CLIMATÉRIO
Sessão clínica (08/11)
Gabriel Macedo - M6
DEFINIÇÃO
O climatério é o período de transição entre a fase
reprodutiva e a não reprodutiva da mulher, enquanto a
menopausa é definida pela ausência de menstruação
(amenorreia) por 12 meses consecutivos e é determinada
de forma retroativa, representando o término,
permanente, da menstruação. A menopausa pode ocorrer
de forma precoce, antes dos 40 anos, a chamada falência
ovariana precoce.
FISIOPATOLOGIA
EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-GONADAL
FISIOPATOLOGIA
TEORIA DAS DUAS CÉLULAS DUAS
GONADOTROFINAS
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Transitórias Não Transitórias
Alterações menstruais Distopias urogenitais
Sintomas vasomotores Incontinência urinária
Sintomas neuropsiquicos Atrofia geniturinária
Disfunções sexuais Alterações no
metabolismo ósseo
Alterações no
metabolismo lipídico
Diagnóstico
Para mulheres com mais de 45 anos que apresentam queixas sugestivas
de hipoestrogenismo, como sintomas vasomotores e alterações típicas
do padrão menstrual (sangramento uterino pouco frequente), o
diagnóstico de síndrome do climatério é clínico e não necessita de
confirmação por outros exames complementares;
Se ocorrerem dúvidas quanto aos sintomas serem decorrentes de
queda na produção ovariana de estradiol, a dosagem de FSH na fase
folicular inicial pode confirmar o diagnóstico. Valores acima de 25
mUI/mL podem indicar o início da transição menopausal.
Diagnóstico
Recomenda-se, quando necessário, a realização de duas dosagens de
FSH com intervalo de quatro a seis semanas entre elas.
Para mulheres com idade inferior a 45 anos que apresentem queixas de
sangramento uterino anormal, com padrão irregular e ciclos menstruais
pouco frequentes, mesmo que o quadro clínico seja compatível com
hipoestrogenismo, recomenda-se que seja realizada propedêutica
complementar para investigação dos sintomas e exclusão de outras
causas de irregularidade menstrual.
ABORDAGEM TERAPÊUTICA
Não Farmacológicas Farmacológicas
Ressignificação do Fitoterápicos;
climatério; Não hormonais;
Exercícios da Hormonais.
musculatura perineal;
Alimentação saudável;
Peso ideal;
Prática de Atividade
Física;
Rastreio de IST’S;
Prevenção primária de
osteoporose e quedas.
Tratamento Fitoterápico
Soja (Glycinemax);
Trevo vermelho (Trifoliumpratense);
Cimicífuga (Cimicifuga racemosa);
Hipérico (Hipericoperforatum);
Valeriana (Valeriana officinalis);
Melissa (Melissa officinalis).
Abordagem farmacológica –
terapia não hormonal
Abordagem farmacológica
– terapia hormonal (TH)
INDICAÇÕES: tratamento dos sintomas
vasomotores moderados a severos; no tratamento
da atrofia urogenital moderada a severa e na
prevenção das alterações da massa óssea
associadas à menopausa em mulheres de alto risco
para fraturas e em que os benefícios sejam maiores
do que os riscos do uso da terapia hormonal
JANELA DE OPORTUNIDADE: início de terapia estrogênica
após 10 anos da menopausa e/ou em mulheres com idade
superior a 59 anos deve ser evitado devido à associação
com aumento do risco de doenças cardiovasculares nesses
grupos de mulheres