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Apostila Biologia

O documento aborda a classificação biológica dos seres vivos, destacando a evolução dos sistemas de classificação desde Aristóteles até as propostas modernas de Woese, que introduziu a classificação em três domínios. A nomenclatura binomial de Lineu é explicada como um método de padronização dos nomes científicos. Além disso, o texto discute as teorias evolucionistas e a distinção entre as abordagens científica e criacionista sobre a origem das espécies.

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Apostila Biologia

O documento aborda a classificação biológica dos seres vivos, destacando a evolução dos sistemas de classificação desde Aristóteles até as propostas modernas de Woese, que introduziu a classificação em três domínios. A nomenclatura binomial de Lineu é explicada como um método de padronização dos nomes científicos. Além disso, o texto discute as teorias evolucionistas e a distinção entre as abordagens científica e criacionista sobre a origem das espécies.

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vivos: os animais, as plantas e os protistas.

Em 1936, o
norte-americano Herbert Faulkner Copeland incluiu
um quarto grupo, o das moneras, no qual estariam os
organismos procariontes, antes incluídos em protistas.
O norte-americano Robert Harding Whittaker
(1920–1980) foi o responsável pela elaboração do
Classificação dos seres vivos sistema de classificação em cinco reinos, ainda
presente em muitos livros didáticos. Nesse sistema os
A classificação biológica é um sistema utilizado
seres vivos estão classificados em Reino Monera,
para organizar os seres vivos por meio de critérios
Protista, Fungi, Animalia e Plantae, como veremos em
preestabelecidos. A taxonomia é a área da biologia
detalhes mais adiante.
responsável por identificar, nomear e classificar os
Com o avanço da biologia molecular e da
seres vivos. A sistemática é uma área que também
sistemática filogenética, novas formas de classificação
auxilia nesse processo, já que estuda as relações
surgiram, dentre elas podemos destacar a proposta, no
evolutivas entre os organismos, sendo cada vez mais
ano de 1977, pelo microbiologista norte-americano
utilizada nesse processo, assim como a biologia
Carl Richard Woese (1928-2012). Por meio de seus
molecular.
estudos filogenéticos, ele concluiu que os seres vivos
Histórico da classificação biológica
poderiam ser agrupados em três grupos, aos quais
Aristóteles chamou de Domínio, uma categoria acima de Reino.
Além disso, Woese propôs uma nova classificação em
A classificação dos seres vivos é um processo reinos, desta vez apresentando seis reinos, que também
antigo, e diversos sistemas de classificação foram serão explicados mais adiante.
elaborados ao longo do tempo. O filósofo grego
Aristóteles (384 322 a.C.), ao qual se remetem os Nomenclatura binomial de Lineu
primeiros registros sobre classificação biológica,
O naturalista sueco Lineu foi, e ainda é, muito
considerava que as espécies não sofriam mudanças,
importante para a sistemática: parte da biologia que
sendo assim unidades fixas, e que poderiam ser
estuda a diversidade biológica. Foi ele quem propôs
organizadas em uma escala com ordem crescente de
classificar os seres vivos em categorias taxonômicas, a
complexidade, posteriormente denominada de scala
partir da aná lise de semelhanças entre grupos de
naturae (escala da vida).
indivíduos. Assim, definiu espécie como a taxa mais
Aristóteles foi o primeiro a agrupar os animais
específica, sendo procedido do gênero, família, ordem,
em invertebrados e vertebrados, além de descrever
classe, filo e reino.
cerca de 500 espécies e classificá-las em diferentes
Cada espécie possui um ou mais nomes
categorias, como mamíferos e aves. Como suas
vulgares, e que podem variar de cultura para cultura; e
observações ocorriam apenas a nível macroscópico, os
a um mesmo grupo de animais, pode ser atribuído um
seres vivos eram classificados em dois grandes grupos:
único nome. Por exemplo: mosquito, carapanã,
animais (seres que se moviam) ou plantas (seres que
pernilongo e muriçoca são nomes que se dão
não se moviam), e essa classificação perdurou por
indivíduos de insetos Subordem Nematocera.
muito tempo até que, com o avanço da tecnologia,
Considerando este fator, Lineu propôs um sistema de
permitiu-se descobrir os seres microscópicos.
nomenclatura biológica, com a finalidade de
Carolus Linnaeus padronizar a forma de nomear espécies, facilitando a
comunicação entre os cientistas e público interessado.
O físico e botânico sueco Carolus Linnaeus Assim, cada espécie possui um nome científico
(1707 1778), considerado o pai da taxonomia moderna, específico, sendo este utilizado universalmente, em
desenvolveu o sistema de nomenclatura binomial, no qualquer lugar do planeta.
qual os organismos são designados de acordo com Este sistema, denominado nomenclatura
gênero e espécie. binomial, ou sistema lineano; sugere que:
Nesse sistema, o nome deve ser escrito em latim, - Todo nome científico deve possuir duas palavras;- A
sendo que o primeiro nome, escrito com letra primeira palavra do nome científico se refere ao gênero
maiúscula, representa o gênero, e o segundo nome, do indivíduo;
escrito com letra minúscula, o epíteto específico. Esse - A segunda palavra do nome científico é o epíteto
sistema de nomenclatura ainda é utilizado na específico: um nome que caracteriza a espécie. Este
atualidade. Além disso, Linnaeus estabeleceu um pode ser alguma característica específica de seus
sistema hierárquico de táxons: Reino, Filo, Classe, indivíduos, ou mesmo uma homenagem, do cientista
Ordem, Família, Gênero e Espécie, os quais que registrou a espécie, a alguém ou a alguma coisa;
detalharemos mais adiante. - A primeira letra da primeira palavra do nome
Em seguida, o avanço da tecnologia permitiu a científico deve estar em maiúsculo. As demais, em
des coberta de novos organismos, e, diante dessas minúsculo, assim como o epíteto específico;
novas descobertas, em 1866, o alemão Ernst Haeckel
(1834 1919) propôs a existência de três grupos de seres
- O nome científico deve ser escrito em itálico. Em classificações recentes incluem algas multicelulares no
casos em que escrever assim, de forma legível, é Reino Plantae).
inviável, deve ser utilizada a escrita a grifo; Animalia: organismos eucariontes, multicelulares e
- Se o mesmo nome for escrito mais de uma vez em heterotróficos. Exemplos: animais invertebrados e
um mesmo documento, a partir da segunda pode-se animais vertebrados.
abreviar o gênero: Helicobacter pylori (...) H. pylori;
- Algumas espécies podem possuir três nomes, como é
o nosso caso: Homo sapiens sapiens. O primeiro nome
se refere ao gênero. O primeiro e o segundo, à espécie;
e todos eles, à subespécie. Nestes casos, valem as
mesmas regras.

Categorias taxonômicas
Como mencionado, Linneu estabeleceu um
sistema hierárquico de táxons, também chamado de
categorias hierárquicas, são elas:
Reino: a maior das categorias, é constituída por um
conjunto de filos;
Filo: constituído por um conjunto de classes;
Classe: constituída por um conjunto de ordens;
Ordem: constituída por um conjunto de famílias;
Família: constituída por um conjunto de gêneros;
Gênero: constituído por um conjunto de espécies;
Espécie: grupo de organismos capazes de reproduzir-
se e originar descendentes férteis.

Classificação em seis reinos


A classificação em seis reinos foi proposta por
Woese e diferencia-se da classificação de Whittaker
pela extinção do Reino Monera e a criação do Reino
Bacteria e do Reino Archea.
Reino Bacteria: organismos procariontes
unicelula res. Exemplos: bactérias e cianobactérias.
Reino Archea: organismos procariontes,
autotróficos ou heterotróficos, e que habitam
ambientes extremos, por exemplo, apresentando altas
temperaturas e concentração de metano ou enxofre.
Classificação em cinco reinos Esses organismos assemelham-se, em termos
A classificação em cinco reinos proposta por evolutivos, mais aos eucariontes do que às bactérias.
Whittaker, embora seja considerada ultrapassada, Reino Protista: organismos eucariontes,
ainda persiste em muitos materiais didáticos de Ensino unicelulares, autotróficos ou heterotróficos. Exemplos:
Fundamental e Médio. Nesse sistema os organismos protozoários e algas.
são classificados em cinco reinos: Reino Fungi: organismos eucariontes,
unicelulares ou pluricelulares, heterotróficos, sendo
Reinos: que sua nutrição ocorre por absorção. Exemplos:
cogumelos e leveduras.
Monera: organismos procariontes unicelulares. Reino Plantae: organismos eucariontes,
Exemplos: bactérias e cianobactérias. Protista: multicelulares e autotróficos (fotossintetizantes).
organismos eucariontes, unicelulares, Exemplos: algas multicelulares e vegetais inferiores e
Fungi: organismos eucariontes, unicelulares ou superiores.
multicelulares, heterotróficos. Exemplos: cogumelos e Reino Animalia: organismos eucariontes,
leveduras. multicelulares e heterotróficos. Exemplos: animais
Plantae: organismos eucariontes, multicelulares e invertebrados e animais vertebrados.
autotróficos (fotossintetizantes). Exemplos: algas Segundo as classificações mais recentes, o Reino
multicelulares e vegetais inferiores e superiores (apesar Monera e o Reino Protista deixam de existir, sendo
de alguns autores classificarem algas como protistas, apenas utilizados como coletivo para organismos
procariontes e eucariontes unicelulares, Usar a taxonomia para identificar, descrever,
respectivamente. nomear e catalogar as espécies; Identificar os
processos determinantes da biodiversidade ou
Classificação em três domínios diversidade biológica;
Investigar as relações de parentesco evolutivo
A classificação em três domínios foi também
entre as espécies atuais e seus antepassados, usando
proposta por Woese e é a mais aceita na atualidade.
conhecimentos de outras áreas da biologia como
Domínio Bacteria: constituído por organismos
genética e biologia molecular.
unicelulares procariontes, tendo como representantes
as bactérias. Atividade de Aprendizagem
Domínio Archea: constituído por organismos
unicelulares procariontes, também conhecidos como Questão 5 - Indique a ordem decrescente de
arqueobactérias, encontrados em ambientes classificação biológica.
considerados extremos, apresentando, por exemplo,
temperaturas muito elevadas e altas concentrações de (A)Reino → Ordem → Classe → Filo → Gênero →
metano ou enxofre. Família → Espécie
Domínio Eukarya: constituído por todos os (B)Reino → Filo → Classe → Ordem → Família →
organismos eucariontes. Gênero → Espécie
(C)Reino → Família → Ordem → Classe → Filo →
Relações Filogenéticas Gênero → Espécie
(D)Reino → Filo → Gênero → Ordem → Família →
O naturalista inglês Charles Darwin (1809- Classe → Espécie
1882), contribuiu com o desenvolvimento da
classificação dos seres vivos através da sua teoria Questão 6 - Uma espécie pode ser definida como:
evolutiva e da noção de ancestral comum que originou
(A) Um ser vivo com diferenciação morfológica.
as espécies atuais. Ele criou “genealogias de seres
(B) Um tipo de animal ou vegetal.
vivos”, diagramas representando as relações de
(C) Um conjunto de organismos semelhantes, que com
parentesco evolutivo entre as espécies, que hoje são
partilham características exclusivas entre si.
chamadas de árvores filogenéticas.
(D) Uma comunidade de seres vivos que habita num
A forma de classificar os organismos se
mesmo lugar.
modificou muito nas últimas décadas devido ao
desenvolvimento de áreas como a genética e a biologia Questão 7 - A classificação biológica, também
molecular. As relações de parentesco são definidas não chamada de taxonomia, é um sistema que agrupa os
somente pelas características externas, mas também seres vivos de acordo com:
por semelhanças genéticas e bioquímicas. (A) O ancestral mais próximo e padrões observados.
Atualmente, alguns cientistas tem utilizado a (B) O maior número de espécies e o ecossistema.
cladística para determinar as relações filogenéticas (C) A forma como se alimentam e o habitat.
entre as espécies. Desse modo, é investigada a história (D) Características comuns e relações de parentesco
evolutiva dos organismos para classificá-los. evolutivo.
Os cladogramas são semelhantes às árvores
filogenéticas, que apresentam as relações de
parentesco. Grupos de espécies que descendem de
ancestral comum único são chamadas monofiléticas e
grupos que possuem diferentes ancestrais na sua
origem são polifiléticos.
Teorias Evolucionistas
Sistemática
O que são teorias evolucionistas?
A Sistemática é uma área da Biologia que estuda
a biodiversidade através de um sistema sintético de Teorias evolucionistas são explicações sobre a
classificação, chamado taxonomia. Ele utiliza forma como a vida (as diferentes espécies de seres
hierarquias para agrupar os organismos formando vivos) evoluiu ao longo de milhões de anos, desde a
grupos e subgrupos. origem da vida.
Dessa forma, por exemplo, dentro do grupo das E assim como a vida, as próprias teorias
plantas há o subgrupo das plantas com frutos e outro evoluíram, conforme vários cientistas foram fazendo
das plantas sem frutos. observações e descobertas, principalmente a partir do
Os objetivos da sistemática são: século XIX (anos 1800).
Conhecer melhor os seres vivos e, para tal, são Porque antes disso a ideia dominante era a de
agrupados em categorias taxonômicas ou táxons. Já que os seres vivos não mudavam e, portanto, não
foram identificadas mais de 1,5 milhão de espécies e evoluíam.
acredi ta-se que ainda haja muitas desconhecidas; Esta ideia predominou durante a maior parte da
nossa história: primeiro, porque não se pesquisava
sobre o assunto, mas depois por um motivo bem mais
simples.

Teoria criacionista
Teoria criacionista e evolucionista não pertencem ao mesmo mundo, porque a chamada teoria criacionista não
tem base científica. Ao contrário, se baseia na fé religiosa para afirmar que os seres vivos seriam produto da criação
divina e, assim, imutáveis.
Seja como for, este pensamento religioso estabeleceu uma forma básica de entendimento da vida, como fruto da
ação divina, que prevaleceu por muitos séculos.
Mas, a partir dos anos 1800, pesquisas científicas começaram a apontar para um novo entendimento, baseado
em evidências. Sobretudo, a partir das observações de dois grandes pensadores da humanidade, começando por Jean-
Baptiste de Lamarck (1744-1829).

Teorias evolucionistas científicas


“A crença de que as espécies eram produtos imutáveis era quase inevitável enquanto se considerou ser de curta
duração a história do mundo [...] A principal causa de nossa relutância a admitir que uma espécie originou espécies
claras e distintas é que sempre somos lentos para admitir grandes mudanças as quais não vemos as etapas”. (Charles
Darwin, A origem das espécies).
O primeiro Darwin a estudar a evolução não foi Charles, mas sim Erasmus, seu avô. Ele achava que as espécies
se adaptavam ao meio, por uma espécie de esforço consciente. A teoria dos caracteres adquiridos. Mas foi seu
contemporâneo Jean-Baptiste Lamarck que ficou mais famoso defendendo uma teoria semelhante, a do “Uso e
Desuso”.
Segundo ele os órgãos se aperfeiçoavam com o uso e se enfraqueciam com a falta de uso. Mudanças que são
preservadas e transmitidas a prole. O exemplo mais típico seria do pescoço da girafa, que cresceria a medida que ela o
estica para alcançar as folhas mais altas das árvores. Confira na figura abaixo.

A teoria de Lamarck era uma espécie de observações e sua abordagem de carência de


Darwinismo ao contrário, com os organismos comprovação científica.
controlando seu próprio desenvolvimento. Suas ideias Comprovação essa que ele se recusou a
eram bastante intuitivas e mais cativantes por se apresentar (e nem conseguiria). Claro, se amarrarmos o
adaptarem mais facilmente ao senso comum. Suas braço de um bebe junto ao seu corpo, e o mantivermos
teorias sofriam de um problema de seleção das assim por 30 anos, os músculos não iram se
desenvolver, e com o tempo vão atrofiar perdendo a
capacidade de se desenvolver. Esse adulto terá os
braços com tamanhos desiguais. Mas ao contrário do
que Lamarck previa, os filhos desse homem não
nascerão com braços peque nos. Assim como as
cicatrizes que adquirimos durante nossa vida não são
transmitidas a nossos filhos.
O homem e seu antropocentrismo: mesmo
quando as evidências de um planeta que era mais velho
do que a bíblia descrevera se acumulavam ainda era
difícil aceitar que a o homem já teria sido “menos que
um homem”.
A teoria de Darwin
Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês, Os princípios básicos das ideias de Darwin e
desenvolveu uma teoria evolutiva que é a base da Wallace podem ser resumidos assim:
moderna teoria sintética: a teoria da seleção natural. Os indivíduos de uma mesma espécie
Em 1831, Darwin iniciou uma viagem de cinco apresentam variações em todos os caracteres, não
anos O número de indivíduos de uma espécie é sendo, por tanto, idênticos entre si.
mantido ao redor do mundo e, durante essa viagem, Todo organismo tem grande capacidade de
desenvolveu a hipótese de que a diversidade de reprodução, produzindo muitos descendentes.
organismos existentes na natureza seria resultado de Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à
um longo processo evolutivo, o qual seria conduzido, idade adulta.
principalmente, por um mecanismo que chamou de
seleção natural. Darwin começou a escrever uma O número de indivíduos de uma espécie é
versão detalhada de sua teoria em 1850 e passou anos mantido mais ou menos constante ao longo das
trabalhando nela. Em 1858, foi surpreendido por uma gerações.
carta de Wallace acompanhada de um manuscrito que Assim, há grande “luta” pela vida entre os
continha ideias muito similares às suas. Neste mesmo descendentes, pois apesar de nascerem muitos
ano, Darwin e Wallace fizeram uma publicação indivíduos poucos atingem a maturidade, o que
conjunta de seus artigos no Journal of the Linnean mantém constante o número de indivíduos na espécie.
Society of London. No ano seguinte Darwin publicou a Na “luta” pela vida, organismos com variações
primeira edição do seu livro A Origem das Espécies, favoráveis às condições do ambiente onde vivem têm
no qual trabalhou a ideia de descendência com maiores chances de sobreviver, quando comparados
modificação por meio de seleção natural. aos organismos com variações menos favoráveis.
Ambos naturalistas chegaram às mesmas ideias Os organismos com essas variações vantajosas
independentemente e influenciados por uma obra do têm maiores chances de deixar descendentes. Como há
economista Thomas Malthus sobre populações transmissão de caracteres de pais para filhos, estes
humanas. Basicamente, Malthus defendia que as apresentam essas variações vantajosas.
populações não crescem indefinidamente por conta de Assim, ao longo das gerações, a atuação da
fatores que impõem limites ao seu crescimento, como seleção natural sobre os indivíduos mantém ou
escassez de recursos, doenças, guerras e outras melhora o grau de adaptação destes ao meio.
catástrofes. Darwin e Wallace entenderam que esse
princípio também era aplicável a outras espécies. O ATIVIDADES
crescimento populacional acentua a competição por
Questão 9 - A teoria da evolução proposta por Darwin,
recursos e quem sobre vive a essa disputa acaba
assim como outras teorias evolucionistas, baseia-se no
ampliando suas chances de reproduzir e deixa mais
fato de que organismos sofrem modificações ao longo
descendentes – eis a seleção natural. Considerando que
do tempo, não sendo, portanto, formas fixas. A mais
os ancestrais são diferentes entre si e suas
importante contribuição individual da Gené Biologia
características são herdáveis, ao longo do tempo a
Para escrever sua teoria, Darwin inspirou-se em um
população irá mudar e a evolução irá ocorrer.
estudo em que se dizia que o aumento da população
Então, segundo Darwin e Wallace, os
poderia levar todos à miséria e fome e aplicou esse
organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores
conhecimento para analisar populações de plantas e
chances de sobrevivência do que os menos adaptados,
animais. O estudo no qual Darwin inspirou-se pode ser
deixando um número maior de descendentes. Os
atribuído a que autor?
organismos mais bem adaptados são, portanto,
selecionados para aquele ambiente. (A)Hooker. (B)Wallace. (C)Malthus.
(D)Lamarck. (E)Cuvier.
Questão 10 - (Fuvest) Uma ideia comum às teorias da contato, haverá cruzamento entre os indivíduos, com
evolução propostas por Darwin e por Lamarck é que a descendentes férteis.
adaptação resulta Por isso, são potencialmente intercruzantes. A
(A)do sucesso reprodutivo diferencial. definição biológica de espécie só é válida para
(B)de uso e desuso de estruturas anatômicas. organismos com reprodução sexuada, já que, já que, no
(C)da interação entre os organismos e seus ambientes. caso dos organismos com reprodução assexuada, as
(D)da manutenção das melhores combinações gênicas. semelhanças entre características morfológicas é que
(E)de mutações gênicas induzidas pelo ambiente. definem os agrupamentos em espécies.
Observando as diferentes populações de
Questão 11 - O meio ambiente cria a necessidade de indivíduos com reprodução sexuada, pode-se notar que
uma determinada estrutura em um organismo. Este se não existe um indivíduo igual ao outro. Exceções a
esforça para responder a essa necessidade. Como essa regra poderiam ser os gêmeos univitelínicos, mas
resposta a esse esforço, nota-se modificação na mesmo eles não são absolutamente idênticos, apesar de
estrutura do organismo. Tal modificação é transmitida o patrimônio genético inicial ser o mesmo. Isso porque
aos descendentes. O texto sintetiza as principais ideias podem ocorrer alterações somáticas devidas às ações
relacionadas ao do meio. A enorme diversidade de fenótipos
(características) em uma população é indicadora da
(A)fixismo. (B)darwinismo. (C)mendelismo. variabilidade genética dessa população, podendo-se
(D)criacionismo. (E)lamarckismo. notar que esta é geral mente muito ampla.
A compreensão da variabilidade genética e
Questão 12 - UFRGS-RS. Os princípios abaixo
fenotípica (das características) dos indivíduos de uma
relacionados referem-se à teoria da evolução das
população é fundamental para o estudo dos fenômenos
espécies:
evolutivos, uma vez que a evolução é, na realidade, a
I. Adaptação ao meio
transformação estatística de populações ao longo do
II. Seleção natural
tempo, ou ainda, alterações na frequência dos genes
III. Mutuação
dessa população. Os fatores que determinam alterações
IV. Lei do uso e desuso
na frequência dos genes são denominados fato res
V. Herança dos caracteres adquiridos.
evolutivos. Cada população apresenta um conjunto
Lamarck, em sua teoria considerou: gênico, que sujeito a fatores evolutivos, pode ser
alterado. O conjunto gênico de uma população é o
(A) I, II e III. (B )II, III e IV. conjunto de todos os genes presentes nessa população.
(C) I, IV e V. (D )II, IV e V. Assim, quanto maior é a variabilidade genética.
(E) II, III e V. Os fatores evolutivos que atuam sobre o
conjunto gênico da população podem ser reunidos duas
Teoria Sintética da Evolução categorias:
*Fatores que tendem a aumentar a variabilidade
A Teoria sintética da evolução ou genética da população: mutação gênica, mutação
Neodarwinismo foi formulada por vários cromossômica, recombinação;
pesquisadores durante anos de estudos, tomando como *Fatores que atuam sobre a variabilidade genética já
essência as noções de Darwin sobre a seleção natural e estabelecida: seleção natural, migração e oscilação
incorporando noções atuais de genética. genética.
A mais importante contribuição individual da A integração desses fatores associada ao
Genética, extraída dos trabalhos de Mendel, substituiu isolamento geográfico pode levar, ao longo do tempo,
o conceito antigo de herança através da mistura de ao desenvolvimento de mecanismos de isolamento
sangue pelo conceito de herança através de partículas: reprodutivo, quando, então, surgem novas espécies.
os genes. A teoria sintética considera, conforme
Darwin já havia feito, a população como unidade ATIVIDADES
evolutiva. A população pode ser definida como
Questão 13 - (UFC-2007) Um problema para a teoria
grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que
da evolução proposta por Charles Darwin no século
ocorrem em uma mesma área geográfica, em um
XIX dizia respeito ao surgimento da variabilidade
mesmo intervalo de tempo.
sobre a qual a seleção poderia atuar. Segundo a Teoria
Para melhor compreender esta definição, é
Sintética da Evolução, proposta no século XX, dois
importante conhecer o conceito biológico de espécie:
fatores que contribuem para o surgimento da
agrupa mento de populações naturais, real ou
variabilidade genética das populações naturais são:
potencialmente intercruzantes e reprodutivamente
isolados de outros grupos de organismos. Quando, (A) mutação e recombinação genética.
nesta definição, se diz potencialmente intercruzantes, (B) deriva genética e mutação.
significa que uma espécie pode ter populações que não (C) seleção natural e especiação.
cruzem naturalmente por estarem geograficamente (D) migração e frequência gênica.
separadas. Entretanto, colocadas artificialmente em (E) adaptação e seleção natural.
determinado medicamento. Elas podem reproduzir-se e
Questão 14 - Quando Darwin propôs sua teoria, o passar sua característica aos seus descendentes. É aí
conhecimento em Genética era precário, o que deixou que surge um problema: bactérias resistentes. Perceba
várias lacunas em seu trabalho. Após alguns anos com que o meio é o nosso corpo e o antibiótico agiu como
conhecimentos mais avançados nessa área da Biologia, um agente externo que selecionou os indivíduos mais
complementou-se a teoria de Darwin com os conheci aptos, no caso as bactérias resistentes.
mentos adquiridos em Genética, sendo possível Outro exemplo muito importante de seleção
explicar os fatores evolutivos. Essa teoria ficou natural diz respeito à anemia falciforme. Essa anemia é
conhecida como: uma doença hereditária que tem por principal
característica a presença de hemácias em formato de
(A) Darwinismo.
foice e que possuem pouca capacidade de transporte de
(B) Fixismo.
oxigênio. Apesar de ser uma doença grave, por que ela
(C) Gradualismo filético.
foi selecionada em algumas partes da África?
(D) Neodarwinismo.
A resposta está no fato de que na África existem
(E) Equilíbrio pontuado.
muitos casos de malária, outra doença grave.
Seleção Natural e Adaptação Entretanto, pessoas com esse tipo de anemia são
imunes à malária e, por isso, a anemia falciforme
Para entender o que é seleção natural segundo a acabou sendo selecionada. Observe que, em condições
teoria evolucionista de Charles Darwin, é preciso normais, a doença não seria selecionada, mas em um
lembrar que a noção de “seleção artificial” já existia no ambiente em que a malária podia causar a morte, a
século XIX. Basta que você pense nos cachorros. anemia era uma característica favorável. Lembre-se de
Ao longo do tempo, nós incentivamos o que a seleção natural age selecionando indivíduos
cruzamento entre raças diferentes de cachorros, porque adaptados a um ambiente.
queríamos obter resultados específicos, como animais É importante destacar que a seleção natural atua
mais fortes, mais ágeis ou mais inteligentes. a todo o momento e em todos os seres vivos, desde
A seleção natural seria um processo similar, mas bactérias até humanos, sendo constante, portanto, a
que ocorreria aleatoriamente, na própria natureza, luta pela sobrevivência.
sendo que as pequenas diferenças entre os seres de
uma mesma espécie fariam com que alguns indivíduos Exemplos de características adaptativas dos seres
fossem mais aptos a sobreviver. vivos
Ou seja, a longo prazo, sobreviveriam apenas os
indivíduos de uma determinada espécie, que Camuflagem
possuíssem aquelas pequenas diferenças que lhes No Reino Animal, todos os animais podem
davam alguma vantagem. servir de presa para outro na luta constante pela
Podia ser uma pelagem um pouco mais grossa, sobrevivência. Diante disso, animais que possuem
um bico um pouco mais comprido ou qualquer outro características que diminuem a predação sobrevivem e
detalhe. passam essa característica aos seus descendentes.
Com o tempo, estes indivíduos mais bem Uma das adaptações que favorecem a
adaptados se tornavam mais numerosos porque tinham sobrevivência e diminuem a predação é a camuflagem.
mais chances de procriar, com seus filhos herdando as Isso acontece quando um organismo se assemelha
mesmas características, até que se tornassem bastante ao meio em que vive, tornando difícil sua
dominantes, dando origem à uma nova espécie. localização. Essa semelhança pode ser pela coloração e
Esta é a forma como a teoria evolucionista até mesmo pela
explica a adaptação das espécies, ou seja, a seleção forma do seu corpo e
natural favorece a sobrevivência dos mais adaptados sua textura.
ao ambiente, até que as suas características se tornem O bicho-pau é
dominantes. um exemplo clássico
de camuflagem. Seu
Vale destacar que não é o mais forte que corpo fino,
sobrevive, e sim o mais apto. Isso quer dizer que lembrando um
apenas aqueles que possuem características favoráveis graveto, e sua
para sobreviver em um determinado ambiente coloração
conseguem reproduzir-se e passar suas características amarronzada fazem
aos seus descendentes. com que esse animal
Um exemplo típico da seleção natural e visto nos seja confundido
dias de hoje é o caso das bactérias resistentes a certos facilmente com
tipos de antibióticos. Ao contrair uma doença galhos de plantas. A
bacteriana, logo somos instruídos a tomar antibióticos. dificuldade em
Como as bactérias sofrem mutações constantemente, localizar esse animal
algumas vezes surgem indivíduos capazes de resistir a em meio aos galhos complica sua predação e garante
um maior tempo de vida.
acontece, estamos falando de um mimetismo
Outro exemplo de camuflagem diz respeito aos batesiano, um tipo de mimetismo que foi proposto no
animais que vivem em ambientes com neve, tais como século XIX pelo naturalista Henry Walter Bates. No
as raposas, alguns coelhos e os ursos-polares. A mimetismo batesiano, o predador é enganado, pois
pelagem branca de algumas espécies desses animais acredita estar diante de uma presa indesejável.
faz com que eles se tornem quase invisíveis diante de Algumas vezes, o mimetismo também ocorre em
todo o gelo. espécies em que ambas possuem defesas. Esse é o caso
Observe a seguir exemplos de alguns animais das várias espécies de corais-verdadeiras, que
que se escondem facilmente no ambiente em que apresentam padrões de coloração bem semelhantes e
vivem: todas são peçonhentas. Quando o ser vivo imita um
padrão de outro organismo que também é perigoso,
dizemos que o mimetismo é mülleriano. Esse tipo de
mimetismo foi proposto pelo naturalista Fritz Müller,
em 1864, e geralmente ocorre em espécies próximas e
que sofreram com as mesmas pressões seletivas do
meio.
Vale destacar que a dificuldade em descobrir se
um ser vivo é ou não é palatável complica a
diferenciação entre mimetismo batesiano e mülleriano.
Apesar de ter sido considerado por muitos anos como
mimetismo batesiano, o caso da borboleta-monarca e
da vice-rei, por exemplo, está sendo discutido.
Pesquisas recentes revelaram que a borboleta vice rei
imita a borboleta-monarca, porém ela também possui
Mimetismo sabor desagradável, o que as torna exemplos de
Os diferentes padrões de coloração animal, sem mimetismo mülleriano.
dúvida nenhuma, impressionam todas as pessoas.
Além de garantirem beleza às espécies, eles estão
relaciona dos também com aspectos como a defesa. O
mime t ismo, por exemplo, é quando um animal imita
o padrão de coloração ou o comportamento de outro
organismo como uma forma de proteção.

Muitas pessoas confundem mimetismo com


camuflagem, entretanto, nessa última forma de defesa,
A falsa-coral oferece pouco perigo, mas
o animal não apresenta semelhanças com outro ser
normalmente é confundida com as corais-verdadeiras,
vivo. Na camuflagem, o animal assemelha-se muito
que são peçonhentas.
com o ambiente em que vive, dificultando a sua
Um dos exemplos mais clássicos de mimetismo
localização pelos predadores. O bicho-folha, por
ocorre entre a coral-verdadeira e a falsa-coral. A colo
exemplo, é um animal que apresenta essa forma de
ração das duas espécies é bastante semelhante, entre
defesa. Sua cor e forma fazem com que os predadores
tanto, apenas a coral-verdadeira é peçonhenta. Observe
o confundam com os vegetais.
que, nesse caso, a falsa-coral “imita” a outra espécie
afim de causar medo em seus predadores. Essa
ATIVIDADES
característica, oriunda do processo de seleção natural,
trouxe grandes benefícios à espécie que teve seu Questão 18 - Charles Darwin estruturou sua teoria da
padrão passado de geração a geração. evolução baseado na ideia de que, na competição pela
No exemplo citado, percebe-se que uma espécie vida, sobreviveriam os mais aptos. Esse processo
inofensiva apresenta características de uma espécie que denomina-se:
é relativamente perigosa. Sendo assim, um ser vivo
que possui uma espécie de defesa natural foi copiado (A) lei do uso e desuso.
por outro que não possui tal defesa. Quando isso (B) seleção natural.
(C) miscigenação racial. Os fósseis de partes duras são encontrados com maior
(D )migração diferencial. frequência. Disponível em: BiologiaNet. Colocar foto
(E )mutação.
Os fósseis são restos ou vestígios de vida que
Questão 19 - Sabemos que a seleção natural é um ficaram preservados em rochas ou outros materiais
importante mecanismo da evolução. De acordo com naturais, como gelo e âmbar, e possuem idade superior
essa teoria, podemos afirmar que: a onze mil anos. O termo fóssil vem do latim fossilis e
significa extraído da terra, em razão de serem
(A) os organismos mais fortes de um ambiente
encontrados principalmente em rochas sedimentares.
sobrevivem.
Curiosidade: A Paleontologia, ciência que
(B) os organismos vivem em uma luta constante pela
estuda os fósseis, é subdividida em áreas de acordo
sobrevivência, assim, somente o melhor predador
com os registros fósseis analisados. A Paleozoologia,
sobrevive.
por exemplo, estuda os fósseis de animais; a
(C) os organismos mais aptos sobrevivem e
Paleobotânica estuda os fósseis de plantas; e a
reproduzem-se.
Micropaleontologia estuda os microfósseis.
(D) os organismos mais aptos morrem, e os mais fortes
Apesar do que muitos pensam, os fósseis não
sobrevivem.
são apenas ossos de animais. Qualquer resto ou até
(E) os organismos que apresentam melhores técnicas
mesmo marcas de uma atividade de ser vivo são
de luta sobrevivem.
considerados como um fóssil. Denominamos de restos
quando partes de um ser vivo são preservadas e de
Questão 21 - (IFTM) A tecnologia do DNA
vestígios as evidências da existência de um organismo,
recombinante tem usado bactérias para fabricar
como moldes, pegadas e até mesmo fezes (coprólitos).
substâncias úteis ao homem, como a insulina e alguns
Os fósseis dos vestígios são frequentemente
tipos de antibióticos. As indústrias farmacêuticas lutam
denominados de icnofósseis. Os fósseis são
para criar antibióticos cada vez mais potentes e
extremamente difíceis de serem formados e, por isso,
eficazes contra diversos tipos de infecções. No entanto,
não são fáceis de serem encontrados. Para que um
o emprego de antibióticos de maneira indiscriminada,
fóssil forme-se, uma série de eventos físicos, químicos
não controlada, tem sido a causa da incidência cada
e biológicos deve ocorrer. Inicialmente é importante
vez maior de patologias infecciosas resistentes ao uso
que o cadáver ou resto seja isolado do meio para que
dos antibióticos. Tal fato se deve:
não haja a ação de agentes decompositores e erosivos.
(A) À ação dos antibióticos sobre o organismo Após esse momento, é necessário que ocorra o
infectado, reduzindo sua resistência natural. soterramento rápido, no caso daqueles preservados em
(B) A adição de antibiótico induziu o aparecimento de rochas sedimentares.
bactérias mais fortes. Normalmente os fósseis são partes duras, como
(C) O antibiótico provoca o aumento da parede celular ossos e dentes, sendo raros os exemplos de
bacteriana, tornando-a resistente. preservação de partes moles. Como exemplo desse
(D) Há uma tendência das bactérias de se habituarem último caso, podemos citar insetos presos em âmbar
aos antibióticos. (resina) e mamutes congelados. Em razão da
(E) Ocorreu seleção de linhagens de bactérias dificuldade de preservação, os fósseis inteiros são
resistentes aos antibióticos. muito raros. Em grande parte dos casos, encontram-se
apenas partes de organismos, como ossos, dentes,
Evidências da evolução biológica carapaças, folhas e espículas. Os fósseis exercem um
importante papel para a ciência, sendo o material de
Fósseis estudo da Paleontologia. Além de serem o principal
Os fósseis são estruturas importantes para a com indício da evolução biológica, com os fósseis podemos
preensão da história do planeta, bem como da evolução compreender como era o planeta há milhares de anos,
Biologia o que possibilita reconstruções ambientais e o
reconhecimento de espécies 93 dos seres vivos
atualmente extintas.
Órgãos análogos e homólogos
Algumas semelhanças entre os organismos são usa das
como evidências do processo evolutivo, como é o caso
dos órgãos análogos e homólogos.
organismos, uma vez que é sugerido que esses seres
apresentam um ancestral comum. Quando as estruturas
acabam assumindo diferentes funções em resposta ao
modo de vida de cada ser vivo, dizemos que houve
uma divergência evolutiva.
Existem ainda órgãos que desempenham a
mesma função, mas não possuem a mesma origem
embrionária. Esses órgãos são chamados de análogos.
Como exemplo, podemos citar as asas do morcego em
comparação às asas de insetos. Apesar de ambas
Apesar de ambas servirem para o voo, as asas de ajudarem no voo, as asas citadas apresentam origens
morcegos e borboletas não apresentam a mesma embrionárias distintas.
origem embrionária. Disponível em: BiologiaNet. Os órgãos análogos, diferentemente dos
homólogos, não são utilizados em estudos que
Ao observar o corpo de diversos animais de estabelecem as relações filogenéticas entre os
espécies diferentes, percebeu-se que algumas organismos, uma vez que eles não revelam a
características anatômicas e fisiológicas são comuns descendência desses seres vivos. Eles são resultados de
entre eles. Essas características são consideradas uma pressão evolutiva similar, que acabou
evidências da evolução, uma vez que, segundo essa selecionando essas características. Quando isso
teoria, os seres vivos apresentam ancestrais em acontece, dizemos que ocorreu uma convergência
comum. evolutiva.
Durante o processo de evolução, diversas
características foram selecionadas e mantidas porque Resumindo: Órgãos análogos: Mesma função e
elas favoreciam a sobrevivência de um ser em diferente origem embrionária. Órgãos homólogos:
determinado ambiente. A semelhança entre diversas Mesma função ou não e mesma origem embrionária.
estruturas anatômicas, por exemplo, evidencia que
essas características foram selecionadas e, Evidências celulares e moleculares
consequentemente, passadas às futuras gerações. A análise das células e a bioquímica dos
Ao observar o desenvolvimento embrionário de organismos têm revelado que existe muita semelhança
diversos grupos de animais, percebemos que existem entre todos os seres vivos. Esse fato sugere que, em
poucas diferenças no início do crescimento. Essa algum ponto da história evolutiva, tivemos um
também é uma evidência de que, em algum ponto, ancestral comum.
todos possuíam um ancestral comum. Quando analisamos as células, é possível
perceber que as espécies são bastante semelhantes
entre si. A semelhança também é grande entre o código
genético, uma vez que o DNA e o RNA possuem
apenas quatro bases diferentes. Essas bases são as
responsáveis pelas características de todos os seres
vivos existentes no planeta.
Percebe-se, portanto, que a teoria da evolução é
sus tentada por diversos pilares e cada dia é mais
evidente que os seres vivos sofrem mudanças através
do tempo.

Quando organismos de espécies diferentes


apresentam órgãos que possuem a mesma origem
embrionária e desempenham a mesma função ou não,
dizemos que os órgãos são homólogos.
Um exemplo de órgão homólogo é a nadadeira
dos golfinhos e as asas dos morcegos. Apesar de
possuírem origem embrionária semelhante e esqueletos
com o mesmo plano estrutural, as duas estruturas
apresentam funções bastante distintas. Enquanto a
nadadeira ajuda na natação, as asas auxiliam no voo.
Os órgãos homólogos são bastante usados para
estabelecer uma relação de parentesco entre os

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