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Matemática Eja

O documento é um material de apoio para o ensino de Matemática no ensino médio, abordando conceitos fundamentais como números naturais, inteiros, operações aritméticas e suas propriedades. O texto enfatiza a importância da educação e do aprendizado contínuo para o desenvolvimento pessoal e social. Além disso, apresenta uma estrutura organizada com tópicos que incluem números, álgebra, funções, geometria e tratamento da informação.

Enviado por

Isaque Araújo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Matemática Eja

O documento é um material de apoio para o ensino de Matemática no ensino médio, abordando conceitos fundamentais como números naturais, inteiros, operações aritméticas e suas propriedades. O texto enfatiza a importância da educação e do aprendizado contínuo para o desenvolvimento pessoal e social. Além disso, apresenta uma estrutura organizada com tópicos que incluem números, álgebra, funções, geometria e tratamento da informação.

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1

MATEMÁTICA – ENSINO MÉDIO


3

Caro(a) estudante,

Seja muito bem-vindo(a)! Você está começando um ciclo de mudança, pois


ao nos dedicarmos em nosso aprendizado, seja ele individual ou no ambiente de
trabalho, nos renovamos, e por consequência, impactamos a sociedade em que
vivemos. Como conseguimos isso? Por meio da criação de oportunidades e da
implementação de transformações para alcançar um nível de progresso em
sintonia com os desafios que surgem na sociedade atual.

O propósito surgiu da compreensão de que as experiências pessoais de


alunos, jovens e adultos devem ser levadas em consideração no processo de
aprendizagem. Trata-se de um conjunto de conhecimentos, experiências e
convicções que foram construídas ao longo da vida. Assim, buscamos honrar o
caminho daqueles que acreditam na educação como o meio pelo qual podem
alcançar um futuro melhor.

Desejamos que você finalize o estudo proposto e, em seguida, prossiga,


buscando adquirir conhecimentos significativos para seu crescimento pessoal e
contribuição à sociedade. Em última análise, o saber é o recurso mais precioso
que adquirimos ao longo da vida e é o único que se acumula durante toda a nossa
jornada.

Bons estudos!
4

Sumário

1. NÚMEROS E ÁLGEBRA......................................................................................................... 5

2. FUNÇÕES ........................................................................................................................... 37

3. GRANDEZAS E MEDIDAS: ESTIMATIVAS E NOÇÕES DE MEDIÇÕES ................................... 45

4. GEOMETRIA ...................................................................................................................... 52

5. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: LEITURA E REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM


GRÁFICOS, TABELAS E PICTOGRAMAS .................................................................................... 113
5

1. NÚMEROS E ÁLGEBRA

1.1. CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N

O conjunto dos números naturais é representado pela letra maiúscula N e estes números
são construídos com os algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos
como algarismos indo-arábicos. Embora o zero não seja um número natural no sentido
que tenha sido proveniente de objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como
um número natural uma vez que ele tem as mesmas propriedades algébricas que estes
números.
Na sequência consideraremos que os naturais têm início com o número zero e
escreveremos este conjunto como: N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}

As reticências (três pontos) indicam que este conjunto não tem fim. N é um conjunto com
infinitos números.

Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o conjunto será representado por:

N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...}

Subconjuntos notáveis em N:

1 – Números Naturais não nulos


N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0}

2 – Números Naturais pares


Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N
6

3 - Números Naturais ímpares


Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N

4 - Números primos
P={2,3,5,7,11,13...}

A construção dos Números Naturais


- Todo número natural dado tem um sucessor (número que vem depois do número
dado), considerando também o zero.
Exemplos: Seja m um número natural.
a) O sucessor de m é m+1.
b) O sucessor de 0 é 1.
c) O sucessor de 3 é 4.

- Se um número natural é sucessor de outro, então os dois números juntos são chamados
números consecutivos.
Exemplos:
a) 1 e 2 são números consecutivos.
b) 7 e 8 são números consecutivos.
c) 50 e 51 são números consecutivos.

- Vários números formam uma coleção de números naturais consecutivos se o segundo


é sucessor do primeiro, o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro
e assim sucessivamente.
Exemplos:
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos.
b) 7, 8 e 9 são consecutivos.
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um antecessor (número que vem antes
do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
7

b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.

O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais pares. Embora
uma sequência real seja outro objeto matemático denominado função, algumas vezes
utilizaremos a denominação sequência dos números naturais pares para representar o
conjunto dos números naturais
pares: P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais ímpares, às vezes
também chamados, a sequência dos números ímpares. I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}

Operações com Números Naturais


Na sequência, estudaremos as duas principais operações possíveis no conjunto dos
números naturais. Praticamente, toda a Matemática é construída a partir dessas duas
operações: adição e multiplicação.

- Adição de Números Naturais


A primeira operação fundamental da Aritmética tem por finalidade reunir em um só
número, todas as unidades de dois ou mais números.
Exemplo:
5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9 soma ou total

-Subtração de Números Naturais


É usada quando precisamos tirar uma quantia de outra, é a operação inversa da adição.
A operação de subtração só é válida nos naturais quando subtraímos o maior número do
menor, ou seja quando a-b tal que a≥ 𝑏.
Exemplo:
254 – 193 = 61, onde 254 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 061 a diferença.

Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.

- Multiplicação de Números Naturais


8

É a operação que tem por finalidade adicionar o primeiro número denominado


multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas são as unidades do segundo número
denominadas multiplicador.
Exemplo:
2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o 10 produto.

- 2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes: 2 x 5 = 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 10.


- Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto “. “, para indicar a multiplicação).

- Divisão de Números Naturais


Dados dois números naturais, às vezes necessitamos saber quantas vezes o segundo está
contido no primeiro. O primeiro número que é o maior é denominado dividendo e o outro
número que é menor é o divisor. O resultado da divisão é chamado quociente. Se
multiplicarmos o divisor pelo quociente obteremos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível
dividir um número natural por outro número natural e na ocorrência disto a divisão não
é exata.

Relações essenciais numa divisão de números naturais:

- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o
dividendo.
35: 7 = 5
- Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor
pelo quociente.
35= 5 x 7

- A divisão de um número natural n por zero não é possível pois, se


admitíssemos que o quociente fosse q, então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto
9

significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 0 não tem
sentido ou ainda é dita impossível.

Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Naturais

Para todo a, b e c ∈ 𝑁
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
8) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro
número natural, continua como resultado um número natural.

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z

Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números
naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.
Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em alemão).

O conjunto dos números inteiros possui alguns subconjuntos notáveis:


10

- O conjunto dos números inteiros não nulos:


Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...};
Z* = Z – {0}

- O conjunto dos números inteiros não negativos:


Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N

- O conjunto dos números inteiros positivos:


Z*+ = {1, 2, 3, 4,...}

- O conjunto dos números inteiros não positivos:


Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}

- O conjunto dos números inteiros negativos:


Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}

Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a distância ou afastamento desse


número até o zero, na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

Números Opostos: Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quando
apresentam soma zero; assim, os pontos que os representam distam igualmente da
origem.
Exemplo: O oposto do número 3 é -3, e o oposto de -3 é 3, pois 3 + (-3) = (-3) + 3 = 0
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e vice-versa; particularmente o
oposto de zero é o próprio zero.
11

Adição de Números Inteiros


Para melhor entendimento desta operação, associaremos aos números inteiros positivos
a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder.
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8)
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7)
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3)
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (- 8) + (+ 5) = (- 3)
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do
número negativo nunca pode ser dispensado.

Subtração de Números Inteiros A subtração é empregada quando:


- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma delas tem a mais que a
outra;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir
a outra.

A subtração é a operação inversa da adição.


Observe que em uma subtração o sinal do resultado é sempre do maior número!!!
4+5=9
4 – 5 = -1

Considere as seguintes situações:

1 - Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou de +3 graus para +6 graus.


Qual foi a variação da temperatura?
12

Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – (+3) = +3

2 - Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o dia, era de +6 graus. À


Noite, a temperatura baixou de 3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça-
feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = +3

Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) +
(–3).
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3

Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que adicionar o
primeiro com o oposto do segundo.

Fique Atento: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ..., entre outros, precedidos
de sinal negativo, tem o seu sinal invertido, ou seja, é dado o seu oposto.

Multiplicação de Números Inteiros


A multiplicação funciona como uma forma simplificada de uma adição quando os
números são repetidos. Poderíamos analisar tal situação como o fato de estarmos
ganhando repetidamente alguma quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30
vezes consecutivas, significa ganhar 30 objetos e está repetição pode ser indicada por
um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) =
–60
Observamos que a multiplicação é um caso particular da adição onde os valores são
repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda
ab sem nenhum sinal entre as letras.
13

Divisão de Números Inteiros

- Divisão exata de números inteiros.


Veja o cálculo:
(– 20): (+ 5) = q → (+ 5) . q = (– 20) → q = (– 4)
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4

Considerando os exemplos dados, concluímos que, para efetuar a divisão exata de um


número inteiro por outro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do
dividendo pelo módulo do divisor.
Exemplo: (+7): (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não podem ser realizadas em Z, pois
o resultado não é um número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e não tem a
propriedade da existência do elemento neutro.
- Não existe divisão por zero.
- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, é zero, pois o
produto de qualquer número inteiro por zero é igual a zero.
Exemplo: 0: (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0

Regra de Sinais da Multiplicação e Divisão:


→ Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo.
→ Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre negativo.

Potenciação de Números Inteiros


14

A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O


número a é denominado a base e o número n é o [Link] = a x a x a x a x ... x a , a é
multiplicado por a n vezes

Exemplos:
33 = (3) x (3) x (3) = 27
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
(-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+9)² = (+9) x (+9) = 81

- Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.


Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9

- Toda potência de base negativa e expoente par é um número inteiro positivo.


Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64

- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um número inteiro


negativo.
Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125

- Propriedades da Potenciação:

1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e somam-se os


expoentes. (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 = (– 7)9
15

2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e subtraem-se


os expoentes. (-13)8 : (-13)6 = (-13)8 – 6 = (-13)2

3) Potência de Potência: -Conserva-se a -base e multiplicam-se os expoentes. [(-


8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10

4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-8)1 =


-8 e (+70)1 = +70

5) Potência de expoente zero e base diferente de zero:


É igual a 1.
Exemplo: (+3)0 = 1 e (–53)0 = 1

Radiciação de Números Inteiros


A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro
número inteiro não negativo b que elevado à potência n fornece o número a. O número n
é o índice da raiz enquanto que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical).
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro
número inteiro não negativo que elevado ao quadrado coincide com o número a.

Atenção: Não existe a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto dos
números inteiros.

Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em


algumas aulas aparecimento de:
9 = ± 3, mas isto está errado. O certo é: 9 = +3

Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele
mesmo resulte em um número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro
número inteiro que elevado ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os
nossos cálculos somente aos números não negativos.
Exemplos:
16

Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números inteiros,


concluímos que:
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número inteiro negativo.
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro.

Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros


Para todo a, b e c ∈ 𝑍
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z diferente de zero, existe
um inverso z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1
11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro
número natural, continua como resultado um número natural.

CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q


17

Um número racional é o que pode ser escrito na forma, onde m e n são números inteiros,
sendo que n deve ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a
divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser obtidos através da razão entre
dois números inteiros, razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais é
denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação:
m
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.

Representação Decimal das Frações

𝑝
Tomemos um número racional 𝑞 , tal que p não seja múltiplo de q. Para escrevê-lo na

forma decimal, basta efetuar a divisão do numerador pelo denominador.


Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos.
Decimais Exatos:
18

2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos
nulos), repetindo-se periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:

Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com
uma característica especial: existe um período.
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma
com infinitos termos deste tipo:

Aproveitando o exemplo acima temos 0,333... = 3. 1/101 + 3. 1/102 + 3. 1/103 + 3.


1/104 ...

Representação Fracionária dos Números Decimais


Trata-se do problema inverso: estando o número racional escrito na forma decimal,
procuremos escrevê-lo na forma de fração. Temos dois casos:
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador é o número decimal sem
a vírgula e o denominador é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas
forem as casas decimais do número decimal dado:
19

2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto, vamos apresentar o
procedimento através de alguns exemplos:
Exemplos:

1) Seja a dízima 0, 333....


Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3) → então vamos colocar um
9 no denominador e repetir no numerador o período.

Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .


2) Seja a dízima 5, 1717....
O período que se repete é o 17, logo dois noves no denominador (99). Observe também
que o 5 é a parte inteira, logo ele vem na frente:

Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração .


20

Neste caso para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta
utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada quantos dígitos tiver o período
da dízima.

3) Seja a dízima 1, 23434...


O número 234 é a junção do ante período com o período. Neste caso temos um dízima
periódica é composta, pois existe uma parte que não se repete e outra que se repete.
Neste caso temos um ante período (2) e o período (34). Ao subtrairmos deste número o
ante período(234-2), obtemos 232, o numerador. O denominador é formado por tantos
dígitos 9 – que correspondem ao período, neste caso 99(dois noves) – e pelo dígito 0 –
que correspondem a tantos dígitos tiverem o ante período, neste caso 0(um zero).

611
Simplificando por 2, obtemos x =495 , a fração geratriz da

dízima 1, 23434...

Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que representa esse número ao ponto
de abscissa zero.
21

Exemplos:
3 3 3 3
1) Módulo de– 2 é 2 . Indica-se - 2 = 2

3 3 3 3
2) Módulo de + 2 é 2 . Indica-se + 2 = 2

3 3
Números Opostos: Dizemos que – e 2 são números
2

racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do

outro. As distâncias dos pontos e ao ponto zero da reta são


iguais.

Inverso de um Número Racional

Representação geométrica dos Números Racionais

Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infinitos números racionais.

Soma (Adição) de Números Racionais


22

Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração,
definimos a adição entre os números racionais e, da mesma forma
que a soma de frações, através de:

Subtração de Números Racionais


A subtração de dois números racionais p e q é a própria operação de adição do número
p com o oposto de q, isto é: p – q = p + (–q)

Multiplicação (Produto) de Números Racionais


Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração,
definimos o produto de dois a c números racionais e, da mesma forma que o produto de
frações, através de:

O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b × c/d,
a/b.c/d . Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma
regra de sinais que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é
positivo, mas o produto de dois números com sinais diferentes é negativo.
23

Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais


1) Fechamento: O conjunto Q é fechado para a operação de adição e multiplicação,
isto é, a soma e a multiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
3) Comutativa da adição: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
4) Elemento neutro da adição: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em Q,
proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
5) Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que q + (–q) = 0
6) Associativa da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
7) Comutativa da multiplicação: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
8) Elemento neutro da multiplicação: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo q em
Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = em Q, q diferente de
zero, existe :

10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a ×


c)

Divisão (Quociente) de Números Racionais


A divisão de dois números racionais p e q é a própria
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

Potenciação de Números Racionais


A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é
denominado a base e o número n é o expoente.
qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)

Exemplos:
24

Propriedades da Potenciação:
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.

2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.

3) Toda potência com expoente negativo de um número racional diferente de zero é


igual a outra potência que tem a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual
ao oposto do expoente anterior.

4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da base.

Toda potência com expoente par é um número positivo.

6) Produto de potências de mesma base. Para reduzir um produto de potências de


mesma base a uma só potência, conservamos a base e somamos os expoentes.
25

7) Quociente de potências de mesma base. Para reduzir um quociente de potências


de mesma base a uma só potência, conservamos a base e subtraímos os expoentes.

8) Potência de Potência. Para reduzir uma potência de potência a uma potência de


um só expoente, conservamos a base e multiplicamos os expoentes.

Radiciação de Números Racionais


Se um número representa um produto de dois ou mais fatores iguais, então cada fator é
chamado raiz do número. Exemplos:

2) 0,216 Representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 ou (0,6) 3. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216.
Indica-se 3 0,216 = 0,6.
26

Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o número zero ou um número


racional positivo. Logo, os números racionais negativos não têm raiz
quadrada em Q. O número - não tem raiz quadrada em Q, pois
tanto quando elevados ao quadrado, dão .
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no conjunto dos números racionais
se ele for um quadrado perfeito.
O número não tem raiz quadrada em Q, pois não existe número racional que
elevado ao quadrado dê .

CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS - R

O conjunto dos números reais R é uma expansão do conjunto dos números racionais
que engloba não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos
os números irracionais.
Assim temos:

R = Q U I , sendo Q ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

Lembrando que N Ϲ Z Ϲ Q , podemos construir o diagrama abaixo:


27

O conjunto dos números reais apresenta outros subconjuntos importantes:


- Conjunto dos números reais não nulos: R* = {x ϵ R| x ≠ 0}
- Conjunto dos números reais não negativos: R+ = {x ϵ R| x ≥ 0}
- Conjunto dos números reais positivos: R*+ = {x ϵ R| x > 0}
- Conjunto dos números reais não positivos: R- = {x ϵ R| x ≤ 0}
- Conjunto dos números reais negativos: R*- = {x ϵ R| x < 0}

Representação Geométrica dos números reais

Propriedades
É válido todas as propriedades anteriormente vistos nos outros conjuntos, assim como
os conceitos de módulo, números opostos e números inversos (quando possível).

Ordenação dos números Reais


A representação dos números Reais permite definir uma relação de ordem entre eles. Os
números Reais positivos são maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos a
relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois números
Reais a e b,

a≤b↔b–a≥0

Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0


5 + 15 ≥ 0

Operações com números Reais


Operando com as aproximações, obtemos uma sucessão de intervalos fixos que
determinam um número Real. É assim que vamos trabalhar as operações adição,
subtração, multiplicação e divisão. Relacionamos, em seguida, uma série de
recomendações úteis para operar com números Reais.
28

Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui também subconjuntos, denominados intervalos,
que são determinados por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b.

Em termos gerais temos:


- A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo aquele número),
utilizamos os símbolos:
> ;< ; ] ; [
- A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos incluindo aquele número),
utilizamos os símbolos:
≥;≤;[;]

Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as extremidades abertas dos intervalos.
[a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b)

Observações
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as extremidades abertas dos intervalos.
[a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b)

a) Às vezes, aparecem situações em que é necessário registrar numericamente


variações de valores em sentidos opostos, ou seja, maiores ou acima de zero (positivos),
como as medidas de temperatura ou reais em débito ou em haver etc... Esses números,
que se estendem indefinidamente, tanto para o lado direito (positivos) como para o lado
esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
b) Valor absoluto de um número relativo é o valor do
número que faz parte de sua representação, sem o sinal.
c) Valor simétrico de um número é o mesmo numeral,
diferindo apenas o sinal.

Operações com Números Relativos


29

1) Adição e Subtração de números relativos


a) Se os numerais possuem o mesmo sinal, basta adicionar os valores absolutos e
conservar o sinal.
b) Se os numerais possuem sinais diferentes, subtrai-se o numeral de menor valor e
dá-se o sinal do maior numeral. Exemplos: 3 + 5 = 8

4-8=-4
- 6 - 4 = - 10
- 2+7=5

2) Multiplicação e Divisão de Números Relativos


a) O produto e o quociente de dois números relativos de mesmo sinal são sempre
positivos.
b) O produto e o quociente de dois números relativos de sinais diferentes são sempre
negativos. Exemplos:
- 3 x 8 = - 24
- 20 (-4) = + 5
- 6 x (-7) = + 42
28 2 = 14

1.2. CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS - I

Os números racionais, são aqueles que podem ser escritos na forma de uma fração a/b
onde a e b são dois números inteiros, com a condição de que b seja diferente de zero,
uma vez que sabemos da impossibilidade matemática da divisão por zero.
Vimos também, que todo número racional pode ser escrito na forma de um número
decimal periódico, também conhecido como dízima periódica.
Vejam os exemplos de números racionais a seguir:
3 / 4 = 0,75 = 0, 750000...
- 2 / 3 = - 0, 666666...
1 / 3 = 0, 333333...
2 / 1 = 2 = 2, 0000...
4 / 3 = 1, 333333...
30

- 3 / 2 = - 1,5 = - 1, 50000...
0 = 0, 000...

Existe, entretanto, outra classe de números que não podem ser escritos na forma de
fração a/b, conhecidos como números irracionais.
Exemplo:
O número real abaixo é um número irracional, embora pareça uma dízima periódica: x =
0,10100100010000100000...
Observe que o número de zeros após o algarismo 1 aumenta a cada passo. Existem
infinitos números reais que não são dízimas periódicas e dois números irracionais muito
importantes, são:
e = 2,718281828459045...,
Pi ( ) = 3,141592653589793238462643...

Que são utilizados nas mais diversas aplicações práticas como: cálculos de áreas,
volumes, centros de gravidade, previsão populacional, etc.
Classificação dos Números Irracionais Existem dois tipos de números irracionais:

- Números reais algébricos irracionais: são raízes de polinômios com coeficientes


inteiros. Todo número real que pode ser representado através de uma quantidade finita
de somas, subtrações, multiplicações, divisões e raízes de grau inteiro a partir dos
números inteiros é um número algébrico, por exemplo:

.
A recíproca não é verdadeira: existem números algébricos que não podem ser expressos
através de radicais, conforme o teorema de Abel-Ruffini.

- Números reais transcendentes: não são raízes de polinômios com coeficientes


inteiros. Várias constantes matemáticas são transcendentes, como pi ( ) e o número de
Euler ( ). Pode-se dizer que existem mais números transcendentes do que números
algébricos (a comparação entre conjuntos infinitos pode ser feita na teoria dos
conjuntos).
31

A definição mais genérica de números algébricos e transcendentes é feito usando-se


números complexos.

Identificação de números irracionais


Fundamentado nas explanações anteriores, podemos afirmar que:
- Todas as dízimas periódicas são números racionais.
- Todos os números inteiros são racionais.
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
- Todas as dízimas não periódicas são números irracionais. - Todas as raízes
inexatas são números irracionais.
- A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número
irracional.
- A diferença de dois números irracionais, pode ser um número racional.

Exemplos:
1) √3 - √3 = 0 e 0 é um número racional.
- O quociente de dois números irracionais, pode ser um número racional.

2) √8 : √2 = √4 = 2 e 2 é um número racional.
- O produto de dois números irracionais, pode ser um número racional.

3) √5 . √5 = √25 = 5 e 5 é um número racional.


- A união do conjunto dos números irracionais com o conjunto dos números
racionais, resulta num conjunto denominado conjunto R dos números reais.
- A interseção do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números
irracionais, não possui elementos comuns e, portanto, é igual ao conjunto vazio ( ∅ ).
Simbolicamente, teremos:

Q∪I=R
32

Q∩I=∅

1.3. CONJUNTO DOS NÚMEROS COMPLEXOS – C

Quantas vezes, ao calcularmos o valor de Delta (b2- 4ac) na resolução da equação do 2º


grau, nos deparamos com um valor negativo (Delta < 0). Nesse caso, sempre dizemos ser
impossível a raiz no universo considerado (normalmente no conjunto dos reais- R).
No século XVIII, o matemático suíço Leonhard Euler passou a representar por i,
convenção que utilizamos até os dias atuais.
Assim: = i , que passamos a chamar de unidade imaginária.
A partir daí, vários matemáticos estudaram este problema, sendo Gauss e Argand os que
realmente conseguiram expor uma interpretação geométrica num outro conjunto de
números, chamado de números complexos, que representamos por C.

Números Complexos
Chama-se conjunto dos números complexos, e representa-se por C, o conjunto de pares
ordenados, ou seja:
z = (x, y)
onde x ∈ a R e y ∈ a R.

Então, por definição, se z = (x, y) = (x,0) + (y, 0)(0,1) onde i = (0,1), podemos escrever
que:
z = (x, y) = x + yi

Exemplos:
(5, 3) = 5 + 3i
(2, 1) = 2 + i
(-1, 3) = - 1 + 3i

Dessa forma, todo o números complexo z = (x, y) pode ser escrito na forma z = x + yi,
conhecido como forma algébrica, onde temos:

x = Re(z), parte real de z


33

y = Im(z), parte imaginária de z

Igualdade entre números complexos: Dois números complexos são iguais se, e
somente se, apresentam simultaneamente iguais a parte real e a parte imaginária.
Assim, se z1 = a + bi e z2 = c + di, temos que:
z1 = z2 <==> a = c e b = d

Adição de números complexos: Para somarmos dois números complexos basta


somarmos, separadamente, as partes reais e imaginárias desses números. Assim, se z1 =
a + bi e z2 = c + di, temos que:
z1 + z2 = (a + c) + (b + d)i

Subtração de números complexos: Para subtrairmos dois números complexos basta


subtrairmos, separadamente, as partes reais e imaginárias desses números. Assim, se z 1
= a + bi e z2 = c + di, temos que:
z1 – z2 = (a - c) + (b - d)i

Multiplicação de números complexos:


Para multiplicarmos dois números complexos basta efetuarmos a multiplicação de dois
binômios, observando os valores das potência de i. Assim, se z1 = a + bi e z2 = c + di, temos
que:
z1.z2 = a.c + [Link] + [Link] + b.di2
Como i2 = -1, temos:
z1.z2= ac + adi + bci - bd
Agrupando os membros:
z1.z2= ac – bd + adi + bci → (ac – bd) + (ad + bc)i

Nota: As propriedades da adição, subtração e multiplicação válidas para os Reais são


válidas para os números complexos.

Conjugado de um número complexo: Dado z = a + bi, define-se como conjugado de z


(representa-se por 𝑧̅) ==> 𝑧̅ = a - bi
Exemplo:
34

z = 3 - 5i ==> 𝑧̅ = 3 + 5i
z= 7i ==> 𝑧̅ = - 7i
z = 3 ==> 𝑧̅ = 3

Propriedade:
O produto de um número complexo pelo seu conjugado é sempre um número real.
𝑧̅. 𝑧̅ ∈ 𝑅

Divisão de números complexos: Para dividirmos dois números complexos basta


multiplicarmos o numerador e o denominador pelo conjugado do denominador. Assim,
se z1= a + bi e z2= c + di, temos que:

Observamos que o desenvolvimento de in (n pertencente a N, com n variando, os valores


repetem-se de 4 em 4 unidades. Desta forma, para calcularmos in basta calcularmos ir
onde r é o resto da divisão de n por 4.

Módulo de um número complexo: Dado z = a+bi, chama-se módulo de z, indicado por


|z| ou 𝜌 , a distância entre a origem (O) do plano de Gauss e o afixo de z (P).
35

Interpretação geométrica: Como dissemos, no início, a interpretação geométrica dos


números complexos é que deu o impulso para o seu estudo. Assim, representamos o
complexo z = a+bi da seguinte maneira

Em particular temos que:

Forma polar dos números complexos: Da interpretação geométrica, temos que:

Que é conhecida como forma polar ou trigonométrica de um número complexo. Exemplo:

A multiplicação de dois números complexos na forma polar:


A = |A| [cos(a) + i sen(a)]
B = |B| [cos(b) + i sen(b)]

É dada pela Fórmula de De Moivre:


AB = |A||B| [cos(a + b) + i sen(a + b)]
36

Isto é, para multiplicar dois números complexos em suas formas trigonométricas,


devemos multiplicar os seus módulos e somar os seus argumentos.
Se os números complexos A e B são unitários então |A|=1 e |B|=1, e nesse caso
A = cos(a) + i sen(a)
B = cos(b) + i sen(b)

Multiplicando A e B, obtemos
AB = cos(a + b) + i sen(a + b)
Existe uma importantíssima relação matemática, atribuída a Euler (lê-se "óiler"),
garantindo que para todo número complexo z e também para todo número real z:
eiz = cos(z) + i sen(z)

Tal relação, normalmente é demonstrada em um curso de Cálculo Diferencial, e, ela


permite uma outra forma para representar números complexos unitários A e B, como:
A = eia = cos(a) + i sen(a)
B = eib = cos(b) + i sen(b)

Onde a é o argumento de A e b é o argumento de B. Assim, e i(a+b) = cos(a + b) + isen(a +


b)
Por outro lado ei(a+b) = eia . eib = [cos(a) + isen(a)] [cos(b) + isen(b)]
E desse modo ei(a+b) = cos(a)cos(b) - sen(a)sen(b) + i [cos(a)sen(b) + cos(b)sen(a)]
Para que dois números complexos sejam iguais, suas partes reais e imaginárias devem
ser iguais, logo
cos(a + b) = cos(a)cos(b) - sen(a)sen(b)
sen(a + b) = cos(a)sen(b) + cos(b)sen(a)

Para a diferença de arcos, substituímos b por -b nas fórmulas da soma


cos(a + (-b)) = cos(a)cos(-b) - sen(a)sen(-b)
sen(a + (-b)) = cos(a)sen(-b) + cos(-b)sen(a)

Para obter
cos(a - b) = cos(a)cos(b) + sen(a)sen(b)
sen(a - b) = cos(b)sen(a) - cos(a)sen(b)
37

Operações na forma polar


Sejam z1=𝜌1(cos 𝜃1+ i sen𝜃1) e z2=𝜌1(cos𝜃2+i sen𝜃2). Então, temos que:

para n = 0, 1, 2, 3, ..., n-1

2. FUNÇÕES

2.1. EQUAÇÃO DO 1º GRAU OU LINEAR

Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma relação de igualdade e
uma incógnita ou variável (x, y, z,...).
Exemplos:
2x + 8 = 0
5x – 4 = 6x + 8

- Não são equações:


4 + 8 = 7 + 5 (Não é uma sentença aberta) x – 5 < 3 (Não é igualdade) 5 ≠ 7 (não é
sentença aberta, nem igualdade)

Termo Geral da equação do 1º grau


Onde a e b (a≠0) são números conhecidos e a diferença de 0, se resolve de maneira
simples: subtraindo b dos dois lados obtemos:

ax + b – b = 0 – b → ax = -b → x = -b / a
38

Termos da equação do 1º grau

3x + 2 = x - 4
Nesta equação cada membro possui dois termos:
1º membro composto por 3x e 2
2º membro composto pelo termo x e -4

Resolução da equação do 1º grau


O método que usamos para resolver a equação de 1º grau é isolando a incógnita, isto é,
deixar a incógnita sozinha em um dos lados da igualdade. O método mais utilizado para
isso é invertermos as operações. Vejamos
Resolvendo a equação 2x + 600 = x + 750, passamos os termos que tem x para um lado e
os números para o outro invertendo as operações.
2x – x = 750 – 600, com isso eu posso resolver minha equação → x = 150

Outros exemplo:
Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações.

Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-se que 3x dá 16 + 2, isto é, 18


(invertemos a subtração). Se 3x é igual a 18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6
(invertemos a multiplicação por 3). Registro:
3x – 2 = 16
3x = 16 + 2
3x = 18
x=6
Há também um processo prático, bastante usado, que se baseia nessas ideias e na
percepção de um padrão visual.

- Se a + b = c, conclui-se que a = c – b.

Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no lado esquerdo; na segunda, a


parcela b aparece subtraindo no lado direito da igualdade.
39

- Se a . b = c, conclui-se que a = c : b, desde que .

Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando no lado esquerdo; na segunda,


ele aparece dividindo no lado direito da igualdade.

EQUAÇÃO DO 2º GRAU

Uma equação é uma expressão matemática que possui em sua composição incógnitas,
coeficientes, expoentes e um sinal de igualdade. As equações são caracterizadas de
acordo com o maior expoente de uma das incógnitas.

𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 = 0

Em que a, b, c são números reais e a ≠ 0.

Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os números reais expressos por a, b, c são
chamados coeficientes da equação.

Equação completa e incompleta:


- Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz completa. Exemplos:
x1 - 5x + 6 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 5, c = 6).
-3y2 + 2y - 15 = 0 é uma equação completa (a = -3, b = 2, c = -15).

- Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se diz incompleta.


Todas essas equações estão escritas na forma ax2 + bx + c = 0, que é denominada forma
normal ou forma reduzida de uma equação do 2º grau com uma incógnita.
Há, porém, algumas equações do 2º grau que não estão escritas na forma ax2 + bx + c =
0; por meio de transformações convenientes, em que aplicamos o princípio aditivo e o
multiplicativo, podemos reduzi-las a essa forma.
Exemplo: Pelo princípio aditivo.
40

2x2 – 7x + 4 = 1 – x2
2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0
3x2 – 7x + 3 = 0

Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.

Raízes de uma equação do 2º grau


Raiz é o número real que, ao substituir a incógnita de uma equação, transforma-a numa
sentença verdadeira. As raízes formam o conjunto verdade ou solução de uma equação.

Resolução das equações incompletas do 2º grau com uma incógnita.


Primeiramente devemos saber duas importante propriedades dos números Reais que é
o nosso conjunto Universo.

1º) Se x ϵ R, y ϵ R e x.y=0, então x= 0 ou y=0


2º) Se x ϵ R, y ϵ R e x2=y, então x= √y ou x=-√y

1º Caso) A equação é da forma ax2 + bx = 0.


x2 – 9x = 0 colocamos x em evidência
x . (x – 9) = 0 , aplicando a 1º propriedade dos reais temos:
x=0 ou x–9=0 x=9
Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da equação.

2º Caso) A equação é da forma ax2 + c = 0.


41

x2 – 16 = 0 → Fatoramos o primeiro membro, que é uma


diferença de dois quadrados.
(x + 4) . (x – 4) = 0, aplicando a 1º propriedade dos reais temos:
x+4=0 x–4=0
x=–4 x=4
ou
x2 – 16 = 0 → x2 = 16 → √x2 = √16 → x = ± 4, (aplicando a segunda propriedade).
Logo, S = {–4, 4}.

Resolução das equações completas do 2º grau com uma incógnita.


Para este tipo de equação utilizaremos a Fórmula de Bháskara. Essa fórmula é chamada
fórmula resolutiva ou fórmula de Bháskara.

Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai depender do discriminante Δ; temos
então, três casos a estudar.
42

A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem duas ou uma única dependem,
exclusivamente, do discriminante Δ = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa
expressão.
Exemplo:
1) Resolver a equação 3x2 + 7x + 9 = 0 no conjunto R.
Temos: a = 3, b = 7 e c = 9

Como Δ < 0, a equação não tem raízes reais.


Então: S = ᴓ

Relação entre os coeficientes e as raízes

As equações do 2º grau possuem duas relações entre suas raízes, são as chamadas
relações de Girard, que são a Soma (S) e o Produto (P).

Exemplo:
Determine uma equação do 2º grau cujas raízes sejam os números 2 e 7. Resolução:
Pela relação acima temos:
S = 2+7 = 9 e P = 2.7 = 14 → Com esses valores montamos a equação: x2 -9x +14 =0

2.2. EQUAÇÃO EXPONENCIAL


43

Chama-se equação exponencial, toda equação onde a variável x se encontra no expoente.

Exemplos:
3𝑥 = 1 ; 5.22𝑥+2 = 20

Para resolução precisamos achar os valores da variável que a tornem uma sentença
numérica verdadeira. Vamos relembrar algumas das propriedades da potenciação para
darmos continuidade:

Vamos ver o passo a passo para resolução de uma equação exponencial:

Exemplo:
(3x)2 + 4.3x + 3 = 0.
A expressão dada pode ser escrita na forma:
(3x)2 – 4.3x + 3 = 0
Criamos argumentos para resolução da equação exponencial.
Fazendo 3x = y, temos:
y2 – 4y + 3 = 0 y = 1 ou y = 3 Como 3x= y, então 3x = 1 = 0 ou
3x = 3 x = 1
S = {0,1}

EQUAÇÃO LOGARÍTIMICA

Existem equações que não podem ser reduzidas a uma igualdade de mesma base pela
simples aplicação das propriedades das potências. A resolução de uma equação desse
tipo baseia-se na definição de logaritmo.
44

𝒂𝒙 = 𝒃 → 𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒃, 𝒄𝒐𝒎 𝟎 < 𝒂 ≠ 𝟏 𝒆 𝒃 > 𝟎.

Existem quatro tipos de equações logarítmicas:

1º) Equações redutíveis a uma igualdade entre dois logaritmos de mesma base:
𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒇(𝒙) = 𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒈(𝒙)

A solução pode ser obtida impondo-se f(x) = g(x) > 0.

Exemplo:
𝐥𝐨𝐠𝟓 𝟐𝒙 + 𝟒 = 𝐥𝐨𝐠𝟓 𝟑𝒙 + 𝟏 Temos que:
2x + 4 = 3x + 1
2x – 3x = 1 – 4
–x=–3 x=3
Portanto, S = {3}

2º) Equações redutíveis a uma igualdade entre dois logaritmos e um número real:
𝐥𝐨𝐠𝒂 𝒇(𝒙) = 𝒓

A solução pode ser obtida impondo-se f(x) = ar.

Exemplo:
𝐥𝐨𝐠𝟑 𝟓𝒙 + 𝟐 = 𝟑
Pela definição de logaritmo temos:
5x + 2 = 33
5x + 2 = 27
5x = 27 – 2
5x = 25 x = 5
Portanto S = {5}.

3º) Equações que são resolvidas por meio de uma mudança de incógnita: Exemplo:
(𝐥𝐨𝐠𝟒 𝒙)𝟐 − 𝟑. 𝐥𝐨𝐠𝟒 𝒙 = 𝟒
45

Vamos fazer a seguinte mudança de incógnita:


𝐥𝐨𝐠𝟒 𝒙 = 𝒚

Substituindo na equação inicial, ficaremos com:

4º) Equações que envolvem utilização de propriedades ou de mudança de base:


Exemplo:
𝐥𝐨𝐠(𝟐𝒙 + 𝟑) + 𝐥𝐨𝐠(𝒙 + 𝟐) = 𝟐 𝐥𝐨𝐠 𝒙

Usando as propriedades do logaritmo, podemos reescrever a equação acima da


seguinte forma: log[(2𝑥 + 3)(𝑥 + 2)] = log 𝑥2
Note que para isso utilizamos as seguintes propriedades:
log 𝑥. 𝑦 = log 𝑥 + log 𝑦 log 𝑥𝑛 = 𝑛. log 𝑥
Vamos retornar à equação:

Como ficamos com uma igualdade entre dois logaritmos, segue que: (2x +3)(x + 2) = x 2
ou 2x2 + 4x + 3x + 6 = x2 2x2 – x2 + 7x + 6 = 0 x2 + 7x + 6 = 0

x = -1 ou x = - 6

Lembre-se que para o logaritmo existir o logaritmando e a base devem ser positivos. Com
os valores encontrados para x, o logaritmando ficará negativo. Sendo assim, a equação
não tem solução ou S = ø.
46

2.3. FUNÇÃO DO 1º GRAU OU FUNÇÃO AFIM OU POLINOMIAL DO 1º GRAU

Recebe ou é conhecida por um desses nomes, sendo por definição: Toda função f: R → R,
definida por:

F(x) = ax + b
Com a ϵ R* e b ϵ R.
O domínio e o contradomínio é o conjunto dos números reais (R) e o conjunto imagem
coincide com o contradomínio, Im = R.
Quando b = 0, chamamos de função linear.

Tipos de Função
Função constante: é toda função definida f: R → R, para cada elemento de x, temos a
mesma imagem, ou seja, o mesmo f(x) = y. Podemos dizer que y = f(x) = k.

Observe os gráficos abaixo da função constante

A representação gráfica de uma função do constante, é uma reta paralela ao eixo das
abscissas ou sobre o eixo (igual ao eixo abscissas).

Função Identidade
47

Se a = 1 e b = 0, então y = x. Quando temos este caso chamamos a função de identidade,


notamos que os valores de x e y são iguais, quando a reta corta os quadrantes ímpares
e y = - x, quando corta os quadrantes pares.
A reta que representa a função identidade é denominada de bissetriz dos quadrantes
ímpares:

E no caso abaixo a reta é a bissetriz dos quadrantes pares.

Função Injetora: Quando para n elementos distintos do domínio apresentam imagens


também distintas no contradomínio. Exemplo:
48

Reconhecemos, graficamente, uma função injetora quando, uma reta horizontal, qualquer
que seja interceptar o gráfico da função, uma única vez.

Função Sobrejetora: Quando todos os elementos do contradomínio forem imagens de


pelo menos um elemento do domínio. Exemplo:

Reconhecemos, graficamente, uma função sobrejetora quando, qualquer que seja a reta
horizontal que interceptar o eixo no contradomínio, interceptar, também, pelo menos
uma vez o gráfico da função.
49

Função Bijetora: uma função é dita bijetora quando é injetora e sobrejetora ao mesmo
tempo. Exemplo:

Exemplo:
A função f : [1; 3] → [3; 5], definida por f(x) = x + 2, é uma função bijetora.
50

Função Ímpar e Função Par


Dizemos que uma função é par quando para todo elemento x pertencente ao domínio
temos 𝑓(𝑥) = 𝑓(−𝑥), ∀ 𝑥 ∈ 𝐷(𝑓). Ou seja os valores simétricos devem possuir a mesma
imagem.
Par melhor compreensão observe o diagrama abaixo:

A função é dita ímpar quando para todo elemento x pertencente ao domínio, temos f(-x)
= -f(x) ∀ x є D(f). Ou seja os elementos simétricos do domínio terão imagens simétricas.
Observe o diagrama abaixo:

Função crescente e decrescente

A função pode ser classificada de acordo com o valor do coeficiente a (coeficiente


angular da reta), se a > 0, a função é crescente, caso a < 0, a função é decrescente. A
função é caracterizada por uma reta.
51

Através do gráfico da função notamos que: -Para função é crescente o ângulo formado
entre a reta da função e o eixo x (horizontal) é agudo (< 90º) e - Para função decrescente
o ângulo formado é obtuso (> 90º).
1

Zero ou Raiz da Função


Chama-se zero ou raiz da função y = ax + b, o valor de x que anula a função, isto é, o valor
de x para que y ou f(x) seja igual à zero.

Para achar o zero da função y = ax + b, basta igualarmos y ou f(x) a valor de zero, então
assim teremos uma equação do 1º grau, ax + b = 0.

Estudo do sinal da função:


Estudar o sinal da função y = ax + b é determinar os valores reais de x para que:
- A função se anule (y = 0);
- A função seja positiva (y > 0);
- A função seja negativa (y < 0).

Vejamos abaixo o estudo do sinal:

FUNÇÃO POLINOMIAL DO 2º GRAU OU FUNÇÃO QUADRÁTICA


2

Chama-se “função do 2º grau”, função quadrática, função polinomial do 2º grau ou função


trinômio do 2º grau, toda função f de R em R definida por um polinômio do 2º grau da
forma:
Com a, b e c reais e a ≠ 0.

Onde:
a é o coeficiente de x2
b é o coeficiente de x
c é o termo independente

Exemplos:
y = x2 – 16, sendo a = 1, b = 0 e c = – 16
f(x) = x2, sendo a = 1, b = 0 e c = 0

Representação gráfica da Função


O gráfico da função é constituído de uma curva aberta chamada de parábola.

Exemplo:
Se a função f de R em R definida pela equação y = x2 + x. Atribuindo à variável x qualquer
valor real, obteremos em correspondência os valores de y, vamos construir o gráfico da
função: x y
-3 6
-2 2
-1 0
-1/2 -1/4
0 0
1 2
2 6
3

1) Como o valor de a > 0 a concavidade está voltada para cima;


2) -1 e 0 são as raízes de f(x);
3) c é o valor onde a curva corta o eixo y neste caso, no 0 (zero)
4) O valor do mínimo pode ser observado
nas extremidades (vértice) de cada parábola: -1/2 e -1/4

Concavidade da Parábola
No caso das funções definida por um polinômio do 2º grau, a parábola pode ter sua
concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada para baixo (a < 0).

Vértice da parábola
Toda parábola tem um ponto de ordenada máxima ou ponto de ordenada mínima, a esse
ponto denominamos vértice. Dado por V (xv , yv).

- Eixo de simetria
É aquele que dado o domínio a imagem é a mesma. Isso faz com que possamos dizer que
a parábola é simétrica a reta que passa por xv, paralela ao eixo y, na qual denominamos
eixo de simetria. Vamos entender melhor o conceito analisando o exemplo: y = x2 + 2x –
3 (início do assunto).
Atribuímos valores a x, achamos valores para y. Temos que:
f (-3) = f (1) = 0 f (-2) = f (0) = -3
4

Conjunto Domínio e Imagem


Toda função com Domínio nos Reais (R) que possui a > 0, sua concavidade está voltada
para cima, e o seu conjunto imagem é dado por:
−∆ −∆
𝑰𝒎 = {𝒚 ∈ 𝑹| 𝒚 ≥ } 𝒐𝒖 𝑰𝒎 = [ ; +∞ [
𝟒𝒂 𝟒𝒂

Logo se a < 0, a concavidade estará voltada para baixo, o seu conjunto imagem é dado
por:

Coordenadas do vértice da parábola


Como visto anteriormente a função apresenta como eixo de simetria uma reta vertical
que intercepta o gráfico num ponto chamado de vértice.
As coordenadas do vértice são dadas por:
5

Onde:
x1 e x2 são as raízes da função.

Valor máximo e valor mínimo da função definida por um polinômio do 2º grau


- Se a > 0, o vértice é o ponto da parábola que tem ordenada mínima. Nesse caso, o
vértice é chamado ponto de mínimo e a ordenada do vértice é chamada valor mínimo
da função;
- Se a < 0, o vértice é o ponto da parábola que tem ordenada máxima. Nesse caso, o
vértice é ponto de máximo e a ordenada do vértice é chamada valor máximo da função.

Raízes ou zeros da função definida por um polinômio do 2º grau


As raízes ou zeros da função quadrática f(x) = ax2 + bx + c são os valores de x reais tais
que f(x) = 0, ou seja são valores que deixam a função nula. Com isso aplicamos o método
de resolução da equação do 2º grau.
ax2 + bx + c = 0

A resolução de uma equação do 2º grau é feita com o auxílio da chamada “fórmula de


Bháskara”.

As raízes (quando são reais), o vértice e a intersecção com o eixo y são fundamentais
para traçarmos um esboço do gráfico de uma função do 2º grau.
Forma fatorada das raízes: f (x) = a (x – x1) (x – x2).
Esta fórmula é muito útil quando temos as raízes e precisamos montar a sentença
matemática que expresse a função.
6

Estudo da variação do sinal da função

Estudar o sinal de uma função quadrática é determinar os valores reais de x que tornam
a função positiva, negativa ou nula.
Abaixo podemos resumir todos os valores assumidos pela função dado a e Δ (delta).

Observe que:

Quando Δ > 0, o gráfico corta e tangencia o eixo x em dois pontos distintos, e temos duas
raízes reais distintas.
Quando Δ = 0, o gráfico corta e tangencia o eixo dos x em um ponto e temos duas raízes
iguais.
Quando Δ < 0, o gráfico não corta e não tangencia o eixo dos x em nenhum ponto e não
temos raízes reais.

Exemplo:
Considere a função quadrática representada pelo gráfico abaixo, vamos determinar a
sentença matemática que a define.
7

Resolução:
Como conhecemos as raízes x1 e x2 (x1= -4 e x2 = 0), podemos nos da forma fatorada
temos: f (x) = a.[ x – (-4)].[x – 0] ou f (x) = a(x + 4).x .
O vértice da parábola é (-2,4), temos:
4 = a.(-2 + 4).(-2) → a = -1
Logo, f(x) = - 1.(x + 4).x → (-x – 4x).x → -x2 – 4x

2.4. FUNÇÃO EXPONENCIAL

As funções exponenciais são aquelas que crescem ou decrescem muito rapidamente. Elas
desempenham papéis fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com ela,
como: Física, Química, Engenharia, Astronomia, Economia, Biologia, Psicologia e outras.

Definição
A função exponencial é a definida como sendo a inversa da função logarítmica natural,
isto é:

Podemos concluir, então, que a função exponencial é definida por:

Gráficos da Função Exponencial


8
9

Propriedades da Função Exponencial


Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um número racional, então:
10

Estas relações também são válidas para exponenciais de base e (e = número de Euller =
2,718...)
- y = ex se, e somente se, x = ln(y)
- ln(ex) =x
- ex+y= [Link]
- ex-y = ex/ey
- ex.k = (ex)k

A Constante de Euler

Existe uma importantíssima constante matemática definida por e = exp(1)


O número e é um número irracional e positivo e em função da definição da função
exponencial, temos que:
Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao matemático suíço Leonhard Euler
(1707-1783), um dos primeiros a estudar as propriedades desse número. O valor deste
número expresso com 40 dígitos decimais, é: e =
2,718281828459045235360287471352662497757
Se x é um número real, a função exponencial exp(.) pode ser escrita como a potência de
base e com expoente x, isto é:
ex = exp(x)

Construção do Gráfico de uma Função Exponencial Exemplo:


Vamos construir o gráfico da função
Vamos atribuir valores a x, para que possamos traçar os pontos no gráfico.

X Y
-3

-2

-1

0 1
1 2
11

2 4
3 8

2.5. FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Toda equação que contém a incógnita na base ou no logaritmando de um logaritmo é


denominada equação logarítmica. Abaixo temos alguns exemplos de equações
logarítmicas:

Perceba que nestas equações a incógnita encontra-se ou no logaritmando, ou na base


de um logaritmo. Para solucionarmos equações logarítmicas recorremos a muitas das
propriedades dos logaritmos.

Solucionando Equações Logarítmicas


Vamos solucionar cada uma das equações acima, começando pela primeira:

Segundo a definição de logaritmo nós sabemos que:

Logo x é igual a 8: 23 = x x = 2.2.2 x=8


12

De acordo com a definição de logaritmo o logaritmando deve ser um número real


positivo e já que 8 é um número real positivo, podemos aceitá-lo como solução da
equação. A esta restrição damos o nome de condição de existência.
log𝑥 100 = 2

Pela definição de logaritmo a base deve ser um número real e positivo além de ser
diferente de 1. Então a nossa condição de existência da equação acima é que: x ϵ R*+ - {1}

Em relação a esta segunda equação nós podemos escrever a seguinte sentença:

Que nos leva aos seguintes valores de x:

Note que x = -10 não pode ser solução desta equação, pois este valor de x não satisfaz a
condição de existência, já que -10 é um número negativo.
Já no caso de x = 10 temos uma solução da equação, pois 10 é um valor que atribuído a
x satisfaz a condição de existência, visto que 10 é positivo e diferente de 1.

7log5 625𝑥 = 42

Neste caso temos a seguinte condição de existência:

Voltando à equação temos:

Aplicando a mesma propriedade que aplicamos nos casos anteriores e desenvolvendo os


cálculos temos: Como 25 satisfaz a condição de existência, então S = {25} é o conjunto
solução da equação. Se quisermos recorrer a outras propriedades dos logaritmos
também podemos resolver este exercício assim:
13

⇒ log5 𝑥 = 2 ⟺ 52 = 𝑥 ⟺ 𝑥 = 25

Lembre-se que:
log𝑏(𝑀. 𝑁) = log𝑏 𝑀 + log𝑏 𝑁 e que log5 625 = 4, pois 54 = 625.
3 log2𝑥 64 = 9

Neste caso a condição de existência em função da base do logaritmo é um pouco mais


complexa:

E, além disto, temos também a seguinte condição:


2x ≠ 1 ⇒ x ≠ 1/2

Portanto a condição de existência é: x ϵ R*+ - {1/2}

Agora podemos proceder de forma semelhante ao exemplo anterior: Como x = 2 satisfaz


a condição de existência da equação logarítmica, então 2 é solução da equação. Assim
como no exercício anterior, este também pode ser solucionado recorrendo-se à outra
propriedade dos logaritmos:
log−6−𝑥 2𝑥 = 1

Neste caso vamos fazer um pouco diferente. Primeiro vamos solucionar a equação e
depois vamos verificar quais são as condições de existência: Então x = -2 é um valor
candidato à solução da equação. Vamos analisar as condições de existência da base -6 -
x:
Veja que embora x ≠ -7, x não é menor que -6, portanto x = -2 não satisfaz a condição de
existência e não pode ser solução da equação. Embora não seja necessário, vamos
analisar a
condição de existência do logaritmando 2x: 2x > 0 ⇒ x > 0 Como x = -2, então x também
não satisfaz esta condição de existência, mas não é isto que eu quero que você veja. O que
eu quero que você perceba, é que enquanto uma condição diz que x < -6, a outra diz que
x > 0. Qual é o número real que além de ser menor que -6 é também maior que 0?
14

Como não existe um número real negativo, que sendo menor que -6, também seja
positivo para que seja maior que zero, então sem solucionarmos a equação nós podemos
perceber que a mesma não possui solução, já que nunca conseguiremos satisfazer as
duas condições simultaneamente. O conjunto solução da equação é portanto S = { }, já
que não existe nenhuma solução real que satisfaça as condições de existência da equação.

Função Logarítmica
A função logaritmo natural mais simples é a função y=f0(x)=lnx. Cada ponto do gráfico é
da forma (x, lnx) pois a ordenada é sempre igual ao logaritmo natural da abscissa.

O domínio da função ln é R*+=]0,∞[ e a imagem é o conjunto R=]-∞,+∞[.


O eixo vertical é uma assíntota ao gráfico da função. De fato, o gráfico se aproxima cada
vez mais da reta x=0
O que queremos aqui é descobrir como é o gráfico de uma função logarítmica natural
geral, quando comparado ao gráfico de y=ln x, a partir das transformações sofridas por
esta função. Consideremos uma função logarítmica cuja expressão é dada por y=f 1(x)=ln
x+k, onde k é uma constante real. A pergunta natural a ser feita é: qual a ação da
constante k no gráfico dessa nova função quando comparado ao gráfico da função inicial
y=f0(x)=ln x ?
Ainda podemos pensar numa função logarítmica que seja dada pela expressão
y=f2(x)=[Link] x onde a é uma constante real, a 0. Observe que se a=0, a função obtida
não será logarítmica, pois será a constante real nula. Uma questão que ainda se coloca é
a consideração de funções logarítmicas do tipo y=f3(x)=ln(x+m), onde m é um número
15

real não nulo. Se g(x)=[Link](x-2) + 2/3, desenhe seu gráfico, fazendo os gráficos
intermediários, todos num mesmo par de eixos.
y=[Link](x+m)+k

Conclusão: Podemos, portanto, considerar funções logarítmicas do tipo y = f4(x) = a In (x


+ m) + k, onde o coeficiente a não é zero, examinando as transformações do gráfico da
função mais simples y = f0 (x) = In x, quando fazemos, em primeiro lugar, y=ln(x+m); em
seguida, y=[Link](x+m) e, finalmente, y=[Link](x+m)+k.

Analisemos o que aconteceu:


- em primeiro lugar, y=ln(x+m) sofreu uma translação horizontal de -m unidades,
pois x=-m exerce o papel que x=0 exercia em y=ln x;
- a seguir, no gráfico de y=[Link](x+m) ocorreu mudança de inclinação pois, em cada
ponto, a ordenada é igual àquela do ponto de mesma abscissa em y=ln(x+m) multiplicada
pelo
coeficiente a;
- por fim, o gráfico de y=[Link](x+m)+k sofreu uma translação vertical de k unidades,
pois, para cada abscissa, as ordenadas dos pontos do gráfico de y=[Link](x+m)+k ficaram
acrescidas de k, quando comparadas às ordenadas dos pontos do gráfico de y=[Link](x+m).

O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na resolução de equações ou


inequações, pois as operações algébricas a serem realizadas adquirem um significado
que é visível nos gráficos das funções esboçados no mesmo referencial cartesiano.

Função logarítmica de base a é toda função f:R*+ → R, definida por 𝑓(𝑥) = log𝑎 𝑥 com a
ϵ R*+ e a ≠ 1.
Podemos observar neste tipo de função que a variável independente x é um
logaritmando, por isto a denominamos função logarítmica. Observe que a base a é um
valor real constante, não é uma variável, mas sim um número real.
A função logarítmica de R*+ → R é inversa da função exponencial de R*+ → R e vice-
versa, pois:
log𝑏 𝑎 = 𝑥 ⟺ 𝑏𝑥 = 𝑎
16

Representação da Função Logarítmica no Plano Cartesiano


Podemos representar graficamente uma função logarítmica da mesma forma que
fizemos com a função exponencial, ou seja, escolhendo alguns valores para x e montando
uma tabela com os respectivos valores de f(x). Depois localizamos os pontos no plano
cartesiano e traçamos a curva do gráfico. Vamos representar graficamente a função 𝑓(𝑥)
= log 𝑥 e como estamos trabalhando com um logaritmo de base 10, para simplificar os
cálculos vamos escolher para x alguns valores que são potências de 10:
0,001, 0,01, 0,1, 1, 10 e 2.

Temos então seguinte a tabela:

x y = log x
0,001 y = log 0,001 = -3
0,01 y = log 0,01 = -2
0,1 y = log 0,1 = -1
1 y = log 1 = 0
10 y = log 10 = 1

Ao lado temos o gráfico desta função logarítmica, no qual localizamos cada um dos
pontos obtidos da tabela e os interligamos através da curva da função: Veja que para
valores de y < 0,01 os pontos estão quase sobre o eixo das ordenadas, mas de fato
nunca chegam a estar. Note também que neste tipo de função uma grande variação no
valor de x implica numa variação bem inferior no valor de y. Por exemplo, se passarmos
de x = 100 para x = 1000000, a variação de y será apenas de 2 para 6. Isto porque:

Função Crescente e Decrescente


Assim como no caso das funções exponenciais, as funções logarítmicas também podem
ser classificadas como função crescente ou função decrescente. Isto se dará em função
da base a ser maior ou menor que 1. Lembre-se que segundo a definição da função
logarítmica f:R*+ → R, definida por 𝑓(𝑥) = log𝑎 𝑥 , temos que a > 0 e a ≠ 1.
17

- Função Logarítmica Crescente

Se a > 1 temos uma função logarítmica crescente, qualquer que seja o valor real
positivo de x. No gráfico da função ao lado podemos observar que à medida que x
aumenta, também aumenta f(x) ou y. Graficamente vemos que a curva da função é
crescente. Também podemos observar através do gráfico, que para dois valor de x (x1 e
x2), que log𝑎 𝑥2 > log𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 > 𝑥1, isto para x1, x2 e a números reais positivos, com a > 1.

- Função Logarítmica Decrescente

Se 0 < a < 1 temos uma função logarítmica decrescente em todo o domínio da função.
Neste outro gráfico podemos observar que à medida que x aumenta, y diminui.
Graficamente observamos que a curva da função é decrescente. No gráfico também
observamos que para dois valores de x (x1 e x2), que log𝑎 𝑥2 < log𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 > 𝑥1 , isto para
x1, x2 e a números reais positivos, com 0 < a < 1. É importante frisar que
independentemente de a função ser crescente ou decrescente, o gráfico da função
sempre cruza o eixo das abscissas no ponto (1, 0), além de nunca cruzar o eixo das
18

ordenadas e que o log𝑎 𝑥2 = log𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 = 𝑥1, isto para x1, x2 e a números reais positivos,
com a ≠ 1.

2.6. RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS

Grandeza é tudo aquilo que pode ser contado e medido. Do dicionário, tudo o que pode
aumentar ou diminuir (medida de grandeza.).
As grandezas proporcionais são aquelas que relacionadas a outras, sofrem variações.
Elas podem ser diretamente ou inversamente proporcionais.

Exemplo:
A tabela a seguir mostra a velocidade de um trem ao percorrer determinado percurso:

Velocidade
40 80 120 ...
(km/h)
Tempo 6 3 2 ...
(horas)

Se sua velocidade aumentar para 240 km/h, em quantas horas ele fará o percurso?
Podemos pegar qualquer velocidade para acharmos o novo tempo:
40 km ------ 6 horas
240 km ----- x horas

Observe que invertemos os valores de uma das duas proporções (km ou tempo), neste
exemplo optamos por inverter a grandeza tempo.

Observe que: Se aumentarmos a velocidade, diminuímos de forma proporcional ao


tempo. Logo as grandezas são inversamente proporcionais.
19

- Grandezas diretamente proporcionais (GDP)


São aquelas em que, uma delas variando, a outra varia na mesma razão da outra. Isto é,
duas grandezas são diretamente proporcionais quando, dobrando uma delas, a outra
também dobra; triplicando uma delas, a outra também triplica, divididas à terça parte a
outra também é dividida à terça parte... E assim por diante.
Matematicamente podemos escrever da seguinte forma:

Onde a grandeza A ={a1,a2,a3...} , a grandeza B= {b1,b2,b3...} e os valores entre suas


razões são iguais a k (constante de proporcionalidade).

Exemplo:
Um mosaico foi construído com triângulos, quadrados e hexágonos. A quantidade de
polígonos de cada tipo é proporcional ao número de lados do próprio polígono. Sabe-se
que a quantidade total de polígonos do mosaico é 351. A quantidade de triângulos e
quadrados somada supera a quantidade de hexágonos em
A) 108.
B) 27.
C) 35.
D) 162.
E) 81.
𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜𝑠: 3𝑥 𝑞𝑢𝑎𝑑𝑟𝑎𝑑𝑜: 4𝑥 ℎ𝑒𝑥á𝑔𝑜𝑛𝑜: 6𝑥
3𝑥 + 4𝑥 + 6𝑥 = 351
13𝑥 = 351
𝑥 = 27
3𝑥 + 4𝑥 = 3.27 + 4.27 = 81 + 108 = 189
6𝑥 = 6.27 = 162 → 189-162= 27
Resposta B
20

- Grandezas inversamente proporcionais (GIP)


São aquelas quando, variando uma delas, a outra varia na razão inversa da outra. Isto é,
duas grandezas são inversamente proporcionais quando, dobrando uma delas, a outra
se reduz pela metade; triplicando uma delas, a outra se reduz para à terça parte... E assim
por diante.
Matematicamente podemos escrever da seguinte forma:
𝒂𝟏. 𝒃𝟏 = 𝒂𝟐. 𝒃𝟐 = 𝒂𝟑. 𝒃𝟑 = ⋯ = 𝒌

Uma grandeza A ={a1,a2,a3...} será inversamente a outra B= {b1,b2,b3...} , se e somente


se, os produtos entre os valores de A e B são iguais.

Exemplo:
1 - Carlos dividirá R$ 8.400,00 de forma inversamente proporcional à idade de seus dois
filhos: Marcos, de12 anos, e Fábio, de 9 anos. O valor que caberá a Fábio será de:
A) R$ 3.600,00
B) R$ 4.800,00
C) R$ 7.000,00
D) R$ 5.600,00

Marcos: a
Fábio: b
a + b = 8400
21

Resposta B

*Se uma grandeza aumenta e a outra diminui , elas são


inversamente proporcionais.

*Se uma grandeza diminui e a outra aumenta , elas


também são inversamente proporcionais.

2.7. RAZÃO

É o quociente entre dois números (quantidades, medidas, grandezas). Sendo a e b dois


números a sua razão, chama-se razão de a para b:

Onde:

Exemplo:
Em um vestibular para o curso de marketing, participaram 3600 candidatos para 150
vagas. A razão entre o número de
vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de
22

Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.

- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza, essas devem ser expressas
na mesma unidade.

- Razões Especiais
Escala → Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias muito grandes de forma reduzida,
então utilizamos a escala, que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas
na mesma unidade).

Velocidade média → É a razão entre a distância percorrida e o tempo total de percurso.


As unidades utilizadas são km/h, m/s, entre outras.

Densidade → É a razão entre a massa de um corpo e o seu volume. As unidades utilizadas


são g/cm³, kg/m³, entre outras.

PROPORÇÃO

É uma igualdade entre duas razões.

Dada as razões , à sentença de igualdade chama-se proporção. Onde:


23

- Propriedades da Proporção

1 - Propriedade Fundamental

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto


é, a . d = b . c

Exemplo:
Na proporção , lê- se: “45 está para 30 , assim como 9 está para 6.),
aplicando a propriedade fundamental , temos:
45.6 = 30.9 = 270

2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo
termo), assim como a soma dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto
termo).

3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o
segundo termo), assim como a diferença entre os dois últimos está para o terceiro (ou
para o quarto termo).

4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes, assim como cada
antecedente está para o seu consequente.
24

5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos consequentes, assim


como cada antecedente está para o seu consequente.

REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA

REGRA DE TRÊS SIMPLES

Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou inversamente


proporcionais podem ser resolvidos através de um processo prático, chamado regra de
três simples.
Vejamos a tabela abaixo:
25

Grandezas Relação Descrição

Nº de funcionário x Direta MAIS funcionários contratados demanda MAIS


serviço serviço produzido

Nº de funcionário x Inversa MAIS funcionários contratados exigem MENOS


tempo tempo de trabalho

Nº de funcionário x Inversa MAIS eficiência (dos funcionários) exige MENOS


eficiência funcionários contratados

Nº de funcionário x Direta Quanto MAIOR o grau de dificuldade de um


grau dificuldade serviço,
MAIS funcionários deverão ser contratados
Serviço x tempo Direta MAIS serviço a ser produzido exige MAIS tempo
para
realiza-lo
Serviço x eficiência Direta Quanto MAIOR for a eficiência dos funcionários,
MAIS serviço será produzido

Serviço x grau de Inversa Quanto MAIOR for o grau de dificuldade de um


dificuldade serviço,
MENOS serviços serão produzidos
Tempo x Inversa Quanto MAIOR for a eficiência dos funcionários,
eficiência MENOS tempo será necessário para realizar um
determinado serviço

Tempo x grau de Direta Quanto MAIOR for o grau de dificuldade de um


dificuldade serviço,
MAIS tempo será necessário para realizar
determinado
serviço

Exemplos:
26

1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros de álcool esse carro gastaria
para percorrer 210 km?
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas de
espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha:

Distância (km) Litros de álcool


180 ---- 15
210 ---- x

Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha:

Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de álcool também duplica. Então, as


grandezas distância e litros de álcool são diretamente proporcionais. No esquema
que estamos montando, indicamos esse fato colocando uma flecha na coluna “distância”
no mesmo sentido da flecha da coluna “litros de álcool”:

Armando a proporção pela orientação das flechas, temos:

Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.


27

2) Viajando de automóvel, à velocidade de 50 km/h, eu gastaria 7 h para fazer certo


percurso. Aumentando a velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse
percurso?
Indicando por x o número de horas e colocando as grandezas de mesma espécie em uma
mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma
mesma linha, temos:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
50 ---- 7
80 ---- x

Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), vamos colocar uma flecha:

Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica reduzido à metade. Isso significa
que as grandezas velocidade e tempo são inversamente proporcionais. No nosso
esquema, esse fato é indicado colocando-se na coluna “velocidade” uma flecha em
sentido contrário ao da flecha da coluna “tempo”:

Na montagem da proporção devemos seguir o sentido das flechas. Assim, temos:

Como 0,375 corresponde 22 minutos (0,375 x 60 minutos), então o percurso será feito
em 4 horas e 22 minutos aproximadamente.
28

3) Ao participar de um treino de fórmula Indy, um competidor, imprimindo a velocidade


média de 180 km/h, faz o percurso em 20 segundos. Se a sua velocidade fosse de 300
km/h, que tempo teria gasto no percurso?

Vamos representar pela letra x o tempo procurado.


Estamos relacionando dois valores da grandeza velocidade
(180 km/h e 300 km/h) com dois valores da grandeza tempo
(20 s e x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos os outros três.

Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto para fazer o percurso cairá
para a metade; logo, as grandezas são inversamente proporcionais. Assim, os números
180 e 300 são inversamente proporcionais aos números 20 e x. Daí temos:

Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andando em 300 km/h, teria gasto 12
segundos para realizar o percurso.

2.8. REGRA DE TRÊS COMPOSTA

O processo usado para resolver problemas que envolvem mais de duas grandezas,
diretamente ou inversamente proporcionais, é chamado regra de três composta.

Exemplos:
1) Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em quanto tempo 6 máquinas iguais às
primeiras produziriam 300 dessas peças?
Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as grandezas de mesma espécie em
uma só coluna e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma
mesma linha. Na coluna em que aparece a variável x (“dias”), coloquemos uma flecha:
29

Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.

As grandezas peças e dias são diretamente proporcionais. No nosso esquema isso será
indicado colocando-se na coluna “peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha da
coluna “dias”:

As grandezas máquinas e dias são inversamente proporcionais (duplicando o número


de máquinas, o número de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será
indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma flecha no sentido contrário ao da
flecha da coluna “dias”:

Agora vamos montar a proporção, igualando a razão que 4 contém o x, que é


com o produto das outras razões, obtidas segundo a orientação das flechas

Simplificando as proporções obtemos:

Resposta: Em 10 dias.
30

2) Uma empreiteira contratou 210 pessoas para pavimentar uma estrada de 300 km em
1 ano. Após 4 meses de serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. Quantos
empregados ainda devem ser contratados para que a obra seja concluída no tempo
previsto?

Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.


As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente proporcionais (duplicando o
número de pessoas, o tempo fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será
indicado colocando-se na coluna “tempo” uma flecha no sentido contrário ao da flecha
da coluna “pessoas”:

As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente proporcionais. No nosso esquema


isso será indicado colocando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo sentido da
flecha da coluna “pessoas”:

Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 – 210 = 105 pessoas.
Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.

PORCENTAGEM

Razões de denominador 100 que são chamadas de razões centesimais ou taxas


percentuais ou simplesmente de porcentagem. Servem para representar de uma maneira
prática o "quanto" de um "todo" se está referenciando.
Costumam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo % (Lê-se: “por cento”).
31

Exemplo:
Em uma classe com 30 alunos, 18 são rapazes e 12 são moças. Qual é a taxa percentual
de rapazes na classe?

Resolução: A razão entre o número de rapazes e o total de alunos é . Devemos


expressar essa razão na forma centesimal, isto é, precisamos encontrar x tal que:

E a taxa percentual de rapazes é 60%. Poderíamos ter divido 18 por 30, obtendo:

- Lucro e Prejuízo
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Caso a diferença seja positiva, temos o lucro(L), caso seja negativa, temos prejuízo(P).

Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).

Podemos ainda escrever:


C + L = V ou L = V - C P = C – V ou V = C - P

A forma percentual é:
32

Exemplo:
Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 100,00.
Determinar:
a) a porcentagem de lucro em relação ao preço de custo;
b) a porcentagem de lucro em relação ao preço de venda.

Resolução:
Preço de custo + lucro = preço de venda → 75 + lucro =100
→ Lucro = R$ 25,00

- Aumento e Desconto Percentuais


A) Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por .
Logo:
VA ).V

Exemplo:
1 - Aumentar um valor V de 20% , equivale a multiplica-lo por 1,20, pois:

).V = (1+0,20).V = 1,20.V


B) Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por V.
Logo:

VD ).V

Exemplo:
Diminuir um valor V de 40%, equivale a multiplicá-lo por 0,60, pois:

). V = (1-0,40). V = 0, 60.V
33

A esse valor final de , é o que chamamos de fator de


multiplicação, muito útil para resolução de cálculos de porcentagem. O
mesmo pode ser um acréscimo ou decréscimo no valor do produto.

Aumentos e Descontos Sucessivos


São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para efetuar os respectivos
descontos ou aumentos, fazemos uso dos fatores de multiplicação.

Vejamos alguns exemplos:


1) Dois aumentos sucessivos de 10% equivalem a um único aumento de...?
Utilizando VA ).V → V. 1,1 , como são dois de 10% temos → V. 1,1 . 1,1 → V. 1,21
Analisando o fator de multiplicação 1,21; concluímos que esses dois aumentos significam
um único aumento de 21%.
Observe que: esses dois aumentos de 10% equivalem a 21% e não a 20%.

2) Dois descontos sucessivos de 20% equivalem a um único desconto de:


Utilizando VD ).V → V. 0,8 . 0,8 → V. 0,64 . .
Analisando o fator de multiplicação 0,64, observamos que esse percentual não
representa o valor do desconto, mas sim o valor pago com o desconto. Para sabermos o
valor que representa o desconto é só fazermos o seguinte cálculo:
100% - 64% = 36%
Observe que: esses dois descontos de 20% equivalem a 36% e não a 40%.

2.9. JUROS

A Matemática Financeira é um ramo da Matemática Aplicada que estuda as operações


financeiras de uma forma geral, analisando seus diferentes fluxos de caixa ao longo do
tempo, muito utilizada hoje para programar a vida financeira não só de empresas mais
também dos indivíduos.
Existe também o que chamamos de Regime de Capitalização, que é a maneira pelo qual
será pago o juro por um capital aplicado ou tomado emprestado.
34

Elementos Básicos:
- Valor Presente ou Capital Inicial ou Principal (PV, P ou C): termo proveniente
do inglês “Present Value”, sendo caracterizado como a quantidade inicial de moeda que
uma pessoa tem em disponibilidade e concorda em ceder a outra pessoa, por um
determinado período, mediante o pagamento de determinada remuneração.

- Taxa de Juros (i): termo proveniente do inglês “Interest Rate” (taxa de juros) e
relacionado à sua maneira de incidência. Salientamos que a taxa pode ser mensal, anual,
semestral, bimestral, diária, entre outras.

- Juros (J): é o que pagamos pelo aluguel de determinada quantia por um dado
período, ou seja, é a nomenclatura dada à remuneração paga para que um indivíduo ceda
temporariamente o capital que dispõe.

- Montante ou Valor Futuro (FV ou M): termo proveniente do inglês “Future


Value”, sendo caracterizado em termos matemáticos como a soma do capital inicial mais
os juros capitalizados durante o período. Em outras palavras, é a quantidade de moeda
(ou dinheiro) que poderá ser usufruída no futuro. Em símbolos, escrevemos FV = PV + J.

- Tempo ou período de capitalização (n ou t): nada mais é do que a duração da


operação financeira, ou seja, o horizonte da operação financeira em questão. O prazo
pode ser descrito em dias, meses, anos, semestres, entre outros. JUROS SIMPLES

Em regime linear de juros (ou juros simples), o juro é determinado tomando como
base de cálculo o capital da operação, e o total do juro é devido ao credor (aquele que
empresta) no final da operação. As operações aqui são de curtíssimo prazo, exemplo:
desconto simples de duplicata, “Hot Money” entre outras.
No juros simples o juro de cada intervalo de tempo sempre é calculado sobre o capital
inicial emprestado ou aplicado.

Chamamos de simples os juros que são somados ao capital inicial no final da aplicação.
35

Podemos definir o Juros como:


J=C.i.t
Onde:
J = Juros
C = Capital i = taxa
t = tempo

1) O capital cresce linearmente com o tempo;


2) O capital cresce a uma progressão aritmética de razão: J = C.i
3) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma unidade.
4) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma decimal.
5) Chamamos de montante (M) ou FV (valor futuro) a soma do capital com os juros, ou
seja:
Na fórmula J= C . i . t, temos quatro variáveis. Se três delas forem valores conhecidos,
podemos calcular o 4º valor.

M = C + J → M = C. (1+i.t)

Exemplo:
Qual o valor dos juros correspondentes a um empréstimo de R$ 10.000,00, pelo prazo
de 15 meses, sabendo-se que a taxa cobrada é de 3% a m.?
Dados:
PV = 10.000,00
n = 15 meses
i = 3% a.m = 0,03
J=?
Solução:
36

J = PV.i.n → J = 10.000 x 0,03 x 15 → J = 4.500,00

Para não esquecer!!!


Só podemos efetuar operações algébricas com valores referenciados na mesma unidade,
ou seja, se apresentarmos a taxa de juros como a anual, o prazo em questão também deve
ser referenciado em anos. Ou seja, as unidades de tempo referentes à taxa de juros (i) e
do período (t), tem de ser necessariamente iguais. Este é um detalhe importantíssimo,
que não pode ser esquecido!

2.10. JUROS COMPOSTOS

No regime exponencial de juros (ou juros compostos) é incorporado ao capital não


somente os juros referentes a cada período, mas também os juros sobre os juros
acumulados até o momento anterior. Pode-se falar que é um comportamento equivalente
a uma progressão geométrica (PG), pela qual os juros incidem sempre sobre o saldo
apurado no início do período correspondente (e não unicamente sobre o capital inicial).
É o que chamamos no linguajar habitual de “juros sobre juros”.
Na prática, as empresas, órgãos governamentais e investidores particulares costumam
reinvestir as quantias geradas pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego
mais comum de juros compostos na Economia. Na verdade, o uso de juros simples não
se justifica em estudos econômicos.
De uma forma genérica, teremos para um capital C, aplicado a uma taxa de juros
compostos (i) durante o período (t):
M = C (1 + i)t

Saiba mais!!!
(1+i)t ou (1+i)n é conhecido como fator acumulação de capital de (FC) e o seu
inverso, 1/(1+i)n é o fator de atualização de capital (FA).
Graficamente temos, que o crescimento do principal(capital) segundo juros simples é
LINEAR, CONSTANTE enquanto que o crescimento segundo juros compostos é
EXPONENCIAL, GEOMÉTRICO e, portanto tem um crescimento muito mais "rápido".
37

- O montante após 1º tempo é igual tanto para o regime de juros simples como
para juros compostos;
- Antes do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros simples;
- Depois do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros compostos.

Juros Compostos e Logaritmos


Para resolução de algumas questões que envolvam juros compostos, precisamos ter
conhecimento de conceitos de logaritmos, principalmente aquelas as quais precisamos
achar o tempo/prazo. É muito comum ver em provas o valor dado do logaritmo para que
possamos achar a resolução da questão.

Exemplo:
Expresse o número de períodos t de uma aplicação, em função do montante M e da taxa
de aplicação i por período.
Solução:
Temos M = C(1+i)t
Logo, M/C = (1+i)t
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos escrever: t = log (1+ i ) (M/C) . Portanto,
usando logaritmo decimal (base 10), vem:

Temos também da expressão acima que: [Link](1 + i) = logM – logC


38

Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos juros compostos é uma aplicação
prática do estudo dos logaritmos.

Fica a dica!!!
- Em juros simples quando a taxa de juros(i) estiver em unidade diferente do
tempo(t), pode-se colocar na mesma unidade de (i) ou (t).
- Em juros compostos é preferível colocar o (t) na mesma unidade da taxa (i).

2.11. SEQUÊNCIAS

Podemos, no nosso dia-a-dia, estabelecer diversas sequências como, por exemplo, a


sucessão de cidades que temos numa viagem de automóvel entre Brasília e São Paulo ou
a sucessão das datas de aniversário dos alunos de uma determinada escola.
Podemos, também, adotar para essas sequências uma ordem numérica, ou seja,
adotando a1 para o 1º termo, a2 para o 2º termo até an para o n-ésimo termo. Dizemos
que o termo an é também chamado termo geral das sequências, em que n é um número
natural diferente de zero. Evidentemente, daremos atenção ao estudo das sequências
numéricas.
As sequências podem ser finitas, quando apresentam um último termo, ou, infinitas,
quando não apresentam um último termo. As sequências infinitas são indicadas por
reticências no final.

Exemplo:
- Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, ...). Notemos que esta
é uma sequência infinita com a1 = 2; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc.

1. Igualdade
As sequências são apresentadas com os seus termos entre parênteses colocados de
forma ordenada. Sucessões que apresentarem os mesmos termos em ordem diferente
serão consideradas sucessões diferentes.
39

Duas sequências só poderão ser consideradas iguais se, e somente se, apresentarem os
mesmos termos, na mesma ordem.
Exemplo
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à sequência (5, 8, 15, 17) se, e
somente se, x = 5; y = 8; z = 15; e t = 17.
Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3, 2, 1, 0) são diferentes, pois, embora
apresentem os mesmos elementos, eles estão em ordem diferente.

2. Formula Termo Geral


Podemos apresentar uma sequência através de um determinado valor atribuído a cada
de termo an em função do valor de n, ou seja, dependendo da posição do termo. Esta
formula que determina o valor do termo an é chamada formula do termo geral da
sucessão.

Exemplo:
- Determinar os cincos primeiros termos da sequência cujo termo geral e igual a: a n
= n2 – 2n, com n ∈ N*.
Teremos:
- se n = 1 ⇒ a1 = 12 – 2. 1 ⇒ a1 = 1 – 2 = - 1
- se n = 2 ⇒ a2 = 22 – 2. 2 ⇒ a2 = 4 – 4 = 0
- se n = 3 ⇒ a3 = 32 – 2. 3 ⇒ a3 = 9 – 6 = 3
- se n = 4 ⇒ a4 = 42 – 4. 2 ⇒ a4 =16 – 8 = 8
- se n = 5 ⇒ a5 = 52 – 5. 2 ⇒ a5 = 25 – 10 = 15

3. Lei de Recorrências
Uma sequência pode ser definida quando oferecemos o valor do primeiro termo e um
“caminho” (uma fórmula) que permite a determinação de cada termo conhecendo-se o
seu antecedente. Essa forma de apresentação de uma sucessão é chamada lei de
recorrências.

Exemplo:
- Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência em que: a1 = 3 e an+1 = 2an –
4 , em que n ∈ N*.
40

Teremos: o primeiro termo já foi dado.


- a1 = 3
- se n = 1 ⇒ a1+1 = 2.a1 – 4 ⇒ a2 = 2.3 – 4 ⇒ a2 = 6 – 4 = 2
- se n = 2 ⇒ a2+1 = 2.a2 – 4 ⇒ a3 = 2.2 – 4 ⇒ a3 = 4 – 4 = 0
- se n = 3 ⇒ a3+1 = 2.a3 – 4 ⇒ a4 = 2.0 – 4 ⇒ a4 = 0 – 4 = - 4
- se n = 4 ⇒ a4+1 = 2.a4 – 4 ⇒ a5 = 2.(-4) – 4 ⇒ a5 = - 8 – 4 = - 12

Observações
1) Devemos observar que a apresentação de uma sequência através do termo geral é
mais pratica, visto que podemos determinar um termo no “meio” da sequência sem a
necessidade de determinarmos os termos intermediários, como ocorre na apresentação
da sequência através da lei de recorrências.
2) Algumas sequências não podem, pela sua forma “desorganizada” de se
apresentarem, ser definidas nem pela lei das recorrências, nem pela formula do termo
geral. Um exemplo de uma sequência como esta é a sucessão de números naturais primos
que já “destruiu” todas as tentativas de se encontrar uma formula geral para seus termos.
3) Em todo exercício de sequência em que n ∈ N*, o primeiro valor adotado é n = 1.
No entanto de no enunciado estiver n > 3, temos que o primeiro valor adotado é n = 4.
Lembrando que n é sempre um número natural.
A Matemática estuda dois tipos especiais de sequências, uma delas a Progressão
Aritmética.

2.12. PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.)

Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é
igual ao termo anterior somado com uma constante que é chamada de razão (r).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....

Cálculo da razão: a razão de uma P.A. é dada pela diferença de um termo qualquer pelo
termo imediatamente anterior a ele.
r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = a5 – a4 = .......... = an – an – 1
41

Exemplo:
- (5, 9, 13, 17, 21, 25,......) é uma P.A. onde a1 = 5 e razão r = 4

Classificação: uma P.A. é classificada de acordo com a razão.


1- Se r > 0 ⇒ a P.A. é crescente.
2- Se r < 0 ⇒ a P.A. é decrescente.
3- Se r = 0 ⇒ a P.A. é constante.

Fórmula do Termo Geral


Em toda P.A., cada termo é o anterior somado com a razão, então temos:
1° termo: a1
2° termo: a2 = a1 + r
3° termo: a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r
4° termo: a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r
5° termo: a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r
6° termo: a6 = a5 + r = a1 + 4r + r = a1 + 5r
. . . . . .
. . . . . .
. . . . . . n° termo é:
𝐚𝐧 = 𝐚𝟏 + (𝐧 − 𝟏). 𝐫

Fórmula da soma dos n primeiros termos:

Propriedades:
1- Numa P.A. a soma dos termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
Exemplo: (2, 8, 14, 20, 26, 32, 38,......)
42

- como podemos observar neste exemplo, temos um número ímpar de termos.


Neste caso sobrou um termo no meio (20) que é chamado de termo médio e é igual a
metade da soma dos extremos. Porém, só existe termos médio se houver um número
ímpar de termos.

P.G. – PROGRESSÃO GEOMETRICA

Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é
igual ao termo anterior multiplicado por uma constante que é chamada de razão (q).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....

Cálculo da razão: a razão de uma P.G. é dada pelo quociente de um termo qualquer pelo
termo imediatamente anterior a ele.

Exemplos:
- (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 3 e razão q = 2
- ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 36 e razão q = 2
- ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15 e razão q =
- (- 2, - 6, -18, - 54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 2 e razão q = 3

Classificação: uma P.G. é classificada de acordo com o primeiro termo e a razão.


1- Crescente: quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0
e q > 1 ou quando a1 < 0 e 0 < q < 1.
2- Decrescente: quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1
> 0 e 0 < q < 1 ou quando a1 < 0 e q > 1.
43

3- Alternante: quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto


ocorre quando q < 0.
4- Constante: quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG
constante é também uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG
estacionaria.
5- Singular: quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.

Fórmula do termo geral


Em toda P.G. cada termo é o anterior multiplicado pela razão, então temos:
1° termo: a1
2° termo: a2 = a1.q
3° termo: a3 = a2.q = a1.q.q = a1q2
4° termo: a4 = a3.q = a1.q2.q = a1.q3
5° termo: a5 = a4.q = a1.q3.q = a1.q4
. . . . .
. . . . .
. . . . .

n° termo é:

Soma dos infinitos termos (ou Limite da soma)


Vamos ver um exemplo:
Seja a P.G. (2, 1, ½, ¼, 1/8, 1/16, 1/32,.....) de a1 = 2 e q = 1/2
se colocarmos na forma decimal, temos
(2; 1; 0,5; 0,25; 0,125; 0,0625; 0,03125;.....) se efetuarmos a somas destes termos:
2+1=3
3 + 0,5 = 3,5
3,5 + 0,25 = 3,75
3,75 + 0,125 = 3,875
3,875 + 0,0625 = 3,9375
44

3,9375 + 0,03125 = 3,96875.

Como podemos observar o número somado vai ficando cada vez menor e a soma tende
a um certo limite. Então temos a seguinte fórmula:

Utilizando no exemplo acima: , logo dizemos que esta P.G.


tem um limite que tenda a 4.

Produto da soma de n termos

|𝐏 | = √ (𝐚 . 𝐚 ) 𝐧
𝐧 𝟏 𝐧

Temos as seguintes regras para o produto, já que esta fórmula está em módulo:
1- O produto de n números positivos é sempre positivo.
2- No produto de n números negativos:
a) se n é par: o produto é positivo.
b) se n é ímpar: o produto é negativo.

Propriedades
1- Numa P.G., com n termos, o produto de dois termos equidistantes dos extremos é igual
ao produto destes extremos.
Exemplo: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64,....)

- como podemos observar neste exemplo, temos um número ímpar de termos. Neste caso
sobrou um termo no meio (8) que é chamado de termo médio e é igual a raiz quadrada
do produto dos extremos. Porém, só existe termos médio se houver um número ímpar
de termos.
45

3. GRANDEZAS E MEDIDAS: ESTIMATIVAS E NOÇÕES DE MEDIÇÕES

3.1. SISTEMA MÉTRICO DECIMAL E NÃO DECIMAL

Sistema de Medidas Decimais


Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas
relações entre si. O sistema métrico decimal é hoje o mais conhecido e usado no mundo
todo. Na tabela seguinte, listamos as unidades de medida de comprimento do sistema
métrico. A unidade fundamental é o metro, porque dele derivam as demais.
Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que
o sistema tenha um padrão: cada unidade vale sempre 10 vezes a unidade menor
seguinte.

Por isso, o sistema é chamado decimal.


E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é
muito usado com o nome popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da
tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas,
na prática, são o quilômetro quadrado, o metro quadrado e o hectômetro quadrado, este
muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (há): 1 hm2 = 1 há.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte
e não 10 vezes, como nos comprimentos. Entretanto, consideramos que o sistema
continua decimal, porque 100 = 102.
Existem outras unidades de medida mas que não pertencem ao sistema métrico decimal.
Vejamos as relações entre algumas essas unidades e as do sistema métrico decimal
(valores aproximados):

1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
46

1 légua = 5 555 metros


1pé = 30 centímetros

A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento acrescidas de quadrado.


Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km3),
hectômetro cúbico (hm3), etc.
Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade
menor seguinte. Como 1000 = 103, o sistema continua sendo decimal.

A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um


tanque é de 7.000 litros, dizemos que essa é a capacidade do tanque. A unidade
fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.

O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade


fundamental é o grama(g).
47

Unidades de Massa e suas Transformações

Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia,


usa-se ainda a tonelada (t).
Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g

Relações entre unidades:

Temos que:
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l

3.2. MEDIDAS DE TEMPO

Não Decimais

Medidas de Tempo (Hora) e suas Transformações


48

Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais
conhecido. A unidade utilizada como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
1h → 60 minutos → 3 600 segundos
Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.

Exemplo:
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos, quantos minutos indica 0,3 horas?

Efetuando temos: 0,3 . 60 = 1. x → x = 18 minutos.


Concluímos que 0,3horas = 18 minutos.

- Adição e Subtração de Medida de tempo


Ao adicionarmos ou subtrairmos medidas de tempo, precisamos estar atentos as
unidades. Vejamos os exemplos:

A) 1 h 50 min + 30 min

Observe que ao somar 50 + 30, obtemos 80 minutos, como sabemos que 1 hora tem 60
minutos, temos, então acrescentamos a hora +1, e subtraímos 80 – 60 = 20 minutos, é o
que resta nos minutos:
49

Logo o valor encontrado é de 2 h 20 min.

B) 2 h 20 min – 1 h 30 min

Observe que não podemos subtrair 20 min de 30 min, então devemos passar uma hora
(+1) dos 2 para a coluna minutos.

Então teremos novos valores para fazermos nossa subtração, 20 + 60 = 80:

Logo o valor encontrado é de 50 min.

3.3. UNIDADES DE MEDIDA – VELOCIDADE


50

A velocidade de um corpo é dada pela relação entre o deslocamento de um corpo em


determinado tempo. Pode ser considerada a grandeza que mede o quão rápido um
corpo se desloca.
Segundo o S.I (Sistema Internacional de medidas) as unidades mais utilizadas para se
medir a velocidade é Km/h (Quilômetro por hora) e o m/s (metro por segundo).

Quando ouvimos que carro se desloca a uma velocidade de 20 km/h, isto significa que
ele percorre 20 km em 1 hora.
Muitas questões pedem para que passemos de km/h para m/s, para efetuarmos essa
transformação, basta utilizarmos o que segue na figura abaixo:

Exemplo:
Um carro se desloca de Florianópolis – SC a Curitiba – PR. Sabendo que a distância entre
as duas cidades é de 300 km e que o percurso iniciou as 7 horas e terminou ao meio dia,
calcule a velocidade média do carro durante a viagem, em m/s. A velocidade média é
dada por:

Ou seja, a variação da distância ΔS (final menos inicial) dividido por Δt, variação do
tempo (final menos inicial).
Montando de acordo com as informações do enunciado temos:
ΔS = 300 Km
Δt = 12 – 7 = 5 horas de percurso. Então:
51

Transformando para m/s teremos apenas que dividir por 3,6:


60 : 3,6 = 16,67 m/s

CALENDÁRIOS

Pode-se dizer que Calendário visa atender diversas necessidades tanto civis quanto
religiosas, além disso, temos as divisões do ano:
Um ano possui 365 dias (modo padronizado, lembre-se que temos o ano bissexto)
divididos em semanas de 7 dias, assim um ano possui 52 semanas mais 1 dia, com isso
lembre-se que se uma determinado ano começa em uma terça-feira no ano seguinte
começará em uma quarta-feira (se não for bissexto).
O primeiro dia da semana é o domingo e encerra-se no sábado (sétimo dia da semana).
O ano é dividido em 12 meses:
Janeiro: 31 dias.
Fevereiro: 28 dias (em ano bissexto possui 29 dias).
Março: 31 dias.
Abril: 30 dias.
Maio: 31 dias.
Junho: 30 dias.
Julho: 31 dias.
Agosto: 31 dias.
Setembro: 30 dias.
Outubro: 31 dias.
Novembro: 30 dias.
Dezembro: 31 dias.
Lembre-se: 1 dia possui 24 horas, 1 hora possui 60 minutos e 1 minuto possui 60
segundos.

Um ano bissexto é o nome dado ao ano que possui 366 dias (52 semanas mais 2 dias). O
ano bissexto foi criado para ajustar o calendário pois um ano não possui exatamente 365
dias e sim 365 dias e 6 horas aproximadamente, e se não houvesse este ajuste as datas
não cairiam nas mesmas épocas e estações naturais (primavera, verão, outono e
inverno).
52

Regras do ano bissexto.

Ocorre de 4 em 4 anos.
De 100 em 100 anos não é bissexto.
De 400 em 400 anos é bissexto.
A ordem prevalece das últimas para as primeiras.
Por exemplo, 1600 foi um ano bissexto pois é múltiplo de 400, 1500 não foi um ano
bissexto pois é múltiplo de 100, 2008 foi um ano bissexto pois é múltiplo de 4.

Concluindo:
- 1 ano tem 365 a 366(bissexto) dias;
- 1 ano está dividido em 12 meses;
- 1 mês tem de 30 a 31 dias, exceto fevereiro;
- 1 dia tem 24 horas.

4. GEOMETRIA

ÂNGULOS

Ângulo: É uma região limitada por duas semirretas de mesma origem.

Elementos de um ângulo:
- LADOS: são as duas semirretas .
-VÉRTICE: é o ponto de intersecção das duas semirretas, no exemplo o ponto O.
53

Ângulo Central:
- Da circunferência: é o ângulo cujo vértice é o centro da circunferência;
- Do polígono: é o ângulo, cujo vértice é o centro do polígono regular e cujos lados
passam por vértices consecutivos do polígono.

Então, se x e y são dois ângulos, temos:


- se x + y = 90° → x e y são Complementares.
- se x + y = 180° → e y são Suplementares.
- se x + y = 360° → x e y são Replementares.

Ângulos Congruentes: São ângulos que possuem a mesma medida.

Ângulos Opostos pelo Vértice: Dois ângulos são opostos pelo vértice se os lados de um
são as respectivas semirretas opostas aos lados do outro.
54

Ângulos consecutivos: são ângulos que tem um lado em comum.

Ângulos adjacentes: são ângulos consecutivos que não tem ponto interno em comum.

- Os ângulos AÔ B e BÔ C, AÔ B e AÔ C, BÔ C e AÔ C são pares de ângulos consecutivos.
- Os ângulos AÔ B e BÔ C são ângulos adjacentes.

Unidades de medida de ângulos:


Grado: (gr.): dividindo a circunferência em 400 partes iguais, a cada arco unitário que
corresponde a 1/400 da circunferência denominamos de grado.
Grau: (º): dividindo a circunferência em 360 partes iguais, cada arco unitário que
corresponde a 1/360 da circunferência denominamos de grau.
- o grau tem dois submúltiplos: minuto e segundo. E temos que 1° = 60’ (1 grau
equivale a 60 minutos) e 1’ = 60” (1 minuto equivale a 60 segundos).

PONTO – RETA E PLANO

Ao estudo das figuras em um só plano chamamos de Geometria Plana.


A Geometria estuda, basicamente, os três princípios fundamentais (ou também
chamados de “entes primitivos”) que são: Ponto, Reta e Plano. Estes três princípios não
tem definição e nem dimensão (tamanho).
Para representar um ponto usamos. e para dar nome usamos letras maiúsculas do nosso
alfabeto. Exemplo: . A (ponto A).
Para representar uma reta usamos ↔ e para dar nome usamos letras minúsculas do
nosso alfabeto ou dois pontos por onde esta reta passa.
Exemplo: t ( reta t ou reta ⃡𝐴𝐵⃗⃗⃗⃗ ).

Para representar um plano usamos uma figura chamada paralelogramo e para dar nome
usamos letras minúsculas do alfabeto grego (α, β, π, θ,....). Exemplo:
55

Semi plano: toda reta de um plano que o divide em outras duas porções as quais
denominamos de semi plano. Observe a figura:

Partes de uma reta


Estudamos, particularmente, duas partes de uma reta:
- Semirreta: é uma parte da reta que tem origem em um ponto e é infinita.
Exemplo: (semirreta 𝐴𝐵⃗⃗⃗⃗ ), tem origem em A e passa por B.

- Segmento de reta: é uma parte finita (tem começo e fim) da reta.


Exemplo: (segmento de reta 𝐴𝐵⃗⃗⃗⃗).

Observação: .

4.1. POSIÇÃO RELATIVA ENTRE RETAS

- Retas concorrentes: duas retas são concorrentes quando se interceptam em um


ponto. Observe que a figura abaixo as retas c e d se interceptam no ponto B.
56

- Retas paralelas: são retas que por mais que se prolonguem nunca se encontram,
mantêm a mesma distância e nunca se cruzam. O ângulo de inclinação de duas ou mais
retas paralelas em relação a outra é sempre igual. Indicamos retas paralelas a e b por a
// b.

- Retas coincidentes: duas retas são coincidentes se pertencem ao mesmo plano e


possuem todos os pontos em comum.

- Retas perpendiculares: são retas concorrentes que se cruzam num ponto


formando entre si ângulos de 90º ou seja ângulos retos.

Ângulos formados por duas retas paralelas com uma transversal


57

Lembre-se: Retas paralelas são retas que estão no mesmo plano e não possuem ponto
em comum.
Vamos observar a figura abaixo:

Ângulos colaterais internos: (colaterais = mesmo lado)

A soma dos ângulos 4 e 5 é igual a 180°.

A soma dos ângulos 3 e 6 é igual a 180°

Ângulos colaterais externos:


58

A soma dos ângulos 2 e 7 é igual a 180°

A soma dos ângulos 1 e 8 é igual a 180°

Ângulos alternos internos: (alternos = lados diferentes)

Os ângulos 4 e 6 são congruentes (iguais)

Os ângulos 3 e 5 são congruentes (iguais)


59

Ângulos alternos externos:

Os ângulos 1 e 7 são congruentes (iguais)

Os ângulos 2 e 8 são congruentes (iguais)

Ângulos correspondentes: são ângulos que ocupam uma mesma posição na reta
transversal, um na região interna e o outro na região externa.

Os ângulos 1 e 5 são congruentes (iguais)

os ângulos 2 e 6 são congruentes (iguais)


60

os ângulos 3 e 7 são congruentes (iguais)

os ângulos 4 e 8 são congruentes (iguais)

4.2. POLÍGONOS

Um polígono é uma figura geométrica fechada, simples, formada por segmentos


consecutivos e não colineares.

Elementos de um polígono

Um polígono possui os seguintes elementos:


61

- Lados: cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos: A̅̅̅̅ B̅̅ , B̅̅̅̅ C̅̅ , C̅̅̅̅ D̅̅, D̅̅̅̅ E̅̅
e A̅̅̅̅ E̅̅ .
- Vértices: ponto de intersecção de dois lados consecutivos: A, B, C, D e E.
- Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos: A̅̅̅̅ C̅̅ , A̅̅̅̅ D̅̅ , B̅̅̅̅ D̅̅ , C̅̅̅̅ E̅̅ e B̅̅̅̅ E̅̅ .
- Ângulos internos: ângulos formados por dois lados consecutivos: â, 𝑏̂, 𝑐̂ , 𝑑̂ , 𝑒̂ .

- Ângulos externos: ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele
consecutivo (assinalados em vermelho na figura):
â1 , 𝑏̂1 , 𝑐 1̂ , 𝑑̂1, 𝑒̂1 .

Classificação: os polígonos são classificados de acordo com o número de lados,


conforme a tabela abaixo.

Fórmulas: na relação de fórmulas abaixo temos a letra n que representa o números de


lados ou de ângulos ou de
vértices de um polígonos, pois um polígono de 5 lados tem também e vértices e 5 ângulos.
1 – Diagonais de um vértice: dv = n – 3.
2 - Total de diagonais: 𝐝 =(𝐧−𝟑).𝐧
𝟐
3 – Soma dos ângulos internos: Si = (n – 2).180°.
62

4 – Soma dos ângulos externos: para qualquer polígono o valor da soma dos ângulos
externos é uma constante, isto é, Se = 360°.
Polígonos Regulares: um polígono é chamado de regular quando tem todos os lados
congruentes (iguais) e todos os
ângulos congruentes. Exemplo: o quadrado tem os 4 lados iguais e os 4 ângulos de 90°,
por isso é um polígono regular. E para polígonos regulares temos as seguintes fórmulas,
além das quatro acima:

Semelhança de Polígonos: Dois polígonos são semelhantes quando os ângulos


correspondentes são congruentes e os lados correspondentes são proporcionais.
Vejamos:
63

A razão entre dois lados correspondentes em polígonos semelhante denomina-se razão


de semelhança, ou seja:

4.3. RAZÃO ENTRE ÁREAS

- Razão entre áreas de dois triângulos semelhantes

Vamos chamar de S1 a área do triângulo ABC = S1 e de S2 a do triângulo A’B’C’ = S2

A razão entre as áreas de dois triângulos semelhantes é igual ao quadrado da razão de


semelhança.

- Razão entre áreas de dois polígonos semelhantes

Área de ABCDE ... MN = S1 Área de A’B’C’D’ ... M’N’ = S2

ABCDE ... MN = S1 ~ A’B’C’D’ ... M’N’ = S2 → ΔABC ~ ΔA’B’C’


64

e ΔACD ~ ΔAMN →

Fazendo:

Área ΔABC = t1, Área ΔACD = t2, ..., Área ΔAMN = tn-2

Área ΔA’B’C’ = T1, Área ΔA’C’D’ = T2, ..., Área ΔA’M’N’ = Tn-2

Anteriormente vimos que:

A razão entre as áreas de dois polígonos semelhantes é igual ao quadrado da razão de


semelhança.

Observação: A propriedade acima é extensiva a quaisquer superfícies semelhantes e, por


isso, vale

A razão entre as áreas de duas superfícies semelhantes é igual ao quadrado da razão


de semelhança.

4.4. TEOREMA DE PITÁGORAS

Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipotenusa e os outros dois


lados são os catetos.
65

- “Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos


quadrados dos catetos”.
a2 = b2 + c2

4.5. RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Na figura abaixo temos um triângulo retângulo cuja hipotenusa é a base e h é a altura


relativa a essa hipotenusa:

Sendo:
A= hipotenusa
b e c = catetos
h= altura
m e n = projeções do catetos
Por semelhança de triângulos temos quatro relações métricas válidas somente para
triângulos retângulos que são:

I) Teorema de Pitágoras: O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados


dos catetos.
HIP2 = CAT2 + CAT2
66

II) O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa pela projeção do cateto.


CAT2 = [Link]

III) O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos catetos.


ALT2 = [Link]

IV) O produto da hipotenusa pela altura é igual ao produto dos catetos.


[Link] = [Link]

4.6. PERÍMETRO E ÁREA DAS FIGURAS PLANAS

Perímetro: é a soma de todos os lados de uma figura plana. Exemplo:

Perímetros de algumas das figuras planas:

Área é a medida da superfície de uma figura plana.


A unidade básica de área é o m2 (metro quadrado), isto é, uma superfície correspondente
a um quadrado que tem 1 m de lado.
67

Fórmulas de área das principais figuras planas:

1) Retângulo - sendo b a base e h a altura:

2. Paralelogramo
- sendo b a base e h a altura:

3. Trapézio
- sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:

4. Losango
- sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:

5. Quadrado
- sendo l o lado:
68

6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área, dependendo dos dados do problema a
ser resolvido.

I) sendo dados a base b e a altura h:

II) sendo dados as medidas dos três lados a, b e c:

III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo formado entre eles:

IV) triângulo equilátero (tem os três lados iguais):

V) circunferência inscrita:
69

VI) circunferência circunscrita:

4.7. ÁREA DO CIRCULO E SUAS PARTES

I- Círculo:
Quem primeiro descreveu a área de um círculo foi o matemático grego Arquimedes
(287/212 a.C.), de Siracusa, mais ou menos por volta do século II antes de Cristo. Ele
concluiu que quanto mais lados tem um polígono regular mais ele se aproxima de uma
circunferência e o apótema (a) deste polígono tende ao raio r. Assim, como a fórmula da
área de um polígono regular é dada por A = p.a (onde p é semiperímetro e a é o apótema),

temos para a área do círculo , então temos:

II- Coroa circular:


É uma região compreendida entre dois círculos concêntricos (tem o mesmo centro). A
área da coroa circular é igual a diferença entre as áreas do círculo maior e do círculo
menor. A = 𝜋R2 – 𝜋r2, como temos o 𝜋 como fator comum, podemos colocá-lo em
evidência, então temos:
70

III- Setor circular:


É uma região compreendida entre dois raios distintos de um círculo. O setor circular tem
como elementos principais o raio r, um ângulo central 𝛼 e o comprimento do arco l, então
temos duas fórmulas:

IV- Segmento circular:


É uma região compreendida entre um círculo e uma corda (segmento que une dois
pontos de uma circunferência) deste círculo. Para calcular a área de um segmento
circular temos que subtrair a área de um triângulo da área de um setor circular, então
temos:

4.8. GEOMETRIA DE POSIÇÃO


71

A geometria de posição estuda os três entes primitivos da geometria ponto, reta e plano
no espaço. Temos o estudo dos postulado, das posições relativas entre estes entes.
Na matemática nós temos afirmações que são chamadas de postulados e outras são
chamadas de teoremas.
Postulado: são afirmações que são aceitas sem demonstração. Isto é, sabemos que são
verdadeira, porém não tem como ser demonstradas.
Teorema: são afirmações que tem demonstração.

Estudo dos Postulados


Na Geometria de Posição, os postulado se dividem em quatro categorias:

I) Postulados da existência:

a) No espaço existem infinitos pontos, retas e planos. (este postulado também é


chamado de postulado fundamental da geometria de posição).

b) Numa reta e fora dela existem infinitos pontos.

c) Num plano e fora dele existem infinitos pontos e retas.

d) Entre dois pontos distintos, sempre existe um outro ponto.

II) Postulados da determinação:

a) Dois pontos distintos determinam uma única reta. (Observe que a palavra
distintos esta destacada, tem que ser distintos e não somente dois pontos).

b) Três pontos não colineares determinam um único plano. (Observe que as


palavras não colineares estão destacadas, tem que ser não colineares e não somente três
pontos).

- como consequência deste postulado, temos também:


72

b.1) uma reta e um ponto fora dela determinam um único plano.


b.2) duas retas paralelas distintas determinam um único plano.
b.3) duas retas concorrentes determinam um único plano.

III) Postulado da inclusão.

- Se dois pontos distintos de uma reta pertencem a um plano, então a reta está
contida no plano.

IV) Postulados da divisão.

a) Um ponto divide uma reta em duas semirretas.


b) Uma reta divide um plano em dois semiplanos.
c) Um plano divide o espaço em dois semiespaços.
Estudo das posições relativas
Vamos estudar, agora, as posições relativas entre duas retas; entre dois planos e entre
um plano e uma reta.

I) Posições relativas entre duas retas.

No esquema acima, temos:


a) Retas coplanares :estão no mesmo plano. Podem ser:
- Retas paralelas distintas: não tem nenhum ponto em comum.

- Retas paralelas coincidentes: tem todos os pontos em comum. Temos duas retas,
sendo uma sobre a outra.
73

representamos por r ≡ s

- Retas concorrentes: tem um único ponto em comum.

Observação: duas retas concorrentes que formam entre si um ângulo reto (90°) são
chamadas de perpendiculares.
b) Retas não coplanares: não estão no mesmo plano. São:

- Retas Reversas: não tem ponto em comum.

Observação: duas retas reversas que “formam” entre si um ângulo reto (90°) são
chamadas de ortogonais.
Como podemos verificar, retas paralelas distintas e retas reversas não tem ponto em
comum. Então esta não é uma condição suficiente para diferenciar as posições, porém é
uma condição necessária. Para diferenciar paralelas distintas e reversas temos duas
condições:

- Paralelas distintas não tem ponto em comum e estão no mesmo plano


(coplanares).
- Reversas não tem ponto em comum e não estão no mesmo plano (não coplanares).

II) Posições relativas entre reta e plano.


74

a) Reta paralela ao plano: não tem nenhum ponto em comum com o plano. A
intersecção da reta com o plano é um conjunto vazio.

Observação: uma reta paralela a um plano é paralela com infinitas retas do plano, mas
não a todas.

b) Reta contida no plano: tem todos os pontos em comum com o plano. Também
obedece ao postulado da Inclusão. A intersecção da reta com o plano é igual à própria
reta.

c) Reta secante (ou incidente) ao plano: tem um único ponto em comum com o
plano. A intersecção da reta com o plano é o ponto P.

III) Posições relativas entre dois planos


a) Planos paralelos: não tem nenhum ponto em comum. A intersecção entre os
planos é um conjunto vazio.
b) Planos coincidentes: tem todos os pontos em comum.
c) Planos secantes (ou incidentes): tem uma única reta em comum. A intersecção
entre os planos é uma reta. Podem ser oblíquos (formam entre si um ângulo diferente de
90°) ou podem ser perpendiculares (formam entre si um ângulo de 90°).
75

4.9. POLIEDROS

Diedros
Sendo dois planos secantes (planos que se cruzam) α e β, o espaço entre eles é chamado
de diedro. A medida de um diedro é feita em graus, dependendo do ângulo formado entre
os planos.

Poliedros
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais formadas por três elementos
básicos: faces, arestas e vértices. Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro
ou mais polígonos planos, pertencentes a planos diferentes e que têm dois a dois
somente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:
76

2) Vamos aplicar a relação de Euler em um Poliedro não convexo.

V – A + F = 2 → 14 – 21 + 9 = 2 → 2 = 2
Assim podemos comprovar que para alguns poliedros não convexos, podemos utilizar a
relação de Euler.

Soma dos ângulos poliédricos: as faces de um poliedro são polígonos. Sabemos que a
soma dos ângulos internos de um polígono é dada

S = (v – 2).360º

Poliedros de Platão
São poliedros que satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).

Exemplos:
1) O prisma quadrangular da figura a seguir é um poliedro de Platão.

Vejamos se ele atende as condições:


- todas as 6 faces são quadriláteros (n = 4);
- todos os ângulos são triédricos (m = 3);
- sendo V = 8, F = 6 e A = 12, temos: 8 – 12 + 6 = 14 -12 = 2

2) O prisma triangular da figura abaixo é poliedro de Platão?


77

As faces são 2 triangulares e 3 faces são quadrangulares, logo não é um poliedro de


Platão, uma vez que atende a uma das condições.

- Propriedade: existem exatamente cinco poliedros de Platão (pois atendem as 3


condições). Determinados apenas pelos pares ordenados (m,n) como mostra a tabela
abaixo.

Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos os poliedros de Platão
são ditos Poliedros Regulares.
78

Observação:

Todo poliedro regular é poliedro de Platão, mas nem todo poliedro de Platão é poliedro
regular.

Por exemplo, uma caixa de bombom, como a da figura a seguir, é um poliedro de Platão
(hexaedro), mas não é um poliedro regular, pois as faces não são polígonos regulares e
congruentes.

A figura se compara ao paralelepípedo que é um hexaedro, e é um poliedro de Platão,


mas não é considerado um poliedro regular:

- Não Poliedros
79

Os sólidos acima são: Cilindro, Cone e Esfera, são considerados não planos pois
possuem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por curvas fechadas em
superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e uma superfície lateral
curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.

- Planificações de alguns Sólidos Geométricos

Poliedro Planificação Elementos

- 4 faces
triangulares
- 4 vértices
- 6 arestas

Tetraedro

- 6 faces
quadrangular es
- 8 vértices
- 12 arestas
Hexaedro
80

- 8 faces
triangulares
- 6 vértices
- 12 arestas

Octaedro

-12 faces pentagonais


- 20 vértices
- 30 arestas

Dodecaedro

- 20 faces
triangulares
- 12 vértices
- 30 arestas

Icosaedro

4.10. SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

Sólidos Geométricos são figuras geométricas que possui três dimensões. Um sólido é
limitado por um ou mais planos. Os mais conhecidos são: prisma, pirâmide, cilindro, cone
e esfera.

- Principio de Cavalieri
Bonaventura Cavalieri foi um matemático italiano, discípulo de Galileu, que criou um
método capaz de determinar áreas e volumes de sólidos com muita facilidade,
81

denominado princípio de Cavalieri. Este princípio consiste em estabelecer que dois


sólidos com a mesma altura têm volumes iguais se as secções planas de iguais altura
possuírem a mesma área.
Vejamos:
Suponhamos a existência de uma coleção de chapas retangulares (paralelepípedos
retângulos) de mesmas dimensões, e consequentemente, de mesmo volume.
Imaginemos ainda a formação de dois sólidos com essa coleção de chapas.

Tanto em A como em B, a parte do espaço ocupado, ou seja, o volume ocupado, pela


coleção de chapas é o mesmo, isto é, os sólidos A e B tem o mesmo volume.
Mas se imaginarmos esses sólidos com base num mesmo plano α e situados num mesmo
semi espaço dos determinados por α.

Qualquer plano β, secante aos sólidos A e B, paralelo a α, determina em A e em B


superfícies de áreas iguais (superfícies equivalentes). A mesma ideia pode ser estendida
para duas pilhas com igual número de moedas congruentes.
82

Dois sólidos, nos quais todo plano secante, paralelo a um dado plano, determina
superfícies de áreas iguais (superfícies equivalentes), são sólidos de volumes iguais
(sólidos equivalentes).

A aplicação do princípio de Cavalieri, em geral, implica na colocação dos sólidos com base
num mesmo plano, paralelo ao qual estão as secções de áreas iguais (que é possível
usando a
congruência)

- Sólidos geométricos

I) PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases iguais e paralelas.

Elementos de um prisma:
a) Base: pode ser qualquer polígono.
b) Arestas da base: são os segmentos que formam as bases.
c) Face Lateral: é sempre um paralelogramo.
d) Arestas Laterais: são os segmentos que formam as faces laterais.
e) Vértice: ponto de intersecção (encontro) de arestas.
83

f) Altura: distância entre as duas bases.

Classificação:
Um prisma pode ser classificado de duas maneiras:

1- Quanto à base:
- Prisma triangular...........................................................a base é um triângulo.
- Prisma quadrangular.....................................................a base é um quadrilátero.
- Prisma pentagonal........................................................a base é um pentágono.
- Prisma hexagonal.........................................................a base é um hexágono.
E, assim por diante.

2- Quanta à inclinação:
- Prisma Reto: a aresta lateral forma com a base um ângulo reto (90°).
- Prisma Obliquo: a aresta lateral forma com a base um ângulo diferente de 90°.

Fórmulas:
- Área da Base
Como a base pode ser qualquer polígono não existe uma fórmula fixa. Se a base é um
triângulo calculamos a área desse triângulo; se a base é um quadrado calculamos a área
desse quadrado, e assim por diante.
- Área Lateral: Soma das áreas das faces laterais
- Área Total:
At=Al+2Ab
Volume: V = Ab.h

Prismas especiais: temos dois prismas estudados a parte e que são chamados de
prismas especiais, que são:
84

a) Hexaedro (Paralelepípedo reto-retângulo): é um prisma que tem as seis faces


retangulares.

Temos três dimensões: a= comprimento, b = largura e c = altura.

Fórmulas:
- Área Total: At = 2.(ab + ac + bc)

- Volume: V = a.b.c

- Diagonal: D = √a2 + b2 + c2

b) Hexaedro Regular (Cubo): é um prisma que tem as 6 faces quadradas.

As três dimensões de um cubo comprimento, largura e altura são iguais.

Fórmulas:
- Área Total: At = 6.a2

- Volume: V = a3

- Diagonal: D = a√3

II) PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um vértice superior.
85

Elementos de uma pirâmide:


A pirâmide tem os mesmos elementos de um prisma: base, arestas da base, face lateral,
arestas laterais, vértice e altura. Além destes, ela também tem um apótema lateral e um
apótema da base.
Na figura acima podemos ver que entre a altura, o apótema da base e o apótema lateral
forma um triângulo retângulo, então pelo Teorema de Pitágoras temos: ap2 = h2 + ab2.

Classificação:
Uma pirâmide pode ser classificado de duas maneiras:
1- Quanto à base:
- Pirâmide triangular...........................................................a base é um triângulo.
- Pirâmide quadrangular.....................................................a base é um quadrilátero.
- Pirâmide pentagonal........................................................a base é um pentágono.
- Pirâmide hexagonal.........................................................a base é um hexágono.
E, assim por diante.

2- Quanta à inclinação:
- Pirâmide Reta: tem o vértice superior na direção do centro da base.
- Pirâmide Obliqua: o vértice superior está deslocado em relação ao centro da
base.
86

Fórmulas:
- Área da Base: 𝐴𝑏 = 𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑝𝑜𝑙í𝑔𝑜𝑛𝑜, como a base pode ser qualquer
polígono não existe uma fórmula fixa. Se a base é um triângulo calculamos a área desse
triângulo; se a base é um quadrado calculamos a área desse quadrado, e assim por diante.
- Área Lateral: 𝐴𝑙 = 𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑑𝑎𝑠 á𝑟𝑒𝑎𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑐𝑒𝑠 𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑖𝑠

- Área Total: At = Al + Ab

- Volume:

- TRONCO DE PIRÂMIDE
O tronco de pirâmide é obtido ao se realizar uma secção transversal numa pirâmide,
como mostra a figura:

O tronco da pirâmide é a parte da figura que apresenta as arestas destacadas em


vermelho.
É interessante observar que no tronco de pirâmide as arestas laterais são congruentes
entre si; as bases são polígonos regulares semelhantes; as faces laterais são trapézios
isósceles, congruentes entre si; e a altura de qualquer face lateral denomina-se apótema
do tronco.
87

→ Cálculo das áreas do tronco de pirâmide.


Num tronco de pirâmide temos duas bases, base maior e base menor, e a área da
superfície lateral. De acordo com a base da pirâmide, teremos variações nessas áreas.
Mas observe que na superfície lateral sempre teremos trapézios isósceles, independente
do formato da base da pirâmide. Por exemplo, se a base da pirâmide for um hexágono
regular, teremos seis trapézios isósceles na superfície lateral.
A área total do tronco de pirâmide é dada por:
St = Sl + SB + Sb
Onde:
St → é a área total
Sl → é a área da superfície lateral
SB → é a área da base maior
Sb → é a área da base menor

→ Cálculo do volume do tronco de pirâmide.


A fórmula para o cálculo do volume do tronco de pirâmide é obtida fazendo a diferença
entre o volume de pirâmide maior e o volume da pirâmide obtida após a secção
transversal que produziu o tronco. Colocando em função de sua altura e das áreas de
suas bases, o modelo matemático para o volume do tronco é:

Onde,
V → é o volume do tronco
h → é a altura do tronco
SB → é a área da base maior
Sb → é a área da base menor

III) CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais, paralelas e circulares.
88

Elementos de um cilindro:
a) Base: é sempre um círculo.
b) Raio
c) Altura: distância entre as duas bases.
d) Geratriz: são os segmentos que formam a face lateral, isto é, a face lateral é
formada por infinitas geratrizes.

Classificação: como a base de um cilindro é um círculo, ele só pode ser classificado de


acordo com a inclinação:
- Cilindro Reto: a geratriz forma com o plano da base um ângulo reto (90°).
- Cilindro Obliquo: a geratriz forma com a base um ângulo diferente de 90°.

Fórmulas:
- Área da Base: Ab = π.r2

- Área Lateral: Al = 2.π.r.h

- Área Total: At = 2.π.r.(h + r) ou At = Al + [Link]

- Volume: V = π.r2.h ou V = Ab.h


89

Secção Meridiana de um cilindro: é um “corte” feito pelo centro do cilindro. O


retângulo obtido através desse corte é chamado de secção meridiana e tem como
medidas 2r e h. Logo a área da secção meridiana é dada pela fórmula: ASM = 2r.h.

Cilindro Equilátero: um cilindro é chamado de equilátero quando a secção meridiana


for um quadrado, para isto temos que: h = 2r.

IV) CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e vértice superior.

Elementos de um cone:
a) Base: é sempre um círculo.
b) Raio
c) Altura: distância entre o vértice superior e a base.
d) Geratriz: segmentos que formam a face lateral, isto é, a face lateral e formada por
infinitas geratrizes.

Classificação: como a base de um cone é um círculo, ele só tem classificação quanto à


inclinação.
- Cone Reto: o vértice superior está na direção do centro da base.
90

- Cone Obliquo: o vértice superior esta deslocado em relação ao centro da base.

Fórmulas:
- Área da base: Ab = π.r2

- Área Lateral: Al = π.r.g

- Área total: At = π.r.(g + r) ou At = Al + Ab

- Volume:

- Entre a geratriz, o raio e a altura temos um triângulo retângulo, então: g2 = h2 + r2.

Secção Meridiana: é um “corte” feito pelo centro do cone. O triângulo obtido através
desse corte é chamado de secção meridiana e tem como medidas, base é 2r e h. Logo a
área da secção meridiana é dada pela fórmula: ASM = r.h.

Cone Equilátero: um cone é chamado de equilátero quando a secção meridiana for um


triângulo equilátero, para isto temos que: g = 2r.

- TRONCO DE CONE
91

Se um cone sofrer a intersecção de um plano paralelo à sua base circular, a uma


determinada altura, teremos a constituição de uma nova figura geométrica espacial
denominada Tronco de Cone.

Elementos
- A base do cone é a base maior do tronco, e a seção transversal é a base menor;
- A distância entre os planos das bases é a altura do tronco.

Diferentemente do cone, o tronco de cone possui duas bases circulares em que uma delas
é maior que a outra, dessa forma, os cálculos envolvendo a área superficial e o volume
do tronco envolverão a medida dos dois raios. A geratriz, que é a medida da altura lateral
do cone, também está presente na composição do tronco de cone.
Não devemos confundir a medida da altura do tronco de cone com a medida da altura de
sua lateral (geratriz), pois são elementos distintos. A altura do cone forma com as bases
um ângulo de 90º. No caso da geratriz os ângulos formados são um agudo e um obtuso.

Área da Superfície e Volume

Onde:
h = altura g = geratriz
92

V) ESFERA

Elementos da esfera
- Eixo: é um eixo imaginário, passando pelo centro da esfera.
- Polos: ponto de intersecção do eixo com a superfície da esfera.
- Paralelos: são “cortes” feitos na esfera, determinando círculos.
- Equador: “corte” feito pelo centro da esfera, determinando, assim, o maior círculo
possível.

Fórmulas

- na figura acima podemos ver que o raio de um paralelo (r), a distância do centro
ao paralelo ao centro da esfera (d) e o raio da esfera (R) formam um triângulo retângulo.
Então, podemos aplicar o Teorema de Pitágoras: R2 = r2 + d2.
- Área: A = 4.π.R2

- Volume: V =

Fuso Esférico:
93

Fórmula da área do fuso:

Cunha Esférica:

Fórmula do volume da cunha:

4.11. SISTEMA CARTESIANO ORTOGONAL (OU PLANO CARTESIANO)

Temos dois eixos orientados, um horizontal e outro E a condição para que os três estejam
alinhados (mesma vertical, perpendiculares entre si. O eixo horizontal é chamado de
94

“eixo das abscissas” e o eixo vertical e chamado de “eixo das ordenadas”. Estes eixos
dividem o plano em quatro partes chamadas de “quadrantes”. O ponto O e chamado de
ponto “Zero” ou “Ponto de Origem” do sistema.

- Propriedades do Sistema Cartesiano.


Sendo um ponto p(x, y), temos:

1) Se P ∈ ao 1° quadrante: x > 0 e y > 0


2) Se P ∈ ao 2° quadrante: x < 0 e y > 0
3) Se P ∈ ao 3° quadrante: x < 0 e y < 0
4) Se P ∈ ao 4° quadrante: x > 0 e y < 0
5) Se P ∈ ao eixo das abcissas: y = 0
6) Se P ∈ ao eixo das ordenadas: x = 0
7) Se P ∈ à bissetriz dos quadrantes ímpares (1° e 3° quadrantes): x = y
8) Se P ∈ à bissetriz dos quadrantes pares (2° e 4° quadrantes): x = - y

Ponto médio
Sendo A(xA, yA) e B(xB, yB) dois pontos do sistema cartesiano:
- se M(xM, yM) é ponto médio do segmento A̅̅̅̅ B̅̅ , temos a fórmula do ponto médio:

Distância entre dois pontos

- de acordo com o Teorema de Pitágoras, temos a fórmula da distância:


95

Área do triângulo e condição de alinhamento de três pontos


Sejam os pontos A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC) os três vértices de um triângulo ABC,
para calcular a área desse triângulo temos a fórmula:

E a condição para que os três estejam alinhados (mesma linha ou mesma reta) é que D =
0.

4.12. ESTUDO DA RETA

Inclinação de uma reta


Considere-se no Plano Cartesiano uma reta r. Chama-se inclinação de r à medida de um
ângulo α que r forma com o eixo x no sentido anti-horário, a partir do próprio eixo x.
96

Coeficiente angular da reta


Definimos o coeficiente angular (ou declividade) da reta r o número m tal que 𝐦 = 𝐭𝐠𝛂.
Então, temos:

- se m = 0 a reta é paralela ao eixo x, isto é, α = 0°.

- se m > 0 temos um ângulo α, tal que 0° < α < 90°. O ângulo α é agudo.

- se m < 0

temos um ângulo α, tal que 90° < α < 180°. O ângulo α é obtuso.
- se m = ∄ (não existe) a reta é perpendicular ao eixo x, isto é, α = 90°.

Sendo A e B dois pontos pertencentes a uma reta r, temos:


97

Equação fundamental da reta

Considerando uma reta r e um ponto A(x0, y0) pertencente à reta. Tomamos outro ponto
B(x, y) genérico diferente de A. Com esses dois pontos pertencentes à reta r, podemos
calcular o seu coeficiente angular.

Exemplos:
1- Uma reta tem inclinação de 60° em relação ao eixo x. Qual é o coeficiente angular desta
reta?
Solução: m = tgα m = tg60° m = √3
2- Uma reta passa pelos pontos A(3, -1) e B(5, 8). Determinar o coeficiente angular dessa
reta.
98

3- Uma reta passa pelo ponto A(2, 4) e tem coeficiente angular m = 5. Determinar a
equação fundamental dessa reta.

Solução: o ponto por onde a reta passa são os valores de x o e yo para substituir na
fórmula, então:
y − yo = m. (x − xo) → y − 4 = 5. (x − 2) (esta é a equação fundamental da reta)

Equação geral da reta

Toda reta tem uma Equação Geral do tipo:


𝐚𝐱 + 𝐛𝐲 + 𝐜 = 𝟎 , onde a, b e c são os coeficientes da equação e podem ser qualquer
número real, com a condição de que a e b não sejam nulos ao mesmo tempo. Isto é se a =
0 → b ≠ 0 e se b = 0 → a ≠ 0.
Exemplos:
(r) 2x – 3y + 8 = 0 → a = 2, b = - 3 e c = 8
(s) – x + 10 = 0 → a = - 1, b = 0 e c = 10
(t) 3y – 7 = 0 → a = 0, b = 3 e c = - 7
(u) x + 5y = 0 → a = 1, b = 5 e c = 0

Da equação geral da reta, temos uma nova fórmula para o coeficiente angular:

Equação reduzida da reta


Para determinar a equação reduzida da reta, basta “isolar” o y.

Na equação reduzida da reta temos que é o coeficiente angular (m) da reta e éo


coeficiente linear (q) da reta.
Então, a equação reduzida é da forma:
99

y = mx + q

O coeficiente linear q é o ponto em que a reta “corta” o eixo y.

Observações:
I) A equação reduzida de uma reta fornece diretamente o coeficiente angular e o
coeficiente linear.
II) As retas de inclinação igual a 90° (reta vertical ao eixo x) não possuem equação
reduzida.

Bissetrizes dos ângulos de duas retas


A bissetriz de ângulos de retas, nada mais é a que a aplicação direta da fórmula da
distância de um ponto a uma reta

Paralelismo e perpendicularismo
Considere-se no Plano Cartesiano duas reta r e s.
100

Se as retas são paralelas, o ângulo 𝛼 de inclinação em relação ao eixo x é o mesmo. Este


ângulo nos dá o valor do coeficiente angular da reta e, sendo mr e ms, respectivamente
os coeficientes angulares de r e s, temos:

1) Se r e s são paralelas: mr = ms

2) Se r e s são concorrentes: mr ≠ ms

3) Se r e s são perpendiculares: [Link] = - 1

Observação: para que o produto de dois números seja igual a – 1, mr e ms devem ser
inversos e opostos.

Distância entre ponto e reta


Seja uma reta (r) de equação geral ax + by + c = 0 e um ponto P(xo, yo):

Para calcular a distância d entre o ponto P e a reta r temos a seguinte fórmula:


101

|𝐚𝐱 𝐨 + 𝐛𝐲𝟎 + 𝐜|
𝐝 𝐏,𝐫 =
√𝐚𝟐 + 𝐛 𝟐

Exemplo: Qual é a distância entre a reta (r) 3x + 4y – 1 = 0 e o ponto P(1, 2)?

Solução: temos uma equação de reta em que a = 3, b = 4 e c = - 1.

→ substituindo x = 1 e y = 2 (coordenadas do ponto P)

Distância entre duas retas


Só existe distância entre duas retas r e s se elas forem paralelas. E, neste caso, os valores
de a e b na equação geral da reta são iguais ou proporcionais, sendo diferente somente
o valor de c. Isto é:
(r) ax + by + c = 0 e (s) ax + by + c’ = 0.
102

Exemplos:

(r) 2x – 3y + 8 = 0 e (s) 2x – 3y – 7 = 0 são paralelas, pois a = 2 e b = - 3 nas duas equações.


(r) 3x + 2y – 10 = 0 e (s) 6x + 4y + 30 = 0 são paralelas, pois na reta r a = 3 e b = 2 e na
reta s a = 6 e b = 2 são proporcionais (o dobro). Se dividirmos por 2 os coeficientes a e b
da reta (s) obtemos valores iguais.
Então, para calcular a distância entre as retas r e s temos a seguinte fórmula:

|𝐜 − 𝐜 ′|
𝐝 𝐫 ,𝐬 =
√𝐚𝟐 + 𝐛 𝟐

Exemplo 1: Calcular a distância entre as retas (r) 4x + 3y – 10 = 0 e (s) 4x + 3y + 5 = 0.


Solução: temos que a = 4 e b = 3 nas duas equações e somente o valor de c é diferente,
então, c = - 10 e c’ = 5 (ou c = 5 e c’ = - 10).

Exemplo 2 : Calcular a distância entre as retas (r) 3x – 2y + 8 = 0 e (s) 6x – 4y – 12 = 0.


Solução: primeiro temos que dividir a equação da reta (s) por dois para que a e b fiquem
iguais nas duas equações. (s) 6x – 4y – 12 = 0 :(2) → 3x – 2y – 6 = 0

Logo, a = 3, b = - 2, c = 8 e c’ = - 6 (ou c = - 6 e c’ = 8)

, neste caso temos que racionalizar o denominador


multiplicando em cima e em embaixo por √13.
103

4.13. INEQUAÇÃO DO 1º GRAU COM DUAS INCÓGNITAS

É comum aparecerem regiões do plano cartesiano delimitado por retas. Vejamos a figura
abaixo:

essas regiões podemos associar expressões do tipo ax + by +c < 0 ou ax + by +c ≤ 0, assim


como expressões similares,
as quais constituem as chamadas inequações do 1º grau com duas variáveis ou incógnitas.
Exemplo:
1) A região sombreada da figura abaixo, a qual é definida pela reta r: 3x + 4y – 12 = 0, pode
ser expressa por meio da
inequação: 3x + 4y – 12 > 0

Com efeito, a reta r divide o plano em dois semiplanos opostos. Como os pontos (x0, y0)
de um mesmo semiplano,
relativamente à reta ax + by + c = 0, conferem à expressão ax0 + by0 + c o mesmo sinal,
resta apenas dúvida: “qual
desigualdade, entre 3x + 4y – 12 > 0 e 3x + 4y – 12 < 0 devemos escolher?

Tal escolha deve se a “experimentação” das coordenadas de um Ponto P qualquer, P ∉ r,


na equação da delimitadora
dos semiplanos. Seja P(0,0); fazendo:
104

E = - 12 < 0

Como a origem não está contida na região sombreada, é de se supor que, para qualquer
ponto da região sombreada,
ocorra a outra hipótese, isto é, E > 0 (sinal escolhido).
Assim, 3x + 4y – 12 > 0 é a inequação que expressa a região assinalada.

4.14. ESTUDO DA CIRCUNFERÊNCIA

Os elementos principais de uma circunferência são o centro e o raio. Na geometria


analítica o raio é representado por r e o centro por C(a, b).

Equação Reduzida de uma circunferência

Considerando uma circunferência de centro C e raio r; e sendo P(x, y) um ponto genérico


dessa circunferência, temos que a distância entre C e P é igual ao raio.

Exemplo: Determinar a equação reduzida da circunferência que tem centro C(3, 2) e raio
r = 5.
Resolução:
As coordenadas do centro são os valores de a e b para substituir na fórmula.
105

(𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟2
(x – 3)2 + (y – 2)2 = 52
(x – 3)2 + (y – 2)2 = 25

Equação Geral de uma circunferência

Para se obter a equação geral de um circunferência basta fazer o desenvolvimento da


equação reduzida:

(x − a)2 + (y − b)2 = r2 x2 − 2ax + a2 + y2 − 2by + b2 = r2

Observações:
- numa equação de circunferência:
1) sempre começa por x2 + y2.....
2) não existe termo xy.

POSIÇÕES RELATIVAS

- DE UM PONTO E UMA CIRCUNFERÊNCIA

Um ponto pode ser:


- Interno;
- Externo ou
- Pertencer a uma dada circunferência de centro C e raio r.
106

Para conhecermos a posição de um ponto P em relação a uma circunferência basta


calcularmos a sua distância do ponto P ao centro da circunferência e compará-la com
medida do raio.

Assim o plano cartesiano fica dividido em três regiões:


- a região dos pontos pertences à circunferência representam as soluções de f(x,y) = 0
- a região dos pontos internos à circunferência representam as soluções de f(x,y) < 0
- a região dos pontos externos à circunferência representam de f(x,y) > 0

Exemplo:
Determinar a posição dos pontos A(-2,3), B(-4,6) e C(4,2) em relação à circunferência de
equação x2 + y2 + 8x – 20 = 0.
Substituindo as coordenadas dos pontos A, B e C no 1º membro da equação da
circunferência obtemos:
107

A(-2,3) → x = -2 e y = 3
x2 + y2 + 8x – 20 = (-2)2 + 32 + 8.(-2) – 20 = -23 < 0
A é ponto interno.

B(-4,6) → x = -4 e y = 6
x2 + y2 + 8x – 20 = (-4)2 + 62 + 8.(-4) – 20 = 0
B pertence à circunferência.

C(4,2) → x = 4 e y = 2
x2 + y2 + 8x – 20 = 42 + 22 + 8 . 4 – 20 = 32 > 0

- DE UMA RETA E UMA CIRCUNFERÊNCIA

Uma reta l e uma circunferência λ podem ocupar as seguintes posições relativas:


108

l e λ são exteriores

A reta l não intercepta a


circunferência λ, e a
distância d entre a reta e
o centro da
circunferência é maior
que o raio.

Resumindo
- Para determinarmos a posição relativa entre uma reta e uma circunferência, basta
comparar a distância d (entre a reta e o centro da circunferência) com o raio r.
d(C,l)<r – reta e circunferência secantes
d(C,l)=r – reta e circunferência tangentes
d(C,l)>r – reta e circunferência exteriores

Com isso podemos achar também a posição relativa de uma reta e uma circunferência
procurando os pontos de intersecção da reta com a circunferência. Para isso resolvemos
um sistema formado pelas equações da reta:
109

Com essa resolução caímos em um sistema de equações do 2º grau e através do


discriminante (Δ) encontramos as seguintes condições:

Para Δ >0 a reta é secante à circunferência (2 pontos comuns)


Para Δ =0 a reta é tangente à circunferência (1 ponto comuns)
Para Δ <0 a reta é exterior à circunferência (nenhum ponto comum)

Exemplo:
1) Verifique a posição relativa entre a reta s: 3x + y – 13 = 0 e a circunferência de equação
(x – 3)2 + (y – 3)2 = 25.
Solução: Devemos calcular a distância entre o centro da circunferência e a reta s e
comparar com a medida do raio. Da equação da circunferência, obtemos:
x0 = 3 e y0 = 3 → O(3, 3)
r2 = 25 → r = 5
Vamos utilizar a fórmula da distância entre ponto e reta para calcular a distância entre
O e s.

Da equação geral da reta, obtemos:


a = 3, b = 1 e c = – 13
Assim,

Como a distância entre o centro O e a reta s é menor que o raio, a reta s é secante à
circunferência.

- ENTRE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS


Duas circunferências distintas, podem ter dois, um ou nenhum ponto em comum.
110

1. Circunferências tangentes.

a) Tangentes externas
Duas circunferências são tangentes internas quando possuem somente um ponto em
comum e uma exterior à outra. A condição para que isso ocorra é que a distância entre
os centros das duas circunferências seja equivalente à soma das medidas de seus raios.

dOC = r1 + r2

b) Tangentes internas
Duas circunferências são tangentes internas quando possuem apenas um ponto em
comum e uma esteja no interior da outra. A condição para que isso ocorra é que a
distância entre os dois centros seja igual à diferença entre os dois raios.

dOC = r1 . r2

2. Circunferências externas.
Duas circunferências são consideradas externas quando não possuem pontos em
comum. A condição para que isso ocorra é que a distância entre os centros das
circunferências deve ser maior que a soma das medidas de seus raios.

dOC > r1 + r2
111

3. Circunferências secantes.
Duas circunferências são consideradas secantes quando possuem dois pontos em
comum. A condição para que isso aconteça é que a distância entre os centros das
circunferências deve ser menor que a soma das medidas de seus raios.

dOC < r1 + r2
4. Circunferências internas.
Duas circunferências são consideradas internas quando não possuem pontos em comum
e uma está localizada no interior da outra. A condição para que isso ocorra é que a
distância entre os centros das circunferências deve ser equivalente à diferença entre as
medidas de seus raios.

dOC < r1 . r2

5. Circunferências concêntricas.
Duas circunferências são consideradas concêntricas quando possuem o centro em
comum. Nesse caso, a distância entre os centro é nula.

dOC = 0
Exemplo:
1) Dadas as circunferências λ e σ, de equações:
112

λ: x2 + y2 = 9
σ: (x – 7)2 + y2 = 16
Verifique a posição relativa entre elas.

Para resolução do problema devemos saber as coordenadas do centro e a medida do raio


de cada uma das circunferências. Através da equação de cada uma podemos encontrar
esses valores.
Como a equação de toda circunferência é da forma: (x – x0)2 + (y – y0)2 = r2, teremos:

Conhecidos os elementos de cada uma das circunferências, vamos calcular a distância


entre os centros, utilizando a fórmula da distância entre dois pontos.

4.15. INEQUAÇÕES DO 2º GRAU COM DUAS INCÓGNITAS

Quando estudamos as posições relativas entre um ponto e uma circunferência devemos


conhecer um método para resolver inequações do 2º grau da forma f(x,y) > 0 ou f(x,y) <
0, em que f(x,y) = 0 é a equação de uma circunferência com coeficiente de x 2 positivo.

Dada a circunferência λ de equação f(x,y) = (x – a)2 + (y – b)2 – r2 = 0 , o plano cartesiano


fica dividido em três subconjuntos:

- subconjunto dos pontos (x,y) exteriores a λ, que é a solução para f(x,y) > 0;
113

- subconjunto dos pontos (x,y) pertecentes a λ, que é a solução para f(x,y) = 0;

- subconjunto dos pontos (x,y) interiores a λ, que é a solução para f(x,y) < 0;

Vejamos o exemplo:

1) Encontre a solução de x2 + y2 – 2x + 6y + 6 ≤ 0
Resolvendo temos:
F(x,y) = x2 + y2 – 2x + 6y + 6 = (x – 1)2 – 1 + (y + 3)2 – 9 + 6 = (x – 1)2 + (y + 3)2 - 4
Sabendo que f(x,y) = 0 é a equação da circunferência λ de centro C(1, -3) e raio 2.

O conjunto dos pontos que tornam f(x,y) ≤ 0 é o conjunto dos pontos interiores a λ,
reunidos com os pontos de λ.
Se pegarmos como exemplo o ponto P(1, -2), temos para suas coordenadas:
F(1, -2) = 12 + (-2)2 – 2.1 + 6.(-2) + 6 = -3 ≤ 0

5. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: LEITURA E REPRESENTAÇÃO DA


INFORMAÇÃO EM GRÁFICOS, TABELAS E PICTOGRAMAS

MEDIDAS DE POSIÇÃO – CENTRALIDADE


114

As medidas de posição visam localizar com maior facilidade onde está a maior
concentração de valores de uma dada distribuição, podendo estar ela no início, meio ou
fim; e também se esta distribuição está sendo feita de forma igual.
As medidas de posição mais importantes são as de tendência central, as quais
destacamos aqui:
- Média (veremos aqui para dados agrupados)
- Moda;
- Mediana.
E temos ainda as medidas de posição denominadas separatrizes, que englobam:
- a própria mediana
- os quartis;
- os percentis.

MÉDIA ARITMÉTICA (𝒙)

A média aritmética é o quociente da divisão da soma dos valores da variável pelo


número deles. Anteriormente tratamos a média para dados não agrupados, agora
veremos para dados agrupados.

1) Sem intervalo de classe: considerando a distribuição relativa a 34 famílias de


quatro filhos, e tomando como variável o número de filhos do sexo masculino, teremos
a seguinte tabela:

Nº de meninos fi
0 2
1 6
2 10
3 12
4 4
∑ = 34
115

As frequências são números indicadores da intensidade de cada valor da variável,


elas funcionam como fatores de ponderação, o que nos leva a calcular a média aritmética
ponderada, dada por:

O método mais prático de resolvermos é adicionarmos mais uma coluna para obtenção
da média ponderada:

Nº de meninos fi [Link]
0 2 0
1 6 6
2 10 20
3 12 36
4 4 16
∑ = 34 ∑ = 78

Aplicando a fórmula temos:

Nota: quando a variável apresenta um valor 2 meninos, 3 décimos de meninos, como


devemos interpretar o resultado? Como o valor médio 2,3 meninos sugere (para este
caso) que o maior número de famílias tem 2 meninos e 2 meninas, sendo uma tendência
geral, certa superioridade numérica em relação ao número de meninos.
116

2) Com intervalos de classe: convencionamos que todos os valores incluídos em um


determinado intervalo de classe coincidam com seu ponto médio. Determinamos a
média ponderada através da fórmula:

Exemplo:

Vamos abrir uma coluna para os pontos médios e outra para os produtos:

i Estaturas (cm) fi xi [Link]

1 150 ├ 154 4 152 608


2 154 ├ 158 9 156 1404
3 158 ├ 162 11 160 1760
4 162 ├ 166 8 164 1312
5 166 ├ 170 5 168 840
6 170 ├ 174 3 172 516
∑ = 40 ∑ = 6440

Aplicando:
117

MODA (Mo)
A moda é o valor que aparece com maior frequência em uma série de valores.
Podemos dizer é o valor que “está na moda”.

- Para dados não agrupados: ela é facilmente reconhecida, pois observamos o valor que
mais se repete, como dito na definição.
Exemplo:
A série: 7,8,9,10,11, 11, 12, 13, 14 tem moda igual a 10.

Observações:
- Quando uma série não apresenta valor modal, ou seja, quando nenhum valor
aparece com frequência, dizemos que ela é AMODAL.
- Quando uma série tiver mais de um valor modal, dizemos que é BIMODAL (dois
valores modas), TRIMODAL, etc.

- Para dados agrupados


1) Sem intervalo de classe: para determinarmos a moda basta observamos a
variável com maior frequência. Vejamos o exemplo:

Nº de meninos fi
0 2
1 6
2 10
3 12
4 4
∑ = 34

Observamos que a maior frequência(fi) é 12, que corresponde ao valor de variável 3,


logo: Mo = 3
118

2) Com intervalo de classe: a classe que apresenta maior frequência é denominada


classe modal. A moda é o valor dominante que está compreendido entre os limites da
classe modal. O método mais simples para o cálculo é tomar o ponto médio da classe
modal. A este valor damos o nome de moda bruta.

Onde:
l* → limite inferior da classe modal
L* → limite superior da classe modal
Exemplo:

i Estaturas (cm) fi
1 150 ├ 154 4
2 154 ├ 158 9
3 158 ├ 162 11
4 162 ├ 166 8
5 166 ├ 170 5
6 170 ├ 174 3
∑ = 40

Observe que a classe com maior frequência é a de i = 3, nela temos que l* = 158 e o L* =
162, aplicando na fórmula:

Existem ainda outros métodos mais elaborados para encontramos a moda, um deles
seria a fórmula de Czuber, onde:

Onde temos:
l*→ limite inferior da classe modal
119

h* → amplitude da classe modal


D1 → f* - f(ant)
D2 → f* - f(post)
f*→ frequência simples da classe modal
f(ant)→ frequência simples da classe anterior à classe modal
f(post) → frequência simples da classe posterior à classe modal.

Aplicando a fórmula ao exemplo anterior temos:

Gráficos da moda
Observe que a moda é o valor correspondente, no eixo das abcissas, ao ponto de
ordenada máxima. Assim temos:
120

A moda é utilizada:
- Quando desejamos obter uma medida rápida e aproximada de posição;
- Quando a medida de posição deve ser o valor mais típico da distribuição.

MEDIANA (Md)
Como o próprio nome sugere, a mediana é o valor que se encontra no centro de uma
série de números, estando estes dispostos segundo uma ordem. É o valor situado de
tal forma no conjunto que o separa em dois subconjuntos de mesmo número de
elementos.

- Para dados não agrupados: para identificarmos a mediana, precisamos ordenar


os dados (crescente ou decrescente) dos valores, para depois identificarmos o valor
central. Exemplo:
Dada a série de valores:
5, 13, 10, 2, 18, 15, 6, 16, 9, vamos ordenar os valores em ordem crescente:
2, 5, 6, 9, 10, 13, 15, 16,18; como temos uma sequência de 9 números precisamos
identificar aquele que divide o conjunto em 2 subconjuntos com a mesma quantidade de
elementos. Neste caso o valor é 10, pois temos a mesma quantidade de elementos tanto
a esquerda quanto a direita:

Md = 10
Neste caso como a série tem número ímpar de termos, ficou fácil identificarmos a
mediana. Porém se a série tiver número par, a mediana será, por definição, qualquer dos
121

números compreendidos entre dois valores centrais desta série, ao qual utilizaremos o
ponto médio entre as duas. Exemplo:
2, 6, 7, 10, 12, 13, 18, 21 (8 termos), vamos utilizar os valores mais centrais que neste
caso são o 4º e o 5º termo. Então a mediana será:

Observações: estando ordenado os valores de uma série e sendo n o número de


elementos desta série, o valor mediano será:

- o termo de ordem , se n for ímpar;

- a média aritmética dos termos de ordem , se n for par.

Observando os exemplos dados:

- Para n = 9, temos , a mediana é o 5º temo, que é Md = 10.


- Para n = 8, temos 8/2 = 4 e 8/2 + 1 = 4 + 1 = 5. Logo a mediana é a média aritmética
do 4º e 5º termo:
10 + 12 / 2 = 22 / 2 = 11 → Md = 11

Notas:
- O valor da mediana pode coincidir ou não com um elemento da série. Se for ímpar
há coincidência, se for par já não há;
- A mediana e a média aritmética não têm necessariamente, o mesmo valor;
- A mediana depende da posição dos elementos e não dos valores dos elementos na
série ordenada. Essa é uma diferença marcante entre mediana e a média; - A mediana
também pode ser chamada de valor mediano.

- Para dados agrupados: o cálculo da mediana se processa de modo semelhante ao dos


dados não agrupados, implicando na determinação prévia das frequências acumuladas.
122

1) Sem intervalo de classe: neste caso basta identificarmos a frequência acumulada


imediatamente superior à metade da soma da frequências. A mediana será o valor da
variável que corresponde a tal frequência acumulada. Exemplo:
Nº de meninos fi Fa
0 2 2
Logo
1 6 8
teremos:
2 10 18
3 12 30
4 4 34
∑ = 34

, a menor frequência acumulada que supera este valor é 18, que


corresponder ao valor 2 da variável, sendo esta a mediana ou valor mediano. Md = 2
meninos.

Nota:
- Caso exista uma frequência acumulada (Fa ou Fi), tal que:

, a mediana será dada por:

Ou seja, a mediana será a média aritmética entre o valor da variável correspondente a


essa frequência acumulada e a seguinte. Exemplo:
123

Temos: 8/2 = 4 = F3
Então:

1) Com intervalo de classe: precisamos, neste caso, determinar o ponto do intervalo


em que está compreendido a mediana. Para tal, precisamos determinar a classe mediana,

que será aquela correspondente à frequência acumulada imediatamente superior a .


Fazendo isso podemos interpolar os dados (inserção de uma quantidade de valores entre
dois números), admitindo-se que os valores se distribuam uniformemente em todo o
intervalo de classe. Exemplo:

i Estaturas (cm) fi Fi
1 150 ├ 154 4 4
2 154 ├ 158 9 13
3 158 ├ 162 11 24
4 162 ├ 166 8 32
5 166 ├ 170 5 37
6 170 ├ 174 3 40
∑ = 40

A classe destaca é a classe mediana. Temos que:

Como há 24 valores incluídos nas três primeiras classes de distribuição e como


pretendemos determinar o valor que ocupa o 20º lugar, a partir do início da série, vemos
que este deve estar localizado na terceira classe (i = 3), supondo que as frequências
dessa classe estejam uniformemente distribuídas. Como existe 11 elementos nesta classe
(fi) e o intervalo da classe (i) é 4, devemos tomar, a partir do limite inferior, a distância:
124

Em resumo aplicamos os seguintes passos:

1º - Determinamos as frequências acumuladas;


2º - Calculamos ∑fi / 2;
3º - Marcamos a classe corresponde à frequência acumulada imediatamente superior
a ∑fi / 2 (classe mediana) e após isso aplicamos a fórmula:

Onde:
l* → limite inferior da classe mediana;
F (ant) → frequência acumulada da classe anterior à classe mediana;
f* → frequência simples da classe mediana;
h* → amplitude do intervalo da classe mediana.

Baseado no exemplo anterior temos:


l* = 158 ; F(ant) = 13 ; f* = 11 e h* = 4
Empregamos a mediana quando:
- Desejamos obter o ponto que divide a distribuição em partes iguais;
- Há valores extremos que afetam de uma maneira acentuada a média;
- A variável em estudo é salário.

Posição relativa da Média, Mediana e Moda


Quando a distribuição é simétrica, as 3 medidas coincidem; porém a assimetria torna
elas diferentes e essa diferença é tanto maior quanto é a assimetria. Com isso teremos
um distribuição em forma de sino:
x = Md = Mo → curva simétrica
125

Mo < Md < x → curva assimétrica positiva; x < Md < Mo → curva assimétrica negativa.

5.1. TABELAS E GRÁFICOS

A parte da Matemática que organiza e apresenta dados numéricos e a partir deles


fornecer conclusões é chamada de Estatística.

Tabelas: as informações nela são apresentadas em linhas e colunas, possibilitando uma


melhor leitura e interpretação. Exemplo:

[Link]
nacional-2016/
126

Observação: nas tabelas e nos gráficos podemos notar que a um título e uma fonte. O título
é utilizado para evidenciar a principal informação apresentada, e a fonte identifica de onde
os dados foram obtidos.

Tipos de Gráficos

- Gráfico de linhas: são utilizados, em geral, para representar a variação de uma


grandeza em certo período de tempo.
Marcamos os pontos determinados pelos pares ordenados (classe, frequência) e os
ligados por segmentos de reta. Nesse tipo de gráfico, apenas os extremos dos segmentos
de reta que compõem a linha oferecem informações sobre o comportamento da amostra.
Exemplo:

- Gráfico de barras: também conhecido como gráficos de colunas, são utilizados,


em geral, quando há uma grande quantidade de dados. Para facilitar a leitura, em alguns
casos, os dados numéricos podem ser colocados acima das colunas correspondentes.
Eles podem ser de dois tipos: barras verticais e horizontais.
- Gráfico de barras verticais: as frequências são indicadas em um eixo vertical.
Marcamos os pontos determinados pelos pares ordenados (classe, frequência) e os
ligamos ao eixo das classes por meio de barras verticais.
127

Exemplo:

- Gráfico de barras horizontais: as frequências são indicadas em um eixo


horizontal. Marcamos os pontos determinados pelo pares ordenados (frequência, classe)
e os ligamos ao eixo das classes por meio de barras horizontais.
Exemplo:

Observação: em um gráfico de colunas, cada barra deve ser proporcional à informação


por ela representada.

Gráfico de setores: são utilizados, em geral, para visualizar a relação entre as partes e o
todo.
128

Dividimos um círculo em setores, com ângulos de medidas diretamente proporcionais às


frequências de classes. A medida α, em grau, do ângulo central que corresponde a uma
classe de frequência F é dada por:
360°

Onde:
Ft = frequência total

Exemplo:

Pictograma ou gráficos pictóricos: em alguns casos, certos gráficos, encontrados em


jornais, revistas e outros meios de comunicação, apresentam imagens relacionadas ao
contexto. Eles são desenhos ilustrativos. Exemplo:
129

Histograma: o consiste em retângulos contíguos com base nas faixas de valores da


variável e com área igual à frequência relativa da respectiva faixa. Alguns autores
utilizam a frequência absoluta ou a porcentagem na construção do histograma, o que
pode ocasionar distorções (e, consequentemente, más interpretações) quando
amplitudes diferentes são utilizadas nas faixas. Exemplo:

Polígono de Frequência: semelhante ao histograma, mas construído a partir dos pontos


médios das classes. Exemplo:

Gráfico de Ogiva: apresenta uma distribuição de frequências acumuladas, utiliza uma


poligonal ascendente utilizando os pontos extremos.
130

Cartograma: é uma representação sobre uma carta geográfica. Este gráfico é empregado
quando o objetivo é de figurar os dados estatísticos diretamente relacionados com áreas
geográficas ou políticas.

Interpretação de tabelas e gráficos


Para uma melhor interpretação de tabelas e gráficos devemos ter em mente algumas
considerações:
- Observar primeiramente quais informações/dados estão presentes nos eixos
vertical e horizontal, para então fazer a leitura adequada do gráfico;
- Fazer a leitura isolada dos pontos.
- Leia com atenção o enunciado e esteja atento ao que pede o enunciado.

Exemplo:
131

O termo agronegócio não se refere apenas à agricultura e à pecuária, pois as atividades


ligadas a essa produção incluem fornecedores de equipamentos, serviços para a zona
rural, industrialização e comercialização dos produtos.
O gráfico seguinte mostra a participação percentual do agronegócio no PIB brasileiro:

Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA).


Almanaque abril 2010. São Paulo: Abril, ano 36 (adaptado)

Esse gráfico foi usado em uma palestra na qual o orador ressaltou uma queda da
participação do agronegócio no PIB brasileiro e a posterior recuperação dessa
participação, em termos percentuais.
Segundo o gráfico, o período de queda ocorreu entre os anos de
A) 1998 e 2001.
B) 2001 e 2003.
C) 2003 e 2006.
D) 2003 e 2007.
E) 2003 e 2008.

Resolução:
Segundo o gráfico apresentado na questão, o período de queda da participação do
agronegócio no PIB brasileiro se deu no período entre 2003 e 2006. Esta informação é
extraída através de leitura direta do gráfico: em 2003 a participação era de 28,28%, caiu
para 27,79% em 2004, 25,83% em 2005, chegando a 23,92% em 2006 – depois deste
período, a participação volta a aumentar.
Resposta: C

Mais alguns exemplos:


132

1) Todos os objetos estão cheios de água.

Qual deles pode conter exatamente 1 litro de água?


(A) A caneca
(B) A jarra
(C) O garrafão
(D) O tambor

O caminho é identificar grandezas que fazem parte do dia a dia e conhecer unidades de
medida, no caso, o litro. Preste atenção na palavra exatamente, logo a resposta está na
alternativa B.

2) No gráfico abaixo, encontra-se representada, em bilhões de reais, a arrecadação de


impostos federais no período de 2003 a 2006. Nesse período, a arrecadação anual de
impostos federais:

(A) nunca ultrapassou os 400 bilhões de reais.


(B) sempre foi superior a 300 bilhões de reais.
(C) manteve-se constante nos quatro anos.
(D) foi maior em 2006 que nos outros anos.
(E) chegou a ser inferior a 200 bilhões de reais.
Analisando cada alternativa temos que a única resposta correta é a D.
133

6. REFERÊNCIAS

IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único


IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e Funções
[Link]
BIANCHINI, Edwaldo; PACCOLA, Herval – Matemática Volume 1 – Editora Moderna
FACCHINI, Walter – Matemática Volume Único – 1ª Edição - Editora Saraiva:1996
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística
Descritiva
[Link] [Link]
SAMANEZ, Carlos P. Matemática Financeira: aplicações à análise de investimentos. 4
Edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio lógico passo a
passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. [Link]
[Link]
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau – Fundamentos da Matemática – Vol. 09 –
Geometria Plana – 7ª edição – Editora Atual
CRESPO, Antônio Arnot – Estatística fácil – 18ª edição – São Paulo - Editora
Saraiva: 2002

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