Infestantes
Infestantes
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Levantamento Fitossociológico
de Plantas Daninhas em
Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados
de GO, MG E SP
Núbia Maria Correia
Embrapa Hortaliças
Brasília, DF
2015
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Embrapa, 2015
Autores
Introdução..................................................................................11
Material e Métodos......................................................................11
Resultados e discussão................................................................16
Caracterização das áreas avaliadas................................................16
Levantamento fitossociológico de plantas daninhas.........................24
Dados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo (geral)............................24
Dados de Goiás (isolado)..............................................................35
Dados de Minas Gerais (isolado)....................................................40
Dados de São Paulo (isolado)........................................................43
Conclusões.................................................................................47
Agradecimentos..........................................................................47
Referências................................................................................47
11
Levantamento Fitossociológico
de Plantas Daninhas em
Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados
de GO, MG E SP
Introdução
Material e Métodos
Nos meses de junho a outubro de 2014 foram amostradas 69 áreas
de produção comercial de tomate rasteiro (67 pivôs e duas áreas com
gotejamento) nos municípios de Bela Vista de Goiás, Cidade de Goiás,
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 13
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Com base nos valores da infestação das espécies (por área - pivô ou
gotejamento) e no número de áreas de produção amostradas (69 no
total - 42 para GO, 14 para MG e 13 para SP), foram calculados os
parâmetros fitossociológicos: infestação relativa (infestação da espécie x
100/infestação total de todas as espécies); frequência, que corresponde
à relação entre o número de áreas que contém a espécie e o total de
áreas amostradas x 100; frequência relativa (frequência x 100/frequência
total de todas as espécies); dominância, relação entre a infestação da
espécie a o número de áreas contendo a espécie; dominância relativa
(dominância x 100/dominância total); e o índice de valor de importância
(IVI), determinado por meio da soma dos valores de infestação relativa,
frequência relativa e dominância relativa.
16 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Resultados e discussão
Caracterização das áreas avaliadas
Em 42,4% das áreas, o tomate foi instalado após a cultura da soja, em
36,4% a cultura anterior foi milho grão ou semente, em 10,6% milho
doce, em 4,5% milho silagem, em 3% braquiária e em 1,5% cada,
milho verde e milheto (Figura 3).
Áreas amostradas
Cultivar Empresa
Unidade ha
AP 529 Seminis 8 261,0
AP 533 Seminis 5 272,7
BA 0574 Blue seed 1 12,5
BA 5630 Blue seed 1 41,0
BSP 0031 Blue seed 1 12,5
BRS Sena Embrapa 3 105,3
C901 Nunhems 5 233,0
H-1015 Heinz 3 31,9
H-1308 Heinz 1 18,3
H-3402 Heinz 3 120,0
H-5108 Heinz 1 17,3
H-5608 Heinz 1 18,7
H-9553 Heinz 29 1175,8
H-9889 Heinz 3 70,3
H-9992 Heinz 6 115,2
HM 7885 F1 Topseed Premium 7 164,7
HM 7889 F1 Topseed Premium 3 127,5
HMX 7883 CLAUSE 5 166,0
IT 761 - ISI Tecnoseed 1 116,0
N901 Nunhems 9 213,1
Rio Vermelho Nunhems 1 34,0
Tinto Nunhems 1 6,3
TY 2006 Seminis 4 91,0
U2006 Nunhems 10 409,3
UG 8168 F1 Topseed Premium 1 343,5
UG 8169 F1 Topseed Premium 10 320,0
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 19
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
1
Popularmente também é conhecido como tomate de tapera e tomate cereja caipira.
22 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Levantamento fitossociológico de
plantas daninhas
Dados de Goiás, Minas Gerais e
São Paulo (geral)
Foram identificadas 105 espécies de plantas daninhas (99 verdadeiras e
seis tigueras de culturas2 - feijão, milho, soja, sorgo granífero, tomate e
trigo e milheto infestando a cultura do tomate rasteiro, distribuídas em
72 gêneros e 23 famílias (Tabela 4). A família mais representativa do
levantamento fitossociológico, no que se refere ao número de espécies,
foi a Poaceae com um total de 21, seguida por Asteraceae e Fabaceae.
2
Popularmente também é conhecido como planta voluntária.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 25
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Tabela 4. Continuação.
Tabela 4. Continuação.
Tabela 4. Continuação.
Tabela 5. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Ipomoea triloba 30 27,75 43,48 0,93 1,08 2,38 0,76 4,22
Sida spinosa 6 20,90 8,70 3,48 0,81 0,48 2,88 4,17
Amaranthus viridis 20 30,00 28,99 1,50 1,17 1,58 1,24 3,99
Bidens pilosa 24 27,60 34,78 1,15 1,07 1,90 0,95 3,92
Bidens subalternans 20 28,20 28,99 1,41 1,10 1,58 1,17 3,85
Polygonum convolvulus 2 8,10 2,90 4,05 0,31 0,16 3,35 3,82
Cyperus iria 1 4,00 1,45 4,00 0,16 0,08 3,31 3,54
Conyza sp. 35 10,20 50,72 0,29 0,40 2,77 0,24 3,41
Ageratum conyzoides 27 14,70 39,13 0,54 0,57 2,14 0,45 3,16
Sonchus oleraceus 20 17,80 28,99 0,89 0,69 1,58 0,74 3,01
Zea mays 27 11,80 39,13 0,44 0,46 2,14 0,36 2,96
Eustachys distichophylla 4 10,70 5,80 2,68 0,42 0,32 2,21 2,94
Senna obtusifolia 15 17,10 21,74 1,14 0,66 1,19 0,94 2,80
Nicandra physaloides 22 13,40 31,88 0,61 0,52 1,74 0,50 2,77
Chamaesyce hissopifolia 11 16,10 15,94 1,46 0,63 0,87 1,21 2,71
Gnaphalium spicatum 21 12,20 30,43 0,58 0,47 1,66 0,48 2,62
Amaranthus spinosus 14 13,90 20,29 0,99 0,54 1,11 0,82 2,47
Acanthospermum hispidum 19 10,60 27,54 0,56 0,41 1,51 0,46 2,38
Macroptilium lathyroides 4 7,20 5,80 1,80 0,28 0,32 1,49 2,08
Glycine max 19 6,70 27,54 0,35 0,26 1,51 0,29 2,06
Rottboellia cochinchinensis 6 8,10 8,70 1,35 0,31 0,48 1,12 1,91
Echinochloa sp. 9 8,60 13,04 0,96 0,33 0,71 0,79 1,84
Leucas martinicensis 4 6,10 5,80 1,53 0,24 0,32 1,26 1,81
Ipomoea purpurea 2 3,50 2,90 1,75 0,14 0,16 1,45 1,74
Emilia forbergii 18 3,70 26,09 0,21 0,14 1,43 0,17 1,74
Chloris barbata 7 7,30 10,14 1,04 0,28 0,55 0,86 1,70
Sida rhombifolia 15 3,65 21,74 0,24 0,14 1,19 0,20 1,53
Panicum maximum 9 5,90 13,04 0,66 0,23 0,71 0,54 1,48
Brachiaria decumbens 7 4,70 10,14 0,67 0,18 0,55 0,56 1,29
Ipomoea nil 3 3,20 4,35 1,07 0,12 0,24 0,88 1,24
Phaseolus vulgaris 10 3,00 14,49 0,30 0,12 0,79 0,25 1,16
Acanthospermum australe 6 3,70 8,70 0,62 0,14 0,48 0,51 1,13
Digitaria insularis 12 1,60 17,39 0,13 0,06 0,95 0,11 1,12
Sorghum halepense 2 2,10 2,90 1,05 0,08 0,16 0,87 1,11
Chenopodium album 6 3,50 8,70 0,58 0,14 0,48 0,48 1,09
Solanum sisymbrifolium 11 1,90 15,94 0,17 0,07 0,87 0,14 1,09
Solanum lycopersicum(2) 8 2,10 11,59 0,26 0,08 0,63 0,22 0,93
Sida santaremnensis 8 1,60 11,59 0,20 0,06 0,63 0,17 0,86
Rynchelytrum repens 1 0,90 1,45 0,90 0,03 0,08 0,74 0,86
(continua)
30 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Tabela 5. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Brachiaria brizantha 2 1,50 2,90 0,75 0,06 0,16 0,62 0,84
Emilia coccinea 8 1,20 11,59 0,15 0,05 0,63 0,12 0,80
Merremia aegyptia 7 1,30 10,14 0,19 0,05 0,55 0,15 0,76
Cleome affinis 5 1,70 7,25 0,34 0,07 0,40 0,28 0,74
Sida cordifolia 5 1,50 7,25 0,30 0,06 0,40 0,25 0,70
Tridax procumbens 5 1,40 7,25 0,28 0,05 0,40 0,23 0,68
Heliotropium sp. 2 1,10 2,90 0,55 0,04 0,16 0,45 0,66
Pennisetum americanum 2 1,10 2,90 0,55 0,04 0,16 0,45 0,66
Xanthium strumarium 3 1,30 4,35 0,43 0,05 0,24 0,36 0,65
Solanum lycocarpum 6 0,80 8,70 0,13 0,03 0,48 0,11 0,62
Sorghum sp. 6 0,70 8,70 0,12 0,03 0,48 0,10 0,60
Raphanus raphanistrum 4 1,00 5,80 0,25 0,04 0,32 0,21 0,56
Crotalaria incana 5 0,70 7,25 0,14 0,03 0,40 0,12 0,54
Melochia pyramidata 1 0,50 1,45 0,50 0,02 0,08 0,41 0,51
Merremia cissoides 1 0,50 1,45 0,50 0,02 0,08 0,41 0,51
Sida glaziovii 5 0,50 7,25 0,10 0,02 0,40 0,08 0,50
Desmodium tortuosum 4 0,70 5,80 0,18 0,03 0,32 0,14 0,49
Senna occidentalis 4 0,50 5,80 0,13 0,02 0,32 0,10 0,44
Amaranthus retroflexus 2 0,60 2,90 0,30 0,02 0,16 0,25 0,43
Physalis angulata 2 0,60 2,90 0,30 0,02 0,16 0,25 0,43
Spermacoce latifolia 3 0,60 4,35 0,20 0,02 0,24 0,17 0,43
Calotropis procera 4 0,40 5,80 0,10 0,02 0,32 0,08 0,42
Triticum aestivum 2 0,40 2,90 0,20 0,02 0,16 0,17 0,34
Diodella teres 1 0,30 1,45 0,30 0,01 0,08 0,25 0,34
Ipomoea cairica 1 0,30 1,45 0,30 0,01 0,08 0,25 0,34
Oxalis corymbosa 1 0,30 1,45 0,30 0,01 0,08 0,25 0,34
Ipomoea hederifolia 3 0,30 4,35 0,10 0,01 0,24 0,08 0,33
Ipomoea asarifolia 1 0,20 1,45 0,20 0,01 0,08 0,17 0,25
Ricinus communis 1 0,20 1,45 0,20 0,01 0,08 0,17 0,25
Alternanthera tenella 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Crotalaria spectabilis 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Eclipta prostrata 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Hyptis pectinata 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Melampodium perfoliatum 2 0,20 2,90 0,10 0,01 0,16 0,08 0,25
Andropogon sp. 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Blainvillea rhomboidea 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Boerhavia diffusa 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Brassica rapa 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Crotalaria lanceolata 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 31
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Tabela 5. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Croton glandulosus 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Cucumis anguria 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Ipomoea fimbriosepala 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Leonotis nepetaefolia 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Mimosa pudica 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Momordica charantia 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Phyllanthus tenellus 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Sida linifolia 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
Sorghum bicolor 1 0,10 1,45 0,10 0,00 0,08 0,08 0,17
(1)
Tomate cereja comum.
(2)
Tiguera de tomate.
C D
Figura 8. Infestação de Solanum americanum em áreas de produção de
tomate rasteiro dos municípios de Guararapes - SP (A) e Morrinhos -
GO (B); e de Euphorbia heterophylla em áreas de produção dos
municípios de Itaberaí - GO (C) e Paulo de Faria - SP (D).
A B
Figura 10. Infestação de Conyza sp. (a) e Digitaria insularis (b) em áreas
de produção de tomate rasteiro no município de Morrinhos - GO.
Tabela 6. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Cenchrus echinatus 24 34,20 57,14 1,43 2,07 3,09 1,43 6,59
Portulaca oleracea 32 18,10 76,19 0,57 1,10 4,11 0,57 5,78
Ipomoea triloba 20 20,55 47,62 1,03 1,25 2,57 1,03 4,85
Polygonum convolvulus 2 8,10 4,76 4,05 0,49 0,26 4,08 4,82
Conyza sp. 28 9,10 66,67 0,33 0,55 3,60 0,33 4,48
Ageratum conyzoides 21 11,90 50,00 0,57 0,72 2,70 0,57 3,99
Amaranthus viridis 10 15,80 23,81 1,58 0,96 1,29 1,59 3,83
Eragrotis pilosa 22 8,85 52,38 0,40 0,54 2,83 0,40 3,77
Nicandra physaloides 16 9,00 38,10 0,56 0,55 2,06 0,57 3,17
Bidens subalternans 10 9,70 23,81 0,97 0,59 1,29 0,98 2,85
Glycine max 15 5,80 35,71 0,39 0,35 1,93 0,39 2,67
Rottboellia cochinchinensis 6 8,10 14,29 1,35 0,49 0,77 1,36 2,62
Sonchus oleraceus 12 6,40 28,57 0,53 0,39 1,54 0,54 2,47
Chloris barbata 4 6,10 9,52 1,53 0,37 0,51 1,53 2,42
Ipomoea purpurea 2 3,50 4,76 1,75 0,21 0,26 1,76 2,23
Echinochloa sp. 4 5,40 9,52 1,35 0,33 0,51 1,36 2,20
Acanthospermum hispidum 9 5,90 21,43 0,66 0,36 1,16 0,66 2,17
Gnaphalium spicatum 10 5,40 23,81 0,54 0,33 1,29 0,54 2,16
Bidens pilosa 13 3,30 30,95 0,25 0,20 1,67 0,26 2,13
Amaranthus spinosus 8 4,60 19,05 0,58 0,28 1,03 0,58 1,89
Zea mays 10 3,20 23,81 0,32 0,19 1,29 0,32 1,80
Emilia forbergii 10 2,60 23,81 0,26 0,16 1,29 0,26 1,70
Sida rhombifolia 9 3,05 21,43 0,34 0,18 1,16 0,34 1,68
Chenopodium album 6 3,50 14,29 0,58 0,21 0,77 0,59 1,57
Acanthospermum australe 5 3,50 11,90 0,70 0,21 0,64 0,70 1,56
Sorghum halepense 2 2,10 4,76 1,05 0,13 0,26 1,06 1,44
Brachiaria decumbens 5 2,20 11,90 0,44 0,13 0,64 0,44 1,22
Panicum maximum 5 1,80 11,90 0,36 0,11 0,64 0,36 1,11
Digitaria insularis 7 1,00 16,67 0,14 0,06 0,90 0,14 1,10
Brachiaria brizantha 2 1,50 4,76 0,75 0,09 0,26 0,75 1,10
Chamaesyce hissopifolia 5 1,60 11,90 0,32 0,10 0,64 0,32 1,06
Lepidium virginicum 3 1,70 7,14 0,57 0,10 0,39 0,57 1,06
(continua)
38 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Tabela 6. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Sida santaremnensis 5 1,30 11,90 0,26 0,08 0,64 0,26 0,98
Solanum sisymbrifolium 6 0,80 14,29 0,13 0,05 0,77 0,13 0,95
Solanum lycopersicum(2) 4 1,40 9,52 0,35 0,08 0,51 0,35 0,95
Emilia coccinea 5 1,00 11,90 0,20 0,06 0,64 0,20 0,90
Senna obtusifolia 5 1,00 11,90 0,20 0,06 0,64 0,20 0,90
Cleome affinis 3 1,20 7,14 0,40 0,07 0,39 0,40 0,86
Rynchelytrum repens 5 0,70 11,90 0,14 0,04 0,64 0,14 0,83
Desmodium tortuosum 4 0,70 9,52 0,18 0,04 0,51 0,18 0,73
Sida cordifolia 2 0,80 4,76 0,40 0,05 0,26 0,40 0,71
Physalis angulata 1 0,50 2,38 0,50 0,03 0,13 0,50 0,66
Spermacoce latifolia 3 0,60 7,14 0,20 0,04 0,39 0,20 0,62
Leucas martinicensis 2 0,60 4,76 0,30 0,04 0,26 0,30 0,60
Crotalaria incana 3 0,50 7,14 0,17 0,03 0,39 0,17 0,58
Sorghum sp. 3 0,40 7,14 0,13 0,02 0,39 0,13 0,54
Phaseolus vulgaris 3 0,30 7,14 0,10 0,02 0,39 0,10 0,50
Sida glaziovii 3 0,30 7,14 0,10 0,02 0,39 0,10 0,50
Solanum lycocarpum 3 0,30 7,14 0,10 0,02 0,39 0,10 0,50
Diodella teres 1 0,30 2,38 0,30 0,02 0,13 0,30 0,45
Oxalis corymbosa 1 0,30 2,38 0,30 0,02 0,13 0,30 0,45
Eclipta prostrata 2 0,20 4,76 0,10 0,01 0,26 0,10 0,37
Hyptis pectinata 2 0,20 4,76 0,10 0,01 0,26 0,10 0,37
Senna occidentalis 2 0,20 4,76 0,10 0,01 0,26 0,10 0,37
Alternanthera tenella 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Amaranthus retroflexus 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Blainvillea rhomboidea 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Brassica rapa 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Crotalaria spectabilis 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Croton glandulosus 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Heliotropium sp. 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Leonotis nepetaefolia 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Macroptilium lathyroides 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Merremia aegyptia 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Momordica charantia 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Phyllanthus tenellus 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
(continua)
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 39
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Tabela 6. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Raphanus raphanistrum 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Sorghum bicolor 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Tridax procumbens 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Triticum aestivum 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
Xanthium strumarium 1 0,10 2,38 0,10 0,01 0,13 0,10 0,24
(1)
Tomate cereja comum.
(2)
Tiguera de tomate.
Tabela 7. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Euphorbia heterophylla 9 40,70 64,29 4,52 7,58 3,54 5,26 16,39
Brachiaria plantaginea 9 28,70 64,29 3,19 5,35 3,54 3,71 12,60
Amaranthus deflexus 10 24,10 71,43 2,41 4,49 3,94 2,81 11,23
Bidens pilosa 5 21,40 35,71 4,28 3,99 1,97 4,98 10,94
Digitaria spp. 9 17,90 64,29 1,99 3,33 3,54 2,32 9,19
Bidens subalternans 8 16,30 57,14 2,04 3,04 3,15 2,37 8,56
Cenchrus echinatus 6 12,60 42,86 2,10 2,35 2,36 2,44 7,15
Zea mays 12 7,50 85,71 0,63 1,40 4,73 0,73 6,85
Sonchus oleraceus 7 11,30 50,00 1,61 2,11 2,76 1,88 6,74
Eustachys distichophylla 4 10,70 28,57 2,68 1,99 1,58 3,11 6,68
Eleusine indica 8 9,10 57,14 1,14 1,70 3,15 1,32 6,17
Amaranthus spinosus 5 9,20 35,71 1,84 1,71 1,97 2,14 5,82
Macroptilium lathyroides 2 6,10 14,29 3,05 1,14 0,79 3,55 5,47
Amaranthus viridis 5 8,10 35,71 1,62 1,51 1,97 1,89 5,36
Leucas martinicensis 2 5,50 14,29 2,75 1,02 0,79 3,20 5,01
Solanum lycopersicum(1) 2 5,20 14,29 2,60 0,97 0,79 3,03 4,78
Portulaca oleracea 9 3,10 64,29 0,34 0,58 3,54 0,40 4,52
Nicandra physaloides 5 4,30 35,71 0,86 0,80 1,97 1,00 3,77
Acanthospermum hispidum 6 3,30 42,86 0,55 0,61 2,36 0,64 3,62
Gnaphalium spicatum 6 2,90 42,86 0,48 0,54 2,36 0,56 3,47
Commelina benghalensis 5 3,50 35,71 0,70 0,65 1,97 0,81 3,44
Phaseolus vulgaris 6 2,60 42,86 0,43 0,48 2,36 0,50 3,35
Eragrotis pilosa 5 2,90 35,71 0,58 0,54 1,97 0,68 3,18
Ageratum conyzoides 5 2,70 35,71 0,54 0,50 1,97 0,63 3,10
Cyperus rotundus 3 3,20 21,43 1,07 0,60 1,18 1,24 3,02
Chamaesyce hirta 6 1,30 42,86 0,22 0,24 2,36 0,25 2,86
Emilia forbergii 6 0,80 42,86 0,13 0,15 2,36 0,16 2,67
Ipomoea nil 2 2,20 14,29 1,10 0,41 0,79 1,28 2,48
Tridax procumbens 4 1,30 28,57 0,33 0,24 1,58 0,38 2,20
Solanum lycopersicum(2) 4 0,70 28,57 0,18 0,13 1,58 0,20 1,91
Calotropis procera 4 0,40 28,57 0,10 0,07 1,58 0,12 1,77
(continua)
42 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Tabela 7. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Senna obtusifolia 4 0,40 28,57 0,10 0,07 1,58 0,12 1,77
Xanthium strumarium 2 1,20 14,29 0,60 0,22 0,79 0,70 1,71
Ipomoea triloba 3 0,90 21,43 0,30 0,17 1,18 0,35 1,70
Merremia aegyptia 3 0,70 21,43 0,23 0,13 1,18 0,27 1,58
Sida spinosa 3 0,60 21,43 0,20 0,11 1,18 0,23 1,53
Chamaesyce hissopifolia 3 0,40 21,43 0,13 0,07 1,18 0,16 1,41
Conyza sp. 3 0,30 21,43 0,10 0,06 1,18 0,12 1,35
Raphanus raphanistrum 2 0,70 14,29 0,35 0,13 0,79 0,41 1,33
Cleome affinis 2 0,50 14,29 0,25 0,09 0,79 0,29 1,17
Richardia brasiliensis 2 0,40 14,29 0,20 0,07 0,79 0,23 1,09
Panicum maximum 1 0,50 7,14 0,50 0,09 0,39 0,58 1,07
Melampodium perfoliatum 2 0,20 14,29 0,10 0,04 0,79 0,12 0,94
Sida rhombifolia 2 0,20 14,29 0,10 0,04 0,79 0,12 0,94
Solanum sisymbrifolium 1 0,40 7,14 0,40 0,07 0,39 0,47 0,93
Amaranthus hydridus 1 0,30 7,14 0,30 0,06 0,39 0,35 0,80
Ipomoea cairica 1 0,30 7,14 0,30 0,06 0,39 0,35 0,80
Triticum aestivum 1 0,30 7,14 0,30 0,06 0,39 0,35 0,80
Acanthospermum australe 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Ipomoea asarifolia 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Senna occidentalis 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Solanum lycocarpum 1 0,20 7,14 0,20 0,04 0,39 0,23 0,66
Andropogon sp. 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Crotalaria spectabilis 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Cucumis anguria 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Ipomoea hederifolia 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Pennisetum americanum 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Rynchelytrum repens 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Sida cordifolia 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Sida linifolia 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
Sorghum sp. 1 0,10 7,14 0,10 0,02 0,39 0,12 0,53
(1)
Tomate cereja comum.
(2)
Tiguera de tomate.
Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate 43
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Tabela 8. Continuação.
No de Infes. Freq. Dom. Infes. Freq. Dom.
Espécie IVI
áreas Valores absolutos Valores relativos
Glycine max 4 0,90 30,77 0,23 0,23 1,71 0,34 2,29
Conyza sp. 4 0,80 30,77 0,20 0,21 1,71 0,31 2,22
Heliotropium sp. 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Ipomoea nil 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Macroptilium lathyroides 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Pennisetum americanum 1 1,00 7,69 1,00 0,26 0,43 1,53 2,21
Chloris barbata 3 1,20 23,08 0,40 0,31 1,28 0,61 2,20
Sida rhombifolia 4 0,40 30,77 0,10 0,10 1,71 0,15 1,97
Solanum sisymbrifolium 3 0,70 23,08 0,23 0,18 1,28 0,36 1,82
Merremia aegyptia 3 0,50 23,08 0,17 0,13 1,28 0,25 1,67
Sida santaremnensis 3 0,30 23,08 0,10 0,08 1,28 0,15 1,51
Sida cordifolia 2 0,60 15,38 0,30 0,15 0,85 0,46 1,47
Amaranthus retroflexus 1 0,50 7,69 0,50 0,13 0,43 0,76 1,32
Merremia cissoides 1 0,50 7,69 0,50 0,13 0,43 0,76 1,32
Melochia pyramidata 1 0,50 7,69 0,50 0,13 0,43 0,76 1,32
Emilia forbergii 2 0,30 15,38 0,15 0,08 0,85 0,23 1,16
Solanum lycocarpum 2 0,30 15,38 0,15 0,08 0,85 0,23 1,16
Emilia coccinea 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Ipomoea hederifolia 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Crotalaria incana 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Sida glaziovii 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Sorghum bicolor 2 0,20 15,38 0,10 0,05 0,85 0,15 1,06
Raphanus raphanistrum 1 0,20 7,69 0,20 0,05 0,43 0,31 0,78
Cyperus esculentus 1 0,20 7,69 0,20 0,05 0,43 0,31 0,78
Ricinus communis 1 0,20 7,69 0,20 0,05 0,43 0,31 0,78
Alternanthera tenella 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Amaranthus spinosus 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Ageratum conyzoides 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Sonchus oleraceus 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Ipomoea fimbriosepala 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Crotalaria lanceolata 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Mimosa pudica 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Phaseolus vulgaris 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Senna occidentalis 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Sida spinosa 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Boerhavia diffusa 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Rynchelytrum repens 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Richardia brasiliensis 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Nicandra physaloides 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
Physalis angulata 1 0,10 7,69 0,10 0,03 0,43 0,15 0,61
46 Levantamento Fitossociológico de Plantas Daninhas em Áreas de Produção de Tomate
Rasteiro dos Estados de GO, MG E SP
Conclusões
Foram identificadas 105 espécies de plantas daninhas (99 verdadeiras e
seis tigueras de culturas), distribuídas em 72 gêneros e 23 famílias. As
espécies com maior importância foram Solanum americanum, Euphorbia
heterophylla, Lepidium virginicum, Digitaria spp. (espécies de capim-
colchão) Brachiaria plantaginea, Amaranthus deflexus, Eleusine indica,
Solanum lycopersicum (tomate cereja comum), Galinsoga parviflora e
Commelina benghalensis.
Agradecimentos
Às indústrias Best Pulp, Bunge, Cargill Foods, Cepêra, Conservas Olé,
Dez Alimentos, Fugini Alimentos, Heinz, Karambi Alimentos, Predilecta
Alimentos; às empresas Agriter e Agrosorgatto, e ao produtor rural Iron
Lima, pela colaboração na indicação das áreas de produção de tomate
rasteiro.
Referências
BRAUN-BLANQUET, V. Fitosociología, bases para el estudio de las
comunidades vegetales. Madrid: H. Blume, 1979. 820 p.