IMECC/Unicamp
MA111 - Cálculo I
Prova 2
28 de maio - 6a feira - manhã
RA: Nome:
Questão: Q1 Q2 Q3 Q4 Total:
Valor: 2 2 2 4 10
Nota:
Instruções para realização e entrega de sua prova:
1. Essa prova terá inı́cio às 07h30 do dia 28 de maio de 2021. Você terá duas horas para
resolvê-la e mais 30 minutos para preparar um arquivo com sua resolução e enviar através
do “Google Sala de Aula”.
2. Você deverá escrever a resolução das questões em folhas de papel sulfite branca. Respostas
não acompanhadas de argumentos que as confirmem não serão consideradas.
3. Você deverá colocar seu nome, RA e sua assinatura em todas as folhas e numerar as
páginas no formato {página atual}/{total de páginas}. Uma nova questão sempre
deve ser iniciada numa página nova, isto é, nenhuma página deve ter partes de mais do
que uma questão.
4. A digitalização da prova deve estar suficientemente legı́vel e entregue preferencialmente
como um único arquivo .pdf com nome no formato NomeCompleto-RA.pdf, por exemplo
GottfriedLeibniz-123456.pdf (sem espaços e/ou acentuação).
5. Caso você tenha algum problema para submeter sua prova pelo “Google Sala de Aula”,
envie os arquivos escaneados por e-mail para seu professor (dentro do perı́odo de realização
da prova).
6. IMPORTANTE: Na primeira página da sua prova deverá constar a seguinte declaração
(manuscrita) e sua assinatura:
“Declaro que não estou recebendo ajuda de outras pessoas durante o perı́odo de realização
da prova, nem faço uso de recursos não permitidos.
Comprometo-me a não compartilhar qualquer assunto referente a esta prova por 48h após
sua realização.”
As questões da prova estão na próxima página.
1
MA111 Prova 2
Q1. Calcule os limites abaixo.
(a) (1 ponto) lim+ xsin x
x→0
2 1
(b) (1 ponto) lim x tan
x→+∞ x3
Solução:
(a) Quando x → 0+ , temos uma indeterminação do tipo “00 ”. Para simplificar a
expressão, seja y = xsin x . Então
ln(y) = ln(xsin x ),
ou seja,
ln(y) = (sin x) ln(x). (0,2 ponto)
Calculando limite com x → 0+ na expressão anterior, temos
lim ln(y) = lim+ (sin x) ln(x).
x→0+ x→0
O limite do lado direito resulta em 0·∞, outra indeterminação. Podemos reescrever
o limite anterior como
ln(x) ln(x)
lim+ ln(y) = lim+ = lim+ (0,2 ponto)
x→0 x→0 1 x→0 1
sin x sin x
e agora temos uma indeterminação do tipo “∞/∞” do lado direito. Como as
funções são contı́nuas para x > 0, podemos usar o Teorema de L’Hospital para
calcular esse limite. (0,2 ponto)
0
0 1 cos(x) 1
Como (ln(x)) = 1/x e =− , ficamos com
sin x sin(x) sin x
sin(x) tan(x)
lim+ ln(y) = − lim+ .
x→0 x→0 x
Novamente temos uma indeterminação do tipo “0/0”. Como ainda estamos nas
hipóteses para usar o Teorema de L’Hospital, obtemos
sin(x) tan(x) sin(x) + sec(x) tan(x)
lim+ ln(y) = − lim+ = − lim+ = 0.(0,2 ponto)
x→0 x→0 x x→0 1
Como
lim ln(y) = 0,
x→0+
segue que
ln lim y = 0,
x→0+
e com isso
lim y = e0 = 1,
x→0+
que é a resposta que procurávamos. (0,2 ponto)
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(b) Quando x → ∞ temos uma indeterminação do tipo “0 · ∞”, que pode se tornar
uma indeterminação do tipo “∞/∞” se fizermos a simplificação
1
1 tan 3
lim x2 tan = lim x
.(0,5 ponto)
x→+∞ x3 x→+∞ 1/x2
Como as funções estão nas hipóteses do Teorema de L’ Hospital, podemos escrever
1
1 tan 3
lim x2 tan = lim x
x→+∞ x3 x→+∞ 1/x2
3 sec2 (1/x3 )
−
= limx→+∞ x4
−2/x3
3 sec2 (1/x3 )
= lim
x→+∞ 2x
= 0, (0,5 ponto)
pois 1/x3 → 0 quando x → ∞ e sec(0) = 1.
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Q2. (2 pontos) Determine os pontos sobre a parábola y = x2 + 1 que estão mais próximos
e distantes do ponto P = (0, 3) para x ∈ [−2, 2]. Qual é a menor distância? E a maior
distância? Faça um desenho representando todos os pontos envolvidos.
Solução: Queremos encontrar os mı́nimo/máximo da função distância entre os ponto
da parábola y = x2 + 1 e o ponto P = (0, 3).
Sabemos que a distância entre dois pontos A = (a1 , a2 ) e B = (b1 , b2 ) é dada por
p
d(A, B) = (a1 − b1 )2 + (a2 − b2 )2
Em nosso caso, consideraremos A = (x, y) = (x, x2 + 1) um ponto sobre a parábola
y = x2 + 1 e B = (0, 3). Então, podemos re-escrever a função distância como
p p √
d(A, B) = (x − 0)2 + (y − 3)2 = x2 + (x2 − 2)2 = x4 − 3x2 + 4 = d(x)
Nesse ponto, notamos que achar os mı́nimos/máximos da função d(x) são so mesmos
que encontrar os mı́nimos/máximos da função f (x) = d2 (x). Logo, devemos encontrar
os mı́nimos/máximos da função f : [−2, 2] → R dada por
f (x) = x4 − 3x2 + 4 (0,5 ponto)
Como f é uma função contı́nua em [−2, 2], pelo Teorema do Valor Extremo (Teo de
Weierstrass), f assume seus valores de máximo e mı́nimos absolutos em [−2, 2].
Derivando e calculando os seus pontos crı́ticos em (−2, 2), obtemos que
√
0 3 2 6
0 = f (x) = 4x − 6x = x(2x − 6) ⇒ x = 0 ou x = ± (0,5 ponto)
2
Agora, f 00 (x) = 12x2 − 6. Então pelo Teste da Derivada Segunda temos que
1. f 00 (0) = −6 < 0. Logo, x = 0 é um máximo local de f e f (0) = 4.
√ √
2. f 00 ± 26 = 12. 46 − 6 = 12 > 0. Logo, x = ± 26 são mı́nimos locais de f e
√
f ± 26 = 47 .
Por fim, precisamos averiguar os valores que f assume nos extremos do intervalo [−2, 2]:
f (±2) = (±2)4 − 3(±2)2 + 4 = 16 − 12 + 4 = 8.
√
6
Portanto, os mı́nimos absolutos de f são assumidos em x = ± 2
e os máximos absolutos
de f são assumidos em x = ±2. (0,5 ponto)
Concluı́mos então que os pontos sobre a parábola y = x2 +√1 que estão mais próximos e
distantes do ponto P = (0, 3) (para x ∈ [−2, 2]) são x = ± 26 e x = ±2 respectivamente.
(0,5 ponto)
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Q3. Considere a curva dada pela equação
(x − 1)2 y 3 + x(y − 1) + x = A.
(a) (0,5 pontos) Mostre que o ponto (1, 1) pertence à curva.
(b) (1,5 pontos) Encontre a equação da reta tangente à curva dada no ponto (1, 1).
Solução:
(a) Basta ver que, substituindo x = 1 e y = 1 na equação, obtemos uma identidade.
(0,5 ponto)
(b) Vamos derivar a expressão
(x − 1)2 y 3 + xy − x + x = 1
implicitamente com respeito a x:
dy dy
2(x − 1)y 3 + 3(x − 1)2 y 2 + y + x − 1 = 0,
dx dx
ou seja
dy 2y 3 + 1 − 2xy 3 − y − 1
= 2 . (0,5 ponto)
dx 3y − 6xy 2 + 3x2 y 2 + x
Substituindo em x = 1 e y = 1, temos que
dy
= −1. (0,5 ponto)
dx x=1,y=1
Assim, a equação da reta é
y − 1 = −(x − 1). (0,5 ponto)
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Q4. (4 pontos) Associe cada gráfico à sua função, escrevendo uma breve justificativa, se-
guindo o exemplo.
Gráficos:
A1 A2 A3
10
3
6
2
5 4
1
2
-4 -2 2 4 -4 -2 2 4
-4 -2 2 4
-1 -2
-5
-2 -4
-6
-3 -10
A4 A5 A6
10
4 0.4
2 0.2
-4 -2 2 4 -4 -2 2 4
-4 -2 2 4
-0.2
-5 -2
-0.4
-4
-10
Funções e suas derivadas:
x x2 + 1
f (x) = 2
g(x) = h(x) = x + cos(3x)
(x + 1) x2 − 1
1−x2
f 0 (x) = (x2 +1)2
g 0 (x) = − (x24x
−1)2
h0 (x) = 1 − 3 sin(3x)
x
p(x) = q(x) = x4 + 3x3 − 3x + 1 m(x) = x2
x2 −1
x2 + 1
p0 (x) = − q 0 (x) = −3 + 9x2 + 4x3 m0 (x) = 2x
(x2 − 1)2
Exemplo de resposta/associação:
A função m(x) está associada ao gráfico A2. Note que m0 (x) = 2x e m00 (x) = 2, portanto a
função só tem um ponto crı́tico em x = 0. Esse ponto crı́tico é mı́nimo local pois m00 (0) > 0.
A função é decrescente para x < 0 e crescente para x > 0. Além disso, a função não tem
assı́ntotas e a concavidade é sempre para cima (pois m00 (x) > 0 sempre).
Sua argumentação deve estar baseada em pontos crı́ticos, crescimento/decres-
cimento, concavidades e assı́ntotas.
Solução:
• A função y = f (x) possui como pontos crı́ticos x = ±1, e não possui nenhuma
assı́ntota (o denominador é sempre diferente de zero). Ela é decrescente para
x ∈ (−∞, −1) ∪ (1, ∞) e crescente para x ∈ (−1, 1). Por tudo isso, o gráfico de
y = f (x) só pode ser A6.
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• A função y = g(x) tem uma assı́ntota horizontal no y = 1. Além disso, tem
assı́ntotas verticais em x = ±1 e um ponto crı́tico em x = 0. A única possibilidade
é seu gráfico ser A3.
• A função y = h(x) tem infinitos pontos crı́ticos, localizados nos pontos x tais que
sin(3x) = 1/3. Como h00 (x) = −9 cos(3x), os pontos crı́ticos alternam máximo e
mı́nimos locais. O gráfico não tem nenhuma assı́ntota. A única possibilidade é o
gráfico A5.
• A função y = p(x) tem assı́ntotas verticais em x = ±1, e não tem pontos crı́ticos
no domı́nio, pois f 0 (x) < 0 sempre (onde está definida). Em particular isso
significa que a função é sempre decrescente nos intervalos em que está definida.
Por isso, a única possibilidade é o gráfico A1.
• A função y = q(x) é um polinômio, portanto seu domı́nio é R. A derivada
tem pelo menos um ponto crı́tico, já que é um polinômio de grau 3. Como
q 00 (x) = 18x + 12x2 temos que q 00 (x) < 0 para x ∈ (−3/2, 0) e q 00 (x) > 0 para
x ∈ (−∞, −3/2) ∪ (x, ∞), o que nos explica a concavidade do gráfico. Assim, a
única possibilidade é o gráfico A4.
• Já vimos que m(x) está associada ao gráfico A2.
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