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Informa Urgente 067 25

A Resolução SEDUC 114/2025 estabelece diretrizes para a evolução funcional dos docentes regidos pela LC 1374/2022, após debates com a APEOESP que resultaram em avanços e divergências sobre a aplicação do SARESP como critério de avaliação. A APEOESP luta pela inclusão de todos os professores, incluindo temporários, e pela revogação do pagamento por subsídio, buscando uma carreira justa e atrativa. A mobilização da categoria continua, com a perspectiva de greve para garantir direitos e melhorias nas condições de trabalho.

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Informa Urgente 067 25

A Resolução SEDUC 114/2025 estabelece diretrizes para a evolução funcional dos docentes regidos pela LC 1374/2022, após debates com a APEOESP que resultaram em avanços e divergências sobre a aplicação do SARESP como critério de avaliação. A APEOESP luta pela inclusão de todos os professores, incluindo temporários, e pela revogação do pagamento por subsídio, buscando uma carreira justa e atrativa. A mobilização da categoria continua, com a perspectiva de greve para garantir direitos e melhorias nas condições de trabalho.

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18/08/2025 067

SEDUC PUBLICA RESOLUÇÃO


PARA EVOLUÇÃO DOS
INTEGRANTES DO
MAGISTÉRIO REGIDOS
PELA LC 1374/2022
Resolução SEDUC 114/2025 reflete avanços
em relação à proposta original da SEDUC
Reuniões da mesa de valorização docente expuseram
divergências entre a APEOESP e a SEDUC e o Sindicato
exige fim do pagamento por subsídio
SEDUC impôs SARESP como critério para evolução
docente na LC 1374/2020
Lutamos por carreira única, aberta, justa e atrativa que
contemple todos os integrantes do Quadro do Magistério
Intensificaremos a luta pelos nossos direitos
Secretaria de Comunicação
1
A Secretaria Estadual da Educação publicou no Diário Oficial do Estado a
Resolução SEDUC 114/2025, que dispõe sobre a evolução por desempenho e
de desenvolvimento dos integrantes do Quadro do Magistério regidos pela Lei
Complementar 1374/2022 – leiam a íntegra em anexo.
A Resolução foi publicada após rodadas de debates na chamada mesa de
valorização docente que resultou da nossa mobilização no primeiro semestre
de 2025. A APEOESP participa desta mesa, por meio de seus representantes no-
meados: primeiro presidente, Fábio de Moraes; segunda presidenta, Professora
Bebel; secretária Geral, Zenaide Honório; secretário de finanças, Roberto Guido;
vice-secretária de Legislação e Defesa do Associado, Ozani Martiniano; secretário
de Política Sindical, Richard Araújo. Lembramos que nossa pressão fez a SEDUC
revogar a Resolução 98/2025, publicada unilateralmente, e abrir o diálogo.
Conquistamos alguns avanços importantes em relação à proposta original
da SEDUC, porém as reuniões evidenciaram divergências de concepção, pesos
e procedimentos.

Avanços conquistados
A APEOESP se manteve firme e propositiva em relação à proposta inicial da
SEDUC, levando à mesa concepções, necessidades e reivindicações acumuladas
pela entidade em interlocuções com a nossa categoria.
Entre os pontos em que foi possível avançar, estão:
 Como fruto dos debates, por nossa solicitação, o Conselho de Escola passa
a realizar o acompanhamento de todas as etapas da evolução funcional dos
professores. Em relação aos supervisores de ensino, será criado um Conselho
no âmbito da Diretoria de Ensino, cuja formatação está sendo discutida. Para
dirigentes de ensino também deve ser criado um fórum adequado.
 A coordenação de todo o processo será feita pela Coordenadoria de Gestão
de Recursos Humanos (CGRH), porém em interlocução com as instâncias
como COPED e EFAPE, incluindo assim o caráter pedagógico que este pro-
cesso deve ter.
 Foi ampliado o prazo para recursos de apenas 15 para 30 dias.
 O Conselho de Escola passa a ser instância recursal, assim como o Conselho da
Diretoria de Ensino e uma instância correspondente aos dirigentes de ensino.
Secretaria de Comunicação
2
 Os servidores que acumulem cargos e apresentem situação de acúmulo
assemelhada terão a melhor avaliação como parâmetro, em caso de discre-
pância de nota.
 Será instituída uma comissão paritária entre a SEDUC, APEOESP e demais
entidades do Magistério para acompanhamento das condições das escolas
que influem nos resultados das avaliações.
 Por reivindicação da APEOESP, ficou assegurada a pontuação de cursos e ou-
tras atividades realizadas por entidades sindicais e associativas, com caráter
educacional, para efeito de progressão na carreira.

Problemas e divergências
Em primeiro lugar, a SEDUC limita esta regulamentação apenas ao pequeno
número de professores efetivos e não efetivos (categoria F) que aderiram à Lei
Complementar 1.374/2020 (pagamento por subsídio). Não contempla os profes-
sores temporários que foram compulsoriamente enquadrados na LC 1374/2022.
Ao mesmo tempo, a SEDUC não vem aplicando as regulamentações que permi-
tem a evolução funcional dos professores regulados pela carreira do Magistério
(Lei Complementar 836/97), que resultaram dos trabalhos da Comissão Paritária
(2011-2014).

Carreira para que?


Na parte inicial das negociações, evidenciou-se, por exemplo, divergência
quanto à própria finalidade de um Plano de Carreira e a inserção dos resultados
do SARESP como fator para a evolução funcional docente.
Para nós, a carreira visa oferecer aos profissionais da Educação oportuni-
dades e formas de evolução funcional e progressão, para que seja valorizado
do ponto de vista salarial e reconhecimento profissional a partir do seu traba-
lho, do seu tempo de serviço, seu comprometimento, suas iniciativas, projetos
pedagógicos e participação em instâncias educacionais. A SEDUC, entretanto,
parece pretender utilizar a carreira para submeter os professores a avaliações
que, ao contrário de lhes permitir evolução, criam obstáculos neste caminho, a
pretexto de atender necessidades dos estudantes. Neste sentido, conseguimos
alterar fundamentos importantes, que modificam aspectos filosóficos da pro-
Secretaria de Comunicação
3
posta original apresentada (Resolução SEDUC 98/2025, revogada por exigência
nossa, por não ter sido debatida com o Sindicato).

Pelo fim do pagamento por subsídio, por


uma carreira única, aberta, justa e atrativa
Continuamos insistindo na luta pela revogação do pagamento por subsídio
para os integrantes do Magistério. Constitucionalmente, quem recebe por sub-
sídio são ocupantes de funções elegíveis, juízes, desembargadores e algumas
carreiras específicas. Queremos uma carreira única, aberta, justa e atrativa para
todos os docentes, do ingresso à aposentadoria.

Resultados do SARESP não podem


condicionar evolução docente
Nós, da APEOESP, não podemos aceitar que a evolução funcional dos profes-
sores tenha como um de seus principais condicionantes a jornada de trabalho
apurável no SARESP e, sobretudo, os resultados da aprendizagem dos estudantes
no SARESP. É absurdo que a SEDUC queira impor a avaliação externa da apren-
dizagem dos estudantes como um dos principais critérios para a evolução dos
professores sem levar em conta fatores como o número de estudantes por sala
de aula, condições arquitetônicas das unidades escolares, políticas educacio-
nais em vigor, currículo etc.
Avaliação da aprendizagem dos estudantes é critério para melhorar a apren-
dizagem desses estudantes, de acordo com um diagnóstico que precisa ser
realizado para apontar deficiências nas condições de ensino-aprendizagem,
deficiências dos próprios estudantes, eventualmente problemas advindos de
sua condição socioeconômica, do trabalho do professor. Porém, não pode ser
critério para a evolução do professor, que implica em aumento salarial, até por-
que aprendizagem de um determinado estudante em determinada disciplina em
grande parte das vezes não pode ser vinculado ao trabalho de um só professor.
Mais ainda: é impossível a um professor determinar que nota um estudante
poderá obter em uma avaliação externa. Como pode este professor evoluir ou
não com base neste resultado?
Secretaria de Comunicação
4
O professor deve ser avaliado em função do seu trabalho na escola, que
pode repercutir de forma diferenciada em cada um de seus estudantes. Deve
ser avaliado em função de sua participação no projeto político-pedagógico na
escola, que é aquele instrumento que dá identidade a cada unidade escolar em
função de sua relação com o currículo, com o meio na qual está inserida e das
necessidades educacionais de sua comunidade.
Durante a discussão, a APEOESP, na tentativa de um entendimento, sugeriu,
ao menos, que fosse reduzido o peso dos resultados do SARESP nos critérios
e mecanismos para a evolução funcional dos professores. Entretanto, a SEDUC
recusou liminarmente qualquer alteração nesta ponderação.

Governo nega direitos


aos professores temporários
Outro fator que revelou as divergências entre a APEOESP e a SEDUC é o fato
de que a Secretaria se recusa a incluir os professores temporários nos benefícios
da carreira, deixando pelo menos a metade dos professores hoje atuando na
rede estadual de ensino de fora, com direitos rebaixados e sem possibilidade de
evolução. É necessário lembrar que a APEOESP já conquistou na Justiça o reco-
nhecimento dos direitos deste segmento a quinquênios e sexta-parte. A SEDUC
informou que está procedendo a consultas jurídicas – inclusive à Procuradoria
Geral do Estado – para responder a essa questão.
Também registramos em todas as reuniões que a SEDUC precisa operaciona-
lizar as formas de evolução funcional que foram definidas na Comissão Paritária
que trabalhou entre 2011 e 2014 e que se encontram consignadas em Resolução,
atingindo os níveis 6, 7 e 8 da carreira do Magistério.
Para interstícios e pontuações mínimas para evolução, consultar o Decreto
N° 69.046, de 14 de novembro de 2024.

Mobilização deve continuar intensa


A APEOESP leva muito a sério sua função de representar e defender os in-
teresses da nossa categoria em todas as instâncias, inclusive junto à SEDUC e
prosseguiremos participando da Mesa de Valorização Docente. Em cada ponto
apresentaremos e defenderemos nossas reivindicações, para que a resolução
Secretaria de Comunicação
5
a ser publicada (e que é prerrogativa da SEDUC) reflita o máximo possível os
direitos e interesses da nossa categoria.
Precisamos manter e intensificar nossas mobilizações e a greve da categoria
está em perspectiva para que possamos conquistar nossos direitos. Uma car-
reira única, aberta, justa e atrativa, que valorize os professores do ingresso à
aposentadoria será resultado de nossa capacidade de luta.

POR UMA UNIVERSIDADE


FEDERAL EM PIRACICABA
No dia 14 de agosto,
durante a inauguração da
fábrica chinesa de auto-
móveis GWM na cidade de
Iracemápolis, a segunda
presidenta da APEOESP e
deputada estadual, Pro-
fessora Bebel, entregou
carta ao presidente Lula,
reiterando o pleito de uma
universidade pública fe-
deral em Piracicaba. De
acordo com a Professora
Bebel, uma das finalidades
da universidade será a for-
mação de professores, não
só da região, mas de todo o
estado de São Paulo.

Secretaria de Comunicação
6
DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Publicado na Edição de 18 de agosto de 2025 | Caderno Executivo | Seção Atos Normativos

RESOLUÇÃO SEDUC Nº 114, DE 13 DE AGOSTO DE 2025


Dispõe sobre a evolução por desempenho e de desenvolvimento dos integrantes do Quadro do
Magistério regidos pela Lei Complementar nº 1.374, de 30 de março de 2022, alterada pela Lei
Complementar nº 1.396, de 22 de dezembro de 2023, e dá outras providências correlatas

O Secretário da Educação, considerando a necessidade de disciplinar o processo de


evolução por desempenho e por desenvolvimento dos integrantes do Quadro do Magistério
regidos pela Lei Complementar nº 1.374, de 30 de março de 2022, alterada pela Lei Complementar
nº 1.396, de 22 de dezembro de 2023, e regulamentada pelo Decreto nº 69.046, de 14 de novembro
de 2024,

Resolve:

CAPÍTULO I

Das Disposições Preliminares

Artigo 1º - O processo de evolução por desempenho e por desenvolvimento dos


integrantes do Quadro do Magistério regidos pela Lei Complementar nº 1.374, de 30 de março de
2022, alterada pela Lei Complementar nº 1.396, de 22 de dezembro de 2023, observará o disposto
no Decreto nº 69.046, de 14 de novembro de 2024, e na presente Resolução.

§1º - O servidor que estiver em regime de acumulação remunerada de cargo/função no


âmbito da Secretaria da Educação, em situações assemelhadas, deverá ser avaliado distintamente
em cada cargo/função, para fins de obtenção de evolução por desempenho ou desenvolvimento,
observada a referência em que estiver enquadrado.

§2º - Fica impedido de atuar como avaliador ou participar da comissão de avaliação o


servidor que estiver em estágio probatório ou respondendo a processo administrativo disciplinar.

§3º - Para a evolução do servidor confirmado no cargo de provimento efetivo, o


cômputo do interstício de dois anos, nos termos do inciso II do artigo 21 e do inciso II do artigo 42
da Lei Complementar nº 1.374, de 30 de março de 2022, terá início a partir da data da concessão
da primeira evolução automática, após a conclusão do estágio probatório.

§4º - Para as evoluções subsequentes, o cômputo do interstício será sempre contado a


partir da data da última evolução concedida, desde que atendidos os requisitos legais e
regulamentares, em conformidade com os princípios da impessoalidade e da publicidade que
regem a Administração Pública.

§5º – Os instrumentos de avaliação e as formações deverão ser aplicados dentro do


interstício de dois anos, sendo a evolução concedida ao final do período, desde que atendidos os
demais critérios estabelecidos.

Secretaria de Comunicação
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em https://www.doe.sp.gov.br/autenticidade 7 que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas (ICP-Brasil).
CAPÍTULO II

Da Evolução por Desempenho

SEÇÃO I

Das Regras Gerais

Artigo 2º - O processo por evolução de desempenho visa avaliar as ações do integrante


do Quadro do Magistério, baseadas no exercício de competências e habilidades, em um
determinado período de exercício, e tem por finalidade:

I – Identificar e valorizar as potencialidades de cada servidor;

II – Identificar as necessidades formativas de cada servidor, com vistas a promover o


desenvolvimento do profissional;

III - Valorizar a performance e o desempenho profissional com potencial de gerar


impacto na melhoria dos resultados da aprendizagem dos estudantes;

IV - Potencializar a prática pedagógica e reconhecer a importância da atuação do


profissional do magistério como agente educativo.

Parágrafo único – A implementação de todo o processo de evolução por desempenho,


a que se refere o caput deste artigo, será gerido pela Diretoria de Pessoas da Subsecretaria de
Gestão Corporativa, em articulação com a Diretoria de Gestão Pedagógica da Subsecretaria
Pedagógica e a Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado de
São Paulo “Paulo Renato Costa Souza” – EFAPE, acompanhado pelo Conselho de Escola no âmbito
da Unidade Escolar.

SEÇÃO II

Dos Instrumentos de Avaliação

Artigo 3º – A evolução por desempenho dar-se-á mediante a obtenção da pontuação


mínima exigida nos instrumentos de avaliação, conforme os seguintes parâmetros:

I – Trilha de Regência, destinada ao professor com interação direta com os estudantes,


composta pelos seguintes componentes:

1 - Avaliação de Desempenho, com peso variável de 40% (quarenta por cento) a 80%
(oitenta por cento) no resultado, conforme a carga horária apurável pelo Sistema de Avaliação de
Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP;

2 - Avaliação dos Resultados Educacionais, com peso variável de 20% (vinte por cento)
a 50% (cinquenta porcento) no resultado, proporcional à carga horária do docente apurável pelo
SARESP, observado o seguinte:

a) A carga horária considerada para o cálculo será a carga horária efetivamente


apurável pelo SARESP, compreendida no intervalo de 0 (zero) a 32 (trinta e duas) aulas semanais de
interação com estudantes;

b) O peso do desempenho individual do docente no SARESP, denominado "Peso


SARESP Docente", será determinado conforme a carga horária apurável, nos termos da distribuição
percentual estabelecida no Anexo I desta Resolução;

c) O peso do SARESP Escola será o valor complementar ao Peso SARESP Docente


dentro da Avaliação dos Resultados Educacionais, sendo reduzido proporcionalmente à medida

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que a carga horária apurável aumenta, conforme também definido no Anexo I desta Resolução;

d) A análise dos resultados educacionais deve considerar fatores contextuais e


variáveis, como o número de estudantes atendidos, o grau de vulnerabilidade socioeconômica da
comunidade escolar, a complexidade da unidade, considerando a quantidade de turmas,
segmentos de ensino e modalidades ofertadas, além da organização da escola como Programa de
Ensino Integral (PEI) ou de Tempo Parcial.

II - Trilhas de Gestão Educacional destinadas aos servidores ocupantes das funções


previstas no Anexo I do Decreto nº 69.046, de 14 de novembro de 2024, que atuam na unidade
escolar, composta por:

1 - Avaliação de Desempenho, realizada pela Equipe Gestora da unidade escolar, com


peso equivale a 40% (quarenta por cento), no resultado final no processo de evolução por
desempenho; e

2 - Avaliação dos Resultados Educacionais, com peso máximo de 06 (seis) o que


equivale a 60% (sessenta por cento), no resultado final da avaliação por desempenho, sendo que:

a) O servidor, que alcançou a Meta Ouro e/ou Meta Diamante no SARESP igual ou
superior a 50% (cinquenta por cento) das turmas de sua unidade escolar, será atribuída com 50%
(cinquenta por cento) da pontuação prevista neste item; ou

b) O servidor, que alcançar a Meta Ouro e/ou Meta Diamante no SARESP igual ou
superior a 70% (setenta por cento) das turmas de sua unidade escolar, será atribuída com a
pontuação total prevista neste item.

III - Trilhas de Especialista Educacional e de Gestão Educacional destinadas aos


servidores ocupantes das funções previstas no Anexo I do Decreto nº 69.046, de 14 de novembro
de 2024, em exercício na Unidade Regional de Ensino desta Secretaria, composta por:

1 - Avaliação de Desempenho, realizada pela Equipe Gestora da unidade escolar, com


peso equivalente a 40% (quarenta por cento), no resultado final no processo de evolução por
desempenho; e

2 - Avaliação dos Resultados Educacionais, com peso máximo de 06 (seis) o que


equivale a 60% (sessenta por cento), no resultado final da avaliação por desempenho, sendo que:

a) O servidor, que alcançar a Meta Ouro e/ou Meta Diamante no SARESP entre 50%
(cinquenta por cento) a 69% (sessenta e nova por cento) das escolas da Unidade Regional de
Ensino, conforme for o caso, será atribuído com 50% (cinquenta por cento) da pontuação prevista
neste item; ou

b) O servidor, que alcançar a Meta Ouro e/ou Meta Diamante no SARESP em 70%
(setenta por cento) ou mais das escolas da Unidade Regional de Ensino, conforme for o caso, será
atribuído com a pontuação total prevista neste item.

IV - Trilhas de Especialista Educacional e de Gestão Educacional destinadas aos


servidores ocupantes das funções previstas no Anexo I do Decreto nº 69.046, de 14 de novembro
de 2024, em exercício nos órgãos centrais desta Secretaria, composta por:

1 - Avaliação de Desempenho, realizada pela Equipe Gestora da unidade escolar, com


peso equivale a 60% (sessenta por cento), no resultado final no processo de evolução por
desempenho; e

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2 - Avaliação dos Resultados Educacionais, com peso máximo de 40% (quarenta por
cento) no resultado final da avaliação por desempenho, sendo que:

a) O servidor, que alcançou a Meta Ouro e/ou Meta Diamante no SARESP entre 50%
(cinquenta por cento) a 69% (sessenta e nove por centro) das Unidades Regionais de Ensino,
conforme for o caso, será atribuído com 50% (cinquenta por centro) da pontuação prevista neste
item; ou

b) O servidor, que alcançar a Meta Ouro e/ou Meta Diamante no SARESP em 70%
(setenta por cento) ou mais das Unidades Regionais de Ensino, conforme for o caso, será atribuído
com a pontuação total prevista neste item.

§1º - A evolução por desempenho será concedida ao servidor que atinja a pontuação
mínima esperada para o cargo ou trilha de exercício, conforme previsto nos Anexos II a IV do
Decreto nº 69.046, de 14 de novembro de 2024, além do atendimento das demais condições
constantes no referido decreto e na presente Resolução.

§2º - Com relação aos instrumentos avaliativos, a pontuação máxima final possível
sempre será equivalente a 100% (cem por cento) no resultado final da avaliação.

§3º - A aplicação dos instrumentos de avaliação poderá ser realizada semestral ou


anualmente, sendo os seus resultados consolidados ao final do período de avaliação, para fins de
evolução funcional, por desempenho.

§4º - O SARESP pode ser substituído pelo SAEB (Sistema de Avaliação da Educação
Básica Sistema) ou por outro tipo de avaliação institucional.

§5º - Os instrumentos avaliativos e os seus respectivos critérios serão definidos em


instruções, bem como o cronograma, que será definido em portaria.

§6º - O acompanhamento da definição e dos resultados das metas fixadas neste artigo
será acompanhado pelo Comitê Paritário de acompanhamento das metas composto por membros
da DIPES/SEDUC e representantes das entidades de classe.

§7º- A análise dos resultados educacionais prevista no § 2º, deste artigo deve
considerar fatores variáveis, como o número de estudantes atendidos, o grau de vulnerabilidade
socioeconômica da comunidade escolar, a complexidade da unidade, medida pela quantidade de
turmas, segmentos de ensino e modalidades ofertadas e se a escola está organizada como PEI
(Programa de Ensino Integral) ou de Tempo Parcial.

§8º - Para fins de apuração dos Resultados Educacionais da Trilha de Regência, ficam
estabelecidos o que segue:

1- Considera-se atingida a Meta Ouro quando a unidade escolar ou componente


curricular alcançar o índice de cumprimento da meta previamente estabelecida, com base nos
resultados obtidos no ano anterior ao da avaliação, conforme os parâmetros definidos em
Resolução específica;

2- Será igualmente reconhecido como desempenho Ouro o alcance de Índice de


Qualidade (IQ) igual ou superior a (6,5), desde que cumpridos os requisitos obrigatórios de Índice
de Frequência dos Alunos (IFA) e Taxa de Participação nas Avaliações (TPS/P);

3- Considera-se atingida a Meta Diamante quando a unidade escolar ou o componente


curricular superar a meta previamente estabelecida, com base nos resultados obtidos no ano

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4/14 que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas (ICP-Brasil).

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anterior ao da avaliação;

4- Alternativamente, será reconhecido como desempenho Diamante o alcance de


Índice de Qualidade (IQ) igual ou superior a (7,0), desde que cumpridos os requisitos obrigatórios
de IFA e TPS/P.

Artigo 4º - As dimensões a serem consideradas na avaliação do desempenho, com


base na função exercida, são as seguintes:

I – Professor com interação direta com estudantes:

a) Conteúdo e explicação;

b) Metodologia de Ensino;

c) Gestão de sala de aula;

d) Qualidade da aula;

e) Planejamento de Aula;

f) Compromisso com a aprendizagem;

g) Resultados educacionais.
II – Professor fora da sala de aula / projetos / apoio pedagógico:

a) Apoio ao desenvolvimento;

b) Clima e ambiente escolar;

c) Compromisso com a aprendizagem;

d) Resultados educacionais.

III – Coordenadores de Gestão Pedagógica e Vice-Diretor Escolar (Programa Ensino


Integral e Escolas de Tempo Parcial):

a) Liderança;

b) Comunicação;

c) Apoio ao desenvolvimento;

d) Clima e ambiente escolar;

e) Metas e indicadores educacionais;

f) Avaliação;

g) Frequência escolar;

h) Resultados educacionais.

IV – Diretor Escolar:

a) Liderança;

b) Comunicação;

c) Apoio ao desenvolvimento;

d) Clima e ambiente escolar;

d) Compromisso com a aprendizagem dos estudantes;

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e) Resultados educacionais.

V – Coordenador de Equipe Curricular - CEC:

a) Qualidade da aula;

b) Ação pedagógica;

c) Liderança;

d) Ambiente escolar;

e) Resultados educacionais.

VI – Professor Especialista em Currículo – PEC:

a) Qualidade da aula;

b) Ação pedagógica;

c) Liderança;

d) Ambiente escolar;

e) Resultados educacionais.

VII – Supervisor Educacional:

a) Qualidade da aula;

b) Ação pedagógica;

c) Liderança;

d) Ambiente escolar;

e) Resultados educacionais.

VIII – Coordenador Geral, Coordenador, Chefe de Departamento/Dirigente Regional de


Ensino

a) Qualidade da aula;

b) Ação pedagógica;

c) Liderança;

d) Ambiente escolar;

e) Resultados educacionais.

IX – Servidores do Magistério designados em órgãos centrais ou Unidades Regionais de


Ensino (Anexo X):

a) Melhoria dos resultados;

b) Liderança;

c) Suporte e orientação à rede;

d) Ambiente de Trabalho;

e) Resultados educacionais.

Parágrafo único - As dimensões previstas neste artigo deverão ser consideradas pelos
avaliadores e demais instâncias envolvidas na análise dos processos de Evolução por Desempenho.

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SEÇÃO III

Demais regras da Evolução por Desempenho

Artigo 5º - As Avaliações previstas no artigo 3º desta Resolução serão realizadas na


plataforma Secretaria Escolar Digital ou por outra, que porventura, venha a substitui-la, conforme
cronograma a ser estabelecido pela Diretoria de Pessoas da Subsecretaria de Gestão Corporativa.

§1º - Os resultados das Avaliações mencionadas no caput deste artigo serão


consolidados em painel de avaliação.

§2º - Com a consolidação dos resultados das avaliações, caberá à Equipe Gestora e ao
Superior Educacional imediato fornecer o feedback formativo ao servidor avaliado sobre o
resultado da avaliação e propor ações, visando o desenvolvimento das competências e habilidades
para a melhoria ou aperfeiçoamento de sua prática profissional.

Artigo 6º - No caso do Coordenador Geral, Coordenador, Chefe de


Departamento/Dirigente Regional de Ensino, a avaliação deverá ser realizada por uma comissão
designada pelo Secretário da Educação, considerando o previsto no inciso III do artigo 3º desta
resolução.

CAPÍTULO III

Dos Recursos

Artigo 7º - Em relação às avaliações, caberá solicitação de recurso, uma única vez, pelo
avaliado, devendo ser devidamente fundamentada quanto aos pontos de discordância e realizada
dentro do prazo de até 30 (trinta) dias úteis, contados a partir da data da divulgação do resultado.

§1º – O processo de análise do recurso obedecerá ao seguinte fluxo, de acordo com o


nível da instância em que se deu a avaliação:

I – Avaliação dos integrantes em exercício na unidade escolar:

a) O recurso deverá ser apresentado à Direção da Escola, o qual submeterá o pedido


ao Conselho de Escola, como instância colegiada de deliberação inicial quando o avaliado estiver
submetido a essa instância avaliativa e nos demais casos, ao Coordenador Geral, Coordenador,
Chefe de Departamento/Dirigente Regional de Ensino, o qual submeterá o pedido ao Conselho de
Unidade Regional de Ensino;

b) Após análise do Conselho de Escola, caso o recurso seja indeferido, será


encaminhado à comissão em nível regional para reavaliação.

II – Avaliação dos integrantes em exercício na Unidade Regional de Ensino:

a) O recurso será dirigido à Comissão Avaliadora da Unidade Regional de Ensino, que


analisará o pedido e deliberará quanto ao seu mérito;

b) Em caso de indeferimento, o pedido será encaminhado à Comissão Técnica da


unidade responsável, designada pela Diretoria de Pessoas – DIPES – da Subsecretaria de Gestão
Coorporativa – SUCOR.

III – Avaliação dos integrantes em exercício no Órgão Central da Secretaria da


Educação:

a) O recurso será encaminhado à Comissão Avaliadora de seu órgão central, designada


pelo respectivo Subsecretario/Diretor;

Este documento pode ser verificado pelo código 2025.08.15.1.1.23.1.220.1272433 Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2/2001,
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b) Em caso de indeferimento, o pedido será encaminhado à Comissão Técnica da
unidade responsável, designada pela Diretoria de Pessoas – DIPES – da Subsecretaria de Gestão
Coorporativa – SUCOR.

III – Avaliação do Coordenador Geral, Coordenador, Chefe de Departamento/Dirigente


Regional de Ensino:

a) O recurso será encaminhado à Comissão Avaliadora, designada pelo Secretário da


Educação;

b) Em caso de indeferimento, o pedido será encaminhado à Comissão Técnica da


unidade responsável, designada pela Diretoria de Pessoas – DIPES – da Subsecretaria de Gestão
Coorporativa – SUCOR.

§2º – O resultado da análise do recurso deverá ser devidamente fundamentado, com a


justificativa da manutenção ou alteração da pontuação atribuída, sendo registrado na plataforma
indicada pela Diretoria de Pessoas da Subsecretaria de Gestão Coorporativa, no prazo de até 30
(trinta) dias úteis, contados a partir da data do recebimento do recurso.

§3º O Conselho de Diretoria, de natureza deliberativa, a ser presidido pelo


Coordenador Geral, Coordenador, Chefe de Departamento/Dirigente Regional de Ensino, com um
total de 8 (oito) componentes, incluindo supervisores de ensino/supervisores educacionais,
professores especialistas em currículo, coordenadores de equipe curricular, diretores de escola/
diretores escolares e professores representantes de unidades escolares da Unidade Regional de
Ensino, na seguinte proporção:

I – Supervisores de Ensino/Educacional – 1 (um).

II – Professores Especialistas em Currículo e/ou Coordenadores de Equipe Curricular –


1 (um).

III – Diretores de Escola/Escolar – 1 (um).

IV – Professores, representantes de unidades escolares – 1 (um).

§ 4º - Integrarão o Conselho de Diretoria, de que trata este artigo, completando os


demais 50% (cinquenta por cento) da totalidade do Conselho, 4 (quatro) representantes de
entidades de classe de profissionais de educação, que atuarão em condição de paridade com os
profissionais da Unidade Regional de Ensino.

Artigo 8º - O servidor que estiver em regime de acumulação remunerada de


cargo/função no âmbito da Secretaria da Educação, em situações assemelhadas, deverá ser
avaliado distintamente em cada cargo/função, para fins de obtenção da evolução por desempenho
ou desenvolvimento, observada a referência em que estiver enquadrado.

Parágrafo único - No caso de discrepância entre as avaliações, a melhor delas deverá


ser utilizada como referência pela autoridade imediatamente superior a responsável pela avaliação
discrepante, que procederá à sua correção, independentemente de recurso.

CAPÍTULO IV

Da Evolução por Desenvolvimento

Artigo 9º - O Professor de Ensino Fundamental e Médio deverá, preferencialmente,


realizar as formações e cursos na trilha em que estiver em exercício.

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8/14 que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas (ICP-Brasil).

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Artigo 10 - O Diretor Escolar e o Supervisor Educacional deverão realizar as formações
e cursos na Trilha de Gestão Educacional.

Artigo 11 – Será considerado, dentre as possibilidades de formação continuada, para


fins de Evolução por desenvolvimento, a jornada formativa do integrante do Quadro do Magistério,
conforme disposto nesta resolução.

§1º - A jornada formativa, referida no caput deste artigo consiste em um conjunto de


ações de formação continuada pelo servidor, definido a partir da autoavaliação, orientada pelo
resultado da avaliação de desempenho, objetivando o desenvolvimento profissional do Quadro do
Magistério e a qualificação de todo o sistema de ensino.

§ 2º – Em decorrência do processo de avaliação, caberá ao Diretor Escolar, Professor


Especialista de Currículo, nos casos da Trilha de Regência e ao Coordenador Pedagógico,
Supervisor Educacional e/ou Dirigente de Ensino, nos casos das Trilhas de Especialista e Gestão, a
indicação os cursos e as demais formações, com vistas a promover o seu desenvolvimento
profissional, podendo iniciar sua jornada formativa a qualquer tempo em sua carreira.

§ 3º – A frequência regular, com bom aproveitamento, aos cursos e formações que


venham a integrar sua jornada formativa, não é suficiente para pontuação do integrante do
Quadro do Magistério na Evolução por Desempenho, devendo ser aprovado nos cursos e
formações da jornada formativa.

Artigo 12 – A permanência do profissional do magistério em uma mesma unidade de


exercício ou na mesma função, combinada com sua jornada formativa, não será suficiente para
pontuação visando a concessão da evolução por desenvolvimento, o profissional deverá obter
aprovação nos cursos e formações da jornada formativa.

§1º - É necessário que o integrante do Quadro do Magistério atenda aos requisitos


exigidos conforme as especificidades de cada ação formativa, ao que tenha participado, assim
como o disposto no Anexo III desta Resolução, para fazer jus a concessão da evolução por
desenvolvimento.

§2º - Os cursos e as formações serão realizadas no próprio local de trabalho, ou no


âmbito da a Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado de
São Paulo “Paulo Renato Costa Souza” - EFAPE ou, ainda, em instituições de educação superior,
constituindo-se de cursos de educação profissional, cursos superiores de educação plena, cursos
tecnológicos e cursos de pós-graduação, conforme dispõe o parágrafo único do artigo 62-A da Lei
federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

§3º - Também poderá se realizar a formação continuada com cursos, congressos e


simpósios oferecidos em instituições públicas não estatais, associações de classe ou em entidades
particulares, desde que estejam contidos no catálogo de que cuida a presente resolução, e que
sejam credenciados pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do
Estado de São Paulo “Paulo Renato Costa Souza” - EFAPE, pelo Ministério da Educação (MEC) ou
pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

§4º - O ato de credenciamento, de que trata o parágrafo anterior, após sua análise e
deferimento, será expedido pela EFAPE no prazo de 90 (noventa) dias corridos, contados a partir
da data em que tenha se efetuado o protocolo do pedido, observando os procedimentos de
credenciamento definidos pela EFAPE.

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§6º - A permanência na mesma unidade de trabalho ou na mesma função, a que se
refere o disposto no caput deste artigo, deverá compreender todo o decorrer do interstício exigido,
para que o integrante do Quadro do Magistério seja contemplado com a Evolução por
Desenvolvimento.

§7º - Nos casos em que o profissional do magistério tenha seu cargo ou função-
atividade transferido a critério da administração ou removido ex-officio para outra unidade de
trabalho, o tempo restante para completar o interstício será computado como se houvesse
permanecido por todo o período na mesma unidade.

Artigo 13 - O processo de concessão da Evolução por Desenvolvimento observará as


pontuações mínimas estabelecidas no Anexo V do Decreto nº 69.046, de 14 de novembro de 2024.

§1º - As pontuações dos cursos e demais formações estão definidas no Anexo XI, parte
integrante desta Resolução.

§2º - Para fins de obtenção de evolução por desenvolvimento por meio da


apresentação de título de mestrado ou doutorado, seja acadêmico ou profissional, o servidor
deverá atentar-se para os critérios de elegibilidade a serem publicizados em instrução pela Escola
de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado de São Paulo “Paulo
Renato Costa Souza” - EFAPE.

§3º - Os cursos e demais formações somente poderão ser utilizados uma única vez,
vedando-se a apresentação de títulos previstos no artigo 13 do Decreto nº 69.046, de 14 de
novembro de 2024.

Artigo 14 - A Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do


Estado de São Paulo “Paulo Renato Costa Souza” - EFAPE, em conjunto com a Diretoria de
Pessoas da Subsecretaria de Gestão Corporativa, poderão por meio de portaria conjunta fixar
o rol de cursos de atualização ofertados por instituição/entidade externas pública ou privada ou
ainda por entidades associativas, a serem considerados para fins de evolução de desenvolvimento.

Artigo 15 - Os efeitos da Evolução por Desenvolvimento ocorrerão no mês


subsequente à publicação da portaria de concessão realizada pela Diretoria de Pessoas da
Subsecretaria de Gestão Corporativa

CAPÍTULO V

Do Regramento da Redução de Interstício para Evolução

Artigo 16 - A Diretoria de Pessoas da Subsecretaria de Gestão Corporativa publicará a


Relação Provisória de servidores, por cargo, que poderão fazer jus à evolução, nos termos do §2º
do artigo 21 da Lei Complementar 1.374/2022.

§1º - Contra a Relação, a que se refere o caput deste artigo, poderá ser interposto
recurso, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, que não terá efeito suspensivo.

§2º - Decorrido o prazo de recurso, será elaborada e publicada pela Diretoria de


Pessoas da Subsecretaria de Gestão Corporativa, a Relação Final dos servidores que fazem jus à
evolução, nos termos deste artigo.

CAPÍTULO VI

Das Disposições Finais

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Artigo 17 – Os integrantes do Quadro do Magistério aderentes ao Plano de Carreira e
Remuneração instituído pela Lei Complementar nº 1.374, de 30 de março de 2022 serão
submetidos à primeira Avaliação de Desempenho, para fins de evolução funcional, em
conformidade com disposto no artigo 3º desta Resolução.

Parágrafo único – A Diretoria de Pessoas da Subsecretaria de Gestão Corporativa,


publicará portaria com o cronograma da primeira Avaliação de Desempenho, para fins de evolução
funcional.

Artigo 18 - A Evolução, de que trata o disposto nesta resolução, não se aplica aos:

I - Integrantes do Quadro do Magistério abrangidos pelo regime remuneratório, por


vencimentos, conforme a Lei Complementar nº 836, de 30 de dezembro de 1997;

II. Docentes contratados nos termos da Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de


2009.

Artigo 19 – A Diretoria de Pessoas da Subsecretaria de Gestão Corporativa e a Escola


de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado de São Paulo “Paulo
Renato Costa Souza” - EFAPE poderão expedir normas e orientações complementares necessárias
ao cumprimento do disposto, nesta Resolução.

§1º Caberá a DIPES e a EFAPE decidir sobre os casos omissos e não previstos nesta
Resolução.

§2º Caberá, ao Conselho de Escola, no âmbito da unidade escolar, atuar nos processos
relacionados à avaliação de desempenho, bem como acompanhar a efetividade dos feedbacks
formativos realizadas aos servidores, assegurando a transparência, a equidade e o caráter
pedagógico do processo avaliativo.

Artigo 20 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ANEXO I

A que se refere _TRILHA DE REGÊNCIA________________ desta Resolução

Carga Horária Apurável pelo SARESP Peso SARESP (Resultados Peso Avaliação Total
(horas/aula) Educacionais) Desempenho
0 20.0% 80.0% 100,0%
1 21.2% 78.8% 100,0%
2 22.5% 77.5% 100,0%
3 23.8% 76.2% 100,0%
4 25.0% 75.0% 100,0%
5 26.2% 73.8% 100,0%
6 27.5% 72.5% 100,0%
7 28.8% 71.2% 100,0%
8 30.0% 70.0% 100,0%
9 31.2% 68.8% 100,0%
10 32.5% 67.5% 100,0%
11 33.8% 66.2% 100,0%
12 35.0% 65.0% 100,0%
13 36.2% 63.8% 100,0%
14 37.5% 62.5% 100,0%
15 38.8% 61.2% 100,0%

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16 40.0% 60.0% 100,0%
17 41.2% 58.8% 100,0%
18 42.5% 57.5% 100,0%
19 43.8% 56.2% 100,0%
20 45.0% 55.0% 100,0%
21 46.2% 53.8% 100,0%
22 47.5% 52.5% 100,0%
23 48.8% 51.2% 100,0%
24 50.0% 50.0% 100,0%
25 51.2% 48.8% 100,0%
26 52.5% 47.5% 100,0%
27 53.8% 46.2% 100,0%
28 55.0% 45.0% 100,0%
29 56.2% 43.8% 100,0%
30 57.5% 42.5% 100,0%
31 58.8% 41.2% 100,0%
32 60.0% 40.0% 100,0%
ANEXO II
Critérios para Definição das Metas Ouro e Diamante

Item Critério Descrição


1 Meta Ouro Atingida quando a unidade escolar ou componente curricular alcançar o
(cumprimento da índice de cumprimento da meta previamente estabelecida, com base nos
meta) resultados obtidos no ano anterior ao da avaliação, conforme parâmetros
definidos em Resolução específica.
2 Meta Ouro (IQ) Será igualmente reconhecido como desempenho Ouro o alcance de Índice
de Qualidade (IQ) ≥ 6,5, desde que cumpridos os requisitos obrigatórios de
Índice de Frequência dos Alunos (IFA) e Taxa de Participação nas
Avaliações (TPS/P).
3 Meta Diamante Atingida quando a unidade escolar ou componente curricular superar a
(superação da meta previamente estabelecida, com base nos resultados obtidos no ano
meta) anterior ao da avaliação.
4 Meta Diamante (IQ) Será reconhecido como desempenho Diamante o alcance de IQ ≥ 7,0,
desde que cumpridos os requisitos obrigatórios de IFA e TPS/P.
ANEXO III

A que se refere o §1º do artigo 12, desta Resolução

Evolução por Desenvolvimento


Cursos/Percursos Pontuação mínima para evolução Critério(s)
Formativos
Programa Multiplica SP 12,5 pontos, por edição (semestre) ou Mediante apresentação de
25 pontos por edição anual. certificado EFAPE.
Escola de Gestão 50 pontos, por edição (anual), para Mediante apresentação de
Diretor Escolar e Supervisor certificado EFAPE.
Educacional, 30 pontos, por edição,
para docentes.
Planejamento de Aula 12,5 pontos, por edição (semestre) Mediante dados/relatórios
extraídos pelo BI.
Catálogo Formativo Cursos externos: ofertados por Concluído a partir do ano de
instituições/associações/entidades 2023, sendo: Cursos externos:

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públicas ou particulares = 07 pontos. Conforme publicado em portaria
Cursos EFAPE/SEDUC = 10 pontos DIPES e EFAPE e mediante
apresentação de
certificado/atestado de
aprovação no curso da
instituição/entidade. Cursos
EFAPE/SEDUC: Mediante
apresentação de certificado
EFAPE.
Percurso Formativo 07 = pontos Mediante apresentação de
atestado EFAPE.
(Segunda Graduação) 15 = pontos Com duração de 3 a 4 anos e
Licenciatura plena desde que, não utilizados para o
ingresso no cargo.
Pós-Graduação: Divulgada no catálogo formativo EFAPE Mínimo 360h e Desde que
Especialização ou com nível acima de 5 pelo MEC = 30 relacionados à prática
pontos. Fora do catálogo formativo = profissional ou na área da
10 pontos. educação básica ou gestão
educacional e concluídos dentro
do interstício.
Pós-Graduação: Mestrado Mestrado = 35 pontos Doutorado = 50 Desde que relacionados à
ou Doutorado pontos prática profissional, ou na área
(Profissional ou da educação básica ou gestão
Acadêmico) educacional conforme critérios
de elegibilidade publicizados em
Portaria EFAPE e concluídos
dentro do interstício.
Publicações – Livros (único 12 = pontos Desde que relacionados à
autor) prática profissional ou na área
da educação básica ou gestão
educacional e publicados dentro
do interstício.
Publicações – Livros (até 8 = pontos Desde que relacionados à
três autores) prática profissional ou na área
da educação básica ou gestão
educacional e publicados dentro
do interstício.
Publicações – Livros (mais 5 = pontos Desde que relacionados à
autores) prática profissional ou na área
da educação básica ou gestão
educacional e publicados dentro
do interstício.
Artigos (em revistas, 03 pontos, por artigo, limitado a 3 Desde que relacionados à
periódicos, etc.) artigos, totalizando = 9 pontos prática profissional ou na área
da educação básica ou gestão
educacional e publicados dentro
do interstício.
Materiais didáticos, 5 pontos por artigo, limitado a 3 Desde que relacionados à
software educacional (até materiais ou software, totalizando 15 prática profissional e publicados
3 autores) pontos dentro do interstício.
Documentos técnico- 5 pontos por documento, limitado a 3 Desde que relacionados à
metodológicos (até 3 documentos, totalizando 15 pontos prática profissional ou na área

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autores) da educação básica ou gestão
educacional e publicados dentro
do interstício.
Ciclo de Palestras, 30-59h = 3 pontos 60-89h = 5 pontos Desde que relacionados à
Conferências, 90-179h = 7 pontos ≥180h = 9 pontos prática profissional ou na área
Videoconferências, da educação básica ou gestão
Congressos, Cursos (com educacional e os certificados
ou sem oficinas), expedidos dentro do interstício.
Encontros, Fóruns,
Seminários, Ciclos de
Estudos, Simpósios
Implementação de Projeto 5 pontos por projeto, limitado a 3 Aprovado pelo conselho de
de desenvolvimento projetos, totalizando 15 pontos escola e homologado pelo
curricular ou conselho da diretoria e
interdisciplinar para a implementados dentro do
unidade escolar. interstício.
Conselhos/Trabalho 2 pontos por participação, limitado a 10 Comprovado pela declaração
colegiados da Escola – participações, totalizando 20 pontos expedida pelo superior imediato
colaborativo (iniciativa, expedidos dentro do interstício
participação e mobilização
na unidade escolar)

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