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ERGONOMIA

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ERGONOMIA – AULA 1

Introdução a Ergonomia

O que seria a Ergonomia?


É o estudo da adaptação do trabalho ao ser humano. Consiste em uma área ampla, abrangente e interdisciplinar que une
anatomia, fisiologia, psicologia, engenharia e design.

A Ergonomia possui algumas definições, como:


 ERS: Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e seu ambiente de trabalho, equipamento e ambiente,
principalmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos
desse relacionamento.
 IEA: A ergonomia (ou fatores humanos) é a disciplina científica que se ocupa em compreender a interação entre os
seres humanos e outros elementos de um sistema, bem como a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos
a projetos a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho global do sistema.
 ABERGO: Ergonomia (ou Fatores Humanos) é a disciplina científica que estuda as interações entre os seres humanos
e outros elementos do sistema de trabalho, aplicando os princípios teóricos, dados e métodos, a fim de realizar projetos
para otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral desse sistema.

A Ergonomia atua em diversas atividades, como:


 Planejamento e projeto:
Ocorrem antes do trabalho a ser executado.
 Monitoramento, avaliação e correção:
Ocorrem durante a execução do trabalho.
 Analises posteriores de correções de trabalho:
Ocorrem após o trabalho executado.

Planejamento Ergonômico
O planejamento ergonômico inicia-se através do estudo das características dos trabalhadores planejando o trabalho a ser
executado, visando preservar a saúde e o bem estar do trabalhador. O trabalho deve ser projetado para ser executado pela
maioria dos trabalhadores.

Objetivos da Ergonomia
 Saúde e segurança:
São preservadas quando as exigências do trabalho e do ambiente estiverem dentro das capacidades e limitações desse
trabalhador, sem ultrapassar certos limites fisiológicos e cognitivos, de modo a evitar as situações de estresse, fadiga, riscos
de acidentes e doenças ocupacionais.
 Eficiência e produtividade:
Medem os resultados obtidos, em comparação com os recursos empregados e uso do tempo. A produtividade deve ser colocada
dentro de certos limites, pois o seu aumento indiscriminado pode implicar em prejuízos à saúde, segurança e satisfação. Isso
exige investimentos em tecnologia, organização do trabalho e treinamento dos trabalhadores.
 Satisfação:
Resultado do atendimento das necessidades e expectativas do trabalhador, produzindo uma sensação de bem-estar e conforto.
Isso envolve facilidade de aprendizagem, crescimento pessoal/profissional, ambientes físico/social saudáveis e remuneração
justa.
 Minorias populacionais:
Necessidades especificas para atender aos idosos, obesos, crianças e pessoas com deficiência.

Domínios da Ergonomia
Domínio físico – Ocupa-se das características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica relacionadas com
a atividade física. Exemplos:
 Projeto de postos de trabalho e do ambiente físico;
 Segurança e saúde do trabalhador;
 Postura e manuseio de materiais;
 Movimentos repetitivos.
Domínio cognitivo – Ocupa-se dos processos mentais como a percepção, memoria, raciocínio e respostas aos estímulos,
relacionados as interações entre as pessoas, ambiente e outros sistemas de trabalho. Exemplos:
 Interação humano-maquina;
 Percepção de sinais;
 Memória e tomada de decisões;
 Alarmes, erros e estresse.
Domínio organizacional – Ocupa-se dos sistemas sociotécnicos, abrangendo as estruturas organizacionais, políticas e
processos de gestão. Exemplos:
 Trabalho noturno e em turnos;
 Teletrabalho;
 Gestão de qualidade.

Nascimento da Ergonomia
O termo “Ergonomia” foi inicialmente usado em 1857 por Wojciech Jastrzebowski, um cientista polonês. Ele publicou o artigo
“Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho, baseada nas leis objetivas da ciência sobre a natureza”. Mas só em 1950 é que
o termo começou a ser utilizado oficialmente e internacionalmente.

Evolução da Ergonomia
1. Período Pré-Histórico (primeiras ações ergonômicas)
Mesmo sem ciência ou técnica formal, o ser humano já praticava ergonomia intuitivamente:
 Quando o homem pré-histórico escolhia uma pedra com formato que melhor se encaixava em sua mão para usá-la
como arma ou ferramenta, ele fazia uma escolha ergonômica.
 Ou seja, ele adaptava o objeto de trabalho ao seu corpo e à sua necessidade, o que é o princípio básico da ergonomia.

2. Era da Produção Artesanal (antes da mecanização)


 O trabalho era feito manualmente e as ferramentas eram produzidas ou adaptadas pelo próprio trabalhador.
 O foco era atender às necessidades físicas e individuais de quem realizava a tarefa.
 Havia uma adaptação natural entre o homem, o trabalho e os instrumentos.

3. Revolução Industrial (século XVIII e XIX)


Esse período marcou mudanças profundas no trabalho:
 Surgiram as fábricas mecanizadas, e os trabalhadores perderam o controle sobre as condições de trabalho.
Condições extremamente insalubres:
 Locais fechados, escuros, sujos e barulhentos.
 Jornadas de até 16 horas por dia, sem férias ou direitos trabalhistas.
 Regime de semiescravidão, com punições físicas.
Começam os primeiros estudos sistemáticos do trabalho, com destaque para o Taylorismo.

4. Taylorismo (final do século XIX)


 Criado por Frederick Taylor, foi o início da Administração Científica.
 Objetivo: Aumentar a produtividade, observando e padronizando os movimentos dos trabalhadores.
 Apesar do foco ser produtivo e não humano, foi o começo do olhar científico sobre o trabalho, o que futuramente daria
origem à ergonomia como ciência.

Evolução da Ergonomia no Mundo


Século XIX – Início das pesquisas científicas:
 Europa: Estudo sobre fisiologia do trabalho, principalmente em minas e fábricas pesadas.
 Países Nórdicos: Laboratórios sobre treinamento e coordenação muscular, voltados para a eficiência física.
 EUA: Universidade de Harvard criou o Laboratório de Fadiga, estudando aptidão física e fadiga muscular.

Guerras Mundiais e o Papel da Ergonomia


1ª Guerra Mundial (1914–1918)
 Foi criada na Inglaterra a Comissão de Saúde dos Trabalhadores da indústria de munições.
 Após a guerra, virou o Instituto de Pesquisa da Fadiga Industrial → que depois se tornou o Instituto de Pesquisas sobre
Saúde no Trabalho.
 Estudavam postura no trabalho, carga manual, seleção e treinamento, iluminação e ventilação, além de
interdisciplinaridade com psicologia e fisiologia
2ª Guerra Mundial (1939–1945)
 A ergonomia foi fundamental para criação e operação de armas e veículos de guerra como submarinos, tanques,
radares, sistemas de incêndio, aeronaves.
 A preocupação era com o uso seguro e eficiente desses instrumentos para reduzir erros e acidentes fatais.
 Isso exigia estudos profundos sobre os limites humanos e a interação com a máquina.

Pós-Guerra (1945–1955)
 A sociedade começou a valorizar mais o trabalhador e suas condições de trabalho.
 Houve maior interesse por aumentar a produtividade com segurança e melhorar o ambiente laboral.
 Surgiram os primeiros cursos universitários sobre Ergonomia, como na Universidade de Ohio e Illinois (EUA).
 O Departamento de Defesa dos EUA passou a financiar pesquisas científicas em ergonomia.

Ciência ergonômica
Algumas revistas contribuíram para a divulgação e consolidação científica da ergonomia como campo de estudo e intervenção.
Além disso, artigos em ergonomia são frequentemente encontrados em publicações de áreas correlatas.

Fases da ergonomia
Fase 1 (1950-1960) - Ergonomia física, de hardware ou tradicional
 Fundação da ergonomia e de pesquisas pioneiras na área: binômio humano-máquina.
 Busca por melhorar o relacionamento entre o ser humano e a máquina:
 Mostradores mais visíveis e os botões mais fáceis de operar.
 Reduzir a carga física do trabalho e os fatores de sobrecarga fisiológica, como temperatura ambiental e ruídos.
 Os especialistas da época atuavam como consultores ad hoc, para solucionar problemas específicos e apenas quando
eram chamados, geralmente após algum grave incidente.

Fase 2 (1970) - Ergonomia de sistemas físicos ou do meio ambiente


 Visão da ergonomia sobre as variáveis do meio ambiente (iluminação, temperatura, ruído) como componentes do
sistema humano-máquina-ambiente.
 Surgimento de teorias e modelos sobre o sistema e metodologias de desenvolvimento de produtos:
 Desempenho humano e a função do sistema a ser desenvolvido (trabalho)

Fase 3 (1980) - Ergonomia cognitiva ou de Software


 A informática trouxe desafios à ergonomia, que passou a ocupar-se dos aspectos cognitivos: percepção,
processamento de informações, tomada de decisões.
 Marca a transformação da ergonomia física para a cognitiva.
 A introdução da internet modificou o trabalho.
 As informações passam a ser disponíveis on-line e as decisões podem ser tomadas mais rapidamente, baseando-se em
informações de melhor qualidade.

Fase 4 (1990) - Ergonomia organizacional ou Macroergonomia


 Incorpora aspectos organizacionais e gerenciais do trabalho.
 A interface humano-máquina-ambiente foi integrada ao projeto e gerência de toda a organização.
 Os ergonomistas passaram a trabalhar em equipe, integrando-se aos demais especialistas e participando da concepção e
projeto de novos sistemas, desde a fase inicial.
 A ergonomia passou a influir na especificação dos sistemas e na definição de sua configuração geral.
 O termo “sistema” pode abranger a ação coordenada de milhares de trabalhadores e máquinas, formando macrossistemas.

Difusão da ergonomia
Processo de popularização, regulamentação e expansão da ergonomia para diferentes setores da sociedade, como indústria,
saúde e educação. Isso inclui:
 Criação de leis e normas
 Incorporação nas universidades
 Formação de profissionais especializados
 Aplicação prática em empresas

1. Portaria nº 3751 de 23/11/1990 – Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)


 Essa portaria oficializou a Norma Regulamentadora 17 (NR-17).
 A NR-17 é uma das normas mais importantes quando falamos de ergonomia no Brasil.
 NR-17 estabelece regras obrigatórias para as empresas em relação ao conforto e segurança dos trabalhadores e exige
que as condições de trabalho (mobiliário, equipamentos, organização das tarefas) sejam adequadas às características
físicas e psicológicas dos trabalhadores.

2. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas


 A ABNT criou normas técnicas que tratam da aplicação de ergonomia em produtos e processos industriais.
 A ergonomia passou a ser um ponto obrigatório no desenvolvimento de produtos, na construção de máquinas, móveis
e equipamentos de escritório.

3. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)


 Em 2012, a UFPE lançou o primeiro curso de mestrado profissional em Ergonomia no Brasil.
 Marcou o avanço da formação acadêmica avançada na área de ergonomia.
 Permitiu que o Brasil tivesse pesquisadores e profissionais mais especializados, com maior capacidade de desenvolver
estudos, normas e melhorias nas condições de trabalho.
4. Profissionais que atuam com Ergonomia
 A ergonomia é uma ciência multidisciplinar, então envolve várias profissões, como:

Aplicações da ergonomia
A ergonomia pode ser aplicada em várias etapas de um processo de trabalho ou produto, desde a fase de projeto até a correção
de problemas já existentes. A Ergonomia não é aplicada apenas em indústrias, mas em qualquer lugar onde exista interação
entre pessoas e tarefas, produtos, ambientes ou sistemas. Ela pode atuar antes (concepção), durante
(conscientização/participação) ou depois (correção) do problema acontecer.
1. Ergonomia de Concepção
Quando ela é aplicada?
 Durante o projeto de um produto, ambiente, sistema ou máquina. Antes da produção ou uso real.
Objetivo:
 Evitar problemas futuros e prever situações de risco antes mesmo que elas aconteçam.
OBS.: Essa fase exige bastante conhecimento técnico, pois as decisões são feitas baseadas em situações que ainda não
existem (são apenas planejadas).

2. Ergonomia de Correção
Quando ela é aplicada?
 Em situações reais de trabalho, quando problemas já foram identificados.
Objetivo:
 Corrigir problemas que estejam afetando a saúde, segurança ou produtividade dos trabalhadores.
OBS.: Normalmente, essa aplicação é mais cara, porque envolve modificar algo que já foi construído ou está em uso.

3. Ergonomia de Conscientização
Quando ela é aplicada?
 Quando é necessário educar e treinar os trabalhadores para que eles próprios identifiquem e corrijam situações de
risco ergonômico.
Objetivo:
 Capacitar os trabalhadores a reconhecerem fatores de risco no seu dia a dia.
Como é feita?
 Por meio de cursos de capacitação, treinamentos, campanhas internas.

4. Ergonomia de Participação
Quando ela é aplicada?
 Quando se busca envolver os próprios trabalhadores na identificação e solução dos problemas ergonômicos.
Objetivo:
 Aproveitar o conhecimento prático dos trabalhadores, já que eles conhecem bem as tarefas que realizam.
Como funciona?
 Os trabalhadores participam de reuniões, comitês ou grupos de melhoria contínua. Eles sugerem mudanças, relatam
dificuldades e participam das soluções.

Setores de aplicação da ergonomia


A ergonomia pode ser aplicada em vários setores da sociedade:

Custo e Benefício da Ergonomia


Avaliação entre quanto uma empresa ou organização vai gastar (custo) para implementar melhorias ergonômicas e quanto ela
vai ganhar ou economizar (benefício) com essas melhorias. Mesmo que o investimento inicial em ergonomia pareça alto, os
benefícios superam os custos ao longo do tempo, principalmente porque:
 Reduz prejuízos com acidentes, doenças ocupacionais e ações judiciais.
 Aumenta a qualidade de vida do trabalhador, o que impacta diretamente na produtividade e nos lucros da empresa.
 Se diz que a ergonomia tem um ótimo custo-benefício.
 Investir em ergonomia = lucro + segurança + qualidade de vida.
ERGONOMIA – AULA 2
Antropometria e Biomecânica Aplicada a Ergonomia

O que seria a Antropometria?


Estudo das medidas físicas do corpo humano, considerando diferenças entre grupos e indivíduos. Assim, até a década 40, as
medidas antropométricas visavam determinar apenas algumas grandezas médias da população, com pesos e estaturas. Hoje,
o interesse maior se concentra no estudo das diferenças entre grupos e a influência de certas variáveis como etnias, alimentação
e saúde.

Tipos de medidas
São classificações baseadas em como e quando as medidas do corpo humano são feitas, de acordo com a posição, movimento
ou função corporal, e cada tipo de projeto ergonômico vai exigir um tipo de medida diferente.

Instrumentos e procedimentos de medida


1. Métodos Diretos de Medida
São métodos onde o avaliador mede diretamente o corpo da pessoa, com instrumentos que entram em contato físico com ela.

2. Métodos Indiretos de Medida


São métodos onde a medida não é feita diretamente no corpo da pessoa durante a coleta, mas sim através de imagens ou
registros, para serem analisados depois.

A escolha entre método direto ou indireto vai depender de alguns pontos, como:
 O tipo de medida necessária
 O objetivo do levantamento antropométrico
 O orçamento disponível
 A estrutura técnica da empresa ou instituição
OBS.: Para projetos simples: geralmente se usa métodos diretos.

OBS.: Para análises mais complexas e detalhadas: métodos indiretos com apoio de tecnologia.

Variação de medidas
As variações de medidas são fundamentais na antropometria porque um projeto ergonômico não pode ser baseado apenas em
médias populacionais. É preciso considerar todas essas variações para garantir que o produto, o ambiente ou o posto de
trabalho se adapte ao maior número possível de pessoas, ou seja, atender a diversidade humana.
As medidas corporais humanas não são fixas ou padronizadas para todas as pessoas. Existem diferenças naturais nas medidas
entre indivíduos e grupos populacionais, causadas por fatores como:
 Idade
 Sexo
 Etnia
 Alimentação
 Clima
 Fatores genéticos
 Condições de saúde
 Gerações diferentes

Tipos de variação de medidas


 Variações com o Tempo – Variações etárias, onde as medidas do corpo humano mudam ao longo da vida, desde o
nascimento até a velhice.
 Diferenças entre Sexos – Dimorfismo Sexual presente, onde há diferenças físicas e biológicas entre homens e
mulheres, que aparecem principalmente nas medidas corporais.
 Variações Intraindividuais – Mudanças dentro de um mesmo indivíduo ao longo do tempo.
 Variações Interindividuais – Mudanças entre diferentes pessoas de uma mesma população.
 Variações Extremas – Casos fora do padrão comum da maioria da população.
 Variações Étnicas – Influência da etnia nas medidas corporais.
 Variações Seculares – Mudanças ao longo das gerações)
 Influência da Alimentação – Alimentação pobre reduz as medidas corporais, já alimentação rica pode gerar aumento
na estatura média.
 Influência da Cultura e Aspectos Sociais – A cultura e as condições sociais também afetam as medidas corporais.

Levantamento Antropométrico
Processo de coletar, organizar e analisar as medidas corporais de uma população-alvo. O objetivo é obter dados confiáveis e
representativos para que engenheiros, designers, fisioterapeutas e ergonomistas possam projetar ambientes, produtos e postos
de trabalho adequados às características físicas das pessoas.

Etapas do Levantamento Antropométrico


1. Definição dos Objetivos
Antes de começar a medir, é preciso saber exatamente por que e para quê as medidas serão usadas.
2. Escolha das Variáveis a Serem Medidas
Após definir o objetivo, é necessário selecionar quais medidas do corpo serão avaliadas.
3. Definição da Amostra
A amostra representa o grupo de pessoas que será medida. Deve ser significativa e representativa do público-alvo. Além disso,
o tamanho da amostra depende do nível de precisão desejado e da variabilidade da população.
4. Escolha dos Métodos e Instrumentos
Decidir como as medidas serão feitas e com quais instrumentos. Também é importante padronizar a técnica de medição,
garantindo que todos os avaliadores usem os mesmos procedimentos.
5. Treinamento da Equipe de Medição
Todos que irão coletar os dados precisam ser treinados para saber onde medir, como posicionar os instrumentos e o indivíduo
avaliado, e como registrar os dados corretamente. Isso evita erros de medição.
6. Coleta de Dados (Realização das Medidas)
Seguir o roteiro definido. Registrar todas as medidas de forma organizada e com atenção
7. Compilação e Análise dos Dados
Após a coleta, os dados precisam ser tabulados e analisados. Esses dados servirão como base para o desenvolvimento de
projetos ergonômicos.
8. Apresentação dos Resultados
Os resultados são apresentados em relatórios, tabelas e gráficos, que serão usados por todos os profissionais. O objetivo final
é projetar produtos, ambientes e equipamentos que atendam melhor ao público-alvo, respeitando suas características físicas.

Construção de modelos humanos


É o processo de criar representações físicas ou digitais do corpo humano, baseadas nos dados antropométricos coletados
durante o levantamento. Esses modelos são usados para testar, planejar e avaliar espaços de trabalho, equipamentos e
produtos, sem precisar sempre de um ser humano real para os testes.

Tipos de Modelos Humanos usados na ergonomia


A construção dos modelos pode ser feita de diferentes formas, dependendo da tecnologia disponível, do objetivo do projeto e
do nível de detalhe necessário.

1. Modelos Unidimensionais (1D) – (Antropometria Unidimensional)


 Utiliza apenas uma variável de cada vez (exemplo: apenas a altura, ou apenas o comprimento do braço).
 Fonte de dados: Tabelas ou bancos de dados antropométricos.
 Aplicações: Projetos mais simples, para fazer dimensionamentos básicos de produtos ou espaços.
 Vantagens: Simples, baixo custo.
 Limitação: Não considera a interação de várias partes do corpo ao mesmo tempo.

2. Modelos Bidimensionais (2D)


 São representações planificadas (em duas dimensões).
 Exemplos: Modelos em papelão, plástico ou madeira, mostrando a vista lateral, frontal ou superior do corpo.
 Aplicações: Testar espaços críticos (exemplo: altura de uma bancada) e avaliar distâncias e alturas de forma visual.
 Vantagens: Baixo custo, fácil de transportar e guardar e bom para avaliar aspectos básicos de espaço.
 Limitação: Não permite testar movimentos complexos ou a ocupação total do espaço em 3D.

3. Modelos Tridimensionais (3D)


 São manequins físicos ou digitais, que representam o corpo humano com volume e profundidade.
 Permitem medir coisas como a distribuição de peso, o momento de inércia e a resistência ao impacto
 Exemplos de modelos físicos 3D: Manequins de crash test (testes de segurança em carros) e bonecos usados na
indústria para simular uso de espaços e equipamentos
 Vantagens: Muito mais realistas e permite avaliar a interação do corpo com o ambiente de forma mais precisa.
 Limitação: Custo mais alto que os modelos 2D e requer mais espaço físico para armazenamento.

4. Modelos Computacionais (3D e 4D)


 Aqui, os modelos do corpo humano são criados digitalmente, usando programas de computador.
 O modelo pode ser estático (3D) ou incluir movimento ao longo do tempo (4D).
 Aplicações: Simular como o corpo se move ao realizar uma tarefa e avaliar posturas, esforços, zonas de alcance, sem
precisar de uma pessoa real no local.
 Exemplos: Simular o movimento de um trabalhador ao montar um equipamento e verificar a ergonomia de um posto de
trabalho no computador antes da construção real.
 Vantagens: Alta precisão, permite avaliar cenários complexos sem gasto com protótipos físicos e pode simular
movimentos repetitivos e analisar sobrecargas.
 Limitação: Exige softwares especializados e profissionais treinados e custo mais elevado.

Princípios para aplicação dos dados antropométricos


Esses princípios são regras básicas que os projetistas, engenheiros, fisioterapeutas e ergonomistas usam para aplicar os dados
das medidas corporais na criação ou adaptação de produtos, ambientes e postos de trabalho. Eles ajudam a definir como as
medidas antropométricas serão usadas no projeto, para garantir que o resultado final atenda bem à maioria das pessoas e seja
ergonômico e funcional.
1. 1º Princípio: Projetar para a Média da População
 Baseia-se em projetar produtos ou ambientes usando a medida média (percentil 50%) da população.
 Quando usar: Em situações de uso coletivo, quando é difícil personalizar.
 Limitação: Pode não atender bem pessoas muito altas ou muito baixas, porque a média representa apenas o “ponto do
meio” da população.

2. 2º Princípio: Projetar para um dos Extremos da População


 Baseia-se em projetar considerando os percentis mais baixos (5%) ou mais altos (95%) da população. Esse princípio é
muito usado para garantir segurança e acesso universal.
 Quando usar: Para garantir acessibilidade mínima (Aberturas de portas → considerar o percentil 95% dos maiores
usuários para garantir que todos passem) e para minimizar esforços físicos (Exemplo: Altura de um botão de
emergência → deve estar ao alcance do percentil 5% mais baixo).

3. 3º Princípio: Projetar com Dimensões Reguláveis


 Criar produtos que permitam ajustes de tamanho, para que cada usuário possa adaptar às suas próprias medidas.
 Quando usar: Quando o público é muito variado, ou quando o mesmo equipamento será usado por várias pessoas com
diferentes biotipos.
 Limitações: Quanto mais regulagens, maior o custo de produção.

4. 4º Princípio: Projetar para Faixas da População


 Em vez de um produto único ou regulável, fabricam-se diferentes tamanhos fixos, cada um cobrindo uma faixa de
medidas.
 Vantagem: Atende uma gama maior de pessoas, com menor custo que projetos reguláveis.

5. 5º Princípio: Projetar para o Indivíduo


 Projeto totalmente personalizado, feito para atender um usuário específico.
 Quando usar: Em situações de necessidades especiais ou quando o público é único.
 Desvantagem: Custo elevado, pois exige projeto exclusivo para cada pessoa.

Na ergonomia, o ideal é sempre buscar o máximo de conforto, segurança e inclusão possível, com o melhor custo-benefício. A
escolha do princípio certo depende de:
 Quem vai usar o produto
 O custo disponível
 A função do equipamento
 As limitações físicas dos usuários

Princípios do Projeto Universal


Além dos 5 princípios acima, a ergonomia moderna também considera os 7 Princípios do Design Universal, que visam criar
produtos que atendam o maior número possível de pessoas, independente de idade ou capacidade física.

Espaço de Trabalho
O Espaço de Trabalho na ergonomia é o local físico onde o trabalhador realiza suas atividades. Inclui tudo o que
envolve o trabalhador durante a execução da tarefa, como o mobiliário, equipamentos e ferramentas, espaços de
movimentação, posturas adotadas, alcances manuais e fatores ambientais.
O objetivo da ergonomia ao projetar o espaço de trabalho é garantir que ele seja confortável, seguro, eficiente e
adequado às medidas corporais dos usuários. Existem alguns fatores que influenciam o dimensionamento do
Espaço de Trabalho, sendo:
1. Dimensões da População (Baseadas em Percentis)
As medidas do espaço devem considerar os percentis populacionais, ou seja, os extremos da população para
atender o maior número de pessoas.

Ex.: A altura de uma porta deve permitir a passagem de pessoas altas (95% dos homens), e o alcance de um botão
deve estar acessível até para as pessoas de menor estatura (5% das mulheres).

2. Postura de Trabalho
O espaço de trabalho precisa ser adequado à postura que a tarefa exige, sendo que, para posturas com grandes
movimentos, é necessário usar dados da antropometria dinâmica, considerando os alcances durante o movimento.

3. Tipo de Atividade Manual


O tipo de tarefa também influencia o espaço necessário. Isso garante menor esforço e maior precisão.
 Tarefas que exigem o uso das pontas dos dedos (ex.: digitação) → O local de trabalho pode ser mais
afastado.
 Tarefas que usam o centro das mãos (ex.: encaixe de peças) → O objeto deve estar mais próximo ao
trabalhador (5 a 6 cm mais perto).
4. Vestuário e Cargas Utilizadas
O que o trabalhador veste e os equipamentos que carrega podem alterar o volume ocupado e o alcance de
movimentos.
 Roupas pesadas (ex.: uniformes de frio) → Aumentam o espaço necessário.
 Calçados com salto alto ou botas de segurança → Alteram a altura de apoio dos pés.
 Equipamentos de proteção → Podem limitar a mobilidade.

5. Espaço Pessoal
O espaço de trabalho deve permitir uma “personalização mínima”, respeitando as necessidades individuais de cada
trabalhador. Como, por exemplo, a possibilidade de ajustar a altura da cadeira, distância do monitor, iluminação
local.

Superfícies Horizontais
São todas as áreas planas e horizontais do espaço de trabalho onde o trabalhador apoia objetos, ferramentas ou
realiza tarefas. A altura da superfície de trabalho precisa ser pensada de acordo com a postura do trabalhador
(sentado ou em pé), o tipo de atividade que ele irá realizar e as dimensões corporais da população usuária (baseado
na antropometria). Dependem de alguns pontos, sendo:
1. Altura de mesas para trabalho sentado
Base de cálculo:
 Altura do cotovelo com o braço pendendo verticalmente, ajustada pela altura da cadeira (altura poplítea).
 Se a mesa for fixa, a cadeira precisa ser regulável.
 Se a cadeira for fixa, pode ser necessário uso de apoio para os pés.

2. Altura de bancadas para trabalho em pé

3. Alcances sobre a mesa (em trabalhos manuais)

Assentos e seus Aspectos Gerais


Os assentos são importantes na ergonomia pois grande parte das atividades de trabalho é realizada na posição
sentada. Um assento mal projetado pode causar dores na coluna, problemas de circulação, fadiga precoce, posturas
inadequadas e lesões por esforço repetitivo (LER/DORT). Por isso, o dimensionamento dos assentos precisa
respeitar as medidas corporais dos usuários, garantindo conforto, segurança e desempenho eficiente.
Logo, um assento ergonômico bem projetado reduz a fadiga, melhora a postura, evita dores e ajuda na
produtividade. Mas é importante lembrar que o tipo de assento ideal varia conforme a tarefa, o tempo de uso e as
características físicas do trabalhador. Existem princípios erais para projetar um assento ergonômico, sendo:
1. Altura do Assento
Altura Poplítea (distância entre a parte de trás do joelho (fossa poplítea) até a sola do pé) serve como referência
para determinar a altura do assento. O objetivo é que os pés fiquem apoiados no chão, evitando compressão na
parte de trás das coxas.
Recomendações: O assento deve ter altura ajustável, geralmente entre 35,1 cm a 51 cm.
2. Largura e Profundidade do Assento

3. Inclinação do Assento
O assento deve ter uma leve inclinação de 3º a 5º para trás, para evitar que a pessoa escorregue para frente.
4. Encosto

5. Apoia-braços
Podem estar presentes ou não, dependendo do tipo de trabalho. Tem como função o suporte para os antebraços,
redução da tensão nos ombros e pescoço e auxílio na troca de postura.
6. Estofamento
Uma camada leve de estofamento sobre uma base firme é recomendada, servindo para reduzir a pressão nas
tuberosidades isquiáticas.
7. Resistência, Estabilidade e Durabilidade
8. Variações entre Assentos
Mesmo seguindo normas, os assentos podem ter diferenças entre fabricantes, como o tipo de estofamento, a forma
do encosto, o tipo de apoio de braço e o tipo de ajuste de altura e inclinação. Não existe um único assento ideal
para todos. Cada tipo de atividade pode exigir um tipo de assento diferente.
9. Assentos para Longa ou Curta Duração

10. Variação de Posturas


Um bom assento deve permitir que o trabalhador varie sua postura ao longo da jornada, para evitar fadiga. O encosto
móvel é importante justamente para facilitar essas mudanças de posição.
11. Postura Semi-Sentada
Usado quando o trabalho exige frequente alternância entre ficar em pé e sentado, ou quando há pouco espaço
físico. Características da postura semi-sentada:
 O trabalhador fica meio apoiado, mas não totalmente sentado.
 Reduz a carga nas pernas sem impedir movimentação rápida.
 Não é tão confortável quanto um assento convencional, mas ajuda a aliviar o peso corporal em atividades
de curta duração.
Pode ser usado para bancadas de produção, trabalhos em linhas de montagem com pouco espaço e recepcionistas
em guichês estreitos

ERGONOMIA – AULA 3
Sistema Homem-Máquina-Ambiente

Sistema Homem-Máquina-Ambiente
Esse sistema é um conjunto que envolve três elementos principais, que tem como objetivo permitir que o homem
realize uma tarefa usando a máquina, de forma eficiente, segura e confortável, levando em conta as características
do ambiente, sendo:
 Homem (o trabalhador/usuário)
 Máquina (ferramenta, equipamento ou sistema operado)
 Ambiente (o local e as condições onde a tarefa acontece)
Pode envolver um homem e uma máquina simples (ex.: uma pessoa usando uma furadeira), ou várias pessoas e
várias máquinas ao mesmo tempo, como em uma linha de produção industrial.

Máquina na Ergonomia
Na ergonomia, o termo "máquina" é usado de forma ampla. Inclui qualquer equipamento, ferramenta ou dispositivo
que o homem usa para realizar um trabalho ou melhorar o desempenho. Como exemplos de máquinas temos:
 Ferramentas manuais (chave de fenda, martelo)
 Máquinas industriais
 Automóveis
 Computadores
 Celulares

Tipos de Máquina

Outros tipos:
 Máquinas amplificadoras de capacidade: Aumentam a capacidade do homem (ex.: alto-falantes, pinças).
 Máquinas que modificam a tarefa: Mudam a forma como a tarefa é feita (ex.: dirigir um carro vs. andar a pé).

Interação entre Homem, Máquina e Ambiente


Passo a passo da interação:
1. O homem recebe informações da máquina e do ambiente (ex.: luzes do painel, ruído, temperatura,
sinalizações).
2. Essas informações são captadas pelos órgãos sensoriais:
 Visão
 Audição
 Tato
 Senso cinestésico (percepção de movimento e posição do corpo)
3. O cérebro (Sistema Nervoso Central) processa as informações e toma decisões.
4. O homem então executa ações musculares para controlar a máquina (ex.: girar um volante, apertar um
botão).
5. A máquina responde (ex.: o carro se move, o computador executa o comando).
6. O ambiente pode sofrer alterações como resultado da ação (ex.: o carro se desloca pela estrada).

Exemplo Clássico: Homem + Automóvel + Ambiente


1. O homem observa o painel do carro, ouve o motor, sente a temperatura da cabine.
2. Também observa o ambiente externo: paisagem, sinalizações, outros carros.
3. Recebe instruções sobre o trajeto (GPS, placas de trânsito).
4. Faz os movimentos de direção, freio, aceleração.
5. O resultado final é o movimento do carro pelo ambiente externo.

Movimentos de Controle
São os movimentos que o homem faz para comandar a máquina. Exemplos:
 Girar um botão
 Puxar uma alavanca
 Pressionar um pedal
Esses movimentos de controle devem ser rítmicos, em trajetória contínua, sem paradas bruscas e sem mudanças
repentinas de direção, isso reduz o esforço e o risco de erro.
OBS.: Existe um Estereótipo Popular, que é a expectativa natural da maioria das pessoas em relação a um
movimento, como por exemplo girar a torneira para a direita para abrir, isso é um movimento compatível.

Movimentos Compatíveis x Incompatíveis

Movimentos incompatíveis devem ser evitados, mas se não for possível, o projeto deve manter todos os movimentos
igualmente incompatíveis (exemplo: direção inglesa, onde tudo é invertido, mas de forma consistente).

Diferenças entre Destros e Canhotos


Destros têm melhor desempenho com a mão direita (força, velocidade e precisão), já os canhotos têm o oposto.
 Problemas: Ferramentas e equipamentos projetados só para destros dificultam o trabalho dos canhotos.
 Soluções ergonômicas: Criar controles simétricos, usar alavancas ou botões de pressão em vez de
comandos rotativos, projetar equipamentos específicos para canhotos ou desenvolver postos de trabalho
universais, que atendam os dois grupos.

Compatibilidade Espacial
Refere-se à posição dos controles e mostradores (displays) no espaço físico. Tem como objetivo que o trabalhador
perceba de forma intuitiva qual controle atua sobre qual função. Há técnicas para melhorar a compatibilidade
espacial, como:
 Usar linhas visuais ligando controles e mostradores
 Códigos de cores correspondentes entre botão e display
 Agrupar botões por função (ex.: luzes, som, ar-condicionado)
Exemplo: Em um painel de controle, o botão azul controla o mostrador azul.

Princípios de Associação entre Controles e Mostradores


1. Movimento horário = Aumento ou deslocamento para cima/direita.
2. Movimentos em planos perpendiculares: Rotação para a direita → Afasta o mostrador.
3. Movimentos no mesmo sentido: Controle e mostrador se movem de forma sincronizada (como se estivessem
ligados por uma engrenagem imaginária).
Sensibilidade de Controle (Sensibilidade do deslocamento)
Refere-se à relação entre o movimento que o operador faz no controle e o quanto a máquina responde (quanto o
mostrador ou sistema se desloca).

Exemplo prático no uso de um mouse:


 Primeiro você faz um movimento rápido para aproximar o cursor (ajuste grosso),
 Depois faz pequenos movimentos para acertar exatamente o local do clique (ajuste fino).
OBS.: O ideal é encontrar um ponto de ótima sensibilidade, equilibrando tempo de deslocamento e precisão.

Controles
São os dispositivos que permitem que o homem envie comandos para a máquina. Como exemplos de controles
existem volantes, manivelas, botões, teclados, mouse, joysticks e controles remotos. São acionados principalmente
pelas mãos e dedos, mas também podem envolver os pés (ex.: pedais). Existem alguns tipos de controles, sendo:

 Discretos:
Ativação (Ex.: ligar/desligar)
Posicionamento (Ex.: mudar de canal no rádio)
Entrada de dados (Ex.: digitar no teclado)
 Contínuos:
Posicionamento Quantitativo: Fixar um valor dentro de um intervalo contínuo (Ex.: sintonizar rádio)
Movimento Contínuo: Acompanhar a trajetória da máquina (Ex.: volante de carro)

Manejo
Refere-se ao ato de manusear algo. Na ergonomia, o manejo pode ser dividido em dois grandes grupos:

Existem ainda classificações mais técnicas, como as seis categorias de manejo de Taylor (1954), que combinam
movimentos de precisão e força.

Pegas (Tipos de Empunhadura)


O formato da pega (empunhadura) de uma ferramenta ou equipamento influencia o desempenho e o conforto do
trabalhador.

 Ferramentas para manejo fino → Pegas menores.


 Ferramentas para manejo grosso → Pegas maiores.

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