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SEMINÁRIO PROPEDÊUTICO CRISTO-REI

=MATOLA=

CADEIRA: ANTROPOLOGIA

RESUMO DE 7 E 8 DE APOSTULADO ANTROPOLÓGICO

DISCEMTE DOCENTE

Celso Óscar Paulo Pe. Vasco Dinis

Matola, aos 11 de Março de 2025


7. Uso de termos inadequados

7.1 No estudo antropológico devemos evitar o uso de termos abusivos e desacertadas,


superando pelo estado actual das ciências. Termos como: povo pré-lógicos, povos ilógicos,
mentalidade pré-lógica, Homem primitivo, religião primitiva, grande religião animismo,
magia, matriarcado, sociedade arcaicas, etc. estas são um dos termos designar um posso ou
culturas são abusiva e inadequadas.
Por exemplo: chamar de povos pré-lógicas este termo significa. Diz-se do estádio no
desenvolvimento do pensamento da criança em que não se verificam as regras da lógica.
Pré-lógicos: Designativo do modo de pensar que Lévy-Bruhl, nas suas primeiras obras,
atribui à mentalidade do primitivo.
7.2 Em base aos estudos antropológicos, baseados, em trabalhos de campo, podemos afirmar
hoje que não há povos de mentalidade pré-lógica, isto é, povos de incapacidade «infantil» de
tirar conclusões adequadas da experiência.
As diferenças de reflexão entre o assim camado «homem primitivo» e o «homem moderno»
parecem estar na suposição fundamentares sobre o mundo e as coisas que nele existem,
condicionadas pelas diferenças de informação que cada um tem.
Atualmente tem-se conhecimentos sobre o funcionamento do universo desconhecido
antigamente.
Hoje conhecemos cientificamente as causas de muitas doenças que aticamente se ignoravam.
7.3 Todo sistema cultural humano é logico e coerente dentro de seus próprios termos,
segundo as suposições e conhecimento básicos à disposição da comunidade.

8. O Animismo e outras teorias superadas

8.1 O termo Animismo não é científico para falar de religião em Africa.


Muitos Antropólogos dos seculos XIX e XX, estudando a origem da Religião nos mais
diversos povos da terra, não encontraram os elementos que eles consideravam constitutivos
de uma Religião, isto é, templos, Livros Sagrados, culto organizado, Classe Sacerdotal,
templos Litúrgicos, o termo religião e mais outros.
Concluíram então, que era povos sem Religião, embora tivessem algumas formas
embrionárias de Religião.
Dai surgiram as várias Hipóteses sobre as Religião: Animismo, magia, totemismo, feiticismo,
etc. Referindo-se particularmente ao continente Africano, usaram comumente o termo
animismo.

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O Animismo- em termos gerais, é a doutrina de que os organismos vivos são animados por
uma alma, ou seja, a alma é o princípio de vida orgânica e da vida psíquica. O conceito se
refere a crenças cruas e ingênuas, nas quais se confundem imagens, sentimentos e realidade.
8.2 Hoje torna-se necessário abandonar definitivamente tal terminologia depreciativa e
infamante, pois continuar a usá-la não é científico nem respeitoso, segundo se expressam os
estudiosos Nigerianos N.O.Opeloye e D.F. Asaju. Tal denominação foi rejeitada por
Antropólogos e teólogos e mais outro estudioso, no Colóquio Internacional de Abdijan
«Costa de Marfim», em 1961, e vem seu lugar propuseram a seguinte: «Religião Tradicional
Africana» «RTA», pelos seguintes motivos:
a) negativismo: o termo animismo implica um juízo pejorativo; é impreciso; não tem
nenhum significado para qualificar devidamente as Religiões Africanas;
b) positivamente: as RTA são autênticas religiões: são as religiões naturais e tradicionais dos
povos de Africa Sub-saharina; encontramos nelas um corpo de verdades «Fé no Ser Supremo
e criador», os antepassados que são intermediários e intercessores; ritos e cerimónias para as
mais diversas circunstâncias; os responsáveis pelos ritos e a comunidade que celebra e reza.

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