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Filosofia

trabalho de filosofia

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HUME

Biografia:

David Hume foi um filósofo, historiador e economista escocês que viveu no século XVIII
(séc. 18), de 1711 a 1776. Ele é conhecido por suas contribuições significativas para a
filosofia empirista e cética, bem como para a economia e a história.

Hume nasceu em Edimburgo, na Escócia, em uma família com tradição na área jurídica. Ele
estudou na Universidade de Edimburgo aos 12 anos e posteriormente na Universidade de
Glasgow. Em 1734, ele se retirou da universidade para dedicar-se à escrita e aos estudos
filosóficos.

Contexto Histórico:

Hume viveu durante um período de grande efervescência intelectual na Europa,


especialmente na Escócia e na Inglaterra. Foi contemporâneo de figuras como Adam Smith,
Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant. Esse período é conhecido como Iluminismo,
marcado pelo avanço do pensamento racionalista, cético e crítico em oposição à autoridade
tradicional.

Principais obras:

Suas obras mais influentes incluem:


★ "Tratado da Natureza Humana" - Essa obra foi dividida em três livros:
● Livro I aborda as percepções primordiais da mente humana e argumenta
que todo o nosso conhecimento deriva da experiência sensorial. As
percepções são divididas em impressões e ideias. As impressões são todas
as nossas impressões mais vivas, quando ouvimos, vemos, sentimos,
amamos, odiamos, desejamos e queremos, e chegam à mente de maneira
forte e violenta. Já as ideias são o reflexo e as imagens dessas impressões.
“O pensamento mais vivo é sempre inferior à mais remota sensação” . Hume
explora questões relacionadas à percepção, à memória, à causalidade e à
indução, questionando as bases do raciocínio indutivo.
● Livro II retrata as paixões, principalmente as dualidades orgulho e
humildade, amor e ódio, e vício e virtude, explorando as emoções e os
sentimentos que influenciam nossas ações e decisões. Ele argumenta que as
emoções desempenham um papel fundamental em nossa vida moral e ética,
influenciando nossos julgamentos e escolhas.
● Livro III trata da moral. Hume se dedica a investigar as bases da moralidade
humana e a natureza das virtudes e vícios. Ele argumenta que a moralidade
não deriva da razão pura, mas sim das emoções e sentimentos humanos.
Hume discute questões éticas como a origem da justiça, a natureza do bem e
do mal, e a importância da simpatia na formação de nossos princípios
morais.
★ "Investigação sobre o Entendimento Humano" - A obra publicada em 1748, é
uma exposição mais acessível e simplificada das ideias apresentadas no seu
trabalho anterior, o "Tratado da Natureza Humana". Neste livro, Hume aborda
questões fundamentais da epistemologia e da filosofia da mente de forma mais
concisa e direta. Ele explora temas como a origem do conhecimento, a natureza da
crença, a causalidade, a indução e a relação entre ideias e impressões. Uma das
contribuições mais significativas desta obra é a crítica de Hume à noção de
causalidade. Ele questiona a possibilidade de conhecermos a relação de causa e
efeito de forma objetiva, argumentando que nossa crença na causalidade deriva
apenas de uma associação constante entre eventos observados, em vez de uma
conexão necessária entre eles.

★ "Diálogos sobre a Religião Natural" - A obra é um texto filosófico no qual o autor


explora questões relacionadas à religião, à teologia e à crença em Deus por meio de
diálogos entre personagens que representam diferentes pontos de vista.
Hume utiliza os diálogos entre Cleanthes, Philo e Demea para abordar argumentos a
favor e contra a existência de Deus, bem como para discutir a natureza do mal, a
questão da origem do universo e a validade dos argumentos teístas. Cleanthes
defende uma visão teísta baseada na observação do mundo natural e na ideia de
um projetista divino, enquanto Philo apresenta objeções céticas e críticas aos
argumentos teístas tradicionais. David questiona a validade dos argumentos
tradicionais a favor da existência de Deus e destaca as dificuldades em conciliar a
ideia de um ser todo-poderoso com a realidade do sofrimento e da imperfeição no
mundo. Os "Diálogos sobre a Religião Natural" refletem o ceticismo religioso e
filosófico de Hume, que enfatiza a importância da razão e da evidência empírica na
avaliação das crenças religiosas.

Principais conceitos:

Em sua filosofia, Hume defendia a teoria do conhecimento, onde todo conhecimento


humano provém da experiência sensorial, ou seja, não podemos ter qualquer conhecimento
que não derive diretamente da experiência, rejeitando a existência de ideias inatas ou
conhecimento a priori. Também defendia a causalidade, onde não podemos ter certeza
absoluta das relações de causa e efeito. Ele argumentava que, embora estejamos
acostumados a ver um evento seguido por outro e a inferir uma relação de causa e efeito
entre eles, não temos justificativa racional para afirmar que um evento necessariamente
causa o outro.
Impactos para a humanidade e Críticas:

Suas ideias tiveram um impacto profundo no desenvolvimento da epistemologia moderna


porque desafiaram concepções tradicionais sobre a natureza do conhecimento e da razão.
Ao enfatizar a importância da experiência sensorial e ao questionar as bases do
conhecimento causal, Hume influenciou filósofos posteriores a repensar as fontes e os
limites do conhecimento humano. Suas reflexões contribuíram para o surgimento de
abordagens empiristas e céticas na filosofia, influenciando tanto o pensamento filosófico
quanto o desenvolvimento da ciência moderna.
Porém, embora tenha sido amplamente respeitado por sua originalidade e profundidade
filosófica, Hume também enfrentou críticas de contemporâneos e pensadores posteriores.
Alguns questionaram sua abordagem cética em relação à causalidade e à moralidade,
argumentando que suas posições poderiam levar ao relativismo ou ao niilismo moral.

Perguntas:

1. ENEM/2015
Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de
compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e
a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do
que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos.
Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a
virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a
forma de um cavalo, animal que nos é familiar.

(HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural,


1995)

Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que


(A) Os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação.
(B) O espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível.
(C) As ideias fracas resultam de experiências sensoriais determinadas pelo acaso.
(D) Os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na
memória.
(E) As ideias têm como fonte específica o sentimento cujos dados são colhidos na
empiria.

R: A
2. UFU/2002.2
David Hume escreveu que “podemos, por conseguinte, dividir todas as
percepções do espírito em duas classes ou espécies, que se distinguem por seus
diferentes graus de força e vivacidade”. (HUME, D. Investigação acerca do
entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 69).

Assinale a ÚNICA alternativa, que apresenta estas duas classes de percepções:


(A) as ideias e as impressões.
(B) as ideias inatas e os dogmas religiosos.
(C) as certezas evidentes e os hábitos sociais.
(D) as superstições e as intuições intelectuais.

R: A

3. (UEL) Leia o texto a seguir.

“Podemos definir uma causa como um objeto, seguido de outro, tal que todos os
objetos semelhantes ao primeiro são seguidos por objetos semelhantes ao segundo. Ou,
em outras palavras, tal que, se o primeiro objeto não existisse, o segundo jamais teria
existido. O aparecimento de uma causa sempre conduz a mente, por uma transição
habitual, à ideia do efeito; disso também temos experiência. Em conformidade com essa
experiência, podemos, portanto, formular uma outra definição de causa e chamá-la um
objeto seguido de outro, e cujo aparecimento sempre conduz o pensamento àquele outro.
Mas, não temos ideia dessa conexão, nem sequer uma noção distinta do que é que
desejamos saber quando tentamos concebê-las.”

(Adaptado de: HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano e sobre os


princípios da moral. Seção VII, 29. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo:
UNESP, 2004. p.115.)

Com base no texto e nos conhecimentos acerca das noções de causa e efeito em David
Hume, assinale a alternativa correta.

(A) As noções de causa e efeito fazem parte da realidade e por isso os fenômenos
do mundo são explicados através da indicação da causa.

(B) A presença do efeito revela a causa nele envolvida, o que garante a explicação
de determinado acontecimento.

(C) A causa e o efeito são noções que se baseiam na experiência e, por meio dela,
são apreendidas.

(D) A causa e o efeito são conhecidos objetivamente pela mente e não por hábitos
formados pela percepção do mundo.

(E) A causa e o efeito proporcionam, necessariamente, explicações válidas sobre


determinados fatos e acontecimentos.

R: C , de acordo com Hume, as noções de causa e efeito são baseadas na experiência e


são apreendidas por meio dela. Ele argumenta que não temos uma ideia distinta da
conexão entre causa e efeito e que não sabemos exatamente o que estamos tentando
descobrir quando tentamos concebê-las. Portanto, a opção C é a resposta correta.

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