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A Paisagem Natural

O documento aborda a paisagem natural e geográfica do Rio Grande do Sul, detalhando suas diversas formas de relevo, como planícies, planaltos e depressões, além de discutir a influência humana e natural na modificação do ambiente. Também descreve a vegetação do estado, que varia entre matas, campos e vegetação litorânea, e as diferenças entre paisagens urbanas e rurais. Por fim, apresenta o clima da região, caracterizado como subtropical, com invernos frios e verões quentes, e a influência do oceano nas condições climáticas.

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A Paisagem Natural

O documento aborda a paisagem natural e geográfica do Rio Grande do Sul, detalhando suas diversas formas de relevo, como planícies, planaltos e depressões, além de discutir a influência humana e natural na modificação do ambiente. Também descreve a vegetação do estado, que varia entre matas, campos e vegetação litorânea, e as diferenças entre paisagens urbanas e rurais. Por fim, apresenta o clima da região, caracterizado como subtropical, com invernos frios e verões quentes, e a influência do oceano nas condições climáticas.

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A PAISAGEM NATURAL

O espaço onde os homens vivem chama-se paisagem. Ela forma seu meio
ambiente, que também pode ser chamado de paisagem geográfica.
Os elementos do meio ambiente, como a vegetação, os rios, o relevo, são
produzidos pela natureza. Dizemos, por isso, que formam a paisagem natural.
O relevo é o conjunto das diferentes formas da paisagem natural do nosso
planeta. Algumas regiões localizam-se em terrenos altos; outras, em regiões baixas e
planas, quando comparadas às áreas vizinhas ou ao nível do mar. Podem ficar perto
ou distante dos rios e mares.
Assim sendo, concluímos que existem várias formas de relevo. Conheça as mais
importantes:
Planície: região baixa e plana.
Planalto: região mais alta que a planície.
Depressão: região mais baixa em relação às terras vizinhas.
Montanha: grande elevação de um terreno. Fica sempre acima dos planaltos. O
ponto mais alto de uma montanha chama-se pico.
Serra: conjunto de montanhas.

Essa paisagem natural está sempre sendo modificada pelo homem: ele desvia o
curso dos rios, constrói pontes e represas, escava túneis em montanhas, abre
estradas. Isto ocorre porque ele precisa sobreviver e ocupar os lugares para plantar,
morar, etc.
A própria natureza também transforma o relevo, principalmente devido às ações
dos ventos, chuvas, dos mares e rios.
A PAISAGEM GAúChA
O território gaúcho foi sendo formado aos poucos, em milhões e milhões de
anos. Algumas partes ficaram mais altas e outras mais baixas. O Rio Grande do Sul
apresenta 5 principais unidades de relevo, cada uma características próprias. Vamos
ver agora em que regiões do nosso Estado elas estão localizadas e conhecê-las
melhor.

PLANíCIE LITORâNEA
Observa no mapa a grande planície que se estende junto ao litoral, isto é, junto
à faixa de terras banhadas pelo mar. É a Planície Litorânea, localizada na região leste
do nosso estado, próximo ao Oceano Atlântico. Existem aí varias lagoas importantes,
tanto para navegação quanto para a pesca e o turismo. É o caso da Lagoa Mirim e da
Lagoa Mangueira. É também aí que se localiza a maior laguna do Brasil, a Laguna dos
Patos. Ela recebe o nome de laguna porque é assim que se chamam as lagoas que se
comunicam com o oceano.
Esta região é grande produtora de arroz, cebola e pescado. As cidades mais
importantes aí localizadas são Torres (local de veraneio) e Rio Grande (porto
marítimo). Suas belas praias atraem milhares de pessoas durante o verão. Por isso, o
turismo é uma atividade econômica importante nessa região.
PLANALTO RIO-GRANDENSE
Observa novamente o mapa. As terras mais altas estão localizadas no nordeste, norte e
noroeste do território rio-grandense. Quanto mais próximo do litoral, maiores as elevações do
Planalto Rio-Grandense. Algumas elevações chegam a atingir mais de mil metros de altitude.
Fica aí o ponto mais alto do Rio Grande do Sul: o Pico do Realengo, situado em Bom Jesus, a
1.500 metros de altitude.
Os municípios mais importantes localizados no planalto são: Passo Fundo, Vacaria,
santo Ângelo, Santa Rosa e Erechim.
A vegetação do planalto é formada principalmente por matas de pinheirais. Embora as
terras sejam muito férteis para a agricultura, a soja, o milho e o trigo são os produtos mais
cultivados nessa região. Também existem bons campos para a criação de gado.
DEPRESSãO CENTRAL
Bem no meio do Rio Grande do Sul localiza-se a região de terras mais rebaixadas, onde
se situa a cidade de Porto Alegre, capital gaúcha. Ali se forma uma grande planície cortada
por rios de muita importância para a navegação, tais como o Rio Jacuí e o Rio Ibicuí.
As terras são muito férteis e o arroz é o principal produto agrícola dessa região. O
carvão, uma das maiores riquezas do solo gaúcho, é encontrado em grande quantidade na
Depressão Central.
SERRAS DO SUDESTE
Na parte sudeste do nosso Estado o relevo sofre uma pequena elevação. Ali se formam
as Serras do Sudeste, dentre as quais se destacam as de Caçapava do Sul, a do Herval, a de
Encruzilhada do Sul, a de Dom Feliciano e a dos Tapes.
As principais riquezas da região são os minérios como o ouro e o cobre. Entre as
cidades mais importantes podemos citar Caçapava do Sul, Encruzilhada do Sul e Lavras do
Sul.
CAMPANhA RIO-GRANDENSE
Localizada na parte sudoeste do nosso Estado, é uma das mais típicas regiões do Rio
Grande do Sul. É marcada pela presença de muitos campos que facilitam a criação de
gado. A pecuária é a principal atividade econômica da região, com grandes rebanhos de
gado bovino (bois, vacas), ovino (carneiros, ovelhas) e equino (cavalos). Nesta região produz-
se também muito xisto betuminoso, usado na fabricação de combustíveis.
Os principais municípios da Campanha são: Alegrete (o maior em extensão, em todo o
Estado), Uruguaiana, Bagé, São Borja e outros. É na região da Campanha que mais aparece o
gaúcho, elemento típico na formação histórica do Rio Grande do Sul.
A PAISAGEM vEGETAL DO RIO GRANDE DO SUL
Vegetação é o conjunto de plantas que crescem naturalmente numa região. Ela
varia muito de um lugar para outro, dependendo, sobretudo, das características do
clima e do solo.
As florestas são grandes áreas de vegetação densa, com árvores altas, cujas
copas se tocam. O termo mata é usado para especificar áreas menores, também
cobertas com árvores altas. Os campos são extensões cobertas por uma vegetação
rasteira chamada capim ou grama.
O nosso Estado está situado numa área de transição entre a zona tropical, onde
predominam campos e matas.
No início da colonização, os campos ocupavam 55% da superfície do Estado e as
florestas, 36%. Atualmente, as matas originais não chegam a cobrir 2% do território
gaúcho. O homem devastou-as para aproveitar a madeira, construir cidades ou usar o
solo para a agricultura. Algumas áreas com matas naturais foram transformadas, pelo
Governo, em parques ou reservas florestais. Sua preservação é importante, pois as
matas nativas servem de abrigo para os animais selvagens e também protegem o
solo contra a erosão.
Para suprir a necessidade de madeira, o homem tem feito grandes plantações –
os reflorestamentos. As árvores mais utilizadas são o pinus, o eucalipto e a acácia.
Vamos conhecer um pouco de cada um dos tipos de vegetação encontrados em
solo gaúcho.
AS MATAS
São formadas por muitas árvores. Também são chamadas de florestas. As que
existem no Rio Grande do Sul são: Mata Subtropical e Mata dos Pinhais.
A MATA SUbTROPICAL localiza-se na região do Rio Uruguai e na encosta do
planalto. Nela encontram-se árvores de grande valor econômico como a canela, o ipê,
o louro e o cedro. As madeiras que elas fornecem são duras e resistentes, ótimas para
construção de móveis, casas e prédios.
A MATA DOS PINhAIS está localizada no Planalto Rio-Grandense. É formada
principalmente por pinheiros (também chamados de araucária), largamente utilizados
pelas indústrias de madeira e de celulose (papel). Junto com os pinheiros aparece a
erva-mate – pequena árvore de cujas folhas se produz a erva para o chimarrão,
bebida muito apreciada pelos gaúchos.
OS CAMPOS
São formados por uma vegetação baixa e sem árvores, que cresce rente ao
solo. Estão localizados, sobretudo, no oeste e no sul do Estado, formando grandes
pastagens naturais para a criação de gado. Também podem ser chamados de pampa
gaúcho. Antigamente, mais da metade das terras do Rio Grande do Sul era recoberta
por campos. Hoje, boa parte desses campos transformou-se e área de cultivo de trigo
e soja.
A vEGETAçãO LITORâNEA
No litoral, que é a faixa de terra banhada pelo oceano, o solo é arenoso e
apresenta grande quantidade de sal. Por isso, a vegetação aí existente é pobre, pouco
aproveitada pelo homem. É constituída principalmente por arbustos e plantas baixas,
ou seja, é uma vegetação rasteira.
A PAISAGEM URbANA E A PAISAGEM RURAL
As principais características e diferenças entre paisagens urbanas e rurais são
facilmente identificáveis, uma vez que são visuais. Basta observar cada uma para
compreender até mesmo como deve ser a rotina de seus habitantes. Em uma grande
cidade, por exemplo, notam-se os imensos edifícios, a movimentação de veículos nas
ruas e de pedestres nas calçadas, além da poluição.
No ambiente urbano, a paisagem é geralmente caótica, com grande quantidade
de pessoas concentrada em uma área, edificações altas de concreto e escassez de
árvores. Isso é resultado da falta de planejamento urbano, já que a maioria das
cidades simplesmente cresceu descontroladamente. Trata-se de um cenário mais
cinzento e poluído.
Por outro lado, na paisagem rural, a grande quantidade de áreas verdes e
árvores confere mais cor ao ambiente e a poluição não interfere visualmente.
Assemelha-se ao campo, com mais vegetação e menor aglomeração de pessoas e
interferência humana na paisagem. A fauna também tem presença maior, seja
silvestre ou domesticada.
Em geral, a infraestrutura de uma grande cidade geralmente é melhor, com
mais estradas, hospitais, escolas, redes elétricas, entre outros serviços para atender a
uma população maior.
Uma das maneiras mais exploradas e eficazes para tornar as paisagens urbanas
mais agradáveis é a arborização, por meio da revitalização e criação de áreas verdes,
parques e praças públicas. Espaços arborizados e com maior número de espécies de
plantas atraem aves e outros animais.
O CLIMA NO RIO GRANDE DO SUL
Para falar sobre o clima do Rio Grande do Sul devemos primeiramente entender
o que é o clima. Clima é o conjunto das condições atmosférica que registram em
determinada região, durante um certo período. Essas condições atmosféricas são:
umidade, ventos, incidência de raios solares, temperatura, chuva pressão e
nebulosidade. Vários fatores determinam as variações das condições atmosféricas,
entre eles, a altitude, e a latitude. Nos lugares altos, por exemplo, ou onde há
montanhas e serras, a temperatura é mais baixa. Os lugares baixos são mais quentes.
As regiões próximas à linha do equador são mais quentes, porque recebem
diretamente os raios do sol. Já as regiões próximas aos polos da Terra são mais frias,
porque recebem esses raios de maneira menos direta. Assim, do equador em direção
aos polos à temperatura tende a diminuir.
No Rio Grande do Sul faz, em geral, mais frio do que nos outros estados do
Brasil; isso porque está mais distante da linha do equador. O nosso Estado situa-se na
zona temperada do Sul, entre o trópico de Capricórnio e o círculo polar Antártico. Por
isso, seu clima classifica- se como SUBTROPICAL, ou seja, possui invernos frios e
verões quentes.
No verão geralmente sopram ventos quentes vindos do norte, ocasionando altas
temperaturas em nosso Estado, principalmente nos meses de dezembro e janeiro.
Durante o inverno sopram ventos frios de origem polar, que provocam quedas de
temperatura, principalmente nos meses de junho e julho. O MINUANO é o vento
característico do Rio Grande do Sul: é seco e muito frio e sopra durante o inverno.
As chuvas são bem distribuídas durante
o ano. Entretanto, observa-se que chove mais
no inverno e menos no verão. No inverno há
ocorrência frequente de geadas. A queda de
neve é rara. O oceano tem grande influência
sobre o clima no Rio Grande do Sul, pois a
maior parte das massas de ar que atingem o
Estado é de origem marítima. Dependendo
dessas massas de ar, a temperatura poderá
ser mais ou menos quente.

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