ÍNDICE
1. Introdução..................................................................................................................4
1.1. Objectivos:........................................................................................................................4
1.1.1. Objectivo Geral:.........................................................................................................4
1.1.2. Objectivos Específicos:.............................................................................................4
1.2. Metodologia:.....................................................................................................................4
2. Conceito de Embolia..................................................................................................5
2.1. Causas da Embolia............................................................................................................5
2.2. Fatores de Risco................................................................................................................6
2.3. Sinais e Sintomas..............................................................................................................6
2.3.1. Embolia Pulmonar.....................................................................................................6
2.3.2. Embolia Cerebral (AVC isquêmico).........................................................................6
2.3.3. Embolia Arterial Periférica........................................................................................7
2.4. Mecanismo de Ação (Fisiopatologia)...............................................................................7
2.5. Cuidados e Tratamento.....................................................................................................7
2.5.1. Tromboembolismo Pulmonar / Arterial.....................................................................7
2.5.2. Embolia Cerebral.......................................................................................................8
2.5.3. Embolia Gordurosa....................................................................................................8
2.6. Prevenção..........................................................................................................................8
2.7. Prognóstico........................................................................................................................8
3. Conclusão...................................................................................................................9
4. Referências Bibliográfica.........................................................................................10
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1. Introdução
A embolia é um processo de oclusão total ou parcial de um vaso sanguíneo por um corpo sólido
(êmbolo) ou por uma substância gasosa (bolha de ar).
A embolia ocorre quando um êmbolo entra na corrente sanguínea e se desloca até um vaso de
calibre menor, onde se aloja e bloqueia o fluxo de sangue. A obstrução impede a oxigenação do
tecido irrigado, levando à isquemia, e caso persista, à necrose.
1.1. Objectivos:
1.1.1. Objectivo Geral:
Explicar de uma forma detalhada acerca da embolia.
1.1.2. Objectivos Específicos:
Conceituar a embolia;
Explicar as causas da embolia;
Apresentar fatores de risco;
Descrever o mecanismo de ação (Fisiopatologia);
Listar os sinais e sintomas;
Descrever cuidados e tratamento;
Aplicar o modo de transmissão.
Confabular sobre a prevenção;
Descrever o prognóstico.
1.2. Metodologia:
Para a realização deste trabalho, optamos pelo método filológico ou de pesquisa bibliográfica
que “consiste no recurso intuitivo ao conhecimento que o investigador tem da língua”, aliás, este
método é definido como um instrumento de recolha e de analise de dados que consiste no recurso
intuitivo ao conhecimento que se tem sobre matéria e na recolha de dados a partir dos pacotes da
internet.
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2. Conceito de Embolia
A embolia é uma condição médica aguda e potencialmente letal que ocorre quando uma
substância sólida, líquida ou gasosa (conhecida como êmbolo) entra na corrente sanguínea e
causa obstrução de um vaso sanguíneo, interrompendo o fluxo sanguíneo normal e levando à
isquemia tecidual.
A embolia representa a oclusão súbita de um vaso sanguíneo por material estranho à corrente
sanguínea que viaja de um ponto distante até o local de impacto (Robbins & Cotran, 2021).
Os êmbolos podem ser de várias naturezas, como:
Coágulos de sangue (tromboembolismo);
Gotas de gordura (embolia gordurosa);
Bolhas de ar (embolia gasosa);
Líquido amniótico (embolia amniótica);
Fragmentos de tumor, parasitas ou corpos estranhos.
2.1. Causas da Embolia
O tromboembolismo é a forma mais comum de embolia e a terceira principal causa de morte
cardiovascular no mundo (Anderson & Spencer, 2003).
As causas da embolia variam conforme o tipo de êmbolo:
Tromboembolismo venoso: ocorre quando fragmentos de coágulos, formados
geralmente nas veias profundas das pernas, se soltam e migram, comumente para os
pulmões (embolia pulmonar);
Embolia arterial: coágulos oriundos do coração (como em fibrilação atrial) ou de
artérias ateroscleróticas que obstruem artérias cerebrais ou periféricas;
Embolia gordurosa: pode ocorrer após fraturas de ossos longos, como o fêmur;
Embolia gasosa: resultado de entrada de ar na corrente sanguínea durante procedimentos
cirúrgicos, cateterismo ou acidentes de mergulho (doença descompressiva);
Embolia séptica: êmbolos infectados, geralmente em casos de endocardite infecciosa;
Embolia por líquido amniótico: ocorre raramente durante ou logo após o parto, sendo
grave e de alta mortalidade.
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2.2. Fatores de Risco
Segundo (Virchow, 1856, citado por Esmon, 2009). A tríade de Virchow (Estase Venosa, Lesão
Endotelial e Hipercoagulabilidade): continua sendo a base fisiopatológica fundamental da
formação de trombos.
Os principais fatores de risco incluem:
Imobilidade prolongada (internações, viagens longas);
Cirurgias maiores, especialmente ortopédicas;
Fraturas de ossos longos;
Insuficiência cardíaca;
Obesidade;
Tabagismo;
Câncer;
Uso de anticoncepcionais hormonais;
Gravidez e puerpério;
Histórico prévio de trombose;
Varizes graves;
Distúrbios genéticos de coagulação (ex: trombofilia).
2.3. Sinais e Sintomas
Os sintomas dependem da localização do êmbolo e do órgão afetado:
2.3.1. Embolia Pulmonar
Dispneia súbita (falta de ar);
Dor torácica pleurítica;
Taquicardia;
Hemoptise (expectoração com sangue);
Cianose;
Hipotensão ou colapso cardiovascular (casos graves).
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Figura 1: Embolia pulmonar.
2.3.2. Embolia Cerebral (AVC isquêmico)
Déficit motor súbito (hemiparesia);
Alteração na fala (afasia);
Perda de consciência;
Desvio de rima labial;
Perda súbita da visão.
Figura 2: Embolia pulmonar.
2.3.3. Embolia Arterial Periférica
Dor intensa e súbita em membros;
Palidez, frialdade;
Ausência de pulsos distais;
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Cianose ou parestesia.
Figura 3: Embolia pulmonar.
2.4. Mecanismo de Ação (Fisiopatologia)
Em embolias cerebrais, a perda de perfusão por mais de 4 minutos já é suficiente para causar
morte neuronal irreversível (Guyton & Hall, 2021).
A embolia ocorre quando um êmbolo entra na corrente sanguínea e se desloca até um vaso de
calibre menor, onde se aloja e bloqueia o fluxo de sangue. A obstrução impede a oxigenação do
tecido irrigado, levando à isquemia, e caso persista, à necrose.
No caso da embolia pulmonar, a obstrução arterial pode causar hipertensão pulmonar aguda,
sobrecarga ventricular direita e colapso hemodinâmico. A severidade depende da velocidade da
obstrução, vascularização colateral e demanda metabólica do órgão afetado.
2.5. Cuidados e Tratamento
A intervenção rápida com anticoagulação é essencial para reduzir a mortalidade por embolia
pulmonar (Kearon et al., 2016).
O tratamento varia conforme o tipo de embolia:
2.5.1. Tromboembolismo Pulmonar / Arterial
Anticoagulantes (heparina, varfarina, NOACs como rivaroxabana);
Trombolíticos (alteplase, estreptoquinase) em casos graves;
Trombectomia cirúrgica ou via cateter;
Filtro de veia cava em contraindicação à anticoagulação.
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2.5.2. Embolia Cerebral
Avaliação rápida por imagem (TC ou RM);
Trombólise intravenosa (dentro de 4,5h);
Trombectomia mecânica (até 6-24h em casos selecionados).
2.5.3. Embolia Gordurosa
Suporte intensivo;
Oxigenoterapia;
Estabilização de fraturas.
2.6. Prevenção
Na optica de GEERTS et al., 2008. A prevenção de eventos tromboembólicos é a forma mais
eficaz de reduzir a mortalidade hospitalar por embolia.
A profilaxia é uma das estratégias mais importantes:
Anticoagulação profilática em pacientes de risco (internações, cirurgias);
Uso de meias compressivas ou dispositivos pneumáticos;
Mobilização precoce no pós-operatório;
Evitar sedentarismo e tabagismo;
Controle de peso e comorbidades;
Avaliação genética em casos familiares de trombofilia.
2.7. Prognóstico
A embolia pulmonar maciça, por exemplo, apresenta mortalidade superior a 30% se não tratada.
Já eventos embólicos cerebrais podem deixar sequelas neurológicas permanentes.
O prognóstico da embolia depende de:
Tempo entre o evento e o tratamento;
Órgão afetado;
Estado geral do paciente;
Presença de doenças associadas.
Mesmo com tratamento adequado, até 25% dos pacientes com embolia pulmonar desenvolvem
hipertensão pulmonar crônica (Martinez et al., 2013).
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3. Conclusão
A embolia representa uma emergência médica de grande relevância clínica, com impacto direto
na morbimortalidade global. Reconhecer os sinais precoces, identificar fatores de risco e
implementar medidas de prevenção são estratégias fundamentais para redução de suas
complicações. O manejo adequado, baseado em evidências, e a reabilitação após eventos graves
são pilares na recuperação do paciente.
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4. Referências Bibliográfica
Anderson, F. A., & Spencer, F. A. (2003). Risk factors for venous thromboembolism.
Circulation, 107(23_suppl_1), I9–I16.
Esmon, C. T. (2009). Basic mechanisms and pathogenesis of venous thrombosis. Blood
Reviews, 23(5), 225–229. [Link]
Geerts, W. H., Bergqvist, D., et al. (2008). Prevention of venous thromboembolism.
Chest, 133(6), 381S–453S. [Link]
Guyton, A. C., & Hall, J. E. (2021). Tratado de Fisiologia Médica (14ª ed.). Elsevier.
Kearon, C., Akl, E. A., et al. (2016). Antithrombotic Therapy for VTE Disease. Chest,
149(2), 315–352. [Link]
Martinez, L., Konstantinides, S. V., et al. (2013). Chronic thromboembolic pulmonary
hypertension. Eur Respir Rev, 22(129), 69–78.
Robbins, S. L., & Cotran, R. S. (2021). Patologia - Bases Patológicas das Doenças (10ª
ed.). Elsevier.