PARASITOLOGIA VETERINÁRIA II
Artrópodes e protozoários
Classe Arachnida Classe Insecta
PROIBIDO DIVULGAR A AULA NA INTERNET OU QUALQUER REDE SOCIAL
Filo Arthopoda
(organismos que possuem pernas articuladas)
Classe Arachnida
Ordem Acarina (Acari = gr. Pequeno)
Carrapatos e ácaros
PROIBIDO
Classe Arachnida DISPONIBILIZAR NA
INTERNET
Ordem Acarina - carrapatos
Subordem Ixodides
Família Ixodidae (Ixodídeos: carrapatos duros)
Subfamília Ixodinae
Ixodes
Subfamília Rhipicephalinae
Riphicephlaus (Boophilus) microplus
Rhipicephalus sanguineus
Subfamília Amblyomminae
Amblyomma spp.
Haemaphysalis
Dermacentor nitens
Família Argasidae (Argasídeos: carrapatos moles)
Argas
Ornithodorus
Otobius
Profª Márcia K. Shimada
Presença de escudo dorsal
Escudo ocupando
toda a parte dorsal
Macho
Fêmea
https://blog.agromove.com.br/wp-content/uploads/2020/12/carrapato-bovino-Rhipicephalus_species_dorsal.jpg
Escudo somente na
região anterior
Não tem escudo dorsal
Carrapatos
• Ectoparasitos obrigatórios (alimentam-se de sangue)
• Causam prejuízo direto aos animais
– Lesão mecânica (dano ao couro)
– Irritação
– Infecção secundária
– Predispõe a miíases (abre feridas na pele)
– Inflamação e hipersensibilidade
– Anemia e redução da produtividade animal (em infestações maciças).
– Uma fêmea pode ingerir 1,5 mL de sangue durante sua vida.
• Inoculam toxinas
– Pode causar paralisia (neurotoxina na saliva).
• Causam prejuízos ao produtor – diminui a produção de carne
e leite, gasto com carrapaticidas
Carrapatos
TRANSMITEM PATÓGENOS
- Vírus
- Bacteria (Rickettsia) – Eherlichia - ehrlichiose
- Rickettsia spp. – Febre maculosa Brasileira (ou das
Montanhas Rochosas)
- Rickettsia Anaplasma spp - anaplasmose
- Bacteria Coxiella burnetti – Febre Q
- Espiroqueta Borrelia burgdorferi – Doença de Lyme
- Borrelia sp. – Febre recorrente
- Protozoário Babesia spp – Babesiose
Rickettsia rickettsi e Richettsia parkeri – Febre
maculosa Brasileira
(Brazilian spotted fever)
- Doença transmitida por carrapato que mais mata no
mundo
- Doença de notificação compulsória (Secretaria de
Vigilância em Saúde) desde 2001
- Notificados 36.497 casos de febre maculosa no
Brasil (2007 a 2021)
- Histórico de presença em matas, florestas, fazendas,
trilhas ecológicas e picada de carrapato
- Para transmitir, o carrapato precisa ficar na pessoa
por no mínimo 4h
- Casos na região Sul e Sudeste
Fonte: SVS
Rickettsia rickettsi e R. parkeri – Febre
Maculosa Brasileira
(Brazilian spotted fever)
Manifestações clínicas iniciam
abruptamente - inicia com dor no
corpo, dor de cabeça, febre
elevada, falta de apetite, desânimo
Causa vasculite e petéquias
Dois a 14 dias após a picada do carrapato que deverá permanecer por 4 a 6 horas que é o tempo necessário
para inoculação da Rickettsia spp.
Rickettsia sp. – Febre Maculosa Brasileira
Principal carrapato transmissor:
- Amblyomma sculptum (antigamente chamado
A. cajennense presente na região amazônica) – A. sculptum
região mais seca na borda de matas e presente na maior parte
do Brasil Amblyomma sculptum
Amblyomma ovale Fonte: SVS
Rickettsia sp. – Febre maculosa Brasileia –
Amblyomma spp.
Resumindo: onde são encontrados estas espécies animais e carrapatos – CUIDADO
COM A TRANSMISSÃO DA Rickettsia
Fonte: SVS
Medidas para prevenção de doenças
transmitidas por carrapatos (Febre
Maculosa)
– Evitar caminhar em área infestada e sentar ou deitar nesses
locais
– Usar macacão ou calça dentro das meias. Roupas devem
ser colocadas em água fervente após o uso
– Usar roupas claras
– Retirar os carrapatos do corpo imediatamente e com calma,
através de leves torções, não espremer para não se
contaminar com a hemolinfa do carrapato.
– Cuidado com os micuins (imperceptível)
– Tomar banho quente com bucha vegetal
FAMÍLIA IXODIDAE
A. Carrapatos duros - com escudo dorsal
– Escudo por todo o dorso nos machos
– Escudo anterior nas fêmeas
MACHO FÊMEA
Aproximadamente 700 espécies de carrapatos duros pertencentes a 12 gêneros
Família Ixodidae
B. Grandes: 2 - 25 mm
- Machos menores que fêmeas
1 cm
Larva de carrapato (micuim)
2 cm
Fases evolutivas do carrapato
Ninfa
3 cm
Larva Adulto Adulto
macho fêmea
Família Ixodidae
C. Corpo achatado dorso-ventralmente
Família Ixodidae
D. Corpo dividido em gnatossoma (capítulo) e
idiossoma
– Gnatossoma ou capítulo: projetado para frente
gnatossoma
idiossoma
Gnatossoma/capítulo - Peças bucais
• 2 Palpos: órgãos
sensoriais
• 2 Quelíceras: cortar e
perfurar
• Hipostômio: ventral à
base do capítulo. É
introduzido no tecido e
fica preso a ele por meio
de fileiras de dentes
Hipostômio
Central na base do capítulo
Rodeado por uma série de dentes recurrentes
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Gnatossoma - Peças bucais
Palpos Hipostômio
Quelíceras com lâminas cortantes
Vista ventral Vista dorsal
Fonte: http://www.discoverlife.org/IM/I_NTC/
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Idiossoma
• 4 pares de pernas (ninfas e adultos) e 3 pares nas larvas
• Poro genital e anus ventrais
• Olhos (quando presentes) próximos à margem lateral do escudo
• Peritrema (=placa estigmal) grande localizado após as coxas IV nas ninfas e adultos
Fonte: Wall & Shearer (2001)
Idiossoma - pernas
• 4 pares de pernas com 7 segmentos
– Coxa
– Trocânter
– Fêmur
– Joelho
– Tíbia
– Protarso
– Tarso
– Garra e almofada na ponta
• Larvas possuem 3 pares
Órgão de Haller
Depressão no último artículo do 1o par de pernas
Quimioreceptor para localização do hospedeiro
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Idiossoma
• Poro genital ventral por onde o espermatozoide é depositado
http://nl.wikipedia.org/wiki/Bestand:Ixodes_ricinus_ticks.jpg
Macho e fêmea de Ixodes
ricinus em cópula
Ânus
Idiossoma
• Peritrema grande localizado após as coxas IV nas ninfas e
adultos
Peritrema = placa estigmática = placa peritremática
(ausente nas larvas: respiração pelo tegumento)
Família Ixodidae
(carrapatos duros)
• Distribuídos amplamente
• Vários hospedeiros (mamíferos principalmente)
– Ciclo de vida varia conforme a espécie de
carrapato e pode necessitar de 1, 2 e 3
hospedeiros
• Fase parasitária e fase de vida livre (no
ambiente)
• Cópula ocorre encima do hospedeiro
Ixodídeo - Ciclo de Vida com 1 hospedeiro
Larvas se alimentam e mudam para ninfas e ninfas
se alimentam e mudam para adultos encima do
mesmo hospedeiro
- Rhipicephalus (Boophilus)
microplus (carrapato do boi)
- Dermacentor nitens
Larvas eclodem e (=Anocentor nitens) (carrapato
sobem no animal da orelha do cavalo)
Fonte: modificado de Wall & Shearer, 2001
Ixodídeo - Ciclo de Vida com 2 hospedeiros
Fêmeas
engurgitadas caem
no solo
Fêmea faz a
oviposição no solo
Ninfa muda
para adulto e
sobe no animal Larvas eclodem e
sobem no animal
Ex. Rhipicephalus
evertsi – cães,
Ninfas ingurgitadas se soltam do equinos, bovinos
hospedeiro para a muda Fonte: Wall & Shearer, 2001
Ixodídeo - Ciclo de Vida com 3 hospedeiros*
Carrapato Vermelho do Cão
Rhipicephalus sanguineus
Ovo a adulto – 3 a 6 meses
Adulto sobe no animal e depois de engurgitada
a fêmea cai no solo para postura de ovos
Ovos eclodem em 17 a
Ninfa no solo muda em 11 a 30 dias no solo
73 dias para adulto
Larva sobe no animal
Ninfa sobe no animal e depois de
e depois de engurgitada cai
Ex.
engurgitada cai Larva em 5 a 23 dias muda
para ninfa
- Rhipicephalus sanguineus
- Amblyomma sculptum
Larvas e ninfas se soltam do hospedeiro para a - Ixodes scapularis
muda - Dermacentor variabilis
Fonte: Wall & Shearer (2001)
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Carrapato do boi
• Hospedeiros: bovídeos domésticos
e selvagens, raramente humanos
• Localização:
– Base da cauda
– Barbela
– Virilha
– Úbere
• Distribuição: faixa inter-tropical,
nas Américas, África, Oceania
(erradicado nos EUA)
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Carrapato do boi
• Transmissor de
– Babesia bigemina
– Babesia bovis
– Anaplasma marginale
Agentes da “Tristeza
Parasitária”
Carrapato
de espreita
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Carrapato de 1 hospedeiro
NEANDRO = MACHO JOVEM
NEÓGINA = FÊMEA JOVEM
Semi-ingurgitada (fecundação)
Fêmea ingurgitada
Fase parasitária: 22 dias
Fase de vida livre: postura de
ovos: 1-2 meses
Postura de 1500 – 3000 ovos
3º dia após a queda
Eclosão dos ovos após 4ª semana e uma semana
depois as larvas estão aptas a infestar um animal
e podem sobreviver até 6 meses no ambiente
Influência do clima no ciclo do
Rhipicephalus (Boophilus) microplus no
Sul do Brasil
- Através da contagem de partenógenas e teleógenas em vacas
holandesas
- Foi observado 3 gerações de carrapatos por ano
- OUTONO: mês de maior pico de adultos no animal
- Maior índice de postura e eclosão no verão (dez a fev)
proporcionando um pico de larvas e adultos alcançando o
animal no outono
- As teleóginas que caem no outono não têm bom índice de
postura e eclosão (clima frio)
Conhecer a dinâmica populacional é importante para atuar no controle. Ex. qual
período no sul do Brasil é encontrado maior infestação no animal? Janeiro a Junho
(período de atuar com aspersão de carrapaticida no animal)
Christiane M.B.M. da Rocha
Influência da pastagem na viabilidade
do estádio de vida livre do
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
- Tipo de pastagem pode correlacionar com o grau de
infestação dos bovinos mantidos em pastagens de diferentes
espécies
- Espécies com poder letal para as larvas:
- Melinis minutiflora (capim-gordura ou meloso): causou
10% de mortalidade nas larvas
-Brachiaria brizantha (capim-morundu): 80% de larvas
mortas
- Andropogon gayanus (andropogon): não causou efeito
prejudicial às larvas
Christiane M.B.M. da Rocha
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Base do
capítulo
hexagonal
Apêndice caudal
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Quelíceras
MACHO OU FEMEA? Hispostômio
Vista ventral Vista dorsal
- 2 pares de placas adanais
- Apêndice caudal Não possui festões
- 2 – 13 mm de comprimento Peritrema arredondado
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
MACHO OU FEMEA? Hispostômio Quelíceras
Vista ventral Vista dorsal
Não possui festões
Fonte: http://www.discoverlife.org/IM/I_NTC/
Rhipicephalus (Boophilus) microplus
Macho – peças bucais
- Capítulo com base
hexagonal
- Palpos mais curtos que
o hipostômio e saliência
dorsolateral
Vista ventral
Fonte: http://www.discoverlife.org/IM/I_NTC/
Rhipicephalus sanguineus
Carrapato vermelho ou marrom do cão
• Carrapato de 3 hospedeiros: larvas, ninfas e adultos
alimentam-se em cães (às vezes em humanos)
• Principal carrapato encontrado no meio urbano
• Localização no animal
– Todas as fases podem ser encontradas em qualquer
região do corpo e escondidas em dobras e entre os dedos
Rhipicephalus sanguineus
Carrapato vermelho ou marrom do cão
• BIOLOGIA
– 2-3 mil ovos por fêmea
• Em partes altas e próximas ao habitat dos cães: perto do
telhado ou forro dos canis. Raramente fazem a postura
no solo
• As larvas podem viver em jejum por 253 dias
- Causa irritação, anemia
- Transmitem:
• Agentes etiológicos da piroplasmose (Babesia canis
causador da doença do carrapato ou babesiose)
• Ehrlichiose (Bactéria = Ehrlichia canis)
• Hepatozoon canis (protozoário)
Rhipicephalus sanguineus
Carrapato vermelho ou marrom do cão
• Distribuição: cosmopolita
– Multiplicação alta, podem infestar o ambiente
– Espalham-se facilmente: podem escalar muros e paredes*
– Abrigam-se em frestas, forros, muros, paredes*
– Ovipõe nestes locais, dificilmente em solo
– Carrapato nidícola
Rhipicephalus
sanguineus encontrados
no ambiente urbano
Carrapatos nidícolas (ninhos em frestas e buracos)
Rhipicephalus sanguineus
Carrapato vermelho ou marrom do cão
Macho
Fêmea
Fonte: http://www.ksu.edu/
Rhipicephalus sanguineus
Ângulos laterais
salientes
- Base do capítulo hexagonal
- Festões presentes - 3 -11 mm comprimento
- 1 par de placas adanais*
Fonte: Wall & Shearer, 2001 - Peritrema: vírgula
Coxa 1 bífida
Gênero Haemaphysalis
• 3 espécies:
– H. leporispalustris- “carrapato do coelho
silvestre”
– H. cinnaberina
– H. juxtakochi
Haemaphysalis leporispalustris
“carrapato do coelho silvestre”
• Semelhante ao Rhipicephalus
sanguineus mas sem placas
adanais
• Hospedeiros: coelho silvestre
• Trioxeno (carrapato de três
hospedeiros)
•As larvas e ninfas parasitam aves
que nidificam no solo e pequenos
mamíferos. Adultos fixam-se em
coelhos, principalmente nas orelhas
e ao redor dos olhos
Gênero Amblyomma
• O gênero Amblyomma apresenta aproximadamente 106
espécies de carrapatos em todo o mundo
• Carrapato com escudo ornamentado
Amblyomma sculptum Amblyomma ovale Amblyomma aureolatum
Amblyomma sculptum
Carrapato estrela, carrapato do cavalo, carrapato pólvora,
micuim, carrapatinho
• Baixa especificidade parasitária
• Picada pode gerar lesão que demora a cicatrizar
(meses com a lesão)
• Pode transmitir: Babesia (babesiose equina),
Ehrlichia chafeensis, Rickettsia (agente etiológico da
febre maculosa brasileira ao humano)
Amblyomma sculptum
• Carrapato de 3 hospedeiros (equinos e bovinos e outros animais
domésticos e humanos) e uma geração por ano (diapausa comportamental).
– Todas as mudas no ambiente
Adulto sobe no
Larva sobe no animal Ninfa sobe no
animal
animal
Diapausa comportamental – repouso das larvas no ambiente de 9 a 11 semanas
Amblyomma sculptum
- Escudo ornamentado
- Peças bucais mais
longas que a base do
capítulo
- Presença de festões no
macho
- Sem placas adanais
- Comprimento: 3 - 4 mm
(12 mm fêmea teleógina)
Fonte: http://w3.ufsm.br/parasitologia/imagensecto/amblyomma.jpg
Amblyomma sculptum
Macho - Vista ventral FÊMEA
Fonte: http://w3.ufsm.br/parasitologia/imagensecto/amblyomma.jpg
Amblyomma sculptum
Peça bucal
Fêmea Macho
Peças bucais muito mais longas que a base do capítulo
Fonte: http://www.discoverlife.org/IM/I_NTC/
Amblyomma sculptum
- Peritrema triangular (com cantos arredondados)
Fonte: http://www.discoverlife.org/IM/I_NTC/
Gênero Dermacentor
• Uma espécie: Dermacentor nitens (Syn.
Anocentor nitens)
– Carrapato da orelha dos equinos
Dermacentor nitens
(Syn. Anocentor nitens)
Carrapato da orelha dos equinos
• Hospedeiros: equinos
• Localização: pavilhão auricular
– Pode ser encontrado pelo corpo
– Ferimento favorece miíase
Dermacentor nitens
“Carrapato da orelha dos equinos”
- Todo o ciclo ocorre na orelha do equino (1 hospedeiro)
Vetor de Babesia equi e Babesia caballi
Dermacentor nitens
Hispostômio
Quelíceras
http://picasaweb.google.com/106216557894518429332/Sarnas
MACHO DORSAL
MACHO VENTRAL
Dermacentor nitens
- Peritremas ovais – em forma de dial de telefone
- Coxas de tamanho crescente do 1o ao 4o par de pernas
- Festões presentes
- Ausência de placas adanais
- Base do capítulo retangular
Genero Ixodes – várias espécies
• Hospedeiros: aves, mamíferos (incluindo
roedores, lagartos, insetos, quirópteros)
• O palpo é alargado na junção entre os
segmentos 2 e 3
http://www.nhm.ac.uk/nature-online/
Ixodes spp.
• Dobra anterior ao ânus
• Sem festões
Fêmea http://www.nhm.ac.uk/nature-online/
FAMÍLIA ARGASIDAE
• Carrapatos moles – não possuem escudo
dorsal (apenas quitina mamilonada)
• Família composta de 140 espécies em 3
gêneros: Argas, Ornithodoros, Otobius
FAMÍLIA ARGASIDAE
• Habitat: ninhos, frestas, tocas (próximo ao humano e animais),
nos locais mais secos de uma região úmida
• Ciclo biológico
– Utilizam de muitos hospedeiros
– Cópula fora do hospedeiro
– Várias posturas (de centenas de ovos) intercaladas com
repasto sanguíneo
– Larvas alimentam-se durante vários dias
– Dois ou mais estádios de ninfa
– Ninfas e adultos saciam-se em minutos ou horas nos seus
hospedeiros adormecidos. Alimentam-se repetidas vezes
– Fêmeas fazem uma postura após cada refeição de sangue
FAMÍLIA ARGASIDAE
FAMÍLIA ARGASIDAE
• Dimorfismo sexual
pouco acentuado
• Gnatosoma ventral
nos adultos e ninfas
– Capítulo apical e
anterior nas larvas
• Estigma sem placa
peritremática: entre
as coxas III e IV
https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4162/QRxs7kvJwhxP3dZ5PSmJhSK/c99aaefc53159c7bb143603d60a925b74a6d72e8.gif
FAMÍLIA ARGASIDAE
– Capítulo apical e anterior nas larvas
Fonte: http://www2.fmvz.usp.br/institucional/marcelocp/index.html https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4162/QRxs7kvJwhxP3dZ5PSmJhSK/c99aaefc53159c7bb143603d60a925b74a6d72e8.gif
Argas miniatus
• Hospedeiros: aves
• Localização: pele fina e solo
• 4 – 10 mm de comprimento
Argas se alimentando de
sangue em uma ave
Ninfas se escondem por uma
Larvas permanecem na ave 5-
10 dias fazendo
hematofagismo na parte de
semana num esconderijo
Argas miniatus
pele mais fina e antes de
desprender do hospedeiro
muda para ninfa
Ninfas alimentam-se no
segundo hospedeiro Ninfas se desprendem do
hospedeiro e muda num
esconderijo
Ninfa repete o
ciclo por até 7
estádios ninfais
Larvas eclodem e
alimentam-se do Adultos podem se alimentar
primeiro hospedeiro sobre o hospedeiro várias Após 2 a 7 estádios
vezes, retornando ao ninfais, ninfas
esconderijo entre as desprendem do último
refeições hospedeiro e muda para
adultos num esconderijo
Cópula e oviposição
ocorrem fora do
hospedeiro de forma
parcelada
Ornithodoros spp.
• Hospedeiros: mamíferos (humanos)
• Localização: pele e solo
• Habitam: cavernas, buracos de árvores,
estábulos
• 4 - 14mm de comprimento
• Ciclo semelhante ao do Argas sp.
• Picadas dolorosas formam equimoses e
irritam os animais
Ornithodoros spp.
Fêmea – vista dorsal
Fonte: http://www2.fmvz.usp.br/institucional/marcelocp/index.html
Otobius megnini
“carrapato espinhoso da orelha”
• Hospedeiros: mamíferos (bovinos, equídeos e
cervídeos, humanos)
• Localização:
– Parasitos - Larvas e ninfas: orelha, canal auditivo
(permanecem no mesmo hospedeiro até 4 meses)
– Adultos: não são parasitos, não se alimentam,
vivem escondidos
Otobius megnini
“Carrapato espinhoso da orelha”
• A cutícula é coberta por espinhos, tegumento não verrugoso
com espinhos curtos e fortes
• A picada é dolorosa
CARRAPATOS - Diagnóstico
• Sinais clínicos e presença de carrapatos
• Laboratorial: coleta dos carrapatos* para
identificação usando lupa ou microscópio.
– Importante: conhecer particularidades
biológicas de cada carrapato. Ex. Argas
miniatus encontra-se no hospedeiro apenas à
noite
* Cuidado ao coletar, usar EPI como luvas
Qual é a raça bovina preferida do
Boophilus microplus?
Holandesa Nelore
Curraleira
Remoção correta do carrapato
SEMPRE USAR LUVAS AO MANIPULAR
https://media.istockphoto.com/photos/human-hands-in-blue-gloves-remove-the-tick-with-the-hook-of-the-dog-picture-
id950355500?s=612x612
NUNCA ESPREMÊ-LOS
USAR SEMPRE UMA
PINÇA
Medidas de controle estratégico
Controle do ambiente
- Controle mecânico: roçagem do pasto
- Controle químico: não recomendado no ambiente externo (matas,
florestas) (impacto ambiental e sem resultado satisfatório), apenas
para o peridomicílio (muros, paredes)
- Limpeza do ambiente (ex. Rhipicephalus sanguineus - nidícola)
- Rotação de pastagem
Animais
- Controle químico: aplicar quando predominam as fases de larva e
ninfa, pois são mais sucetíveis aos carrapaticidas
* O vilão é o banho mal realizado
- Controle mecânico (remoção manual com luvas sempre):
concentrar a coleta quando predomina o carrapato adulto (outubro
a março)
- Selecionar animais resistentes ao carrapato**
- Cão: aplicação de banho carrapaticida ou pour on
- Animais silvestres?
Ticks saliva kills cancer cells
Bibliografia
• Elinor Fortes. Parasitologia Veterinária 4ª Edição. Editora Ícone.
• Parasitologia Veterinária. Taylor, Coop & Wall. 3ª Edição. Editoran Gen.
• Veterinary Parasitology Manual
• Parasitologia Veterinária Georgis
• Roberts, L.S.; Janovy Jr, J. & Schmidt, G.D. (2009). Foundations of Parasitology. 8th Edition.
McGraw-Hill Science/Engineering/Math, USA.
FOTOS: retiradas da internet
LEITURA COMPLEMENTAR:
Controle de carrapatos nas pastagens. Organização: Veríssimo, C.J. Nova Odessa: Instituto de
Zootecnia, 2013. 99p.
Entomologia Veterinária – Apostila didática. Prof. Sílvia M. M. Ahid. Universidade Federal Rural
do Semi-Árido. Mossoró, 2009.
ASPECTOS RELEVANTES DA BIOLOGIA DO Boophilus microplus (Cannestrini, 1887)
Christiane M.B.M. da Rocha1
Avelino, M. e Neto, P. Estudo da Incidência e Localização de Carrapato (Boophilus microplus) em
bovinos Nelore, Holandês e Curraleiro no Distrito Federal. Circular Técnica. Brasilia. Agosto
2004. Embrapa. http://www.cenargen.embrapa.br/publica/trabalhos/ct034.pdf
Introdução aos artrópodes, Introdução à Ordem Acarina e Carrapatos – Elinor Fortes ou
Parasitologia Veterinaria Georgis
Entomologia & Acarologia na Medicina Veterinária. Nicolau M. Serra-Freire e Rubens Pinto de
Mello. L.F. Livros de Veterinária Ltdz. Rio de Janeiro. 2006