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Apostila ASB

O documento aborda a importância do Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) no mercado de trabalho, destacando suas responsabilidades e funções no consultório odontológico, como gerenciamento de agenda, controle de estoque e apoio ao cirurgião-dentista. Também discute a organização administrativa, limites de atuação, e a necessidade de formação reconhecida, além de apresentar o Código de Ética Odontológica que regula a profissão. Por fim, menciona as competências e deveres do ASB e do Técnico em Saúde Bucal (TSB), enfatizando a importância do aprimoramento contínuo e da ética profissional.

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Apostila ASB

O documento aborda a importância do Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) no mercado de trabalho, destacando suas responsabilidades e funções no consultório odontológico, como gerenciamento de agenda, controle de estoque e apoio ao cirurgião-dentista. Também discute a organização administrativa, limites de atuação, e a necessidade de formação reconhecida, além de apresentar o Código de Ética Odontológica que regula a profissão. Por fim, menciona as competências e deveres do ASB e do Técnico em Saúde Bucal (TSB), enfatizando a importância do aprimoramento contínuo e da ética profissional.

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Introdução

Inserção do ASB no Mercado de Trabalho


O Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) é um profissional muito procurado e valorizado
pelo mercado de trabalho, desde que esteja capacitado e habilitado para exercer essa
função.
Esse profissional tem como responsabilidade principal prestar serviços de apoio ao
trabalho do cirurgião-dentista, sendo peça fundamental no ambiente clínico.
O consultório odontológico, além de ser um estabelecimento indispensável para a
manutenção da saúde bucal, é legalmente considerado uma empresa e, portanto,
deve ser tratado como tal.
Os serviços oferecidos por essa empresa são realizados por uma equipe de
profissionais habilitados e treinados, preparados para o exercício de suas funções,
entre eles:
• Cirurgião-dentista

Observação:
Ao oferecer conforto, segurança e qualidade nos tratamentos prestados, esses
profissionais certamente se destacarão e serão ainda mais procurados e valorizados
pelo mercado de trabalho.

Organização Administrativa no Consultório Odontológico


A organização administrativa do consultório odontológico é de fundamental
importância para o seu sucesso da empresa.
O Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) tem a responsabilidade pelos serviços de apoio ao
trabalho do cirurgião-dentista.
O auxiliar de dentista, devidamente capacitado e habilitado para exercer sua função,
deve considerar quatro pontos:

1. Gerenciamento da Agenda

Saber gerenciar a agenda é o principal foco do seu trabalho. É por meio dela que se
faz toda a programação das atividades diárias do consultório.

2. Organização de Documentos e Equipamentos

Organizar e controlar a documentação de clientes e os equipamentos, garantindo que


estejam disponíveis em tempo hábil.

3. Controle de Estoque
Manter o controle atualizado do estoque de produtos, evitando faltas ou excessos que
possam comprometer o funcionamento do consultório.
4. Controle Financeiro
Realizar com responsabilidade o controle financeiro da empresa, contribuindo para
uma gestão eficiente.

Reconhecimento do Curso e Exercício Profissional


É importante saber se os cursos oferecidos são reconhecidos pelos conselhos de
classe.
Os cursos de Auxiliar em Saúde Bucal (ASB) podem ser presenciais ou online, cada
um atendendo a um tipo específico de público.
Outro ponto a ser observado é a questão do estágio:
Somente com a realização do estágio será possível obter o certificado de conclusão
do curso e trabalhar regularmente.
Observação:
ASB e dentista trabalham com previsão de custos.

Onde e Como Pode Trabalhar um ASB?


O Auxiliar em Saúde Bucal pode atuar em:
• Empresas relacionadas à área odontológica
• Consultórios particulares
• Unidades Básicas de Saúde (UBS's)
• Centros cirúrgicos (necessário curso complementar)

Limites de Atuação do ASB


É importante saber que você só pode realizar determinados procedimentos sob
supervisão direta do dentista, aumentando sua participação dentro do consultório.

Concorrência no Mercado
Há muitas concorrências?
Resposta: Infelizmente, o número de alunos desistentes nos cursos de Auxiliar em
Saúde Bucal está cada vez maior. Por diversos motivos, muitas pessoas têm desistido
da área, o que faz com que estejam faltando profissionais capacitados para atender à
demanda.

Demografia na Profissão
Há mais homens ou mulheres atuando na área?
Resposta: Embora esse fator não deva influenciar sua decisão, é possível perceber
que a maioria dos profissionais atuantes na área são mulheres.
Rotina de Trabalho do ASB
Como é o dia a dia do Auxiliar em Saúde Bucal?
Resposta:
• Auxílio no manuseio dos instrumentos odontológicos;
• Esterilização dos instrumentos;
• Organização das fichas dos pacientes;
• Auxílio no atendimento de crianças.
Importante:
O ASB deve ser uma pessoa calma e precisa, capaz de lidar com situações de tensão
e pressão.

Vantagens do ASB na Odontologia


O Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) oferece diversos benefícios à rotina odontológica,
contribuindo para a eficiência e qualidade do atendimento. Entre as principais
vantagens, destacam-se:
• Otimização do tempo do dentista: o ASB permite que o profissional se
concentre nos procedimentos clínicos enquanto delega tarefas de apoio,
ganhando agilidade no atendimento.
• Colaboração nas decisões clínicas: o ASB atua sempre em conjunto com o
dentista, buscando a melhor forma de executar as tarefas, especialmente nas
manipulações de materiais.
• Apoio em diversos procedimentos, como:
o Restaurações;
o Cirurgias;
o Moldagens;
o Exames.

Funções do ASB dentro da Equipe Odontológica


O Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) desempenha um papel fundamental na equipe
odontológica, atuando em diversas áreas administrativas, clínicas e preventivas. Suas
principais funções incluem:
• Orientar pacientes sobre higiene bucal;
• Agendar consultas e organizar o atendimento;
• Preencher e anotar informações em fichas clínicas;
• Manter organizados arquivos e fichários;
• Controlar o movimento da clínica e fluxo de pacientes;
• Instrumentar o dentista durante procedimentos na cadeira odontológica;
• Realizar o isolamento do campo operatório;
• Manipular materiais de uso odontológico;
• Selecionar moldeiras adequadas para moldagens;
• Confeccionar modelos em gesso;
• Aplicar métodos preventivos no controle da cárie dentária;
• Realizar a conservação e manutenção de equipamentos odontológicos.

Obs: Todo auxiliar deve ser aprimorado continuamente para que seja cada vez mais
eficiente. Isso vai depender do dentista, que deve estar sempre delegando cada vez
mais ao seu pessoal auxiliar, que deve estar disposto ao aprendizado.

Competências do ASB e TSB:


Apesar das siglas serem muito similares, as funções não são as mesmas.
Basicamente, a diferença entre os dois está nas atividades exercidas e na função:
• O ASB, como o nome diz, faz tarefas que facilitam o dia a dia do consultório.
Ex: Recepção de pacientes,
Preparação de documentos,
Materiais, entre outros.
• O TSB envolve-se mais com pequenos procedimentos durante o atendimento.

Funções do ASB (Auxiliar de Saúde Bucal)


• Executar limpeza, assepsia, desinfecção e esterilização do instrumental.
• Realizar acolhimento do paciente.
• Aplicar segurança de biossegurança no armazenamento, transporte, manuseio
e descarte de produtos e resíduos odontológicos.
• Desenvolver ações de promoção da saúde e prevenção de riscos ambientais e
sanitários.
• Realizar, em equipe, levantamento de necessidades em saúde bucal.
• Adotar medidas de biossegurança visando ao controle de infecções.

Funções do TSB (Técnico em Saúde Bucal)


• Participar de treinamentos e capacitação de ASB e de agentes multiplicadores
das ações de promoção à saúde.
• Participar na realização de levantamentos e estudos epidemiológicos, exceto
na categoria de examinador.
• Ensinar técnicas de higiene bucal e realizar a prevenção das doenças bucais
por meio da aplicação tópica de flúor.
• Fazer remoção de biofilme de acordo com indicação técnica.

Obs: Aos ASBs são vetadas:


• Exercer atividade de forma autônoma;
• Prestar assistência, direta ou indiretamente, sem supervisão de dentista ou
técnico;
• Realizar, na cavidade bucal do paciente, procedimentos não descritos no artigo
9º da Lei 11.889/2008, de 24/12/2008;
• Fazer propaganda dos seus serviços.

Funções do TSB:
• Realizar fotografias e tomadas de uso odontológico exclusivamente em
consultórios e clínicas odontológicas;
• Inserir e distribuir no preparo cavitário materiais odontológicos na restauração
dentária direta, vetado o uso de materiais e instrumentos não indicados pelo
cirurgião-dentista;
• Proceder à limpeza e à antissepsia do campo operatório, antes e após atos
cirúrgicos, inclusive em ambientes hospitalares.
• Remover suturas;

• Aplicar medidas de biossegurança, manipulação e descarte de produtos e


resíduos odontológicos.

Código de ética odontológicas

Capítulo I – Disposições Preliminares

Artigo 1º:
O Código de Ética Odontológica regula os direitos e deveres do cirurgião-dentista,
profissionais técnicos e auxiliares, e pessoas jurídicas que exerçam atividades na área
da odontologia em âmbito público ou privado.
Obrigação de inscrição nos conselhos de odontologia, segundo suas atribuições
específicas.

Artigo 2º:
A odontologia é uma profissão que se exerce em benefício da saúde do ser humano,
da coletividade e do meio ambiente, sem discriminação de qualquer forma ou pretexto.

Artigo 3º:
O objetivo de toda a atenção odontológica é a saúde do ser humano. Caberá aos
profissionais da odontologia como integrantes da equipe de saúde, dirigir ação que
visem satisfazer as necessidades de saúde da população e da defesa dos princípios
das políticas públicas de saúde e ambientais, que garantam a universalidade de
acesso aos serviços de saúde, integralidade da assistência à saúde, preservação de
autonomia dos indivíduos, participação da comunidade, hierarquização e
descentralização político-administrativa dos serviços de saúde.

Artigo 4º:
A natureza personalíssima da relação paciente / profissional na atividade odontológica
visa demonstrar e reafirmar, através do cumprimento dos pressupostos estabelecidos
por este código de ética, a peculiaridade que reveste a prestação de tais serviços
diversos, portanto das demais prestações bem como de atividade mercantil.

Capítulo II – Dos Direitos Fundamentais

Artigo 6º:
Constitui direito fundamental das categorias técnicas e auxiliares recusarem-se a
executar atividades que não sejam sua competência técnica, ética e legal, ainda que
sob supervisão do cirurgião – dentista.

Artigo 7º:
Constituem direitos fundamentais dos técnicos em saúde bucal e auxiliares em saúde
bucal:

I. Executar, sob a supervisão do cirurgião – dentista, os procedimentos constantes na


Lei nº 11 889 / 2008 e nas resoluções do conselho federal;

II. Resguardar o segredo profissional;

III. Recusar-se a exercer a profissão em âmbito público de privativo onde as condições


de trabalho não sejam dignas, seguras e salubres.

Capítulo III – Dos Deveres Fundamentais

Artigo 8º:
A fim de garantir a fiel aplicação desse código, o cirurgião dentista, os profissionais
técnicos e auxiliares, e as pessoas jurídicas, que exerçam atividades no âmbito da
odontologia, devem cumprir e fazer cumprir os preceitos éticos e legais da profissão, e
com descrição e fundamento, comunicar ao conselho regional fatos de que tenham
conhecimento e caracterizem possível infringência do presente código e das normas
que regulam o exercício da odontologia.

Artigo 9º:
Constituem deveres fundamentais dos inscritos e sua violação caracteriza infração
ética:

I. Manter regularizadas suas obrigações financeiras junto ao conselho regional.

II. Manter seus dados cadastrais atualizados junto ao conselho regional.


III. Zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da odontologia e pelo prestigio e
bom conceito da profissão.
V. Exercer a profissão mantendo comportamento digno;

VI. Manter atualizados os conhecimentos profissionais, técnico – científicos e


culturais, necessários ao pleno desempenho do exercício profissional;

VII. Zelar pela saúde e pela dignidade do paciente.

VIII. Resguardar o sigilo profissional;

IX. Promover a saúde coletiva no desempenho de suas funções, cargos e


cidadania, independente de exercer a profissão no setor público ou privado;

X. Elaborar e manter atualizadas os prontuários na forma das normas em vigor,


incluindo os prontuários digitais;

XI. Apontar falhas nos regulamentos e nas normas das instituições em que
trabalhe, quando as julgar indignos para o exercício da profissão ou prejudiciais ao
paciente devendo dirigir-se, nesses casos aos órgãos competentes;

XIV. Assumir responsabilidades pelos atos praticados, ainda que estes tenham
sido solicitados ou consentidos pelo paciente ou seu responsável;

XV. Resguardar sempre a privacidade do paciente;

XVII. Comunicar sempre a privacidade do paciente;

Comunicar ao conselho regional sobre atividades que caracterizam o exercício


ilegal da odontologia e que sejam de seu conhecimento;

Capitulo V - do relacionamento

Seção 1 com o paciente

ART.11 Constitui infração ética:

I. Discriminar o ser humano de qualquer forma ou sob qualquer pretexto;

II. Aproveitar-se de situações decorrentes da relação profissional / paciente para


obter vantagens física, emocional, financeira ou política;

VIII. Desrespeitar ou permitir que seja desrespeitado o paciente;

VI. Delegar os profissionais técnicos ou auxiliares atos de atribuições exclusivas


da profissão cirurgião – dentista;
Seção II
com a equipe de saúde

Art.12 No relacionamento entre os inscritos, sejam pessoa físicas ou jurídicos, serão


mantidos o respeito, a lealdade e a colaboração técnico – cientifica.

Art.13 Constitui infração ética:

1. Agenciar, aliciar ou desviar paciente de colega, de instituição publica ou privada;

2. Assumir emprego ou função sucedendo o profissional demitido ou afastado por


represália por atitude de defesa de movimento legitima de categoria ou aplicação
deste código.

3. Praticar ou permitir que se pratique concorrência desleal;

4. Ser conivente em erros técnicos que infração ética, ou com o exercício irregular ou
ilegal da odontologia;

5. Negar, injustificadamente colaboração técnica de emergência ou serviços


profissionais a colega;

6. Criticar erro técnico de colega ausente, salvo por meio de representação ao


conselho regional;

7. Explorar colega quando compartilhar honorários; descumprir ou desrespeitar a


legislação pertinente no tocante as relações de trabalho entre os componentes de
equipe de saúde;

8. Delegar funções e competências a profissionais não habilitadas que utilizar-se


serviços prestados por profissionais ou empresas não habilitadas legalmente ou não
regulamentados escritos no conselho regional de sua jurisdição.

Capítulo VI - Sigilo Profissional

Art. 14 – Constitui infrações éticas:

1. Revelar, sem justa causa, fato sigiloso de que tinha conhecimento em razão do
exercício de sua profissão;

2. Negligenciar na orientação de seus colaboradores quanto ao sigilo profissional;

3. Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir paciente, sua imagem ou


qualquer outro elemento que o identifique.
Parágrafo único – Compreende como justa causa:

1. Notificação compulsória de doença;

2. Colaboração com a justiça nos casos previstos em lei;

3. Perícia odontológica nos seus exatos limites;

4. Estrita defesa de interesse legítimo dos profissionais envolvidos;

5. Revelação de fato sigiloso ao responsável pelo incapaz.

Art.15 – Não constitui quebra de sigilo profissional a declinação do tratamento


empreendido na cobrança judicial de honorários profissionais;

Art. 16 – Não constitui, também, quebra de sigilo profissional a comunicação ao


Conselho Regional e às autoridades sanitárias, em condições de trabalho indignas,
inseguras e insalubres;

Capítulo VII - Documentos Odontológicos

Art. 17 – É obrigatória a elaboração e a manutenção de forma legível e atualizada de


prontuários à sua conservação em arquivos próprios, seja de forma física ou digital.

Parágrafo único. Os profissionais da odontologia deverão manter no prontuário os


dados clínicos necessários para uma boa condução do caso, em cada avaliação, em
ordem cronológica, com data, hora, nome, assinatura e número de registro do dentista
no Conselho Regional de Odontologia.

Art. 18 – Constitui infração ética:

1. Negar ao paciente ou periciado, acesso a seu prontuário, deixar de lhe fornece


cópia quando solicitado, bem como deixar de lhe dar explicações necessárias à
sua compreensão, salvo quando ocasione riscos ao próprio paciente ou a
terceiros;
2. Comercializar atestados, recibos, notas fiscais ou prescrições de
especialidades medicamentosas ou farmacêuticas;

Capítulo XIX - Disposições Finais

Art. 58 – O profissional condenado por infração ética à pena disciplinar combinada


com multa pecuniária também poderá ser objetivo de reabilitação, na forma prevista no
Código de Processo Ético.
Art. 59 – As alterações deste código são da competência exclusiva do Conselho
Federal, ouvidos os conselhos regionais.

Art. 60 – Este código entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2013.

Legislação Trabalhista:
Consolidação das Leis do Trabalho

Art. 1º – Esta Consolidação estatui as normas que regulam as relações individuais e


coletivas de trabalho, nela previstas.

Art. 2º – Considera-se empregadora a empresa, individual ou coletiva, que,


assumindo os riscos da atividade econômica...

Art. 3º – Considera-se empregada toda pessoa física que prestar serviços de


natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

Parágrafo único: Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e às


condições de trabalho, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.

Art. 4º – Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja


à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposições
especiais expressamente consignadas:

1. Práticas religiosas;
2. Descanso;
3. Lazer;
4. Estudo;
5. Alimentação;
6. Atividades de relacionamento social;
7. Higiene pessoal;
8. Troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatório de realizar a troca
na empresa;

Art. 5º – A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual, sem distinção de
sexo.

Art. 10º – Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos
adquiridos por seus empregados.

Título 2 – Das normas gerais de tutela do trabalho

Capítulo I – Da Identificação Profissional


Seção I – Da Carteira de Trabalho e Previdência Social

Art. 13 – A Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de


qualquer emprego, inclusive de natureza rural, ainda que em caráter temporário, e
para o exercício por conta própria ou por conta própria de atividade profissional
remunerada.
Anatomia

Conceito:
É o ramo da biologia que estuda a estrutura e a organização dos seres vivos, tanto
externa quanto interna.

Fisiologia:
É o da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos
seres ou peças, estuda o funcionamento do organismo.

A Boca:
É a primeira parte do trato digestivo, estende-se desde o lábio à bucofaringe.

• Função da Boca:

• Porta de canal alimentar


• Mastigação
• Paladar
• Fala
A boca pode ser dividida em:

• Cavidade própria da boca


• Vestíbulo da boca

A cavidade própria da boca: é o largo espaço interno aos dentes, que


aloja a língua;

Vestíbulo da boca:
É o pequeno espaço que
separa os lábios e as
bochechas dos dentes e
gengivas.
Frênulo labial:
Dobra da mucosa que
liga o lábio e bochecha
a mucosa alveolar e/ou
gengiva.

Bridas: Estrutura fibrosas, congênitas ou adquiridas, situadas


predominantemente no lado vestibular da cavidade bucal, onde
promovem a diminuição do fundo de sulco.

O teto da boca:

Anterior: Palato duro


Posterior: Palato mole
Úvula: É uma pequena saliência muscular que pende da
margem posterior do palato mole.

Função: Tem a função de atuar como um coxim


prevenindo o palato mole de ser empurrado para cavidade
do nariz durante deglutição.

Tonsilas Palatinas
São compostos principalmente de tecidos linfoide;
Localizadas na região chamada fauces

Língua

Forma o assoalho da boca;

É composta por feixes entrelaçados de


músculos esqueléticos cobertos por uma
membrana mucosa;

Os músculos extrínsecos da língua


originam-se no osso hioide, na mandíbula e
no processo estiloide dos ossos temporais.
A língua está unida centralmente ao assoalho da boca por uma prega da membrana
mucosa chamada de frênulo lingual.
Língua

Membrana mucosa que cobre o dorso da língua papilas.

Papilas filiformes: São pequenos cones, estão distribuídos em fileiras, ajudam a


movimentar e empurrar os alimentos durante a mastigação e deglutição.

Papilas fungiformes, em forma de cogumelo e distribuídas entre as papilas filiformes,


estão diretamente envolvidas na percepção do paladar, pois contêm botões gustativos.
(Papila Gustativa)

Papilas valadas: Forma um V invertido para o fundo da língua. (Papila gustativa)

Tonsila lingual: Pequenos nódulos linfáticos.


Frênulo lingual: Estrutura que une a língua
ao assoalho bucal.

Glândulas salivares

Glândulas submandibulares: estão localizadas mediante o ângulo da mandíbula.

O ducto submandibular se abre na base do


frênulo da língua.

A abertura do ducto excretor da glândula


submandibular.
Glândulas parótidas: A maior parte das
glândulas salivares está localizada abaixo e à
frente da orelha, na face posterior do músculo
masseter.

A glândula parótida possui um canal (ducto parotídeo) que se abre no vestíbulo da


boca, na altura do segundo molar superior.
Dentes

Os dentes se sobressaem na boca a partir dos


alvéolos dentários.

Os dentes se correspondem:

• Incisivos
• Caninos
• Pré – Molares
• Molares
Dentição permanente (32 dentes)
Arco superior : Arco Inferior:
IC:2 IC:2
IL:2 IL:2
C:2 C:2
Pré-M:4 Pré-M:4
ML:6 ML:6
A porção de cada dente que se
sobressai a gengiva na boca é
chamado de coroa;

Uma ou mais raízes ancoram o


dente no alvéolo;

O colo é a parte entre a coroa e


a raiz.
Periodonto de sustentação

Periodonto de
proteção

Glândulas Salivares
• Cerca de 1000 a 2000 ml de saliva são secretados diretamente na boca.
• Parte desta é produzida por inúmeras glândulas bucais localizadas na membrana
mucosa da boca.
• A maior parte das salivas, entretanto, é secretada por três pares de glândulas
salivares, que são ativadas principalmente pelo estímulo dos alimentos.
Dentes
Cada dente é composto por:
• Dentina: Composto em maior parte por substância calcificada;
• Esmalte;
• Cemento: Cobre a dentina da raiz e ancora o dente na membrana periodontal
que reveste o alvéolo;
• Cavidade Pulpar: Região central do dente na qual são encontrados vãos
sanguíneos, nervos e um tecido conjuntivo chamado POLPA
• Canal radicular: cavidade que se estende para baixo, em cada raiz;
• Forame apical: local por onde os vasos sanguíneos e nervos penetram a
cavidade pulpar.

Odontograma

É um formulário utilizado nos atendimentos odontológicos, geralmente na


primeira consulta, onde é descrita a situação em que se encontra cada
elemento dentário.

Símbolos mais usados:


• Dente erupcionado
• Ausente
• Indicação para exodontia
• Dente a restaurar nos caninos e incisivos
• Restauração em bom estado nos pré-molares
• Restauração em bom estado nos caninos e incisivos
• Tratamento endodôntico em bom estado
• Indicação para endodontia
• Diagnóstico incerto
• Solicitação de RX
• Restauração metálica fundida (bloco)
• Fístula
• Prótese fixa
• Lesão de furca
• Restauração gengival superior e inferior
• Restauração gengival superior
• Gengiva sangrante

Equipamentos Odontológicos
Os equipamentos e aparelhos que compõem o consultório odontológico possuem
funções específicas, sendo necessária uma manutenção adequada para o seu bom
funcionamento e durabilidade.
Os ambientes de trabalho odontológico, sejam consultórios ou postos de saúde,
podem ser diferenciados em vários aspectos, porém são compostos basicamente
pelos seguintes equipamentos:
Cadeira Odontológica
Tem a finalidade de acomodar o paciente que irá receber o tratamento odontológico.
Existem no mercado variações dos modelos das cadeiras em relação à sua
automação:
• A = Semi automática
• B = Totalmente automática
• C = Totalmente automática com volta zero.
O painel onde se encontram os botões de controle podem estar localizados na porção
lateral do encosto da cadeira ou no encosto de pé para acionamento de todos os
movimentos do assento e encosto, inclusive movimentos automáticos, e atendem o
toque dos botões com as mãos enluvadas.

Principais cuidados e manutenções


• Ao término do trabalho, deve-se desligar a chave da cadeira.
• Deve-se evitar álcool 70% para desinfecção do acolchoamento da cadeira.
• O mocho e unidade de água devem ser afastados da cadeira antes dos
movimentos.
• Deve-se evitar infiltração de água debaixo da cadeira.
• Os comandos dos movimentos da cadeira devem ser na limpeza.

Equipo Odontológico
Local onde o cirurgião-dentista apoiará os instrumentais necessários para realização
de procedimentos.
No equipo encontram-se as pontas para caneta de alta rotação, micromotor e seringa
tríplice.
Estão disponíveis no mercado equipos que variam no estilo, podendo ser compostos
por até 3 ou 4 pontas, negatoscópio, ligação para ultrassom, aparelho de
fotopolimerizador.

Cuidados básicos para manutenção:


• Nunca deve ser conectada a caneta alta rotação conectada no terminal da
peça de mão ou contra - ângulo de baixa rotação.
• Não é recomendado o uso direto de água da torneira — somente água
destilada ou soro.

Reservatório
O reservatório deve ser abastecido diariamente.
Utilizar o sistema Flush para limpeza dos terminais do equipo.
Refletor
Corresponde à saída de luz destinada à iluminação da cavidade oral do paciente.
Para sua manutenção, deve-se fazer a limpeza do espelho com tecido seco e macio.
Protetor transparente deve ser limpo com pano umedecido com sabão neutro.

Cuidados básicos para manutenção


• Não fazer limpeza com refletor quente.
• A lâmpada tem vida determinada. Para maior conservação sempre manter
desligada.
• Deve-se sempre usar lâmpada indicada pelo fabricante.

Unidade Auxiliar de Água


Composta pela cuspideira e sugadores.
Deve ter bacia de cerâmica removível e design dos princípios de biossegurança.

Cuidados e manutenção:
• Quando for bacia removível, deve-se sempre remover para melhor limpeza.
• A limpeza do separador dos detritos da Unidade Auxiliar deve ser realizada
diariamente, e a peneira lavada com água corrente.
• Ao final do expediente, deve ser colocado um copo com detergente diluído ou
germicida para ser sugado pelos terminais de sucção.

Seringa tríplice
Peça acoplada ao equipo para secar ou lavar cavidade.

Câmara escura
Local isento de luz onde são processados os filmes radiográficos.
Em seu interior contém 3 recipientes para as soluções:
Revelador, água e fixador (RAF).

Negatoscópio
Aparelho utilizado para visualizar e analisar radiografias.
Turbina de alta rotação, micromotor, contra ângulo, peça reta
Compressor
Utilizado para bombear ar para a seringa tríplice e os terminais de rotação do equipo,
além de agir no sistema de sucção.

Cuidados para manutenção


• O local deve ser arejado.
• O compressor deve ser drenado diariamente para retirada de água do seu
reservatório.

Bomba a vácuo
Equipamento independente, utilizado para sugar com alta potência sangue e saliva,
sendo muito utilizado em cirurgias e cumprimentos dos sugadores normais.
É imprescindível em trabalho a quatro mãos.
Deve-se tomar cuidado para que não provoque lesões nos tecidos bucais devido à
força de sucção.
São classificados em dois tipos:

Sistema móvel: podem ser transportados e ligados à energia elétrica e água e o


material removido da cavidade bucal vai para um recipiente que pode ser lavado ou
descartado.
Sistema central ou fixo: ligados próximos ou na unidade auxiliar de água.

Principais cuidados para manutenção


• Após o uso deve-se realizar limpeza da tubulação com solução indicada pelo
fabricante.
• Cânulas de sucção quando em descanso devem estar perfeitamente
adaptadas ao suporte.

Aparelho de Raios-X
Aparelho destinado à tomada de radiografia odontológica. Podem ser móveis ou fixos.
Os móveis possuem na base rodízios para a movimentação, sendo pouco
ergonômicos, uma vez que exigem esforço físico para movimentar e há considerável
perda de tempo durante o seu deslocamento, os fixos possuem uma haste presa à
parede.
Cuidados básicos para manutenção
• Quando não estiver sendo utilizado, o cabeçote deve ficar com o cilindro
direcional para cima.
• Após o uso do aparelho, a chave geral deve ser desligada;
• Não se deve utilizar o aparelho quando estiver instabilidade na rede elétrica.

Amalgamador

A imagem contém informações sobre um amalgamador, um aparelho usado para


misturar ligas que compõe o amalgama.

Há dois modelos descritos:

• Dosador e misturador de limalha e mercúrio

Como funciona: tem compartimentos separados para limalha de prata (ou


aleação) e mercúrio. Possui um regulador para dosar a quantidade exata de
mercúrio, que é misturada com a limalha de forma hermética dentro do
aparelho.
Principais características:
• Controle preciso de proporção entre limalha e mercúrio.
• Tampa hermética para evitar vazamento ou contaminação
• Homogeneização automática e regulável (tempo e intensidade).

Esse modelo é eficiente para quem prefere manipular os componentes


separadamente.

• Amalgamador de capsulas

Como funciona: utiliza cápsulas seladas que já vêm com limalha e mercúrio em
proporção correta. A cápsula é colocada no aparelho, que vibra ou agita para
misturar o conteúdo.

Principais vantagens:

• Praticidade e rapidez — dispensa dosagem manual.


• Mais seguro para o operador, pois reduz exposição ao mercúrio.
• Menor risco de contaminação ou erro de proporção.

Esse sistema é muito utilizado por sua conveniência e segurança operacional.

Cuidados para manuseio e manutenção

1 – Dosador e misturador

• A capsula deve estar devidamente rosqueada antes do inicio da trituração;


• Ao carregar um reservatório, deve-se certificar de que o outro esteja bem
fechado.
• Não se deve encher os reservatórios.

2 – Amalgamador

• A capsula deve estar corretamente presa no suporte e a tampa de plástico


deve estar devidamente fechado antes do inicio da trituração para evitar
acidentes.
Fotopolimerizador

Aparelho que através da emissão de luz polimeriza (Endurece) determinados materiais


restauradores. Pode ser de dois tipos luz Halógena ou led.

Cuidados para manutenção


• Evitar quedas ou batidas com as ponteiras;
• Caso a resina polimeriza na ponta da fibra óptica condutora de luz, deve
ser removida com um instrumento de plástico, sem corte;
• Não mergulhar os componentes internos durante a limpeza;
• Desligar o aparelho antes de executar a limpeza;

Aparelho de Profilaxia (jato de bicarbonato)

Utilizado na remoção de cálculos, auxiliando e otimizando o trabalho manual do


dentista.
Principais cuidados p/ manutenção:
• As peças de mão somente devem ser autoclavadas quando indicado
pelo fabricante;
• As pontas do ultrassom devem ficar mantidas acopladas as chaves;
• Deve ser utilizado somente o pó de bicarbonato e a quantidade indicada
pelo fabricante;
• Desligar o aparelho para despressurizar o reservatório;
• A tampa deve estar corretamente rosqueada de pressurizar o aparelho.

Autoclave
• Aparelho que utiliza calor úmido sob pressão para esterilização de
instrumentos.

Principais cuidados:
• Deve-se desconectar o plug e desligar o disjuntor quando o aparelho não
estiver em uso.
• Nunca se deve colocar a autoclave em funcionamento sem água destilada.
• Não se deve abrir a porta da autoclave sem antes fazer a exaustão e certificar-
se que a pressão esteja zero.
• Periodicamente, o reservatório da água deve ser esgotado e a limpeza das
partes internas da autoclave deve obedecer às indicações do fabricante.

Estufa:
• Equipamento utilizado para esterilização por calor seco.

Principais cuidados p/ manutenção:


• Não devem ser utilizadas esponjas ou produtos ásperos na limpeza interna da
estufa.
• É necessário a presença do termômetro para aferição periódica da
temperatura.
• Deve ser verificado, periodicamente, o vedamento da porta.

Cortador de Gesso:
• Aparelho que serve para cortar os modelos de gesso dos clientes.
Vibrador:
• Aparelho que vibra em até duas velocidades para remover as bolhas no
momento do vazamento dos modelos de gesso.

Seladoras:
• Aparelho que sela os invólucros cirúrgicos para preparar os instrumentais para
esterilização.

Cuba Ultrassônica:
• Aparelho que lava os instrumentais para remoção de resíduos pequenos.

Equipamentos Específicos:
Motor Cirúrgico:
• Utilizado em cirurgias de implantes dentários, onde é necessário perfurar o
osso e inserir o implante de forma segura.

Motor endodôntico:
• Equipamento utilizado para tratar canais radiculares.

Articulador semi-ajustável:
• Utilizado para diagnosticar problemas, planejar tratamentos e confeccionar
próteses.

Delimitador:
• Utilizado para determinar o eixo de inserção e remoção de próteses parciais
removíveis (PPR).

Aparelho de solda de ponto:


• Indicado para pontear e soldar as pontas de bráquetes com lâminas.

Plastificadora a vácuo:
• Equipamento utilizado para moldar placas através de aquecimento e sucção a
vácuo.
Restauração classe I, II, III, IV e V

I – Restauração de Amálgama
• Feita com uma liga metálica (prata, mercúrio, cobre e estanho).
• Muito resistente e durável.
• Usada nos dentes posteriores (molares).

II – Restauração de Resina Composta


• Material estético que imita a cor do dente.
• Aplicada na cavidade e endurecida com luz especial.
• Boa opção para dentes anteriores e posteriores.

III – Restauração de Ionômero de Vidro


• Libera flúor, ajudando na prevenção da cárie.
• Menos resistente que a resina ou o amálgama.
• Indicada para restaurações temporárias em dentes de crianças ou em cáries
radiculares.

V – Restauração de Ouro
• Efeito durável.
• Alto custo e aparência pouco usada hoje.

VI – Restauração de Cerâmica (Inlays e Onlays)


• Feitas sob medida em laboratório e cimentadas no dente.
• Altamente estéticas e resistentes.
• Indicadas em perda de estrutura dentária.
Instrumentais de Uso Clínico

Dentística (Restauração)
1. Bandeja clínica + tripé:
• Espelho clínico
• Pinça
• Sonda exploradora

2. Espátula de inserção (resina)


3. Ácido fosfórico 37%
4. Adesivo + Pincel microbrush
5. Resina fotopolimerizável (Sempre perguntar a cor!)
6. Porta-matriz + Matriz (quando necessário)
7. Matriz de poliéster (quando necessário)
8. Aparelho fotopolimerizador
9. Broqueiro
10. Gaze e roletes de algodão
11. Cimento de hidróxido de cálcio + Aplicador
OBS: Organização da mesa clínica
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