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Aulas 1 e 2, Embriologia

O documento aborda as bases morfofuncionais do sistema fonoarticular, destacando a formação dos arcos faríngeos e suas contribuições para o desenvolvimento da face e pescoço. Ele descreve a origem embrionária das estruturas, incluindo a crista neural e mesoderma, e os derivados dos arcos, sulcos e bolsas faríngeas. Além disso, menciona malformações associadas e a etiologia das fendas orofaciais.
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Aulas 1 e 2, Embriologia

O documento aborda as bases morfofuncionais do sistema fonoarticular, destacando a formação dos arcos faríngeos e suas contribuições para o desenvolvimento da face e pescoço. Ele descreve a origem embrionária das estruturas, incluindo a crista neural e mesoderma, e os derivados dos arcos, sulcos e bolsas faríngeas. Além disso, menciona malformações associadas e a etiologia das fendas orofaciais.
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BMW-022

BASES MORFOFUNCIONAIS DO
SIST. FONOARTICULAR
FERNANDA GUBERT – [email protected]
ICB - UFRJ
Bibliografia
Aparelho Faríngeo -
Introdução
Considerações:

Estas estruturas embrionárias contribuem para a


formação da face e do pescoço.
Arcos faríngeos ou branquiais
(relembrar..)

3a semana
Mesoderma paraxial
Mesoderma paraxial da cabeça
(não segmentado)
Somitos occipitais (primeiros cinco
pares de somitos)
Crista neural
Placóides ectodérmicos
Espessamentos ectodérmicos na cabeça e pescoço- estruturas
sensoriais do nariz, ouvido, etc
Formação dos
arcos faríngeos
os arcos faríngeos formam-se no
sentido craniocaudal: o primeiro arco
forma-se no 22o dia; o segundo e o
terceiro arcos formam-se
sequencialmente no 24o dia; e o
quarto e sexto arcos formam-se
sequencialmente no 29o dia
-Os arcos faríngeos começam a se desenvolver no início da quarta semana, quando as células da crista
neural migram para o mesênquima da região da futura cabeça e pescoço.

27 dias
Crista neural
Mesencéfalo R1 R2 (1o arco faríngeo):
mandíbula, ouvido interno, nervo cranial,
dente/mandíbula, processo frontonasal
(testa, nariz, palato)

R4 (2o arco faríngeo): cartilagem hióide,


ouvido médio, nervo facial

R6 (3o arco faríngeo)-8: hióide, timo,


paratiróide, glandulas tireóide
- Ao final da quarta semana, 4 pares de arcos bem definidos estão visíveis.

A membrana orofaríngea se rompe


aproximadamente no 26º dia.

O intestino anterior e a faringe


primordial entram em contato com a
- Os arcos faríngeos dão suporte as paredes laterais da faringe primitiva, cavidade amniótica.
derivada da parte cefálica do intestino anterior.
ECTOMESENQUIMA

centro mesenquimal + células da crista neural

Cada arco contém: (1) um elemento esquelético


cartilaginoso central (derivado de células da crista neural);
(2) rudimentos de músculo estriado (derivado do
mesoderma da cabeça) inervados por nervos cranianos
específicos de cada arco; e (3) uma artéria do arco aórtico
-Inicialmente, cada arco faríngeo consiste de:

• Um centro de mesênquima (tecido conjuntivo embrionário)


• Cobertura externa de ectoderma
• Cobertura interna de endoderma

Ectoderma Mesoderma Endoderma

- Um arco típico tem os seguintes componentes:

- Uma artéria
- Um bastão cartilaginoso que forma o esqueleto do arco
- Um componente muscular (primórdio dos músculos da cabeça e
pescoço)
- Um nervo que inerva a mucosa e os músculos derivados de cada arco.
Cartilagem (células da Crista neural)
Derivados dos Cartilagem do primeiro arco:
- Ossos da orelha interna martelo e bigorna.
arcos: cartilagem - Ligamento anterior do martelo e o ligamento
esfenomandibular.
- Primórdio da mandíbula (cartilagem de Meckel).

A cartilagem de Meckel desaparece enquanto a mandíbula se desenvolve


em volta dela por ossificação intramembranosa.

Cartilagem do segundo arco:


- Estribo e processo estilóide do osso temporal.
- Ligamento estilo-hióideo
- Partes do osso hióide

Cartilagem do terceiro arco:


- Partes do osso hióide

Cartilagem do quarto arco:


- Cartilagens da laringe, exceto da epiglote. As cartilagens da
epiglote e da tireóide se desenvolvem a partir de células da crista neural.
Músculos (Mesoderma paraxial não segmentado (arcos 1 a 3) e 5 primeiros somitos, ou
somitos occipitais (arcos 4 e 6)
Derivados dos 1º: mastigação
arcos: músculos 2º: expressão facial
3º: estilofaríngeo, vocalização e
deglutição
4º e 6º: laringe
Aparelho Faríngeo
 Arcos faríngeos
 Sulcos faríngeos ou fendas
 Membranas faríngeas
 Bolsas faríngeas

Final da 4a. Semana:


4 pares de arcos faríngeos bem definidos.
6o. par = rudimentar
Derivados dos sulcos e membranas
Apenas um par de sulcos contribui para estruturas adultas – o
primeiro sulco persiste como o meato acústico externo.
a primeira membrana faríngea dará origem à membrana
timpânica (tímpano).

Sulcos faríngeos Bolsas faríngeas

Seio cervical
Processo maxilar

Sulcos faríngeos Bolsas faríngeas


Mal-formações : seio cervical externo e fístula branquial A falta de obliteração do segundo sulco faríngeo é rara e
quando se abre na parte lateral do pescoço gera
anomalias denominadas: “seio cervical externo” e/ou
fístula faríngea.

Seio cervical / pescoço


Cisto faríngeo ou cervical:
remanescentes do seio faríngeo que
formam cistos esféricos ou alongados
que podem acumular líquidos e debris
celulares
Derivados das bolsas faríngeas

1o. par de bolsas faríngeas: origina a cavidade timpânica e tuba auditiva


2o. par de bolsas faríngeas : origina a tonsila palatina.
3o. par de bolsas faríngeas : origina o timo e paratireóide inferior.
4o. par de bolsas faríngeas : origina a paratireóide superior.
Propriedade
esqueletogênica
da crista neural cefálica e
genes hox
Hoxb2 é essencial para garantir o
formar o segundo arco, sem ele um
arco igual ao primeiro arco seria
formado.

Essencial para o correto desenvolvimento do telencéfalo


Desenvolvimento da face
- A morfologia básica da face é estabelecida entre a 4ª e a 10ª semana de desenvolvimento
- Os cinco primórdios faciais que aparecem em volta do
estomodeu são:
- Proeminência frontonasal (1)
- Proeminências maxilares (2)
- Proeminências mandibulares (2)

- As proeminências maxilares e mandibulares são derivadas


do primeiro par de arcos faríngeos. Células da cristas
neurais migram para os arcos durante a quarta semana de
desenvolvimento.
- Essas células dão origem aos tecidos conjuntivos
(cartilagem, osso e ligamentos) das regiões facial e oral.
Desenvolvimento da face
ORIGEM E CONTRIBUIÇÃO DA CRISTA NEURAL PARA AS
PROEMINÊNCIAS DA FACE

1 FRONTONASAL: Crista Neural migrando pelo Prosencéfalo e


Mesencéfalo
2 MAX: crista neural originária de Mesencéfalo e Rombômero 1
2 MAND: crista neural originária de Rombómeros 1 e 2
- A parte frontal da proeminência frontonasal forma a testa.
- A parte nasal da proeminência frontonasal forma o limite rostral do estomodeu e o nariz.

Proeminência frontronasal

Placóide nasal
- As proeminências maxilares formam os limites laterais do estomodeu.
- A mandíbula e o lábio inferior são as primeiras partes da face a se formarem. Eles resultam da fusão
das proeminências mandibulares.

Proeminência maxilar

Proeminência mandibular
- No final da quarta semana, se desenvolvem os placóides nasais
(ectoderma).

- O mesênquima nas margens dos placlóides se prolifera e forma as


proeminências nasais medianas e laterais.

- Cada proeminência nasal lateral é separada da proeminência


maxilar por uma fenda conhecida como sulco nasolacrimal

Interação do placoide ectodérmico nasal com o mesênquima


adjacente provoca:
1- o afundamento da região mediana do placoide que se abre sobre o
estomodeu
2- acentuamento das extremidades medial e lateral de cada placoide
- Entre as sétima e décima semanas, as
proeminências nasais medianas se fundem uma a
outra e também à proeminência maxilar e
proeminência nasal lateral.

Sexta semana quinta


semana
Processos maxilares ainda separados, mas em movimento convergente, diminuindo o
espaço entre processos nasais mediais e translocando os placoides do cristalino (futuro
olho) para posições mais centrais
Quando as proeminências nasais medianas se fundem, forma-se o segmento
intermaxilar, que dá origem:

- À parte média do lábio superior


- À parte pre-maxilar da maxila e gengiva associada
- Ao palato primário (4 dentes incisivos)

Maxila:
maxila, lábio superior lateral,
palato secundário ou posterior
Desenvolvimento do palato
-Começa na sexta semana e só se completa por volta da décima segunda.
-O palato se desenvolve a partir de duas estruturas:
- Palato primário
- Palato secundário

-O palato primário (ou processo palatino mediano) se desenvolve a partir do segmento intermaxilar da
maxila.
-Forma a parte pré maxilar da maxila.
Palato secundário

-É o primórdio dos palato mole e duro.

-Começa a se desenvolver no início da sexta semana, a partir


das proeminências maxilares (processos palatinos laterais)
- As partes laterais do lábio superior, a maior parte
da maxila e o palato secundário se formam a
partir das proeminências maxilares.

- Lateralmente, as proeminências maxilares se


fundem as proeminências mandibulares.

- Os lábios e bochechas são invadidos por


mioblastos do segundo arco faríngeo que se
diferenciarão nos músculos faciais.

- Os mioblastos do primeiro arco se diferenciam


nos músculos da mastigação.
Desenvolvimento da cavidade nasal

Epitélio das fossetas nasais induz Crista


Neural circundante a formar cápsula
cartilaginosa SEPTO NASAL
ORIGEM DA LÍNGUA: 4ª semana

1º ARCO- 2/3 anteriores


1 túberculo ímpar (broto lingual mediano)
2 brotos linguais distais/saliências laterais

3º e 4º ARCOS- 1/3 posterior


1 eminência hipofaríngea
Vídeo formação da face
5 semanas
A etiologia das fendas orofaciais é geralmente
multifatorial, e a um número de medicamentos comuns
— incluindo a fenitoína anticonvulsivante (Dilantin®),
vitamina A, alguns análogos da vitamina A,
especialmente a isotretinoína, e alguns corticosteroides
6 semanas anti-inflamatórios — mostraram induzir a fenda labial
em animais
experimentais.
fenda labial ocorre mais frequentemente no lado
esquerdo e é
mais prevalente no sexo masculino, enquanto a fenda
palatina isolada ocorre com mais frequência no sexo
7 semanas feminino.

10 semanas
Úvula bífida

Normal

Fenda palatina unilateral Fenda palatina bilateral

Fenda labial unilateral Fenda labial bilateral

Fenda labial bilateral e Fenda labial e palatina


fenda palatina unilateral bilateral

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