0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações16 páginas

Universidade Católica de Moçambique-Ucm Instituto de Educação À Distância Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia

interessados

Enviado por

lmudjaio
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações16 páginas

Universidade Católica de Moçambique-Ucm Instituto de Educação À Distância Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia

interessados

Enviado por

lmudjaio
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE-UCM

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE BIOLOGIA

Composição química da célula

Marta Armando João Matenguende: 03349

BEIRA, OUTUBRO DE 2021

1
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE-UCM

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE BIOLOGIA

Composição química da célula

Trabalho de Campo a ser submetido na


Coordenação do Curso de Licenciatura em Ensino
de Biologia da UCM

Tutor:[Link] Jossamo

Marta Armando João Matenguende: 03349

BEIRA, OUTUBRO DE 2021

ÍNDICE

2
Conteúdos Páginas

1. INTRODUÇÃO.............................................................................................4

1.1 Objectivos ................................................................................................4

1.2 Metodologia usada no trabalho..............................................................4

2. Composição química da célula.................................................................6

2.1 A água.......................................................................................................6

2.2 Moléculas..................................................................................................9

2.3 Micromoléculas.......................................................................................10

2.4 Macromoléculas......................................................................................10

2.5 Glícidos.....................................................................................................11

2.6 Lipidos......................................................................................................13

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................14

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................15

1. INTRODUÇÃO

3
O presente trabalho irá dissertar a cerca da composição química da célula. Todos os seres
vivos possuem moléculas e elementos que são essenciais para a sua composição e para o seu
metabolismo. É uma grande variedade de substâncias orgânicas e inorgânicas que fazem parte
dessa composição. Aqui conheceremos um pouco dessas substâncias.

A água é a mais abundante de todas as substâncias da célula, representando cerca de 80%


da sua massa; funciona como solvente para grande parte das outras substâncias presentes nas
células; transporta substâncias dentro ou fora das células; é o meio onde ocorrem as reações
químicas celulares; ajuda na regulação térmica de animais e plantas. Os sais minerais têm funções
específicas no organismo e são obtidos pela alimentação.

1.1 Objectivos

Objectivo geral:

 Compreender a composição química da célula;

Objectivos específicos:

 Descrever os componentes que constituem a estrutura química da célula;

 Identificar as funções da água, moléculas, macromoléculas,


micromoléculas, glícidos e lipídios dentro da célula;

 Mencionar características da água, moléculas, macromoléculas,


micromoléculas, glícidos e lipídios dentro da célula;

1.2 Metodologia usada no trabalho

Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação


desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa.

METODOLOGIA Tratou-se de uma pesquisa bibliográfica, exploratória. Permitindo


investigar na literatura os vários tipos de pesquisa cientifica e seu conjunto de procedimentos
para embasar o raciocínio logico. O trabalho consiste em uma pesquisa bibliográfica, que de
acordo com Praia; Cachapuz e Pérez (2002), fundamenta-se com base em material que já
fora construído, o que incluí artigos científicos publicados em periódicos acadêmicos. Para o

4
levantamento das informações foi realizado uma busca por artigos que abrangessem o
assunto colocado em questão. Pode-se perceber que tal pesquisa é bastante utilizada atualmente
e dessa forma, na elaboração deste estudo, os conhecimentos obtidos foram estruturados para
que ocorra uma construção reflexiva a respeito do assunto estudado (GIL, 2008; WILL, 2012).

Na elaboração do trabalho, foi utilizada a Pesquisa exploratóriatória.

Esse tipo de pesquisa visa explorar om fenômeno ainda pouco explorado. Normalmente
esse tipo de pesquisa busca elencar hipóteses sobre o tema ou fenômeno estudado para que outras
pesquisas as testem e validem.

De acordo com Gil (2017), as pesquisas exploratórias tendem a ser mais flexíveis em seu
planejamento, pois pretendem observar e compreender os mais variados aspectos relativos ao
fenômeno estudado pelo pesquisador.

Ainda segundo Gil (2017), as pesquisas exploratórias mais comuns são os levantamentos
bibliográficos, porém, em algum momento, a maioria das pesquisas científicas passam por uma
etapa exploratória, visto que o pesquisador busca familiarizar-se com o fenômeno que pretende
estudar.

Tambem foi utilizada a "PESQUISA BIBLIOGRÁFICA" - A atividade básica na


pesquisa bibliográfica é a investigação em material teórico sobre o assunto de interesse. ... É
utilizada como ponto de partida para todos os tipos de pesquisa, facilitando a investigação através
do estudo do conhecimento armazenado tradicionalmente em livros e documentos.

2. Composição química da célula

5
A estrutura da célula resulta da
combinação de moléculas organizadas em uma ordem muito precisa. Os componentes químicos
da célula são classificados em inorgânicos (água e minerais) e orgânicos (ácidos nucléicos,
carboidratos, lípides e proteínas). Deste total, 75 à 85% corresponde a água, 2 a 3% sais
inorgânicos e o restante são compostos orgânicos, que representam as moléculas da vida.

2.1 A água

A água é um dos compostos mais importantes, bem como o mais abundante, sendo vital
para os organismos vivos. Fora da célula os nutrientes estão dissolvidos em água, que facilita a
passagem através da membrana celular e , dentro da célula, é o meio onde ocorre a maioria das
reacções químicas. Água tem propriedades estruturais e químicas que a tornam adequada para o
seu papel nas células vivas como:

 A água é um a molécula polar, pois tem distribuição desigual das cargas,


capaz de formar quatro pontes de hidrogênio com as moléculas de água vizinhas e por
isso necessita de uma grande quantidade decalor para a separação das moléculas (100o
C);

 É um excelente meio de dissolução ou solvente;

6
 A polaridade facilita a separação e a recombinação dos íons de hidrogênio
(H+) e íons hidróxido (OH-), é o reagente essencial nos processos digestivos , onde as
moléculas maiores são degradadas em menores e faz parte de várias reações de síntese
nos organismos vivos;

 As pontes de hidrogênio relativamente fortes a tornam um excelente


tampão de temperatura.

No seu todo a molécula de água é electricamente neutra pois tem igual número de protões
e electrões. No entanto, os electrões partilhados nas ligações covalentes ficam bem mais
próximos do oxigénio que do hidrogénio, causando um excesso de carga negativa em volta do O
e uma carência de carga negativa em volta dos H, tornando a molécula polar. A polaridade da
água permite a formação de ligações, seja entre moléculas de água seja com outro tipo de
molécula, através de pontes hidrogénio.

Este tipo de ligação é devida a forças electrostáticas entre os H+, ligado covalentemente a
um átomo de oxigénio ou azoto, e outro átomo de oxigénio ou azoto. Deste modo, as moléculas
de água podem ligar-se a 4 outras moléculas por pontes hidrogénio, situação responsável pelo
facto de a água ser líquida à temperatura ambiente, enquanto moléculas como o amoníaco se
evaporam rapidamente.

A polaridade justifica também a maior parte das propriedades da água:

 Capacidade de dissolução;

 Elevado ponto de ebulição e fusão;

 Elevado calor de vaporização: quantidade de calor necessária para passar


uma grama de líquido a vapor, que neste caso é elevado precisamente devido à grande
estabilidade causada pelas ligações por ponte hidrogénio;

 Elevado calor específico: quantidade de calor necessária para que a


temperatura de um líquido suba 1ºc, no caso da água é elevado o que faz com que as
variações de temperatura da água sejam lentas;

7
 Elevada força de coesão e adesão com viscosidade baixa: a coesão (força
de ligação entre moléculas iguais) e a adesão (forças de ligação entre moléculas
diferentes) são fundamentais para a elevação da água no tronco de uma árvore ou para a
capilaridade mas como a viscosidade ainda assim é baixa, a difusão de solutos em
soluções aquosas é muito fácil;

 Elevada tensão superficial: a coesão entre moléculas de água devido à


polaridade e às pontes h permite que um insecto como o alfaiate literalmente ande sobre
água;

 Aumento de volume durante a congelação: devido ao rearranjo espacial


das moléculas de água, o gelo flutua, permitindo que apenas uma fina camada de água
congele nos mares, rios e lagos, mantendo-se as águas abaixo no estado líquido e a
temperaturas aceitáveis para a vida;

 Absorção de radiações: a água é praticamente transparente às radiações


visíveis, embora haja uma ligeira absorção na zona do vermelho (daí as grandes massas de
água serem azuis ou esverdeadas) mas absorve fortemente na zona do infravermelho
(calor).

A água é considerada o solvente universal, pois é capaz de dissolver mais


substâncias que qualquer outro líquido, sejam elas polares (hidrofílicas), que formam
pontes H ou iões que fiquem aprisionados em água. As moléculas apolares (hidrofóbicas)
geralmente não se dissolvem em água, embora algumas possam permanecer nos espaços
entre elas. Pode-se citar como alguns exemplos clássicos das capacidades de dissolução
da água:

 Dissolução da sacarose (molécula apolar): os cristais de sacarose


difundem-se pela água uniformemente ligando-se à água através de pontes hidrogénio
formadas pelas moléculas da água;

8
 Dissolução do NaCl (composto iónico): o vulgar sal de cozinha é formado
pelos iões Na+ e Cl- logo existem forças de atracção entre as moléculas polares da água e
estes iões: o catião sódio atrai o pólo negativo da molécula de água e o anião cloro atrai os
pólos positivos. Os iões libertam-se da superfície do cristal e permanecem em meio
líquido, isolados e totalmente envolvidos por moléculas de água (hidratados). Ficam,
portanto, uniformemente distribuídos pela solução através de uma fenómeno conhecido
por dissociação;

 Dissolução do HCl (composto covalente polar): dada a polaridade de


ambas as moléculas, há atracção entre os respectivos pólos opostos. Esta atracção é tão
forte que quebra as ligações covalentes entre o hidrogénio e o cloro, permanecendo, no
entanto, o electrão com o núcleo de cloro. Assim, obtêm-se aniões cloro totalmente
envolvidos por moléculas de água (hidratados) e catiões hidrogénio, que são atraídos para
o pólo negativo da água e originam o catião hidrónio H3O+. Este processo designa-se
ionização.

2.2 Moléculas:

Da ligação química entre átomos resultam moléculas, algumas formadas por um conjunto
de átomos iguais e outras com átomos diferentes, ou seja, substâncias simples e compostas,
respectivamente. Certos conjuntos de átomos surgem nas moléculas de vários compostos,
conferindo a esses compostos propriedades semelhantes e designando-se por radicais ou grupos
característicos. Os principais radicais que podem ser encontrados nas moléculas orgânicas são:

 Grupo Hidroxilo: representado por -OH, este radical é característico dos


álcoois pois são esses os compostos obtidos pela substituição de um ou mais átomos de
hidrogénio pelo radical-OH ligado covalentemente. O radical-OH pode localizar-se em
qualquer local da cadeia num esqueleto hidrocarbonado. À temperatura ambiente são
sempre líquidos ou sólidos, como por exemplo, o álcool etílico ou o glicerol;

9
 Grupo Carboxilo: representado por -COOH, este radical confere
características ácidas e apenas se pode localizar na extremidade de uma cadeia
hidrocarbonada. São exemplos destes ácidos, o ácido acético ou o láctico;

 Grupo Amino: característico das aminas, deriva do amoníaco (NH3) por


substituição de um dos hidrogénios por radicais orgânicos, levando a que o átomo de
azoto fique ligado directamente a um átomo de carbono. Nos aminoácidos surge em
simultâneo com o grupo carboxilo, ligados a um átomo central de carbono que também se
liga a um hidrogénio e a um radical orgânico. São exemplos de aminas a metilamina e
todos os aminoácidos;

 Grupo Aldeído: representado por -CHO e também conhecido por grupo


carbonilo, é característico dos aldeídos, como por exemplo o formaldeído ou o
acetaldeído;

 Grupo Cetona: representado por -CO e característico das cetonas, difere


dos M aldeídos por apresentar o grupo carbonilo C=O ligado a dois radicais orgânicos R-
CO-R, como acontece, por exemplo, na dimetilcetona.

2.3 Micromoléculas:

São moléculas de peso molecular entre 100 à 1000 e contém até trinta ou mais átomos de
carbono. Normalmente são encontradas livres em solução, onde algumas delas formam um
conjunto de intermediárias a partir das quais as macromoléculas são formadas. As quatro
micromoléculas principais são: os açúcares simples, os ácidos graxos, os aminoácidos e os
nucleotídeos.

2.4 Macromoléculas:

Apresentam peso molecular entre 10.000 à 1 milhão, são construídas a partir de


subunidades de baixo peso molecular (micromoléculas), que são repetidamente adicionadas para
formar um longo polímero em cadeia. Como por exemplo, os aminoácidos ligados a outros
aminoácidos para formar as proteínas. A sua formação é mantida por ligações covalentes, as

10
quais são fortes o suficiente para preservar a sequência de subunidades por longos períodos de
tempo. Para

realizar a sua função, as macromoléculas dependem de ligação não-covalente, muito mais


fraca, que se formam entre as partes distintas da mesma e entre diferentes macromoléculas.
Exercendo um importante papel na determinação da estrutura tridimensional de cadeias
macromoleculares e a interação com outras.

As macromoléculas são: os ácidos nucléicos e as proteínas.

2.5 Glícidos: Os glícidos (hidratos de carbono), formam um dos maiores grupos de


substâncias naturais. São centro de processos metabólicos através dos quais os seres vivos
acumulam energia luminosa (fotossíntese) ou da que é libertada durante a oxidação dos alimentos
(respiração). São a mais importante fonte de energia para animais e plantas, podendo também ter
função de reserva e estrutural. Alguns podem ser vitaminas como é o caso da vitamina C. Os
glícidos foram inicialmente classificados como hidratos de carbono devido ao facto de serem
biomoléculas compostas por carbono, hidrogénio e oxigénio e por se considerar que tinham
origem na hidratação do carbono: Cn(H2O)m. No entanto, os glicídeos não se formam por
hidratação do carbono e a fórmula genérica anterior não inclui todas possibilidades para esta
biomolécula: a desoxirribose C5H10O4 é um glícido não pode ser a ela reduzida e o ácido
acético C2(H2O)2pode ainda que não o seja. Portanto, a definição mais correcta de glícido refere
que são aldeídos ou cetonas polihidroxilados. As propriedades comuns das moléculas devem-se
precisamente à existência de um ou vários radicais -OH e de, pelo menos, um grupo aldeído ou
cetona. Os glícidos são classificados em função da complexidade das suas moléculas,
distinguindo-se 3 grandes grupos:

1. Monossacáridos: são os glícidos mais simples, com uma molécula formada por um
único monómero. São as unidades básicas da construção dos glícidos complexos. O número de
átomos de carbono:

a) Diose: dois carbonos, apenas existe um exemplo o aldeído glicólico; bono


da molécula serve de base à classificação dos monossacáridos;

b) Triose: três carbonos, como por exemplo gliceraldeído, hidroxicetona;

11
c) Tetrose: quatro carbonos, como por exemplo eritrose, ribulose;

d) Pentose: cinco carbonos, como por exemplo ribose, desoxirribose;

e) Hexose: seis carbonos, são as formas energéticas dos glícidos, como por
exemplo glicose, frutose, galactose;

f) Heptose: sete carbonos, como por exemplo heptulose.

2. Oligossacáridos: estes glícidos resultam da ligação de um número reduzido de


monómeros (2 à 10) e são vulgarmente conhecidos por açúcares por serem doces e solúveis em
água. De acordo com o número de monossacarídeos que contêm, designam-se por dissacáridos (2
como por exemplo, lactose, maltose ou sacarose, os mais importantes e todos isómeros de
fórmula química: C12H22O11. glicose por uma ligação Glicosídica.

Os monossacáridos que formam um oligossacárido unem-se entre si através de ligações


glicosídicas, donde resulta a formação de uma molécula de água. Os dissacáridos mais
importantes são:

 Sacarose: extraída da cana-de-açúcar ou da beterraba, resulta da união


através de uma ligação glicosídica de glicose e frutose. A sacarose não é redutora pois não
apresenta nenhum átomo C ligado a um -OH livre, não sendo detectada pelo Teste de
Fehling.

 Maltose: formada pela união de duas glicoses através da ligação


glicosídica, pode ser detectada pelo Teste de Fehling pois é redutora.

 Lactose: formada pela união de uma glicose e uma galactose, também é


redutora. Compõe cerca de 5% do leite dos mamíferos,sendo um dos açúcares menos doce
e menos solúvel. Tem grande importância para o desenvolvimento dos juvenis devido ao
poder anti-raquítico e à necessidade de galactose para a adequada formação das
cartilagens e do tecido nervoso.

3. Polissacáridos: os glícidos resultantes da união, através de ligações glicosídicas, de


número elevado de monossacáridos (pelo menos várias centenas) designam-se polissacáridos e

12
têm solubilidade reduzida na água, não sendo doces. Os polissacáridos podem ser agrupados em
dois conjuntos, ainda que ambos possam ter uma estrutura simples ou ramificada:

 Homopolissacáridos: formados por apenas um tipo de monossacárido,


como o amido ou a celulose, que são polímeros de glicose;

 Heteropolissacáridos: formados por mais que um tipo de monossacárido,


como as hemiceluloses ou as gomas.

2.6 Lipidos: A designação lípido utiliza-se para designar um conjunto bastante


heterogéneo de compostos, extremamente diferentes entre si em termos de estrutura química e
função biológica, que pouco mais têm comum que uma reduzida solubilidade em água e uma
solubilidade em solventes orgânicos: éter, clorofórmio, benzeno, acetona, álcool, etc. O termo
lípido também implica, muitas vezes, o facto de poder ser utilizado pelos animais como fonte de
energia. A reduzida solubilidade dos lípidos em água resulta de as suas moléculas serem
essencialmente hidrocarbonadas (altamente hidrofóbicas). Tal como os glícidos, também os
lípidos são formados apenas por carbono, oxigénio e hidrogénio. Existem várias categorias de
lípidos, de acordo com a função que desempenham:

1. Glicerídeos: conhecidos por glicéridos, estes lípidos são ésteres do álcool glicerol e de
ácidos gordos. Esta reacção de síntese de glicéridos designa-se esterificação, devido à formação
de ligações éster entre os radicais -OH e -COOH. Os ácidos gordos que compõem um glicérido
podem ser todos iguais mas geralmente são diferentes e é precisamente a sua natureza que
determina as propriedades do lípido, sendo o factor mais importante o grau de saturaçãodas
moléculas. Os ácidos gordos são lineares, apesar da disposição em zig-zag da parte
hidrocarbonada, mas quando surgem ligações duplas a molécula fica imediatamente
encaracolada. Entretanto, cadeias de ácidos gordos saturados ficam mais ordenadas e rígidas,
originando gorduras, glicéridos sólidos à temperatura ambiente. Os ácidos gordos insaturados têm
uma estrutura mais espaçada, originando óleos, glicéridos líquidos à temperatura ambiente. Os
glicéridos são lípidos de reserva em plantas e animais, nestes últimos acumulando-se em células
especiais (adipócitos) ou em depósitos subcutâneos que funcionam como protecção contra o frio
e os golpes mecânicos.

13
2. Ceras: também se trata de ésteres de álcool e ácidos gordos mas neste caso com álcoois
de cadeia longa, como por exemplo, o álcool cetílico. As ceras são compostos reactivos e
impermeáveis, pelo que não funcionam como reserva mas antes como protecções, especialmente
em plantas, contra a desidratação das estruturas. A cera das abelhas também pertence a esta
categoria de lípidos.

3. Esteróides: completamente diferentes, do ponto de vista de estrutura química, dos


anteriores, este lípidos têm uma estrutura cíclica complexa e funções reguladoras. Fazem parte
das membranas (colesterol), circulam no sangue dos animais (hormonas esteróides, como a
testosterona ou a progesterona), são vitaminas ou pigmentos fotossintéticos (carotenóides) entre
muitas outras situações.

Alguns esteróides de importância biológica, nomeadamente o colesterol e a forma como


torna as membranas mais flexíveis, e algumas hormonas sexuais esteróides

4. Fosfolípidos: como o seu nome indica, trata-se de lípidos que apresentam fósforo na
sua composição. Ao contrário dos lípidos anteriores, estes desempenham exclusivamente um
papel estrutural, sendo o componente base das membranas celulares. São ésteres de glicerol, mas
neste caso apenas duas das ligações do álcool estão esterificadas com ácidos gordos, a terceira
ligação está sempre esterificada com ácido fosfórico. Este, por sua vez, está ligado a uma amina
ou a um outro álcool. Os fosfolípidos têm uma estrutura fortemente assimétrica: um extremo
hidrocarbonado formado pelos ácidos gordos apolar (hidrofóbico), e um outro extremo com o
grupo fosfato polar (hidrofílico). Esta assimetria designa-se anfipatia e é uma propriedade que
permite aos fosfolípidos formar espontaneamente micelas (esfera formada por fosfolípidos
organizados lado a lado com as caudas para dentro e as cabeças para fora, em contacto com a
água). Os fosfolípidos dissolvem-se em água mas não formam soluções homogéneas pois as
micelas têm cargas negativas à superfície e repelem-se mutuamente. Por este motivo os
fosfolípidos são detergentes naturais, a cauda apolar liga-se às gorduras e seguidamente forma-se
uma micela com a gordura ao centro.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

14
Pode-se concluir que, a água é uma substância que se encontra em grande quantidade na
felicidade.

Substâncias orgânicas

Proteínas: presentes em todas as estruturas celulares. São formadas por aminoácidos e sua
presença é indispensável para o metabolismo do organismo. As proteínas formam as enzimas;
Vitaminas: podem ser hidrossolúveis (solúveis em água) ou lipossolúveis (solúveis em lipídios).
São necessárias em pequenas quantidades pelo organismo, e sua falta pode causar doenças. As
vitaminas são adquiridas por meio de uma alimentação variada. Carboidratos ou Glicídios ou
Açúcares: são fundamentais, pois dão energia às células e ao organismo. São de três tipos:
monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos. Alguns têm função estrutural, como celulose e
quitina; e de reserva, como o amido e glicogênio. Lipídios: insolúveis em água, atuam como
reserva de energia, isolante térmico etc. São classificados em glicerídeos, ceras, esteroides,
fosfolipídios e carotenoides. Compõem estruturas celulares.

Substâncias inorgânicas

Sais minerais: formados por íons. Algumas de suas funções são: formar o esqueleto,
participar da coagulação sanguínea, transmissão de impulsos nervosos etc. Sua falta pode afetar o
metabolismo e levar à morte. Água: substância encontrada em maior quantidade nos seres vivos.
Pode dissolver diversas substâncias, por isso, é classificada como solvente universal. No corpo
humano, representa cerca de 70% do peso corporal. Participa de inúmeras reações químicas em
nosso organismo. A água é fundamental para a vida!

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

15
ALBERTS B, JOHNSON A, LEWIS J, MORRAFF M, ROBERTS K, WALTER P.
Biologia Molecular da Célula. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

ALBERTS B, JOHNSON A, LEWIS J, MORGAN D, RAFF M, ROBERTS K,


WALTER P. Molecular Biology of the Cell. 6 ed. New York: Garland Science, 2014.

GRIFFITHS AJF, WESSLER SR, CARROLL SB, DOEBLEY J. Introdução à Genética.


10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

LEWIN B. Genes IX. 9 ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. NELSON DL, COX MM.
Princípios de Bioquímica de Lehninger. 6 ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

STRACHAN, T. e Read, A P Genética Molecular Humana, Segunda Edição, Editora


Artmed, 2002.

AZEVEDO, Carlos,, SUNKEL, Claudio. Biologia Celular e [Link]. LIDEL

16

Você também pode gostar