0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações9 páginas

Capitulo 1

Capítulo 1 – Conhecendo Seu Espaço e Solo

Enviado por

arleijr
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações9 páginas

Capitulo 1

Capítulo 1 – Conhecendo Seu Espaço e Solo

Enviado por

arleijr
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Capítulo 1 – Conhecendo Seu Espaço e Solo

1.1. Análise inicial do terreno


Antes de colocar qualquer planta no solo, é fundamental conhecer
profundamente o espaço que você tem disponível. Esta etapa inicial pode
parecer trabalhosa, mas ela determinará o sucesso ou fracasso de todo o
seu projeto de jardinagem. Muitos iniciantes cometem o erro de comprar
plantas por impulso, sem considerar as condições específicas do seu
terreno, resultando em frustração e desperdício de dinheiro.
O primeiro passo é realizar um levantamento completo da área. Pegue uma
folha de papel em formato A4 ou use um aplicativo de desenho no seu
celular. Desenhe o perímetro do seu terreno, marcando a posição da casa,
muros, portões, calçadas e qualquer estrutura fixa existente. Não se
preocupe com proporções perfeitas – o importante é ter uma visão geral do
espaço.
Identifique e marque no seu croqui todos os pontos fixos que não podem ser
movidos: caixas de inspeção de esgoto, ralos, registros de água, passagem
de tubulações (tanto aéreas quanto subterrâneas), fossas sépticas, filtros,
caixas de energia e medidores. Estes pontos determinarão onde você pode
ou não plantar, especialmente árvores de grande porte.
Observe atentamente o comportamento da água em dias de chuva. Onde
ela se acumula formando poças? Por onde escorre naturalmente? Marque
estas informações no seu desenho com setas e símbolos. Áreas que alagam
constantemente precisarão de drenagem especial ou plantas que toleram
encharcamento.
Analise o tráfego real de pessoas e veículos. Por onde as pessoas realmente
caminham no dia a dia? Mesmo que não existam caminhos formais, observe
as "trilhas" naturais que se formam. Estes percursos devem ser respeitados
no seu planejamento, pois ir contra eles geralmente resulta em plantas
pisoteadas e caminhos mal utilizados.
Verifique a existência de interferências que podem afetar o crescimento das
plantas: raízes de árvores grandes próximas aos muros (que podem causar
rachaduras), cabos elétricos aéreos que limitam o crescimento de árvores,
janelas baixas que podem respingar água de chuva sobre as plantas, e
áreas onde há acúmulo de lixo ou entulho.
Considere também a privacidade e a vista. Existem janelas dos vizinhos que
"olham" diretamente para o seu jardim? Há vistas bonitas que devem ser
preservadas ou vistas desagradáveis que precisam ser bloqueadas? Estes
fatores influenciarão a escolha de plantas e o posicionamento de elementos
mais altos.
Meça ou estime as dimensões principais do terreno. Você não precisa de
precisão milimétrica, mas ter uma noção aproximada das distâncias ajudará
no planejamento. Uma dica prática: use seus próprios passos como medida
(meça quantos centímetros tem um passo seu e use isso como referência).
Fotografe o terreno de vários ângulos e em diferentes horários do dia. As
fotos ajudam a identificar detalhes que podem passar despercebidos na
análise presencial e são úteis para consultar depois, quando você estiver
planejando em casa.
1.2. Tipos de solo e como identificá-los
O solo é o fundamento de qualquer jardim bem-sucedido. Plantas diferentes
têm necessidades específicas de solo, e entender o que você tem disponível
é essencial para escolher as espécies certas e fazer as correções
necessárias.
Existem três componentes principais que determinam a textura do solo:
areia, silte e argila. A proporção entre estes componentes define as
características de drenagem, retenção de nutrientes e facilidade de cultivo.
Solo arenoso tem predominância de partículas de areia. Para identificá-lo,
pegue um punhado de terra úmida e tente formar uma bolinha. Solo
arenoso não mantém a forma, esfarelando facilmente entre os dedos. Este
tipo de solo drena rapidamente, aquece mais no inverno, mas também seca
mais rápido no verão e tem baixa capacidade de reter nutrientes. É ideal
para plantas mediterrâneas, suculentas e algumas ervas aromáticas, mas
requer irrigação mais frequente e adubações regulares.
Solo argiloso contém alta proporção de argila. Quando úmido, você
consegue formar uma "cobrinha" firme com a terra, que não se quebra
facilmente. Este solo retém bem a água e os nutrientes, mas pode
encharcar facilmente e ficar muito compacto quando seco. Muitas plantas
ornamentais se adaptam bem à argila, mas é importante melhorar a
drenagem para evitar apodrecimento das raízes.
Solo siltoso fica entre a areia e a argila. Quando úmido, forma uma
bolinha, mas ela se desfaz com pouca pressão. É considerado um solo
equilibrado para a maioria das plantas.
A cor do solo também revela informações importantes. Solos escuros
geralmente são ricos em matéria orgânica, enquanto solos muito claros
podem indicar baixa fertilidade ou presença excessiva de areia. Solos
avermelhados são típicos de regiões tropicais e geralmente bem
estruturados, mas podem ser ácidos.
Para fazer um teste simples de drenagem, cave um buraco de 30 cm de
profundidade e 30 cm de diâmetro. Encha com água e observe quanto
tempo demora para drenar completamente. Se drenar em menos de 4
horas, você tem um solo bem drenado. Entre 4 e 12 horas indica drenagem
moderada. Mais de 12 horas sugere problemas de drenagem que precisam
ser corrigidos.
O pH do solo (acidez ou alcalinidade) afeta diretamente a disponibilidade de
nutrientes para as plantas. A escala vai de 0 (muito ácido) a 14 (muito
alcalino), sendo 7 neutro. A maioria das plantas ornamentais prefere pH
entre 6,0 e 7,0.
Você pode comprar kits simples de teste de pH em lojas de jardinagem, ou
fazer um teste caseiro básico: pegue uma amostra de solo seco e peneirado.
Em um recipiente, misture um pouco de solo com vinagre branco. Se fizer
espuma, o solo é alcalino. Em outro recipiente, misture solo com
bicarbonato de sódio e água. Se fizer espuma, o solo é ácido. Se não houver
reação em nenhum dos testes, o solo está próximo do neutro.
Para análises mais precisas, especialmente se você planeja investir
significativamente no jardim, vale a pena levar uma amostra a um
laboratório de análise de solo. Eles fornecerão informações detalhadas sobre
pH, nutrientes disponíveis e recomendações de correção.
1.3. Preparação básica do solo
A preparação adequada do solo é um investimento que será recompensado
por anos. Um solo bem preparado significa plantas mais saudáveis, menos
problemas com pragas e doenças, menor necessidade de irrigação e
adubação, e maior sucesso no estabelecimento das plantas.
Comece removendo todo material indesejável: entulho de construção,
plásticos, vidros, pedras grandes, raízes de plantas mortas e qualquer lixo
acumulado. Este processo pode ser trabalhoso, mas é fundamental para o
sucesso futuro.
Se o terreno estiver muito compactado (comum em áreas de construção
recente), será necessário descompactar. Use uma enxada ou
rotoencanteirador (pode ser alugado) para quebrar a camada compactada.
Trabalhe quando o solo estiver levemente úmido, mas não encharcado –
solo muito seco fica duro demais, solo muito úmido vira lama.
Para a maioria das situações, você precisará melhorar o solo existente em
vez de substituí-lo completamente. A regra básica é trabalhar na camada de
20-30 cm de profundidade, que é onde ficam a maioria das raízes das
plantas ornamentais.
Para melhorar solos arenosos (que drenam demais):
 Adicione matéria orgânica: composto orgânico, húmus de minhoca ou
esterco curtido
 Proporção sugerida: 30-40% de matéria orgânica misturada aos 30
cm superficiais
 Evite adicionar argila pura, pois pode formar uma massa impermeável
Para melhorar solos argilosos (que drenam mal):
 Adicione matéria orgânica (composto) e areia grossa
 Proporção: 30% de composto orgânico + 20% de areia grossa + 50%
do solo original
 Nunca adicione areia fina em solo argiloso – forma uma massa
semelhante a concreto
 Considere fazer canteiros elevados em casos extremos
Para solos equilibrados que precisam apenas de enriquecimento:
 Adicione 20-30% de composto orgânico bem curtido
 Incorpore adubo granulado de liberação lenta conforme instruções do
fabricante
A matéria orgânica é o componente mais importante na melhoria do solo.
Ela melhora a estrutura tanto de solos arenosos quanto argilosos, fornece
nutrientes gradualmente, aumenta a capacidade de retenção de água em
solos arenosos e melhora a drenagem em solos argilosos.
Fontes de matéria orgânica incluem composto orgânico (o melhor), húmus
de minhoca, esterco bovino curtido, casca de pinus compostada e folhas
decompostas. Evite esterco fresco, que pode queimar as plantas, e
materiais não compostados, que podem roubar nitrogênio do solo durante a
decomposição.
A incorporação deve ser feita gradualmente. Espalhe o material sobre o solo
e use uma enxada ou ancinho para misturar. Trabalhe em seções pequenas
para não se cansar demais. Após a mistura, regue levemente e deixe o solo
"descansar" por alguns dias antes do plantio.
Para correção de pH, se necessário:
 Solo muito ácido: adicione calcário dolomítico (siga as instruções da
embalagem)
 Solo muito alcalino: adicione enxofre elementar ou matéria orgânica
ácida
1.4. Drenagem: o segredo de um jardim saudável
A drenagem adequada é fundamental para a saúde das plantas. Mais
plantas morrem por excesso de água do que por falta dela. Raízes
encharcadas apodrecem rapidamente, especialmente em climas quentes,
criando condições ideais para fungos e bactérias prejudiciais.
Observe seu terreno durante e após chuvas fortes. Identifique onde a água
se acumula e por onde ela escorre naturalmente. Esta observação
determinará onde você precisa melhorar a drenagem e onde pode
aproveitar a umidade natural para plantas que a preferem.
Sinais de problemas de drenagem:
 Poças que demoram mais de 24 horas para secar
 Solo que permanece encharcado por dias após a chuva
 Aparecimento de musgo ou limo em áreas ensolaradas
 Odor de mofo ou podridão vindo do solo
 Plantas que murcham mesmo com solo úmido
Soluções simples para melhorar a drenagem:
Criação de declives suaves: O ideal é um caimento de 1-2% em direção
aos pontos de drenagem. Isso significa uma queda de 1-2 cm a cada metro
de distância. Use uma mangueira de jardim como nível para verificar e criar
estes declives.
Dreno francês: Para áreas com problemas persistentes, cave uma vala de
40-50 cm de profundidade e 20-30 cm de largura, seguindo a direção
natural da água. Coloque uma camada de brita no fundo, depois um tubo
perfurado (pode ser de PVC comum com furos feitos com broca), cubra com
mais brita e finalize com manta geotêxtil e terra. A água infiltrará na vala e
será conduzida para um ponto de escoamento.
Canteiros elevados: Uma solução eficiente para áreas com drenagem
deficiente. Construa bordas de 20-40 cm de altura usando madeira tratada,
blocos de concreto ou pedras. Preencha com uma mistura bem drenante:
40% terra vegetal, 40% composto orgânico e 20% areia grossa.
Canaletas e ralos: Para áreas pavimentadas ou próximas à casa, instale
canaletas que direcionem a água para ralos ou pontos de escoamento.
Jardins de chuva: Uma técnica sustentável onde você cria depressões
plantadas com espécies que toleram tanto seca quanto umidade
temporária. A água das chuvas é coletada nestas depressões, infiltra
gradualmente no solo e as plantas filtram possíveis poluentes.
Teste de drenagem caseiro: Cave um buraco de 30x30 cm e 30 cm de
profundidade. Encha com água e marque o tempo que leva para esvaziar
completamente. Boa drenagem: 4-6 horas. Drenagem aceitável: 6-12 horas.
Problemas de drenagem: mais de 12 horas.
Para plantas que precisam de drenagem excepcional (como suculentas e
cactos), crie "berços drenantes": escave 40-50 cm, coloque uma camada de
15 cm de brita, depois uma mistura de 50% terra, 30% areia grossa e 20%
pedrisco.
Lembre-se de que diferentes plantas têm necessidades diferentes. Algumas,
como lírios-do-brejo e papirus, prosperam em solos úmidos. O segredo é
combinar as plantas certas com as condições de drenagem de cada área do
seu jardim.
1.5. Ferramentas essenciais para começar
Ter as ferramentas certas torna o trabalho de jardinagem mais eficiente,
seguro e prazeroso. Você não precisa comprar tudo de uma vez – comece
com o básico e vá adquirindo outras ferramentas conforme a necessidade.
Ferramentas básicas indispensáveis:
Pá de bico: Essencial para cavar buracos para plantio, transplantes e
trabalhar em solos mais duros. Escolha uma com cabo de madeira ou fibra,
que é mais confortável para uso prolongado.
Enxada pequena ou enxadinha: Ideal para capinar, afofar a terra ao
redor das plantas e fazer sulcos para semear. O tamanho menor oferece
mais controle e precisão.
Ancinho: Para nivelar o solo, juntar folhas secas e espalhar materiais como
composto ou cobertura morta. Modelos com dentes flexíveis são mais
versáteis.
Tesoura de poda: Para cortar galhos finos, flores secas e fazer podas
leves. Invista em uma de boa qualidade – ela durará anos e fará cortes mais
limpos, que cicatrizam melhor.
Pulverizador: Para aplicar água, adubos líquidos ou tratamentos orgânicos.
Um modelo de 1-2 litros é suficiente para jardins pequenos.
Regador ou mangueira: Para irrigação manual. Se optar por mangueira,
tenha também um bico regulador para controlar o jato d'água.
Carrinho de mão ou balde grande: Para transportar terra, plantas,
ferramentas e materiais de uma área para outra.
Ferramentas intermediárias (para quando o jardim crescer):
Podão: Para galhos mais grossos e podas em altura. Modelos telescópicos
são práticos.
Sacho ou enxada média: Para preparação de canteiros maiores e trabalho
em áreas extensas.
Borrifador pequeno: Para aplicar tratamentos foliares específicos ou
umidificar plantas delicadas.
Transplantador: Uma espátula específica para mudas pequenas e
trabalhos delicados.
Luvas de jardinagem: Protegem as mãos de espinhos, químicos e sujeira.
Escolha modelos que permitam sensibilidade nos dedos.
Ferramentas especializadas (conforme a necessidade):
Cortador de grama: Manual (tesoura grande) para pequenas áreas ou
elétrico para gramados maiores.
Mangueira perfurada ou kit de gotejamento: Para irrigação automática
de canteiros.
pH metro digital: Para monitoramento mais preciso da acidez do solo.
Termômetro de solo: Para saber a temperatura ideal para plantio de
diferentes espécies.
Dicas para comprar e manter ferramentas:
Prefira qualidade a quantidade. É melhor ter poucas ferramentas boas do
que muitas de qualidade ruim. Ferramentas de aço carbono ou inox duram
mais e trabalham melhor.
Mantenha as ferramentas limpas e afiadas. Após cada uso, remova a terra e
guarde em local seco. Ferramentas de corte devem ser afiadas
regularmente – cortes limpos previnem doenças nas plantas.
Organize um local específico para guardar as ferramentas. Pode ser um
galpão, armário na área de serviço ou mesmo ganchos na parede da
garagem. Ferramentas organizadas duram mais e você perde menos tempo
procurando.
Para iniciantes com orçamento limitado, algumas ferramentas podem ser
improvisadas temporariamente: colheres grandes servem como
transplantadores, garrafas plásticas cortadas funcionam como pequenos
pás, e borrifadores de limpeza (limpos) podem ser usados como
pulverizadores.
Considere compartilhar ferramentas maiores com vizinhos ou familiares.
Itens como rotoencanteirador, motosserra ou cortador de grama elétrico são
caros e usados esporadicamente – o compartilhamento pode ser uma boa
opção.

Capítulo 2 – Luz Solar e Microclimas


2.1. Mapeando a luz no seu jardim
A quantidade e qualidade da luz solar que cada área do seu jardim recebe
determina quais plantas podem prosperar em cada local. Este mapeamento
é fundamental para evitar frustrações e garantir que suas plantas se
desenvolvam adequadamente.
A intensidade da luz solar varia drasticamente ao longo do dia e das
estações do ano. Uma área que recebe sol pleno no verão pode ficar na
sombra no inverno devido à mudança na trajetória do sol. Por isso, é
importante observar seu jardim por pelo menos algumas semanas,
idealmente em diferentes estações.
Como mapear a luz solar:
Comece identificando a orientação do seu terreno usando uma bússola (ou
aplicativo de celular). A face norte recebe mais sol durante o ano, a sul fica
mais sombreada, a leste recebe sol da manhã e a oeste recebe sol da tarde
(que é mais intenso e quente).
Durante uma semana, observe e anote as condições de luz em diferentes
horários:
 7h-8h (sol nascente)
 10h-11h (sol da manhã)
 12h-13h (sol do meio-dia)
 15h-16h (sol da tarde)
 17h-18h (sol poente)
Para cada área do jardim, marque no seu croqui:
 Sol pleno: 6-8 horas de sol direto por dia
 Sol da manhã: 4-6 horas de sol direto pela manhã, sombra à tarde
 Sol da tarde: 4-6 horas de sol direto à tarde, sombra pela manhã
 Meia-sombra: 3-4 horas de sol direto ou luz filtrada durante o dia
 Sombra clara: luz indireta boa, mas menos de 2 horas de sol direto
 Sombra densa: pouca luz indireta, sem sol direto
Use cores ou símbolos diferentes para cada categoria. Isso criará um mapa
visual que será sua referência principal na escolha de plantas.
Fatores que afetam a luminosidade:
Obstáculos físicos: Muros, casa, galpões, árvores grandes e estruturas
vizinhas criam sombras. Meça ou estime a altura destes obstáculos e
considere como as sombras mudam ao longo do dia.
Sazonalidade: No inverno, o sol nasce mais ao norte e fica mais baixo no
horizonte, criando sombras mais longas. Árvores decíduas (que perdem
folhas) permitem mais luz no inverno.
Reflexão: Superfícies claras como paredes brancas, pisos de concreto ou
espelhos d'água podem refletir luz adicional, criando zonas mais iluminadas
do que o esperado.
Microobstruções: Beirais, marquises, pergolados e treliças podem criar
sombras localizadas que são importantes para plantas menores.
Dicas práticas para o mapeamento:
Use estacas ou hastes para projetar sombras e visualizar melhor as zonas
de luz. Crave uma estaca de 1 metro em diferentes pontos do jardim e
observe o comprimento e direção das sombras em diferentes horários.
Fotografe as mesmas áreas em horários diferentes. As fotos ajudam a
perceber nuances que podem passar despercebidas na observação direta.
Considere a altura final das plantas. Uma árvore pequena plantada em área
de sol pleno pode crescer e sombrear outras plantas no futuro.
Classificação detalhada das condições de luz:
Sol pleno intenso: Áreas que recebem sol direto durante todo o período
mais quente do dia (10h às 16h). Ideal para cactos, suculentas, lavandas e
plantas mediterrâneas.
Sol pleno moderado: Sol direto por 6-8 horas, mas com alguma proteção
nas horas mais quentes. Perfeito para a maioria das plantas ornamentais,
gramados e hortaliças.
Sol da manhã: Recebe sol direto até meio-dia, depois fica sombreado.
Excelente para plantas que precisam de luz mas são sensíveis ao calor
excessivo.
Sol da tarde: Sol direto apenas após o meio-dia. Mais desafiador devido ao
calor intenso, mas adequado para plantas resistentes.
Meia-sombra filtrada: Luz filtrada por folhagens ou elementos
translúcidos. Ideal para muitas plantas tropicais e de sub-bosque.
Sombra clara: Boa luminosidade ambiente, mas sem sol direto. Perfeita
para samambaias, marantas e plantas de folhagem.
Sombra densa: Pouca luz durante todo o dia. Limitada a plantas muito
adaptadas à baixa luminosidade.
2.2. Entendendo as necessidades das plantas
Cada grupo de plantas evoluiu para prosperar em condições específicas de
luz. Compreender estas necessidades é fundamental para fazer escolhas
acertadas e evitar plantas doentes ou que não se desenvolvem
adequadamente.
Plantas de sol pleno:
Características: Folhas geralmente menores, mais espessas ou suculentas,
ceras protetoras, coloração mais intensa. Necessidades: 6-8 horas de sol
direto diário, boa ventilação, solo bem drenado. Sinais de pouca luz:
Crescimento estiolado (caules longos e fracos), folhas grandes e pálidas,
floração reduzida ou ausente, susceptibilidade a fungos. Exemplos: Cactos,
suculentas, lavandas, alecrim, hibiscos, bougainvilleas, gramados.
Plantas de meia-sombra:
Características: Folhas médias, flexibilidade para adaptar-se a diferentes
condições de luz. Necessidades: 3-6 horas de sol direto ou luz filtrada forte
durante todo o dia. Vantagens: Mais versáteis, adaptam-se a mudanças
sazonais de luminosidade. Exemplos: Azaleias, begônias, impatiens, hostas,
muitas bromélias, lírio-da-paz.
Plantas de sombra:
Características: Folhas grandes e finas para captar máxima luz, verde
intenso, crescimento mais lento. Necessidades: Luz indireta, proteção contra
sol direto, umidade adequada. Sinais de excesso

Você também pode gostar