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Controle Moscas

Controle de moscas na avicultura

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ISSN 1516-5523

INSTRUÇÃO TÉCNICA
PARA O AVICULTOR
Área de Comunicação Empresarial Suínos e Aves

CONTROLE INTEGRADO DE MOSCAS EM


7
Nov/1998
AVICULTURA INTENSIVA DE POSTURA:
1. CONTROLE DA CRIAÇÃO DE MOSCAS NO ESTERCO
Doralice Pedroso de Paiva, Méd. Vet., D. Sc., Embrapa Suínos e Aves

Em avicultura de postura, devem ser constantes os cuidados com o controle de moscas. É importante
lembrar que a produção excessiva de moscas pode causar, além de prejuízos para o próprio avicultor pela
transmissão de doenças, baixa produção dos operários pelo contínuo incômodo causado pela presença
dos insetos, diminuição na qualidade dos ovos por sujidades depositadas pelas moscas e, também,
prejuízos e incômodos aos vizinhos, ocasionando reclamações e demandas.
As moscas são insetos que se reproduzem rapidamente fazendo seis a oito posturas de 100 a 120
ovos durante seu curto período de vida (de 25 a 45 dias). Após a postura, os ovos eclodem em menos de
24 horas e as larvas se desenvolvem em 4 a 6 dias. Depois de alimentadas, as larvas buscam a parte mais
seca do esterco ou o solo onde se transformam em pupas. Após 5 a 6 dias, nascem as moscas adultas.
Para nutrição das larvas, no caso da mosca doméstica, é necessário cerca de um grama de esterco.
Pode-se aqui avaliar o potencial de criação de moscas em um plantel de poedeiras, onde centenas delas
são mantidas confinadas.
Nas granjas de postura, além dos ovos e das aves de descarte, o esterco deve ser considerado como
um dos produtos resultantes da atividade pecuária, demandando investimentos e cuidados contínuos.
O manejo de aves de postura implica na permanência do esterco sob as gaiolas, por longos períodos.
O desconhecimento sobre o seu manejo adequado e aplicação de medidas corretas de controle de criação
de moscas, fazem com que ocorram idéias errôneas tanto sobre as causas do problema de excesso de
moscas, quanto sobre as possíveis soluções. A visualização dos montes de esterco embaixo das gaiolas
sugere ao observador uma falta de cuidado do granjeiro. Ao contrário, quando se formam esses montes
de esterco, significa que o mesmo está seco e, nesse caso, não permite a criação de larvas de moscas.
Essas só se criam no esterco úmido ou molhado (com umidade acima de 50%). A secagem desse material
e a preservação da fauna de predadores e parasitos de ovos e larvas, mantém a situação em equilíbrio,
ou seja, com poucas moscas. O controle da criação de moscas pode ser efetuado através de medidas de
controle integrado que inclui as medidas de controle mecânico, tanto do esterco quanto das carcaças e
resíduos de ovos, medidas de controle biológico e medidas de controle químico.

Medidas de controle mecânico


As medidas de controle mecânico têm como objetivo manter o esterco seco impedindo a proliferação
das moscas. Entre elas tem-se:
1. O uso de gradeado de madeira sob as gaiolas que facilita, além da secagem, também a remoção
do esterco (tábuas de 5 cm de largura apoiadas sobre traves colocadas a cerca de 15 cm do solo).
Onde o uso desse recurso não é possível (gaiolas com pés de barras de ferro ou muito próximas do
solo) a vigilância sobre a umidade do esterco deve ser maior.
2. Diariamente deve-se verificar o esterco para identificar pontos de vazamento dos bebedouros,
encanamentos e, ainda, outras possibilidades de causas de umedecimento do esterco. Tomando-se
medidas corretivas imediatas, previne-se as condições que favorecem a criação de moscas.
Considere-se que, se for permitido o nascimento de uma grande quantidade de moscas, após a
tomada de medidas de controle mecânico, a população de adultos só será eliminada com uso de
produtos químicos ou após o tempo de vida desses insetos (de 20 a 45 dias). Essa vigilância deve
ser feita por pessoa que permaneça continuamente nos aviários. A secagem do esterco pode ser
acelerada espalhando-se a parte molhada sobre o esterco seco ou colocando-se cal, o que impede
a instalação de larvas e diminui o custo do controle.
3. Nos galpões em que a camada de esterco fica no mesmo nível do terreno, deve ser feito um dreno
(valo) para que a água que escoa do telhado não molhe esse esterco ou efetuar o rebaixamento de
nível de todo o corredor.
4. A vegetação ao redor dos galpões deve ser mantida baixa, pois facilita a ventilação e com isso a
secagem do esterco. Só deve ser permitida a vegetação de grande porte como barreira mecânica
entre um grupo de galpões e outro.
5. Cuidados maiores devem ser dispensados em determinados período da criação, como o início do
ciclo de postura de um novo lote, em época de muda e, mesmo, em plantéis de determinadas
linhagens de galinhas que produzem esterco mais líquido. Nesse caso o uso serragem acelera a
secagem do esterco e a cal deve ser usada nos locais mais úmidos.

Medidas de controle biológico


O controle biológico é realizado pelos inimigos naturais das moscas, como os besouros (cascudinhos),
lacrainhas e ácaros, entre outros, que se alimentam de ovos e larvas de moscas. Esse controle biológico
pode ser estimulado da seguinte forma:
1. Deixando-se uma parte do esterco, cerca de 5 cm, quando é feita a sua retirada durante o período
de produção (em geral com 46 semanas);
2. Colocando-se uma camada de esterco velho (com cascudinhos e outros insetos predadores) no
início de um novo lote;
3. Com o uso de serragem no início do lote para facilitar a secagem do esterco e criação de predadores.
4. Não aplicando inseticidas sobre o esterco para preservar os insetos predadores.

Medidas de controle químico


No controle químico, o uso de produtos adulticidas (que matam moscas adultas) deve se limitar a
aplicações nos locais onde a presença de moscas é indesejável. Como já foi visto os adulticidas não
devem ser aplicados sobre o esterco por causarem a morte de predadores, desequilibrando ainda mais
esse sistema.
O uso de larvicidas administrados via ração deve ser racionalizado para evitar o desenvolvimento de
resistência. Como os problemas de criação de moscas ocorrem quando o esterco demora a secar, ou
seja, em épocas de chuvas, no início de lote e na fase de muda (forçada ou natural), o produto deve
ser estrategicamente utilizado só nesses períodos e se prolongar até que sejam formados os montes de
esterco, demonstrando a secagem do material que impossibilita a criação de moscas.
A conscientização dos empregados da granja, obtida pela transmissão de conhecimentos na área de
controle de moscas, permite um trabalho eficiente com resultados satisfatórios. A educação do pessoal
da granja deverá ser contínua dada a rotatividade da mão de obra.

PARA INFORMAÇÕES ADICIONAIS:


→ Consulte a Área de Comunicação Empresarial da Embrapa Suínos e Aves
BR 153, km 110, Vila Tamanduá, Caixa Postal 21, CEP 89700-000 – Concórdia, SC
Fone: (49) 442-8555 Fax: (49) 442-8559

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária


Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves
Ministerio da Agricultura e do Abastecimento
Caixa Postal 21, 89700-000, Concórdia, SC
Telefone: (49) 442-8555 Fax: (49) 442-8559
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