Matemática Eja
Matemática Eja
Caro(a) estudante,
Bons estudos!
4
Sumário
1. NÚMEROS E ÁLGEBRA......................................................................................................... 5
2. FUNÇÕES ........................................................................................................................... 37
4. GEOMETRIA ...................................................................................................................... 52
1. NÚMEROS E ÁLGEBRA
O conjunto dos números naturais é representado pela letra maiúscula N e estes números
são construídos com os algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos
como algarismos indo-arábicos. Embora o zero não seja um número natural no sentido
que tenha sido proveniente de objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como
um número natural uma vez que ele tem as mesmas propriedades algébricas que estes
números.
Na sequência consideraremos que os naturais têm início com o número zero e
escreveremos este conjunto como: N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
As reticências (três pontos) indicam que este conjunto não tem fim. N é um conjunto com
infinitos números.
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o conjunto será representado por:
Subconjuntos notáveis em N:
4 - Números primos
P={2,3,5,7,11,13...}
- Se um número natural é sucessor de outro, então os dois números juntos são chamados
números consecutivos.
Exemplos:
a) 1 e 2 são números consecutivos.
b) 7 e 8 são números consecutivos.
c) 50 e 51 são números consecutivos.
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um antecessor (número que vem antes
do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
7
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais pares. Embora
uma sequência real seja outro objeto matemático denominado função, algumas vezes
utilizaremos a denominação sequência dos números naturais pares para representar o
conjunto dos números naturais
pares: P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais ímpares, às vezes
também chamados, a sequência dos números ímpares. I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o
dividendo.
35: 7 = 5
- Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor
pelo quociente.
35= 5 x 7
significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 0 não tem
sentido ou ainda é dita impossível.
Para todo a, b e c ∈ 𝑁
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
8) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro
número natural, continua como resultado um número natural.
Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números
naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.
Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em alemão).
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quando
apresentam soma zero; assim, os pontos que os representam distam igualmente da
origem.
Exemplo: O oposto do número 3 é -3, e o oposto de -3 é 3, pois 3 + (-3) = (-3) + 3 = 0
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e vice-versa; particularmente o
oposto de zero é o próprio zero.
11
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) +
(–3).
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que adicionar o
primeiro com o oposto do segundo.
Fique Atento: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ..., entre outros, precedidos
de sinal negativo, tem o seu sinal invertido, ou seja, é dado o seu oposto.
Exemplos:
33 = (3) x (3) x (3) = 27
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
(-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+9)² = (+9) x (+9) = 81
- Propriedades da Potenciação:
Atenção: Não existe a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto dos
números inteiros.
Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele
mesmo resulte em um número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro
número inteiro que elevado ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os
nossos cálculos somente aos números não negativos.
Exemplos:
16
Um número racional é o que pode ser escrito na forma, onde m e n são números inteiros,
sendo que n deve ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a
divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser obtidos através da razão entre
dois números inteiros, razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais é
denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação:
m
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
𝑝
Tomemos um número racional 𝑞 , tal que p não seja múltiplo de q. Para escrevê-lo na
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos
nulos), repetindo-se periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com
uma característica especial: existe um período.
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma
com infinitos termos deste tipo:
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto, vamos apresentar o
procedimento através de alguns exemplos:
Exemplos:
Neste caso para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta
utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada quantos dígitos tiver o período
da dízima.
611
Simplificando por 2, obtemos x =495 , a fração geratriz da
dízima 1, 23434...
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que representa esse número ao ponto
de abscissa zero.
21
Exemplos:
3 3 3 3
1) Módulo de– 2 é 2 . Indica-se - 2 = 2
3 3 3 3
2) Módulo de + 2 é 2 . Indica-se + 2 = 2
3 3
Números Opostos: Dizemos que – e 2 são números
2
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infinitos números racionais.
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração,
definimos a adição entre os números racionais e, da mesma forma
que a soma de frações, através de:
O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b × c/d,
a/b.c/d . Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma
regra de sinais que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é
positivo, mas o produto de dois números com sinais diferentes é negativo.
23
Exemplos:
24
Propriedades da Potenciação:
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
2) 0,216 Representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 ou (0,6) 3. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216.
Indica-se 3 0,216 = 0,6.
26
O conjunto dos números reais R é uma expansão do conjunto dos números racionais
que engloba não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos
os números irracionais.
Assim temos:
Propriedades
É válido todas as propriedades anteriormente vistos nos outros conjuntos, assim como
os conceitos de módulo, números opostos e números inversos (quando possível).
a≤b↔b–a≥0
Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui também subconjuntos, denominados intervalos,
que são determinados por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b.
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as extremidades abertas dos intervalos.
[a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b)
Observações
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as extremidades abertas dos intervalos.
[a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b)
4-8=-4
- 6 - 4 = - 10
- 2+7=5
Os números racionais, são aqueles que podem ser escritos na forma de uma fração a/b
onde a e b são dois números inteiros, com a condição de que b seja diferente de zero,
uma vez que sabemos da impossibilidade matemática da divisão por zero.
Vimos também, que todo número racional pode ser escrito na forma de um número
decimal periódico, também conhecido como dízima periódica.
Vejam os exemplos de números racionais a seguir:
3 / 4 = 0,75 = 0, 750000...
- 2 / 3 = - 0, 666666...
1 / 3 = 0, 333333...
2 / 1 = 2 = 2, 0000...
4 / 3 = 1, 333333...
30
- 3 / 2 = - 1,5 = - 1, 50000...
0 = 0, 000...
Existe, entretanto, outra classe de números que não podem ser escritos na forma de
fração a/b, conhecidos como números irracionais.
Exemplo:
O número real abaixo é um número irracional, embora pareça uma dízima periódica: x =
0,10100100010000100000...
Observe que o número de zeros após o algarismo 1 aumenta a cada passo. Existem
infinitos números reais que não são dízimas periódicas e dois números irracionais muito
importantes, são:
e = 2,718281828459045...,
Pi ( ) = 3,141592653589793238462643...
Que são utilizados nas mais diversas aplicações práticas como: cálculos de áreas,
volumes, centros de gravidade, previsão populacional, etc.
Classificação dos Números Irracionais Existem dois tipos de números irracionais:
.
A recíproca não é verdadeira: existem números algébricos que não podem ser expressos
através de radicais, conforme o teorema de Abel-Ruffini.
Exemplos:
1) √3 - √3 = 0 e 0 é um número racional.
- O quociente de dois números irracionais, pode ser um número racional.
2) √8 : √2 = √4 = 2 e 2 é um número racional.
- O produto de dois números irracionais, pode ser um número racional.
Q∪I=R
32
Q∩I=∅
Números Complexos
Chama-se conjunto dos números complexos, e representa-se por C, o conjunto de pares
ordenados, ou seja:
z = (x, y)
onde x ∈ a R e y ∈ a R.
Então, por definição, se z = (x, y) = (x,0) + (y, 0)(0,1) onde i = (0,1), podemos escrever
que:
z = (x, y) = x + yi
Exemplos:
(5, 3) = 5 + 3i
(2, 1) = 2 + i
(-1, 3) = - 1 + 3i
Dessa forma, todo o números complexo z = (x, y) pode ser escrito na forma z = x + yi,
conhecido como forma algébrica, onde temos:
Igualdade entre números complexos: Dois números complexos são iguais se, e
somente se, apresentam simultaneamente iguais a parte real e a parte imaginária.
Assim, se z1 = a + bi e z2 = c + di, temos que:
z1 = z2 <==> a = c e b = d
z = 3 - 5i ==> 𝑧̅ = 3 + 5i
z= 7i ==> 𝑧̅ = - 7i
z = 3 ==> 𝑧̅ = 3
Propriedade:
O produto de um número complexo pelo seu conjugado é sempre um número real.
𝑧̅. 𝑧̅ ∈ 𝑅
Multiplicando A e B, obtemos
AB = cos(a + b) + i sen(a + b)
Existe uma importantíssima relação matemática, atribuída a Euler (lê-se "óiler"),
garantindo que para todo número complexo z e também para todo número real z:
eiz = cos(z) + i sen(z)
Para obter
cos(a - b) = cos(a)cos(b) + sen(a)sen(b)
sen(a - b) = cos(b)sen(a) - cos(a)sen(b)
37
2. FUNÇÕES
Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma relação de igualdade e
uma incógnita ou variável (x, y, z,...).
Exemplos:
2x + 8 = 0
5x – 4 = 6x + 8
ax + b – b = 0 – b → ax = -b → x = -b / a
38
3x + 2 = x - 4
Nesta equação cada membro possui dois termos:
1º membro composto por 3x e 2
2º membro composto pelo termo x e -4
Outros exemplo:
Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações.
- Se a + b = c, conclui-se que a = c – b.
EQUAÇÃO DO 2º GRAU
Uma equação é uma expressão matemática que possui em sua composição incógnitas,
coeficientes, expoentes e um sinal de igualdade. As equações são caracterizadas de
acordo com o maior expoente de uma das incógnitas.
𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 = 0
Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os números reais expressos por a, b, c são
chamados coeficientes da equação.
2x2 – 7x + 4 = 1 – x2
2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0
3x2 – 7x + 3 = 0
Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai depender do discriminante Δ; temos
então, três casos a estudar.
42
A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem duas ou uma única dependem,
exclusivamente, do discriminante Δ = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa
expressão.
Exemplo:
1) Resolver a equação 3x2 + 7x + 9 = 0 no conjunto R.
Temos: a = 3, b = 7 e c = 9
As equações do 2º grau possuem duas relações entre suas raízes, são as chamadas
relações de Girard, que são a Soma (S) e o Produto (P).
Exemplo:
Determine uma equação do 2º grau cujas raízes sejam os números 2 e 7. Resolução:
Pela relação acima temos:
S = 2+7 = 9 e P = 2.7 = 14 → Com esses valores montamos a equação: x2 -9x +14 =0
Exemplos:
3𝑥 = 1 ; 5.22𝑥+2 = 20
Para resolução precisamos achar os valores da variável que a tornem uma sentença
numérica verdadeira. Vamos relembrar algumas das propriedades da potenciação para
darmos continuidade:
Exemplo:
(3x)2 + 4.3x + 3 = 0.
A expressão dada pode ser escrita na forma:
(3x)2 – 4.3x + 3 = 0
Criamos argumentos para resolução da equação exponencial.
Fazendo 3x = y, temos:
y2 – 4y + 3 = 0 y = 1 ou y = 3 Como 3x= y, então 3x = 1 = 0 ou
3x = 3 x = 1
S = {0,1}
EQUAÇÃO LOGARÍTIMICA
Existem equações que não podem ser reduzidas a uma igualdade de mesma base pela
simples aplicação das propriedades das potências. A resolução de uma equação desse
tipo baseia-se na definição de logaritmo.
44
1º) Equações redutíveis a uma igualdade entre dois logaritmos de mesma base:
𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒇(𝒙) = 𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒈(𝒙)
Exemplo:
𝐥𝐨𝐠𝟓 𝟐𝒙 + 𝟒 = 𝐥𝐨𝐠𝟓 𝟑𝒙 + 𝟏 Temos que:
2x + 4 = 3x + 1
2x – 3x = 1 – 4
–x=–3 x=3
Portanto, S = {3}
2º) Equações redutíveis a uma igualdade entre dois logaritmos e um número real:
𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒇(𝒙) = 𝒓
Exemplo:
𝐥𝐨𝐠𝟑 𝟓𝒙 + 𝟐 = 𝟑
Pela definição de logaritmo temos:
5x + 2 = 33
5x + 2 = 27
5x = 27 – 2
5x = 25 x = 5
Portanto S = {5}.
3º) Equações que são resolvidas por meio de uma mudança de incógnita: Exemplo:
(𝐥𝐨𝐠𝟒 𝒙)𝟐 − 𝟑. 𝐥𝐨𝐠𝟒 𝒙 = 𝟒
45
Como ficamos com uma igualdade entre dois logaritmos, segue que: (2x +3)(x + 2) = x 2
ou 2x2 + 4x + 3x + 6 = x2 2x2 – x2 + 7x + 6 = 0 x2 + 7x + 6 = 0
x = -1 ou x = - 6
Lembre-se que para o logaritmo existir o logaritmando e a base devem ser positivos. Com
os valores encontrados para x, o logaritmando ficará negativo. Sendo assim, a equação
não tem solução ou S = ø.
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Recebe ou é conhecida por um desses nomes, sendo por definição: Toda função f: R → R,
definida por:
F(x) = ax + b
Com a ϵ R* e b ϵ R.
O domínio e o contradomínio é o conjunto dos números reais (R) e o conjunto imagem
coincide com o contradomínio, Im = R.
Quando b = 0, chamamos de função linear.
Tipos de Função
Função constante: é toda função definida f: R → R, para cada elemento de x, temos a
mesma imagem, ou seja, o mesmo f(x) = y. Podemos dizer que y = f(x) = k.
A representação gráfica de uma função do constante, é uma reta paralela ao eixo das
abscissas ou sobre o eixo (igual ao eixo abscissas).
Função Identidade
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Reconhecemos, graficamente, uma função injetora quando, uma reta horizontal, qualquer
que seja interceptar o gráfico da função, uma única vez.
Reconhecemos, graficamente, uma função sobrejetora quando, qualquer que seja a reta
horizontal que interceptar o eixo no contradomínio, interceptar, também, pelo menos
uma vez o gráfico da função.
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Função Bijetora: uma função é dita bijetora quando é injetora e sobrejetora ao mesmo
tempo. Exemplo:
Exemplo:
A função f : [1; 3] → [3; 5], definida por f(x) = x + 2, é uma função bijetora.
50
A função é dita ímpar quando para todo elemento x pertencente ao domínio, temos f(-x)
= -f(x) ∀ x є D(f). Ou seja os elementos simétricos do domínio terão imagens simétricas.
Observe o diagrama abaixo:
Através do gráfico da função notamos que: -Para função é crescente o ângulo formado
entre a reta da função e o eixo x (horizontal) é agudo (< 90º) e - Para função decrescente
o ângulo formado é obtuso (> 90º).
1
Para achar o zero da função y = ax + b, basta igualarmos y ou f(x) a valor de zero, então
assim teremos uma equação do 1º grau, ax + b = 0.
Onde:
a é o coeficiente de x2
b é o coeficiente de x
c é o termo independente
Exemplos:
y = x2 – 16, sendo a = 1, b = 0 e c = – 16
f(x) = x2, sendo a = 1, b = 0 e c = 0
Exemplo:
Se a função f de R em R definida pela equação y = x2 + x. Atribuindo à variável x qualquer
valor real, obteremos em correspondência os valores de y, vamos construir o gráfico da
função: x y
-3 6
-2 2
-1 0
-1/2 -1/4
0 0
1 2
2 6
3
Concavidade da Parábola
No caso das funções definida por um polinômio do 2º grau, a parábola pode ter sua
concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada para baixo (a < 0).
Vértice da parábola
Toda parábola tem um ponto de ordenada máxima ou ponto de ordenada mínima, a esse
ponto denominamos vértice. Dado por V (xv , yv).
- Eixo de simetria
É aquele que dado o domínio a imagem é a mesma. Isso faz com que possamos dizer que
a parábola é simétrica a reta que passa por xv, paralela ao eixo y, na qual denominamos
eixo de simetria. Vamos entender melhor o conceito analisando o exemplo: y = x2 + 2x –
3 (início do assunto).
Atribuímos valores a x, achamos valores para y. Temos que:
f (-3) = f (1) = 0 f (-2) = f (0) = -3
4
Logo se a < 0, a concavidade estará voltada para baixo, o seu conjunto imagem é dado
por:
Onde:
x1 e x2 são as raízes da função.
As raízes (quando são reais), o vértice e a intersecção com o eixo y são fundamentais
para traçarmos um esboço do gráfico de uma função do 2º grau.
Forma fatorada das raízes: f (x) = a (x – x1) (x – x2).
Esta fórmula é muito útil quando temos as raízes e precisamos montar a sentença
matemática que expresse a função.
6
Estudar o sinal de uma função quadrática é determinar os valores reais de x que tornam
a função positiva, negativa ou nula.
Abaixo podemos resumir todos os valores assumidos pela função dado a e Δ (delta).
Observe que:
Quando Δ > 0, o gráfico corta e tangencia o eixo x em dois pontos distintos, e temos duas
raízes reais distintas.
Quando Δ = 0, o gráfico corta e tangencia o eixo dos x em um ponto e temos duas raízes
iguais.
Quando Δ < 0, o gráfico não corta e não tangencia o eixo dos x em nenhum ponto e não
temos raízes reais.
Exemplo:
Considere a função quadrática representada pelo gráfico abaixo, vamos determinar a
sentença matemática que a define.
7
Resolução:
Como conhecemos as raízes x1 e x2 (x1= -4 e x2 = 0), podemos nos da forma fatorada
temos: f (x) = a.[ x – (-4)].[x – 0] ou f (x) = a(x + 4).x .
O vértice da parábola é (-2,4), temos:
4 = a.(-2 + 4).(-2) → a = -1
Logo, f(x) = - 1.(x + 4).x → (-x – 4x).x → -x2 – 4x
As funções exponenciais são aquelas que crescem ou decrescem muito rapidamente. Elas
desempenham papéis fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com ela,
como: Física, Química, Engenharia, Astronomia, Economia, Biologia, Psicologia e outras.
Definição
A função exponencial é a definida como sendo a inversa da função logarítmica natural,
isto é:
Estas relações também são válidas para exponenciais de base e (e = número de Euller =
2,718...)
- y = ex se, e somente se, x = ln(y)
- ln(ex) =x
- ex+y= [Link]
- ex-y = ex/ey
- ex.k = (ex)k
A Constante de Euler
X Y
-3
-2
-1
0 1
1 2
11
2 4
3 8
Pela definição de logaritmo a base deve ser um número real e positivo além de ser
diferente de 1. Então a nossa condição de existência da equação acima é que: x ϵ R*+ - {1}
Note que x = -10 não pode ser solução desta equação, pois este valor de x não satisfaz a
condição de existência, já que -10 é um número negativo.
Já no caso de x = 10 temos uma solução da equação, pois 10 é um valor que atribuído a
x satisfaz a condição de existência, visto que 10 é positivo e diferente de 1.
7log5 625𝑥 = 42
⇒ log5 𝑥 = 2 ⟺ 52 = 𝑥 ⟺ 𝑥 = 25
Lembre-se que:
log𝑏(𝑀. 𝑁) = log𝑏 𝑀 + log𝑏 𝑁 e que log5 625 = 4, pois 54 = 625.
3 log2𝑥 64 = 9
Neste caso vamos fazer um pouco diferente. Primeiro vamos solucionar a equação e
depois vamos verificar quais são as condições de existência: Então x = -2 é um valor
candidato à solução da equação. Vamos analisar as condições de existência da base -6 -
x:
Veja que embora x ≠ -7, x não é menor que -6, portanto x = -2 não satisfaz a condição de
existência e não pode ser solução da equação. Embora não seja necessário, vamos
analisar a
condição de existência do logaritmando 2x: 2x > 0 ⇒ x > 0 Como x = -2, então x também
não satisfaz esta condição de existência, mas não é isto que eu quero que você veja. O que
eu quero que você perceba, é que enquanto uma condição diz que x < -6, a outra diz que
x > 0. Qual é o número real que além de ser menor que -6 é também maior que 0?
14
Como não existe um número real negativo, que sendo menor que -6, também seja
positivo para que seja maior que zero, então sem solucionarmos a equação nós podemos
perceber que a mesma não possui solução, já que nunca conseguiremos satisfazer as
duas condições simultaneamente. O conjunto solução da equação é portanto S = { }, já
que não existe nenhuma solução real que satisfaça as condições de existência da equação.
Função Logarítmica
A função logaritmo natural mais simples é a função y=f0(x)=lnx. Cada ponto do gráfico é
da forma (x, lnx) pois a ordenada é sempre igual ao logaritmo natural da abscissa.
real não nulo. Se g(x)=[Link](x-2) + 2/3, desenhe seu gráfico, fazendo os gráficos
intermediários, todos num mesmo par de eixos.
y=[Link](x+m)+k
Função logarítmica de base a é toda função f:R*+ → R, definida por 𝑓(𝑥) = log𝑎 𝑥 com a
ϵ R*+ e a ≠ 1.
Podemos observar neste tipo de função que a variável independente x é um
logaritmando, por isto a denominamos função logarítmica. Observe que a base a é um
valor real constante, não é uma variável, mas sim um número real.
A função logarítmica de R*+ → R é inversa da função exponencial de R*+ → R e vice-
versa, pois:
log𝑏 𝑎 = 𝑥 ⟺ 𝑏𝑥 = 𝑎
16
x y = log x
0,001 y = log 0,001 = -3
0,01 y = log 0,01 = -2
0,1 y = log 0,1 = -1
1 y = log 1 = 0
10 y = log 10 = 1
Ao lado temos o gráfico desta função logarítmica, no qual localizamos cada um dos
pontos obtidos da tabela e os interligamos através da curva da função: Veja que para
valores de y < 0,01 os pontos estão quase sobre o eixo das ordenadas, mas de fato
nunca chegam a estar. Note também que neste tipo de função uma grande variação no
valor de x implica numa variação bem inferior no valor de y. Por exemplo, se passarmos
de x = 100 para x = 1000000, a variação de y será apenas de 2 para 6. Isto porque:
Se a > 1 temos uma função logarítmica crescente, qualquer que seja o valor real
positivo de x. No gráfico da função ao lado podemos observar que à medida que x
aumenta, também aumenta f(x) ou y. Graficamente vemos que a curva da função é
crescente. Também podemos observar através do gráfico, que para dois valor de x (x1 e
x2), que log𝑎 𝑥2 > log𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 > 𝑥1, isto para x1, x2 e a números reais positivos, com a > 1.
Se 0 < a < 1 temos uma função logarítmica decrescente em todo o domínio da função.
Neste outro gráfico podemos observar que à medida que x aumenta, y diminui.
Graficamente observamos que a curva da função é decrescente. No gráfico também
observamos que para dois valores de x (x1 e x2), que log𝑎 𝑥2 < log𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 > 𝑥1 , isto para
x1, x2 e a números reais positivos, com 0 < a < 1. É importante frisar que
independentemente de a função ser crescente ou decrescente, o gráfico da função
sempre cruza o eixo das abscissas no ponto (1, 0), além de nunca cruzar o eixo das
18
ordenadas e que o log𝑎 𝑥2 = log𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 = 𝑥1, isto para x1, x2 e a números reais positivos,
com a ≠ 1.
Grandeza é tudo aquilo que pode ser contado e medido. Do dicionário, tudo o que pode
aumentar ou diminuir (medida de grandeza.).
As grandezas proporcionais são aquelas que relacionadas a outras, sofrem variações.
Elas podem ser diretamente ou inversamente proporcionais.
Exemplo:
A tabela a seguir mostra a velocidade de um trem ao percorrer determinado percurso:
Velocidade
40 80 120 ...
(km/h)
Tempo 6 3 2 ...
(horas)
Se sua velocidade aumentar para 240 km/h, em quantas horas ele fará o percurso?
Podemos pegar qualquer velocidade para acharmos o novo tempo:
40 km ------ 6 horas
240 km ----- x horas
Observe que invertemos os valores de uma das duas proporções (km ou tempo), neste
exemplo optamos por inverter a grandeza tempo.
Exemplo:
Um mosaico foi construído com triângulos, quadrados e hexágonos. A quantidade de
polígonos de cada tipo é proporcional ao número de lados do próprio polígono. Sabe-se
que a quantidade total de polígonos do mosaico é 351. A quantidade de triângulos e
quadrados somada supera a quantidade de hexágonos em
A) 108.
B) 27.
C) 35.
D) 162.
E) 81.
𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜𝑠: 3𝑥 𝑞𝑢𝑎𝑑𝑟𝑎𝑑𝑜: 4𝑥 ℎ𝑒𝑥á𝑔𝑜𝑛𝑜: 6𝑥
3𝑥 + 4𝑥 + 6𝑥 = 351
13𝑥 = 351
𝑥 = 27
3𝑥 + 4𝑥 = 3.27 + 4.27 = 81 + 108 = 189
6𝑥 = 6.27 = 162 → 189-162= 27
Resposta B
20
Exemplo:
1 - Carlos dividirá R$ 8.400,00 de forma inversamente proporcional à idade de seus dois
filhos: Marcos, de12 anos, e Fábio, de 9 anos. O valor que caberá a Fábio será de:
A) R$ 3.600,00
B) R$ 4.800,00
C) R$ 7.000,00
D) R$ 5.600,00
Marcos: a
Fábio: b
a + b = 8400
21
Resposta B
2.7. RAZÃO
Onde:
Exemplo:
Em um vestibular para o curso de marketing, participaram 3600 candidatos para 150
vagas. A razão entre o número de
vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de
22
- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza, essas devem ser expressas
na mesma unidade.
- Razões Especiais
Escala → Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias muito grandes de forma reduzida,
então utilizamos a escala, que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas
na mesma unidade).
PROPORÇÃO
- Propriedades da Proporção
1 - Propriedade Fundamental
Exemplo:
Na proporção , lê- se: “45 está para 30 , assim como 9 está para 6.),
aplicando a propriedade fundamental , temos:
45.6 = 30.9 = 270
2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo
termo), assim como a soma dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto
termo).
3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o
segundo termo), assim como a diferença entre os dois últimos está para o terceiro (ou
para o quarto termo).
4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes, assim como cada
antecedente está para o seu consequente.
24
Exemplos:
26
1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros de álcool esse carro gastaria
para percorrer 210 km?
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas de
espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha:
Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha:
Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica reduzido à metade. Isso significa
que as grandezas velocidade e tempo são inversamente proporcionais. No nosso
esquema, esse fato é indicado colocando-se na coluna “velocidade” uma flecha em
sentido contrário ao da flecha da coluna “tempo”:
Como 0,375 corresponde 22 minutos (0,375 x 60 minutos), então o percurso será feito
em 4 horas e 22 minutos aproximadamente.
28
Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto para fazer o percurso cairá
para a metade; logo, as grandezas são inversamente proporcionais. Assim, os números
180 e 300 são inversamente proporcionais aos números 20 e x. Daí temos:
Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andando em 300 km/h, teria gasto 12
segundos para realizar o percurso.
O processo usado para resolver problemas que envolvem mais de duas grandezas,
diretamente ou inversamente proporcionais, é chamado regra de três composta.
Exemplos:
1) Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em quanto tempo 6 máquinas iguais às
primeiras produziriam 300 dessas peças?
Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as grandezas de mesma espécie em
uma só coluna e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma
mesma linha. Na coluna em que aparece a variável x (“dias”), coloquemos uma flecha:
29
As grandezas peças e dias são diretamente proporcionais. No nosso esquema isso será
indicado colocando-se na coluna “peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha da
coluna “dias”:
Resposta: Em 10 dias.
30
2) Uma empreiteira contratou 210 pessoas para pavimentar uma estrada de 300 km em
1 ano. Após 4 meses de serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. Quantos
empregados ainda devem ser contratados para que a obra seja concluída no tempo
previsto?
Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 – 210 = 105 pessoas.
Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.
PORCENTAGEM
Exemplo:
Em uma classe com 30 alunos, 18 são rapazes e 12 são moças. Qual é a taxa percentual
de rapazes na classe?
E a taxa percentual de rapazes é 60%. Poderíamos ter divido 18 por 30, obtendo:
- Lucro e Prejuízo
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Caso a diferença seja positiva, temos o lucro(L), caso seja negativa, temos prejuízo(P).
A forma percentual é:
32
Exemplo:
Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 100,00.
Determinar:
a) a porcentagem de lucro em relação ao preço de custo;
b) a porcentagem de lucro em relação ao preço de venda.
Resolução:
Preço de custo + lucro = preço de venda → 75 + lucro =100
→ Lucro = R$ 25,00
Exemplo:
1 - Aumentar um valor V de 20% , equivale a multiplica-lo por 1,20, pois:
VD ).V
Exemplo:
Diminuir um valor V de 40%, equivale a multiplicá-lo por 0,60, pois:
). V = (1-0,40). V = 0, 60.V
33
2.9. JUROS
Elementos Básicos:
- Valor Presente ou Capital Inicial ou Principal (PV, P ou C): termo proveniente
do inglês “Present Value”, sendo caracterizado como a quantidade inicial de moeda que
uma pessoa tem em disponibilidade e concorda em ceder a outra pessoa, por um
determinado período, mediante o pagamento de determinada remuneração.
- Taxa de Juros (i): termo proveniente do inglês “Interest Rate” (taxa de juros) e
relacionado à sua maneira de incidência. Salientamos que a taxa pode ser mensal, anual,
semestral, bimestral, diária, entre outras.
- Juros (J): é o que pagamos pelo aluguel de determinada quantia por um dado
período, ou seja, é a nomenclatura dada à remuneração paga para que um indivíduo ceda
temporariamente o capital que dispõe.
Em regime linear de juros (ou juros simples), o juro é determinado tomando como
base de cálculo o capital da operação, e o total do juro é devido ao credor (aquele que
empresta) no final da operação. As operações aqui são de curtíssimo prazo, exemplo:
desconto simples de duplicata, “Hot Money” entre outras.
No juros simples o juro de cada intervalo de tempo sempre é calculado sobre o capital
inicial emprestado ou aplicado.
Chamamos de simples os juros que são somados ao capital inicial no final da aplicação.
35
M = C + J → M = C. (1+i.t)
Exemplo:
Qual o valor dos juros correspondentes a um empréstimo de R$ 10.000,00, pelo prazo
de 15 meses, sabendo-se que a taxa cobrada é de 3% a m.?
Dados:
PV = 10.000,00
n = 15 meses
i = 3% a.m = 0,03
J=?
Solução:
36
Saiba mais!!!
(1+i)t ou (1+i)n é conhecido como fator acumulação de capital de (FC) e o seu
inverso, 1/(1+i)n é o fator de atualização de capital (FA).
Graficamente temos, que o crescimento do principal(capital) segundo juros simples é
LINEAR, CONSTANTE enquanto que o crescimento segundo juros compostos é
EXPONENCIAL, GEOMÉTRICO e, portanto tem um crescimento muito mais "rápido".
37
- O montante após 1º tempo é igual tanto para o regime de juros simples como
para juros compostos;
- Antes do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros simples;
- Depois do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros compostos.
Exemplo:
Expresse o número de períodos t de uma aplicação, em função do montante M e da taxa
de aplicação i por período.
Solução:
Temos M = C(1+i)t
Logo, M/C = (1+i)t
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos escrever: t = log (1+ i ) (M/C) . Portanto,
usando logaritmo decimal (base 10), vem:
Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos juros compostos é uma aplicação
prática do estudo dos logaritmos.
Fica a dica!!!
- Em juros simples quando a taxa de juros(i) estiver em unidade diferente do
tempo(t), pode-se colocar na mesma unidade de (i) ou (t).
- Em juros compostos é preferível colocar o (t) na mesma unidade da taxa (i).
2.11. SEQUÊNCIAS
Exemplo:
- Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, ...). Notemos que esta
é uma sequência infinita com a1 = 2; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc.
1. Igualdade
As sequências são apresentadas com os seus termos entre parênteses colocados de
forma ordenada. Sucessões que apresentarem os mesmos termos em ordem diferente
serão consideradas sucessões diferentes.
39
Duas sequências só poderão ser consideradas iguais se, e somente se, apresentarem os
mesmos termos, na mesma ordem.
Exemplo
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à sequência (5, 8, 15, 17) se, e
somente se, x = 5; y = 8; z = 15; e t = 17.
Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3, 2, 1, 0) são diferentes, pois, embora
apresentem os mesmos elementos, eles estão em ordem diferente.
Exemplo:
- Determinar os cincos primeiros termos da sequência cujo termo geral e igual a: a n
= n2 – 2n, com n ∈ N*.
Teremos:
- se n = 1 ⇒ a1 = 12 – 2. 1 ⇒ a1 = 1 – 2 = - 1
- se n = 2 ⇒ a2 = 22 – 2. 2 ⇒ a2 = 4 – 4 = 0
- se n = 3 ⇒ a3 = 32 – 2. 3 ⇒ a3 = 9 – 6 = 3
- se n = 4 ⇒ a4 = 42 – 4. 2 ⇒ a4 =16 – 8 = 8
- se n = 5 ⇒ a5 = 52 – 5. 2 ⇒ a5 = 25 – 10 = 15
3. Lei de Recorrências
Uma sequência pode ser definida quando oferecemos o valor do primeiro termo e um
“caminho” (uma fórmula) que permite a determinação de cada termo conhecendo-se o
seu antecedente. Essa forma de apresentação de uma sucessão é chamada lei de
recorrências.
Exemplo:
- Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência em que: a1 = 3 e an+1 = 2an –
4 , em que n ∈ N*.
40
Observações
1) Devemos observar que a apresentação de uma sequência através do termo geral é
mais pratica, visto que podemos determinar um termo no “meio” da sequência sem a
necessidade de determinarmos os termos intermediários, como ocorre na apresentação
da sequência através da lei de recorrências.
2) Algumas sequências não podem, pela sua forma “desorganizada” de se
apresentarem, ser definidas nem pela lei das recorrências, nem pela formula do termo
geral. Um exemplo de uma sequência como esta é a sucessão de números naturais primos
que já “destruiu” todas as tentativas de se encontrar uma formula geral para seus termos.
3) Em todo exercício de sequência em que n ∈ N*, o primeiro valor adotado é n = 1.
No entanto de no enunciado estiver n > 3, temos que o primeiro valor adotado é n = 4.
Lembrando que n é sempre um número natural.
A Matemática estuda dois tipos especiais de sequências, uma delas a Progressão
Aritmética.
Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é
igual ao termo anterior somado com uma constante que é chamada de razão (r).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....
Cálculo da razão: a razão de uma P.A. é dada pela diferença de um termo qualquer pelo
termo imediatamente anterior a ele.
r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = a5 – a4 = .......... = an – an – 1
41
Exemplo:
- (5, 9, 13, 17, 21, 25,......) é uma P.A. onde a1 = 5 e razão r = 4
Propriedades:
1- Numa P.A. a soma dos termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
Exemplo: (2, 8, 14, 20, 26, 32, 38,......)
42
Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é
igual ao termo anterior multiplicado por uma constante que é chamada de razão (q).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....
Cálculo da razão: a razão de uma P.G. é dada pelo quociente de um termo qualquer pelo
termo imediatamente anterior a ele.
Exemplos:
- (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 3 e razão q = 2
- ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 36 e razão q = 2
- ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15 e razão q =
- (- 2, - 6, -18, - 54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 2 e razão q = 3
n° termo é:
Como podemos observar o número somado vai ficando cada vez menor e a soma tende
a um certo limite. Então temos a seguinte fórmula:
|𝐏 | = √ (𝐚 . 𝐚 ) 𝐧
𝐧 𝟏 𝐧
Temos as seguintes regras para o produto, já que esta fórmula está em módulo:
1- O produto de n números positivos é sempre positivo.
2- No produto de n números negativos:
a) se n é par: o produto é positivo.
b) se n é ímpar: o produto é negativo.
Propriedades
1- Numa P.G., com n termos, o produto de dois termos equidistantes dos extremos é igual
ao produto destes extremos.
Exemplo: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64,....)
- como podemos observar neste exemplo, temos um número ímpar de termos. Neste caso
sobrou um termo no meio (8) que é chamado de termo médio e é igual a raiz quadrada
do produto dos extremos. Porém, só existe termos médio se houver um número ímpar
de termos.
45
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
46
Temos que:
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l
Não Decimais
Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais
conhecido. A unidade utilizada como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
1h → 60 minutos → 3 600 segundos
Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.
Exemplo:
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos, quantos minutos indica 0,3 horas?
A) 1 h 50 min + 30 min
Observe que ao somar 50 + 30, obtemos 80 minutos, como sabemos que 1 hora tem 60
minutos, temos, então acrescentamos a hora +1, e subtraímos 80 – 60 = 20 minutos, é o
que resta nos minutos:
49
B) 2 h 20 min – 1 h 30 min
Observe que não podemos subtrair 20 min de 30 min, então devemos passar uma hora
(+1) dos 2 para a coluna minutos.
Quando ouvimos que carro se desloca a uma velocidade de 20 km/h, isto significa que
ele percorre 20 km em 1 hora.
Muitas questões pedem para que passemos de km/h para m/s, para efetuarmos essa
transformação, basta utilizarmos o que segue na figura abaixo:
Exemplo:
Um carro se desloca de Florianópolis – SC a Curitiba – PR. Sabendo que a distância entre
as duas cidades é de 300 km e que o percurso iniciou as 7 horas e terminou ao meio dia,
calcule a velocidade média do carro durante a viagem, em m/s. A velocidade média é
dada por:
Ou seja, a variação da distância ΔS (final menos inicial) dividido por Δt, variação do
tempo (final menos inicial).
Montando de acordo com as informações do enunciado temos:
ΔS = 300 Km
Δt = 12 – 7 = 5 horas de percurso. Então:
51
CALENDÁRIOS
Pode-se dizer que Calendário visa atender diversas necessidades tanto civis quanto
religiosas, além disso, temos as divisões do ano:
Um ano possui 365 dias (modo padronizado, lembre-se que temos o ano bissexto)
divididos em semanas de 7 dias, assim um ano possui 52 semanas mais 1 dia, com isso
lembre-se que se uma determinado ano começa em uma terça-feira no ano seguinte
começará em uma quarta-feira (se não for bissexto).
O primeiro dia da semana é o domingo e encerra-se no sábado (sétimo dia da semana).
O ano é dividido em 12 meses:
Janeiro: 31 dias.
Fevereiro: 28 dias (em ano bissexto possui 29 dias).
Março: 31 dias.
Abril: 30 dias.
Maio: 31 dias.
Junho: 30 dias.
Julho: 31 dias.
Agosto: 31 dias.
Setembro: 30 dias.
Outubro: 31 dias.
Novembro: 30 dias.
Dezembro: 31 dias.
Lembre-se: 1 dia possui 24 horas, 1 hora possui 60 minutos e 1 minuto possui 60
segundos.
Um ano bissexto é o nome dado ao ano que possui 366 dias (52 semanas mais 2 dias). O
ano bissexto foi criado para ajustar o calendário pois um ano não possui exatamente 365
dias e sim 365 dias e 6 horas aproximadamente, e se não houvesse este ajuste as datas
não cairiam nas mesmas épocas e estações naturais (primavera, verão, outono e
inverno).
52
Ocorre de 4 em 4 anos.
De 100 em 100 anos não é bissexto.
De 400 em 400 anos é bissexto.
A ordem prevalece das últimas para as primeiras.
Por exemplo, 1600 foi um ano bissexto pois é múltiplo de 400, 1500 não foi um ano
bissexto pois é múltiplo de 100, 2008 foi um ano bissexto pois é múltiplo de 4.
Concluindo:
- 1 ano tem 365 a 366(bissexto) dias;
- 1 ano está dividido em 12 meses;
- 1 mês tem de 30 a 31 dias, exceto fevereiro;
- 1 dia tem 24 horas.
4. GEOMETRIA
ÂNGULOS
Elementos de um ângulo:
- LADOS: são as duas semirretas .
-VÉRTICE: é o ponto de intersecção das duas semirretas, no exemplo o ponto O.
53
Ângulo Central:
- Da circunferência: é o ângulo cujo vértice é o centro da circunferência;
- Do polígono: é o ângulo, cujo vértice é o centro do polígono regular e cujos lados
passam por vértices consecutivos do polígono.
Ângulos Opostos pelo Vértice: Dois ângulos são opostos pelo vértice se os lados de um
são as respectivas semirretas opostas aos lados do outro.
54
Ângulos adjacentes: são ângulos consecutivos que não tem ponto interno em comum.
- Os ângulos AÔ B e BÔ C, AÔ B e AÔ C, BÔ C e AÔ C são pares de ângulos consecutivos.
- Os ângulos AÔ B e BÔ C são ângulos adjacentes.
Para representar um plano usamos uma figura chamada paralelogramo e para dar nome
usamos letras minúsculas do alfabeto grego (α, β, π, θ,....). Exemplo:
55
Semi plano: toda reta de um plano que o divide em outras duas porções as quais
denominamos de semi plano. Observe a figura:
Observação: .
- Retas paralelas: são retas que por mais que se prolonguem nunca se encontram,
mantêm a mesma distância e nunca se cruzam. O ângulo de inclinação de duas ou mais
retas paralelas em relação a outra é sempre igual. Indicamos retas paralelas a e b por a
// b.
Lembre-se: Retas paralelas são retas que estão no mesmo plano e não possuem ponto
em comum.
Vamos observar a figura abaixo:
Ângulos correspondentes: são ângulos que ocupam uma mesma posição na reta
transversal, um na região interna e o outro na região externa.
4.2. POLÍGONOS
Elementos de um polígono
- Lados: cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos: A̅̅̅̅ B̅̅ , B̅̅̅̅ C̅̅ , C̅̅̅̅ D̅̅, D̅̅̅̅ E̅̅
e A̅̅̅̅ E̅̅ .
- Vértices: ponto de intersecção de dois lados consecutivos: A, B, C, D e E.
- Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos: A̅̅̅̅ C̅̅ , A̅̅̅̅ D̅̅ , B̅̅̅̅ D̅̅ , C̅̅̅̅ E̅̅ e B̅̅̅̅ E̅̅ .
- Ângulos internos: ângulos formados por dois lados consecutivos: â, 𝑏̂, 𝑐̂ , 𝑑̂ , 𝑒̂ .
- Ângulos externos: ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele
consecutivo (assinalados em vermelho na figura):
â1 , 𝑏̂1 , 𝑐 1̂ , 𝑑̂1, 𝑒̂1 .
4 – Soma dos ângulos externos: para qualquer polígono o valor da soma dos ângulos
externos é uma constante, isto é, Se = 360°.
Polígonos Regulares: um polígono é chamado de regular quando tem todos os lados
congruentes (iguais) e todos os
ângulos congruentes. Exemplo: o quadrado tem os 4 lados iguais e os 4 ângulos de 90°,
por isso é um polígono regular. E para polígonos regulares temos as seguintes fórmulas,
além das quatro acima:
e ΔACD ~ ΔAMN →
Fazendo:
Área ΔABC = t1, Área ΔACD = t2, ..., Área ΔAMN = tn-2
Área ΔA’B’C’ = T1, Área ΔA’C’D’ = T2, ..., Área ΔA’M’N’ = Tn-2
Sendo:
A= hipotenusa
b e c = catetos
h= altura
m e n = projeções do catetos
Por semelhança de triângulos temos quatro relações métricas válidas somente para
triângulos retângulos que são:
2. Paralelogramo
- sendo b a base e h a altura:
3. Trapézio
- sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:
4. Losango
- sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:
5. Quadrado
- sendo l o lado:
68
6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área, dependendo dos dados do problema a
ser resolvido.
III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo formado entre eles:
V) circunferência inscrita:
69
I- Círculo:
Quem primeiro descreveu a área de um círculo foi o matemático grego Arquimedes
(287/212 a.C.), de Siracusa, mais ou menos por volta do século II antes de Cristo. Ele
concluiu que quanto mais lados tem um polígono regular mais ele se aproxima de uma
circunferência e o apótema (a) deste polígono tende ao raio r. Assim, como a fórmula da
área de um polígono regular é dada por A = p.a (onde p é semiperímetro e a é o apótema),
A geometria de posição estuda os três entes primitivos da geometria ponto, reta e plano
no espaço. Temos o estudo dos postulado, das posições relativas entre estes entes.
Na matemática nós temos afirmações que são chamadas de postulados e outras são
chamadas de teoremas.
Postulado: são afirmações que são aceitas sem demonstração. Isto é, sabemos que são
verdadeira, porém não tem como ser demonstradas.
Teorema: são afirmações que tem demonstração.
I) Postulados da existência:
a) Dois pontos distintos determinam uma única reta. (Observe que a palavra
distintos esta destacada, tem que ser distintos e não somente dois pontos).
- Se dois pontos distintos de uma reta pertencem a um plano, então a reta está
contida no plano.
- Retas paralelas coincidentes: tem todos os pontos em comum. Temos duas retas,
sendo uma sobre a outra.
73
representamos por r ≡ s
Observação: duas retas concorrentes que formam entre si um ângulo reto (90°) são
chamadas de perpendiculares.
b) Retas não coplanares: não estão no mesmo plano. São:
Observação: duas retas reversas que “formam” entre si um ângulo reto (90°) são
chamadas de ortogonais.
Como podemos verificar, retas paralelas distintas e retas reversas não tem ponto em
comum. Então esta não é uma condição suficiente para diferenciar as posições, porém é
uma condição necessária. Para diferenciar paralelas distintas e reversas temos duas
condições:
a) Reta paralela ao plano: não tem nenhum ponto em comum com o plano. A
intersecção da reta com o plano é um conjunto vazio.
Observação: uma reta paralela a um plano é paralela com infinitas retas do plano, mas
não a todas.
b) Reta contida no plano: tem todos os pontos em comum com o plano. Também
obedece ao postulado da Inclusão. A intersecção da reta com o plano é igual à própria
reta.
c) Reta secante (ou incidente) ao plano: tem um único ponto em comum com o
plano. A intersecção da reta com o plano é o ponto P.
4.9. POLIEDROS
Diedros
Sendo dois planos secantes (planos que se cruzam) α e β, o espaço entre eles é chamado
de diedro. A medida de um diedro é feita em graus, dependendo do ângulo formado entre
os planos.
Poliedros
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais formadas por três elementos
básicos: faces, arestas e vértices. Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro
ou mais polígonos planos, pertencentes a planos diferentes e que têm dois a dois
somente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:
76
V – A + F = 2 → 14 – 21 + 9 = 2 → 2 = 2
Assim podemos comprovar que para alguns poliedros não convexos, podemos utilizar a
relação de Euler.
Soma dos ângulos poliédricos: as faces de um poliedro são polígonos. Sabemos que a
soma dos ângulos internos de um polígono é dada
S = (v – 2).360º
Poliedros de Platão
São poliedros que satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).
Exemplos:
1) O prisma quadrangular da figura a seguir é um poliedro de Platão.
Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos os poliedros de Platão
são ditos Poliedros Regulares.
78
Observação:
Todo poliedro regular é poliedro de Platão, mas nem todo poliedro de Platão é poliedro
regular.
Por exemplo, uma caixa de bombom, como a da figura a seguir, é um poliedro de Platão
(hexaedro), mas não é um poliedro regular, pois as faces não são polígonos regulares e
congruentes.
- Não Poliedros
79
Os sólidos acima são: Cilindro, Cone e Esfera, são considerados não planos pois
possuem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por curvas fechadas em
superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e uma superfície lateral
curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.
- 4 faces
triangulares
- 4 vértices
- 6 arestas
Tetraedro
- 6 faces
quadrangular es
- 8 vértices
- 12 arestas
Hexaedro
80
- 8 faces
triangulares
- 6 vértices
- 12 arestas
Octaedro
Dodecaedro
- 20 faces
triangulares
- 12 vértices
- 30 arestas
Icosaedro
Sólidos Geométricos são figuras geométricas que possui três dimensões. Um sólido é
limitado por um ou mais planos. Os mais conhecidos são: prisma, pirâmide, cilindro, cone
e esfera.
- Principio de Cavalieri
Bonaventura Cavalieri foi um matemático italiano, discípulo de Galileu, que criou um
método capaz de determinar áreas e volumes de sólidos com muita facilidade,
81
Dois sólidos, nos quais todo plano secante, paralelo a um dado plano, determina
superfícies de áreas iguais (superfícies equivalentes), são sólidos de volumes iguais
(sólidos equivalentes).
A aplicação do princípio de Cavalieri, em geral, implica na colocação dos sólidos com base
num mesmo plano, paralelo ao qual estão as secções de áreas iguais (que é possível
usando a
congruência)
- Sólidos geométricos
Elementos de um prisma:
a) Base: pode ser qualquer polígono.
b) Arestas da base: são os segmentos que formam as bases.
c) Face Lateral: é sempre um paralelogramo.
d) Arestas Laterais: são os segmentos que formam as faces laterais.
e) Vértice: ponto de intersecção (encontro) de arestas.
83
Classificação:
Um prisma pode ser classificado de duas maneiras:
1- Quanto à base:
- Prisma triangular...........................................................a base é um triângulo.
- Prisma quadrangular.....................................................a base é um quadrilátero.
- Prisma pentagonal........................................................a base é um pentágono.
- Prisma hexagonal.........................................................a base é um hexágono.
E, assim por diante.
2- Quanta à inclinação:
- Prisma Reto: a aresta lateral forma com a base um ângulo reto (90°).
- Prisma Obliquo: a aresta lateral forma com a base um ângulo diferente de 90°.
Fórmulas:
- Área da Base
Como a base pode ser qualquer polígono não existe uma fórmula fixa. Se a base é um
triângulo calculamos a área desse triângulo; se a base é um quadrado calculamos a área
desse quadrado, e assim por diante.
- Área Lateral: Soma das áreas das faces laterais
- Área Total:
At=Al+2Ab
Volume: V = Ab.h
Prismas especiais: temos dois prismas estudados a parte e que são chamados de
prismas especiais, que são:
84
Fórmulas:
- Área Total: At = 2.(ab + ac + bc)
- Volume: V = a.b.c
- Diagonal: D = √a2 + b2 + c2
Fórmulas:
- Área Total: At = 6.a2
- Volume: V = a3
- Diagonal: D = a√3
II) PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um vértice superior.
85
Classificação:
Uma pirâmide pode ser classificado de duas maneiras:
1- Quanto à base:
- Pirâmide triangular...........................................................a base é um triângulo.
- Pirâmide quadrangular.....................................................a base é um quadrilátero.
- Pirâmide pentagonal........................................................a base é um pentágono.
- Pirâmide hexagonal.........................................................a base é um hexágono.
E, assim por diante.
2- Quanta à inclinação:
- Pirâmide Reta: tem o vértice superior na direção do centro da base.
- Pirâmide Obliqua: o vértice superior está deslocado em relação ao centro da
base.
86
Fórmulas:
- Área da Base: 𝐴𝑏 = 𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑝𝑜𝑙í𝑔𝑜𝑛𝑜, como a base pode ser qualquer
polígono não existe uma fórmula fixa. Se a base é um triângulo calculamos a área desse
triângulo; se a base é um quadrado calculamos a área desse quadrado, e assim por diante.
- Área Lateral: 𝐴𝑙 = 𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑑𝑎𝑠 á𝑟𝑒𝑎𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑐𝑒𝑠 𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑖𝑠
- Área Total: At = Al + Ab
- Volume:
- TRONCO DE PIRÂMIDE
O tronco de pirâmide é obtido ao se realizar uma secção transversal numa pirâmide,
como mostra a figura:
Onde,
V → é o volume do tronco
h → é a altura do tronco
SB → é a área da base maior
Sb → é a área da base menor
III) CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais, paralelas e circulares.
88
Elementos de um cilindro:
a) Base: é sempre um círculo.
b) Raio
c) Altura: distância entre as duas bases.
d) Geratriz: são os segmentos que formam a face lateral, isto é, a face lateral é
formada por infinitas geratrizes.
Fórmulas:
- Área da Base: Ab = π.r2
IV) CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e vértice superior.
Elementos de um cone:
a) Base: é sempre um círculo.
b) Raio
c) Altura: distância entre o vértice superior e a base.
d) Geratriz: segmentos que formam a face lateral, isto é, a face lateral e formada por
infinitas geratrizes.
Fórmulas:
- Área da base: Ab = π.r2
- Volume:
Secção Meridiana: é um “corte” feito pelo centro do cone. O triângulo obtido através
desse corte é chamado de secção meridiana e tem como medidas, base é 2r e h. Logo a
área da secção meridiana é dada pela fórmula: ASM = r.h.
- TRONCO DE CONE
91
Elementos
- A base do cone é a base maior do tronco, e a seção transversal é a base menor;
- A distância entre os planos das bases é a altura do tronco.
Diferentemente do cone, o tronco de cone possui duas bases circulares em que uma delas
é maior que a outra, dessa forma, os cálculos envolvendo a área superficial e o volume
do tronco envolverão a medida dos dois raios. A geratriz, que é a medida da altura lateral
do cone, também está presente na composição do tronco de cone.
Não devemos confundir a medida da altura do tronco de cone com a medida da altura de
sua lateral (geratriz), pois são elementos distintos. A altura do cone forma com as bases
um ângulo de 90º. No caso da geratriz os ângulos formados são um agudo e um obtuso.
Onde:
h = altura g = geratriz
92
V) ESFERA
Elementos da esfera
- Eixo: é um eixo imaginário, passando pelo centro da esfera.
- Polos: ponto de intersecção do eixo com a superfície da esfera.
- Paralelos: são “cortes” feitos na esfera, determinando círculos.
- Equador: “corte” feito pelo centro da esfera, determinando, assim, o maior círculo
possível.
Fórmulas
- na figura acima podemos ver que o raio de um paralelo (r), a distância do centro
ao paralelo ao centro da esfera (d) e o raio da esfera (R) formam um triângulo retângulo.
Então, podemos aplicar o Teorema de Pitágoras: R2 = r2 + d2.
- Área: A = 4.π.R2
- Volume: V =
Fuso Esférico:
93
Cunha Esférica:
Temos dois eixos orientados, um horizontal e outro E a condição para que os três estejam
alinhados (mesma vertical, perpendiculares entre si. O eixo horizontal é chamado de
94
“eixo das abscissas” e o eixo vertical e chamado de “eixo das ordenadas”. Estes eixos
dividem o plano em quatro partes chamadas de “quadrantes”. O ponto O e chamado de
ponto “Zero” ou “Ponto de Origem” do sistema.
Ponto médio
Sendo A(xA, yA) e B(xB, yB) dois pontos do sistema cartesiano:
- se M(xM, yM) é ponto médio do segmento A̅̅̅̅ B̅̅ , temos a fórmula do ponto médio:
E a condição para que os três estejam alinhados (mesma linha ou mesma reta) é que D =
0.
- se m > 0 temos um ângulo α, tal que 0° < α < 90°. O ângulo α é agudo.
- se m < 0
temos um ângulo α, tal que 90° < α < 180°. O ângulo α é obtuso.
- se m = ∄ (não existe) a reta é perpendicular ao eixo x, isto é, α = 90°.
Considerando uma reta r e um ponto A(x0, y0) pertencente à reta. Tomamos outro ponto
B(x, y) genérico diferente de A. Com esses dois pontos pertencentes à reta r, podemos
calcular o seu coeficiente angular.
Exemplos:
1- Uma reta tem inclinação de 60° em relação ao eixo x. Qual é o coeficiente angular desta
reta?
Solução: m = tgα m = tg60° m = √3
2- Uma reta passa pelos pontos A(3, -1) e B(5, 8). Determinar o coeficiente angular dessa
reta.
98
3- Uma reta passa pelo ponto A(2, 4) e tem coeficiente angular m = 5. Determinar a
equação fundamental dessa reta.
Solução: o ponto por onde a reta passa são os valores de x o e yo para substituir na
fórmula, então:
y − yo = m. (x − xo) → y − 4 = 5. (x − 2) (esta é a equação fundamental da reta)
Da equação geral da reta, temos uma nova fórmula para o coeficiente angular:
y = mx + q
Observações:
I) A equação reduzida de uma reta fornece diretamente o coeficiente angular e o
coeficiente linear.
II) As retas de inclinação igual a 90° (reta vertical ao eixo x) não possuem equação
reduzida.
Paralelismo e perpendicularismo
Considere-se no Plano Cartesiano duas reta r e s.
100
1) Se r e s são paralelas: mr = ms
2) Se r e s são concorrentes: mr ≠ ms
Observação: para que o produto de dois números seja igual a – 1, mr e ms devem ser
inversos e opostos.
|𝐚𝐱 𝐨 + 𝐛𝐲𝟎 + 𝐜|
𝐝 𝐏,𝐫 =
√𝐚𝟐 + 𝐛 𝟐
Exemplos:
|𝐜 − 𝐜 ′|
𝐝 𝐫 ,𝐬 =
√𝐚𝟐 + 𝐛 𝟐
Logo, a = 3, b = - 2, c = 8 e c’ = - 6 (ou c = - 6 e c’ = 8)
É comum aparecerem regiões do plano cartesiano delimitado por retas. Vejamos a figura
abaixo:
Com efeito, a reta r divide o plano em dois semiplanos opostos. Como os pontos (x0, y0)
de um mesmo semiplano,
relativamente à reta ax + by + c = 0, conferem à expressão ax0 + by0 + c o mesmo sinal,
resta apenas dúvida: “qual
desigualdade, entre 3x + 4y – 12 > 0 e 3x + 4y – 12 < 0 devemos escolher?
E = - 12 < 0
Como a origem não está contida na região sombreada, é de se supor que, para qualquer
ponto da região sombreada,
ocorra a outra hipótese, isto é, E > 0 (sinal escolhido).
Assim, 3x + 4y – 12 > 0 é a inequação que expressa a região assinalada.
Exemplo: Determinar a equação reduzida da circunferência que tem centro C(3, 2) e raio
r = 5.
Resolução:
As coordenadas do centro são os valores de a e b para substituir na fórmula.
105
(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟2
(x – 3)2 + (y – 2)2 = 52
(x – 3)2 + (y – 2)2 = 25
Observações:
- numa equação de circunferência:
1) sempre começa por x2 + y2.....
2) não existe termo xy.
POSIÇÕES RELATIVAS
Exemplo:
Determinar a posição dos pontos A(-2,3), B(-4,6) e C(4,2) em relação à circunferência de
equação x2 + y2 + 8x – 20 = 0.
Substituindo as coordenadas dos pontos A, B e C no 1º membro da equação da
circunferência obtemos:
107
A(-2,3) → x = -2 e y = 3
x2 + y2 + 8x – 20 = (-2)2 + 32 + 8.(-2) – 20 = -23 < 0
A é ponto interno.
B(-4,6) → x = -4 e y = 6
x2 + y2 + 8x – 20 = (-4)2 + 62 + 8.(-4) – 20 = 0
B pertence à circunferência.
C(4,2) → x = 4 e y = 2
x2 + y2 + 8x – 20 = 42 + 22 + 8 . 4 – 20 = 32 > 0
l e λ são exteriores
Resumindo
- Para determinarmos a posição relativa entre uma reta e uma circunferência, basta
comparar a distância d (entre a reta e o centro da circunferência) com o raio r.
d(C,l)<r – reta e circunferência secantes
d(C,l)=r – reta e circunferência tangentes
d(C,l)>r – reta e circunferência exteriores
Com isso podemos achar também a posição relativa de uma reta e uma circunferência
procurando os pontos de intersecção da reta com a circunferência. Para isso resolvemos
um sistema formado pelas equações da reta:
109
Exemplo:
1) Verifique a posição relativa entre a reta s: 3x + y – 13 = 0 e a circunferência de equação
(x – 3)2 + (y – 3)2 = 25.
Solução: Devemos calcular a distância entre o centro da circunferência e a reta s e
comparar com a medida do raio. Da equação da circunferência, obtemos:
x0 = 3 e y0 = 3 → O(3, 3)
r2 = 25 → r = 5
Vamos utilizar a fórmula da distância entre ponto e reta para calcular a distância entre
O e s.
Como a distância entre o centro O e a reta s é menor que o raio, a reta s é secante à
circunferência.
1. Circunferências tangentes.
a) Tangentes externas
Duas circunferências são tangentes internas quando possuem somente um ponto em
comum e uma exterior à outra. A condição para que isso ocorra é que a distância entre
os centros das duas circunferências seja equivalente à soma das medidas de seus raios.
dOC = r1 + r2
b) Tangentes internas
Duas circunferências são tangentes internas quando possuem apenas um ponto em
comum e uma esteja no interior da outra. A condição para que isso ocorra é que a
distância entre os dois centros seja igual à diferença entre os dois raios.
dOC = r1 . r2
2. Circunferências externas.
Duas circunferências são consideradas externas quando não possuem pontos em
comum. A condição para que isso ocorra é que a distância entre os centros das
circunferências deve ser maior que a soma das medidas de seus raios.
dOC > r1 + r2
111
3. Circunferências secantes.
Duas circunferências são consideradas secantes quando possuem dois pontos em
comum. A condição para que isso aconteça é que a distância entre os centros das
circunferências deve ser menor que a soma das medidas de seus raios.
dOC < r1 + r2
4. Circunferências internas.
Duas circunferências são consideradas internas quando não possuem pontos em comum
e uma está localizada no interior da outra. A condição para que isso ocorra é que a
distância entre os centros das circunferências deve ser equivalente à diferença entre as
medidas de seus raios.
dOC < r1 . r2
5. Circunferências concêntricas.
Duas circunferências são consideradas concêntricas quando possuem o centro em
comum. Nesse caso, a distância entre os centro é nula.
dOC = 0
Exemplo:
1) Dadas as circunferências λ e σ, de equações:
112
λ: x2 + y2 = 9
σ: (x – 7)2 + y2 = 16
Verifique a posição relativa entre elas.
- subconjunto dos pontos (x,y) exteriores a λ, que é a solução para f(x,y) > 0;
113
- subconjunto dos pontos (x,y) interiores a λ, que é a solução para f(x,y) < 0;
Vejamos o exemplo:
1) Encontre a solução de x2 + y2 – 2x + 6y + 6 ≤ 0
Resolvendo temos:
F(x,y) = x2 + y2 – 2x + 6y + 6 = (x – 1)2 – 1 + (y + 3)2 – 9 + 6 = (x – 1)2 + (y + 3)2 - 4
Sabendo que f(x,y) = 0 é a equação da circunferência λ de centro C(1, -3) e raio 2.
O conjunto dos pontos que tornam f(x,y) ≤ 0 é o conjunto dos pontos interiores a λ,
reunidos com os pontos de λ.
Se pegarmos como exemplo o ponto P(1, -2), temos para suas coordenadas:
F(1, -2) = 12 + (-2)2 – 2.1 + 6.(-2) + 6 = -3 ≤ 0
As medidas de posição visam localizar com maior facilidade onde está a maior
concentração de valores de uma dada distribuição, podendo estar ela no início, meio ou
fim; e também se esta distribuição está sendo feita de forma igual.
As medidas de posição mais importantes são as de tendência central, as quais
destacamos aqui:
- Média (veremos aqui para dados agrupados)
- Moda;
- Mediana.
E temos ainda as medidas de posição denominadas separatrizes, que englobam:
- a própria mediana
- os quartis;
- os percentis.
Nº de meninos fi
0 2
1 6
2 10
3 12
4 4
∑ = 34
115
O método mais prático de resolvermos é adicionarmos mais uma coluna para obtenção
da média ponderada:
Nº de meninos fi [Link]
0 2 0
1 6 6
2 10 20
3 12 36
4 4 16
∑ = 34 ∑ = 78
Exemplo:
Vamos abrir uma coluna para os pontos médios e outra para os produtos:
Aplicando:
117
MODA (Mo)
A moda é o valor que aparece com maior frequência em uma série de valores.
Podemos dizer é o valor que “está na moda”.
- Para dados não agrupados: ela é facilmente reconhecida, pois observamos o valor que
mais se repete, como dito na definição.
Exemplo:
A série: 7,8,9,10,11, 11, 12, 13, 14 tem moda igual a 10.
Observações:
- Quando uma série não apresenta valor modal, ou seja, quando nenhum valor
aparece com frequência, dizemos que ela é AMODAL.
- Quando uma série tiver mais de um valor modal, dizemos que é BIMODAL (dois
valores modas), TRIMODAL, etc.
Nº de meninos fi
0 2
1 6
2 10
3 12
4 4
∑ = 34
Onde:
l* → limite inferior da classe modal
L* → limite superior da classe modal
Exemplo:
i Estaturas (cm) fi
1 150 ├ 154 4
2 154 ├ 158 9
3 158 ├ 162 11
4 162 ├ 166 8
5 166 ├ 170 5
6 170 ├ 174 3
∑ = 40
Observe que a classe com maior frequência é a de i = 3, nela temos que l* = 158 e o L* =
162, aplicando na fórmula:
Existem ainda outros métodos mais elaborados para encontramos a moda, um deles
seria a fórmula de Czuber, onde:
Onde temos:
l*→ limite inferior da classe modal
119
Gráficos da moda
Observe que a moda é o valor correspondente, no eixo das abcissas, ao ponto de
ordenada máxima. Assim temos:
120
A moda é utilizada:
- Quando desejamos obter uma medida rápida e aproximada de posição;
- Quando a medida de posição deve ser o valor mais típico da distribuição.
MEDIANA (Md)
Como o próprio nome sugere, a mediana é o valor que se encontra no centro de uma
série de números, estando estes dispostos segundo uma ordem. É o valor situado de
tal forma no conjunto que o separa em dois subconjuntos de mesmo número de
elementos.
Md = 10
Neste caso como a série tem número ímpar de termos, ficou fácil identificarmos a
mediana. Porém se a série tiver número par, a mediana será, por definição, qualquer dos
121
números compreendidos entre dois valores centrais desta série, ao qual utilizaremos o
ponto médio entre as duas. Exemplo:
2, 6, 7, 10, 12, 13, 18, 21 (8 termos), vamos utilizar os valores mais centrais que neste
caso são o 4º e o 5º termo. Então a mediana será:
Notas:
- O valor da mediana pode coincidir ou não com um elemento da série. Se for ímpar
há coincidência, se for par já não há;
- A mediana e a média aritmética não têm necessariamente, o mesmo valor;
- A mediana depende da posição dos elementos e não dos valores dos elementos na
série ordenada. Essa é uma diferença marcante entre mediana e a média; - A mediana
também pode ser chamada de valor mediano.
Nota:
- Caso exista uma frequência acumulada (Fa ou Fi), tal que:
Temos: 8/2 = 4 = F3
Então:
i Estaturas (cm) fi Fi
1 150 ├ 154 4 4
2 154 ├ 158 9 13
3 158 ├ 162 11 24
4 162 ├ 166 8 32
5 166 ├ 170 5 37
6 170 ├ 174 3 40
∑ = 40
Onde:
l* → limite inferior da classe mediana;
F (ant) → frequência acumulada da classe anterior à classe mediana;
f* → frequência simples da classe mediana;
h* → amplitude do intervalo da classe mediana.
Mo < Md < x → curva assimétrica positiva; x < Md < Mo → curva assimétrica negativa.
[Link]
nacional-2016/
126
Observação: nas tabelas e nos gráficos podemos notar que a um título e uma fonte. O título
é utilizado para evidenciar a principal informação apresentada, e a fonte identifica de onde
os dados foram obtidos.
Tipos de Gráficos
Exemplo:
Gráfico de setores: são utilizados, em geral, para visualizar a relação entre as partes e o
todo.
128
Onde:
Ft = frequência total
Exemplo:
Cartograma: é uma representação sobre uma carta geográfica. Este gráfico é empregado
quando o objetivo é de figurar os dados estatísticos diretamente relacionados com áreas
geográficas ou políticas.
Exemplo:
131
Esse gráfico foi usado em uma palestra na qual o orador ressaltou uma queda da
participação do agronegócio no PIB brasileiro e a posterior recuperação dessa
participação, em termos percentuais.
Segundo o gráfico, o período de queda ocorreu entre os anos de
A) 1998 e 2001.
B) 2001 e 2003.
C) 2003 e 2006.
D) 2003 e 2007.
E) 2003 e 2008.
Resolução:
Segundo o gráfico apresentado na questão, o período de queda da participação do
agronegócio no PIB brasileiro se deu no período entre 2003 e 2006. Esta informação é
extraída através de leitura direta do gráfico: em 2003 a participação era de 28,28%, caiu
para 27,79% em 2004, 25,83% em 2005, chegando a 23,92% em 2006 – depois deste
período, a participação volta a aumentar.
Resposta: C
O caminho é identificar grandezas que fazem parte do dia a dia e conhecer unidades de
medida, no caso, o litro. Preste atenção na palavra exatamente, logo a resposta está na
alternativa B.
6. REFERÊNCIAS