Cartilha Do Vestibulando (1) - Compressed
Cartilha Do Vestibulando (1) - Compressed
Turma xxiii
“NOSSO CÉU TEM MAIS ESTRELAS,
NOSSAS VÁRZEAS TÊM MAIS FLORES,
NOSSOS BOSQUES TÊM MAIS VIDA,
NOSSA VIDA MAIS AMORES."
Canção do Exílio - Gonçalves Dias
Futuro sabiá,
atenção !
Essa cartilha não possui laços com a
universidade Estadual do maranhão
(UEMA). É uma iniciativa dos alunos da
turma 23 para esclarecer dúvidas e
ajudar vestibulandos que almejam a
tão sonhada vaga no curso de medicina.
01 Apresentação da cartilha
02 Sobre a UEMA
03 Sobre o curso de medicina da UEMA
04 Ligas acadêmicas
05 CAMABA e IFMSA
06 Atlética Cangaceira
07 Sobre a cidade de Caxias
08 Dissecando o PAES UEMA 2026
09 Perfil da turma XXIII
10 Desempenhos da turma XXIII
11 Redações
12 Depoimentos
Basta clicar
13 Encerramento no nome que
você irá à
página.
Turma XXIII
Turma XXIII
ema uema uema uema uema uema uema uema uema uema uema uema
uema uema uema uema uema uema uema uema uema uema uema uem
MEDICINA UEMA MEDICINA UEMA MEDICINA UEMA MEDICINA UEMA MEDICINA UEMA
MEDICINA
UEMA • CAXIAS
LIGAS acadêmicas LIGAS acadêmicas LIGAS acadêmicas LIGAS acadêmicas LIGAS acadêmicas
FMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA IFMSA
Aqui, a poesia não fica só nos livros, mas nas praças, nos balneários,
na face de cada um e no pôr do sol que reflete nos sinos de nossas
igrejas. E como nem só de estudos vive o universitário, queremos te
contar um pouco sobre o que fazer em Caxias nos dias de folga para
se divertir.
i
No alto do Morro do Alecrim, o
Mirante da Balaiada é um dos
lugares mais especiais de Caxias. De
lá, dá pra ver a cidade inteira, com
um visual que impressiona quem
chega pela primeira vez. É um espaço
que mistura história, lazer e boa
comida. Além da vista panorâmica, o
local conta com feirinhas
gastronômicas, lanches variados e
Mirante da Balaiada pratos típicos da região.
CAXIAS shopping
SOBRE CAXIAS SOBRE CAXIAS SOBRE CAXIAS SOBRE CAXIAS SOBRE CAXIAS
ova dissecando a prova dissecando a prova dissecando a prova
Paes 2026
Tipo de questão
Composição da prova
Querido futuro calouro, atenção à data!
E o tempo
Para a conclusão da prova, você, futuro sabiá, terá 5 horas totais. O
exame é aplicado das 13h30 às 18h30 e, diferentemente do ENEM,
nem todos os aplicadores nos “avisam” de 30 em 30 minutos, mas sim
nos horários de 15h30, 17h30 e 18h (caso se sinta prejudicado, existe
a possibilidade de pedir ao aplicador para fazer a contagem igual ao
ENEM).
assuntos cobrados
Por ser um vestibular tradicional e regionalista, o Paes UEMA pode
cobrar muitos assuntos específicos do estado do Maranhão, como
sua geografia, sua história, seus biomas, sua cultura e muitos
aspectos da riqueza e da diversidade do território maranhense.
Com isso, aqui separamos alguns assuntos que achamos muito
importantes para vocês estudarem e irem preparados para a
prova, anotem aí!
[Link] E SOCIOLOGIA
DiCA DA 23!
Atenção aos assuntos abordados nas obras, elas podem dar
dicas sobre os filósofos/sociólogos que serão cobrados, a
depender do tema discutido.
[Link]
Atividades econômicas importantes do Maranhão (pecuária, indústria,
comércio, agricultura, turismo) e onde elas se manifestam com mais
força.
Domínios Morfoclimáticos, a natureza e a vegetação, suas
características e como eles influenciam na vida maranhense.
Relevo do estado, com atenção às formas (planaltos, serra, planície)
predominantes em cada região do estado.
Hidrografia, os principais rios, sua influência na economia e as
fronteiras com outros estados.
[Link]ória
Estude a história maranhense da mesma forma que estuda a história
geral do Brasil, em Colônia, Império e República.
A colonização tardia.
Invasões estrangeiras, como a francesa (França Equinocial) e a
Holandesa (muito mais cobrada).
Governo de José Sarney (presidente do Brasil que foi maranhense)
Processo de colonização português.
Revolta de Beckman (Bequimão).
Processo de independência no Maranhão.
Balaiada (rebelião no Período Regencial).
[Link] e matemática
Botânica Funções
Ecologia Combinatória
Diversidade da vida na Terra Termologia
Biotecnologia Dinâmica
Teoria atômica Ondulatória
Inorgânica Física moderna (efeito fotoelé-
Funções e reações orgânicas trico e teoria da relatividade)
Probabilidade
DICA DA 23!
Atenção às fórmulas, o PAES adora uma questão específica!
Para a prova de biologia, atenção aos domínios morforclimáticos,
aos biomas e à flora maranhense, os quais já foram cobradas em
questões de ecologia e de botânica.
OBRAS LITERÁRIAS
Obras do PAES 2026: “As Meninas” (Lygia Fagundes Telles),“Canto à
beira Mar” (Maria Firmina dos Reis), sendo esse um livro em poesia, e
“Entre a Espada e a Rosa” (Marina Colasanti).
DICA DA 23!
Procure boas análises e resumos na internet, principalmente quando não
for possível ler algum dos livros.
Faça questões de outros vestibulares que já cobraram alguma das obras.
Dp =questões
desvio padrão das notas brutas dos candidatos presentes nas
objetivas de múltipla escolha, no âmbito de cada área de
conhecimento e, para a produção textual, no âmbito de cada curso;
Independente de renda:
•14 para PPI ( 7 por semestre )
•2 para baixa renda comum ( 1 em cada semestre )
LEMBRANDO: No novo sistema de cotas, todos os candidatos
elegíveis concorrem primeiro às vagas de ampla concorrência e,
caso não sejam classificados, passam automaticamente a disputar as
vagas reservadas.
Concorrência
É esperado que as mudanças no edital influenciem a concorrência
do PAES 2026. No entanto, a seguir estão os dados do PAES 2025:
• 113 para Ampla concorrência
• 48,75 para pessoas pretas, pardos e indígenas
• 23,5 para pessoas com deficiência
O que é o quádruplo?
Ele representa o número de vagas de cada categoria de seleção
multiplicado por 4 (exemplo: como são 33 vagas para ampla, no
quádruplo, 132 pessoas dessa categoria serão selecionadas, o que
equivale o resultado de 33x4, assim como são 4 vagas para PCD's,
então no quádruplo serão selecionados 16 candidatos dessa categoria,
o que equivale ao resultado de 4x4). Assim, esse padrão se repete para
todas as outras categorias, totalizando 280 selecionados. Somente
280 pessoas terão suas redações corrigidas e somente após essa
correção sairá a lista de aprovados para 1º e 2º semestre, divisão que
será feita a partir das notas.
Nota de corte
A nota de corte tende a variar entre 46 e 48, mas lembre-se que, a
depender do seu desvio padrão, mesmo acertando o número de
questões da nota de corte, você pode ficar fora. E claro, com a
mudança no número de vagas, a nota de corte pode sofrer
alterações.
E a nota final?
Ela será a média aritmética ponderada da nota de desempenho nas
questões objetivas de múltipla escolha, com peso 6 (seis), e da nota de
desempenho na produção textual, com peso 4 (quatro).
Dica da 23!
Diferente do ENEM, a redação UEMA não precisa ser tão problematizada, com
causas e culpados. Você precisa discutir de uma forma clara qual o seu ponto de
vista ou qual sua resposta à pergunta realizada no título. Caso você consiga
responder de forma eficiente e apresentar argumentos que confirmem sua
resposta, seu dever estará sendo cumprido.
Considerações finais
É esperado que o tema seja "tirado" de uma das obras literárias
do vestibular. Logo, um bom estudo crítico vale ouro.
Tente citar pelo menos uma das 3 obras no seu texto. Não é
obrigatório mas tende a gerar bons resultados, quando bem
executado.
Crie um título claro, direto e que antecipe seu ponto de vista.
Tente evitar títulos mega elaborados, com palavras difíceis.
Busque fazer o básico bem feito, é melhor!
8
Quantidade de pessoas
6
5 5
2
2
1
0
Piauí
1
3
19
7
17
78.8%
2
2
-
-
-
-
18
0
16
6
2
2
2
Idades
Masculino
30.3%
Pardo 11
Branco 16
Negro 5 Feminino
69.7%
0 5 10 15 20
Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma
Maior dificuldade Tipo de escola
Pública
12.1%
Linguagens 8
Matemática 2
Particular com bolsa de estudos
42.4%
Natureza 15
Redação 6
0 5 10 15 20
Quantidade de pessoas
6 6
6
5
4
3
Presencial
87.9%
2
2
1
0
2 3-4 4-5 5-6 7-8 8-9 9+
Horas de estudo
Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma
Fazia quantos Tipo de preparação
simulados por semana Fiz cursinho nas duas modalidades
25%
12
12
11
Fiz cursinho presencial
41.7%
10
9
6
Passei direto do E.M
22.2%
4 Fiz cursinho online
11.1%
2
1
0
um
os
os
o
ad
ad
ad
h
ul
en
ul
ul
im
m
N
1s
si
si
2
3+
Já fez universidade
Fazia quantas antes
redações por semana
Sim, mas não terminei
15.2%
Sim, e terminei
1 por semana 16 3%
2 por semana 16
0 5 10 15 20
Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma
Quantidade de dias da Chegou a pensar que
semana que estudava nunca seria aprovado
Não
14 14 21.2%
14
12
10
6
5
4
Sim
78.8%
2
0
5 dias 6 dias 7 dias
Pensou em desistir
Utilizou Redes Sociais
durante a preparação
Não Sim
6.1% Não 48.5%
51.5%
Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma
Tempo de sono Praticava exercício
físico
20
15 Não
15 36.4%
Sim, 3 vezes por semana
Quantidade de pessoas
42.4%
10
9
8
5
Todos os dias
6.1%
Sim, 2 vezes por semana
15.2%
1
0
5 horas 6 horas 7 horas 8 horas
8
8
6
5
4
3 3
2
2
0
1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos 6+ anos
Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma Perfil da turma
Sistema
Sistema Universal
Universal de
de Vagas
Vagas -- chamada
chamada regular
regular
acertos Acertos acertos nota acertos
posição linguagens humanas exatas redação totais
nota final
01 17 14 18 10,00 49 714,35
02 18 15 20 9,00 53 713,52
03 15 18 18 9,50 51 711,52
04 12 19 18 10,00 49 710,40
05 15 19 19 9,00 53 710,26
06 16 13 20 9,75 49 709,01
07 15 15 19 10,00 49 707,29
08 14 19 17 9,50 50 703,91
09 14 16 19 9,50 49 700,21
10 17 16 19 8,75 52 700,03
11 16 16 17 9,50 49 700,01
12 15 17 17 9,50 49 699,22
13 15 18 19 8,75 52 698,45
Sistema
Sistema Universal
Universal de
de Vagas
Vagas -- chamada
chamada regular
regular
acertos Acertos acertos nota acertos
posição linguagens humanas exatas redação totais
nota final
14 15 18 18 9,00 51 698,41
15 14 19 18 9,00 51 697,62
16 15 19 17 9,00 51 697,52
17 15 20 16 9,00 51 696,63
18 14 16 18 9,50 48 693,84
19 16 16 18 9,00 50 693,72
20 17 16 17 9,00 50 693,62
21 14 17 19 9,00 50 693,03
22 15 17 20 8,50 52 693,02
23 17 17 18 8,50 52 692,81
24 14 18 18 9,00 50 692,14
25 14 19 18 9,00 51 692,14
26 14 18 18 9,00 50 692,14
27 12 17 20 9,00 49 686,86
28 17 14 17 9,00 48 682,66
29 17 15 19 8,25 51 681,90
31 15 16 17 9,00 48 681,08
32 16 17 17 8,50 50 680,18
33 17 17 18 8,00 52 680,15
36 14 18 16 9,00 48 679,40
39 15 18 18 8,00 51 673,10
41 16 18 15 8,50 49 672,92
42 16 14 18 8,50 48 670,11
43 16 15 19 8,00 50 669,30
48 15 17 18 8,00 50 667,61
51 16 18 14 8,50 48 665,54
52 14 16 19 8,00 49 662,24
01 16 16 13 9,00 45 661,87
02 16 16 12 8,50 44 642,85
03 - - - - - 638,00
04 17 16 13 8,50 42 630,38
Sistema
Sistema especial
especial de
de reservas
reservas de
de vagas
vagas --
negros/indígenas
negros/indígenas -- excedentes
excedentes
acertos Acertos acertos nota acertos
posição linguagens humanas exatas redação totais
nota final
05 14 15 15 7,75 44 624,95
06 16 14 11 8,00 41 612,86
07 12 15 13 8,50 40 612,39
09 13 10 15 8,00 38 597,61
Sistema
Sistema especial
especial de
de reservas
reservas de
de vagas
vagas -- pcd
pcd
01 15 15 17 7,50 47 637,63
02 13 16 12 9,00 41 624,95
Em uma boa redação, as ideias devem voar
livres como os sabiás - leves, afinadas e
cheias de sentido
O caráter paradoxal da justiça social
Acusado de abusar sexualmente da personagem Amélia, Amâncio é preso, mas, em seguida é
absolvido e solto. Como vingança, é morto pelo irmão da vítima, o qual, também, é considerado
inocente frente a iguais condições jurídicas que libertaram o agressor de Amélia. Nesse enredo de
“Casa de Pensão”, o autor maranhense Aluísio Azevedo expõe o caráter paradoxal da justiça
social, marcada pela relativização do que é certo ou errado e, assim, carecendo da imparcialidade
necessária à sua garantia como uma condição da trajetória humana. Desse modo, na atualidade, é
possível observar que a justiça atua, há muito tempo, como uma “viagem em vão” devido,
sobretudo, à natureza de ambição e de ganância do homem e à ineficiência governamental em
assegurar os direitos sociais constitucionais.
É fato que, para angariar riquezas, o homem secundariza os seus deveres sociais com o próximo,
submetendo-o a condições de vida injustas, tal como a exploração. Essa realidade é denunciada
pela poetisa Cecília Meireles, em sua obra “Romanceiro da Inconfidência”, ao destacar,
principalmente, que “A sede do ouro é sem cura /E, por ela subjugados, /Os homens matam-se e
morrem, /Ficam mortos, mas não fartos”. Em tais versos de Cecília, nota-se que o indivíduo é
caracterizado por instintos gananciosos e que, como um animal faminto, não se importa de ignorar
a conduta correta - de alteridade com o outro – que deveria seguir, em prol de benesses pessoais
financeiras. Consequentemente, aquele que detém força e status social, como o branco europeu
abordado por Meireles, submete, cruelmente, os demais ao seu domínio, a exemplo da escravidão
do negro africano. Dessa maneira, verifica-se a completa marginalização dos afrodescendentes em
relação à justiça, o que corrobora a atuação dela como uma “viagem em vão”.
Ademais, a ineficácia governamental em garantir o Estado de Direito a todos os cidadãos limita a
oferta da justiça social como uma condição humana. Sob esse viés, o jornalista Gilberto Dimesteim,
em seu livro “O Cidadão de Papel”, aponta a Carta Magna como uma verdadeira utopia, já que os
direitos nela assegurados não se encontram efetivados na vida real. Tal análise dimensteniana vai
ao encontro do cenário vivenciado no Brasil contemporâneo, na medida em que não há a oferta
universal das premissas sociais constitucionais, como o acesso a um tratamento igualitário e à
dignidade. Essa situação de contrariedade evidencia a falha do Estado em promover o bem-estar
da sociedade tornando-a corrompida, uma vez que possibilita a ocorrência de imposições
arbitrárias da vontade de um sobre o outro, tendo em vista a ausência do alcance da igualdade por
todos os cidadãos. Logo, confirma-se que em uma perspectiva de desigualdade, o homem não
vivencia uma trajetória de justiça.
Infere-se, portanto, que a justiça social, atualmente, não se configura como uma condição da
trajetória humana, mas como uma “viagem em vão”. Essa conclusão advém da análise das mazelas
humanas, como a ganância e a ambição, abordadas em literaturas de ficção, como “Romanceiro da
Inconfidência”, escrita por Cecília Meireles. Além disso, o caráter de contrariedade da ausência de
uma sociedade justa é observado no paradoxo entre a lei escrita e a realidade de marginalização
social vivenciada hoje, discutida por Gilberto Dimenstein.
Critérios da Redação
Atendimento ao tema: 2,0
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 2,0
Atendimento no tipo textual exigido: 2,0
Domínio da norma culta: 2,0
.
Na obra “Casa de Pensão”, do escritor brasileiro Aluísio de Azevedo, o personagem
principal Amâncio é preso sob acusação de desonra cometida contra Amélia. Entretanto, com
a liberdade alcançada pelo maranhense, Coqueiro, irmão de Amélia, mata o estudante ao
discordar da libertação promovida legalmente. Em paralelo com a realidade, muitos
indivíduos utilizam formas violentas para alcançar a justiça movida por interesses
particulares, o que vai de encontro à imparcialidade oferecida pela lei, a qual é notoriamente
imprescindível para a verdadeira justiça social, que é uma condição para a trajetória da
humanidade. Diante disso, é fundamental analisar o “Contrato Social” e o monopólio do uso
da força para salvaguardar a sociedade da anomia e da violência geral.
De fato, a obtenção de um poder central capaz de exercer a justiça de maneira imparcial
condiciona os rumos da humanidade. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria do
“Contrato Social, ressalta a relevância de um governo centralizado para evitar o estado de
anomia, o qual é caracterizado pela guerra generalizada. Nesse sentido proposto pelo
pensador, o caráter estatal de promover a justiça social é uma condição para o avanço da
sociedade, pois existe a regulamentação da punição pelos desvios de conduta praticados
pelos indivíduos e, assim, evita a destruição da sociedade com a justiça parcial de cada
pessoa. Logo, a criação e um órgão para julgar os crimes possibilita a saída da anomia e o
avanço da humanidade.
Além disso, o monopólio do uso da força pelo estado estabelece limites para as ações
individuais ao delegar a justiça a uma instituição imparcial. Sob esse viés, Michael Foucault,
em sua obra “Microfísica do Poder”, descreve que o uso de mecanismos coercitivos com o uso
da força são de caráter governamental, por intermédio de policiais, por exemplo.
Consequentemente, tal uso exclusivo da violência, segundo o filósofo, efetivaria a justiça
social ao evitar a violência generalizada na sociedade. Assim, a ordem estabelecida pelo
governo é essência para fornecer condições propícias para a evolução das sociedades ao
longo da trajetória humana.
Portanto, o julgamento proporcionado pelos órgãos competentes evita formas parciais dos
indivíduos obterem justiça e facilita a obtenção de ordem na comunidade. Tais formações
governamentais obtidas com o “Contrato Social” e com o monopólio do uso da força evitam o
estado de anomia e de violência generalizada, pois criam bases legais para o julgamento de
desvios de conduta, evitando situações, como a retratada em “Casa de Pensão”, e
estabelecendo condições para a trajetória humana no meio social.
CRITÉRIOS DA REDAÇÃO
Atendimento ao tema: 2,0
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 1,5
Atendimento no tipo textual exigido: 2,0
Domínio da norma culta: 2,0
.
A justiça presente na formação do indivíduo para o bem social
Critérios DA REDAÇÃO
Atendimento ao tema: 2,0
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 2,0
Atendimento no tipo textual exigido: 2,0
Domínio da norma culta: 1,5
.
O impacto da sociedade na busca pela justiça social e a importância dessa condição
CritérioS DA REDAÇÃO
Atendimento ao tema: 1,75
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 2,0
Atendimento no tipo textual exigido: 1,75
Domínio da norma culta: 2,0
.
Da Inconfidência até os dias atuais: a busca por justiça social para um mundo melhor
De acordo com Platão, filósofo ateniense, “a justiça é a maior das virtudes que deve
ser alcançada”. Nessa perspectiva, a busca por justiça constitui um processo
fundamental da vida humana, uma vez que a procura por essa virtude influencia não
só na construção moral da sociedade, mas também na ampliação do olhar sobre
mazelas sociais enraizadas.
A princípio, convém citar que, ao longo da trajetória da humanidade, a busca por
justiça fomentou inúmeros movimentos coletivos. Como ilustração dessa realidade, na
obra “Romanceiro da Inconfidência”, escrita pela poetisa Cecília Meireles, a autora
evidencia a organização da Conjuração Mineira com base nos ideais de justiça e
liberdade difundidos no contexto do século XVIII, mostrando que, mesmo diante da
forte repressão, tal movimento significou uma mudança de mentalidade e, por isso,
contribuiu para construir cidadãos mais engajados com seus valores éticos e morais.
Dessa forma, é notório que buscar pela justiça social não é uma “viagem em vão”, ou
seja, uma luta desnecessária, mas sim um caminho importante que incrementa a
formação moral dos indivíduos.
Ademais, vale ressaltar que, até os dias atuais, a justiça é uma das pautas
almejadas no mundo contemporâneo. Esse cenário pode ser percebido na
configuração de movimentos sociais, a exemplo do movimento negro, afinal, a luta
antirracista, para além do objetivo de desconstrução das perspectivas dominantes e
preconceituosas contra a população negra, tem o propósito de formar uma sociedade
mais justa e igualitária. Sendo assim, é nítido que a busca por justiça torna-se
essencial para visibilizar as reivindicações de grupos minoritários, ampliando o olhar
sobre problemáticas históricas, como o racismo, ao entender essas mazelas enquanto
obstáculos para a consolidação plena da justiça. Logo, procurar a efetivação dessa
virtude é parte do processo de construção de uma sociedade mais empática e coesa,
que estabelece laços de solidariedade duradouros para o futuro.
Portanto, a busca por justiça social precisa ser entendida como uma luta de grande
relevância para a sociedade, uma vez que agrega a construção moral dos cidadãos e
proporciona a visibilização dos problemas sociais enraizados. Por esse motivo, é
imprescindível estimular discussões e reflexões em torno da noção de “justiça”, a fim
de compreender essa virtude como condição a ser alcançada pela humanidade para a
estruturação de um mundo melhor.
CritériOS DA REDAÇÃO
Atendimento ao tema: 2,0
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 1,5
Atendimento no tipo textual exigido: 2,0
Domínio da norma culta: 2,0
.
A justiça só é possível com igualdade
Na obra literária “Casa de Pensão”, do célebre escritor Aluísio de Azevedo, é narrada a história
conturbada do jovem Amâncio, o qual foi morto pelo personagem Coqueiro, pelo suposto abuso sexual
de sua irmã, entretanto, ambos foram inocentados pelos respectivos crimes, de modo a expor as
nuances da justiça. Tal situação pode ser reverberada, hodiernamente, sobretudo no que tange ao
conceito de justiça, uma vez que ela pode ser alcançada, de forma atrelada à trajetória humana e
social em que é submetida. Nesse viés, a concretização da justiça social deve ser inserida no meio
coletivo e pode ser analisada tanto pela ação estatal, quanto pela condição social dos indivíduos.
A princípio, uma atuação efetiva do Estado contribui para o alcance da justiça na sociedade. Todavia,
no cenário contemporâneo, é possível notar a predominância de injustiças sociais, o que demonstra a
ineficiência governamental. Isso vai ao encontro do pensamento, do sociólogo Raymundo Faoro, acerca
do “Monstro Macrocéfalo”, que corresponde ao excessivo aparato burocrático da máquina pública,
que dificulta a justiça social. Nesse sentido, torna-se inviável a ratificação democrática dos direitos
básicos, tais como, educação, saúde, lazer, de modo a deixar os cidadãos vulneráveis e marginalizados
de uma justiça concreta. Em virtude disso, a construção de uma sociedade justa é condicional e
intrínseca à efetividade dos agentes públicos, o que exige uma urgente mudança nos valores sociais.
Outrossim, a cristalização das desigualdades sociais interfere, veementemente, na conquista
homogênea da justiça no meio hodierno. Essa conjuntura é expressa na ilustre frase do autor Ariano
Suassuna, “Existem dois Brasis, o dos privilegiados, e o dos despossuídos”, uma vez que demonstra a
concretização da justiça, a partir da condição social e poder aquisitivo dos indivíduos. Dessa forma,
apesar da justiça ser possível, ela ainda é ligada ao poderio econômico, visto que a construção
sociopolítica brasileira foi baseada, prioritariamente, de acordo com o critério de renda, prova disso
foi a existência do “voto censitário”, no Brasil Império, que perpetuou a condição de cidadania
baseada no capital econômico. Em suma, o contraste no acesso à justiça representa sua relação na
construção de mecanismos excludentes, que definem a marginalização de certos grupos sociais
semelhante à escrita do escritor.
Portanto, é possível salientar que a justiça social pode ser atrelada à condição da trajetória do ser
humano no meio social. Desse modo, como citado pelo sociólogo Raymundo Faoro, é fundamental a
superação das barreiras burocráticas para que os órgãos governamentais consigam promover uma
justiça plena para todos os cidadãos, baseada nos critérios inferidos na Carta Constitucional.
Concomitantemente, é importante uma reflexão aprofundada das discrepâncias sociais, presentes no
acesso à justiça brasileira, como forma de suavizar essa distinção de ‘Dois Brasis”, tão presente na
contemporaneidade, que dificulta a democratização dos meios de justiça, e que fomenta a
discriminação social. Por fim, como abordado em “Casa de Pensão”, haverá a concretização da justiça
social, baseada nos critérios de vivência presentes na coletividade, e poderá ser reformulada em ações
para uma garantia ampliada de justiça igualitária na sociedade, conforme o supracitado.
CritérioS DA REDAÇÃO
Atendimento ao tema: 2,0
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 1,5
Atendimento no tipo textual exigido: 2,0
Domínio da norma culta: 2,0
Justiça social: reflexo dos desejos de melhorias pela humanidade
.
No livro “Romanceiro da Inconfidência”, da modernista Cecília Meirelles, são retratados
episódios de injustiça a setores da população do Brasil no século XVIII, como os escravos e os
inconfidentes, os quais planejavam lutar por liberdade. Sob o viés demonstrado na obra, é
perceptível a luta pela justiça social, e, por isso, ela não deve ser considerada uma “viagem em
vão”, mas sim, uma condição da trajetória humana. Dessa forma, é necessário analisar,
sobretudo, o desejo de mudança e a importância da efetivação da ação governamental, ideias
cruciais para a construção de uma sociedade justa.
Nesse contexto, o sentimento e a vontade de mudança demonstram como a justiça social é
reflexo da trajetória do ser humano. Consoante o filósofo polonês Zygmunt Bauman, não são
as crises que mudam o mundo, mas sim, a reação da sociedade a elas. À luz do racicínio
evidenciado, percebe-se como a afirmação do autor vai ao encontro da história da
humanidade, uma vez que, em razão de uma mentalidade preconceituosa e excludente,
diversas pessoas foram subjugadas como inferiores e não tinham acesso à justiça social – tal
qual a população negra nos séculos de escravidão – e, por causa disso, tiveram que encontrar
meios, ao longo do tempo, para lutarem por ela, a exemplo de rebeliões e de protestos. Por
conseguinte, a reação desses grupos, antigamente excluídos, os fez, no decorrer da história,
conquistarem a garantia da justiça social. Logo, o desejo de mudança frente às condições de
insatisfação fazem parte do percurso da humanidade.
Ademais, a efetivação do exercício estatal é crucial para assegurar a justiça social e não
transformar a trajetória humana em busca de sua evolução em uma “viagem em vão”.
Conforme o teórico contratualista John Locke , o Estado é responsável em garantir o bem-estar
dos cidadãos. Todavia, é evidente como o princípio defendido pelo filósofo não é, em suma,
compatível com a realidade, visto que, muitas vezes, o Poder Público não garante que a justiça
social esteja presente na vida de todos os indivíduos, devido a, por exemplo, investimentos
insuficientes, em especial nas zonas marginalizadas, como as favelas, marcadas,
historicamente, por baixas condições de saúde e de educação. Como efeito, a procura contínua
de muitos cidadãos por justiça social não é, em completude, facilitada pelo Estado . Desse modo,
uma ação governamental efetiva é importante para consolidar à população que a trajetória
coletiva em busca de melhores condições não é um desperdício ou algo não importante.
Portanto, a justiça social deve ser encarada como uma condição do resultado da trajetória
humana e não uma “viagem em vão”. Com isso, o desejo de mudança,reflexo das crises
enfrentadas, como teorizou Bauman, da mesma forma que um Estado efetivo e atuante,
essencial para o bem-estar coletivo, afirmado por Locke,são fatores cruciais para consolidar a
justiça social como consequência do caminho e das lutas da coletividade. Assim, as injustiças
retratadas pela modernista não seriam mais comuns na atualidade.
Critérios da redação
Atendimento ao tema: 1,75
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 1,75
Atendimento no tipo textual exigido: 1,5
Domínio da norma culta: 2,0
.
Justiça social: um direito de poucos
A música “Um homem na estrada”, escrita pelo músico Mano Brow, aborda a vida
nas favelas do Brasil, apresentando-as como um ambiente opressivo e violento, no
qual a justiça social não predomina. Tal faceta é demasiada semelhante ao contexto
atual, visto que muitos indivíduos enxergam esse direito como uma “viagem em vão”,
algo impossível de se alcançar. Logo, cabe analisar como a justiça social é uma
condição importante da trajetória humana.
Diante desse cenário, consoante o filósofo idealista Friedrich Hegel, o governo é a
unidade inicial, isto é, constitui o meio correferido à atenuação das anomalias sociais.
Entretanto, nota-se o rompimento dessa perspectiva, uma vez que o Estado, muitas
vezes, enfraquece aqueles que buscam garantir o direito à justiça social, não
garantindo um ambiente para se efetivar certos direitos, em virtude da ínfima
diversidade de representantes políticos no país, sendo em sua maioria defensores dos
direitos das elites nacionais. Consequentemente, tem-se a concentração de poderes nas
classes dominantes, elevando as desigualdades sociais, a exemplo do ínfimo número de
representantes políticos de origem indígena no Brasil.
Além disso, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade tende a incorporar
certas conjunturas sociais, de modo a naturalizá-las e a reproduzi-las. Sob esse
prisma, observam-se os danosos hábitos sociais como causa de graves efeitos, haja
vista que, não raro, a sociedade banaliza certos comportamentos indevidos. A saber,
grande parcela do corpo social enxerga a busca por justiça social como algo impossível
de se alcançar, em decorrência do exíguo ensino sobre a importância desse direito. Por
conseguinte, notabiliza-se a permanência de cidadãos que apresentam um perfil
apático em relação à justiça social.
Portanto, percebe-se que a justiça social é uma condição importante para a
trajetória humana. Em primeira análise, vale ressaltar como o ínfimo número de
representantes políticos das diferentes camadas da sociedade reflete no aumento das
desigualdades sociais, bem como na concentração de poderes nas classes dominantes.
Em segunda análise, é importante evidenciar que o perfil indiferente de grande parte
da sociedade pode ocasionar, muitas vezes, na banalização da injustiça social. Assim,
nota-se que a busca por justiça social não é uma “viagem em vão”.
CritérioS DA REDAÇÃO
Atendimento ao tema: 1,5
Coesão entre as partes do texto: 2,0
Coerência dos argumentos: 2,0
Atendimento no tipo textual exigido: 2,0
Domínio da norma culta: 1,5
Há tanta beleza calada na gente,
Que vive esquecida, mas segue latente.
Sonhos guardados, difíceis de olhar,
Despertam, suaves, ao canto do sabiá.
Depoimentos Depoimentos Depoimentos Depoimentos Depoimentos Depoimentos Depoimentos Depoimentos
Maria Júlia
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