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Demonstrações Contábeis 2T25

Itausa - Demonstrações Contábeis 2T25

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DEMONSTRAÇÕES

CONTÁBEIS
INTERMEDIÁRIAS
30 de junho de 2025
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025
Destaques (2T25 x 2T24)
VALOR DE MERCADO DO
LUCRO LÍQUIDO RECORRENTE1,2 LUCRO LÍQUIDO TOTAL1,2
PORTFÓLIO (NAV)3
R$ 4,0 BILHÕES R$ 4,1 BILHÕES
R$ 159,3 BILHÕES
+11% +8%
+24% vs. +12% IBOV

VALOR DE MERCADO DA
ROE RECORRENTE1,2 ROE1,2
ITAÚSA4
18,4% a.a. 18,5% a.a.
R$ 120,4 BILHÕES
+0,7 p.p. +0,2 p.p.
+19% vs. +12% IBOV

Principais Indicadores
R$ milhões 2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
1,2
Lucratividade e Retorno
Lucro Líquido Recorrente1,2 4.037 3.635 11% 7.913 7.218 10%
Lucro Líquido Recorrente por ação 0,36896 0,34623 7% 0,75991 0,68750 11%
ROE Recorrente sobre PL médio (%)1,2 18,4% 17,7% 0,7 p.p. 17,9% 17,5% 0,3 p.p.
Balanço Patrimonial
Dívida Líquida 587 833 -30% 587 833 -30%
Patrimônio Líquido 89.574 83.551 7% 89.574 83.551 7%
Mercado de Capitais
Valor de Mercado do Portfólio (NAV)3 159.295 128.596 24% 159.295 128.596 24%
4
Valor de Mercado da Itaúsa 120.357 101.408 19% 120.357 101.408 19%
Desconto3,4 24,4% 21,1% 3,3 p.p. 24,4% 21,1% 3,3 p.p.
Volume Financeiro médio diário da Itaúsa5 322 216 50% 305 206 48%
(1) Atribuível aos acionistas controladores. | (2) ROE (Return on Equity) considerando o Lucro Líquido anualizado. | (3) Considera as cotações de fechamento do último dia útil do período das ações
mais líquidas do Itaú Unibanco (ITUB4), Dexco (DXCO3), Alpargatas (ALPA4) e Motiva (MOTV3), o valor do investimento da Aegea Saneamento e Copa Energia contabilizado no Balanço Patrimonial
de 30.06.2025, o valor justo da NTS contabilizado no Balanço Patrimonial de 30.06.2025 e demais ativos e passivos refletidos no balanço individual da Itaúsa de 30.06.2025 e 28.06.2024 (sem ajuste
por proventos). | (4) Calculado com base na cotação de fechamento das ações preferenciais em 30.06.2025 e 28.06.2024 (sem ajuste por proventos) e não considera as ações mantidas em tesouraria.
| (5) Considera as ações preferenciais da Itaúsa (ITSA4) negociadas na B3.

Mensagem da Administração
“Resultados recordes, solidez do portfólio, continuidade da estratégia de liability management e
remuneração atrativa aos nossos acionistas são nossos destaques no ano, em cenário que requer
disciplina.

O cenário macroeconômico internacional no segundo trimestre de 2025 foi marcado pela condução das políticas
comercial e fiscal dos Estados Unidos e pelo acirramento de tensões geopolíticas, que contribuíram para
aumentar o grau de cautela no ambiente global. No Brasil, os dados de atividade econômica e do mercado de
Alfredo Setubal
trabalho apresentaram-se levemente acima das expectativas, o que levou a revisão positiva da projeção de
Presidente e DRI
crescimento do PIB em 2025 e, diante da inflação ainda acima da meta, a elevação da taxa básica de juros.

Mesmo assim, no segundo trimestre de 2025, atingimos lucro líquido recorde e o nosso portfólio apresentou resultados 11%
superiores ao ano passado, com destaques para o Itaú Unibanco. Em continuidade à nossa estratégia de desalavancagem iniciada
ao final de 2022, anunciamos em junho o pré-pagamento das debêntures da 2ª série da 4ª emissão, no valor de R$1,25 bilhão, o
que permitiu à Itaúsa reduzir seu endividamento bruto, custo médio da dívida, despesas financeiras e a concentração de
vencimentos, além da preservação dos níveis de liquidez. O resgate foi realizado em 15 de julho utilizando os recursos obtidos no
aumento de capital concluído em maio. Nossa trajetória consistente de fortalecimento da estrutura de capital foi reconhecida pela
S&P, que reafirmou o rating AAA da companhia em julho, destacando a robustez do nosso balanço, a boa gestão de liquidez e a
melhora no perfil da dívida.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

Aumento de Capital mediante subscrição de ações concluído com sucesso, reforçando a confiança de nossos acionistas
Após encerrados o período preferencial, o rateio das sobras e o leilão na B3, em maio, concluímos a subscrição de ações com 100%
de adesão.

Compromisso com a geração de valor aos acionistas


Aprovamos pagar em 29 de agosto Juros sobre Capital Próprio no valor líquido de R$ 2,3 bilhões (ou R$ 0,21/ação), dos quais
R$ 553 milhões foram declarados em 16 de junho e R$ 1,7 bilhão em 11 de agosto. Somados aos pagamentos trimestrais, os
proventos líquidos relativos ao primeiro semestre de 2025 totalizaram R$ 2,7 bilhões (ou R$ 0,25/ação) crescimento de 47% em
relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo dividend yield de 9,8% e payout de 36%.

Marcamos mais um capítulo na nossa trajetória


Em junho, realizamos a tradicional cerimônia de toque da campainha na B3 (clique aqui para assistir), em continuidade à
comemoração dos nossos 50 anos de história, pautada por solidez, ética, governança e compromisso com o desenvolvimento do
Brasil.

Seguimos confiantes na condução de nossos negócios, ao lado de nossos parceiros, acionistas e colaboradores, com foco contínuo
em nosso propósito de investir em ações que transformam o Brasil, e certos de que nossos valores são a base para continuarmos
alcançando resultados sólidos e construindo legados.”

1. Desempenho Operacional e Financeiro da Itaúsa


1.1. Resultado individual da Itaúsa
Como holding de participações que investe em empresas operacionais, nosso resultado é composto, essencialmente, por Resultado
de Equivalência Patrimonial (REP), apurado a partir do lucro líquido de nossas empresas investidas, pelo resultado de investimentos
em ativos financeiros mensurados a valor justo (como é o caso da NTS) e pelo resultado de eventuais alienações de ativos do nosso
portfólio. Abaixo estão demonstrados os nossos resultados individuais recorrentes (os itens não recorrentes encontram‐se
detalhados na tabela “Reconciliação do Lucro Líquido Recorrente” na seção 1.5 deste documento).

Resultado Individual Gerencial da Itaúsa1


R$ milhões 2T25 2T24 ∆% 1S25 1S24 ∆%
Resultado Recorrente das empresas investidas 4.280 3.846 11,3% 8.455 7.660 10,4%
Setor Financeiro 4.118 3.668 12,3% 8.072 7.348 9,9%
Itaú Unibanco 4.118 3.668 12,3% 8.072 7.348 9,9%
Setor Não Financeiro 208 228 -8,5% 503 410 22,7%
Dexco 9 41 -78,6% 36 38 -7,2%
Alpargatas 30 9 215,3% 65 19 232,7%
Motiva 41 43 -2,9% 97 89 9,4%
Aegea Saneamento (5) 9 n.a. 30 18 65,0%
Copa Energia 87 65 32,9% 144 123 17,7%
NTS 45 59 -24,0% 129 116 11,5%
Variação do valor justo 45 (43) n.a. (10) 10 n.a.
Dividendos e/ou JCP - 103 n.a. 139 106 31,0%
Outras empresas 2 2 -12,5% 2 7 -66,7%
Outros resultados2 (46) (50) -8,0% (120) (98) 23,3%
Resultado Próprio (173) (163) 5,9% (425) (318) 33,7%
Despesas Administrativas (42) (46) -8,0% (82) (88) -7,7%
Despesas Tributárias3 (114) (106) 7,4% (332) (211) 57,1%
Doações Instituto Itaúsa (13) (11) 17,4% (13) (16) -18,0%
Outras Receitas (Despesas) Operacionais (3) - n.a. 1 (2) n.a.
Resultado Financeiro (55) (63) -12,5% (120) (120) -0,2%
Lucro antes do IR/CS 4.052 3.619 12,0% 7.910 7.223 9,5%
IR/CS (15) 15 n.a. 2 (5) n.a.
Lucro Líquido Recorrente 4.037 3.635 11,1% 7.913 7.218 9,8%
Resultado não recorrente 29 127 -77,3% 67 18 265,2%
Próprio (4) (10) -62,6% (18) (13) 44,6%
Setor Financeiro (18) (7) 183,7% (33) (83) -59,9%
Setor Não Financeiro 51 144 -64,4% 119 114 -4,1%
Lucro Líquido 4.066 3.762 8,1% 7.980 7.237 10,3%
ROE sobre PL médio (%) 18,5% 18,3% 0,2 p.p. 18,0% 17,6% 0,4 p.p.
ROE Recorrente sobre PL médio (%) 18,4% 17,7% 0,7 p.p. 17,9% 17,5% 0,3 p.p.
(1) Atribuível aos acionistas controladores. | (2) Refere-se, principalmente, à amortização das mais-valias atribuídas nos PPAs (purchase price allocation ou alocação de preço de compra) dos
investimentos na Motiva, Aegea Saneamento, Alpargatas, Copa Energia e Itaú Unibanco. | (3) Essencialmente composto pelo PIS e COFINS (conforme notas explicativas nº 19 e nº 20).
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

1.2. Resultado Recorrente das empresas investidas registrado pela Itaúsa (2T25 vs. 2T24)
O resultado recorrente proveniente das empresas investidas, refletido em nosso resultado no 2T25, foi de R$ 4,3 bilhões,
crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior devido, principalmente, ao melhor resultado do Itaú Unibanco, além dos resultados
crescentes de Alpargatas e Copa Energia. O setor financeiro cresceu 12% no trimestre e o setor não financeiro apresentou queda
de 8% quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

• Resultados robustos, positivamente impactados pelo crescimento em todos os segmentos da carteira de crédito no Brasil e na
América Latina, resultando em melhor margem com clientes com custo do crédito estável e inadimplência sob controle.
• Expansão do resultado de Seguros, Previdência e Capitalização devido ao maior resultado financeiro e a maiores vendas em
seguros de vida e prestamista.
• No trimestre, o Índice de Eficiência atingiu 38,8% no consolidado e 36,9% no Brasil, com base no modelo gerencial em
BR GAAP.

• Queda nos resultados do trimestre por menor efeito de reavaliação do ativo biológico no período.
• Desempenho operacional crescente da LD Celulose, boa performance da Divisão de Madeira, compensando os desafios da
Divisão de Acabamentos. Resultado também impactado positivamente por oportunidades de venda de ativo florestal no período.
• Resultado financeiro afetado pelo aumento da Selic média no período e aumento da dívida líquida.

• Resultado positivamente impactado por maior receita no Brasil e na operação internacional, em função de melhor mix de
produtos e canais.
• O crescimento de receita, somado à redução dos custos e das despesas, contribuiu para a melhora das margens e o aumento
do lucro líquido.

• Crescimento do tráfego em todos os modais, aliado aos ajustes tarifários previstos em contrato e início de novas concessões,
contribuiu para a expansão da receita.
• EBITDA positivamente impactado pelos ganhos de eficiência e pela otimização de portfólio que vem sendo implementada.
• Resultado financeiro refletiu aumento do endividamento e da Selic no período, resultando em menor lucro líquido recorrente.

• Receita e resultado operacional impulsionados pelo maior volume faturado, reajustes tarifários e maiores receitas de
contraprestação de PPPs.
• Lucro líquido impactado pelo aumento das despesas financeiras devido à maior taxa Selic e endividamento.

• Resultados crescentes no período influenciados pelos efeitos positivos da estratégia comercial e do melhor resultado financeiro,
parcialmente compensados por menores volumes e maiores despesas operacionais.
• A geração de caixa operacional e o menor patamar de dívida líquida contribuíram para a redução da alavancagem.

• Resultado operacional crescente em função de reajustes de contratos indexados ao IGP-M e custos estáveis.
• Os resultados do investimento na NTS, registrados como “ativo financeiro” em nosso balanço, foram impactados por menor
recebimento de proventos em relação ao ano anterior, parcialmente compensado pelo ajuste positivo realizado na avaliação do
valor justo do ativo.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

1.3. Resultado Próprio


As Despesas Administrativas totalizaram R$ 42 milhões, redução de 8,0% vs. 2T24, reflexo de iniciativas de eficiência que
contribuíram para menores gastos com garantias de processos judiciais e fornecedores. No 1S25, as despesas administrativas
totalizaram R$ 82 milhões, redução de 7,7% em comparação ao mesmo período de 2024, em razão dos mesmos motivos da variação
trimestral, enquanto a inflação (IPCA) dos últimos 12 meses registrou alta de 5,35%.

As Despesas Tributárias atingiram R$ 114 milhões no 2T25, aumento de 7,4% sobre o 2T24, devido, principalmente, à maior
despesa de PIS/COFINS incidentes sobre os Juros sobre Capital Próprio pagos/a pagar pelas investidas, principalmente pelo Itaú
Unibanco. No 1S25, as despesas tributárias totalizaram R$ 332 milhões, aumento de 57,1% em relação ao mesmo período do ano
anterior, devido aos mesmos motivos da variação trimestral.

As contribuições ao Instituto Itaúsa totalizaram R$ 13 milhões no 2T25 (vs. R$ 11 milhões no 2T24). No trimestre, R$ 6 milhões
foram destinados pelo Instituto a projetos relacionados a meio ambiente, R$ 6 milhões para produtividade e sustentabilidade e
R$ 1 milhão para despesas administrativas e tributárias. Os valores do 1S25 refletem os mesmos do 2T25 (vs. R$ 16 milhões no
1S24).

1.4. Resultado Financeiro


O Resultado Financeiro atingiu -R$ 55 milhões no 2T25, redução de 12,5%, representando melhora de R$ 8 milhões, quando
comparado ao mesmo período do ano anterior, reflexo das iniciativas de liability management, de maior rentabilidade e saldo médio
de caixa, parcialmente compensados pelo aumento das despesas financeiras em função da elevação da Selic no período. No 1S25,
o resultado financeiro alcançou R$ 120 milhões, estável em relação ao reportado no 1S24, explicado pelos mesmos motivos da
variação trimestral.

1.5. Lucro Líquido Recorrente


No 2T25, o Lucro Líquido Recorrente foi de R$ 4.037 milhões, representando aumento de 11,1% em relação ao 2T24 devido
principalmente ao maior resultado recorrente do Itaú Unibanco (+R$ 450 milhões). No 1S25, o Lucro Líquido Recorrente foi de
R$ 8.072 milhões, 10% superior ao ano anterior devido ao maior resultado recorrente do Itaú Unibanco (+R$ 724 milhões), do melhor
resultado do setor não financeiro (+R$ 93 milhões), parcialmente compensados pelo maior patamar de despesas tributárias da Itaúsa
(-R$ 121 milhões).

1.6. Efeitos Não Recorrentes


O Lucro Líquido do 2T25 foi afetado por eventos não recorrentes que totalizaram efeito positivo de R$ 29 milhões, sendo o principal
efeito positivo na Motiva (+R$52 milhões) em maior parte devido a constituição de imposto de renda diferido da MSVia, parcialmente
compensado pelo efeito negativo no Itaú Unibanco (-R$18 milhões) relativo a provisões. No 1S25, os efeitos não recorrentes
totalizaram R$ 67 milhões, sendo os principais efeitos positivos na Aegea (+R$ 79 milhões) principalmente por reconhecimento de
créditos de PIS/COFINS pela Aegea e captura de resultados decorrente da reorganização societária na Parsan, e na Motiva (+R$52
milhões), pelo mesmos motivos do 2T25, parcialmente compensados pelo efeito negativo no Itaú Unibanco (-R$ 33 milhões) relativo
a provisões, além do efeito negativo nas despesas do Resultado Próprio da Itaúsa (-R$ 18 milhões) devido a gastos com a
celebração dos nossos 50 anos.

Reconciliação do Lucro Líquido Recorrente


R$ milhões 2T25 2T24 1S25 1S24
Lucro Líquido Recorrente 4.037 3.635 7.913 7.218
Total de itens não recorrentes 29 127 67 18
Resultado Próprio¹ (4) (10) (18) (13)
Setor Financeiro (18) (7) (33) 83
Itaú Unibanco (18) (7) (33) 83
Setor Não Financeiro 51 144 119 114
Dexco 3 (4) (6) (17)
Alpargatas (4) (2) (6) (4)
Motiva 52 (15) 52 (26)
Aegea Saneamento - - 79 -
Copa Energia - 165 - 160
Itautec - 1 - 2
Outros2 - (1) - (1)
Lucro Líquido 4.066 3.762 7.980 7.237
(1) Referem-se aos efeitos relacionados a eventos de pós-closing das investidas e as despesas referentes à celebração dos 50 anos da Companhia.
(2) Refere-se a evento de pós-closing da Copa Energia.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

2. Composição do Capital e Endividamento


A bem-sucedida estratégia de liability management, iniciada no 4º trimestre de 2022 e ainda em curso, vem conferindo redução do
nosso endividamento, aumento do prazo médio da dívida, redução do custo médio, diminuição da concentração de amortização e
menor serviço da dívida. Essa estratégia também nos garantiu a preservação dos níveis de liquidez e mitigou riscos de
refinanciamento.

Em linha com essa estratégia, no 2T25 anunciamos o resgate antecipado das debêntures da 2ª série da 4ª emissão, no valor de
R$ 1,25 bilhão (o qual foi realizado em 15.07.2025), que confere redução do endividamento bruto em aproximadamente 30%, do
custo médio da dívida de CDI+1,54% a.a. para CDI+1,37% a.a., menores despesas financeiras, aumento do prazo médio de 6,0
anos para 6,5 anos, além do reperfilamento do cronograma de amortização com redução de sua concentração em 2029, 2030 e
2031.

Permaneceremos atentos às oportunidades de novos movimentos estratégicos na gestão de passivos, sempre com foco na criação
de valor aos nossos acionistas.

2.1. Perfil da Dívida e Indicadores de Alavancagem

Dívida Líquida¹ (R$ bilhões) Prazo Médio¹ (anos) Custo Médio¹ (CDI+)

▼30% ▲0,5 anos ▼61 p.b.


1,1 2,50%
1,98%
0,9 7,5
6,8
1,2

0,8 6,6 6,5 2,00% 1,54% 1,54% 1,54% 1,37%


6,3
1

0,8

0,6 6,0 1,50%


0,6

0,4 6 1,00%
0,4

0,50%
0,2

4,5 0,00%

2T24 3T24 4T24 1T25 2T25 2T24 3T24 4T24 1T25 2T25 2T24 3T24 4T24 1T25 2T25
(1) Proforma 3T24 e 2T25 (após pré-pagamento da 3ª e 4ª emissões de debêntures). (1) Proforma 3T24 e 2T25 (após pré-pagamento da 3ª e 4ª emissões de debêntures).
(1) Proforma 3T24 e 2T25 (após pré-pagamento da 3ª e 4ª emissões de debêntures).

Alavancagem Cobertura de Juros


Endividamento (Dívida Líquida¹/NAV) (Proventos/Despesas de Juros UDM)
(Dívida Bruta¹/Proventos UDM)

1,0% 0,9%
20 12,4x 13,5x 13,0x 15,0x 14,3x
0,6x
0,9%

15
0,5x
0,8%

0,7%
0,6% 0,6% 10
0,5x 0,5x 0,4x 0,6%
5
0,5%
0,4% 0 0,7 0,7 0,7
0,4%
0,3% ,7200

0,6 0,6
,700

,6800

0,3% ,6600

,6400

,6200

0,2% ,600

,5800

0,1% ,5600

,5400

0,0%

2T24 3T24 4T24 1T25 2T25


2T24 3T24 4T24 1T25 2T25 2T24 3T24 4T24 1T25 2T25 Indicador
(1) Dívida Financeira. Não considera eventual pagamento de passivos tributários
Serviço de Dívida (R$ bi)
(1) Proforma 3T24 e 2T25 (após pré-pagamento da 3ª e 4ª emissões de debêntures).
contabilizados e proforma 3T24 e 2T25 (após pré-pagamento da 3ª e 4ª emissões de
debêntures).

2.2. Caixa e Cronograma de Amortização1


Conforme mencionado, realizamos o resgate antecipado das debêntures da 2ª série da 4ª emissão, no valor de R$1,25 bilhão em
15.07.2025. Apresentamos abaixo o saldo de caixa e cronograma de amortização em 30.06.2025 e proforma considerando este
pré-pagamento.
(R$ milhões)
(416) (416) (416)
4.260
2.978
1.077660 955 539 955 539 515 515 515 515 515 515
0 0 0 0 0 0 0 0

Caixa 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034

30.06.2025 Cronograma após liability management


(1) Não considera eventual pagamento de passivos tributários contabilizados.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

2.3. Fluxo de Caixa


Encerramos o 2T25 com R$ 4.260 milhões de saldo de caixa, aumento de R$ 680 milhões em relação a 31.12.2024, reflexo
principalmente do recebimento de proventos e da subscrição de ações homologada em maio de 2025, que foram parcialmente
compensados com o pagamento de proventos no período.

(R$ milhões)

335 1.006 124


7.620

3.580 4.260
(8.047) (169) (141) (47)

Caixa em Proventos Proventos Setor Subscrição Outras Receitas Proventos Impostos Juros Outros Caixa em
31.12.2024 Setor Financeiro Não Financeiro de Ações e Despesas1 Pagos 30.06.2025

(1) Considera receita oriunda da rentabilidade do caixa, as despesas gerais e administrativas, entre outros.

3. Remuneração aos Acionistas


3.1. Fluxo de Proventos por competência do exercício
Os proventos declarados pelas investidas à Itaúsa no 2T25 totalizaram R$ 2.782 milhões e declaramos aos nossos acionistas, no
mesmo período, proventos no montante de R$ 2.726 milhões. A nossa prática de distribuição de proventos tem sido, até o momento,
repassar integralmente os proventos recebidos do Itaú Unibanco em cada exercício social.

R$ milhões 1S25 1S24


Total de proventos líquidos recebidos e a receber das investidas 2.782 1.910
Itaú Unibanco 2.726 1.858
Setor não financeiro¹ 56 52
Aegea Saneamento 24 14
Copa Energia 32 38
Total de proventos líquidos pagos e a pagar pela Itaúsa 2.726 1.858
(1) Conforme nota explicativa nº 8.

3.2. Proventos declarados e dividend yield

Os acionistas posicionados nos últimos 12 meses findos em 30.06.2025 fizeram jus ao recebimento de R$ 0,8774 (bruto) por ação
que, totalizando o valor de R$ 9,6 bilhões (R$ 8,9 bilhões líquidos) em proventos declarados.

Adicionalmente aos proventos mencionados acima, em 11.08.2025 o Conselho de Administração aprovou a declaração de proventos
relativos ao exercício de 2025 no valor de R$ 2 bilhões (ou R$ 1,7 bilhões líquidos) ou R$ 0,1859 por ação, com base na posição
acionária ao final do dia 18.08.2025, a serem pagos em 29.08.2025.

Dessa forma, os acionistas que mantiveram suas ações durante os últimos 12 meses, encerrados em 18.08.2025, terão direito ao
recebimento de R$ 11,6 bilhões em proventos brutos. Esse valor corresponde a R$ 1,0645 (bruto) por ação, que, quando dividido
pelo preço da ação preferencial em 11.08.2025, resulta em um dividend yield 2 de 9,8%.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

(1) Considera os proventos ajustados pelos eventos corporativos.


(2) Payout = Proventos (líquidos) pagos e a pagar (base competência) / Lucro Líquido deduzido da reserva legal de 5%.
(3) Conforme convenção de mercado, o Dividend Yield é referente aos últimos 12 meses e é calculado sobre os proventos brutos ajustados
pela subscrição e bonificação em ações.

Acesse o histórico completo de proventos em: [Link]

3.3. Aumento de Capital mediante Subscrição de Ações (Chamada de Capital)


Concluímos a subscrição de todas as ações emitidas, depois de encerradas todas as etapas da subscrição, incluindo o período
preferencial, o rateio das sobras e o leilão do saldo restante na B3. As ações subscritas foram creditadas nas contas dos acionistas
em 29.05.2025, e fazem jus à percepção integral de quaisquer benefícios a partir daquela data. Os recursos obtidos pela Itaúsa com
o aumento de capital foram destinados ao resgate antecipado da 2ª série da 4ª emissão de debêntures, realizado em julho de 2025.

Ações Subscritas no Subscritas Leilão das ações Total de Ações


Espécie das Ações Emitidas período preferencial no rateio remanescentes Subscritas
(A) (B) (C) (D) E=B+C+D
Ordinárias 51.305.206 50.277.563 1.015.675 11.968 51.305.206
Preferenciais 97.948.525 88.380.128 8.152.903 1.415.494 97.948.525
Total 149.253.731 138.657.691 9.168.578 1.427.462 149.253.731

4. Retorno aos acionistas


Entre 28.06.2024 e 30.06.2025, o retorno total ao nosso acionista (TSR) apresentou crescimento de 28,7%, acima do retorno de
benchmarks como: S&P (+13,6%), Ibovespa (+12,1%), CDI (+12,1%) e dólar (-1,8%).

Valorização média anual

(%) 10 anos 5 anos 1 ano


Itaúsa 14,4% 15,2% 28,7%
(Retorno Total)
Ibovespa 10,1% 7,9% 12,1%
CDI 9,3% 9,6% 12,1%
Dólar 5,8% -0,1% -1,8%
S&P 500 11,6% 14,9% 13,6%

Para mais informações sobre a Itaúsa no mercado de capitais, acesse nossa apresentação institucional em:
[Link]
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

5. Valor de Mercado do Portfólio


O nosso valor de mercado em 30.06.2025, considerando o preço da ação mais líquida (ITSA4), era de R$ 120,4 bilhões, enquanto
a soma das participações nas empresas investidas a valor de mercado totalizava R$ 159,3 bilhões, resultando em um desconto de
holding de 24,4%.

Parte do desconto é explicada por despesas operacionais, financeiras, tributárias (como PIS/COFINS sobre JCP), entre outros
fatores. Contudo, a reforma tributária aprovada em janeiro de 2025 eliminará a incidência de tributação sobre o JCP recebido a partir
de janeiro de 2027, o que extinguirá essa ineficiência fiscal. Além disso, empresas como Aegea e Copa Energia estão avaliadas por
seus valores contábeis, havendo um descolamento importante em relação ao seu valor justo atual.

Nesse contexto, acreditamos que o atual nível de desconto é maior do que o considerado justo e que o crescimento do desconto no
período analisado não reflete adequadamente os fundamentos da nossa estratégia de alocação eficiente de capital e a qualidade e
desempenho do nosso portfólio.

(R$ milhões) Desconto


24,4%

Nota: Considera: (i) as cotações de fechamento do último dia útil do período das ações mais líquidas das empresas listadas, (ii) o valor do investimento na Aegea Saneamento e na Copa Energia
contabilizado no Balanço Patrimonial de 30.06.2025, (iii) o valor justo da NTS contabilizado no Balanço Patrimonial de 30.06.2025, e (iv) demais ativos e passivos refletidos no balanço individual de
30.06.2025.

Para obter mais informações, como o histórico e o informativo mensal de desconto, acesse: [Link]
financeiras/valor-do-portfolio-e-desconto/.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

6. Anexos
6.1. Desempenho financeiro das investidas
Participamos do direcionamento estratégico e financeiro das empresas do nosso portfólio, promovendo uma cultura de governança
sólida, conduta ética e valorização do capital humano. Nossa atuação também prioriza a disciplina na alocação de capital e a criação
de valor sustentável no longo prazo.

Estrutura Acionária

Nota: As participações apresentadas são referentes ao total de ações excetuadas as existentes em tesouraria. Corresponde a participação direta e indireta nas empresas investidas.

Desempenho do Setor Financeiro

Eventos recentes:
• Remuneração aos Acionistas: em agosto, foi aprovado pagamento em 29.08.2025 do valor líquido de R$ 6,4 bilhões (ou
R$0,59/ação) em Juros sobre Capital Próprio, dos quais R$ 3,1 bilhões foram declarados em maio e R$ 3,3 bilhões em agosto.

Dados Financeiros e Operacionais (em IFRS)


2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
(R$ milhões, exceto onde indicado)
Produto Bancário1 41.309 44.475 -7,1% 88.145 87.304 1,0%
Receita Financeira Líquida1,2 30.319 28.729 5,5% 62.561 55.146 13,4%
Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias 11.071 11.875 -6,8% 22.704 23.170 -2,0%
Resultado de Contratos de Seguro e Previdência Privada3 2.298 1.684 36,5% 4.301 3.349 28,4%
Perda Esperada de Ativos Financeiros (7.831) (7.799) 0,4% (17.389) (16.517) 5,3%
Despesas Gerais e Administrativas (19.393) (20.209) -4,0% (39.387) (39.184) 0,5%
Lucro Líquido4 11.137 10.073 10,6% 21.644 19.884 8,9%
Lucro Líquido Recorrente4 11.187 10.090 10,9% 21.733 20.106 8,1%
ROE (anualizado) 21,7% 21,2% 0,5 p.p. 20,9% 20,9% 0,0 p.p.
ROE Recorrente (anualizado) 21,8% 21,3% 0,6 p.p. 21,0% 21,2% -0,2 p.p.
Patrimônio Líquido4 208.547 193.749 7,6% 208.547 193.749 7,6%
Carteira de Crédito5 1.388.715 1.298.012 7,0% 1.388.715 1.298.012 7,0%
Índice de Capital Nível I6 14,6% 14,6% 0,0 p.p. 14,6% 14,6% 0,0 p.p.
(1) Para melhor comparabilidade, foram reclassificados os efeitos fiscais dos ajustes gerenciais. | (2) Soma das (i) Receitas de Juros e Similares, (ii) Despesas de Juros e Similares, (iii) Resultado
de Ativos e Passivos Financeiros ao Valor Justo por meio do Resultado, e (iv) Resultado de Operações de Câmbio e Variação Cambial de Transações no Exterior. | (3) Resultados de Contratos de
Seguros e Previdência Privada, líquidos de Resseguros. | (4) Atribuível aos Acionistas Controladores. | (5) Carteira de Crédito com Garantias Financeiras Prestadas e Títulos Privados. |
(6) Considerando Capital complementar Nível 1 (AT1) limitado a 1,5%, conforme Res. CMN Nº 4.958. Não fosse esse limite, o Índice de Capital Nível 1 ficaria em 15,0% e 14,7% em jun/25 e jun/24,
respectivamente.

Desempenho Financeiro (2T25 vs. 2T24):


• Carteira de Crédito: aumento de 7,0%, impulsionado pelo crescimento em todos os segmentos no Brasil (7,5% em pessoas
físicas, 9,0% em pessoas jurídicas) e na América Latina (0,4%).
• Receita Financeira Líquida: aumento de 5,5%, relacionado principalmente à maiores receitas com operações de crédito,
devido ao maior volume.
• Receita de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias: redução de 6,8% principalmente em função de menores receitas
relacionadas à atividade de banco de investimentos.
• Resultados de Contratos de Seguros e Previdência Privada: aumento de 36,5%, em função do maior resultado financeiro
do período e maiores vendas de seguros, principalmente relacionada aos produtos de vida e prestamista.
• Perda Esperada de Ativos Financeiros: aumento de 0,4%, devido à maior perda com demais ativos financeiros e com
operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

• Despesas gerais e administrativas: redução de 4,0%, principalmente em função de menores despesas com provisões fiscais
e previdenciárias e outros riscos.
• Índice de Capital Nível I: 14,6% em junho, acima do mínimo exigido pelo Banco Central do Brasil (9,6%).
• Índice de Eficiência: 38,8% no consolidado e 36,9% no Brasil, com base no modelo gerencial em BR GAAP.

Desempenho do Setor Não Financeiro

Empresas de Capital Aberto

Eventos recentes:
• Otimização fabril da Divisão de Acabamentos para Construção Civil: em julho, a Dexco anunciou a concentração de suas
operações de Louças no Nordeste na unidade de Cabo de Santo Agostinho (PE), encerrando a planta de João Pessoa (PB).
Além disso, a empresa suspendeu temporariamente parte da produção de Revestimentos no Sul do país. Ambos os movimentos
são parte do plano de reorganização fabril para aumentar a eficiência.

Dados Financeiros e Operacionais


2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
(R$ milhões, exceto onde indicado)
Receita Líquida 2.122 1.995 6,3% 4.024 3.931 2,4%
Divisão Madeira 1.432 1.234 16,1% 2.719 2.566 6,0%
Divisão Metais e Louças Sanitárias 474 535 -11,4% 890 929 -4,2%
Divisão Revestimentos 215 226 -5,1% 415 437 -4,9%
EBITDA Ajustado e Recorrente¹ 443 376 17,6% 788 818 -3,7%
Margem EBITDA Ajustado e Recorrente¹ 20,9% 18,9% 2,0 p.p. 19,6% 20,8% -1,2 p.p.
Lucro Líquido² 32 97 -67,3% 78 59 34,9%
Lucro Líquido Recorrente2 23 108 -78,5% 94 100 -5,6%
ROE² 1,9% 6,0% -4,1 p.p. 2,3% 1,8% 0,5 p.p.
ROE Recorrente² 1,4% 6,6% -5,3 p.p. 2,7% 3,1% -0,4 p.p.
CAPEX³ 312 405 -23,0% 634 700 -9,4%
Dívida Líquida/EBITDA Recorrente UDM¹ 3,4x 3,5x -0,1x 3,4x 3,5x -0,1x
(1) Não considera LD Celulose. | (2) Atribuível aos acionistas controladores e incluindo efeitos da operação de celulose solúvel (LD Celulose). | (3) Considera capex de manutenção, expansão e
projetos.

Desempenho Financeiro (2T25 vs. 2T24):


• Receita Líquida: crescimento de 6,3% impulsionado principalmente pela Divisão Madeira, que manteve volumes sustentados,
em maior parte pelo MDP à indústria moveleira, além da realização de negócios florestais que compensaram os custos com
paradas de manutenção. A Divisão de Acabamentos, por sua vez, operou em ambiente mais desafiador, com volumes estáveis
e margens pressionadas.
• EBITDA Ajustado e Recorrente: crescimento de 17,6%, somado ao avanço de margem para 20,9%, refletem a combinação
de maior rentabilização na Divisão Madeira, com contribuição dos negócios florestais e ganhos de rentabilidade em painéis. Já
a Divisão de Acabamentos manteve margens mais comprimidas, impactadas pelo cenário competitivo e aumento de custos,
embora tenha apresentado evolução em relação ao trimestre anterior, em função da agenda de eficiência em curso.
• Lucro Líquido Recorrente: redução de 71,5% por maiores despesas financeiras, influenciadas pela elevação da taxa de juros,
e por maior necessidade de capital de giro, em função da reorganização fabril e ajustes nos níveis de estoque. Somado ao
impacto positivo no mesmo período do ano anterior, da variação positiva de 19,8% do Valor Justo do Ativo Biológico, em função
dos patamares elevados do preço da madeira à época.
• Celulose Solúvel (DWP): Receita Líquida de R$ 875 milhões (+30%) e EBITDA de R$ 529 milhões (+41%), refletindo ganhos
de eficiência e produtividade. O Lucro Líquido totalizou R$ 191,2 milhões e o crescimento de 543% no período considera a base
comparativa impactada por efeitos contábeis relacionados à variação cambial e aos impostos diferidos no ano de 2024.
• Dívida Líquida/EBITDA Recorrente: leve recuo, refletindo o crescimento do EBITDA, mesmo diante de geração de caixa
pressionada por maior necessidade de capital de giro e pelo cenário de juros elevados.

Eventos recentes:
• Mudança do modelo de negócios da Havaianas nos Estados Unidos: em junho, a Alpargatas anunciou a mudança de seu
modelo de negócios nos Estados Unidos, firmando contrato com o Eastman Group, que passará a ser o distribuidor exclusivo
da marca Havaianas nesse mercado, permitindo à companhia focar na construção da marca enquanto transfere as operações
logísticas, comerciais e administrativas para o parceiro estratégico.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

Dados Financeiros e Operacionais


2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
(R$ milhões, exceto onde indicado)
Volume (mil pares/peças)1 48.847 51.778 -5,7% 105.574 103.321 2,2%
Brasil 41.967 44.161 -5,0% 92.922 88.846 4,6%
Internacional 6.880 7.616 -9,7% 12.651 14.475 -12,6%
Receita Líquida 1.101 1.016 8,3% 2.194 1.948 12,6%
EBITDA Recorrente 193 70 176,6% 399 180 121,9%
Margem EBITDA Recorrente 17,5% 6,8% 10,6 p.p. 18,2% 9,2% 8,9 p.p.
Lucro Líquido2 88 24 272,9% 200 48 313,9%
Lucro Líquido Recorrente3 101 32 219,2% 221 63 250,3%
ROE (anualizado)2 8,6% 2,5% 6,1 p.p. 9,8% 2,5% 7,3 p.p.
ROE Recorrente (anualizado)3 9,9% 3,3% 6,6 p.p. 10,9% 3,3% 7,5 p.p.
CAPEX 55 20 172,4% 82 35 134,0%
Dívida Líquida/EBITDA UDM -0,3x 0,4x -0,7x -0,3x 0,4x -0,7x
(1) Considera somente operações Havaianas. Houve reclassificação do volume de vendas na operação do Brasil em 2024 em função de problemas sistêmicos que geraram erro de contagem do
indicador de volume de vendas, sem impacto no resultado. | (2) Atribuível aos acionistas controladores. | (3) Atribuível aos acionistas controladores e de operações continuadas.

Desempenho Financeiro (2T25 vs. 2T24):


• Receita Líquida: aumento de 8,3%, apesar da queda de 5,7% no volume de pares vendidos tanto no Brasil quanto na operação
internacional. No Brasil, o ticket médio apresentou crescimento de 11,4%, como reflexo de um portfólio de produtos mais
rentáveis e um mix de canais mais premium. No mercado internacional, o volume apresentou queda de 9,7%, impactado pela
queda de 31% no volume de vendas de Mercados Distribuidores. Em contrapartida, Europa e Estados Unidos apresentaram
crescimento de volume, contribuindo para o aumento do ticket médio na operação internacional em 25%.
• EBITDA Recorrente: aumento de 176,6% como reflexo da melhora na margem bruta e da redução de despesas em ambas as
operações.
• Lucro Líquido: o efeito positivo do crescimento de receita somada à redução dos custos e das despesas contribuíram para o
aumento de 271,1%.
• CAPEX: aumento tanto em relação ao primeiro trimestre quanto na comparação anual, sendo que o restante dos R$ 220 milhões
previstos para o ano deverá ocorrer no segundo semestre.
• Posição de Caixa: caixa líquido positivo em R$ 194 milhões, com consumo de caixa no trimestre de R$ 56 milhões após
pagamento de Dividendos e JCP no montante de aproximadamente R$ 69 milhões.
• Dívida Líquida/EBITDA: melhora de 0,7x na posição de covenant principalmente pela retomada de geração de caixa
operacional.

Eventos recentes:
• Emissões de debêntures: em maio, foi anunciada a 18ª emissão, no valor de R$ 1,3 bilhão para reforço de caixa. Em julho,
sua controlada AutoBan realizou a 16ª emissão no valor de R$ 2,5 bilhões para o pré-pagamento da 14ª emissão de debêntures
da Motiva.

Dados Financeiros e Operacionais


2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
(R$ milhões, exceto onde indicado)
Receita Líquida Ajustada Consolidada (sem construção)¹ 3.563 3.488 2,2% 7.291 6.966 4,7%
Receita Líquida (sem construção) 3.563 3.488 2,2% 7.291 6.966 4,7%
Rodovias 1.996 1.993 0,2% 4.149 4.017 3,3%
Aeroportos 564 502 12,4% 1.140 1.009 13,0%
Mobilidade 997 994 0,3% 1.998 1.943 2,8%
Outros² 6 (1) n.a. 4 (3) n.a.
EBITDA Ajustado e Recorrente3 2.094 2.009 4,2% 4.450 4.075 9,2%
Margem EBITDA Ajustado e Recorrente³ 59% 58% 1,2 p.p. 61% 59% 2,5 p.p.
Lucro Líquido4 897 268 234,9% 1.442 609 136,9%
Lucro Líquido Recorrente3,4 398 411 -3,2% 937 859 9,1%
CAPEX 1.779 1.628 9,3% 3.137 2.880 8,9%
Dívida Líquida/EBITDA Ajustado UDM 3,7x 3,1x 0,6x 3,7x 3,1x 0,6x
(1) Desconsidera os efeitos dos reequilíbrios econômicos. | (2) Inclui holdings e CSC. | (3) Equivalente aos números “Ajustados e Recorrentes” reportados pela Itaúsa no mesmo período do ano
anterior. | (4) Atribuível aos acionistas controladores.

Desempenho Financeiro (2T25 vs. 2T24):


• Receita Líquida Ajustada (sem construção): aumento de 2,2% reflexo do desempenho operacional, correções tarifárias,
início da Sorocabana e PRVias compensados pelos términos dos contratos da ViaOeste e Barcas.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

• Desempenho do tráfego: na base comparável, crescimento em todos os modais (rodovias, trilhos e aeroportos), apesar do
impacto de efeitos calendário, como feriados em datas distintas entre os períodos.
o Rodovias: aumento de 3,4% no tráfego comparável de veículos equivalentes, sendo que veículos leves cresceram 5,4%,
devido às concessões do sul (ViaSul e ViaCosteira) e sudeste (AutoBAn, SPVias e RioSP), e veículos pesados cresceram
2,0%, destaque para a ViaSul e ViaCosteira que se beneficiaram de uma base de comparação impactada pelos eventos
climáticos ocorridos no Rio Grande do Sul ao longo do 2T24.
o Trilhos: crescimento de 0,5% no tráfego comparável, devido à maior demanda nas unidades na Via Quatro e Via Mobilidade
– Linhas 8 e 9 e à inauguração do Terminal Intermodal Gentileza (TIG) no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
o Aeroportos: crescimento de 10,0% devido à consolidação das rotas internacionais em Curaçao e maior incidência de
conexões. Houve também maior oferta de voos no BH Airport, impulsionada pela consolidação de linhas aéreas no
aeroporto.
• EBITDA Ajustado: aumento de 4,2% e aumento de margem de 1,2 p.p., sobretudo em função do melhor desempenho
operacional e correções tarifárias, além do reflexo da otimização de portfólio que vem sendo implementada.
• Lucro Líquido Ajustado: redução de 3,2%, sobretudo em função do maior impacto do resultado financeiro inferior,
compensado pelo melhor desempenho operacional do período.
• CAPEX: aumento de 9,3% devido a maiores investimentos em: (i) obras de duplicação na ViaOeste, RioSP e ViaSul, (ii) reforma
de 5 praças de pedágio, já operacionais, na PRVias, (iii) melhorias e empreendimentos em mais de 8 estações e investimentos
em sistemas de energia, principalmente, nas Linhas 8 e 9 e na ViaQuatro, e (iv) Expansão no terminal da Aeris.
• Dívida Líquida/EBITDA Ajustado: aumento da dívida líquida em função dos desembolsos da Rota Sorocabana (R$ 2 bilhões)
e PRVias (R$ 1 bilhão), cuja contribuição de EBITDA acontecerá gradativamente conforme a evolução da operação dos ativos.

Empresas de Capital Fechado

Eventos recentes:
• Financiamentos de longo prazo: Desembolsos do BNDES e BID para a Águas de Manaus, totalizando R$ 980 milhões.
• Novas concessões no Pará: conquista no leilão do bloco C, abrangendo 27 municípios e beneficiando aproximadamente 800
mil pessoas.

Dados Financeiros e Operacionais


2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
(R$ milhões, exceto onde indicado)
Volume faturado1(m³ milhões) 302 271 11,7% 614 552 11,2%
Receita Líquida1,2 3.034 2.293 32,3% 6.051 4.711 28,4%
EBITDA Ajustado (Consolidado)2,3 1.571 1.325 18,5% 3.972 2.762 43,8%
Margem EBITDA Ajustada2,3 51,8% 57,8% - 6,0 p.p. 65,6% 58,6% 7,0 p.p.
Lucro (Prejuízo) Líquido (Controlador)3,4 (52) 51 n.a. 814 113 621,2%
Lucro Líquido (Consolidado) 155 288 -46,3% 1.151 682 68,9%
CAPEX 1.018 994 2,4% 1.988 2.005 -0,8%
Dívida Líquida/EBITDA UDM (covenant) 2,8x 2,5x 0,3x 2,8x 2,5x 0,3x
(1) Os volumes do 6M24 e 2T24 foram reapresentados para desconsiderar o volume de esgoto da Metrosul, contabilizado na Corsan. | (2) Receita operacional líquida deduzida das receitas de
construção sem efeito-caixa (ICPC 01). | (3) Exclui a receita e o custo de construção sem efeito caixa (ICPC 01) e inclui crédito de PIS/COFINS no valor de R$ 591 milhões no 1S25. | (4) Atribuível
aos acionistas controladores. Nota: A tabela acima apresenta as informações da Aegea Saneamento em base societária, ou seja, com os resultados da Águas do Rio reconhecidos por equivalência
patrimonial.

Desempenho Financeiro (2T25 vs. 2T24):


• Receita Líquida: crescimento de 32,3% devido principalmente ao crescimento do volume faturado, aos reajustes tarifários e ao
incremento na receita de contraprestação das PPPs.
• EBITDA Ajustado: crescimento de 18,5% devido principalmente ao crescimento do volume faturado, aos reajustes tarifários e
ao incremento na receita de contraprestação das PPPs, parcialmente compensado pela contabilização de despesas com
incentivo de longo prazo.
• Lucro (Prejuízo) Líquido (Controlador): redução de R$ 103 milhões no Lucro Líquido atribuído aos acionistas controladores,
devido principalmente ao aumento das despesas financeiras.
• CAPEX: aumento de 2,4% devido principalmente à ampliação da cobertura de esgoto e ao início de novas operações.
• Águas do Rio: no 2T25, registrou Receita Líquida de R$ 1,8 bilhão e EBITDA ajustado de R$ 742 milhões. O lucro líquido
atingiu R$ 229 milhões, crescimento de 83% em relação ao 2T24 devido principalmente ao reajuste tarifário e à redução de
custos e despesas. A dívida líquida totalizou R$ 13,9 bilhões.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

Eventos recentes:
• Aquisição participação na GNLink: em linha com sua estratégia de expandir o fornecimento de gás para regiões não
atendidas pela malha de gasodutos, a Copa adquiriu 36% de participação na GNLink, empresa que realiza liquefação,
regaseificação e transporte de gás natural liquefeito (GNL).

Dados Financeiros e Operacionais¹


2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
(R$ milhões, exceto onde indicado)
Volume ('000 tons) 466 476 -2,2% 896 915 -2,1%
Receita Líquida² 2.955 2.716 8,8% 5.634 5.192 8,5%
EBITDA Recorrente 304 235 29,6% 570 478 19,3%
Lucro Líquido Recorrente 177 133 33,3% 295 251 17,7%
CAPEX 75 75 0,4% 106 174 -38,9%
Dívida Líquida/EBITDA UDM 0,8x 1,0x -0,2x 0,8x 1,0x -0,2x
(1) Números não auditados. | (2) Considera venda de ativos.

Desempenho Financeiro (2T25 vs. 2T24):


• Receita Líquida: crescimento de 8,8% impulsionado pelo repasse do aumento de custo do GLP aos preços praticados junto
aos clientes.
• EBITDA Recorrente: crescimento de 29,6%, impulsionado principalmente por sua estratégia comercial.
• Lucro Líquido Recorrente: aumento de 33,3%, impulsionado pelo maior EBITDA e pelo melhor resultado financeiro no período,
com destaque para o crescimento da receita financeira.
• CAPEX: estável em relação ao ano anterior, refletindo a continuidade nos projetos e consolidação dos ativos existentes.
• Dívida Líquida/EBITDA: diminuição de 0,2x devido à redução de 38,6% da dívida líquida e crescimento do EBITDA dos últimos
12 meses.

Dados Financeiros e Operacionais


2T25 2T24 Δ 1S25 1S24 Δ
(R$ milhões, exceto onde indicado)
Receita Líquida 1.977 1.776 11,3% 3.940 3.551 10,9%
EBITDA 1.857 1.648 12,7% 3.663 3.278 11,8%
Lucro Líquido 954 757 26,0% 1.840 1.549 18,8%
Proventos¹ - Total 298 1.244 -76,1% 1.632 1.244 31,1%
Proventos¹ - % Itaúsa 25 106 -76,1% 139 106 31,1%
CAPEX 35 20 73,5% 61 42 46,9%
Dívida Líquida² 9.372 9.649 -2,9% 9.372 9.649 -2,9%
Dívida Líquida/EBITDA UDM³ 1,3x 1,4x -0,1x 1,3x 1,4x -0,1x
(1) Considera dividendos e correção monetária sobre dividendos declarados. Os proventos são com base caixa. | (2) Dívida Liquida considera o impacto dos instrumentos de derivativos. A NTS
possui uma exposição final 100% indexada à taxa de juros atreladas ao CDI e moeda local. | (3) Considera valores reportados de covenants com EBITDA dos últimos 12 meses e Dívida Líquida na
data de fechamento do período.

Desempenho Financeiro (2T25 vs. 2T24):


• Receita Líquida: aumento de 11,3% devido aos reajustes anuais previstos nos contratos indexados ao IGPM, cuja variação foi
positiva de 6,5%, e de maiores receitas com contratos de serviço de transporte de curto prazo.
• EBITDA: aumento de 12,7% devido ao crescimento da receita e estabilização do custo.
• Lucro Líquido: aumento de 26,0% impulsionado pelo aumento da receita.
• CAPEX: aumento de 73,5% devido a despesas relacionadas a manutenção de dutos, no âmbito do programa de integridade.
• Dívida Líquida/EBITDA: manteve-se praticamente inalterada, devido ao ligeiro aumento de 3,8% do EBITDA acompanhada
por uma redução de 2,9% da dívida líquida.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

6.2. Balanço Patrimonial (individual e gerencial)1


(R$ milhões)
ATIVO 30.06.2025 31.12.2024 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 30.06.2025 31.12.2024

CIRCULANTE 8.103 7.423 CIRCULANTE 2.509 2.132

Ativos Financeiros 7.605 7.090 Empréstimos, financiamentos e debêntures 298 109


Caixa e Equivalentes de Caixa 4.260 3.580 Dividendos/JCP a Pagar 1.889 1.798
Ativos Financeiros (VJR) 1.577 1.587 Fornecedores 32 43
Dividendos/JCP a Receber 1.768 1.923 Tributos a Recolher 238 112
Ativos Fiscais 482 321 Obrigações com Pessoal 27 45
Tributos a Compensar 482 321 Outros Passivos 25 25
Outros Ativos 16 12
Despesas Antecipadas 14 11
Outros Ativos 2 1

NÃO CIRCULANTE 90.640 91.702 NÃO CIRCULANTE 6.660 6.550

Investimentos 89.593 90.660 Empréstimos, financiamentos e debêntures 4.524 4.523


Investimentos em participações societárias 89.586 90.653 Fornecedores 25 25
Outros Investimentos 7 7 Provisões 2.059 1.999
Ativos Fiscais 860 858 Outros tributos diferidos 51 2
Tributos a Compensar 13 13 Outros Passivos 1 1
Imp. Renda/Contrib. Social Diferidos 847 845
Imobilizado e Intangível 116 110 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 89.574 90.443
Outros Ativos 71 74 Capital Social 81.189 80.189
Despesas Antecipadas 25 29 Reservas de capital 568 700
Depósitos Judiciais 30 29 Reservas de lucros 10.311 10.945
Outros Ativos 16 16 Ajustes de Avaliação Patrimonial (2.471) (1.361)
Ações em Tesouraria (23) (30)

TOTAL DO ATIVO 98.743 99.125 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 98.743 99.125
(1) Balanço Patrimonial atribuível aos acionistas controladores.

6.3. Apuração do Resultado de Equivalência Patrimonial


Nosso resultado é composto basicamente pelo Resultado de Equivalência Patrimonial (REP), apurado a partir do lucro líquido de
nossas empresas investidas e do resultado de investimentos em ativos financeiros.
Visão do 2° trimestre de 2025 e de 2024
(R$ milhões)

Notas:
- As participações (direta e indireta) nas empresas investidas consideram o percentual médio de participação da Itaúsa no período.
- O investimento na NTS é reconhecido como ativo financeiro, não sendo avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial.
- Em relação à Aegea Saneamento, a participação demonstrada no quadro considera a equivalência patrimonial sobre os resultados da Aegea Saneamento e Águas do Rio Investimentos, respeitando
o acordo de divisão de resultados celebrado entre as partes.
- “Outras empresas” considera os investimentos na Itautec e ITH Zux Cayman (empresas não operacionais).
- Para Motiva, Aegea Saneamento e Copa Energia os "Outros Resultados" referem-se substancialmente a amortização de mais valias.
Relatório da Administração | 2º trimestre de 2025

Visão do 1° semestre de 2025 e de 2024


(R$ milhões)

Notas:
- As participações (direta e indireta) nas empresas investidas consideram o percentual médio de participação da Itaúsa no período.
- O investimento na NTS é reconhecido como ativo financeiro, não sendo avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial.
- Em relação à Aegea Saneamento, a participação demonstrada no quadro considera a equivalência patrimonial sobre os resultados da Aegea Saneamento e Águas do Rio Investimentos, respeitando
o acordo de divisão de resultados celebrado entre as partes.
- “Outras empresas” considera os investimentos na Itautec e ITH Zux Cayman (empresas não operacionais).
- Para Motiva, Aegea Saneamento e Copa Energia os "Outros Resultados" referem-se substancialmente a amortização de mais valias.
ITAÚSA S.A.
ADMINISTRAÇÃO ITAÚSA
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DIRETORIA
Presidente Diretor Presidente
Raul Calfat (*) Alfredo Egydio Setubal (**)

Vice-Presidentes Diretores Vice-Presidentes Executivos


Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela Alfredo Egydio Arruda Villela Filho
Roberto Egydio Setubal Ricardo Egydio Setubal
Rodolfo Villela Marino
Conselheiros
Alfredo Egydio Setubal Diretores Gerentes
Edson Carlos De Marchi (*) Frederico de Souza Queiroz Pascowitch
Patrícia de Moraes (*) Maria Fernanda Ribas Caramuru
Rodolfo Villela Marino Priscila Grecco Toledo
Vicente Furletti Assis (*)
(**) Diretor de Relações com Investidores
Conselheiros Suplentes
Ricardo Egydio Setubal
Ricardo Villela Marino Contadora
Sandra Oliveira Ramos Medeiros
(*)
Conselheiros Independentes CRC 1SP 220.957/O-9

CONSELHO FISCAL
Presidente
Guilherme Tadeu Pereira Júnior

Conselheiros
Elaine Maria de Souza Funo
Lucianna Raffaini Carvalho Costa
Michael Gordon Findlay
Vagner Lacerda Ribeiro

Conselheiros Suplentes
João Batista Cardoso Sevilha
Rosana Passos de Pádua
Jefferson de Paula Fernandes Barbosa
Gustavo Amaral de Lucena
Paulo Roberto Lopes Ricci

COMITÊ DE AUDITORIA
Coordenador
Raul Calfat

Membros
Isabel Cristina Lopes (especialista)
Marco Antonio Antunes

Itaúsa S.A. 16
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
ITAÚSA S.A.
BALANÇO PATRIMONIAL INDIVIDUAL E CONSOLIDADO - ATIVO
(Em milhões de Reais)

Itaúsa S.A. 17
ITAÚSA S.A.
BALANÇO PATRIMONIAL INDIVIDUAL E CONSOLIDADO – PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(Em milhões de Reais)

Itaúsa S.A. 18
ITAÚSA S.A.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO INDIVIDUAL E CONSOLIDADA
PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhões de Reais, exceto quando indicado de outra forma)

Itaúsa S.A. 19
ITAÚSA S.A.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE INDIVIDUAL E CONSOLIDADA
PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhões de Reais)

Itaúsa S.A. 20
ITAÚSA S.A.
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO INDIVIDUAL E CONSOLIDADA
PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhões de Reais)

Itaúsa S.A. 21
ITAÚSA S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA INDIVIDUAL E CONSOLIDADA
PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhões de Reais)

Itaúsa S.A. 22
ITAÚSA S.A.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO INDIVIDUAL E CONSOLIDADA
PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhões de Reais)

Itaúsa S.A. 23
ITAÚSA S.A.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INTERMEDIÁRIAS
Em 30 de junho de 2025
(Em milhões de reais, exceto quando divulgado de outra forma)

1. CONTEXTO OPERACIONAL

A Itaúsa S.A. (“ITAÚSA” ou “Companhia”) é uma sociedade anônima de capital aberto, constituída e existente
segundo as leis brasileiras e está localizada na Av. Paulista nº 1938, 5º andar, Bela Vista, na cidade de São Paulo,
SP, Brasil.

As ações da ITAÚSA estão registradas no Nível 1 de Governança Corporativa da B3 S.A. - Brasil, Bolsa, Balcão
("B3"), sob os códigos "ITSA3" para as ações ordinárias e "ITSA4" para as ações preferenciais. Além do Índice
Bovespa - Ibovespa, as ações da ITAÚSA integram determinadas carteiras de segmentos na B3 com características
ASG (Ambiental, Social e Governança Corporativa), destacando a participação pelo 24° ano no Índice de
Governança Corporativa - IGC, pelo 21° ano no Índice de Ações com Tag Along Diferenciado - ITAG, pelo 18º ano
no Índice de Sustentabilidade Empresarial - ISE, pelo 3° ano no Índice Great Place to Work - IGPTW e 2º ano no
Índice de Diversidade - IDIVERSA. Adicionalmente, a ITAÚSA integra, pela 21ª vez, o principal índice de alcance
global Dow Jones Sustainability World Index - DJSI e é classificada como uma empresa de baixo risco sob a ótica
ASG pela Sustainalytics, além de participar de iniciativas como o Carbon Disclosure Project - CDP.

A ITAÚSA tem por objeto participar em outras sociedades, no País ou no exterior, para investimento em quaisquer
setores da economia, inclusive por meio de fundos de investimento, disseminando nas investidas os seus princípios
de valorização do capital humano, governança e ética nos negócios e geração de valor para os acionistas, de forma
sustentável. A ITAÚSA é uma holding controlada pela família Egydio de Souza Aranha que detém 63,66% das ações
ordinárias e 17,90% das ações preferenciais, resultando em 33,63% do capital total.

1.1. Portfólio de investimentos

Estas Demonstrações Contábeis, Individuais e Consolidadas, foram aprovadas pelo Conselho de Administração em
11 de agosto de 2025.

Itaúsa S.A. 24
1.2. Principais eventos ocorridos no período

• Deliberação de Juros sobre capital próprio no valor bruto de R$1.164 (R$989 líquido) (Nota 16.5).

• Aumento de Capital social no valor de R$1.000 (Nota 16.1).

2. BASE DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO

2.1. Declaração de conformidade

As Demonstrações Contábeis Intermediárias, individuais e consolidadas, foram elaboradas em conformidade com


o pronunciamento técnico CPC 21 (R1) – Demonstração Intermediária, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis – CPC, e com a norma internacional de contabilidade IAS 34 - Interim Financial Reporting, emitida pela
Fundação IFRS, e apresentadas de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários – CVM, aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais - ITR.

A apresentação da Demonstração do Valor Adicionado - DVA, individual e consolidada, é requerida pela legislação
societária brasileira e pelas práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis a companhias abertas. A DVA foi
preparada de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 (R1) - Demonstração do Valor
Adicionado, contudo, as IFRS não requerem a apresentação dessa demonstração. Como consequência, pelas IFRS,
essa demonstração está apresentada como informação suplementar, sem prejuízo do conjunto das Demonstrações
Contábeis Intermediárias.

Todas as informações relevantes próprias das Demonstrações Contábeis Intermediárias, e somente elas, estão
sendo evidenciadas e correspondem às utilizadas pela ITAÚSA na sua gestão.

Estas Demonstrações Contábeis Intermediárias foram elaboradas seguindo os princípios, métodos e critérios
uniformes em relação àqueles adotados no encerramento do último exercício social em 31 de dezembro de 2024.

No sentido de evitar repetições de informações já divulgadas nas Demonstrações Contábeis de 31 de dezembro de


2024, as políticas contábeis e determinadas notas explicativas, não estão sendo apresentadas ou não apresentam
o mesmo grau de detalhamento. Consequentemente, estas Demonstrações Contábeis Intermediárias devem ser
lidas em conjunto com as Demonstrações Contábeis aprovadas pela Administração e divulgadas à CVM em 17 de
março de 2025. Segue abaixo a relação das notas explicativas de 31 de dezembro de 2024 nesta situação:

Itaúsa S.A. 25
2.2. Base de mensuração

As Demonstrações Contábeis Intermediárias, individuais e consolidadas, foram elaboradas considerando o custo


histórico como base de valor exceto: (i) determinados ativos e passivos financeiros que foram mensurados ao valor
justo (Nota 3.1.1); (ii) os passivos de benefício definido que são reconhecidos a valor justo, com limitação de
reconhecimento do ativo; e (iii) os ativos biológicos mensurados ao valor justo por meio do resultado (Nota 9).

2.3. Moeda funcional, conversão de saldos e transações em moeda estrangeira

As Demonstrações Contábeis Intermediárias, individuais e consolidadas, foram preparadas e estão apresentadas


em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação, sendo todos os saldos arredondados para milhões de
reais, exceto quando indicado de outra forma.

A definição da moeda funcional reflete o principal ambiente econômico de operação da ITAÚSA e suas controladas.

Os ativos e passivos de subsidiárias com moeda funcional diferente do Real, quando aplicável, são convertidos
como segue:

• Ativos e passivos são convertidos pela taxa de câmbio da data do Balanço Patrimonial;
• Receitas e despesas são convertidas pela taxa de câmbio média mensal;
• Ganhos e perdas de conversão são registrados na rubrica “Outros resultados abrangentes”.

As transações em moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio
vigentes nas datas das transações. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e
da conversão pelas taxas de câmbio do final do período são reconhecidos no Resultado financeiro.

2.4. Uso de estimativas e julgamentos

Na elaboração das Demonstrações Contábeis Intermediárias, individuais e consolidadas, é requerido que a


Administração da ITAÚSA e de suas controladas se utilizem de julgamentos, estimativas e premissas que afetam
os saldos de ativos, passivos, receitas e despesas durante os períodos apresentados e em períodos subsequentes.

Os julgamentos, estimativas e premissas são baseados em informações disponíveis na data da elaboração das
Demonstrações Contábeis Intermediárias, além da experiência de eventos passados e/ou correntes, considerando
ainda pressupostos relativos a eventos futuros. Adicionalmente, quando necessário, os julgamentos e as estimativas
estão suportados por pareceres elaborados por especialistas. Essas estimativas são revisadas periodicamente e
seus resultados podem diferir dos valores inicialmente estimados.

As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante
nos valores das Demonstrações Contábeis Intermediárias, individuais e consolidadas, para os períodos, são os
seguintes:

Descrição Nota

Reconhecimento dos tributos diferidos 10


Determinação do valor justo dos instrumentos financeiros, incluindo derivativos 3.1.2
Provisões e Ativos e Passivos contingentes 15
Determinação do valor justo para ativos biológicos 9
Reconhecimento de ativos e passivos relacionados a planos de previdência -
Análise de redução ao valor recuperável dos ativos (Impairment) -

2.5. Consolidação das Demonstrações Contábeis

As Demonstrações Contábeis Consolidadas foram preparadas de acordo com as normas estabelecidas pelo CPC
36 (R3) / IFRS 10 – Demonstrações Consolidadas.

Itaúsa S.A. 26
A ITAÚSA consolida suas controladas a partir do momento em que obtém o controle sobre as mesmas. As
Demonstrações Contábeis das controladas são elaboradas na mesma data-base das Demonstrações Contábeis da
ITAÚSA, utilizando políticas e práticas contábeis consistentes. Quando necessário, ajustes são realizados nas
Demonstrações Contábeis das controladas para adequar suas políticas e práticas contábeis às políticas contábeis
da ITAÚSA.

Os montantes relativos aos acionistas não controladores, provenientes das controladas cuja participação societária
detida pela ITAÚSA não corresponda à totalidade do Capital social, estão destacados no Balanço Patrimonial na
rubrica “Participação dos acionistas não controladores”, na Demonstração do Resultado na rubrica “Lucro líquido
atribuível aos acionistas não controladores” e na Demonstração do Resultado Abrangente na rubrica “Total do
resultado abrangente atribuível aos acionistas não controladores”.

As operações entre as empresas consolidadas, bem como os saldos, os ganhos e as perdas não realizados nessas
operações, foram eliminados.

2.6. Normas e interpretações revisadas aplicáveis a partir de 1º de janeiro de 2025

As revisões de normas aplicáveis a partir de 1º de janeiro de 2025 não resultaram em impactos significativos nas
Demonstrações Contábeis Intermediárias de 30 de junho de 2025 da ITAÚSA e suas controladas. São elas: (i) CPC
18 (R3) / IAS 28 - Investimento em Coligada, em Controlada e Empreendimento Controlado em Conjunto (ajustes
de redação relacionadas a aplicação do método da equivalência patrimonial); (ii) ICPC 09 - Demonstrações
Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método da
Equivalência Patrimonial em Conjunto (ajustes de redação e atualização de referências às normas posteriores a sua
emissão); e (iii) CPC 32 (R1) / IAS 12 - Tributos sobre o Lucro (adequação à regras do Pilar Dois vinculada à
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (“OCDE”)).

3. INSTRUMENTOS FINANCEIROS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

3.1. Instrumentos financeiros

A administração dos instrumentos financeiros é realizada conforme estratégia e diretrizes estabelecidas em políticas
financeiras visando assegurar a preservação de liquidez e continuidade dos negócios.

3.1.1. Classificação dos instrumentos financeiros

Segue abaixo a classificação e mensuração dos ativos e passivos financeiros:

Itaúsa S.A. 27
3.1.2. Valor justo dos instrumentos financeiros

Para apuração do valor justo, são utilizadas técnicas de avaliação previstas no CPC 46 / IFRS 13 – Mensuração do
valor justo, podendo resultar em um valor contábil diferente do seu valor justo, principalmente, em virtude dos
instrumentos apresentarem prazos de liquidação longos e custos diferenciados em relação às taxas de juros
praticadas atualmente para contratos similares, assim como pela alteração diária das taxas de juros futuros.

(a) Hierarquia do valor justo

As informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos dos instrumentos
financeiros relevantes, são divulgadas a seguir:

(i) Títulos e valores mobiliários

• Controladora: Participação societária na NTS (Nota 5.1) cujo valor justo é calculado com base no fluxo de
caixa futuro para a ITAÚSA descontado a valor presente à taxa que corresponde ao custo de capital próprio
que, em 30 de junho de 2025, é de 12,3% (12,3% em 31 de dezembro de 2024). As premissas consideradas
para o cálculo do custo do capital próprio levam em consideração: (i) risco país; (ii) taxa livre de risco de
títulos do tesouro americano (com vencimento em 10 anos); (iii) prêmio de risco de mercado; (iv) beta
considerando empresas com modelo de negócio semelhantes; e (v) diferencial de inflação entre mercado
externo (Estados Unidos) e interno.

Itaúsa S.A. 28
• Controlada Dexco: Substancialmente composto pela participação em fundo de corporate venture capital,
denominado “DX Ventures Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Investimentos no
Exterior” cujo valor justo é calculado com base na análise econômico-financeira realizada pelos gestores do
fundo.

(ii) Empréstimos e financiamentos (Moeda nacional – com swap): São mensurados por meio de modelo de
precificação aplicado individualmente para cada transação levando em consideração os fluxos futuros de
pagamento, com base nas condições contratuais, descontados a valor presente por taxas obtidas por meio das
curvas de juros de mercado. Desta forma, o valor de mercado de um título corresponde ao seu valor de vencimento
(valor de resgate) trazido a valor presente pelo fator de desconto.

(iii) Instrumentos derivativos: (i) os valores justos dos contratos de taxas de juros são calculados pelo valor
presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado; e (ii)
os valores justos dos contratos em moeda estrangeira é determinado com base nas taxas de câmbio futuras
descontadas a valor presente.

(b) Valor justo dos instrumentos financeiros a custo amortizado

Com exceção às Debêntures, os demais ativos e passivos financeiros, mensurados ao custo amortizado,
apresentam saldo contábil equivalente ao valor justo decorrentes do fato de que estes instrumentos financeiros
possuem características substancialmente similares aos que seriam obtidos se fossem negociados no mercado.

Segue as premissas utilizadas na apuração dos valores justos:

(i) Debêntures: São mensuradas com base na cotação do mercado secundário de debêntures divulgadas pela
Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) considerando eventuais
custos aplicáveis.

3.1.3. Derivativos

Os derivativos têm como finalidade mitigar a exposição a indexadores de taxas juros e/ou a exposição cambial. A
contratação de derivativos deverá ser utilizada somente como instrumento de proteção (hedge), sendo vedada
operações com caráter especulativo. A gestão dos riscos financeiros e derivativos é realizada conforme estratégia
e diretrizes estabelecidas em políticas financeiras.

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 apenas a controlada Dexco apresentava operações com
derivativos.

Foram realizados testes de efetividade que demostraram que o programa de contabilidade de hedge implementado
é efetivo. Os testes consideraram a relação econômica a partir da análise do hedge ratio, o efeito do risco de crédito
envolvido no instrumento e objeto de hedge e a avaliação dos termos críticos.

Segue abaixo os contratos vigentes, cujo objetos de proteção são Empréstimos e financiamentos com a finalidade
de mitigar o risco das taxas de juros:

Itaúsa S.A. 29
(a) Hedge - Valor justo

(i) 1 contrato com valor nocional de R$697, trocando taxas em IPCA + taxa prefixada (ponta ativa) por uma posição
passiva média em 96,3% do CDI;

(ii) 2 contratos com valor nocional agregado de R$882, trocando taxa prefixada + atualização monetária em IPCA
(ponta ativa) por uma posição passiva média em 104,1% do CDI;

(iii) 2 contratos com valor nocional agregado de R$1.119, trocando taxas em IPCA + taxa prefixada (ponta ativa) por
uma posição passiva em 106,7% do CDI; e

(iv) 1 contrato com valor nocional de R$375, trocando taxa prefixada (ponta ativa) por uma posição passiva em
108,5% do CDI.

(b) Hedge - Fluxo de caixa

(i) 1 contrato com valor nocional de US$75.000 (setenta e cinco milhões de dólares), trocando dólar + taxa prefixada
(ponta ativa) por uma posição passiva em reais de CDI + 1,7%; e

(ii) 3 contratos com valor nocional agregado de US$175.000 (cento e setenta e cinco milhões de dólares), trocando
dólar + taxa prefixada (ponta ativa) por uma posição passiva média em reais de 112,2% do CDI.

3.2. Gerenciamento de riscos

Pelo fato dos resultados da ITAÚSA estarem diretamente atrelados às operações, às atividades e aos resultados
de suas investidas, a ITAÚSA está exposta, essencialmente, aos riscos das empresas de seu portfólio.

Por meio de sua alta administração, a ITAÚSA participa nos conselhos de administração e comitês de
assessoramento das empresas investidas, além da presença de membros independentes com experiência nos
respectivos mercados de atuação, sempre estimulando boas práticas de gerenciamento de riscos e compliance,
incluindo, a integridade. Como exemplos dessa atuação, os membros da ITAÚSA participam: (i) no Comitê de
Gestão de Riscos e Capital do Itaú Unibanco; (ii) no Comitê de Auditoria Estatutário da Alpargatas; (iii) no Comitê
de Auditoria, Riscos e Integridade da Aegea; e (iv) no Comitê de Auditoria da Copa Energia.

A ITAÚSA segue as diretrizes constantes em sua Política de Gerenciamento de Riscos, aprovada pelo Conselho de
Administração, onde são definidas: (i) as principais diretrizes na gestão e no controle de riscos, em linha com o
apetite a riscos estabelecido pelo Conselho de Administração; (ii) as metodologias do processo de gerenciamento
de riscos; (iii) as diretrizes e orientações à área de Compliance e Riscos Corporativos na implementação do
programa de integridade; e (iv) as revisões dos normativos da ITAÚSA, submetendo-os, quando necessário, à
avaliação e à aprovação do Conselho de Administração.

A ITAÚSA possui Comitê de Auditoria que tem como principais objetivos: (i) assessorar na gestão de riscos, incluindo
proposta de apetite e tolerância; (ii) rever e propor priorização de riscos e planos de resposta; e (iii) manifestar-se
sobre a avaliação da aderência normativa, do Programa de Integridade e dos sistemas de gerenciamento de riscos
e de controles internos.

Itaúsa S.A. 30
Para gestão de riscos financeiros, são adotadas diretrizes estabelecidas em políticas financeiras, aprovadas pelo
Conselho de Administração, com foco no monitoramento e mitigação de eventos adversos de mercado e/ou de
crédito que podem impactar negativamente o fluxo de caixa.

3.2.1. Riscos de mercado

Envolvem, principalmente, a possibilidade de oscilação nas taxas de juros e taxas de câmbio, podendo resultar em
redução dos valores dos ativos ou aumento de seus passivos em função das oscilações no mercado.

Em relação aos riscos de taxa de câmbio, a controlada Dexco possui política financeira que estabelece o montante
máximo denominado em moeda estrangeira que pode estar exposta a variações da taxa de câmbio. Em função dos
procedimentos de gerenciamento de riscos, são realizadas pela Administração avaliações periódicas das
exposições cambiais, com o objetivo de mitigá-las, além de manter mecanismos de hedge que visam proteger
grande parte de sua exposição cambial.

Em relação aos riscos de taxas de juros são aqueles que geram perdas econômicas devido a alterações adversas
nessas taxas. Esse risco é monitorado continuamente pela Administração com o objetivo de se avaliar eventual
necessidade de contratação de operações de derivativos para se proteger contra a volatilidade destas taxas. Em
relação às aplicações financeiras, os rendimentos estão indexados à variação do CDI: (i) com resgate garantido
pelos bancos emissores, de acordo com as taxas contratadas nos casos de aplicações em CDB’s; ou (ii) pelo valor
da quota no dia de resgate para os fundos de investimento.

[Link]. Análise de sensibilidade

Tem como objetivo mensurar os impactos oriundos das mudanças das variáveis de mercado sobre cada instrumento
financeiro representativo. Não obstante, a liquidação destas transações poderá resultar em valores diferentes dos
estimados devido à subjetividade utilizada na preparação dessas análises.

As informações demonstradas no quadro abaixo mensuram, com base na exposição dos saldos contábeis de 30 de
junho de 2025, os possíveis impactos no Resultado e no Patrimônio líquido, em função da variação de cada risco,
para os próximos 12 meses ou, caso inferior, até data de vencimento destas operações. O cenário base representa
as taxas atuais e o cenário possível representa as taxas projetadas disponíveis no mercado (B3):

Itaúsa S.A. 31
3.2.2. Riscos de crédito

Compreendem a possibilidade de ocorrerem perdas resultante da dificuldade de realização de seus recebíveis e


demais créditos. Essa descrição está relacionada, principalmente, às rubricas abaixo, sendo a exposição máxima
ao risco de crédito refletida pelos saldos contábeis das mesmas:

(a) Contas a receber de clientes

A controlada Dexco possui política formalizada para a concessão de créditos, com o objetivo de estabelecer os
procedimentos a serem seguidos na concessão de crédito em operações comerciais de venda de produtos e
serviços, no mercado interno e externo. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus
clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos de vendas e limites individuais, são
procedimentos adotados, a fim de minimizar inadimplências ou perdas na realização das contas a receber.

(b) Caixa e Equivalentes de caixa e Aplicações financeiras

Para gestão do risco de crédito são estabelecidos na política financeira das companhias limites de exposição e
critérios de seleção para contrapartes de operações financeiras conforme classificação de risco (rating). A
Administração entende que as operações de aplicações financeiras e/ou derivativos contratados não expõem a
ITAÚSA e suas controladas a riscos de crédito significativos que futuramente possam gerar prejuízos materiais.

3.2.3. Riscos de liquidez

Correspondem a possibilidade da ITAÚSA e suas controladas não honrarem seus compromissos financeiros nas
datas de vencimento por falta de recursos suficientes, em decorrência de descasamentos que possam afetar de
forma relevante a capacidade de pagamento das companhias.

A ITAÚSA e a controlada Dexco adotam diretrizes e medidas de monitoramento de liquidez para mitigação de risco,
incluindo a projeção de fluxo de caixa e cálculo do caixa mínimo, de acordo com os critérios previstos em suas
políticas financeiras.

Adicionalmente a controlada Dexco dispõe de uma linha de crédito rotativo (“revolving credit facility”), no valor de
até R$750, disponível para saque até setembro de 2025, que poderá ser utilizada em eventuais momentos de
restrição de liquidez.

Itaúsa S.A. 32
O quadro abaixo demonstra os vencimentos dos passivos financeiros de acordo com os fluxos de caixa não
descontados:

A projeção orçamentária, aprovada pela Administração, demonstra capacidade e geração de caixa para
cumprimento das obrigações.

[Link]. Cláusulas restritivas (covenants)

A controlada Dexco possui determinados contratos de Empréstimos, financiamentos e Debêntures (Nota 14) que
estão sujeitos a determinadas cláusulas restritivas (covenants), de acordo com as práticas usuais de mercado, e
que, quando não cumpridas, podem acarretar um desembolso imediato ou vencimento antecipado de uma obrigação
com fluxo e periodicidade definidos.

A manutenção dos covenants está baseada nas Demonstrações Contábeis da controlada Dexco e, caso a referida
obrigação contratual não seja cumprida, a mesma deverá solicitar “waiver” dos credores. Em 30 de junho de 2025
todas as obrigações contratuais foram cumpridas.

3.3. Gestão de capital

A gestão de capital é realizada de forma a garantir a continuidade das operações, bem como oferecer retorno aos
acionistas, por meio da otimização do custo de capital e controle do nível de endividamento, pelo monitoramento do
índice de alavancagem financeira, que que corresponde à relação da dívida líquida pelo patrimônio líquido.

Itaúsa S.A. 33
4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA E APLICAÇÕES FINANCEIRAS

4.1. Caixa e Equivalentes de caixa

(i) Em 30 de junho de 2025 a remuneração média das aplicações financeiras equivale na Controladora e no
Consolidado a 101% do Certificado de Depósito Interbancário - CDI (103% do CDI em 31 de dezembro de 2024).

4.2. Aplicações financeiras

Referem-se às aplicações financeiras da controlada Dexco em fundo de investimento exclusivo, o qual a Dexco
detém 100% das cotas. Em 30 de junho de 2025 a rentabilidade média para as LFs foi de 104% do CDI e para as
LFTs de 100% do CDI (respectivamente 108% e 100% do CDI em 31 de dezembro de 2024).

5. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

Referem-se a participações societárias nas quais não é exercida influência significativa nas decisões sobre políticas
financeiras e operacionais e, como consequência, sendo classificadas como um ativo financeiro e mensuradas a
valor justo por meio do resultado no Resultado financeiro.

5.1. Investimentos em ações

(a) NTS

Refere-se à participação societária de 8,5% da ITAÚSA no capital social da NTS. Para mais informações sobre as
premissas utilizadas no cálculo do valor justo, vide nota 3.1.2.

No 1º semestre de 2025, a ITAÚSA registrou dividendos da NTS no montante de R$136 (R$103 em 2024), em
contrapartida do resultado, na rubrica “Outras receitas e despesas” (Nota 19).

Itaúsa S.A. 34
6. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES

Não há quaisquer ônus reais, garantias prestadas e/ou restrições aos valores de contas a receber de clientes.

A exposição da ITAÚSA e suas controladas a riscos de créditos relacionados ao contas a receber de clientes são
divulgadas na nota 3.2.2.

6.1. Perdas Estimadas para Créditos de Liquidação Duvidosa - PECLD

6.1.1. Classificação de risco

A classificação de risco acontece com base em modelos de agentes externos, tanto para o mercado interno como
para o mercado externo, e estão classificados entre “A” e “D”, no qual “A” indica os clientes de baixo risco e “D” os
clientes de alto risco, sendo a parcela de clientes com PECLD classificada separadamente.

6.1.2. Movimentação

Itaúsa S.A. 35
7. ESTOQUES

A totalidade dos Estoques é proveniente da controlada Dexco. As movimentações das perdas estimadas na
realização dos estoques estão demonstradas a seguir:

8. DIVIDENDOS E JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO (“JCP”) A RECEBER

Itaúsa S.A. 36
9. ATIVOS BIOLÓGICOS

As controladas indiretas Dexco Colômbia S.A., Duratex Florestal Ltda., Caetex Florestal S.A. e Duratex SPE I S.A.
detêm reservas florestais de eucalipto que são utilizadas, preponderantemente, como matéria prima na produção
de painéis de madeira, pisos e, complementarmente, para venda a terceiros.

As reservas florestais funcionam como garantia de suprimento das fábricas, bem como na proteção de riscos quanto
a futuros aumentos no preço da madeira. Trata-se de uma operação sustentável e integrada aos seus complexos
industriais que, aliada a uma rede de abastecimento, proporciona elevado grau de autossuficiência no suprimento
de madeira.

Em 30 de junho de 2025 as empresas possuíam, aproximadamente, 113,9 mil hectares em áreas de efetivo plantio
(112,9 mil hectares em 31 de dezembro de 2024) que são cultivadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio
Grande do Sul, Alagoas e na Colômbia.

As florestas estão desoneradas de qualquer ônus ou garantias a terceiros, inclusive instituições financeiras.
Adicionalmente, não existem florestas cuja titularidade legal seja restrita.

O saldo dos ativos biológicos é composto pelo custo de formação das florestas e do diferencial do valor justo sobre
o custo de formação, conforme demonstrado abaixo:

Itaúsa S.A. 37
A movimentação do período é a seguinte:

9.1. Valor justo

O cálculo do valor justo dos ativos biológicos é classificado na hierarquia de valor justo, prevista no CPC 46 / IFRS
13 – Mensuração do Valor Justo, como nível 3, devido a sua complexidade e estrutura. É determinado em função
da estimativa de volume de madeira em ponto de colheita, aos preços atuais da madeira em pé, exceto para florestas
com até um ano de vida, que são mantidas ao custo, em decorrência do julgamento que esses valores se aproximam
de seu valor justo.

O valor justo considera a valoração dos volumes previstos em ponto de colheita pelos preços atuais de mercado.
As principais premissas utilizadas foram:

• Fluxo de caixa descontado: volume de madeira previsto em ponto de colheita, considerando os preços de
mercado atuais, líquidos dos custos de plantio a realizar e dos custos de capital das terras utilizadas no
plantio, mensurados a valor presente pela taxa de desconto em 30 de junho de 2025 de 8,5% a.a. (8,5%
a.a. em 31 de dezembro de 2024) que corresponde ao custo médio ponderado de capital da controlada
Dexco, o qual é revisado anualmente pela sua Administração.

• Preços da madeira: são obtidos em R$/metro cúbico por meio de pesquisas de preço de mercado,
divulgados por empresas especializadas em regiões e produtos similares aos da controlada Dexco, além
dos preços praticados em operações com terceiros, também em mercados ativos.

• Diferenciação: os volumes de colheita foram segregados e valorados conforme espécie: (i) pinus e eucalipto;
(ii) região; e (iii) destinação (serraria e processo).

• Volumes: estimativa dos volumes a serem colhidos (6º ano para o eucalipto e 12º ano para o pinus), com
base na produtividade média projetada para cada região e espécie. A produtividade média poderá variar em
função de idade, rotação, condições climáticas, qualidade das mudas, incêndios e outros riscos naturais.
Para as florestas formadas utilizam-se os volumes atuais de madeira que são estimados por meio de
inventários rotativos realizados por técnicos especialistas a partir do segundo ano de vida das florestas.

9.1.1. Análise de sensibilidade

Dentre as variáveis que afetam o cálculo do valor justo dos ativos biológicos, destacam-se a variação no preço da
madeira e a taxa de desconto utilizada no fluxo de caixa. Segue abaixo o impacto no ativo biológico se consideradas
essas possíveis variáveis:

Itaúsa S.A. 38
10. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

10.1. Conciliação da despesa de Imposto de renda e Contribuição social

Os valores registrados como despesas de IRPJ e CSLL nas Demonstrações Contábeis estão conciliados com as
alíquotas nominais previstas em lei, conforme demonstrado a seguir:

10.2. Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos

O saldo e a movimentação do Imposto de renda e Contribuição social diferidos estão apresentados a seguir:

Itaúsa S.A. 39
O Imposto de renda e Contribuição social diferidos, ativo e passivo, estão apresentados no Balanço Patrimonial
compensados pelas entidades tributáveis:

10.2.1. Ativos diferidos

A Administração da ITAÚSA e de suas controladas avaliaram a recuperabilidade dos ativos fiscais diferidos e
concluiu que a sua realização é provável.

10.2.2. Créditos fiscais não reconhecidos

A ITAÚSA e suas controladas possuem créditos fiscais relativos à prejuízos fiscais, bases negativas de contribuição
social e diferenças temporárias, não reconhecidos nas Demonstrações Contábeis, tendo em vista as incertezas na
sua realização.

Em 30 de junho de 2025, os créditos não reconhecidos na ITAÚSA correspondem ao montante de R$195 (R$133
em 31 de dezembro de 2024) e no consolidado no montante de R$348 (R$277 em 31 de dezembro de 2024). Os
referidos créditos poderão ser objeto de reconhecimento futuro, conforme as revisões anuais das projeções de
geração de lucros tributáveis, não havendo prazo de prescrição para a utilização dos mesmos.

Itaúsa S.A. 40
11. INVESTIMENTOS

11.1. Saldos dos investimentos

Itaúsa S.A. 41
11.2. Movimentação dos investimentos

(*) O valor de mercado está sendo apresentado apenas para as empresas investidas que possuem suas ações negociadas na bolsa d e valores (B3) e representam o percentual de participação da ITAÚSA.
(**) O valor de mercado apresentado para o Itaú Unibanco corresponde apenas à participação direta detida pela ITAÚSA. Conside rando a participação indireta detida pela IUPAR, o valor total de mercado
corresponde a R$148.355 (R$123.991 em 31 de dezembro de 2024).

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(*) O valor de mercado está sendo apresentado apenas para as empresas investidas que possuem suas ações negociadas na bolsa d e valores (B3) e representam o percentual de participação da ITAÚSA.
(**) O valor de mercado apresentado para o Itaú Unibanco corresponde apenas à participação direta detida pela ITAÚSA. Conside rando a participação indireta detida pela IUPAR, o valor total de mercado
corresponde a R$148.355 (R$123.991 em 31 de dezembro de 2024).

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11.2.1. Alienação de ações da coligada Águas do Rio Investimentos

Em janeiro e outubro de 2024 a ITAÚSA alienou 19.206 mil ações, correspondente à 1,41% de participação societária,
da coligada Águas do Rio Investimentos para a coligada Aegea pelo montante de R$35.

As transações não resultaram em impactos no resultado da ITAÚSA e o Acordo de Acionistas permanece com as
mesmas condições estabelecidas anteriormente.

11.2.2. Aumento de capital social na coligada Aegea

Em março de 2025, os acionistas da Aegea aprovaram o aumento de capital social no montante de R$424, mediante a
emissão de 22.507.920 ações ordinárias. Todos os acionistas detentores de ações ordinárias subscreveram as novas
ações na mesma proporção de ações ordinárias detidas imediatamente antes do aumento, resultando em um aporte
pela ITAÚSA no montante de R$43. O Acordo de Acionistas permanece com as mesmas condições estabelecidas
anteriormente.

11.3. Reconciliação dos investimentos

As ações preferenciais detidas pela ITAÚSA, tanto na Aegea quanto na Águas do Rio Investimentos, possuem
características específicas previstas no acordo de acionistas e, desta forma, a equivalência patrimonial não reflete o
percentual de participação total em relação a sua remuneração.

As ações preferenciais de classe D da Aegea possuem direito a dividendos de 17,5% do lucro ajustado do exercício
(equivalente a 5,75% para as ações detidas pela ITAÚSA), não participando de distribuições remanescentes e dos
prejuízos acumulados.

Já as ações preferenciais de classe A da Águas do Rio Investimentos, em caso de lucro, possuem direito a dividendo
de 15% do lucro ajustado do exercício (equivalente a 0,95% para as ações detidas pela ITAÚSA) e, em caso de prejuízo,
participam com 5,12% que corresponde ao percentual de participação do capital votante (até 31 de dezembro de 2024
representavam 5,33%).

Itaúsa S.A. 44
11.4. Informações consolidadas resumidas das investidas relevantes

(1)
A ITAÚSA detém participação direta no Itaú Unibanco de 19,83% (19,89% em 31 de dezembro de 2024) e indireta de 17,40% (17,45% 31 de dezembro de 2024), por meio do investimento na controlada em
conjunto IUPAR, que detêm 26,15% (26,23% em 31 de dezembro de 2024) de participação direta no Itaú Unibanco, totalizando 37,23% (37,34% em 31 de dezembro de 2024) de participação no capital social.
(2)
A participação direta nas ações ordinárias do Itaú Unibanco é de 39,21% (39,21% em 31 de dezembro de 2024) e indireta de 25,86% (25,86% em 31 de dezembro de 2024), por meio do investimento na
controlada em conjunto IUPAR, que detêm 51,71% (51,71% em 31 de dezembro de 2024) de participação direta nas ações ordinárias do Itaú Unibanco, totalizando 65,06% (65,06% em 31 de dezembro de 2024)
de participação no capital votante.

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12. IMOBILIZADO E INTANGÍVEL

12.1. Imobilizado

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12.1.1. Imobilizado em garantia

Em 30 de junho de 2025, a controlada Dexco possuía ativos imobilizados oferecidos como garantia de processos
judiciais totalizando R$1 (R$2 em 31 de dezembro de 2024).

Adicionalmente, a controlada Dexco possui ativos imobilizados oferecidos como garantia em Empréstimos e
financiamentos (Nota 14.1).

13. FORNECEDORES

13.1. Risco sacado

A controlada Dexco firmou convênios junto aos bancos Santander e Itaú com o objetivo de permitir aos fornecedores
do mercado interno a antecipação de seus recebíveis. Nessas operações, os fornecedores transferem o direito de
recebimento dos títulos provenientes das vendas das suas mercadorias para as instituições financeiras e, em troca,
recebem antecipadamente esses recursos da instituição financeira descontado por um deságio, cobrado
diretamente pelas instituições financeiras no momento da cessão, que por sua vez, passam a ser credoras da
operação. Vale destacar que, independentemente dos convênios com as instituições financeiras, as condições
comerciais são sempre acordadas entre a Dexco e os fornecedores.

A Administração avaliou que a substância econômica dessas transações é de natureza operacional e que os
potenciais efeitos de ajuste a valor presente dessas operações são imateriais para mensuração e divulgação.
Adicionalmente, foi avaliado que estas transações não geraram modificações substanciais nos passivos originais
com fornecedores, sendo os pagamentos desses títulos apresentados como saídas de caixa das atividades
operacionais, na Demonstração do Fluxo de Caixa, de acordo com o CPC 03 (R2) / IAS 7, conjuntamente com os
demais pagamentos com fornecedores.

14. EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E DEBÊNTURES

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14.1. Empréstimos e Financiamentos

(*) EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) lucro antes dos juros e impostos (sobre o lucro)
depreciação e amortização.

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14.1.1. Movimentação

[Link]. Novos empréstimos

Em abril de 2025 a controlada Dexco realizou a captação de empréstimo no montante de R$500.

14.1.2. Prazo de vencimento

Itaúsa S.A. 50
14.2. Debêntures

14.2.1. Movimentação

[Link]. Resgates antecipados de debêntures

Em dezembro de 2024 a ITAÚSA realizou o resgate antecipado da totalidade da 3ª emissão de debêntures, no


montante de R$ 1.300, cujo prêmio de resgate foi de R$29.

O resgate faz parte da estratégia de gestão de passivos da ITAÚSA para reduzir o custo com despesas financeiras
e alongar o prazo médio de vencimento da dívida.

[Link]. Emissão de debêntures

Em julho de 2024 a ITAÚSA realizou a 7ª emissão de debêntures não conversíveis em ações, em série única, no
montante de R$1.300. Os recursos captados foram integralmente utilizados para realizar o resgate antecipado
facultativo da 3ª emissão de debêntures, realizado em dezembro de 2024, após a liberação do período de lock-up
(Nota [Link]).

Itaúsa S.A. 51
14.2.2. Prazo de vencimento

15. PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E GARANTIAS

15.1. Provisões e Garantias

A ITAÚSA e suas controladas são partes em processos judiciais e administrativos de natureza trabalhista, cível,
tributária e previdenciária, decorrentes do curso normal de seus negócios.

A Administração, com base na opinião de seus consultores jurídicos, acredita que as provisões constituídas são
suficientes para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais e administrativos.

No curso dos processos, a ITAÚSA e suas controladas utilizam algumas modalidades de garantias, entre elas
depósitos judiciais, seguro garantia e fiança bancária, com a finalidade de seguir com as discussões.

15.1.1. Provisões

[Link]. Composição

[Link]. Provisões vinculadas a processos administrativos e judiciais

Itaúsa S.A. 52
(a) Tributários

As provisões equivalem ao valor principal dos tributos envolvidos em discussões administrativas ou judiciais,
acrescido de juros e, quando aplicável, multa e encargos.

(b) Trabalhistas

Referem-se a processos que discutem, de forma substancial, pretensos direitos trabalhistas relativos a horas extras,
doença ocupacional, equiparação salarial e responsabilidade subsidiária.

(c) Cíveis

Referem-se, principalmente, a ações por danos morais e materiais.

[Link]. Principais processos

Itaúsa S.A. 53
15.1.2. Garantias

(a) Depósitos Judiciais

(b) Demais garantias

15.2. Passivos contingentes

A ITAÚSA e suas controladas possuem processos em discussão de natureza tributária, trabalhista e cível, avaliados
pelos consultores jurídicos com risco de perda possível, que não requerem a constituição de provisão, demonstrados
a seguir:

Itaúsa S.A. 54
15.2.1. Tributários

Abaixo destacamos as principais discussões referentes aos passivos contingentes:

15.3. Ativos contingentes

A ITAÚSA e suas controladas estão discutindo judicialmente o ressarcimento de tributos e contribuições, bem como
são parte em processos cíveis, nos quais possuem direitos ou expectativas de direitos a receber.

O quadro abaixo apresenta os principais processos que, de acordo com a avaliação dos assessores jurídicos, têm
probabilidade de êxito considerada provável. Por serem ativos contingentes, os valores respectivos a esses
processos e a contabilização ocorrerão na forma e proporção da decisão judicial favorável, quando esta se der de
forma definitiva. Desta forma, estes processos não estão reconhecidos nas Demonstrações Contábeis.

Itaúsa S.A. 55
15.3.1. Bônus do Tesouro Nacional – (“BTN”)

No exercício de 2020, a ITAÚSA e a controlada Itautec obtiveram decisão judicial definitiva em processo ajuizado
que visava o reconhecimento de crédito decorrente da incorreta atualização monetária aplicada pelo Governo
quando do resgate do BTN, adquirido no âmbito da Lei nº 7.777/89, que previa a correção pelo Índice de Preço ao
Consumidor - IPC ou por variação cambial, à escolha do autor. Contudo, por ocasião do resgate, o indexador do
BTN foi alterado para o Índice de Reajuste de Valores Fiscais - IRVF e variação cambial do dólar americano, em
razão da superveniência do Plano Collor e da Lei nº 8.088/1990, resultando em redução do valor resgatado. O valor
do crédito é discutido em execução de sentença que, após o trânsito em julgado, será pago mediante expedição de
precatório judicial.

16. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

16.1. Capital social

O capital social em 30 de junho de 2025 é de R$81.189 (R$80.189 em 31 de dezembro de 2024), sendo composto
por ações escriturais e sem valor nominal.

Em 10 de fevereiro de 2025, o Conselho de Administração deliberou elevar o capital social em R$1.000 mediante
emissão de 149.253.731 de ações escriturais, sem valor nominal, sendo 51.305.206 ordinárias e 97.948.525
preferenciais, para subscrição particular ao preço unitário de R$6,70. Do total, foram integralizados R$523 mediante
compensação de crédito de dividendo e R$477 em dinheiro com obtenção de ágio na emissão das ações de R$6. A
homologação do aumento foi realizada em 26 de maio de 2025.

A composição do capital social está apresentada conforme a seguir:

As ações preferenciais não possuem direito a voto, contudo, apresentam as seguintes vantagens aos seus
detentores:

• Prioridade no recebimento de dividendo mínimo anual de R$0,01 por ação, não cumulativo, assegurado
dividendo, pelo menos, igual ao das ações ordinárias; e

• Direito de, em eventual alienação de controle, ser incluídas em oferta pública de aquisição de ações, de
modo a lhes assegurar o preço igual a 80% do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco
de controle.

O capital social, por deliberação do Conselho de Administração, poderá ser aumentado até o limite de
[Link] de ações, sendo até [Link] em ações ordinárias e [Link] em ações preferenciais.

Itaúsa S.A. 56
16.2. Reservas de lucros

16.2.1. Reserva estatutária de lucros

Em 30 de abril de 2025, a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária aprovou a consolidação das Reservas
estatutárias em uma única reserva, denominada Reserva estatutária de lucros. Os saldos das Reservas estatutárias
anteriores foram transferidos para a nova reserva.

16.3. Ajuste de avaliação patrimonial

O saldo refere-se, substancialmente, à equivalência patrimonial sobre os ajustes de avaliação patrimonial das
coligadas, controladas e controladas em conjunto.

16.4. Ações em tesouraria

As ações em tesouraria serão utilizadas no âmbito do Plano de Incentivos a Longo Prazo (Plano ILP).

Itaúsa S.A. 57
16.5. Destinação do resultado e Dividendos e Juros sobre capital próprio a pagar

16.5.1. Destinação do resultado

As ações de ambas as espécies participam dos lucros distribuídos em igualdade de condições, depois de
assegurado às ordinárias, dividendo igual ao mínimo prioritário anual de R$0,01 por ação a ser pago às ações
preferenciais.

O valor por ação dos dividendos e juros sobre capital próprio, para o período de 2025, está apresentado a seguir:

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16.5.2. Dividendos e Juros sobre capital próprio a pagar

17. RECEITA LÍQUIDA

18. RESULTADO POR NATUREZA

Itaúsa S.A. 59
19. OUTRAS RECEITAS E DESPESAS

20. RESULTADO FINANCEIRO

20.1. PIS/COFINS sobre Receitas financeiras

Referem-se, substancialmente, ao PIS/COFINS incidentes sobre a receita com JCP.

Itaúsa S.A. 60
21. LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO

22. INFORMAÇÕES POR SEGMENTO

Os segmentos operacionais divulgados refletem, de modo consistente, a gestão para tomada de decisões e o
acompanhamento de resultados do Comitê Executivo, principal tomador das decisões operacionais na ITAÚSA.

As empresas nas quais a ITAÚSA investe têm autonomia para definir seus padrões diferenciados e específicos na
gestão e segmentação dos seus respectivos negócios.

As políticas contábeis de cada segmento são uniformes às utilizadas pela ITAÚSA, em todos os aspectos materiais.
Os segmentos possuem carteira de clientes pulverizada, sem nenhuma concentração de receita.

Os segmentos operacionais da ITAÚSA foram definidos de acordo com os relatórios apresentados ao Comitê
Executivo. Os segmentos considerados na Demonstração Consolidada da ITAÚSA são os seguintes:

• Dexco: Apresenta 4 segmentos de negócio: (i) Deca – fabrica e comercializa louças e metais sanitários,
negociados sob as marcas Deca, Hydra, Belize e Elizabeth; (ii) Revestimentos - produz e comercializa
revestimentos, utilizando as marcas Ceusa, Portinari e Castelatto; (iii) Madeira – fabrica e comercializa
painéis de madeira de média e alta densidade, mais conhecidos como MDP, MDF e HDF, utilizando as
marcas Duratex e Durafloor; e (iv) Celulose solúvel – fabrica e comercializa celulose solúvel em parceria
com a empresa austríaca Lenzing.

• Outros: Referem-se às informações da Itautec e ITH Zux Cayman.

Itaúsa S.A. 61
Embora o Itaú Unibanco, a Motiva, a Alpargatas, a Aegea, a Copa Energia e a NTS não sejam empresas controladas
e, por consequência, não sejam consideradas nas Demonstrações Contábeis Consolidadas, a Administração revisa
suas informações e as considera como um segmento de negócio por serem parte do portfólio de investimentos da
ITAÚSA. O detalhamento de suas atividades e o resumo de suas informações financeiras está demonstrado a
seguir:

• Itaú Unibanco: é uma instituição financeira que oferece, diretamente ou por intermédio de suas
subsidiárias, uma ampla gama de produtos de crédito e outros serviços financeiros a uma base
diversificada de clientes pessoas físicas e jurídicas, no Brasil e no Exterior.

• Motiva: opera empresas de concessão de infraestrutura e mobilidade na América Latina, atuando nos
segmentos de concessão de rodovias, mobilidade urbana, aeroportos e serviços.

• Alpargatas: suas atividades são a fabricação e comercialização de calçados e respectivos componentes;


artigos de vestuário; artefatos têxteis e respectivos componentes; e artigos de couro, de resina e de
borracha natural ou artificial.

• Aegea: líder no setor privado em serviços de saneamento básico no Brasil.

• Copa Energia: consolida as marcas Copagaz e Liquigás que respondem juntas por cerca de 25% da
distribuição de GLP no Brasil e com operações em 24 estados e no Distrito Federal.

• NTS: transportadora de gás natural, por meio de sistema de gasodutos, operando nos estados do Rio de
Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, os quais respondem por aproximadamente 50% do consumo de gás
no Brasil. Esse sistema possui conexões com o gasoduto Brasil-Bolívia, com os terminais de gás natural
liquefeito (GNL) e com as unidades de processamento de gás.

Itaúsa S.A. 62
23. PARTES RELACIONADAS

As operações realizadas entre partes relacionadas decorrem do curso normal dos negócios e são efetuadas a
valores e taxas usuais de mercado, vigentes nas respectivas datas, e em condições de comutatividade.

A ITAÚSA possui “Política para Transações com Partes Relacionadas”, aprovada pelo Conselho de Administração,
que visa estabelecer regras e procedimentos para assegurar que as decisões envolvendo transações com partes
relacionadas e outras situações com potencial conflito de interesses sejam tomadas assegurando comutatividade e
transparência, garantindo aos acionistas, investidores e outras partes interessadas que as transações foram
pautadas nas melhores práticas de Governança Corporativa. Em 9 de agosto de 2021 foi criado o Comitê de Partes
Relacionadas com o objetivo de avaliar e deliberar previamente sobre a viabilidade das transações com partes
relacionadas, conforme critérios indicados na referida política.

Além dos montantes de Dividendos e JCP a receber (Nota 8), os demais saldos e transações entre partes
relacionadas estão apresentados abaixo:

Itaúsa S.A. 63
(1) Em 21 de fevereiro de 2024 a ITAÚSA celebrou o Termo de Emissão da 1ª Emissão de Notas Comerciais Escriturais em três séries (Nota 14.1) junto a NTS Campos Elíseos Fundo de
Investimento Renda Fixa Crédito Privado Investimento no Exterior (“Fundo NTS”), cuja única cotista do fundo é a NTS.
(2) Refere-se ao banco comercial.

23.1. Garantias prestadas

A ITAÚSA é garantidora das seguintes transações demonstradas abaixo:

(1)
Em março de 2021, a controlada Dexco, com o objetivo de aprimorar seu perfil de liquidez e endividamento, assinou contrato de financiamento
com o BNDES no valor de R$697 (saldo de R$649 em 30 de junho de 2025), sendo 67% deste valor garantido pela ITAÚSA.
(2)
Em janeiro de 2021, a ITAÚSA e o outro acionista haviam outorgado alienação fiduciária da totalidade das ações do capital social da Copa
Energia para assegurar o cumprimento de todas as obrigações, principais e acessórias, a serem assumidas pela Copa Energia no âmbito d a 2ª
emissão de debêntures simples no montante total contratado de R$1,95 bilhão. Em janeiro de 2025, a Copa Energia realizou a 6ª emissão de
debêntures simples, para o resgate antecipado da 2ª emissão de debêntures, sem garantias, o que resultou no cancelamento da referida
alienação fiduciária.

23.2. Remuneração da Administração

24. TRANSAÇÕES NÃO-CAIXA

Em conformidade com o CPC 03 (R2) / IAS 7 - Demonstração dos Fluxos de Caixa, as transações de investimento
e financiamento que não envolveram o uso de Caixa ou Equivalentes de caixa não devem ser incluídas na
demonstração dos fluxos de caixa.

As atividades de investimento e financiamento que não envolveram movimentação de caixa e, portanto, não estão
refletidas em nenhuma rubrica da Demonstração do Fluxo de Caixa, estão demonstradas abaixo:

Itaúsa S.A. 64
25. EVENTOS SUBSEQUENTES

25.1. Otimização fabril da divisão de acabamentos para construção civil – Controlada Dexco

Em 2 de julho de 2025 a controlada Dexco comunicou ao mercado a decisão da Administração em otimizar ativos
industriais ao concentrar as operações do Nordeste na unidade de Cabo de Santo Agostinho (PE) e encerrar as
atividades industriais da unidade fabril de João Pessoa (PB), mantendo o portfólio da divisão inalterado e
promovendo a melhoria dos índices de produtividade e ocupação fabril. Como consequência, a Dexco estima
impacto nos resultados do terceiro trimestre, vinculado às baixas e provisões relacionadas ao encerramento da
planta, não sendo considerados materiais e classificados como não recorrentes.

25.2. Resgate antecipado de debêntures da 2ª série da 4ª emissão

Em 15 de julho de 2025 a ITAÚSA realizou o resgate antecipado da totalidade das debêntures da 2ª série da 4ª
emissão, no valor de R$1.250.

Para o resgate, foram utilizados os recursos obtidos no aumento de capital, concluído em maio deste ano (Nota
16.1), que visou reforçar o caixa e ampliar o nível de liquidez. O pré-pagamento permitirá à ITAÚSA reduzir o custo
médio das suas dívidas de CDI+1,54% para CDI+1,37% a.a. e a dívida bruta em aproximadamente 30%.

O resgate antecipado faz parte da estratégia de gestão de passivos, reforçando a disciplina financeira e perfil
conservador, conferindo à ITAÚSA, após a conclusão da operação: (i) diminuição do endividamento bruto, do custo
médio da dívida e das despesas financeiras; (ii) redução da concentração de amortização em 2029, 2030 e 2031; e
(iii) redução do risco de refinanciamento e preservação dos níveis de liquidez.

25.3. Deliberação e pagamento de JCP – Controlada em conjunto Itaú Unibanco

Em 5 de agosto de 2025, o Conselho de Administração da controlada em conjunto Itaú Unibanco declarou a


distribuição de JCP no valor bruto de R$0,3634 por ação (líquidos de R$0,30889), a serem pagos em 29 de agosto
de 2025 com base na posição acionária final do dia 18 de agosto de 2025.

Nessa mesma data, foi aprovado o pagamento, também em 29 de agosto de 2025, do JCP declarado em 29 de
maio de 2025 no valor bruto de R$0,3341 por ação (líquidos de R$0,283985).

25.4. Deliberação e pagamento de JCP

Em 11 de agosto de 2025, o Conselho de Administração declarou a distribuição de JCP no valor bruto de R$0,1859
por ação (líquidos de R$0,158015), relativos ao exercício de 2025, a serem pagos em 29 de agosto de 2025 com
base na posição acionária final do dia 18 de agosto de 2025.

Nessa mesma data, foi aprovado o pagamento, também em 29 de agosto de 2025, do JCP declarado em 16 de
junho de 2025 no valor bruto de R$0,0591 por ação (líquidos de R$0,050235).

* * *

Itaúsa S.A. 65
RELATÓRIO DE REVISÃO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS INFORMAÇÕES
CONTÁBEIS INTERMEDIÁRIAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

Aos
Acionistas, Conselheiros e Administradores da
Itaúsa S.A.
São Paulo – SP

Introdução

Revisamos as informações contábeis intermediárias, individuais e consolidadas, da Itaúsa S.A. (“Companhia”),


contidas no Formulário de Informações Trimestrais (ITR), identificadas como Controladora e Consolidado,
respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial intermediário, individual e consolidado, em 30 de
junho de 2025 e as respectivas demonstrações intermediárias, individuais e consolidadas, do resultado e do
resultado abrangente para os períodos de três e seis meses findos nessa data, e das demonstrações intermediárias,
individuais e consolidadas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de seis meses
findo nessa data, incluindo as notas explicativas.

A Administração da Companhia é responsável pela elaboração das informações contábeis intermediárias,


individuais e consolidadas, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 (R1) - Demonstração intermediária e
com a norma internacional “IAS 34 - Interim Financial Reporting”, emitida pelo “International Accounting
Standards Board (IASB)”, assim como pela apresentação dessas demonstrações de maneira condizente com as
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais
(ITR). Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas informações contábeis intermediárias
individuais e consolidadas com base em nossa revisão.

Alcance da revisão

Conduzimos nossa revisão de acordo com as Normas Brasileiras e Internacionais de Revisão (NBC TR 2410 - Revisão
de Demonstrações Intermediárias Executada pelo Auditor da Entidade e ISRE 2410 – Review of Interim Financial
Information Performed by the Independent Auditor of the Entity, respectivamente). Uma revisão de
demonstrações intermediárias consiste na realização de indagações, principalmente às pessoas responsáveis pelos
assuntos financeiros e contábeis e na aplicação de procedimentos analíticos e de outros procedimentos de revisão.
O alcance de uma revisão é significativamente menor do que o de uma auditoria conduzida de acordo com as
normas de auditoria e, consequentemente, não nos permitiu obter segurança de que tomamos conhecimento de
todos os assuntos significativos que poderiam ser identificados em uma auditoria. Portanto, não expressamos uma
opinião de auditoria.

Conclusão sobre as informações contábeis intermediárias individuais e consolidadas

Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as informações
contábeis intermediárias individuais e consolidadas incluídas nas Informações Trimestrais (ITR) acima referidas,
não foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com o CPC 21 (R1) e o IAS 34, e apresentadas
de maneira condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicáveis à
elaboração das Informações Trimestrais (ITR).

Itaúsa S.A. 66
Outros assuntos

Demonstrações intermediárias do Valor Adicionado (DVA), individuais e consolidadas – informação


suplementar

Revisamos também as Demonstrações intermediárias do Valor Adicionado (DVA), individuais e consolidadas,


referentes ao período de seis meses findo em 30 de junho de 2025, preparadas sob a responsabilidade da
Administração da Companhia, cuja apresentação nas informações intermediárias é requerida de acordo com as
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e considerada informação suplementar pela IAS 34.
Essas demonstrações foram submetidas a procedimentos de revisão executados em conjunto com a revisão das
Informações Trimestrais (ITR), com o objetivo de concluir se elas estão conciliadas com as informações contábeis
intermediárias, individuais e consolidadas, e registros contábeis, conforme aplicável, e se sua forma e conteúdo
estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 (R1) – “Demonstração do Valor
Adicionado”. Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que
essas demonstrações intermediárias do valor adicionado, individual e consolidada, não foram elaboradas, em todos
os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e de forma consistente em
relação às informações contábeis intermediárias, individuais e consolidadas, tomadas em conjunto.

São Paulo, 11 de agosto de 2025.

BDO RCS Auditores Independentes SS Ltda.


CRC 2 SP 013846/O-1

Robinson Meira
Contador CRC 1 SP 244496/O-5

Itaúsa S.A. 67
Relatório de revisão sobre as demonstrações contábeis
intermediárias individuais e consolidadas

Ao Conselho de Administração
Itaúsa S.A.

Introdução

Revisamos o balanço patrimonial da Itaúsa S.A. ("Companhia"), em 30 de junho de 2025, e as respectivas


demonstrações do resultado e do resultado abrangente para os períodos de três e seis meses findos nessa data e das
mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de seis meses findo nessa data, bem como o
balanço patrimonial consolidado da Itaúsa S.A. e suas controladas ("Consolidado") em 30 de junho de 2025, e as
respectivas demonstrações consolidadas do resultado e do resultado abrangente para os períodos de três e seis meses
findos nessa data e das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de seis meses findo nessa
data, incluindo as notas explicativas.

A administração da Companhia é responsável pela elaboração e apresentação dessas demonstrações contábeis


intermediárias individuais e consolidadas de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 - "Demonstração
Intermediária" e com a norma internacional de contabilidade IAS 34 - Interim Financial Reporting, emitida pelo
International Accounting Standards Board (IASB). Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre
essas demonstrações contábeis intermediárias com base em nossa revisão.

Alcance da revisão

Conduzimos nossa revisão de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão de informações
intermediárias (NBC TR 2410 - "Revisão de Informações Intermediárias Executada pelo Auditor da Entidade" e ISRE
2410 - Review of Interim Financial Information Performed by the Independent Auditor of the Entity,
respectivamente). Uma revisão de informações intermediárias consiste na realização de indagações, principalmente
às pessoas responsáveis pelos assuntos financeiros e contábeis, e na aplicação de procedimentos analíticos e de outros
procedimentos de revisão. O alcance de uma revisão é significativamente menor do que o de uma auditoria conduzida
de acordo com as normas de auditoria e, consequentemente, não nos permitiu obter segurança de que tomamos
conhecimento de todos os assuntos significativos que poderiam ser identificados em uma auditoria. Portanto, não
expressamos uma opinião de auditoria.

Conclusão

Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as demonstrações
contábeis intermediárias individuais e consolidadas acima referidas não estão elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 - "Demonstração Intermediária" e com a norma
internacional de contabilidade IAS 34 - Interim Financial Reporting, emitida pelo International Accounting
Standards Board (IASB).

Itaúsa S.A. 68
Outros assuntos

Demonstrações do valor adicionado

As demonstrações contábeis intermediárias acima referidas incluem as Demonstrações do Valor Adicionado (DVA),
individuais e consolidadas, referentes ao período de seis meses findo em 30 de junho de 2025, elaboradas sob a
responsabilidade da administração da Companhia e apresentadas como informação suplementar. Essas
demonstrações foram submetidas a procedimentos de revisão executados em conjunto com a revisão das
demonstrações contábeis intermediárias, com o objetivo de concluir se elas estão conciliadas com as demonstrações
contábeis intermediárias e registros contábeis, conforme aplicável, e se sua forma e conteúdo estão de acordo com os
critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - "Demonstração do Valor Adicionado". Com base em nossa
revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que essas demonstrações do valor
adicionado não foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse
Pronunciamento Técnico e de forma consistente em relação às demonstrações contábeis intermediárias individuais
e consolidadas tomadas em conjunto.

São Paulo, 11 de agosto de 2025

PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes Ltda.
CRC 2SP000160/O-5

Tatiana Fernandes Kagohara Gueorguiev


Contadora CRC 1SP245281/O-6

Itaúsa S.A. 69
PARECER DO CONSELHO FISCAL

Os membros efetivos do Conselho Fiscal da Itausa S.A. (“Itaúsa”), consoante inciso VI, do artigo 163, da Lei
6.404/76, procederam à análise das demonstrações contábeis intermediárias, individuais e consolidadas, referentes
ao trimestre findo em 30.06.2025 (“Demonstrações do 2º trimestre/2025”), elaboradas conforme as normas
contábeis e regulamentação da CVM aplicáveis, que foram revisadas pela BDO RCS Auditores Independentes S/S
Ltda. (“BDO”), na qualidade de auditores independentes da Itaúsa para fins regulatórios, e pela
PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes Ltda. (“PwC”), na qualidade de auditores independentes da
Itaúsa para fins de governança.

Verificada a exatidão de todos os elementos apreciados e considerando (i) os esclarecimentos prestados pela
administração da Itaúsa; (ii) a recomendação favorável do Comitê de Auditoria; e (iii) os relatórios da BDO e da PwC
sobre a revisão dessas Demonstrações do 2º trimestre/2025, emitidos sem ressalvas, os membros efetivos do
Conselho Fiscal não tiveram conhecimento de nenhum fato ou evidência que indique que as informações incluídas
nas demonstrações contábeis intermediárias e nas correspondentes notas explicativas, relativas ao trimestre
encerrado no período, não estejam em condições de serem divulgadas. São Paulo (SP), 11 de agosto de 2025. (aa)
Guilherme Tadeu Pereira Júnior – Presidente; Elaine Maria de Souza Funo, Lucianna Raffaini Carvalho Costa,
Michael Gordon Findlay e Vagner Lacerda Ribeiro – Conselheiros.

ALFREDO EGYDIO SETUBAL


Diretor de Relações com Investidores

Itaúsa S.A. 70
ATA SUMÁRIA DA REUNIÃO DA DIRETORIA
REALIZADA EM 11 DE AGOSTO DE 2025

DATA, HORA E LOCAL: em 11 de agosto de 2025, às 13h00, realizada na sede social da ITAÚSA S.A., localizada
na Avenida Paulista, 1938, 5º andar, em São Paulo (SP).

PRESIDENTE: Alfredo Egydio Setubal, Diretor Presidente.

QUORUM: a totalidade dos membros do Comitê Executivo, com a presença dos Diretores Gerentes convidados a
participar da reunião.

DELIBERAÇÕES TOMADAS: após exame das demonstrações contábeis intermediárias, individuais e


consolidadas, acompanhadas do relatório de administração, referentes ao 2º trimestre de 2025, que foram objeto
de recomendação favorável da Comissão de Finanças, a Diretoria deliberou, por unanimidade e em observância
às disposições dos incisos V e VI, do § 1º, Artigo 27 da Resolução CVM nº 80/22, alterada, declarar que:

(i) reviu, discutiu e concorda com as opiniões expressas nos relatórios de revisão sem ressalvas emitidos pela
BDO RCS Auditores Independentes S/S Ltda., na qualidade de auditores independentes da Itaúsa para fins
regulatórios, e pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes Ltda., na qualidade de segunda
auditoria independente da Itaúsa para fins de governança; e

(ii) reviu, discutiu e concorda com as demonstrações contábeis intermediárias, individuais e consolidadas, relativas
ao trimestre encerrado em 30 de junho de 2025.

ENCERRAMENTO: nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata que foi lida, aprovada e assinada de forma
eletrônica pelos membros do Comitê Executivo. São Paulo (SP), 11 de agosto de 2025. (aa) Alfredo Egydio Setubal
– Presidente; Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, Ricardo Egydio Setubal e Rodolfo Villela Marino – Diretores Vice-
Presidentes Executivos.

ALFREDO EGYDIO SETUBAL


Diretor de Relações com Investidores

Itaúsa S.A. 71

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