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Balistica Terminal Cfiat

A balística terminal analisa os efeitos de projéteis em alvos, considerando variáveis como ricochetes, fragmentações e lesões. A incapacitação é definida como a impossibilidade de uma pessoa oferecer risco, sendo influenciada pela localização do impacto, penetração e diâmetro da lesão. O conceito de 'Poder de Parada' é contestado, enfatizando que não existem projéteis mágicos e que a eficácia depende de fatores como a anatomia do alvo e a energia transferida.
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Balistica Terminal Cfiat

A balística terminal analisa os efeitos de projéteis em alvos, considerando variáveis como ricochetes, fragmentações e lesões. A incapacitação é definida como a impossibilidade de uma pessoa oferecer risco, sendo influenciada pela localização do impacto, penetração e diâmetro da lesão. O conceito de 'Poder de Parada' é contestado, enfatizando que não existem projéteis mágicos e que a eficácia depende de fatores como a anatomia do alvo e a energia transferida.
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BALÍSTICA TERMINAL

NASCIMENTO INSTRUTOR
❑ Balística Terminal

▪ A balística terminal é tão complexa e cheia de variáveis que, diferentemente da balística


interna e externa, os fenômenos são avaliados como tendências, e não certezas.

▪ Na balística terminal são avaliados ricochetes, fragmentações, impactos, perfurações,


penetração, expansão, lesões, e ainda efeitos decorrentes da ação dos gases e resíduos da
queima de propelentes.
FERIMENTOS PRODUZIDOS POR PAF
❑ Classificação dos efeitos e danos

▪ A balística forense classifica os efeitos do tiro em:

✓ Efeitos primários: resultam da ação dos projéteis.

✓ Efeitos secundários: resultam da ação dos gases, seus efeitos explosivos, de resíduos da
combustão da pólvora e de microprojetis.
▪ Quanto aos danos ou lesões, são classificados em:

✓ Danos primários: causados pela cavidade PERMANENTE.

✓ Danos secundários: causados pela cavidade TEMPORÁRIA.

✓ Danos terciários: causados por FRAGMENTAÇÃO de projéteis e obstáculos.


❑ Efeitos do tiro no projétil

▪ O estudo da balística terminal envolve não apenas o que acontece no local atingido
pelo projétil, mas também como o projétil é deformado com esse impacto.

▪ Dependendo do efeito, desejado., também estarão associados determinados


consequências no projétil, tais como, deformação irregular, expansão, fragmentação
e tombamento (capotamento).
❑ Efeitos do tiro no corpo

▪ O corpo humano (ou de um animal) é uma estrutura extremamente complexa,


composto por vários tecidos e estruturas com propriedade físicas diferentes.

▪ Há regiões com diferentes densidades, tais como músculos e fígado. A pele


possui grande elasticidade e resistência. Há órgãos ocos, como os pulmões e
bexiga. Os ossos são rígidos e com geometrias variadas, entre circulares e
achatados (Mariz, 2022)
▪ Obviamente, os efeitos causados por um projétil de arma de fogo serão extremamente
variados de acordo com as regiões atingidas.

▪ Quando um projétil penetra o corpo humano, sua superfície passa a comprimir os


tecidos, propagando uma onda em decorrência da velocidade. Ele perturbará a região
próxima ao projétil de maneira abrupta e, em seguida se dissipará. Quanto mais veloz
o projétil, mais forte a onda se propaga (Mariz, 2022).
Conceito de Incapacitação

O que é incapacitação?
Conceito de Incapacitação

O que é incapacitação?

"Incapacitação é a impossibilidade física e/ou mental de uma pessoa oferecer qualquer risco
de matar ou ferir outra pessoa"(FBI)
Conceito de Incapacitação

Incapacitação mental; (temporária/variável)

O indivíduo tem condições físicas de reagir mas não quer ou não consegue por algum
bloqueio mental, como por exemplo:

• Medo;
• Raiva
• Dor;
• Susto;
Conceito de Incapacitação

Incapacitação Física ou Fisiológica

O indivíduo não tem condições físicas de reagir, mesmo que queira muito ou esteja em estado
mental alterado;

Incapacitar não é matar, nível de incapacitação é conforme ao tipo de ameaça.


Teorias de Incapacitação

• Poder de Parada (Stopping Power)

• Transferência de energia

• FBI
STOPPING POWER – PODER DE PARADA

A “BALA” DUMDUM - 1890


• Combatentes indianos com lanças continuavam a avançar contra os britânicos, mesmos sendo atingidos.

• Após criação da “BALA DUM DUM” guerreiros seriam arremessados.


STOPPING POWER – PODER DE PARADA

Hatcher´s Notebook – Década 1920


• Calculou a força de impacto, definiu um valor de energia necessária para incapacitação = 127J
STOPPING POWER – PODER DE PARADA

Fator de Nocaute de Taylor – 1ª metade do séc. XX


• Cria o fator de nocaute para um segundo disparo, caso o primeiro não fosse numa região letal e assim incapacitasse a caça.
STOPPING POWER – PODER DE PARADA

Thompson e LaGarde -1904.

• Disparos com vários calibres em cadáveres pendulado em escala de 0 a 100

• Bovinos quanto tempo resistia, 13 a 19 animais)


STOPPING POWER – PODER DE PARADA

Teste de Estrasburgo (FRA)-1993


• Teste parecido com o de Thompson e LaGarde.

• 600 animais(Caprinos) aproximadamente e contava com equipe multidisciplinar de especialistas e


aparelhos como eletroencefalograma)
Erro metodológico!
• Todos os testes se baseiam na incapacitação através do impacto.
Maior estudo desenvolvido até hoje…

Catalogaram dados de vários confrontos onde um


único disparo incapacitou o oponente e criaram uma
tabela de porcentagem de incapacitação.

Handgun Stopping Power: The Definitive Study. Evan P. Marshall & Edwin J. Sanow.
PORCENTAGEM DE INCAPACITAÇÃO SEGUNDO O LIVRO

“O Poder de Parada é uma ilusão. É importante começar um


livro sobre o poder de parada de armas portáteis com isso em
mente. Não existem projéteis mágicos. Não existem calibres
‘paradores de homens’. Não existe essa coisa de Poder de
Parada com um tiro.” (MARSHALL E SANOW, 1992)

A manutenção do Mito

• Metodologia errada,
• Venda de munições e indústria cinematográfica.
O Stopping Power ou Poder de Parada está
fundamentado na equivocada veneração à
Cavidade Temporária e a supervalorização da
transferência* de energia.
STOPPING POWER OU PODER DE PARADA

Especialistas em medicina legal afirmam que há, no cérebro, sangue suficiente para mais de 10
segundos de reação voluntária, após o coração ser destruído. Ou seja, aceitamos que um animal
demore para tombar, mas acreditamos que um tiro de arma curta vá derrubar por mágica, um bandido.
Stopping Power de uma arma curta, assim como dano por cavidade temporária é um mito em
que fora do Brasil nem é mais comentada.
STOPPING POWER OU PODER DE PARADA.

O "Poder de Parada" é uma ilusão. Não existem projéteis mágicos. Não existem calibres 'paradores de homens'. Não existe essa
coisa de poder de parada com um tiro. (MARSHALL & SANOW, 1992)
Transferência de energia

• O conceito de transferência de energia foi proposto pelo Coronel do Exército dos EUA, Townsend
Whelen, em sua obra "Small Arms Design and Ballistics", em 1945.

• Baseia-se na quantidade de energia cinética do projétil transferida para o alvo. Quanto maior é a
energia transferida para o alvo, melhor é o desempenho do projétil;

• Não considera a região de impacto do projétil ou a penetração alcançada pelo projetil;


ENERGIA CINÉTICA

A energia cinética é a energia associada à velocidade de um corpo. Se existe velocidade, certamente haverá
esse tipo de energia. Para objetos que estão em repouso, a energia cinética é nula, pois a velocidade de tais corpos
é zero.

Determinação da energia cinética

A energia cinética é determinada em função da massa do corpo em movimento, que é medida em quilogramas
(kg), e da velocidade desenvolvida por ele, que é determinada em metros por segundo (m/s). (1kg = 15.432,4 Gr)
(1Gr = 0,000065 Kg)
Transferência de energia
Transferência de energia X Momento Linear

Erros conceituais

• Não existe transferência de energia mecânica entre corpos;

• O impacto é uma COLISÃO;

• As colisões são estudadas pela análise da quantidade de movimento ou MOMENTO LINEAR;


Qual é a velocidade de uma vítima com massa corporal de 75 kg após ser atingida por um
projétil padrão de calibre .45ACP (230 grains = aproximadamente 0,015 kg) com velocidade
na boca do cano de 255 m/s tendo o projétil ficado alojado no corpo após o impacto?

Para calcular a quantidade de movimento, também conhecido como momento linear de um corpo precisamos aplicar a fórmula:

• Q – quantidade de movimento do corpo dado em kg x m/s;


(1kg = 15.432,4 Gr)
• m – massa do objeto dada em quilogramas (kg);
(1Gr = 0,000065 Kg)
• V – velocidade do objeto dada em metros por segundo (m/s).

Resposta: Para entender qual será o impulso dado ao corpo pelo tiro, é necessário avaliar a variação da
quantidade de movimento do corpo, considerando o conjunto formado pelo projétil e pelo corpo como um conjunto
fechado, ou seja, não sujeito a forças externas, portanto:

*Princípio de conservação da quantidade de movimento


A quantidade inicial de movimento do sistema é a soma das quantidades de movimento
do projétil e da vítima. Como a vítima está parada, a velocidade dela será zero e a
quantidade de movimento do sistema será apenas a parcela correspondente ao projétil:
Como após a colisão os corpos permanecem unidos, a massa deslocada será a soma
das massas dos dois corpos. Com isso:
Igualando as quantidades de movimento final e inicial encontra-se a velocidade da vítima
após ser atingida:

Ou seja, considerando que toda a energia do projétil seja direcionada para alterar a velocidade da vítima, o
deslocamento dela para trás se dará a uma velocidade aproximada de 5 centímetros por segundo, o que é
obviamente muito pouco para chegar a impulsioná-la violentamente para trás como visto nos filmes ou como dita
o senso comum!
De forma análoga, aplicando às demais, em um corpo de 80 kg temos:

a).38 SPL 158 gr EXPO: V = 3,1 cm/s

b).357 Magnum 158 gr EXPO: V = 5,1 cm/s

c)9mm Luger 115 gr ETOG: V=3,4 cm/s

d)9mm Luger 115 gr EXPO +P+ Gold Hex: V = 4,0cm/s

e).40 S&W 155 gr EXPO +P+ Gold Hex: V = 4,9 cm/s

f).45 ACP 185 gr EXPO +P+ Gold Hex: V=5,6 cm/s


O movimento que muitas vezes é atribuído ao impacto do projétil é aquele voluntário ou
instintivo da vítima assustada pela iminência da agressão. Observe ainda que nos cálculos
anteriores foi considerado que toda a energia do projétil seria convertida em movimento do
alvo após o impacto, desconsiderando perdas devidas à deformações do projétil e do corpo,
calor ou som. Se tais fatores fossem levados em consideração, a velocidade assumida pelo
corpo após o impacto seria menor ainda!
Transferência de energia
Transferência de energia
CONCEITO DO FBI

A incapacitação fisiológica pode ser:

➢Imediata: Lesão no SNC (Sistema Nervoso Central) ou


Cervical alta (C1, C2, C3);

➢Mediata ou tardia: grande perda de sangue;


CONCEITO DO FBI

A incapacitação imediata só ocorre com lesão no SNC ou Cervical Alta!!!


CONCEITO DO FBI
A incapacitação por perda de sangue, ou incapacitação tardia, não é imediata;
A incapacitação depende de três fatores:

• LOCALIZAÇÃO

• PENETRAÇÃO

• DIAMETRO DA LESÃO
CONCEITO DO FBI

Obtendo a incapacitação do oponente em combate

Localização: é mais importante o onde se acerta do que com


que se acerta. O tiro deve atingir o SNC ou medula cervical
(incapacitação imediata) ou uma região com grande
concentração de vasos sanguíneos mais calibrosos;
CONCEITO DO FBI

• Penetração: o projétil deve penetrar o suficiente para conseguir alcançar os órgãos


e vasos sanguíneos mais calibrosos.

• O FBI estabelece como requisito mínimo para as suas munições de dotação oficial
que os projéteis consigam penetrar entre 12”e 18” (30 a 45 centímetros) na gelatina
balística.

• Lesões mais profundas atingem vasos sanguíneos mais calibrosos, causando maior
sangramento
CONCEITO DO FBI

DIÂMETRO DA LESÃO

Lesão maior: projéteis maiores produzem lesões maiores;

Apesar de desejável, pois aumenta o tamanho do projétil, a expansão não pode significar perda na penetração.

O ideal é conseguir associar a penetração com uma boa expansão, aumentando assim as lesões.
Cavidades: Temporária x Permanente
Cavidades: Temporária x Permanente
Cavidades: Temporária x Permanente
Cavidades: Temporária x Permanente
DOUBLE TAP

- A cavidade temporária não está entre os principais motivos de incapacitação.


- Para realizar a colisão/soma das cavidades temporárias, o atirador deveria ser capaz de realizar o segundo
disparo em, no máximo, 19 MILÉSIMOS DE SEGUNDO (0,019s).
- A cavidade temporária provenientes de projéteis de arma de fogo varia entre 5 e 19 milissegundos.
- Um atirador médio tem um intervalo de acionamento de gatilho em torno de 25 centésimos de segundo (0,25s).
- O Double tap condiciona o atirador a ‘baixar a guarda‘, para verificar o alvo após realizar o segundo disparo, o
que cria uma janela de oportunidade para o oponente.
- Armas de porte, não tem energia suficiente para criar lesões em cavidade temporária.
CONCEITO DO FBI

Causar mais lesões:


➢ Precisão
➢ Capacidade
➢ Cadência
Balística de calibres de baixa velocidade

• A discussão sobre qual é o melhor calibre para defesa é extensa e encontra defensores e opositores
para diversos calibres;
• A escolha do melhor calibre para defesa depende de uma série de fatores;
• O desempenho balístico é apenas um desses fatores;
• As características das armas, o nível de treinamento dos policiais, as variedades de opções de
munição e armas são outros fatores que pesam nessa escolha
• A realidade de combate também não pode ser esquecida

Vamos relembrar os fenômenos da formação das cavidades temporária e permanente;


• Conforme Di Maio, projéteis de
velocidades inferiores a 610 m/s (2000
fps) não são capazes de produzir lesão
significativa pela cavidade temporária;

• Ocorre de forma mais lenta que as


ocasionadas por calibres de alta
velocidade;

• A própria elasticidade dos tecidos


conseguem dissipar essa energia;

• Não havendo rompimento de fibras por


calibres de baixa velocidade;
Com isso, a velocidade dos projéteis de
armas curtas não é um elemento de
grande importância

O formato e massa do projétil são


fatores muito mais importantes!

Geralmente as discussões recaem entre


os calibres:
•.380 Auto
•.38 SPL
•9mmLuger
•.357Magnum
•.40S&W
•.45ACP
Balística de calibres de baixa velocidade

Características desejáveis para um bom calibre de defesa:

• Desempenho balístico
• Menor recuo
• Armas com maior capacidade
Balística de calibres de baixa velocidade

Desempenho balístico

• Cavidade temporária de armas curta não resultam em lesão


• Projéteis maiores produzem lesões maiores
• Penetração é fundamental
Balística de calibres de baixa velocidade

Menor recuo
• Permite retomada mais rápida de engajamento
• É possível atirar mais vezes acertando mais e em menor tempo
Balística de calibres de baixa velocidade

Capacidade
• O índice de acertos em combate é muito pequeno
• Mais lesões produzem incapacitação mais rápido
• Armas com maior capacidade demandam menos recargas
Balística de calibres de baixa velocidade

Com base nas premissas anteriores, vamos analisar os calibres mencionados...

Calibre .380 Auto


• Desempenho balístico
• Recuo
• Capacidade
Balística de calibres de baixa velocidade

Calibre .38 SPL


• Desempenho balístico
• Recuo
• Capacidade
Balística de calibres de baixa velocidade

Calibre 9mm Luger


• Desempenho balístico
• Recuo
• Capacidade
Balística de calibres de baixa velocidade

Calibre .357 Magnun


• Desempenho balístico
• Recuo
• Capacidade
Balística de calibres de baixa velocidade

Calibre .40 S&W


• Desempenho balístico
• Recuo
• Capacidade
Balística de calibres de baixa velocidade

Calibre .45 ACP


• Desempenho balístico
• Recuo
• Capacidade
Balística de calibres de baixa velocidade

• Uma coisa importante a ser ressaltada é que a escolha do tipo de projétil é tão ou mais importante que a
escolha do calibre!

• Infelizmente não dispomos de muitas opções confiáveis no mercado nacional.

• É importante relembrar que a cavidade temporária de calibres de baixa velocidade não resulta em lesão
significativa.

• O mesmo não ocorre nos calibres de alta velocidade.

• Neles, a dinâmica da formação da lesão é um pouco diferente e merece ser estudada separadamente.
Balística de calibres de alta velocidade

• Muitas pessoas empregam o termo ”alta energia”, ao invés de ”alta velocidade” para se referirem aos
calibres de fuzil;

• Isso se deve ao fato de não compreenderem a dinâmica da formação da lesão dos calibres de fuzil;

• Nos calibres de baixa velocidade, as lesões se devem principalmente à ação mecânica direta dos projéteis
sobre os tecidos;

• Nos calibres de alta velocidade, as lesões são causadas também na formação da cavidade temporária e
pela fragmentação do projétil;
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade

• O tombamento do projétil é algo extremamente importante na produção da lesão dos calibres de alta
velocidade;

• A distância percorrida no interior do corpo até que ocorra o tombamento é denominada ”NECK”, do inglês,
”pescoço”;
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade

• Dano por cavidade permanente: Dano primário;


• Dano por cavidade temporária: Dano secundário;
• Dano por Fragmentação: Dano terciário.
Balística de calibres de alta velocidade

As características do neck dependerão da combinação de características da arma e da munição;

Uma combinação com neck muito longo não é muito interessante porque o projétil pode atravessar o corpo sem tombar,
resultando em uma lesão pequena e com menor sangramento;
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade

• Projéteis de velocidades superiores a 610 m/s (2000 fps) começam a produzir lesão significativa pela cavidade
temporária;

• Dano por cavidade permanente: Dano primário;

• Dano por cavidade temporária: Dano secundário;

• Dano por Fragmentação: Dano terciário.


Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística de calibres de alta velocidade
Balística veicular

• É extremamente importante que o operador tático conheça a balística relacionada aos


veículos;

• Ficar dentro do veículo oferece uma falsa sensação de segurança e limita muito a
movimentação para o combate;

• O automóvel apresenta poucos pontos de proteção balística mínima e menos pontos ainda de
proteção balística eficaz;
Balística veicular
Balística veicular

• Partes de lataria do veículo são facilmente transfixadas por diversos calibres de projétil, não
oferecendo segurança ao operador;

• Partes com chapas dobradas como as colunas centrais, dianteiras e traseiras, podem oferecer
alguma proteção, especialmente a calibres de armas curtas, que são retidos ou desviados nas
partes de chapas dobradas, entretanto tais estruturas não conseguem conter tiros de fuzis;
Balística veicular
Balística veicular
Balística veicular

Bloco do motor e conjuntos de


suspensão/roda/freios dos veículos
são proteções balísticas eficientes
mesmo contra tiros de fuzis;
Balística veicular
Balística veicular

É importante comentar
sobre o risco dos tiros sob
o veículo, demonstrando
que em hipótese alguma
é recomendável optar por
combater por baixo do
veículo, principalmente se
o operador estiver
deitado;
Balística veicular
• Já nas superfícies mais macias
combinadas com projéteis ogivais
e encamisados (mais resistentes),
é possível se obter ângulos de
saída até mesmo MAIORES que o
ângulo de incidência;

• Uma vez que o projétil, ao danificar


a superfície, o faz de maneira que
se forma uma rampa na região de
saída da escalavradura,
direcionando o projétil em ângulo
mais aberto do que a própria
entrada do projétil;
Balística veicular

• Outro fator a ser levado em consideração é a


deflexão da trajetória dos projéteis quando atingem
uma lâmina de vidro inclinada.

• Isso ocorre porque quando o projétil atinge o vidro, a


inclinação faz com que haja uma variação do
contato do projétil com o vidro, de maneira que no
início do impacto é gerado um ponto de
fragmentação do vidro enquanto que a parte ainda
não atingida pelo projétil se mantém preservada,
oferecendo maior resistência e, com isso, alterando
a trajetória do projétil.
Balística veicular

• Se o tiro é efetuado de dentro para fora do veículo, o


projétil tende a subir.

• Se o tiro é efetuado de fora para dentro do veículo, o


projétil tende a descer

• O desvio de trajetória é tão maior quanto maior for a


distância percorrida pelo projétil após o impacto no
vidro.
Balística veicular

• E o tiro no tanque de combustível? É


capaz de produzir a explosão do
veículo?

• Esta é uma pergunta frequentemente


feita quando o assunto trata da
balística veicular
Balística veicular

• O tiro no tanque NÃO é capaz de resultar na


explosão do veículo;

• Ao contrário do que acontece nos filmes, o


impacto de projéteis contra pedra, asfalto ou
metal NÃO produz faíscas;

• Além disso, o que pega fogo é o vapor de


combustível e não o líquido, portanto o
projétil, mesmo aquecido, em contato com o
líquido não é capaz de gerar a combustão;
O PROTOCOLO FBI

O FBI, como qualquer órgão de segurança pública, sempre precisou decidir qual o calibre utilizar. Esta decisão ganhou novos
contornos e urgência após o famoso confronto ocorrido em Miami, em 1986 – onde dois agentes foram mortos e outros 5
ficaram feridos por dois suspeitos de assalto a banco (que também morreram). Para auxiliar nesta tomada de decisão,
estabeleceram um método objetivo para classificação de munições, conhecido por FBI Ammunition Protocol.

Onde deve-se medir a penetração do projétil na gelatina balística, o diâmetro final do projétil e a massa perdida. Estas são
então as três variáveis relevantes para o protocolo: penetração, diâmetro e massa.
O PROTOCOLO FBI

O protocolo completo contempla seis etapas para a avaliação da capacidade do projétil de transpassar barreiras intermediárias:
gelatina nua, tecido pesado, chapa de aço, gesso, madeira e vidro automotivo. Em cada uma delas são realizados cinco
disparos, à distância de três metros. Em seguida, são avaliadas a penetração e a expansão do projétil, bem como seu nível de
retenção de massa.

A penetração esperada dos projéteis é de 12” a 18” na gelatina balística, com a melhor pontuação situada entre 14” e 16”.
Casos de subpenetração (<12”) são penalizados mais severamente do que a sobrepenetração (>18”).

Ao final dos ensaios, as munições são tabuladas conforme seu comportamento balístico, com pontuação máxima possível de
500 pontos. Por seus diferentes níveis de importância no processo de incapacitação, a performance da munição é sopesada da
seguinte maneira pelo FBI, em composição da nota final: 70% penetração, 20% expansão e 10% retenção de massa.
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