Assim, como grande parte das queimadas é oriunda de ações humanas, as soluções para esse
problema também passam pela conscientização e mudança de hábitos da sociedade.
Evitar jogar bitucas de cigarros em áreas de vegetação seca já é um avanço, além de contribuir
para a limpeza dos ambientes. Não colocar fogo em lixo, mesmo que nas residências ou áreas
abertas, pois uma fagulha pode ser transportada pelo vento e atingir áreas distantes, dando
início a um outro foco de queimada.
Para a limpeza de áreas imensas, o ideal é capinar o mato, e não promover o fogo como agente
limpador.
Solucionar o problema das queimadas no mundo é um
caso complicado, devido às grandes áreas de florestas
que se tem pelo mundo. Cada país deve criar seu próprio
sistema de monitoramento e fiscalização, para encontrar
os culpados e, assim, aplicar as sansões legais de cada
Constituição.
A criação de penalidades legais em cada país é a forma
mais eficiente de tentativa de combate aos incêndios,
com criação de multas elevadas para quem os comete.
Outras ações podem ser realizadas para evitar incêndios
acidentais, como o não descarte de cigarros ou
materiais em chamas próximo de áreas de florestas ou
pastagens e estradas.
Deve-se também evitar fogueiras em áreas de
acampamentos ou próximas da vegetação, para que
as chamas não se alastrem e tornem-se um incêndio em
larga escala. Ainda, não queimar móveis ou lixo, pois
as fagulhas podem ser levadas pelos ventos e causar
algum incêndio.
Pode parecer que essas perguntas têm respostas óbvias, mas são
as questões que valem US$ 1 milhão. Para evitar queimadas na
Amazônia, é necessário, antes de mais nada, reduzir o
desmatamento na floresta. Por sua vez, a derrubada das árvores
é uma questão que passa por dificuldades econômicas e políticas.
Não há um contrassenso entre desenvolvimento econômico e
sustentabilidade — diversos estudos comprovam que é possível
expandir a produção agropecuária no Brasil sem abrir mais
nenhuma área sequer de floresta. Ao mesmo tempo, o
desmatamento na Amazônia não está vinculado somente à
produção direta de grãos ou de proteína animal.
Pode parecer que essas perguntas têm respostas óbvias, mas são
as questões que valem US$ 1 milhão. Para evitar queimadas na
Amazônia, é necessário, antes de mais nada, reduzir o
desmatamento na floresta. Por sua vez, a derrubada das árvores
é uma questão que passa por dificuldades econômicas e políticas.
Não há um contrassenso entre desenvolvimento econômico e
sustentabilidade — diversos estudos comprovam que é possível
expandir a produção agropecuária no Brasil sem abrir mais
nenhuma área sequer de floresta. Ao mesmo tempo, o
desmatamento na Amazônia não está vinculado somente à
produção direta de grãos ou de proteína animal.
Para que o desmatamento deixe de ser uma atividade
economicamente atrativa para a população que vive na Amazônia, é
imprescindível que essa parte da sociedade tenha outras opções de
renda. É necessário que os governos e a iniciativa privada invistam
em soluções para que comunidades tradicionais e ribeirinhas possam
sobreviver a partir dos recursos naturais da floresta, com a perspectiva
de que a floresta em pé tem mais valor do que a madeira
derrubada.
De acordo com a gerente de ciências da ONG WWF
Brasil, Mariana Napolitano, o primeiro passo é eliminar o
desmatamento da Amazônia, endurecer as penas a quem desmata e
queima ilegalmente a floresta, retomar iniciativas que deram certo no
passado, como o PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e
Controle do Desmatamento na Amazônia Legal), demarcar terras
indígenas, quilombolas e criar unidades de conservação. ”Além
disso, é necessário fortalecer os órgãos responsáveis pelo manejo e
controle das queimadas e ações ambientais de forma mais ampla,
como o Ibama, o ICMBio e a Funai”, afirma.
Nunca queime o lixo doméstico e/ou entulhos e folhas secas. Um pequeno foco pode se
alastrar e afetar áreas extensas;
- Quando realizar o plantio, respeite as áreas descobertas que acompanham a rede
elétrica e as faixas de servidão. Evite riscos;
- Não jogue pontas de cigarro acesas, latinhas ou garrafas nos acostamentos de rodovias
ou região de matas pois eles facilitam o início de incêndio;
- Evite queimar pastagens ou áreas de plantação: procure alternativas sustentáveis e não
esqueça de fazer a manutenção dos aceiros;
- Acampou? Apague a fogueira com água ou abafe com terra;
Floresta+ Amazônia
O Projeto Floresta+ Amazônia recompensa quem protege e recupera a floresta
e contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa. A iniciativa
reconhece o trabalho de pequenos produtores rurais e agricultores familiares,
apoia projetos de povos indígenas e de comunidades tradicionais, assim como
ações de inovação com o foco no desenvolvimento sustentável na Amazônia
Legal. O Projeto Floresta+ Amazônia é implementado por meio de parceria
entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (Pnud), com recursos do Fundo Verde para o Clima
(GCF). Saiba mais.
Modernização
No mês de agosto, o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente,
iniciou a entrega dos 15 caminhões de combate a incêndios que serão
entregues para reforçar a proteção de parques nacionais. Ao todo, foram
investidos R$ 18 milhões na compra dos veículos.
Os caminhões têm capacidade de 7 mil litros e são equipados com tração 4x4,
mangotes laterais e bomba extra para operar mata adentro, com possibilidade
de extensão da mangueira, além de esguicho-canhão para ataque rápido
desde a beira da estrada, permitindo uma distância segura do fogo e a
integridade física dos brigadistas.
Implementação de políticas públicas efetivas de conservação
ambiental;
Aumento da fiscalização ambiental;
Coibição da grilagem de terras;
Cumprimento do Código Florestal por todos;
Fim do desmatamento pela agropecuária;
Melhoria nas práticas agropecuárias;
Criação de Unidades de Conservação Ambiental;
Demarcação de áreas indígenas protegidas pela lei;
Apoio aos usos sustentáveis da floresta;
Redução e boicote dos mercados associados ao desmatamento;
Maior engajamento da população.