croton glandulosus 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Heliotropium sp. 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Leonotis nepetaefolia 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Macroptilium lathyroides 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Merremia aegyptia 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Momordica charantia 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Phyllanthus tenellus 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 39
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 6. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Raphanus raphanistrum 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Sorghum bicolor 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Tridax procumbens 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Triticum aestivum 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Xanthium strumarium 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
(1)
Tomate cereja comum.
(2)
Tiguera de tomate.

Digitaria spp., que englobou as espécies de capim-colchão, apresentou


IVI igual a 15,8; e ficou em terceiro na sequência de importância,
seguido por B. plantaginea (14,8), L. sculentum - tomate cereja (14,8), E.
indica (14,3), Sida spinosa (11,6), Amaranthus hybridus (10,1), Cyperus
rotundus (9,3) e A. deflexus (8,8) (Figura 11). Dentre as 10 espécies de
maior importância, seis são eudicotiledôneas e quatro monocotiledôneas.

Figura 11. Índice de valor de importância (IVI) das dez principais


espécies de plantas daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro
do estado de GO.
40 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Somado a S. americanum, E. heterophylla e Digitaria spp., as espécies


E. indica, A. deflexus, B. plantaginea, P. oleracea, C. benghalensis,
Conyza sp. e C. hirta apresentaram as maiores frequências,
com 88,1%; 85,7%; 78,6%; 76,2%; 71,4%; 66,7%; 59,2%;
respectivamente.

Dados de Minas Gerais (isolado)


Foram identificadas 64 espécies de plantas daninhas (61 verdadeiras
e três tigueras de culturas - feijão, milho e trigo) infestando a cultura
do tomate rasteiro no estado de MG, distribuídas em 47 gêneros
e 17 famílias. As famílias mais representativas do levantamento
fitossociológico, quanto ao número de espécies, foram Asteraceae e
Poaceae com um total de 13 cada, seguidas por Convolvulaceae.

A espécie de maior importância foi L. virginicum, com IVI igual a


49,9, mas com frequência intermediária (42,9%), infestando seis
áreas avaliadas (Tabela 7). A espécie S. americanum foi a segunda de
maior importância, com IVI igual a 29,7; esteve presente em 12 áreas
(frequência de 85,7%), com infestação média de 7,3%. G. parviflora
foi a espécie com terceiro maior IVI (17,8), seguida por E. heterophylla
(16,4), B. plantaginea (12,6), A. deflexus (11,2), Bidens pilosa (10,9),
Digitaria spp. (9,2), Bidens subalternans (8,6) e C. echinatus (9,7)
(Figura 12). Dentre as 10 espécies de maior importância, sete são
eudicotiledôneas e três monocotiledôneas.

Tabela 7. Número de áreas com ocorrência da espécie, além da


infestação (Infes.) total, frequência (Freq.), dominância (Dom.), valores
absolutos e relativos, e índice de valor de importância (IVI) das plantas
daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro do estado de MG.

No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.


Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Lepidium virginicum 6 125,00 42,86 20,83 23,29 2,36 24,25 49,90
Solanum americanum 12 88,10 85,71 7,34 16,41 4,73 8,55 29,68
Galinsoga parviflora 8 44,10 57,14 5,51 8,22 3,15 6,42 17,78
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 41
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 7. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Euphorbia heterophylla 9 40,70 64,29 4,52 7,58 3,54 5,26 16,39
Brachiaria plantaginea 9 28,70 64,29 3,19 5,35 3,54 3,71 12,60
Amaranthus deflexus 10 24,10 71,43 2,41 4,49 3,94 2,81 11,23
Bidens pilosa 5 21,40 35,71 4,28 3,99 1,97 4,98 10,94
Digitaria spp. 9 17,90 64,29 1,99 3,33 3,54 2,32 9,19
Bidens subalternans 8 16,30 57,14 2,04 3,04 3,15 2,37 8,56
Cenchrus echinatus 6 12,60 42,86 2,10 2,35 2,36 2,44 7,15
Zea mays 12 7,50 85,71 0,63 1,40 4,73 0,73 6,85
Sonchus oleraceus 7 11,30 50,00 1,61 2,11 2,76 1,88 6,74
Eustachys distichophylla 4 10,70 28,57 2,68 1,99 1,58 3,11 6,68
Eleusine indica 8 9,10 57,14 1,14 1,70 3,15 1,32 6,17
Amaranthus spinosus 5 9,20 35,71 1,84 1,71 1,97 2,14 5,82
Macroptilium lathyroides 2 6,10 14,29 3,05 1,14 0,79 3,55 5,47
Amaranthus viridis 5 8,10 35,71 1,62 1,51 1,97 1,89 5,36
Leucas martinicensis 2 5,50 14,29 2,75 1,02 0,79 3,20 5,01
Solanum lycopersicum(1) 2 5,20 14,29 2,60 0,97 0,79 3,03 4,78
Portulaca oleracea 9 3,10 64,29 0,34 0,58 3,54 0,40 4,52
Nicandra physaloides 5 4,30 35,71 0,86 0,80 1,97 1,00 3,77
Acanthospermum hispidum 6 3,30 42,86 0,55 0,61 2,36 0,64 3,62
Gnaphalium spicatum 6 2,90 42,86 0,48 0,54 2,36 0,56 3,47
Commelina benghalensis 5 3,50 35,71 0,70 0,65 1,97 0,81 3,44
Phaseolus vulgaris 6 2,60 42,86 0,43 0,48 2,36 0,50 3,35
Eragrotis pilosa 5 2,90 35,71 0,58 0,54 1,97 0,68 3,18
Ageratum conyzoides 5 2,70 35,71 0,54 0,50 1,97 0,63 3,10
Cyperus rotundus 3 3,20 21,43 1,07 0,60 1,18 1,24 3,02
Chamaesyce hirta 6 1,30 42,86 0,22 0,24 2,36 0,25 2,86
Emilia forbergii 6 0,80 42,86 0,13 0,15 2,36 0,16 2,67
Ipomoea nil 2 2,20 14,29 1,10 0,41 0,79 1,28 2,48
Tridax procumbens 4 1,30 28,57 0,33 0,24 1,58 0,38 2,20
Solanum lycopersicum(2) 4 0,70 28,57 0,18 0,13 1,58 0,20 1,91
Calotropis procera 4 0,40 28,57 0,10 0,07 1,58 0,12 1,77

(continua)
42 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 7. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Senna obtusifolia 4 0,40 28,57 0,10 0,07 1,58 0,12 1,77
Xanthium strumarium 2 1,20 14,29 0,60 0,22 0,79 0,70 1,71
Ipomoea triloba 3 0,90 21,43 0,30 0,17 1,18 0,35 1,70
Merremia aegyptia 3 0,70 21,43 0,23 0,13 1,18 0,27 1,58
Sida spinosa 3 0,60 21,43 0,20 0,11 1,18 0,23 1,53
Chamaesyce hissopifolia 3 0,40 21,43 0,13 0,07 1,18 0,16 1,41
Conyza sp. 3 0,30 21,43 0,10 0,06 1,18 0,12 1,35
Raphanus raphanistrum 2 0,70 14,29 0,35 0,13 0,79 0,41 1,33
Cleome affinis 2 0,50 14,29 0,25 0,09 0,79 0,29 1,17
Richardia brasiliensis 2 0,40 14,29 0,20 0,07 0,79 0,23 1,09
Panicum maximum 1 0,50 7,14 0,50 0,09 0,39 0,58 1,07
Melampodium perfoliatum 2 0,20 14,29 0,10 0,04 0,79 0,12 0,94
Sida rhombifolia 2 0,20 14,29 0,10 0,04 0,79 0,12 0,94
Solanum sisymbrifolium 1 0,40 7,14 0,40 0,07 0,39 0,47 0,93
Amaranthus hydridus 1 0,30 7,14 0,30 0,06 0,39 0,35 0,80
Ipomoea cairica 1 0,30 7,14 0,30 0,06 0,39 0,35 0,80
Triticum aestivum 1 0,30 7,14 0,30 0,06 0,39 0,35 0,80
Acanthospermum australe 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Ipomoea asarifolia 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Senna occidentalis 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Solanum lycocarpum 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Andropogon sp. 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Crotalaria spectabilis 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Cucumis anguria 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Ipomoea hederifolia 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Pennisetum americanum 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Rynchelytrum repens 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Sida cordifolia 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Sida linifolia 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Sorghum sp. 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
(1)
Tomate cereja comum.
(2)
Tiguera de tomate.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 43
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Figura 12. Índice de valor de importância (IVI) das dez principais


espécies de plantas daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro
do estado de MG.

As espécies que apresentaram as maiores frequências, após S.


americanum, foram Zea mays - tiguera (85,7), A. deflexus (71,4%),
E. heterophylla (64,3), B. plantaginea (64,3), Digitaria spp. (64,3), P.
oleracea (64,3), G. parviflora (57,1), B. subalternans (57,1) e E. indica
(57,1).

Dados de São Paulo (isolado)


Nas áreas do estado de SP, foram identificadas 67 espécies de plantas
daninhas (64 verdadeiras e três tigueras de culturas - soja, milho e
feijão) infestando a cultura do tomate rasteiro, distribuídas em 44
gêneros e 15 famílias. A família mais representativa do levantamento
fitossociológico, quanto ao número de espécies, foi a Poaceae com um
total de 14, seguida por Asteraceae e Fabaceae.
44 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

As espécies de maior importância foram S. americanum e A. deflexus,


com IVI igual a a 35,9 e 33,4; respectivamente (Tabela 8). A. deflexus
ocorreu em todas as áreas, com frequência de 100% e infestação
média de 5,7%. Já S. americanum foi avaliada em 10 áreas, com
frequência de 77,1% e infestação média de 7,7%.

Tabela 8. Número de áreas com ocorrência da espécie, além da


infestação (Infes.) total, frequência (Freq.), dominância (Dom.), valores
absolutos e relativos, e índice de valor de importância (IVI) das plantas
daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro do estado de SP.

No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.


Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Solanum americanum 10 77,10 76,92 7,71 19,91 4,27 11,77 35,95
Amaranthus deflexus 13 74,10 100,00 5,70 19,13 5,56 8,70 33,39
Commelina benghalensis 5 31,50 38,46 6,30 8,13 2,14 9,61 19,88
Chamaesyce hirta 6 25,80 46,15 4,30 6,66 2,56 6,56 15,79
Euphorbia heterophylla 9 26,00 69,23 2,89 6,71 3,85 4,41 14,97
Chamaesyce hissopifolia 3 14,10 23,08 4,70 3,64 1,28 7,17 12,09
Senna obtusifolia 6 15,70 46,15 2,62 4,05 2,56 3,99 10,61
Digitaria spp. 12 12,90 92,31 1,08 3,33 5,13 1,64 10,10
Eragrotis pilosa 9 13,90 69,23 1,54 3,59 3,85 2,36 9,79
Cyperus rotundus 5 13,50 38,46 2,70 3,49 2,14 4,12 9,74
Eleusine indica 11 10,00 84,62 0,91 2,58 4,70 1,39 8,67
Cyperus iria 1 4,00 7,69 4,00 1,03 0,43 6,10 7,56
Brachiaria plantaginea 8 8,40 61,54 1,05 2,17 3,42 1,60 7,19
Portulaca oleracea 9 5,50 69,23 0,61 1,42 3,85 0,93 6,20
Ipomoea triloba 7 6,30 53,85 0,90 1,63 2,99 1,37 5,99
Amaranthus viridis 5 6,10 38,46 1,22 1,58 2,14 1,86 5,57
Cenchrus echinatus 8 3,20 61,54 0,40 0,83 3,42 0,61 4,86
Gnaphalium spicatum 5 3,90 38,46 0,78 1,01 2,14 1,19 4,33
Bidens pilosa 6 2,90 46,15 0,48 0,75 2,56 0,74 4,05
Panicum maximum 3 3,60 23,08 1,20 0,93 1,28 1,83 4,04
Amaranthus hydridus 5 3,20 38,46 0,64 0,83 2,14 0,98 3,94
Echinochloa sp. 5 3,20 38,46 0,64 0,83 2,14 0,98 3,94
Brachiaria decumbens 2 2,50 15,38 1,25 0,65 0,85 1,91 3,41
Bidens subalternans 2 2,20 15,38 1,10 0,57 0,85 1,68 3,10
Zea mays 5 1,10 38,46 0,22 0,28 2,14 0,34 2,76
Acanthospermum hispidum 4 1,40 30,77 0,35 0,36 1,71 0,53 2,60
Digitaria insularis 5 0,60 38,46 0,12 0,15 2,14 0,18 2,47
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 45
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Tabela 8. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Glycine max 4 0,90 30,77 0,23 0,23 1,71 0,34 2,29
Conyza sp. 4 0,80 30,77 0,20 0,21 1,71 0,31 2,22
Heliotropium sp. 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Ipomoea nil 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Macroptilium lathyroides 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Pennisetum americanum 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Chloris barbata 3 1,20 23,08 0,40 0,31 1,28 0,61 2,20
Sida rhombifolia 4 0,40 30,77 0,10 0,10 1,71 0,15 1,97
Solanum sisymbrifolium 3 0,70 23,08 0,23 0,18 1,28 0,36 1,82
Merremia aegyptia 3 0,50 23,08 0,17 0,13 1,28 0,25 1,67
Sida santaremnensis 3 0,30 23,08 0,10 0,08 1,28 0,15 1,51
Sida cordifolia 2 0,60 15,38 0,30 0,15 0,85 0,46 1,47
Amaranthus retroflexus 1 0,50 7,69 0,50 0,13 0,43 0,76 1,32
Merremia cissoides 1 0,50 7,69 0,50 0,13 0,43 0,76 1,32
Melochia pyramidata 1 0,50 7,69 0,50 0,13 0,43 0,76 1,32
Emilia forbergii 2 0,30 15,38 0,15 0,08 0,85 0,23 1,16
Solanum lycocarpum 2 0,30 15,38 0,15 0,08 0,85 0,23 1,16
Emilia coccinea 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Ipomoea hederifolia 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Crotalaria incana 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Sida glaziovii 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Sorghum bicolor 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Raphanus raphanistrum 1 0,20 7,69 0,20 0,05 0,43 0,31 0,78
Cyperus esculentus 1 0,20 7,69 0,20 0,05 0,43 0,31 0,78
Ricinus communis 1 0,20 7,69 0,20 0,05 0,43 0,31 0,78
Alternanthera tenella 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Amaranthus spinosus 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Ageratum conyzoides 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Sonchus oleraceus 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Ipomoea fimbriosepala 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Crotalaria lanceolata 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Mimosa pudica 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Phaseolus vulgaris 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Senna occidentalis 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Sida spinosa 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Boerhavia diffusa 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Rynchelytrum repens 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Richardia brasiliensis 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Nicandra physaloides 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Physalis angulata 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
46 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

A espécie C. benghalensis foi a terceira de maior importância, com IVI


igual a 19,9; mas com ocorrência em apenas cinco áreas (frequência
de 38,5%) e infestação média de 6,3%. Essa espécie foi seguida
por C. hirta (15,8), E. heterophylla (14,9), Chamaesyce hissopifolia
(12,1), Senna obtusifolia (10,6), Digitaria spp. (10,1), Eragrotis pilosa
(9,8) e C. rotundus (9,7) (Figura 13). Dentre as 10 espécies de maior
importância, seis são eudicotiledôneas e quatro monocotiledôneas.

As espécies mais frequentes nas áreas avaliadas, além de S.


americanum e A. deflexus, foram Digitaria spp. (92,3%), E. indica
(84,6%), E. heterophylla (69,2), E. pilosa (69,2%), P. oleraceae
(69,2%), B. plantaginea (61,5%), C. echinatus (61,5%) e I. triloba
(53,8%).

Figura 13. Índice de valor de importância (IVI) das dez principais


espécies de plantas daninhas nas áreas de produção de tomate rasteiro
do estado de SP.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 47
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP

Conclusões
Foram identificadas 105 espécies de plantas daninhas (99 verdadeiras e
seis tigueras de culturas), distribuídas em 72 gêneros e 23 famílias. As
espécies com maior importância foram Solanum americanum, Euphorbia
heterophylla, Lepidium virginicum, Digitaria spp. (espécies de capim-
colchão) Brachiaria plantaginea, Amaranthus deflexus, Eleusine indica,
Solanum lycopersicum (tomate cereja comum), Galinsoga parviflora e
Commelina benghalensis.

Agradecimentos
Às indústrias Best Pulp, Bunge, Cargill Foods, Cepêra, Conservas Olé,
Dez Alimentos, Fugini Alimentos, Heinz, Karambi Alimentos, Predilecta
Alimentos; às empresas Agriter e Agrosorgatto, e ao produtor rural Iron
Lima, pela colaboração na indicação das áreas de produção de tomate
rasteiro.

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