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Resumo de Imunologia

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RESUMO DE

IM U N O L O GIA

Produzido por Gabriel Oliveira


@BIOMEDGABRIEL
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 3
IMUNIDADE 4
IMUNIDADE INATA 5
IMUNIDADE ADAPTATIVA 17
APRESENTAÇÃO DE ANTIGENO 24
HIPERSENSIBILIDADE 26
DIAPEDESE 30
IMINODEFICOÊNCIA 31
DOEÇAS AUTOIMUNES 34
IMUNODIAGNÓSTICOS 39
REFERÊNCIAS 46

ATENÇÃO!!!
Este material é de uso exclusivo daquele que o adquiriu. Portanto, fica
proibido o compartilhamento e/ou a comercialização do mesmo, visto que
se trata de um crime previsto no art.184 do código penal brasileiro, com
pena de 3 meses a 4 anos de reclusão ou multa
INTRODUÇÃO

SISTEMA IMUNE: Conjunto de RESPOSTA IMUNOLÓGICA: Reação


fatores que medeiam a resistência coordenada dos fatores do sistema
contra infecções imune aos microrganismos
infecciosos

IMUNIDADE : Resistencia a doenças


infecciosas

O sistema imune está divididos em dois tipos de imunidade

IMUNIDADE INATA E IMUNIDADE ADQUIRIDA

IMUNIDADE INATA: Refere-se a imunidade nativa, ou natural,


ela é a primeira linha de defesa e tem resposta rápida

Células Sistema
Barreiras epiteliais Células NK Fagócitos
Dendríticas Complemento

IMUNIDADE ADQUIRIDA: chamada de imunidade específica


ou imunidade adaptativa ela se adapta na presença de
agentes patológicos

Linfócitos Anticorpos

3
IMUNIDADE

IMUNIDADE ATIVA

É quando o individuo produz os anticorpos, possui


memória de longo prazo e pode ser adquirida de duas
formas:

Natural ( Após entrar em contato com o patógeno)


Artificial( Vacinas)

IMUNIDADE PASSIVA

É quando o individuo recebe os anticorpos, não possui memória e é de curto


prazo e pode ser adquirida de duas formas:

Natural ( Anticorpos são passados de mãe para o bebe através da placenta ou


do leite materno)
Artificial(soro hiperimune ; soro antiofídico..)

SORO X VACINA

Possui anticorpos Possui antígenos desativados


resposta rápida resposta lenta
imunidade de curto prazo imunidade de longo prazo

4
IMUNIDADE INATA

A primeira linha de defesa da imunidade inata


são as barreiras epiteliais, células e
antibióticos naturais

COMPONENTES

Barreiras Epiteliais
epitélio que fornece barreiras físicas e químicas contra as infecções

Saliva Suor Lagrima Pele

Muco Suco Gástrico Cílios

5
NEUTRÓFILOS

Associado a infecções bacterianas e fungos


Leucócitos mais abundantes no sangue
Associados a fagocitose
A produção de neutrófilos é estimulada pelas citocinas,
conhecidas como fatores estimulantes de colônias

NEUTROFILIA NEUTROPENIA

N° de neutrófilos acima do valor de N° de neutrófilos abaixo do valor


referência de referência

MONÓCITOS

Ingerem microrganismos no sangue (Monócitos ) e nos


tecidos (Macrófagos)
Atua na apresentação de antígenos
Produzem citocinas

MONOCITOSE MONOCITOPENIA

N° de monócitos acima do valor de N° de monócitos abaixo do valor


referência de referência

6
Basófilos
Associados a alergias
Essa célula libera heparina evitando a formação de
coágulos
Libera histamina, o que permite a vasodilatação no local
da inflamação, possibilitando um acesso facilitado de
outros soldadinhos de defesa
Fator de ativação das plaquetas

BASOFILIA BASOPENIA

N° de basófilos acima do valor N° de basófilos abaixo do valor de


de referência referência

Eosinófilos

Associados a infecções parasitárias e alergias


Não são especializados em fagocitose
Realizam sua função de defesa liberando para o meio
extracelular o conteúdo dos seus grânulos

EOSINOFILIA EOSINOPENIA

N° de eosinófilos acima do valor N° de eosinófilos abaixo do valor de


de referência referência

7
Macrófagos

Função de fagocitose
Produzem quimiotaxia
No sangue são chamados de monócitos
formas morfológicas em diferentes tecidos

Nome Local

micróglia sistema nervoso central

células de Kupffer Fígado

macrófagos alveolares Pulmões

osteoclastos Ossos

Células dendríticas

função de captura e apresentação de antígenos


ela é como uma ponte entre a imunidade inata para a
adaptativa, pois ela que faz a apresentação de
antígenos aos linfócitos T

8
Células NK

produzem uma citocina que ativa os macrófagos, o IFN-g


São um tipo de linfócito
Reconhecem células infectadas por vírus e bactérias
intracelulares
Destruição de células tumorais e células infectadas
Induzem apoptose nas células infectadas
São células citotóxicas da imunidade inata

Mastócitos
estão presentes na pele e no epitélio mucoso
São derivadas da medula óssea
grânulos citoplasmáticos abundantes
Os mastócitos estimulam a inflamação produzindo e
secretando mediadores lipídicos e citocinas
Responsável pela defesa contra helmintos ( parasita)
e doenças alérgicas
Os mastócitos possuem em seus grânulos aminas
vasoativas, como a histamina, que causam
vasodilatação e aumento da permeabilidade dos
capilares

9
ÓRGÃOS LINFOIDES

Os órgãos linfóides são estruturas específicas do sistema imunológico que produzem,


armazenam e distribuem células do sistema imune, como os linfócitos. Os principais órgãos
linfóides são:

1. Timo: é um órgão localizado na região superior do tórax e é


responsável pela produção de células T, um tipo de linfócito
importante para o sistema imunológico.

[Link] óssea: é o tecido esponjoso que preenche o interior dos ossos e é


responsável pela produção de células sanguíneas, incluindo linfócitos e
outras células do sistema imunológico.

3. Gânglios linfáticos: esses órgãos estão localizados em várias partes do


corpo, como as axilas, virilha, pescoço e região abdominal, e são
responsáveis por filtrar o linfócito antes de entrar na corrente sanguínea,
eles também são importantes para o sistema imunológico.

4. Baço: é um órgão localizado na região superior esquerda do abdômen


e é responsável pela filtragem do sangue, eliminando células velhas,
infecciosas ou danificadas.

10
SISTEMA COMPLEMENTO
O sistema complemento é um conjunto de proteínas presentes no sangue que atuam em
conjunto com o sistema imune para combater infecções e outras ameaças ao organismo. Ele
é composto por uma série de proteínas que se activam umas as outras em cascata, cada
uma com uma função específica. Ele pode ser dividido em três cascatas complementares: a
via da cascata clássica, a via alternativa e a via da lectina.

A via clássica do sistema complemento é acionada pela presença de anticorpos


IgM e IgG nas superfícies de microorganismos e outras partículas estranhas. Isso
desencadeia a formação de complexos de ativação de complemento, que por sua
vez, ativam outras proteínas complementares. Essa via é considerada um
componente da imunidade adaptativa, pois é desencadeada pela ligação de C1 e
anticorpos aos microrganismos.

A via alternativa do sistema complemento é considerada um componente da


imunidade inata, pois não depende de anticorpos específicos. Ela se inicia com a
quebra da proteína C3, devido à presença de substâncias estranhas na superfície
celular dos microrganismos. Algumas proteínas de complemento são ativadas na
superfície do microrganismo, mas outras proteínas reguladoras de complemento
só estão presentes na célula do hospedeiro. Isso significa que não há controle
sobre a ativação do sistema complemento quando os patógenos não possuem
essas proteínas reguladoras na sua superfície.

A via da lectina é um componente da imunidade inata, pois é iniciada quando a


Lectina Ligadora de Manose (MBL, em inglês) se liga a resíduos de manose e
outros carboidratos presentes na superfície dos patógenos. Essa via é ativada
quando a MBL se liga à manose terminal nas glicoproteínas da superfície dos
microrganismos, estimulando a ativação das proteínas complementares e
ajudando na defesa do organismo contra os patógenos

11
RECONHECIMENTO DE ANTÍGENO

para começarmos a ver como todo funcionamento do sistema imune inato


precisamos ver cada etapa

Então você deve esta se perguntando, como


nosso corpo sabe que um patógeno invadiu
meu corpo?

Então é agora que entra a primeira fase que é de reconhecimento

Eu sei que Os leucócitos


você é um Como? identificaram
patógeno você

Como você notou nessa pequena charge não tão boa, os leucócitos são os
responsáveis por identificar esses patógenos

Mas.. como eles fazem essa identificação?

Para facilitar vamos usar um exemplo simples

12
Para exemplificar, você provavelmente sabe que isso são duas bolas, e você
também sabe qual é a de basquete e a de futebol e sabe pq? porque elas tem
padrões e a mesma coisa acontece com os antígenos

Então podemos encontrar no antígeno,


exatamente na membrana do antígeno padrões
moleculares associados ao patógeno ( PAMPs)

Mas como no exemplo da bolas, não só as bolas precisam de padrões, imagina


que você não tivesse olhos, logo você não conseguiria identificar esses padrões

Os leucócitos por sua vez precisam também de algo para identificar os PAMPs !
e são os receptores de reconhecimento de padrões , e com esses receptores é
possível que eles identifiquem os agentes patológicos

Dentre os PAMPS podemos ser citar os ácidos nucleicos ( RNA de fita dupla,
presentes nos vírus) , proteínas, lipídeos de parede celular ( LPS - bactérias
Gram negativas) e carboidratos

Logo se apresenta PAMPs o sistema imune já entende que aquilo é um patógeno

Mas não acabou por aqui

Se uma célula estiver danificada ou


necrótica elas também liberam
moléculas que podem ser identificadas
pelo sistema inato

Essas moléculas são chamadas de padrões moleculares associados ao dano (DAMP)

E as resposta ao DAMP tem como


objetivo eliminar essas células e fazer o
reparo tecidual

13
Agora vamos ver a segunda etapa, após a identificação, os leucócitos vão
precisar de mais ajuda não é? então é hora de recrutar alguns fagócitos visto
anteriormente ( Neutrófilos e Monócitos)

Mas como eles fazem esse recrutamento? por um


alto falante ou será que o osso rádio serve para
isso? kkkk nenhuma das opções

Então sabe os macrófagos que vimos anteriormente eles são atraídos por
algumas coisas, que podem ser toxinas provenientes do agente patológico ou
tecidual, e os fagócitos encontram o alvo através desses estímulos químicos

E quando essas células chegam no locam elas liberam ainda mais estímulos
químicos atraindo mais fagócitos

Depois que esta todo mundo lá qual é o próximo passo? Hora da refeição

Como assim Gabriel? hora da refeição ?

Então, é hora de fagocitar

Lembra que no inicio eu te falei de duas coisinhas encontradas nos antígenos e


nos leucócitos? se não lembra vou te relembrar: São os PAMPs ( encontrados
nos antigenos) e os PRRs ( encontradas nos leucócitos)

1. As PRRs ligam-se aos PAMPs


2. Depois o patógeno é envolvido pelo fagócito
3. fagossomos se fundem aos lisossomos para formar fagolisossomos
4. Kabum, o patógeno é destruído

14
Agora vou usar uma referência de "What If " quem é fã da MARVEL vai entender

Sem dar spoiler , " what if "é uma série que busca contar uma narrativa do que
aconteceria se algo não desse certo ou se tivesse um desfecho diferente na
historia dos personagens da Marvel

Ok Gabriel, mas o que isso tem a ver com o sistema imune?

Então eu vou te mostrar o que acontece se o sistema imune não conseguir


identificar o patogeno?

Existem bactérias que são como ninjas, mas ao invés de usar um aquelas
roupas pretas para ficar oculta, elas tem uma capsula ao redor da membrana
que dificulta a identificação desse antígeno

Mas para isso o nosso sistema imune já


tem uma solução

O sistema imune produz anticorpos chamados de opsoninas, esses


anticorpos vão se ligar a esse patógeno através de seus receptores,
depois disso os fagócitos encontram esses antígenos, se ligam neles
e Kabum, fagocita esse antígeno

15
INFLAMAÇÃO

Uma reação complexa do tecido vascularizado à infecção, exposição


a toxinas, ou dano celular

Sinais Cardinais da inflamação

Calor Rubor Edema Perda de Dor


função

INFLAMAÇÃO AGUDA

É a reação inicial de curta duração na qual ocorre acúmulos de células de


defesa ( neutrófilos) e algumas proteínas plasmaticas ( fibrinas e etc)

INFLAMAÇÃO CRÔNICA

è uma inflamação que tem um período de duração maior, e por consequência a


destruição do tecido e a tentativa de reparo do mesmo

16
IMUNIDADE ADAPTATIVA
Imunidade adquirida após o contato com o patógeno ela é especifica ao
patógeno que entrou em conato e ela possui memoria

DIVIDIDA EM

RESPOSTA IMUNE HUMOTRAL RESPOSTA IMUNE CELULAR


Mediada por linfócitos B Mediada por linfócitos T

Linfócitos T

Formação na medula óssea


Maturação no Timo
As células T são diferenciadas em 3 tipos

T CD4+
chamadas de células T auxiliares
ajudam os linfócitos B a produzir anticorpos
ajudam as células fagocitárias a ingerir os microrganismos

T CD8+
chamados de linfócitos T citotóxicos
Eles destroem as células infectadas por microrganismos
intracelulares

Linfócitos T reguladores

Controle da resposta imune

17
Linfócitos B

Formação e maturação na medula óssea


Se tornam plasmócitos e secretam anticorpos que
eliminam microrganismos extracelulares
são as únicas células capazes de produzir anticorpos

Agora que você sabe quem são os linfócitos, vamos ver como ambos trabalham

Os linfócitos são os principais mediadores da imunidade adquirida,


pois são as únicas células que possuem receptores específicos para
antígenos diversos

Como você notou eles se originam no mesmo local, mas a maturação ocorre em
locais diferentes

Mas como ocorre essa maturação? Durante a maturação os linfócitos adquirem


seus receptores, e esse linfócito é o responsável pelo ataque aos invasores

Esses linfócitos ficam nos órgãos linfoides esperando para serem ativados,
essa ativação depende do patógeno, já que ele são específicos

A cada vez que um patógeno começa um ataque, um receptor é utilizado por


causa da sua especifidade

Após essa ativação, os linfócitos se multiplicam para enfrentar esses antígenos

Pensa no anime " Naruto " quando o Naruto vai enfrentar os inimigos, ele
sempre usa o o jutsu clones da sombra, e esses clones são iguais a ele,
acontece a mesma coisa com o linfócito, até os receptores específicos são
iguais
os linfócitos específicos para o antígeno proliferam e depois se diferenciam em
células efetoras ( eliminam antígenos) e células de memória ( Iniciam a
resposta imunológica secundaria quando encontram o mesmo antígeno que
induziu o seu desenvolvimento

18
A resposta imunológica do linfócito B é dividido em duas fases

1 Primária

Quando os linfócitos B encontram um antígeno pela primeira vez , os linfócitos


B se ligam aos receptores dos antígenos, logo depois algumas dessas células
se transformam em células de memoria e outras em plasmócitos, esses são
responsáveis pela produção de anticorpos, que vamos falar mais quando
falarmos de imunidade humoral, a primeira fase tem resposta lenta

2 Secundária

Quando as células de memória encontram o antígeno pela segunda vez, essa


resposta é mais rápida, pois já é feita pelas células de memoria que se
transforma em plasmócitos que secretam e libera anticorpos nos tecidos

19
IMUNIDADE HUMORAL X IMUNIDADE CELULAR

IMUNIDADE HUMORAL

Mediada por proteínas produzidas pelos linfócitos B:, os anticorpos


neutraliza e elimina os microrganismos e as toxinas microbianas
extracelulares

Os plasmócitos são as células efetoras dos linfócitos B, e


essa célula é responsável pela produção de anticorpos

ANTICORPOS

Estrutura do anticorpo Funções


variável

de
Neutralizar e eliminar
pontes dissulfeto io ão
Ca
it
s aç
lig
microrganismos e toxinas
d
le eia
ve FA
B Ativação do sistema complemento
Opsonização
constante

Fc Cadeia
pesada

IMUNOGLOBULINAS

As imunoglobulinas (Ig) ou anticorpos são produzidas por


linfócitos B ativados , e secretadas no organismo em resposta à
exposição ao antígeno. Anticorpos tem diferentes classes ou
isótipos, e são denominados de acordo com a cadeia pesada (
IgM, IgD, IgG, IgE e IgA)

20
IMUNOGLOBULINAS

IgG: único capaz de atravessar a placenta e fornece ao recém-nascido a


imunidade que vão durar vários meses., neutraliza as toxinas lançadas
pelos agentes invasores e fornece imunidade em longo prazo.

IgE: Atua em processos alérgicos, e defesa contra parasitas helmintos

IgD: Atua como receptor de antígeno, e esta presente na superfície de


células B imaturas e auxiliam essas células a amadurecerem

IgM: indica uma infecção recente, está presente no meio intravascular e


funciona como um receptor de antígeno. É a primeira produzida em
resposta a um antígeno, porém não fornece imunidade a longo prazo.

IgA: Usa a neutralização para proteger a mucosa, evitando que o


patógeno penetre no epitélio. Está presente nas secreções corporais
como, por exemplo, saliva, suor, lágrimas, etc.

21
IMUNIDADE CELULAR

Mediada por linfócitos T

Defesa contra microrganismos


intracelulares

APC's
APCs apresentam aos Linfócitos T, as APCs são macrofagos, células
dendriticas e linfócitos B, elas apresentam os antígenos aos linfócitos T

T CD4+
chamadas de células T auxiliares

1. reconhecem os antígenos na superfície das células por meio do


complexo MHC classe II
2. Secretam citocinas { interleucina 2 (IL-2)} que promovem na expansão
clonal
3. estimulam a produção de anticorpos IgE e ativam eosinófilos, os quais
atuam principalmente na defesa contra parasitas helmintos

Mas afinal o que é citocina?

Citocinas são proteínas que regulam a resposta imunológica

As células T auxiliares CD4+ podem diferenciar-se em subgrupos de células


efetoras, as quais realizam funções diferentes, pois produzem grupos
diferentes de citocina

22
Th1: Estimula a citocina (INF-γ), ela estimula a ativação dos macrófagos, e
a produção de IgG e defesa contra microrganismos intracelulares

Th2: Estimula as citocinas IL-4, IL-5, e IL-13, ela estimula a ativação dos
eosinófilos, e a produção de IgE através de mastócitos e eosinófilos e
defesa contra parasitas helmintos

Th17: Estimula as citocinas IL-17A, IL-17F, e IL-22, ela estimula a


inflamação a eosinófilos, defesa contra bactérias extracelulares e fungos,
e atua em doenças autoimunes e inflamatórias

T CD8+

Chamados de linfócitos T citotóxicos

1. reconhecem o complexo MHC classe I


2. Eles destroem as células infectadas por microrganismos intracelulares

COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE


( MHC)

São proteínas especializadas que são expressam na superfície da


célula da pessoa infectada

MHCI MHCII

Linfócitos Linfócitos
TCD8+ TCD4+
Intracelular Extracelular

23
APRESENTAÇÃO DE ANTIGENOS

A apresentação de antígenos requer proteínas especiais conhecidas como MHC


(proteínas de membrana que exibem peptídeos ligados firmemente na
superfície das células). Essas proteínas são expressas na superfície de células
infectadas. Os receptores de células T reconhecem estruturas semelhantes ao
MHC e são divididos em dois tipos:

TCD8+ : MHCI --> intracelular


TCD4+ : MHCII --> extracelular.

MHC I

1. Degradação de proteínas antigênicas: No citosol, as proteínas antigênicas


são degradadas por enzimas, como as proteasomas, gerando peptídeos.
2. Ligamento a moléculas de MHC I: Os peptídeos têm capacidade de se ligar a
moléculas de MHC I.
3. Transporte para o retículo endoplasmático: O transportador TAP
(Transportador associado ao peptídeo), que depende de ATP, libera os
peptídeos do citoplasma para o retículo endoplasmático.
4. Complexo TAP e adição de peptídeos: No retículo, os dímeros de MHC I são
colocados no complexo TAP e recebem os peptídeos transportados no
retículo.
5. Movimento para a superfície celular: As moléculas de MHC I se movem
através do complexo de Golgi para fora do retículo até a superfície celular.
Onde são expostas aos receptores de células T do sistema imunológico
para reconhecimento e resposta imune adequada

24
APRESENTAÇÃO DE ANTIGENOS

MHC II

1. Incorporação de antígenos: Os antígenos extracelulares são incorporados


nos endossomos e são clivados por enzimas que funcionam em um
ambiente ácido.
2. Transporte do RE para endossomo: As moléculas de MHC II associadas a Li
são transportadas do retículo endoplasmático para uma vesícula
endossomica.
3. Adição de peptídeos: A Li é clivada por enzimas e um pequeno peptídeo
restante da Li, chamado CLIP, é removido da fenda de ligação da MHC pelas
moléculas DM. Em seguida, os peptídeos gerados se ligam às fendas da
molécula de MHC II.
4. Exibição na superfície celular: O complexo formado de MHC II-peptídeo se
desloca para a superfície celular e é exibido, permitindo a identificação
pelas células T do sistema imunológico e a resposta imune adequada

25
HIPERSENSIBILIDADE
As reações de hipersensibilidade são
reações imunes prejudiciais ou
patológicas

HIPERSENSIBILIDADE TIPO I

A hipersensibilidade do tipo I é uma reação alérgica rápida e intensa que ocorre


quando o sistema imunológico reage a antígenos que são normalmente
inofensivos. Isso pode acontecer devido a uma sensibilização anterior ao
antígeno, como pólen, pelo qual o sistema imunológico produz anticorpos,
conhecidos como imunoglobulina E (IgE). Quando o antígeno é exposto
novamente, as células imunes sensibilizadas liberam substâncias químicas,
como histamina, que causam sintomas como coceira, vermelhidão, inchaço,
tosse e dificuldade para respirar.

Exposição ao Células Ativação do Liberação Produção e Anticorpos se


antígeno APCs Th2 de secreção de liga aos
citocinas anticorpos IgE basófilos e
pelos mastócitos
plasmócitos

Síndromes Clínicas

Anafilaxia
Edema laríngeo
Rinite alérgica
Hipotensão
Asma Brônquica

26
HIPERSENSIBILIDADE TIPO II

Mediadas por anticorpos

Acontece quando os anticorpos ( IgG e IgM)


se ligam aos antígenos presentes na
membrana da célula

A hipersensibilidade do tipo II é uma reação imunológica anormal que ocorre


quando o sistema imunológico ataca células ou tecidos saudáveis do próprio
corpo. Isso pode ser causado por uma resposta imune desregulada contra
antígenos próprios, como no caso da hemólise imune, onde as células do
sangue são atacadas e destruídas. A hipersensibilidade do tipo II também pode
ser causada por condições autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.
Nestes casos, o sistema imunológico ataca tecidos ou órgãos saudáveis,
causando inflamação e dano ao corpo.

Anemia hemolítica autoimune Púrpura trombocitopênica


Anemia perniciosa autoimune
Doença reumática do Febre reumática
coração Miastenia gravis

27
HIPERSENSIBILIDADE TIPO III

Mediada por Imunocomplexos

Acontece quando imunocomplexos ficam


depositadas em locais inespecíficos
levando a reação de inflamação

A hipersensibilidade do tipo III é uma resposta imunológica complexa que


ocorre em três etapas:

Formação de complexos antígeno-anticorpo: Ocorre a formação de complexos


entre antígenos e anticorpos na corrente sanguínea. Esses complexos podem
ser depositados em vários tecidos, incluindo pele, articulações, vasos
sanguíneos e rins.

Deposição de complexos antígeno-anticorpo: Os complexos antígeno-


anticorpo são depositados nos tecidos, onde podem ser reconhecidos pelo
sistema imunológico como estranhos e invadentes. Isso leva à ativação de
células imunes, como macrófagos, que se unem aos complexos e os fagocitam.

Inflamacão: A fagocitose dos complexos antígeno-anticorpo pelos macrófagos


libera substâncias inflamatórias, como quimiocinas e óxido nítrico, que levam à
inflamação dos tecidos. Isso resulta em sintomas como vermelhidão, dor,
edema e perda de função.

28
HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV

Mediadas por células

Acontece quando algumas células induzem


a inflamação, essas células fazem isso
através de citocinas, e as células
responsáveis são os linfócitos T, monócitos
ou macrófagos

Doenças mais comum :

Tuberculose Artrite reumatoide


Toxoplasmose Diabete Melito Tipo I
Lepra Hepatite Viral ( HBV; HCV)
Doença de Crohn

29
DIAPEDESE
Diapedese é o processo pelo qual células do sistema imunológico, como
leucócitos, deixam os vasos sanguíneos e entram nos tecidos para combater
infecções e inflamações. É uma etapa crítica na resposta imunológica.

A diapedese geralmente ocorre em quatro fases:

ADESÃO
O leucócito se adere à parede dos vasos sanguíneos, usando proteínas
de adesão, como integrinas, para se ligar à superfície celular.

ROLAMENTO
O leucócito "rola" ao longo da parede dos vasos sanguíneos, mudando de
direção e ajustando sua posição.

LIGAÇAO

O leucócito se liga firmemente à parede dos vasos sanguíneos,


preparando-se para atravessá-la.

TRANSMIGRAÇÃO
O leucócito atravessa a parede dos vasos sanguíneos e entra nos tecidos,
onde pode combater infecções e inflamações. Durante a transmigração, o
leucócito muda de forma para passar através da parede dos vasos
sanguíneos e alcançar seu alvo.

30
IMUNODEFICIÊNCIA

Disturbios por falhas no sistema imune

imunodeficiências congênitas imunodeficiências adquiridas


(ou primárias) (ou secundárias)

Causada por podem ser causada por


anormalidades infecções, anormalidades
genéticas nutricionais

IMUNODEFICIÊNCIAS CONGÊNITAS
(OU PRIMÁRIAS)

As imunodeficiências congênitas são de causa genética, na qual os componentes do sistema


imune sofrem bloqueio da sua maturação ou função, agora vamos ver alguns tipos dessas
imunodeficiências congênitas

DEFEITOS NA MATURAÇÃO DOS LINFÓCITOS

Muitas imunodeficiências congênitas causam defeitos na maturação dos


linfócitos T ou linfócitos b ou em ambos, vamos ver agora algumas
imunodeficiências relacionadas aos linfócitos

imunodeficiência combinada grave( SCID): Partes dos casos é ligado defeitos genéticos no
cromossomo X , que afetam a maturação do linfócito T. Outra mutação ocorre em uma
enzima chamada adenosina desaminase (ADA), essa mutação é conhecida como SCID
autossômica

iagamaglobulinemia ligada ao X( SCID): síndrome clínica mais comum causada por um


bloqueio na maturação de células B, nesses distúrbio as células B só amadurecem até certo
estágio, pois eles não conseguem ir além do estagio da célula pré-B. A causa da doença é
uma mutação no gene tirosina cinase de Bruton (BTK), esse que codifica a quinase, afetando
a função desta enzima, este gene está localizado no cromossomo X

31
síndrome de DiGeorge: alterações genéticas no cromossomo 22. Resultando no
desenvolvimento incompleto do timo, que é um órgão linfoide e falhas na maturação dos
linfócitos T

DEFEITOS NA ATIVAÇÃO E NA FUNÇÃO DOS LINFÓCITOS

Como vimos anteriormente, o sistema imune é algo bastante amplo, que envolve ativações,
liberações, células, citocinas, interleucinas e etc. Então vamos ver agora algumas
imunodeficiência que causa problemas na ativação e função dos linfócitos

síndrome da hiper-IgM ligada ao X : A doença é causada por mutações no ligante CD40


(CD40L). Tem como característica com a troca de classe de cadeia pesada defeituosa nos
linfócitos B, assim a imunoglobulina IgM acaba sendo gerada em mais quantidade, e
imunoglobulinas IgA e IgG uma produção diminuida

imunodeficiência comum variável (CVID) : baixa produção de anticorpos IgG, IgA e, com
frequência, IgM devido a falhas na ativação dos linfócitosB

síndrome do linfócito desnudo : Redução profunda de células T CD4+, pois essa doença
causa falhas na expressão do MHC Classe II, e sem isso os linfócitos T não conseguem fazer
o reconhecimento, afetando sua maturação

DEFEITOS NA IMUNIDADE INATA


doença granulomatosa crônica : A característica dessa doença é uma mutação na qual os
fagócitos não conseguem eliminar o microrganismo, pois a mutação ocorre nos genes que
codificam a enzima fagócito oxidase

deficiência na adesão leucocitária : tem como característica a dificuldade dos fagócitos


chegarem ao local da infecção, pois há uma deficiência de glicoproteínas de adesão

Síndrome de Chédiak-Higashi : É uma imunodeficiência rara, na qual apresenta defeitos


nos grânulos presentes no citoplasma dos leucócitos, comprometendo sua função nesse
caso o individuo tem suscetibilidade aumentada à infecção bacteriana

32
ANORMALIDADES LINFOCITÁRIAS ASSOCIADAS A OUTRAS DOENÇAS

Algumas doenças podem envolver vários sistemas do corpo, sendo o imunológico não o
principal podem ter característica de imunodeficiência

síndrome de Wiskott-Aldrich: Tem como característica uma inflamação cutânea,


plaquetopenia e imunodeficiência. Essa doença deixa as plaquetas e leucócitos menores,
pois ela causa uma mutação em um gene localizado no cromossomo X, esse gene tem papel
de codificar uma proteína que se liga a varias moléculas adaptadoras e componentes
citoesqueleticos nas células hematopoiéticas

ataxia-telangiectasia) : Essa doença tem como característica imunodeficiência, problemas


de coordenação e equilíbrio e má formação vasculares, essa doença está associado a uma
mutação em um gene que a proteína pode está envolvido no reparo do DNA, com a ausência
dessa proteína o reparo é anormal resultando em uma mutação linfocitária comprometida

IMUNODEFICIÊNCIAS ADQUIRIDAS
(SECUNDÁRIAS)

Como vimos anteriormente, as imunodeficiência primarias tem como característica o fator


genético, no caso das imunodeficiências secundarias elas são causadas por neoplasias,
infecções por vírus e outro fatores que veremos a seguir

SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS) : Causada pelo Vírus da


Imunodeficiência Humana ( HIV) em inglês Human Immunodeficiency Virus , é um retrovírus
que infecta as células de defesa, principalmente os linfócitos TCD4+, causando destruição
progressiva dessas células, o ciclo de vida do vírus possui as seguintes fases : Infecção da
célula do hospedeiro, produção de DNA vira, e sua integração no genoma do hospedeiro e
expressão de genes e partículas virais. A infecção por HIV pode ser adquirida através de
transfusão de sangue, agulhas contaminadas, transferência placentária e através de
relações sexuais com indivíduos infectados sem uso de proteção

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DOENÇAS AUTOIMUNES

Antes de falarmos sobre doenças autoimunes precisamos falar de um


mecanismo chamado tolerância imunológica, mas o que é isso? é um
mecanismo capaz de permitir que o sistema imune saiba distinguir os
antígenos nocivos de suas próprias células e moléculas

Porém, se esse mecanismo falhar, o nosso sistema imune acaba atacando as


células e substancias do próprio corpo, é o que chamamos de autoimunidade

A doença imune nada mais é que o sistema imune


atacando os seus próprios tecidos e células saudáveis

Os principais fatores no desenvolvimento da autoimunidade são fatores


genéticos e os estímulos ambientais, como as infecções

Vamos ver agora algumas doenças autoimunes

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DIABETES MELLITUS TIPO 1

Essa doença ocorre quando há uma grande produção de anticorpos contra as


nossas próprias células betado pâncreas.

Essas células atuam na produção de insulina, e como você sabe que a glicose
que está no sangue para entrar na célula precisa da ajuda da insulina.

Conforme esta células vão sendo destruída, a produção de insulina tende a


cair, então chega uma hora que não vai ter células suficientes para produzir
insulina suficiente para controlar a glicemia

fatores genéticos podem contribuir para a causa dessa doença,


porem não há 100% de certeza, visto que já que existem irmãos
gêmeos idênticos em que apenas um deles apresenta diabetes
tipo 1.

O tratamento consiste apenas na administração regular de insulina para


controlar a glicemia com o objetivo de manter os níveis de glicose no sangue
apropriados.

ARTRITE REUMATOIDE

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória


crônica, que acomete vários órgãos e tecidos do corpo,
principalmente as articulações,

Essa doença acomete principalmente a membrana sinovial, que produz um


líquido viscoso que serve para diminuir o atrito entre os ossos,

A causa dessa doença tem origem desconhecida,


porém o mais sugestivo são fatores genéticos

A confirmação do diagnóstico é obtido através dos


sintomas e da positividade de um auto-anticorpo fator
reumatoide, que é produzido
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LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

Esta doença é a mais conhecida das doenças autoimunes, o sistema imune a


produz anticorpos contra estruturas essenciais à nossa vida ( DNA, Núcleo das
células)

O Lúpus pode atacar pele, rins, articulações, pulmão, coração, vasos


sanguíneos, células do sangue, sistema nervoso, trato gastrointestinal entre
outros órgãos e tecidos.

As principais manifestações
As principais manifestações
clinicas na pele são lesões como o
clinicas nas articulações são
rash malar ( área avermelhada que
artrites e artralgia
encobre as bochechas e o nariz)

O lupos pode causar lesões renais


na maior parte dos pacientes Os auto anticorpos também podem
atacar as células sanguíneas
Além disso o lupos ataca o sistema causando anemia, leucopenia e
nervoso, orgãos, vasos sanguíneos trombocitopenia

O diagnóstico de lúpus é feito através dos achados clínicos e da dosagem de


anticorpos no sangue. quando a presença de Anti-Sm e anti-DNA(ds) e fator
antinúcleo (FAN) positivo é confirmado o diagnostico da doença

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A TIREOIDITE DE HASHIMOTO

A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune que


ocorre por destruição da glândula pelos nossos próprios
anticorpos.

Essa doença é a principal causa


de hipotireoidismo

não há causa exta do motivo pelo qual o sistema imune produz anticorpos que
destroem essa glândula, o processo de destruição é lento e pode levar vários
anos

O diagnostico é dado pela baixos níveis de T3 e T4, presença de anticorpos


anti-TPO e TSH aumentado

DOENÇA DE GRAVES

Esta doença é um processo autoimune onde o


sistema imune passa produzir anticorpos contra a
própria tireoide. Estes anticorpos atacam
receptores do TSH, fazendo com que a tireoide
pense que há excesso de TSH na circulação
sanguínea.

Devido a isso ocorre a liberação excessiva de hormônios tireoidianos. A


causa mais comum de hipertireoidismo é a doença de Graves.
O diagnostico é dado pelos altos níveis de T3 e T4, TSH diminuído

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HEPATITE AUTOIMUNE

A hepatite autoimune é uma doença


crônica em que o sistema imune do próprio
organismo ataca os hepatócitos ( Células do
figado)

A doença é diagnosticada usando exames de sangue para detcção de


anticorpos ( presença de auto anticorpos presentesno sangue como o FAN
, o anti-LKM e anticorpo anti-músculo liso) e biópsia hepática

Se não for tratada rapidamente, pode causar um quadro de hepatite


crônica, cirrose a ao óbito

A causa de hepatite autoimune é desconhecida, mas fatores genéticos


estão ligados ao desenvolvimento da doença que pode ser desencadeada
após quadros de hepatites virais e uso de medicações

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IMUNODIAGNÓSTICOS

IMUNOBLOTING

Imunoblotting, conhecido também como Western blotting, é uma técnica de


laboratório utilizada para detectar proteínas específicas em uma amostra. Ele envolve
separar as proteínas por tamanho usando eletroforese em gel, transferir as proteínas
separadas para uma membrana e detectar a presença de uma proteína específica
usando um anticorpo que se liga especificamente a essa proteína. O anticorpo
geralmente é marcado com um agente de detecção, como um corante fluorescente
ou enzima, permitindo a visualização da proteína na membrana

Após a transferência das proteínas para a membrana de celulose, é realizada a


detecção através de anticorpos marcados com enzimas. A eletroforese em gel
permite separar as proteínas de acordo com seu peso molecular, onde as proteínas
mais pesadas tendem a se deslocar menos do que as mais leves. O gel de
poliacrilamida utilizado contém um detergente que confere carga negativa às
proteínas, favorecendo seu deslocamento do polo negativo para o polo positivo.

O imunoblotting é uma ferramenta poderosa para analisar a expressão de proteínas e


pode ser usado em uma variedade de aplicações de pesquisa, incluindo diagnóstico
de doenças (como a infecção pelo HIV) e desenvolvimento de drogas

Preparação de amostras, Migração de proteínas através de


eletroforese e transferência um gel Tris-Glicina SDS-PAGE.

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ELISA
O Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay é um método de teste imunológico
que utiliza reações enzimáticas para detectar a presença de anticorpos ou
antígenos. Ele é realizado em placas de plástico com pocinhos, onde os
reagentes são depositados. Enzimas são conjugadas às moléculas de
anticorpos ou antígenos, e quando se aplica o substrato da enzima, junto com
uma substância cromógena, ocorre uma mudança na cor, que pode ser medida
por espectrofotometria. Este método é altamente sensível, específico e de
baixo custo, e envolve a imobilização de um dos componentes (anticorpos ou
antígenos) na fase sólida. A enzima reconhece e reage com o alvo pesquisado,
levando a uma alteração na cor, dependendo da concentração do antígeno ou
anticorpo.

MÉTODO INDIRETO
A amostra contendo o anticorpo primário é colocada sobre uma placa com
antígeno adsorvido e incubada por 30 minutos para permitir a ligação dos
anticorpos ao antígeno. Em seguida, a placa é lavada para remover o anticorpo
não ligado. Então, um anticorpo secundário conjugado a enzima é adicionado e
incubado por mais 30 minutos. Após nova lavagem, é adicionado um substrato
para a enzima e cromógeno. O resultado é medido em leitores de placa
especializados que quantificam a absorbância.

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MÉTODO SANDUÍCHE
O anticorpo é fixado em uma placa de microtitulação e a amostra (com ou sem
antígeno) é adicionada. Após uma incubação para permitir a ligação do antígeno
ao anticorpo, a placa é lavada e um anticorpo específico ligado a enzima é
adicionado para reagir com o antígeno ligado. Após a remoção dos anticorpos
secundários livres, é adicionado substrato e cromógeno, e a reação é
quantificada pelo produto colorido. Esse ensaio detecta ou quantifica a
presença do antígeno.

MÉTODO INDIRETO

Nesta técnica, o anticorpo é incubado com uma amostra que pode ou não
conter o antígeno. A mistura é então adicionada a uma placa pré-coberta com o
antígeno. Quanto mais antígeno na amostra, menos anticorpo ficará disponível
para se ligar aos antígenos na placa. Um anticorpo secundário conjugado a
enzima pode ser usado para quantificar a quantidade de anticorpos primários
ligados na placa. No ensaio competitivo, a concentração de antígeno na
amostra é geralmente maior, resultando em menos anticorpos disponíveis para
se ligar aos antígenos na placa. Com a lavagem, os antígenos da amostra
original e os anticorpos primários ligados são removidos. O anticorpo
secundário conjugado a enzima também é removido, resultando em um produto
não colorido e, portanto, menor absorbância. A concentração de antígeno na
amostra é inversamente proporcional à cor produzida no ensaio.

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IMUNOFLUORESCÊNCIA

A técnica de visualização por fluorescência baseia-se na habilidade dos anticorpos se unirem


a corantes chamados fluorocromos, Os fluorocromos são compostos que podem ser
ativados por luz de comprimento de onda específico, levando-os a um nível de energia mais
elevado. eles são capazes de absorver luz ultravioleta (UV) e emitir em uma determinada
comprimento de onda, tornando sua visualização possível com um microscópio de
fluorescência com luz UV.

A imunofluorescência é utilizada para identificar proteínas, células ou vírus específicos por


meio da ligação de anticorpos a corantes fluorescentes. Entre os corantes mais comuns
utilizados estão a Fluoresceína e a Rodamina. Sendo classificada em direta e indireta.

IMUNOFLUOSCÊNCIA DIRETA: No teste de imunofluorescência direta, a marcação com o


fluorocromo é feita diretamente no anticorpo específico para o antígeno. Outra opção é
conjugar o fluorocromo ao antígeno para detectar anticorpos produzidos por células ou
tecidos. O material é incubado por 20 a 60 minutos com a marcação, depois é lavado, secado
e examinado ao microscópio de fluorescência. É usado para identificar, por exemplo,
linfócitos B, bacilo diftérico e sorotipos de leptospiras

IMUNOFLUOSCÊNCIA INDIRETA: Na imunofluorescência indireta, o antígeno é fixado na


lâmina antes de ser testado. O soro do paciente é aplicado na lâmina e incubado por 30 min
para permitir a reação entre o antígeno e o anticorpo. Em seguida, a lâmina é lavada para
remover as proteínas não fixadas. Em seguida, é adicionado um anticorpo marcado com uma
substância fluorescente e novamente incubado por 30 min. A lâmina é lavada e secada antes
de ser analisada ao microscópio de fluorescência. A técnica é usada para detectar
anticorpos circulantes em doenças como a toxoplasmose, sífilis, doença de Chagas, anti-
DNA e anticorpos antitireoide.
Indireta
Direta

Flurophore

Anticorpo secundario

Flurophore
Anticorpo primário Anticorpo primário

Antigeno
Antigeno

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IMUNOCROMATOGRAFIA

A imunocromatografia é uma técnica simples e rápida de detecção de antígenos ou


anticorpos em amostras biológicas. Uma tira revestida com anticorpos ou antígenos é
exposta à amostra, e se o antígeno ou anticorpo estiver presente, ele se liga ao reagente na
tira, produzindo uma linha colorida. É usada em testes rápidos como diagnóstico de
infecções virais e bacterianas, gravidez, drogas e alérgenos. A técnica requer poucos
reagentes e é adequada para uso em áreas com recursos limitados. O teste inclui uma linha
de controle para verificar sua validade, e se a linha de controle não aparecer, o teste é
inválido e deve ser repetido.

Negativo Positivo Invalido Invalido

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CITOMETRIA DE FLUXO

A citometria de fluxo permite a identificação, a caracterização, a quantificação e a seleção


de células.

A citometria de fluxo utiliza anticorpos monoclonais ligados a fluorocromos para detectar


células ou outros componentes em meio líquido. É capaz de analisar simultaneamente o
tamanho, complexidade e outros componentes. O equipamento usado, o citômetro, usa um
laser para analisar uma célula por vez à medida que ela passa por ele, emitindo sinais
luminosos que são captados e convertidos em dados eletrônicos, exibidos em um gráfico.

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CITOMETRIA DE FLUXO

O citômetro é capaz de realizar a separação de células com base em seu tamanho (FSC) e
granulosidade (SSC). Em aplicações hematológicas, por exemplo, os linfócitos são células
menores e menos complexas, enquanto os neutrófilos são maiores e mais complexos devido
à presença de grânulos em seu interior.

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REFERÊNCIAS

Abbas, A. K., Lichtman, A. H., & Pillai, S. Imunologia celular e


molecular. 7 ed. Rio de Janeiro: Elsevier Brasil, 2012.

AZEVEDO, MARIA REGINA ANDRADE DE. Hematologia Básica:


Fisiopatologia e Diagnóstico Laboratorial. 5 ed. Rio de Janeiro:
Revinter, 2013.

LINKS ACESSADOS

Western Blotting | [Link]


Western Blotting: Samples, Gels and Blotting | Bio-Rad (bio-rad-
[Link])

O que é citometria de fluxo e qual sua aplicação para a saúde


([Link])

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