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Cap17 25 07 31

CAPÍTULO 17 PATOLOGIAS E RECOMENDAÇÕES SOBRE PINTURA

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COSTAWASHINGTON
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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CAPÍTULO 17 PATOLOGIAS E RECOMENDAÇÕES SOBRE PINTURA

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Prefeitura Municipal de Belo

Horizonte – PBH CAPÍTULO 17 PINTURA


Secretaria Municipal de Obras e
Infraestrutura – SMOBI
4ª EDIÇÃO
Superintendência de
Desenvolvimento da Capital – PUBLICAÇÃO: 16/12/2019
SUDECAP
ATUALIZAÇÃO: 31/07/2025
Diretoria de Planejamento e
Controle de Empreendimentos –
DPLC-SD

Departamento de Informações SUMÁRIO


e Procedimentos Técnicos –
DPIT-SD
17 PINTURA ................................................................................. 2
Gerência de Normas e Padrões
Técnicos – GENPA-SD 17.1 OBJETIVO ................................................................................. 2
17.2 LEGISLAÇÃO APLICÁVEL, NORMAS E PRÁTICAS
COMPLEMENTARES ........................................................................... 2
CADERNO DE 17.3 CONDIÇÕES GERAIS ................................................................. 3
ENCARGOS SUDECAP
17.4 MATERIAIS ............................................................................... 3
17.5 PREPARO DE SUPERFÍCIES ....................................................... 5
17.6 SISTEMA DE PINTURA .............................................................. 8
17.7 TRATAMENTOS ESPECIAIS OU ESPECÍFICOS .......................... 13
17.8 CONTROLE ............................................................................. 13
17.9 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS ........................................ 15
17.10 PATOLOGIAS E CORREÇÕES ................................................... 16
17.11 CRITÉRIO DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO................................. 19
17.12 REFERÊNCIAS ......................................................................... 20

Este documento faz parte do


Caderno de Encargos SUDECAP
disponível no Portal PBH.

São reservados à Prefeitura


Municipal de Belo Horizonte todos
os direitos autorais. Desde que o
documento seja referenciado, é
permitida a reprodução do seu
conteúdo. A violação dos direitos
autorais sujeita os responsáveis às
sanções cíveis, administrativas e
criminais previstas da legislação.
CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

17 PINTURA
17.1 OBJETIVO
O Caderno de Encargos SUDECAP tem como objetivo determinar as diretrizes básicas para os serviços de
pintura na linha imobiliária - construção civil. Este capítulo não é aplicável para substratos de aço estrutural.
As especificações para estes substratos são apresentadas no capítulo 6 - Estruturas de Concreto e de Aço,
deste Caderno de Encargos.
17.2 LEGISLAÇÃO APLICÁVEL, NORMAS E PRÁTICAS COMPLEMENTARES
NBR 10990/90 - Tinta de acabamento epóxi, curada, com poliamina, de dois componentes - Especificação
NBR 10991/87 - Tinta de acabamento poliuretano alifático - Especificação
NBR 10998/87 - Tinta de acabamento acrílica à base de solventes orgânicos - Especificação
NBR 11702/21 - Tintas para construção civil - Tintas, vernizes, texturas e complementos para edificações
não industriais - Classificação e requisitos
NBR 12554/22 - Tintas para edificações não industriais - Terminologia
NBR 13006/93 - Pintura de corpos de prova para ensaios de tintas - Procedimento
NBR 13245/11 - Tintas para construção civil - Execução de pinturas em edificações não industriais -
Preparação de superfície
NBR 14050/98 - Sistemas de revestimentos de alto desempenho, à base de resinas epoxídicas e agregados
minerais - Projeto, execução e avaliação do desempenho - Procedimento
NBR 14940/25 - Tintas para construção civil - Determinação da resistência à abrasão úmida com pasta
abrasiva
NBR 14942/25 - Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para
edificações não industriais - Determinação do poder de cobertura de tinta seca e rendimento teórico
NBR 14943/18 - Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para
edificações não industriais - Determinação do poder de cobertura de tinta úmida
NBR 14945/17 - Tintas para construção civil - Método comparativo do grau de craqueamento para avaliação
do desempenho de tintas para edificações não industriais
NBR 15079/25 - Tintas para construção civil – Partes 1 e 2
NBR 15239/24 – Pintura industrial - Tratamento de superfícies de aço com ferramentas manuais e
mecânicas
NBR 15299/25 - Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para
edificações não industriais - Determinação de brilho
NBR 15303/25 - Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para
edificações não industriais - Determinação da absorção de água de massa niveladora
NBR 15312/05 - Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para
edificações não industriais - Determinação da resistência à abrasão de massa niveladora
NBR 15314/05 - Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para
edificações não industriais - Determinação do poder de cobertura em película de tinta seca
NBR 15315/05 - Tintas para construção civil - Método de ensaio de tintas para edificações não industriais -
NBR 15348/06 - Tintas para construção civil - Massa niveladora monocomponentes à base de dispersão
aquosa para alvenaria - Requisitos
NBR 15987/20 - Tintas para construção civil - Método para avaliação de desempenho de tintas para
edificações não industriais - Determinação da resistência de tintas, vernizes e complementos ao
crescimento de fungos em placas de Petri com lixiviação
NBR 16211/25 - Tintas para construção civil - Verniz brilhante à base de solvente monocomponente
NBR 16733/19 - Esquemas de pintura para superfícies de aço galvanizado - Proteção anticorrosiva

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 2


CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

17.3 CONDIÇÕES GERAIS


O sistema de pintura é o conjunto de ações interdependentes que visam promover um processo técnico
eficiente, com qualidade e durabilidade no revestimento final de tintas. A Figura 1 abaixo representa o
sistema de pintura.

Legenda:
S - Alvenaria (substrato);
S - Reboco (substrato). Substrato é toda superfície na qual é aplicado o sistema de pintura;
1 - Fundo preparador. Deverá ser aplicado sobre o substrato;
2 - Intermediário. Poderá ser aplicado sobre o fundo;
3 - Fundo de transição. Necessário em casos nos quais se deseja unir camadas com propriedades alcalinas diferentes;
4 - Acabamento. Poderá ser aplicado sobre o intermediário ou sobre o fundo, ou ainda, diretamente sobre o substrato.

Figura 1 - Esquema de aplicação do sistema de pintura. Fonte: Elaboração própria. Nota: Desenho
elaborado em 28/08/2023.

17.4 MATERIAIS
17.4.1 Acabamento
Quanto à nomenclatura comercial, os materiais de acabamento mais utilizados podem ser assim
classificados:
• Tinta látex acrílica 100 % - Contém resinas acrílicas em sua fórmula e também é uma modalidade
do Látex. Apresenta maior durabilidade, flexibilidade e resistência a agentes provenientes de
intempéries. Indicada para uso interno e especialmente externo devido seu caráter elástico e
impermeável;
• Tinta látex acrílica modificada - Produto composto de resina acrílica associada a uma ou mais
resinas. Indicada para uso interno e especialmente externo;
• Tinta epóxi - bi componente, composta por resina epóxi e aditivo endurecedor, é um tipo de
revestimento muito utilizado na construção civil, principalmente em pisos. Apresenta alta
resistência e durabilidade.
• Tinta esmalte sintético - É diluída em solvente e aplicada em superfícies de metais ferrosos, não

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 3


CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

ferrosos, madeira, PVC, proporcionando acabamento para utilização em alvenaria, somente


quando indicado pelo FABRICANTE;
• Verniz - Vernizes com solventes alifáticos, apresentam desempenho superior aos vernizes com
solventes aromáticos, devido à sua maior durabilidade e resistência a agentes externos (raios
solares). Utilizado como camada de proteção em superfícies diversas.
• Stain - Se trata de um impregnante de acabamento acetinado podendo ser incolor ou tingido, que
tem como principal característica a proteção e a preservação do aspecto natural da madeira
ressaltando a sua tonalidade natural. Penetra nos veios da madeira protegendo-a contra fungos e
repelindo a umidade.
17.4.2 Intermediário
Quanto à nomenclatura comercial, os materiais intermediários mais utilizados podem ser assim
classificados:
• Massa PVA (massa corrida) - É aplicada para nivelar a superfície, tornando-a suficientemente
lisa. É adequada somente ao uso interno. Em ambientes externos, está sujeita à solubilização na
presença de água, ocasionando o desprendimento do substrato;
• Massa acrílica - É aplicada para nivelar a superfície, tornando-a suficientemente lisa. É
adequada ao uso interno e externo;
• Massa óleo ou massa sintética - É aplicada para nivelar a superfície, tornando-a suficientemente
lisa.
17.4.3 Fundos
Quanto à nomenclatura comercial, os fundos mais utilizados podem ser assim classificados:
• Selador PVA pigmentado ou incolor - É aplicado para corrigir a absorção e impedir o
sangramento de contaminantes do substrato para o filme;
• Selador acrílico - É aplicado para corrigir a alcalinidade e absorção do substrato;
• Selador - não tem a propriedade de fixar ou corrigir as não conformidades existentes nos
substratos cimentícios (argamassa, concreto, cal e gesso);
• Selador - quando aplicado sobre a massa de nivelamento promove a regularização da camada de
acabamento evitando brilho irregular na superfície de cobertura da tinta, em sua etapa final de
aplicação gerando também economia de tinta;
• Fundo preparador de parede PVA (base solvente ou base água) - É aplicado para promover a
adequação química (base e ácido), corrigir a pulverulência (agregado miúdo desagregado do
substrato) e a absorção;
• Fundo preparador de parede Acrílico (base solvente ou base água) - É aplicado para corrigir a
alcalinidade, a pulverulência (evita a perda de areia da argamassa) e a absorção do substrato;
• Fundo esmalte branco ou fundo sintético - É aplicado para corrigir a alcalinidade e absorção;
• Fundo preservativos ou fungicidas - São vernizes aplicados para proteção de ataques de
microrganismos, cupins e traças. É aplicado em madeiras em geral;
• Fundos aderentes - São indicados para promover a aderência entre o substrato e o filme de
tinta a ser aplicado sobre ele. As superfícies metálicas não ferrosas e os pisos das quadras são
as mais indicadas para a utilização destes fundos. Cada superfície deverá ter seu fundo aderente
especificado, em função da composição e tratamento da liga. Os principais fundos aderentes
são: fundos para galvanizados (alquídico), metal primer (alquídico modificado), shop primer e
wash primer (vinílicos);
• Fundos antioxidante / anticorrosivos - São utilizados para inibir a ocorrência de oxidação em
superfícies metálicas. Os principais anticorrosivos são: zarcão (uretânico), primer cromato de zinco
(fenólico), metal primer (alquídico modificado);
• Fundos para tintas alquídicas e óleos (fundo branco) - São utilizados para promover o isolamento e
a aderência do filme alquídico sobre o substrato.
17.4.4 Produtos especiais e/ou diferenciados
• Tinta texturizada - Base látex acrílico - É aplicada para fornecer à superfície acabamento

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 4


CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

texturizado e corrigir imperfeições do substrato. A textura é obtida através de instrumentos


específicos (rolos e outros), para cada tipo de acabamento especificado (ranhura, vassourado,
etc.).
• Tinta antipichação - Produto de alto desempenho para proteção de superfícies contra pichações: É
aplicada como acabamento de superfícies externas, sendo resistente temporariamente às
pichações. Requer atenção em decorrencia da possibilidade de alteração de cor;
• Silicone hidrorrepelente líquido - Indicado para superfícies porosas conferindo-lhe repelência à
água sem criar um filme impermeabilizante.
• Vernizes com filtro solar - Indicado para superfícies de madeira exposta a incidencia de raios
solares;
• Esmaltes a base de água. Para uso interno ou externo, pode ser aplicação em substratos tipo
madeiras, metais ferrosos, metais galvanizados, alumínio, PVC e alvenaria;
• Verniz incolor base poliuretano monocomponente - podendo ser fosco ou brilhante, apresenta fator
solar e é indicado para madeiras;
• Verniz incolor base poliuretano bicomponente - podendo ser fosco ou brilhante com fator solar para
aplcação em madeira (umidade estabilizada para o ambiente de aplicação). Solvente
aromático/alifático;
• Verniz incolor base poliuretano monocomponente - podendo ser fosco ou brilhante, para aplicaçao
em madeira (umidade estabilizada para o ambiente de aplicação). Solvente aromatico/alifático;
• Verniz incolor alquídico podendo ser fosco ou brilhante, para aplicação em madeira (umidade
estabilizada para o ambiente de aplicação). Solvente aromatico/alifático;
• Solventes - Liquido volátil que permite dissolver a resina e manter todos os componentes em uma
mistura homogênea, proporcionando uma viscosidade apropriada para aplicação, sendo que a sua
taxa de evaporação e o seu poder de solvência influenciam na formação adequada da película do
revestimento;
• Diluente - Líquido volátil compatível com o soluto (produto a ser iluido), cuja finalidade é ajustar a
viscosidade ou consistência de fornecimento e uso, podendo também ser utilizado para limpeza do
equipamento de aplicação;
• Removedores - Divididos em dois tipos: O primeiro seria o removedor de película seca, cuja função
é remover película de tinta ou de verniz envelhecida e limpar ferramentas e equipamentos em
geral. O segundo seria o removedor de ferrugem, cuja função é remover a ferrugem de substratos
ferrosos, para posterior pintura.
17.5 PREPARO DE SUPERFÍCIES
Todos os substratos deverão ser preparados adequadamente com o objetivo de garantir o resultado
esperado do sistema de pintura. Este procedimento é de máxima importância e sua não observância
causará graves patologias no revestimento de pintura em períodos curtos após a aplicação.
17.5.1 Tratamento geral
A superfície deverá ser firme, curada, sem óleo, ceras, graxa, fissuras, partes soltas e/ou mofo, etc. Graxas,
óleos e agentes desmoldantes serão removidos com solução de água e detergente neutro.
O processo de lixamento do substrato tem a função de regularizar a superfície, retirar partículas soltas e
assim, reduzir o consumo de massa.
É recomendado que seja utilizada a lixa adequada associada a desempenadeira ou lixadeira mecânica e
assim, será evitada a formação de ondulações na superfície.
A verificação da planicidade pode ser feita com o auxílio de uma luz incidente na superfície da massa.
17.5.2 Tratamento específico
Cada substrato deverá receber o tratamento geral e também o tratamento específico sempre no intuito de
garantir que o sistema especificado de acabamento tenha o desempenho adequado para o ambiente.
[Link] Argamassa e concreto
Para as superfícies de argamassa ou concreto, serão observados os seguintes procedimentos:
• Todas as superfícies de argamassa e concreto deverão estar completamente curadas (30 dias);
4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 5
CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

• Superfícies com fissuras internas ou externas deverão ser corrigidas com massa acrílica;
• Superfícies com trincas deverão ter as causas identificadas, para posterior correção;
• Em superfícies fracas e/ou pulverulentas deverá ser aplicado fundo preparador de paredes
(base solvente ou a base d’água), evitando má aderência e descascamento;
• Superfícies de origem básica (PH básico) onde será utilizado acabamento com sistema de
pintura ácido, deverão receber selador ou fundo de correção e equilíbrio químico (selador
acrílico, fundo preparador de parede, verniz acrílico a base d’água);
• Selador acrílico e PVA não se aplicam a superfícies pulverulentas;
• Superfícies com incidência de umidade passiva e umidade por capilaridade deverão ter tratamento
de impermeabilização específico e anterior ao serviço de pintura;
• O lixamento será executado com lixa para parede conhecida como lixa massa, por ser mais
adequado a este tipo de superfície do que a lixa d’água;
• A área será limpa após o lixamento, afim de evitar impregnação de material particulado nas
tintas aplicadas posteriormente.
[Link] Metais - Ferro e aço
O preparo das superfícies metálicas para pintura será realizado da seguinte forma:
• Remover todos os contaminantes da superfície;
• Remover possíveis oxidações, através de lixamento manual com a utilização da lixa ferro,
lixamento mecânico com lixadeira elétrica ou por processos químicos, atentando-se para a
eliminação total do produto após a remoção da oxidação e ainda jateamento abrasivo para
obtenção de uma superfície rugosa, adequada para a perfeita ancoragem do sistema de pintura.
Existem ainda casos específicos como:
• Superfície galvanizada: é aquela que recebeu um tratamento químico através da aplicação de uma
camada de zinco eletro depositada, necessitando de um fundo aderente (primer para galvanizados
ou wash primer).
[Link] Madeira
O preparo da madeira para pintura será realizado da seguinte forma:
• As madeiras deverão ter tratamento inicial de bactericida e fungicidas (fundo preservativo);
• Deverá ser assegurado o perfeito isolamento de todas as faces da madeira contra a absorção
de água;
• Se a madeira for resinosa, aplicar verniz sintético plástico como fundo.
[Link] Pisos em concreto ou cimentados (queimados ou não)
O preparo dos pisos para pintura será realizado da seguinte forma devendo este estar curado por um
período mínimo de 30 dias:
• O piso deverá estar limpo, seco, isento de impregnações, tais como: óleo, gordura, graxa e cera;
• As juntas devem estar firmes e as arestas perfeitas; caso contrário, deverão sofrer intervenção
para correção, antes do serviço de pintura;
• Pisos lisos deverão ser lixados mecanicamente;
• Deverão ser lavados com detergente neutro e enxaguados com água potável;
• Deverão estar completamente secos antes da aplicação;
• Aplicar fundo aderente indicado para promover a aderência entre o substrato e o filme de tinta a
ser aplicado sobre ele.
[Link] Superfícies mofadas
O preparo para pintura de superfícies com presença de mofo ou bolor será realizado da seguinte forma:
• A superfície deverá ser escovada;
• Lavar com solução 1:1, água potável e água sanitária, aguardando, no mínimo, trinta minutos após

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 6


CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

a lavagem;
• Enxaguar com água potável em abundância;
• Secar;
• Caso o sistema de pintura adotado não seja bactericida (ex. acrílico), aplicar fundo acrílico (selador
acrílico ou fundo preparador de parede).
[Link] Superfícies lisas emassadas
Para sistema com acabamento liso em que se adota massa PVA, acrílica, esmalte ou a óleo, deverá ser
observado o seguinte procedimento:
• Preparo da superfície necessário e adequado para cada superfície antes da aplicação da massa
(fundo nivelador);
• Aplicar fundo nivelador – massa em camadas finas e bem distribuídas;
• Utilizar sempre que possível o recurso de iluminação (lâmpada com protetor) próximo aplicação
para evitar ondulação na superfície;
• Esperar a cura (intervalo entre demãos);
• Lixar com lixa d’água e, sempre que possível, adotar o processo de lixamento por desempenadeira
(desempenadeira e lixa);
• Remover o pó residual da superfície com escova “juba”;
• Limpar completamente o recinto, a fim de evitar o pó, para que não haja impregnação da tinta;
• Aplicar fundo para correção de absorção (selador PVA, selador acrílico).
[Link] Superfícies caiadas
O preparo para pintura de superfícies caiadas (extremamente alcalinas) será realizado da seguinte forma:
• Escovar bem;
• Lavar e enxaguar bem;
• Aplicar fundo preparador de parede.
[Link] Superfícies já pintadas (repintura)
• O preparo para pintura de superfícies pintadas (repintura) será realizado da seguinte forma:
• Caso a pintura encontre-se em bom estado, será suficiente o lixamento e sua completa limpeza
para remoção do pó;
• Caso a pintura encontre-se em péssimo estado de conservação, deverá ser providenciada sua
remoção completa, por meio manual, mecânico, químico e/ou mesmo jateamento com partículas
de sílica.
• Pinturas em bom estado, mas com brilho, deverá ser promovida a “quebra do brilho” utilizando lixas
d’água com granulometria igual ou superior a grana 400;
• Promover a limpeza completa;
• Caso a pintura encontre-se em estado de conservação insatisfatório, deverá ser providenciada a
sua completa remoção, por meio manual, mecânico, químico e/ou mesmo jateamento com
partículas de sílica;
• Aplicar o sistema de pintura adequado para o ambiente.
[Link] Superfícies acabamento em gesso
O preparo para pintura de superfícies com acabamento em gesso (extremamente alcalinas) será realizado
da seguinte forma:
• Lixar com lixa fina grana 400 ou superior;
• Passar um pano úmido para remoção do pó;
• Aplicar sempre fundo preparador de parede (base solvente)
• Em caso utilização de tinta própria para gesso, seguir os procedimentos indicados pelo fabricante.

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 7


CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

17.6 SISTEMA DE PINTURA


17.6.1 Sistema de acabamento látex acrílico
As Tabelas 1, 2, 3 e 4 apresentam, respectivamente, resumos dos sistemas de pintura acrílico com
acabamentos liso e natural para alvenaria, concreto e argamassa curada, considerando o ambiente externo
e interno.
[Link] Alvenaria, concreto e argamassa curada e coesa - acabamento liso
Observações:
• Sempre após a aplicação do fundo preparador de parede deve-se promover a quebra do brilho.
Lixar com lixa d’água grana 400;
• Filme de tinta só poderá ser submetido a ação (limpeza) após sua cura total (aproximadamente 30
dias);
Tabela 1 - Sistema de pintura acrílico com acabamento liso, para alvenaria, concreto e argamassa curada
e coesa. Fonte: Elaboração própria.
ACRÍLICO COM ACABAMENTO LISO – ALVENARIA, CONCRETO E ARGAMASSA CURADA E
COESA
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente 3ª -
1ª - Fundo 2ª - Massa 4 ª - Tinta de acabamento
Selador
Selador Acrílica aplicada Selador Acrílico fosco ou semibrilho, conforme projeto
Externo
acrílico em camadas finas acrílico e especificação do projeto de arquitetura
Não se Acrílica aplicadas Selador Acrílico fosco ou semibrilho, conforme projeto
Interno
aplica em camadas finas acrílico e especificação do projeto de arquitetura

Tabela 2 - Sistema de pintura acrílico com acabamento liso, para alvenaria, concreto e argamassa curada
e pulverulenta. Fonte: Elaboração própria.

ACRÍLICO COM ACABAMENTO LISO – ALVENARIA, CONCRETO E ARGAMASSA CURADA E


PULVERULENTA
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente 3ª -
1ª - Fundo 2ª - Massa 4 ª - Tinta de acabamento
Selador
Preparador Acrílica aplicada Selador Acrílico fosco ou semibrilho, conforme
Externo
de parede em camadas finas acrílico projeto e especificação-projeto de arquitetura
PVA ou Acrílica Acrílico fosco ou semibrilho, conforme
Preparador Selador
Interno aplicadas em projeto e especificação do projeto de
de parede acrílico
camadas finas arquitetura

[Link] Alvenaria, concreto e argamassa curada e coesa - acabamento natural


Observações:
• Sempre após a aplicação do fundo preparador de parede deve-se promover a quebra do brilho.
Lixar com lixa d’água grana 400;
• O filme de tinta só poderá ser submetido a ação (limpeza) após sua cura total (aproximadamente
30 dias);

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 8


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PINTURA

Tabela 3 - Sistema de pintura acrílico com acabamento natural para alvenaria, concreto e argamassa
curada e coesa. Fonte: Elaboração própria.
ACRÍLICO COM ACABAMENTO NATURAL – ALVENARIA, CONCRETO E ARGAMASSA CURADA E
COESA
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente 3ª -
1ª - Fundo 2ª - Massa 4 ª - Tinta de acabamento
Selador
Selador Não se Não se Acrílico fosco ou semibrilho, conforme projeto e
Externo
acrílico aplica aplica especificação do projeto de arquitetura
Selador Não se Não se Acrílico fosco ou semibrilho, conforme projeto e
Interno
acrílico aplica aplica especificação do projeto de arquitetura

Tabela 4 - Sistema de pintura acrílico com acabamento natural, para alvenaria, concreto e argamassa
curada e pulverulenta. Fonte: Elaboração própria.

ACRÍLICO COM ACABAMENTO NATURAL – ALVENARIA, CONCRETO E ARGAMASSA CURADA E


PULVERULENTA
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente 2ª - 3ª -
1ª - Fundo 4 ª - Tinta de acabamento
Massa Selador
Preparador Não se Não se Acrílico fosco ou semibrilho, conforme projeto e
Externo
de parede aplica aplica especificação do projeto de arquitetura
Preparador Não se Não se Acrílico fosco ou semibrilho, conforme projeto e
Interno
de parede aplica aplica especificação do projeto de arquitetura

17.6.2 Sistema de acabamento látex acrílico textura


As Tabelas 5 e 6 apresentam, respectivamente, resumos dos sistemas de pintura acrílico com acabamentos
de textura e natural para alvenaria, concreto e argamassa curada, considerando o ambiente externo e
interno.
[Link] Alvenaria, concreto e argamassa curada e coesa - acabamento texturizado
Observações:
• Deve-se evitar a aplicação de selador acrílico pigmentado - principalmente da mesma cor da
textura;
• O filme de tinta só poderá ser submetido a ação (limpeza) após sua cura total (aproximadamente
30 dias)
Tabela 5 - Sistema de pintura acrílico com acabamento texturizado, para alvenaria, concreto e argamassa
curada e coesa. Fonte: Elaboração própria.
ACRÍLICO COM ACABAMENTO TEXTURIZADO – ALVENARIA, CONCRETO E ARGAMASSA
CURADA E COESA
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente
1ª - Fundo 2ª - Massa 3ª - Selador 4 ª - Tinta de acabamento
Selador Não se Textura acrílica, conforme projeto e
Externo Não se aplica
acrílico aplica especificação do projeto de arquitetura
Selador Não se Textura acrílica, conforme projeto e
Interno Não se aplica
acrílico aplica especificação do projeto de arquitetura

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 9


CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

Tabela 6 - Sistema de pintura acrílico com acabamento texturizado, para alvenaria, concreto e argamassa
curada e pulverulenta. Fonte: Elaboração própria.

ACRÍLICO COM ACABAMENTO ACABAMENTO TEXTURIZADO – ALVENARIA, CONCRETO E


ARGAMASSA CURADA E PULVERULENTA
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente
1ª - Fundo 2ª - Massa 3ª - Selador 4 ª - Tinta de acabamento
Preparador Não se Não se Textura acrílica, conforme projeto e
Externo
de parede aplica aplica especificação do projeto de arquitetura
Preparador Não se Não se Textura acrílica, conforme projeto e
Interno
de parede aplica aplica especificação do projeto de arquitetura

17.6.3 Sistema de pintura em acabamento esmalte sintético


As Tabelas 7 e 8 apresentam, respectivamente, resumos dos sistemas de pintura esmalte sintético com
acabamentos liso e natural para alvenaria, concreto e argamassa curada, considerando o ambiente externo
e interno.
Tabela 7 - Sistema de pintura esmalte sintético com acabamento liso para alvenaria, concreto e argamassa
curada. Fonte: Elaboração própria.

ESMALTE SINTÉTICO COM ACABAMENTO LISO – ALVENARIA, CONCRETO E ARGAMASSA


CURADA
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente 3ª - Fundo de 4ª - Tinta de
1ª - Fundo 2ª - Massa
transição acabamento
Selador acrílico à base Esmalte sintético
d’água (coesa) acetinado
Interno
Preparador de parede Esmalte sintético
(pulverulenta) Massa acrílica alto-brilho
(em camadas Não se aplica
Selador acrílico à base finas) Esmalte sintético
d’água (coesa) acetinado
Externo
Preparador de parede Esmalte sintético
(pulverulenta) alto-brilho

Tabela 8 - Sistema de pintura esmalte sintético com acabamento natural para alvenaria, concreto e
argamassa curada. Fonte: Elaboração própria.

ESMALTE SINTÉTICO COM ACABAMENTO NATURAL – ALVENARIA, CONCRETO E ARGAMASSA


CURADA

Camadas aplicadas no substrato


Ambiente
2ª - 3ª - Fundo
1ª - Fundo 4ª - Tinta de acabamento
Massa de transição
Selador acrílico à base d’água Esmalte sintético acetinado
(coesa)
Interno
Preparador de parede Esmalte sintético alto-brilho
(pulverulenta) Não se Não se
Selador acrílico à base d’água aplica aplica Esmalte sintético acetinado
(coesa)
Externo
Preparador de parede Esmalte sintético alto-brilho
(pulverulenta)

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 10


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PINTURA

17.6.4 Sistema de acabamento látex acrílico em superfícies de pisos - quadras, pátios e


estacionamento
Tabela 9 - Sistema de pintura acabamento látex ACRÍLICO para superfícies de pisos - quadras, pátios e
estacionamentos. Fonte: Elaboração própria.

ACABAMENTO LÁTEX ACRÍLICO EM SUPERFÍCIES DE PISOS - QUADRAS, PÁTIOS E


ESTACIONAMENTO

Camadas aplicadas no substrato


Ambiente
3ª - Fundo de
1ª - Fundo 2ª - Massa 4ª - Tinta de acabamento
transição
Látex Acrílico para Demarcação de
Demarcação Não se aplica Não se aplica Não se aplica
Piso
Fundo
preparador de
Pintura Não se aplica Não se aplica Látex Acrílico para Piso
parede à base
d’água
17.6.5 Sistema de pintura em superfícies de gesso
A Tabela 10 apresenta, respectivamente, resumos dos sistemas de pintura acrílico com acabamentos de
textura e natural para alvenaria, concreto e argamassa curada, considerando o ambiente interno.
Observações:
• O filme de tinta só poderá ser submetido à ação (limpeza) após sua cura total (aproximadamente
30 dias);
• A aplicação de fundo preparador de parede deve preceder o lixamento com lixa grana 400.
Tabela 10 - Sistema de pintura em Látex Acrílico para gesso curado e coeso. Fonte: Elaboração própria.

LÁTEX ACRÍLICO COM ACABAMENTO LISO EM GESSO CURADO E COESO


Camadas aplicadas no substrato
Ambiente
1ª - Fundo 2ª - Acabamento

Interno Selador acrílico Látex Acrílico, conforme projeto e especificação do projeto de arquitetura
17.6.6 Sistema de pintura em superfícies de madeira
As Tabelas 11, 12, 13, 14 e 15 apresentam, respectivamente, resumos dos sistemas de pintura com
acabamentos, liso e natural para superfície de madeira, considerando diferentes tipos de tinta de
acabamento nos diversos ambientes/peças.
Observações:
• Deverá sempre ser utilizado de solvente recomendado pelo FABRICANTE, não sendo permitido
em hipótese nenhuma, mistura de produtos de várias fábricas;
• Entre demãos, em superfícies com brilho, adotar a quebra do brilho com lixa d’água 400 e posterior
limpeza antes da próxima demão.
[Link] Sistema de acabamento liso esmalte sintético em superfícies de madeira
Tabela 11 - Sistema de pintura esmalte sintético com acabamento liso para superfície de madeira. Fonte:
Elaboração própria.
SINTÉTICO COM ACABAMENTO LISO – SUPERFÍCIE DE MADEIRA - Esquadria de madeira e
peças e forro de madeira
Camadas aplicadas no substrato
Ambientes
1ª - Fundo 2ª - Massa 3ª - Tinta de acabamento
Externo e Massa óleo (em
Fundo esmalte sintético branco Esmalte sintético acetinado
interno camadas finas)

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 11


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[Link] Sistema de acabamento natural esmalte sintético em superfícies de madeira


Tabela 12 - Sistema de pintura esmalte sintético com acabamento natural para superfície de madeira.
Fonte: Elaboração própria.
ACABAMENTO NATURAL - ESMALTE SINTÉTICO – SUPERFÍCIE DE MADEIRA - Esquadria de
madeira e peças e forro de madeira
Camadas aplicadas no substrato
Ambientes
1ª - Fundo 2ª - Massa 3ª - Tinta de acabamento
Esmalte sintético (aromático ou alifático), conforme
Interno Fundo esmalte Não se aplica
especificação do projeto
sintético
Esmalte sintético (aromático ou alifático), conforme
Externo incolor Não se aplica
especificação do projeto

[Link] Sistema de acabamento natural verniz poliuretano em superfícies de madeira


Tabela 13 - Sistema de pintura de poliuretano. Fonte: Elaboração própria.

VERNIZ - SUPERFÍCIE DE MADEIRA - Esquadria de madeira e peças e forro de madeira


Camadas aplicadas no substrato
Ambientes
1ª - Fundo 2ª - Acabamento
Verniz Verniz Poliuretano (monocomponente ou bicomponente) ou Alquídico
Interno
sintético (aromático ou alifático), conforme especificação do projeto
Fundo Verniz Poliuretano (monocomponente ou bicomponente) ou Alquídico
Externo
preservativo (aromático ou alifático), conforme especificação do projeto
[Link] Sistema de acabamento natural Stain em superfícies de madeira
Tabela 14 - Sistema de acabamento natural Stain. Fonte: Elaboração própria.
STAIN - SUPERFÍCIE DE MADEIRA - Esquadria de madeira e peças e forro de madeira
Camadas aplicadas no substrato
Ambientes / Peças
1ª - Acabamento
Externo e interno / Esquadria
de madeira, Peças e forros de Stain, conforme especificação do projeto.
madeira
17.6.7 Sistema de pintura em superfícies de ferro, aço e metal galvanizado em acabamento natural
com esmalte sintético
As Tabelas 15 e 16 apresentam, respectivamente, resumos do sistema de pintura para ferro, aço e metais
galvanizados com acabamento natural, considerando diferentes tipos de ambientes/peças:
Observações:
• Em superfície com alto índice de agressividade deverá ser adotado fundo antioxidante de alto
desempenho e as camadas protetoras deverão ter espessura de películas compatíveis;
• Deverá ser adotado, em superfícies externas, sempre que possível, acabamento com brilho.
Tabela 15 - Sistema de pintura sintético com acabamento natural. Fonte: Elaboração própria.
SUPERFÍCIES DE FERRO/AÇO COM ACABAMENTO SINTÉTICO
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente / Peças
1ª - Fundo 2ª - Massa 3ª - Tinta de acabamento
Externo e interno / Esmalte sintético acetinado
Fundo
Serralheria, peças e Não se aplica
anticorrosivo Esmalte sintético alto-brilho
superfícies metálicas

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Tabela 16 - Sistema de pintura superfícies em aço galvanizado com acabamento acrílico e/ou esmalte.
Fonte: Elaboração própria.
SUPERFÍCIES EM METAIS NÃO FERROSOS E AÇO GALVANIZADO COM ACABAMENTO
ESMALTE SINTÉTICO
Camadas aplicadas no substrato
Ambiente / Peças
1ª - Fundo 2ª - Massa 3ª - Tinta de acabamento
Externo e interno / Metais
não ferrosos / Metais Fundo aderente Não se aplica Esmalte sintético alto-brilho
galvanizados

17.7 TRATAMENTOS ESPECIAIS OU ESPECÍFICOS


17.7.1 Tratamento em superfície de concreto
Preparo de superfície para tratamento de concreto aparente (interno e externo):
• Lixamento mecânico e remoção de pó - garantir a remoção integral do desmoldante da forma;
• Aplicação de estucamento de argamassa (pasta) de cimento branco estrutural com cimento
Portland comum com desempenadeira de aço. Após a cura, lixar com lixa grana 120 ou superior;
• Aplicação de verniz acrílico incolor;
• Quebra do brilho com lixa grana 400;
• Aplicação de verniz acrílico incolor.
A Tabela 17 apresenta o resumo do sistema de tratamento de concreto aparente, considerando diferentes
tipos de ambientes/elementos.
Tabela 17 - Tratamento de concreto aparente. Fonte: Elaboração própria.

TRATAMENTO CONCRETO APARENTE COM ACABAMENTO NATURAL


Camadas aplicadas no substrato
Ambientes / Peças
1ª - Fundo 2ª - Verniz

Externo e interno / Estucamento de pasta (Cimento Branco


Verniz acrílico 2 demãos
Concreto aparente estrutural + Cimento Portland comum)

17.7.2 Silicone sobre concreto, pedras, alvenaria aparente ou cerâmicos


Preparo de superfície para tratamento de concreto, pedras, alvenaria aparente:
• Lixamento mecânico e remoção de pó.
A Tabela 18 apresenta resumo do sistema silicone líquido hidrofugante para concreto, alvenaria aparente ou
cerâmicos, considerando diferentes tipos de ambientes/ peças.
Tabela 18 - Silicone líquido hidrofugante para concreto, alvenaria aparente ou cerâmicos. Fonte:
Elaboração própria.
SILICONE LÍQUIDO HIDROFUGANTE PARA CONCRETO, ALVENARIA APARENTE OU
CERÂMICOS
Procedimentos aplicados no substrato
Ambiente / Peças
1º - Acabamento
Externo /
Concreto, Alvenaria aparente, Silicone líquido (hidrofugante/ hidrorrepelente)
Pedras ou Cerâmicos

17.8 CONTROLE
17.8.1 Técnicas e práticas recomendadas
[Link] Recebimento de materiais e de serviços
• Todos os produtos serão identificados, com código, lote e prazo de validade;

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• Deverão acompanhar o produto informações impressas na embalagem, indicando composição


básica, técnica de aplicação, armazenagem, transportes e cuidados com o manuseio;
• Todas as embalagens deverão se apresentar íntegras, fechadas, não violadas, etiquetadas com
informações preservadas e de fácil leitura;
• As cores deverão obedecer aquelas estabelecidas no projeto de arquitetura. Quando não
estiver especificada, caberá solicitação junto à FISCALIZAÇÃO, em tempo hábil, afim de evitar
atrasos na execução dos serviços;
• A FISCALIZAÇÃO deve observar, durante a inspeção in loco, se as tintas aplicadas na obra estão
em conformidade com o projeto arquitetônico, planilha orçamentária, memorial descritivo,
especificações, normas e catálogos do FABRICANTE;
• Quando necessário, devem ser solicitados os laudos e/ou ensaios do controle tecnológico
conforme a norma do material utilizado, comparando-se com as características determinadas no
projeto e especificações.
[Link] Estabilidade dos produtos
O intervalo entre demãos e o tempo de secagem de um filme de tinta deverá estar expresso em sua
embalagem e ser observado pelo aplicador.
Na abertura inicial de uma embalagem de tinta não poderá ser identificado:
• Excesso de sedimentação;
• Coagulação;
• Empedramento;
• Separação de pigmento;
• Formação de nata (filme), que não possa tornar-se homogênea através de simples agitação
manual.
• A tinta não pode apresentar odor pútrido e nem exalar vapores tóxicos.
17.8.2 Aplicação do sistema de pintura
• O preparo de superfície deverá ter sido concluído totalmente;
• A limpeza da superfície e do ambiente, local da aplicação, sempre deverá ser observado com rigor;
• Todas as ferramentas e utensílios deverão estar prontos e limpos;
• Evitar aplicações em dias de chuvosos;
• Evitar aplicação em substratos quentes, recomenda-se a temperatura entre 10º e 40ºC, com a
umidade relativa do ar inferior a 85 %;
• Homogeneização: O aviso “agite antes de usar” é importante para a eficácia da tinta. Portanto,
utilizar como ferramenta um instrumento que tenha o formato de uma régua, como uma colher ou
um pedaço de madeira, sempre limpos. Nunca utilize uma chave de fenda para mexer a tinta;
• Diluição: Ler sempre as informações escritas na embalagem do produto e seguir as instruções para
a diluição;
• Catálise: Os produtos epóxi e a maioria dos poliuretanos possuem dois componentes que precisam
ser misturados em quantidade exata e usados no tempo adequado antes que sequem. Siga
corretamente as instruções do fabricante na diluição, na mistura dos componentes e na aplicação;
• A execução da última demão de pintura dos rodapés e esquadrias de madeira (inclusive baguetes
de fixação de vidros) apenas poderá ser liberada após completada a execução e rejuntamento dos
pisos dos cômodos da edificação em que se localizam (inclusive raspagem e calafetação, onde for
o caso);
• Deverá ser realizada a proteção adequada de pisos e paredes, quando assim for necessário;
• É obrigatório a pintura em todas as bordas das esquadrias, inclusive nas inferiores e superiores,
salvo especificação em contrário no projeto.

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17.8.3 Fiscalização do substrato e pintura


[Link] Avaliação do substrato
A FISCALIZAÇÃO deverá verificar, por meio de inspeção visual, se o serviço de pintura está sendo
executado sobre uma superfície “seca, coesa, isenta de partículas soltas, óleos, gorduras ou graxas, e
micro-organismos”, como mofos, fungos ou algas.
[Link] Substrato à base de cimento ou cal (reboco ou emboço)
Em se tratando de superfície nova (ainda não pintada anteriormente), a FISCALIZAÇÃO deverá verificar se
a pintura está sendo executada sobre superfície curada. O Diário de Obras, os boletins de medição e o
próprio cronograma físico são documentos que poderão indicar o período de execução do substrato.
Em se tratando de superfície com pintura antiga, a FISCALIZAÇÃO deverá verificar, se a nova pintura está
sendo executada sobre superfície isenta de imperfeições, bolhas, calcinação, crostas ou descascamentos;
brilhante ou muito lisa, sendo estas, condições indesejáveis; sem a remoção total da caiação; e sem a
utilização de fundo selador para alvenaria.
[Link] Substrato de madeira
Em se tratando de superfície nova (ainda não pintada anteriormente) a FISCALIZAÇÃO deverá verificar, se
a pintura está sendo executada sobre superfície “seca, sem sujeira, poeira e depósitos superficiais, como
resinas exsudadas ou sais solúveis provenientes de tratamento conservante, ou farpas, e resíduos de
serragem”; isenta de óleos, gorduras ou graxas; indevidamente degradada pelo intemperismo (radiação
solar e umidade); isenta de agentes de degradação biológicos, como micro-organismos e insetos e; livre de
juntas abertas e vãos.
Em se tratando de superfície com pintura antiga, a FISCALIZAÇÃO deverá verificar, em conformidade com
a NBR 13245, se a nova pintura está sendo executada sobre superfície que apresenta as mesmas
características exigidas para a superfície nova; isenta de óleos, gorduras ou graxas e; livre de imperfeições,
como calcinação, empolamentos, crostas, descascamentos ou fissuras.
[Link] Substratos metálicos ferrosos
Em se tratando de superfície nova (ainda não pintada anteriormente) a FISCALIZAÇÃO deverá verificar, em
conformidade com a NBR 13245, se a pintura está sendo executada sobre superfície seca, sem sujeira,
poeira e depósitos superficiais e isenta de óleos, graxas, ferrugem e laminação.
Em se tratando de superfície com pintura antiga, a FISCALIZAÇÃO deverá verificar, em conformidade com
a NBR 13245, se a nova pintura está sendo executada sobre superfície que apresenta as mesmas
características exigidas para a superfície nova; firme e sem sinais de degradação do substrato (produto de
corrosão) e; brilhante ou muito lisa, sendo estas, condições indesejáveis.
[Link] Avaliação da Pintura
A FISCALIZAÇÃO deverá verificar se as especificações dos produtos utilizados na pintura estão em
conformidade com o estabelecido no projeto básico (projetos, memoriais e planilhas). Para isso, as
características dos materiais utilizados poderão ser verificadas nas embalagens dos produtos, notas fiscais
ou laudos de ensaios realizados.
A FISCALIZAÇÃO deverá verificar, caso a pintura esteja em execução, se os produtos são preparados e
aplicados seguindo as especificações dos FABRICANTES.
Deverá ser verificado, através de inspeção visual, se o tipo de emassamento empregado na obra
corresponde ao indicado na planilha orçamentária.
Quanto ao acabamento, deverá ser verificada, visualmente, se a pintura executada está homogênea, se as
demãos de tinta aplicada foram suficientes para cobrir uniformemente a superfície de modo a impedir a
visão da superfície do substrato e, por meio de inspeção táctil, se apresenta textura compatível com a
indicada no projeto e memorial e na especificação do FABRICANTE.
17.9 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS
Para cada fase do serviço de pintura os equipamentos e ferramenta necessários devem estar disponíveis no
local da aplicação em perfeito estado de conservação e limpeza.
Os equipamentos mínimos necessários para o preparo de superfícies são: lixas especificas para alvenaria
(não utilizar lixa d’água), lixas para madeiras ou lixas para ferro; espátulas, desempenadeiras de suporte
para lixas, andaimes ou cavaletes, tábuas de apoio, vassouras, panos para limpeza e baldes. Caso
necessário reparos no substrato, os materiais adequados deverão estar disponíveis.
4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 15
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Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são obrigatórios e indispensáveis assim como a implementação
das medidas necessárias para proteção de usuários externos, quando os serviços ocorrerem em ambientes
externos (fachadas, muros, gradis e passeios).
17.10 PATOLOGIAS E CORREÇÕES
A grande maioria das causas das falhas de pintura são ocasionadas pelo preparo incorreto da superfície ou
falha na aplicação do produto. As patologias mais comuns aos sistemas de pintura são:
17.10.1 Calcinação
Desagregamento do filme que começa a soltar em forma de pó. É normalmente causado pela aplicação
externa de produto recomendado apenas para interiores ou quando a tinta é aplicada sobre superfícies
muito absorventes.
Como correção recomenda-se efetuar a selagem através da utilização de produtos para tal fim.
17.10.2 Eflorescência
Manchas esbranquiçadas que aparecem sobre a película da tinta, ocasionada quando sua aplicação se dá
sobre reboco mal curado ou com a presença de umidade e altas concentrações de sais. A secagem do
reboco se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor, que arrasta materiais alcalinos solúveis do
interior para a superfície pintada, onde se deposita, causando a mancha. A eflorescência pode acontecer
também em superfícies de cimento-amianto, concreto, tijolo cerâmico e etc.
Recomenda-se, como forma de evitar esta patologia, aplicar qualquer tipo de pintura em reboco somente
após 30 dias da sua execução, certificando que a superfície esteja completamente seca. No caso das
situações em que está confirmada a existência de concentrações anormais de sais, deve-se aguardar a
secagem da superfície, eliminar eventuais infiltrações, aplicar o fundo preparador de paredes a base d’água
e posteriormente o acabamento.
Para correção recomenda-se que seja aguardada a cura total do reboco ou caso o problema seja
infiltração/vazamento, que este seja corrigido para que se proceda o lixamento e a nova aplicação das
camadas de proteção tão logo o substrato esteja seco.
17.10.3 Desagregamento
Destruição da pintura que começa a esfarelar, destacando-se da superfície juntamente com partes do
reboco.
Este problema ocorre quando a tinta foi aplicada antes que o reboco estivesse curado ou pela presença de
umidade negativa na superfície. Portanto, antes de pintar um reboco novo, deve-se aguardar cerca de 28
dias para que o mesmo esteja curado e completamente seco.
Como medida corretiva, deve-se lixar/raspar as partes soltas, corrigir as imperfeições profundas com reboco
e selar a superfície com fundo preparador de paredes a base d’água, convenientemente diluído, aplicando o
acabamento em seguida.
17.10.4 Saponificação
Surgimento de manchas e descascamento do filme que promove a destruição das tintas ou o retardamento
da secagem das tintas sintéticas, em virtude de o produto ter sido aplicado sobre superfícies não curadas ou
com alcalinidade excessiva.
Neste caso, a superfície apresenta-se sempre pegajosa, podendo até escorrer óleo. A saponificação é
causada pela alcalinidade natural da cal e do cimento que compõe o reboco. Essa alcalinidade, na presença
de certo grau de umidade, reage com a acidez característica de alguns tipos de resina, acarretando a
saponificação.
Recomenda-se aguardar a cura total do reboco por trinta dias.
Para corrigir a saponificação em tinta látex, recomenda-se raspar, escovar ou lixar a superfície, eliminando
as partes soltas ou mal aderidas. Isto feito, aplica-se uma demão de fundo preparador de paredes base
d'água e depois o acabamento.
A correção de saponificação em pintura alquídica (esmalte sintético e tinta a óleo) é feita removendo
totalmente a tinta mediante lavagem com solventes, raspando e lixando.
Às vezes, pela dificuldade em remover esse tipo de tinta, costuma-se aquecer a pintura com maçarico até
que esta estoure, raspando-se em seguida, ainda quente. Depois, aplicar uma demão de fundo preparador
para paredes base d'água, diluído conforme recomendação descrita na embalagem do produto aplicando

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 16


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em seguida o acabamento.
17.10.5 Manchas ocasionadas por pingos de chuva
Superfícies pintadas com tinta látex recebem pingos isolados, normalmente de chuva, antes que a tinta
esteja completamente seca. Os pingos isolados/garoa, ao molharem a pintura, trazem à superfície os
materiais solúveis da tinta, surgindo as manchas. Entretanto, se chover efetivamente, não apenas pingos
isolados/garoa, não haverá manchas. Desta forma, deve-se evitar a realização de pinturas externas em dias
onde não haja segurança de que não irá chover, com ventos fortes, temperatura abaixo de 10 °C e umidade
superior a 90 %.
Este fato é uma característica de tintas foscas e principalmente tintas de tonalidade intensa. Uma vez
ocorrido o problema sugere-se, como forma de minimizá-lo, lavar a superfície ligeiramente, sem, contudo,
esfregá-la.
A lavagem acima indicada deve ser realizada assim que as referidas manchas foram observadas, caso essa
lavagem seja realizada vários dias depois a dificuldade para eliminar as referidas manchas tende a
aumentar, podendo ser necessária uma nova demão de tinta.
17.10.6 Fissuras
Ocasionadas pelo excesso de aglomerante (cimento) nos rebocos, por insuficiente tempo de carbonatação
da cal ou por camada muito grossa de reboco.
Como medida corretiva recomenda-se a utilização de massa acrílica, aplicando uma camada sobre as
mesmas e em seguida, promover o lixamento.
17.10.7 Descascamento
O descascamento é causado por falta de aderência do produto aplicado devido à presença de pó (tinta
antiga pulverulenta) sobre a superfície, falta de diluição da tinta, uso de fundos ou massas de baixa
qualidade.
O descascamento da tinta pode acontecer quando a pintura for executada sobre caiação, sem que se tenha
preparado a superfície. A aderência da cal sobre a superfície não é boa, constituindo camada cheia de pó.
Portanto, qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a descascar rapidamente. Para que isso não
ocorra, antes de pintar sobre caiação, elimine as partes soltas ou mal-aderidas, raspando ou escovando a
superfície. Depois, aplique uma demão de fundo preparador de paredes base d'água.
O descascamento da tinta também pode ocorrer quando, na primeira pintura sobre reboco, a primeira
demão não foi bem diluída ou havia excesso de poeira na superfície. Neste caso, lembramos que, quando
se desejar aplicar a tinta diretamente sobre o reboco, a primeira demão deverá ser bem diluída.
Para corrigir o descascamento, recomenda-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total das partes
soltas ou mal-aderidas. Em seguida deve-se aplicar uma demão de fundo preparador de paredes base
d'água e aplicar o acabamento.
17.10.8 Bolhas
As bolhas são causadas por falta de aderência do produto aplicado devido à presença de pó (tinta antiga
pulverulenta) sobre a superfície ou ainda por infiltrações de umidade no substrato, causadas por falhas nas
impermeabilizações, trincas e vazamentos em tubulações, por exemplo.
A ocorrência de chuvas antes da pintura, principalmente em superfícies novas, pode ocasionar retenção de
umidade nestas superfícies, a qual pode levar dias para secar. Da mesma maneira chuvas ocorridas antes
da secagem completa da tinta/massa podem provocar bolhas, manchas e outros problemas, pois os
produtos ainda não adquiriram sua resistência total.
A aplicação de produtos indicados exclusivamente para áreas internas com a massa corrida também causa
bolhas e desplacamento quando aplicada em áreas externas.
Quando a causa das bolhas é devido à presença de umidade no substrato essa umidade deverá ser
totalmente eliminada antes de qualquer procedimento de repintura desses locais.
A correção dos locais com bolhas deve ser realizada da seguinte maneira:
• Remover todas as bolhas, partes soltas e mal aderidas com uso de espátula, escova de aço e lixa;
• Esta remoção também pode ser realizada através do hidrojateamento da superfície
com o equipamento apropriado (hidrojateadora);
• Aplicar na superfície uma demão de fundo preparador para paredes base água. Esse produto

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penetra na superfície e agrega as partículas tornando-as coesas para a sequência da pintura;


• Nivelar a superfície com massa acrílica (áreas externas ou molháveis) ou massa corrida (áreas
internas e secas) e repintar a superfície com o produto desejado.
17.10.9 Bolhas na repintura
Ocorre quando a tinta nova amolece a película de tinta velha causando dilatação. Deve-se utilizar tintas
novas, compatíveis com as anteriormente aplicadas. Para a correção deverão ser seguidos os mesmos
passos conforme descritos no item anterior.
17.10.10 Manchas amareladas
Causadas por deposição de gordura, óleo ou alcatrão sobre a película de tinta.
Como medida corretiva deve-se lavar a superfície com solução de 10 % de amoníaco em água ou
detergentes com este agente.
17.10.11 Manchas e retardamento de secagem em pintura ou envernizamento de madeiras
Podem ocorrer quando a repintura foi feita sobre madeira com resíduos de soda cáustica, utilizada na
remoção da pintura anterior. Para prevenir este problema, antes de repintar, deve-se eliminar por completo
qualquer resíduo de soda cáustica (ou similar), lavando a superfície com bastante água. Aguarde a
secagem e repinte.
Se o problema já existir, remova a pintura e siga as mesmas instruções acima. Os defeitos em questão
também podem ser causados pela migração de ácidos orgânicos ou resinas naturais, característica de
certos tipos de madeira. Tais ácidos e resinas também podem estar presentes em madeiras tratadas de
forma inadequada.
Elimina-se o problema aplicando na madeira o selador apropriado.
17.10.12 Trincas e má aderência em madeiras
Geralmente ocorre quando se utiliza massa corrida PVA ou massa acrílica para corrigir imperfeições da
madeira, principalmente em portas.
Para correção, remova a massa corrida PVA ou acrílica e aplique uma demão de tinta branca diluída com
até 30 % de aguarrás. Depois, corrija as imperfeições com massa a óleo, lixe, elimine o pó e
aplique acabamento.
17.10.13 Escorrimento
Ocasionado pela diluição insuficiente da tinta, má aplicação, utilização de solvente rápido ou aplicação de
camadas muito finas. Para correção deve ser removida a tinta escorrida com lixamento adequado e
posteriormente ser aplicada uma nova demão na área restaurada.
17.10.14 Secagem deficiente
Motivada pelo incorreto preparo da superfície, não sendo eliminados alguns contaminantes tais como: óleo,
graxa, ceras, gorduras, etc. Outro motivo é a aplicação sobre superfícies altamente alcalinas, em ambientes
úmidos ou com baixas temperaturas.
Para correção recomenda-se, além da limpeza prévia do substrato, reaplicar a pintura em temperaturas
superiores a 10°C e umidade relativa do ar inferior a 85 %.
17.10.15 Enrugamento
Este problema ocorre quando a camada de tinta se torna muito espessa, devido à aplicação excessiva de
produto, seja em uma demão ou sucessivas demãos sem aguardar o intervalo entre demãos, ou quando a
superfície, no momento da pintura, se encontrava com alta temperatura. O excesso de camada
normalmente ocorre nos cantos e junções de esquadrias (portas e janelas). A utilização de solventes
diferentes dos recomendados nas embalagens dos produtos (gasolina, querosene, thinner, etc.) para
diluição da tinta também poderá ocasionar enrugamento da película de tinta, principalmente nos esmaltes e
vernizes.
Algumas tintas não devem ser aplicadas sob luz solar; desta forma, recomenda-se, quando necessário,
consultar o FABRICANTE da tinta utilizada.
Para corrigir, recomenda-se remover toda a tinta aplicada através de espátula e/ou escova de aço e
removedor apropriado e limpar toda a superfície com aguarrás ou thinner, a fim de eliminar vestígios de
removedor. Deixar secar e repintar.

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17.10.16 Mofo
Proporcionado pela existência de ambientes extremamente úmidos ou quentes, com pouca ventilação e
circulação de ar ou pouco iluminado.
Como medida corretiva deve-se lavar a superfície com solução de água sanitária diluída em água potável na
proporção 1:1, e a seguir, repintar a superfície.
17.10.17 Crateras
Este problema ocorre devido à presença de óleo, graxa ou gorduras na superfície a ser pintada, bem como
quando a tinta é diluída com materiais não recomendados, como gasolina, querosene, etc. Em metais esse
problema também pode ocorrer com a presença de água na superfície quando a pintura é realizada com
produtos base aguarrás.
Para corrigir, recomenda-se remover toda a tinta aplicada, através de espátula e/ou escova de aço e
removedor apropriado e em seguida limpar toda a superfície com aguarrás ou thinner, a fim de eliminar
vestígios de removedor. Deixar secar e pintar.
17.11 CRITÉRIO DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO
Para aferição do quantitativo de serviços realizados “in loco”, a FISCALIZAÇÃO deverá fazer uso de
equipamento de medição em todas as áreas, confrontando com medidas indicadas em projeto, registrando
em que locais foram realizados cada serviço.
17.11.1 Preparo e pintura em paredes de área externa e interna
[Link] Medição
Será efetuada em (metro quadrado) m² considerando a área real de parede, conforme a camada que foi
aplicada. Os serviços de emassamento, aplicação de fundo (selador, preparador), e pintura devem ser
apropriados e medidos separadamente e de acordo com o ambiente, o tipo de acabamento e a quantidade
de demãos.
Todos os vãos deverão ser descontados (portas, janelas etc.).
As áreas de espalas/requadros não deverão ser apropriadas, entretanto o consumo de materiais e serviços
foram considerados nas composições.
As etapas de lixamento, tanto do substrato quanto da massa, estão consideradas nas composições de
serviço correspondentes.
[Link] Pagamento
Será pago ao preço unitário contratual, contemplando toda a mão de obra e materiais necessários para a
realização de cada serviço bem como o fornecimento de todas as ferramentas a serem utilizadas.
Quando necessários equipamentos auxiliares para a elevação do pintor/auxiliar (andaime, plataforma
elevatória, balancim, etc.), estes deverão ser previstos e apropriados em item específico.
17.11.2 Preparo e pintura de pisos
[Link] Medição
O serviço de preparo do piso, correspondente à limpeza e lixamento, deve ser medido em (metro quadrado)
m² considerando a área real do piso trabalhada.
A pintura do piso deve ser apropriada e medida em m² considerando a área real de piso pintada, conforme
tipo de acabamento e número de demãos.
A pintura de meio fio deve ser medida em (metro) m, considerando o comprimento de meio-fio a ser pintado
e conforme número de demãos.
A aplicação de primer ou fundo preparador está incluída nas composições de serviço de pintura de piso. Do
mesmo modo, cada composição está adequada ao número de demãos, isto é, não deve haver acréscimo de
área em função do número de demãos considerado.
[Link] Pagamento
Será pago ao preço unitário contratual, contemplando toda a mão de obra e materiais necessários para a
realização de cada serviço bem como o fornecimento de todas as ferramentas a serem utilizadas.

4ª edição / Julho 2025 CAPÍTULO 17 17 - 19


CADERNO DE ENCARGOS
PINTURA

17.11.3 Preparo e pintura de superfícies metálicas


[Link] Medição
O serviço de preparo de superfície metálica deve ser medido em (metro quadrado) m², considerando a área
da superfície lixada.
O serviço de aplicação manual de fundo (tipo zarcão) deve ser medido em (metro quadrado) m²,
considerando a área da superfície multiplicada pelo número de demãos.
Os serviços de pintura de superfícies metálicas devem ser medidos em (metro quadrado) m², considerando
a área da superfície a ser pintada, conforme o tipo de acabamento e a quantidade de demãos.
Quando necessários equipamentos auxiliares para a elevação do pintor/auxiliar (andaime, plataformas
elevatórias, balancim, etc.), estes deverão ser previstos e apropriados em item específico.
[Link] Pagamento
Será pago ao preço unitário contratual, contemplando toda a mão de obra e materiais necessários para a
realização de cada serviço bem como o fornecimento de todas as ferramentas a serem utilizadas.
17.11.4 Preparo e pintura de superfícies de madeira
[Link] Medição
Será efetuada em m² considerando a área real lixada, aplicada fundo preparador, massa, verniz ou pintura.
A quantidade de demãos deverá ser observada de forma que tais serviços serão medidos em seus itens
específicos, ou seja, itens que já consideram em sua composição a aplicação de duas demãos não deverão
ter sua área duplicada na apropriação e medição.
Quando necessários equipamentos auxiliares para a elevação do pintor/auxiliar (andaime, plataformas
elevatórias, balancim, etc.), estes deverão ser previstos e apropriados em item específico.
[Link] Pagamento
Será pago ao preço unitário contratual, contemplando toda a mão de obra e materiais necessários para a
realização de cada serviço bem como o fornecimento de todos os materiais e ferramentas a serem
utilizadas.
17.11.5 Tratamento de superfícies (concreto, pedras naturais, cerâmica, alvenaria)
[Link] Medição
Será efetuada em m² considerando a área real polida/estucada, aplicada verniz ou silicone.
A quantidade de demãos deverá ser observada para o caso do serviço de aplicação de verniz não devendo
ter sua área duplicada na apropriação e medição.
Quando necessários equipamentos auxiliares para a elevação do pintor/auxiliar (andaime, plataformas
elevatórias, balancim, etc.), estes deverão ser previstos e apropriados em item específico.
[Link] Pagamento
Será pago ao preço unitário contratual, contemplando toda a mão de obra e materiais necessários para a
realização de cada serviço bem como o fornecimento de todas as ferramentas a serem utilizadas.
17.12 REFERÊNCIAS
IBRAOP. Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas. PROC-IBR-EDIF-052-2015-
ExecucaodePintura. Verificar a qualidade e a quantidade dos serviços na execução de pinturas.
Florianópolis, 2015. 5p
NBR 11702:2010 - Tintas para edificações não industriais
NBR 13245:2011 - Execução de pinturas em edificações não industriais

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