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Iridologia Orgânica

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IRIDOLOGIA ORGÂNICA

NOSSA HISTÓRIA

A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de


empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior.

A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de


conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais,
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação.

A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma


confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica,
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.
Sumário
Unidade 1: Iridologia .................................................................................................4
Seção 1.1: Acerca dos conhecimentos de Iridologia ...................................................4
Seção 1.2: A iris e o mito .......................................................................................... 15
Seção 1.3: Os olhos refletem o universo e a vida ..................................................... 22

Unidade 2: Introdução Iridologia Orgânica ........................................................... 24


Seção 2.1: Os sistemas orgânicos e seus órgãos..................................................... 24
Seção 2.2: A Iridologia não pode revelar .................................................................. 30
Seção 2.3: Resumo dos principais sinais que aparecem na íris ............................... 32
Seção 2.5: Ética profissional - Relacionamento Terapeuta x Cliente ........................ 41

Unidade 3: Iridologia Orgânica .............................................................................. 43


Seção 3.1: Tipo orgânica .......................................................................................... 43
Seção 3.2: Como a iridologia pode identificar meu problema de saúde?.................. 50
Seção 3.3 Iridologia - Orgânica e Comportamental................................................... 54

Referências .............................................................................................................. 57

3
Unidade 1: Iridologia

Seção 1.1: Acerca dos conhecimentos de Iridologia


Assim como os olhos são as janelas da alma, a íris é o espelho do corpo, pois
nela se refletem os desequilíbrios do organismo.
A observação das doenças através dos olhos é tão antiga quanto à própria
humanidade. Tanto na China como no Tibete as mudanças e sinais nos olhos já eram
relacionados com anomalias ou alterações internas do organismo. Existem também
referências sobre o assunto em trabalhos deixados por Hipócrates e em registros da
Escola de Salerno, centro de estudos de medicina que já existia no século IX e que
prosperou durante toda a Idade Média. Hoje o diagnóstico pela íris está difundido em
todo o mundo, com maior desenvolvimento na Europa e nos Estados Unidos.
Acessível, objetivo e direto, o irisdiagnóstico pode ser praticado por qualquer
profissional da área terapêutica ou até mesmo por leigos que se dediquem ao estudo
da Iridologia.
Os olhos não mentem jamais
Irisdiagnóstico é o método que permite diagnosticar doenças, disfunções e
alterações orgânicas pela simples observação da íris parte colorida que é circundada
pelo "branco dos olhos". Esse método permite a observação direta da íris sem
recursos técnicos especiais, se bem que uma lente de aumento ajustada a um foco
luminoso produz melhores resultados. Existem também lupas iluminadas que facilitam
o exame, além dos iridoscópios, que ampliam o campo observado e podem ser
acoplados a câmaras fotográficas. Mas é possível realizar o diagnóstico pela íris
munido apenas de uma lupa potente e uma pequena lanterna. As lupas com foco
luminoso utilizadas em filatelia são muito apropriadas para um diagnóstico razoável.
É muito importante deixar claro que irisdiagnóstico não é o estudo das doenças da íris
ou dos olhos, mas sim de qualquer parte do corpo através da observação da íris. Esse
estudo também não tem nada a ver com exame de "fundo de olho", que consiste no
exame oftalmológico da retina, ou parte posterior e profunda dos olhos, bem além da
íris. O irisdiagnóstico fornece sinais que devem ser avaliados e interpretados segundo
a sua localização na íris e obedecendo aos critérios da Iridologia.

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Um pouco de história
Philipus Meyens foi o primeiro a publicar um trabalho sobre Iridologia. Isso foi
em 1670 em Desden, Alemanha, e seu livro fazia um interessante estudo sobre sinais
iridológicos e suas relações com determinadas doenças, apresentando um pequeno
mapa da íris com áreas representativas de alguns órgãos do corpo humano. Depois
foi a vez de Johann Sigmund Eltzholtz (Nürnberg, 1695) se aprofundar mais no estudo
de Meyens. Quase um século mais tarde, em Göttingen, Christian Haertls, baseado
nos estudos de Meyens e Eltzholtz, lança um polêmico e importante trabalho. Mas é
com o clínico húngaro Ignatz von Peczely (1822-1911) que a Iridologia começa a ficar
conhecida. Segundo a história, Peczely caçou uma coruja que, ao fraturar uma pata
na armadilha, apresentou um fino traço na região inferior da íris correspondente ao
lado fraturado. Com a curiosidade aguçada pelo fato, Peczely acompanhou a
consolidação da fratura, constatando que o traço da íris desaparecia aos poucos
restando apenas uma marca muito tênue. Estudando outros autores sobre o assunto,
Peczely desenvolveu então pesquisas comparativas em hospitais, formando um
considerável grupo de discípulos. Em 1881, após muitas dificuldades, conseguiu
lançar seu primeiro trabalho. Muitas obras sobre o assunto surgiram depois na
Europa, principalmente na Alemanha. O interesse pela Iridologia espalhou-se pela
Europa, no início da década de 1900 o novo sistema foi introduzido nos Estados
Unidos pelo Dr. Nils Liljequist, um homeopata sueco. E foi um norteamericano, o Dr.
Bernard Jensen, que desenvolveu o mapa da íris que atualmente é mais conhecido e
utilizado.
Anatomia dos olhos
Além das funções visuais, a íris representa, em sua topografia, os órgãos e
sistemas do corpo humano.
O globo ocular é uma esfera eliptóide mais parecida com um ovo do que com
uma bola perfeita. Tem três camadas distintas e concêntricas: a esclerótica, o tracto
uveal e a retina. A íris, que é a parte que mais nos interessa aqui, é um dos
componentes do tracto uveal e é a parte colorida dos olhos, geralmente castanha,
azul, cinzenta ou verde, circundando a pupila, também conhecida como "menina dos
olhos". A íris é constituída por quatro zonas e seis camadas e sua principal função é
permitir a maior ou menor entrada de luz, graças a sua capacidade de contração ou
descontração, segundo a quantidade de luz ambiental. Ela depende ainda de

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estímulos do sistema nervoso autônomo, que produzem a miose (contração) e a
midríase (dilatação).
Os órgãos do corpo através da íris
Além de suas importantes funções visuais, a íris é responsável pela
representação, em sua topografia, de todas as partes do organismo. Assim, qualquer
alteração fisiológica determina modificações iridais correspondentes à região do órgão
ou parte alterada. Embora seja ainda uma teoria não aceita universalmente, a
Iridologia entende que as modificações na íris surgem devido à comunicação direta
do sistema nervoso central com esse órgão através do gânglio ciliar e da cadeia
simpática. Qualquer alteração orgânica projeta, via sistema nervoso, uma modificação
no padrão normal da textura e da cor da íris.
Como os órgãos se representam na íris
A íris representa todas as partes do organismo em sua topografia. Isso é
possível graças ao Sistema Nervoso Autônomo, composto de duas cadeias nervosas
- o simpático e o parassimpático - que inervam todas as partes do organismo e levam
impulsos sobre a situação de cada região até o cérebro (Sistema Nervoso Central) e
até a íris, onde essas impressões ficam registradas.
O mapa da íris
Um instrumento valioso, que facilita a identificação dos sinais característicos de
cada paciente.
O mapa iridológico é a representação gráfica das áreas da íris correspondentes
aos órgãos, sistemas e regiões do corpo humano. A melhor maneira de compreender
a perfeita e simétrica distribuição dos órgãos na íris é observando o mapa iridológico
com todo o cuidado. A primeira vista surge um certo grau de dificuldade para localizar
um órgão ou região na íris, e na prática também aparecem obstáculos que podem ser
superados à medida que o estudante se aprofunda no assunto.
O sistema gastrointestinal
No centro do olho está a pupila, que é um espaço determinado pela maior ou
menor dilatação da íris, de acordo com o grau de luminosidade presente. Circundando
a pupila está a área do estômago. Cada metade desse órgão aparece na íris do lado
correspondente: do lado esquerdo, o cárdia; do direito, o piloro. Ao redor dessa área
está a região dos intestinos, sendo que o intestino delgado situa-se na parte interna
ou medial de cada íris. Na íris direita, a região do duodeno não se comunica com a do
jejuno, que desce pelo ângulo interno, circundando a região do estômago, indo

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comunicarse abaixo com a região do ceco e com a área do apêndice ileocecal, que
faz uma vírgula no sentido dos pés. Nessa região começa a área correspondente ao
intestino grosso; o cólon ascendente sobe pela região lateral ou externa da íris,
representado apenas pela sua metade direita. A metade esquerda do cólon transverso
está representada na íris esquerda, onde continua como cólon descendente, percorre
a região lateral ou externa da íris esquerda, na parte bem próxima à área do estômago.
O cólon descendente descreve um leve arco e continua para baixo, fazendo uma
curva acentuada para a direita, sendo que a região passa a representar o cólon
sigmóide, que segue até as proximidades do início do intestino delgado na região
interna da íris esquerda, formando então a região relativa ao reto e ao ânus. Neste
caso, o reto e o ânus pertencem ao grupo de órgãos que não tem representação
bilateral, fazendo parte apenas da íris esquerda. A área gastrintestinal, descrita acima,
tem uma distribuição irregular, não obedecendo ao mesmo padrão da representação
das demais áreas correspondentes aos outros órgãos.
O sistema nervoso e outras funções
Circundando a região das vísceras digestivas há uma área quase circular,
chamada coroa iridal, onde está representado o sistema nervoso autônomo. É o ponto
de reunião de fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas. Os órgãos bilaterais,
como rins, pulmões, supra-renais, testículos, ovários e olhos são representados nas
duas íris. Exemplo: o rim direito aparece numa área da íris direita e o rim esquerdo na
íris esquerda. Devido à característica de sua posição anatômica, alguns órgãos são
representados na íris correspondentes ao lado do corpo que ocupam. Assim, o fígado
e a vesícula biliar estão representados na íris direita, enquanto o coração e o baço
estão localizados na íris esquerda. Fugindo um pouco ao padrão, o pâncreas está na
íris direita e o plexo solar na esquerda. Há alguma controvérsia quanto à localização
da região cardíaca, prevalecendo a tendência de se aceitar sua representação na íris
esquerda.
As glândulas e o cérebro
Órgãos como as glândulas endócrinas e o cérebro têm suas partes
representadas nas duas íris. A hipótese, a pineal e o timo têm representação bilateral,
como é também o caso de órgãos únicos centrais: o útero, a próstata, a vagina, o
pênis, a bexiga, a boca, a laringe, a traquéia, o esôfago, as cordas vocais, o nariz, a
medula espinhal, a coluna vertebral. O lado mais externo da íris, correspondente ao
limbo esclerocorneano, é a área que representa a pele.

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Logo abaixo dessa área está a região que corresponde à circulação periférica,
ao sistema linfático e ao sistema circulatório venoso e arterial.
A cor dos olhos
Tanto o colorido como a textura e a densidade da íris podem fornecer
informações importantes sobre a saúde da pessoa.
As cores naturais básicas as íris são três: castanho, azul e cinza. A íris
castanha, que é a mais comum, indica a presença do pigmento denominado melanina,
ou de outros pigmentos escuros depositados no estroma iridal. Já a íris azul tem uma
menor quantidade de pigmentos no estroma, deixando assim transparecer uma parte
da última camada iridal, a camada retiniana. A coloração cinzenta deve-se a uma
compactação e estreitamento do estroma iridal, fato muito comum na velhice, e isso
explica a mudança de coloração dos olhos de pessoas mais idosas.
Íris verde, sinal de fraqueza
A íris de cor verde, embora bastante comum é considerada, é considerada
resultado de um enfraquecimento interno, ou seja, não é tida como íris de bom padrão.
Tratamentos naturais bem sucedidos podem, em alguns casos, modificar a coloração
da íris verde para azul. A íris muito negra, da mesma forma, não é considerada normal,
pois tal coloração pode ocorrer devido à presença de toxinas nos órgãos internos. Os
albinos têm íris avermelhadas em função da completa ausência de pigmentos nas
camadas da íris, permitindo a projeção da cor vermelha dos vasos iridais. Algumas
pessoas possuem uma íris de cor diferente da outra ou apresentam uma grande
mancha marrom dentro de uma íris azul. Essas modificações são provocadas por
depósitos de toxinas ou compostos químicos em regiões do corpo. Essas
transformações são comuns em tratamentos intensos à base de antibióticos,
quimioterápicos fortes ou corticóides, e nos casos de intoxicação por produtos
químicos como enxofre, fósforo, iodo, sódio e outros. Tais alterações também podem
significar enfraquecimento generalizado do organismo, irritações e problemas
circulatórios - sua interpretação depende da experiência do observador.
Textura e densidade da íris
Uma íris tem boa textura ou densidade quando suas fibras são bem
compactadas, próximas e finas. A textura é determinada pela organização das fibras.
Uma íris de boa densidade é homogênea, sem marcas, indicando boa saúde e boa
constituição herdadas. É um tipo raro atualmente, quando é comum encontrarmos íris
de má textura, com machas, orifícios e separações entre as fibras. Muitas vezes, hoje

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em dia, as crianças já nascem com fraca densidade iridal, o que significa herança de
má saúde e enfraquecimento. O portador de íris com má textura está sujeito a
problemas de saúde e exige sempre cuidados. Após um processo terapêutico eficaz,
geralmente ocorre uma melhora da má densidade iridal, mas é difícil uma recuperação
completa e total.
A íris pode apresentar também sinais em virtude de cirurgias em qualquer parte
do corpo, ou lesões, fraturas, contusões intensas, perdas de tecido, cortes, etc., que
determinam modificações da textura iridal. Esses sinais tendem a nunca se modificar
ou desaparecer, permanecendo como uma espécie de cicatriz.
Como a íris reflete as doenças
Os sinais da íris são dinâmicos, mudando de cor e de aspecto conforme os
processos de agravamento das doenças ou de recuperação do organismo.
Uma íris normal se caracteriza pela ausência de sinais, orifícios e sombras. Os
sinais de degeneração verificadas no exame iridológico variam de coloração entre o
branco e o negro, passando pelo cinza-claro e pelo cinza-escuro. Sinais de cor branca
indicam um estágio inflamatório agudo de intensidade variada ou um acúmulo de
material ácido. Marcas negras indicam um estágio crônico, degenerado e destrutivo,
próprio das condições em que a doença determina perda ou degeneração dos tecidos,
como no caso de câncer e outros tipos de tumores. Marcas de cirurgias e outras
mutilações também podem surgir em forma de manchas escuras, mas sem grande
profundidade, e geralmente com os bordos bem delimitados.
Sinais que se aprofundam
Para entender melhor este processo, é importante saber que as camadas da
íris são superpostas. Quando uma doença está no seu estado agudo, geralmente
inflamatório, há uma elevação na segunda camada iridal. Se a doença se torna
crônica, as camadas mais profundas da íris são atingidas. Isso não significa uma lesão
da íris, mas um sinal representativo de algo que ocorre no órgão correspondente,
segundo o mapa iridológico. Quando a doença evolui sem tratamento adequado,
ocorre um aprofundamento de marca para as camadas mais internas: do branco surge
um aprofundamento leve de cor cinza-claro (estágio sub-agudo), depois mais
profundamente ainda para o cinza-escuro ou verde-profundo (estado crônico) e,
finalmente, aparece um orifício ou marca funda de base negra. Esse quadro aponta
uma condição degenerativa final ou destrutiva. É importante, no entanto, distinguir
esse tipo de sinal das manchas negras superficiais, que têm outro significado.

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Conhecendo os sinais de cura
O diagnóstico pela íris pode revelar se um tratamento está ou não produzindo
resultados realmente satisfatórios, e não significa apenas uma simples eliminação
superficial de sinais e sintomas. Isso pode ser entendido observando-se a presença
dos sinais iridais que caracterizam uma ação de cura. Se um sinal da íris, fundo e de
base negra, representa uma lesão degenerativa ou tumoral (gangrena, câncer, etc.),
e o tratamento aplicado é eficaz, começam a surgir traves ou linhas sinuosas
esbranquiçadas no fundo dessas marcas.
Dando seqüência ao processo de cura, essas traves brancas intensificam-se
gradativamente até que a base da lesão fica totalmente esbranquiçada. Nesta fase,
geralmente há um retorno de antigos sinais clínicos ou uma intensificação dos
sintomas da doença, ocorrendo um processo inflamatório de caráter agudo. É o que
se chama de "crise de cura". De acordo como os postulados mais conhecidos da
Medicina Natural, essa crise representa a única forma real de curar, uma vez é
necessário provocar um retrocesso na evolução da doença, caso contrário ela
permanecerá latente e ativa.
Quando o tratamento não é adequado ou quando não se consegue reproduzir
o fenômeno de reequilíbrio vital ou de recuperação biológica, os sinais de cura são
muito fracos, quando não inexistentes.
Dietas, ervas e hidroterapia
Quando se usa um antibiótico no combate a uma infecção crônica, surgem
primeiro sinais de subagudização (cinza-claro ou esverdeado), depois de cronificação
ou latência e até sinais de degeneração, pois o antibiótico combate só os germes, que
são apenas um dos fatores, ou somente os resultados da infecção. Já na Medicina
Natural moderna e cientifica, a atenção do terapeuta voltase para o indivíduo como
um todo. O tratamento básico de um processo infeccioso sem risco imediato é a
limpeza dos tecidos, depuração, oxigenação adequação, alcalinização e diminuição
da viscosidade dos humores corporais. Isso é obtido por meio de recursos como dietas
especiais, ervas medicinais, hidroterapia e outras práticas naturais. Nos casos
urgentes, entretanto, pode-se aplicar recursos da medicina moderna, segundo a
experiência do terapeuta. As lesões ou marcas que modificam a textura normal da íris,
determinando separação ou interrupção das fibras, são chamadas de criptas, lagunas
e ravinas. Elas configuram os principais tipos de problemas que vimos até agora.

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Sinais de alerta
O exame iridológico é capaz de revelar as tendências do organismo antes que
elas possam ser detectadas por qualquer outro tipo de diagnóstico.
Um dos sinais anormais mais freqüentes que aparecem na íris é provocado
pela presença de acidez e muco no organismo. Surge então uma área iridial enevoada
ou pontilhada, sempre em tonalidade branca. Quanto mais forte o sinal, mais intenso
é o processo, que pode chegar até à infecção.
Esse acúmulo de acidez e muco nos tecidos e órgãos é bastante comum devido
à alimentação moderna, excessivamente rica em produtos acidificantes e
fermentativos. Entre os alimentos que mais contribuem para esse tipo de problema
estão o açúcar refinado, a farinha branca, os enlatados, os alimentos pastosos (sem
fibras), as carnes em conserva e outros alimentos industrializados.
Onde há muco, há renovação
Segundo a filosofia da Medicina Natural, o muco é uma forma de eliminação
dos elementos prejudiciais ao organismo. Assim, onde houver sinais de acúmulo de
muco está ocorrendo uma tentativa de renovação por parte do tecido correspondente.
Uma infecção é sempre uma forma de recuperação, desencadeada pelo próprio
organismo. Nestes casos, o tratamento mais sensato consiste em ajudar o corpo
nesse trabalho, como nos ensinou Hipócrates. Dentro desse raciocínio, os germes
não seriam mais do que elementos secundários e oportunistas.
Anéis nervosos
Para fazer um bom diagnóstico é conveniente praticar bastante e aprender a
interpretar o múltiplo significado dos anéis nervosos. Eles geralmente indicam irritação
nervosa e estão presentes em casos de neurites, nevralgias, espasmos viscerais
(cólicas), contrações musculares, cãibras, acúmulo de ácido lático nos músculos,
dores, insônia, alterações emocionais fortes, stress e até mesmo inflamações
dolorosas e queimaduras. No caso de toxicômanos ou pessoas sob a ação de drogas
ou analgésicos fortes, os anéis aparecem com freqüência.
Os anéis nervosos têm vários tamanhos, podem circundar completa ou
parcialmente a pupila e também podem ser múltiplos, bem delimitados, finos ou
grossos. Quanto maior o anel, maior é a área afetada. Anéis pequenos e
entrecortados indicam situação menos críticas. É uma boa conduta em Iridologia
procurar saber onde começa e termina o anel, para que se possa ter idéia de quais
as regiões afetadas.

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Anel escuro
Pode ser observado na periferia da íris, na região correspondente à área da
pele. Tem coloração escura, muitas vezes negra e opaca, e às vezes é mais fino ou
mais grosso em determinada área. Pode abranger também áreas iridais internas, indo
da 5.ª a 6.ª zona menor (local mais comum) e até mesmo à 3.ª zona menor em casos
mais adiantados. O anel escuro indica acúmulo de substâncias tóxicas, especialmente
de origem alimentar ou medicamentosa, na região da pele, tecido subcutâneo, sistema
micro circulatório e linfático periférico. A pele é o mais importante órgão de eliminação
que o organismo possui. Qualquer alteração da sua função provoca acúmulos.
Quando o anel escuro surge fora da íris, ou na esclerótica, circundando a íris
externamente, significa que há excesso de carga tóxica crônica no sangue.
Anel de sódio e arco senil
Estes são dois sinais que aparecem nas áreas mais periféricas da íris, mais
exatamente de córnea. Descrevem arcos completos ou interrompidos e podem variar
em largura, densidade e cor. Geralmente são de um branco leitoso e azulado, e às
vezes densamente brancos e facilmente visíveis a olho nu. É importante diferenciar
bem esses dois sinais, que muitas vezes aparecem juntos. O anel de sódio tem limites
mais preciosos e mais marcados que o arco ou halo senil, que é mais difuso e de difícil
delimitação, podendo surgir apenas como uma névoa esbranquiçada. Quando os dois
aparecem juntos, têm o aspecto de um anel branco e denso, ocupando grande parte
da região corneana, como se a esclerótica cobrisse a córnea.
Arco senil e a arteriosclerose
O arco ou halo senil significa anemia da região correspondente, devido à falta
de irrigação sanguínea suficiente. É conseqüência do acúmulo de substância sódicas
nas artérias de pequeno calibre e do seu endurecimento (arteriosclerose). O arco senil
já é um sinal conhecido em geriatria, mas não tem o mesmo significado e explicação
que a Iridologia lhe dá. Para a geriatria, o arco senil é um sinal clássico de velhice. A
Iridologia, por sua vez, utiliza o termo "anemia de extremidades" para indicar o
resultado do fenômeno de esclerose dos vasos: o idoso tem a pele ressecada e pálida,
com sua função de excreção diminuída, tem mãos e pés frios e memória deficiente. O
halo senil que é sempre um sinal bilateral indica acometimento difuso do córtex
cerebral, representando má circulação, falência da memória e declínio das funções do
cérebro.

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Tanto o anel de sódio quanto o arco senil surgem também como resultado do
acúmulo de outras substancias além do sódio, ou mesmo devido à calcificação das
artérias e a perturbação metabólicas, como nos casos de diabetes melito, tabagismo
e alcoolismo crônico. Nesses casos há redução da capacidade circulatória arterial,
tanto cerebral quanto dos membros inferiores.
A intensidade do arco senil e do anel de sódio nem sempre é proporcional ao
sintoma ou à doença. Curiosamente, em estágios adiantados de arteriosclerose
cerebral, pode-se verificar o desaparecimento completo ou parcial dos sinais na íris,
sem que exista uma explicação adequada para este fenômeno. Outras vezes, o sinal
pode aparecer na íris sem qualquer sintoma da doença.
A ameaça das toxinas
O acúmulo de material tóxico no organismo aparece na íris sob a forma de
pontos, manchas ou raios. Saiba como prevenir ou eliminar estes sinais através de
uma alimentação sadia.
Fáceis de verificar e visíveis a olho nu, os depósitos tóxicos geralmente se
apresentam como manchas, pontos ou ainda como raios em forma de estrela. São
sempre superficiais e mais comumente aparecem como manchas isoladas, negras ou
castanhas. Podem surgir em qualquer época da vida, inclusive no nascimento. A
oftalmologia vê os sinais escuros na íris como manchas herdadas ou adquiridas,
considerando-as pigmentação natural. Para a Iridologia, no entanto, esses sinais
representam concentrações tóxicas muito perigosas. De maneira geral, eles
aparecem quando a área orgânica ou o tecido corresponde sofre a deposição de
material tóxico, oriundo de alimentos de má qualidade.
Depósitos tóxicos
Quando o sinal é muito escuro e representa um órgão importante, sabe-se que
a função corre risco, pois trata-se de uma área frágil que está com seu trabalho celular
prejudicado pela presença de substâncias que atrapalham a respiração, a excreção,
as trocas metabólicas e a vitalidade. A origem desse material tóxico está basicamente
nas carnes condicionadas - lingüiça, salsicha, presunto, mortadela, salame, copa, etc.
alguns grupos médicos entendem que os depósitos tóxicos são determinados por
acúmulos de toxinas derivadas do metabolismo protéico excessivo uréia, amônia,
ácido úrico, etc.

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Rosário linfático
Este sinal da íris é representado por várias manchas brancas, de bordos
irregulares, esfumaçadas ou paridas, quase sempre em forma de estrela. Limitam-se
quase que exclusivamente à área iridal correspondente à circulação linfática, na quinta
zona menor, raramente abandonando a terceira zona maior, e formando uma
seqüência ou "rosário" de machas. Esses sinais surgem quando há congestão linfática
em determinada região, isto é, quando a presença de material tóxico, ácido ou mucoso
(catarral) dentro das vias linfáticas, com concentração nos gânglios. O caráter
inflamatório é típico e muito comum. Acredita-se que o rosário linfático apareça como
fase prévia de doenças inflamatórias e infecciosas agudas ou crônicas.
Função do sistema linfático
Este sistema é responsável pela drenagem do líquido linfático em direção aos
gânglios e ao sangue. Os vasos linfáticos intestinais drenam certa quantidade de
líquidos e de nutrientes, geralmente gorduras, em direção a outros canais com maior
calibre, e daí ao coração, onde a linfa é jogada na corrente sanguínea. Muitas células
de defesa e vários tipos de linfócitos existem aí em grande quantidade e pertencem
ao mecanismo de defesa contra elementos estranhos. Quando a íris apresenta um
grande rosário linfático, isso significa que pode ocorre qualquer doença de pele, dos
gânglios linfáticos ou de órgãos, desde uma virose até graves infecções centrais. Isto
é comprovado por observações clínicas de iridologistas e patologistas do mundo
inteiro. Rosário linfático, dependendo de sua localização, podem indicar vários tipos
de problemas, como amigdalites, inflamações difusas, corrimentos vaginais,
secreções mucosas brônquicas, nodulações, ínguas, gânglios infartados, virose,
linfomas, etc.
Sinais mecânicos
Quando ocorre uma alteração na posição de um órgão como no caso da queda
do intestino, por exemplo - esse deslocamento aparece claramente na íris.
Os sinais mecânicos surgem quando há perturbação da irrigação sanguínea
com prejuízo da oxigenação e alimentação dos tecidos, congestão venosa e linfática
e diminuição do fluxo nervoso. Esses problemas podem ocorrer em conjunto ou
isoladamente, aparecendo como conseqüência da dilatação de órgãos, compressões,
etc. Há acúmulo de líquidos, gases e matéria alimentar nos intestinos, determinando
sua dilatação crônica, seguida ou não de prisão de ventre. Com o tempo, o cólon
(principalmente o transverso) tende a cair em direção à pélvis, criando má vasculação

14
de suas próprias paredes, comprimindo vísceras como a bexiga, o útero, a próstata e
comprometendo a irrigação sanguínea de toda a região. Dilatações dos ureteres,
provocadas por obstruções como cálculos, só aparecem quando o grau do problema
é muito acentuado. É difícil detectar cálculos e pedras nos rins e na vesícula através
do exame iridológico, mas esses sinais são percebidos quando determinam dilatações
excessivas, inflamações, etc.

Seção 1.2: A iris e o mito


A medicina de hoje se tornou extremamente especializada e
consequentemente dicotomizada. A precisão e a sofisticação de sua tecnologia chega
a rastrear células e DNA no intento de detectar defeitos genéticos no futuro recém
nascido. Próteses substituindo órgãos, cirurgias através de fibras óticas onde incisões
enormes antes necessárias deixando cicatrizes, hoje são substituídos por pequenos
opérculos que servem apenas para permitir a passagem dos fios condutores. Robôs
sendo utilizados para delicadas operações neurológicas. O emprego corriqueiro do
raio laser o faz presente na maioria dos consultórios médicos. Exames como o de
ressonância magnética, ultra sonografia, ecocardiograma, já fazem parte do cotidiano
e hoje dificilmente se pensa em fazer qualquer diagnóstico sem antes consultar um
desses aparelhos sofisticados.
Com toda essa evolução , o homem torna-se para o médico e para ele também
um amontoado de peças, como se fora uma máquina, e que a cada 2000 km
necessitasse de uma revisão para ver aonde estão os vazamentos e que peças estão
inutilizadas para serem substituídas.
Em decorrência dessa hiperespecialização, observamos as pessoas divididas
como se só tivessem estômago , coração ou ossos, esquecendo-se que muitas vezes
uma doença nos olhos é um reflexo do mal estar ou doença em outros órgãos. Todo
o nosso corpo está intima e intrinsicamente ligado ao ponto de um inchaço nos pés
ou a ponta do nariz avermelhada revelar um problema cardíaco.
Devemos ter em mente que possuímos um corpo físico, um corpo psíquico e
um corpo emocional. Fazendo uma analogia como se fôssemos uma pirâmide com
seus quatro lados, podemos considerar o lado da frente, que é o lado que todos nós
podemos ver e que corresponderia ao corpo físico, os outros lados, apesar de não os
vermos bem também existem, e podemos considerá-los como se fossem nossos
corpos emocional e psicológico. Se, qualquer lado da pirâmide sofrer um abalo, este

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refletirá nos outros lados, ou seja, uma alteração psico-emocional, interfirirá no corpo
físico e vice-versa.
Notamos então a necessidade de unir as pessoas no seu todo, procurarmos
não apenas analisar os olhos, o coração separadamente, mas fazendo parte de um
corpo físico onde o bom funcionamento deste depende também do corpo psico
emocional. Diariamente vemos nos consultórios pacientes se queixando de dor de
cabeça e acreditando que esta dor se deva a algum distúrbio visual ou neurológico ,
o que também é possível, mas geralmente , a dor de cabeça se deve a um período
estressante, conflituoso, que a pessoa está passando.
É bastante difícil, na maioria das vezes chegar na origem do mal estar ou
doença que acometem as pessoas devido a nossa maneira segmentada de
percebemos o corpo humano ou seja a nossa tendência em analisar as pessoas por
partes, nos esquecendo que o ser humano é um todo, desta forma os tratamentos em
sua grande parte são sintomáticos, não abrangentes e muito menos curativos. Há
apenas um controle em certos casos, onde por exemplo, os hipertensos, os
diabéticos, os reumáticos, etc. terão sempre que tomar medicação não para erradicar
o seu mal, mas apenas evitar esse não se alastre mais, e, mesmo assim, estes tem
de ficar atentos com os efeitos colaterais de tais medicações que às vezes são mais
nocivos do que a própria doença. O motivo de dificilmente não encontrarmos a cura
para a maioria das doenças, reside no fato que elas também existem em outros planos
de nosso corpo ou seja, existe uma desarmonia global em todas as nossas camadas
de energia ou corpos, como foi citado no exemplo da pirâmide. Há uma necessidade
de verificarmos o estado de todos esses corpos para então podermos recomendar
uma terapêutica abrangente e eficaz, que inclua muito mais do que simples pastilhas
ou injeções.
Para sabermos como está então a nossa pirâmide ou nossos corpos
energéticos possuímos vários meios, e um deles seria através da interpretação de um
mapa, similar a tantos outros, como o mapa do céu, por exemplo, ou de uma
determinada região. O nosso mapa, ou seja , o mapa dos nossos corpos pode ser lido
através dos olhos, pelo que se chama de IRIDOLOGIA ou LEITURA DA ÍRIS.
Uma determinada situação, um determinado objeto, em fim, qualquer coisa
concreta ou abstrata pode ser caracterizada ou explicada de várias maneiras, sem
contudo uma ser mais correta do que a outra. As várias maneiras se somam para
ampliar o nosso conhecimento a respeito do fato ou do objeto. Assim também o é em

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relação a IRIDOLOGIA. Existem várias formas de explicarmos esse mecanismo tão
interessante ,ou seja, como surgiu e como funciona o nosso mapa iridológico.
A forma mais comum, prática e objetiva passível de compreensão sobre a
iridologia é a história do médico húngaro Ignatz von Peczely que há mais ou menos
200 anos quando ainda era um adolescente, segurou uma coruja em suas mãos e
esta quando tentou voar, prendeu suas patas entre os dedos do jovem quebrando
uma delas. Ignatz notou que neste instante , surgiu na íris da ave uma raia negra bem
delimitada que foi desaparecendo à medida que a pata do animal se curava.
Futuramente, já médico, embasado neste fato, começou a estudar a íris das pessoas
e constatou que todos os órgãos do corpo humano tem a sua representatividade na
íris, através da interligação dos sistemas nervosos. Desenvolveu então o que
chamamos do primeiro MAPA IRIDOLÓGICO. Na íris direita estão representados os
órgãos do lado direito e a íris esquerda os órgãos do lado esquerdo do nosso corpo.
Acontece que o homem não só pensa, vivencia também. Vivemos não num
mundo mecanicista, mas sim num mundo organicista, um mundo de Experiências
Vivas. As palavras são ineficazes para comunicarmos sentimentos, emoções, ou
interferências sutis. Temos várias formas de demonstrar o mesmo fato: uma delas a
mais simples e direta é através da palavra escrita ou falada, como foi feito através do
exemplo dado sobre a história do médico húngaro e o mapa do corpo físico, guia
insubstituível para notarmos as alterações que acometem nossos órgãos e sistemas
. Acontece que a Iridologia também pode ser explicada de outras maneiras nos
levando a entender as nuances de nossos sentimentos e pensamentos, nossa forma
de nos posicionar no mundo, nossas características pessoais inigualáveis e,
principalmente , a leitura da íris, pode ainda nos levar a alcançar o intrincado mundo
do nosso inconsciente. Para tanto temos que utilizar a linguagem do símbolo ou do
MITO, porque ao passo que a palavra restringe, o MITO não, ele encerra uma
linguagem ampla que deve ser desvendada e descoberta pouco a pouco, é algo
dinâmico e que pode sempre ser ampliado.
A nossa mente se expressa numa linguagem diversa da que em geral é usada.
Nosso subconsciente se comunica numa linguagem de MITOS, uma linguagem
simbólica. Observem os sonhos, as visões, e as experiências interiores, todas
ocorrem numa linguagem de imagens. Mesmo os sons ou palavras que se fazem
presentes nessas ocasiões são simbólicos. A mente subconsciente nos fala então

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numa linguagem estranha, desconhecida, num código secreto que exige decifração
A LINGUAGEM DOS SÍMBOLOS, A LINGUAGEM DOS MITOS.
E porque essa linguagem estranha, diferente nos interessa tanto? Porque é
através dela que as leis universais se fazem presentes, que os insights nos afloram,
as verdades são ditas. É através dessa linguagem que 'descobrimos" ou
"inventamos", que compreendemos o UNIVERSO E A VIDA.
Assim o MITO que emerge da mente subconsciente é uma tentativa de
expressar algo para qual ainda não existem palavras nem formulações - Uma verdade
que ainda está parcialmente ocultada.
Na realidade quando falamos de símbolo, de MITO, estamos nos referindo às
leis da natureza, que além de perfeitas são imutáveis. Existem as leis naturais (a da
gravidade por exemplo) que além de perenes não se alteram . As pessoas aprendem
a conhecê-las em sua vida diária e as denominam leis da natureza, pois acham seus
efeitos naturais. Entretanto, se surgem os efeitos de algumas destas leis que caso
ainda não conheçam, ou que a ciência não disponha de mecanismos para explicá- las
taxam logo o fenômeno de milagre ou bruxaria.
Não sabem que essas forças também são as leis da natureza, como as outras
às quais já se acostumaram. Por exemplo: é difícil explicar como de uma semente
nasce uma planta ou como uma célula fecundada origina uma nova vida, entretanto
como esses fenômenos são corriqueiros , pois se está em contato diários com eles,
ninguém mais fica admirado com esta "magia " e ainda são denominados naturais. No
entanto, o ato de uma semente originar uma planta, de um ser nascer e outro morrer,
na realidade é um milagre.
Tudo o que assume uma forma material somente pode ser percebido e
reconhecido porque saiu do ponto do equilíbrio. Tudo luta para voltar à unidade, ao
equilíbrio eterno. Equilíbrio significa perfeita tranqüilidade, imobilidade. "Tornar-se
Algo ", portanto toda a criação visível e reconhecida, ao contrário é a queda do
equilíbrio e significa a eterna luta para recupera- lo, o que quer dizer a mesma coisa
que inquietação, com constante movimento. Se esse movimento contínuo pudesse
deter-se por um só momento, toda a criação seria transformada em energia pura, isto
é, destruída como matéria, ( a matéria também é uma forma densa de energia ). Todas
as energias, todas as forças do universo, são movimentos que, a partir de um ponto,
o seu próprio ponto central, se irradiam em ondas de forma circular , ampliando-se
percorrendo o mundo com vibrações pulsantes. Essas manifestações de força

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somente cessam quando as forças que perderam o equilíbrio voltam ao estado
primitivo, à unidade. Portanto o estado primordial significa que cada fenômeno
material deixa de existir. Em sua essência interior, a matéria também é movimento, e
quando esses movimentos cessam a matéria deixa de existir. Enquanto o mundo
tridimensional existir , haverá inquietação e movimento: esta é uma lei é imutável.
Existem incontáveis tipos de vibrações, de comprimentos, de formas de ondas, de
freqüências das quais percebemos apenas partes devido as nossas limitadas
capacidades de percepção e com a ajuda de nossos órgãos sensoriais. Essas
energias vibratórias chamamos de diversas maneiras: matéria, ressonância ,
eletricidade, calor, paladar, olfato, luz, pensamento ( este seria uma vibração com
freqüência mais elevada, bem como as ondas das idéias ), etc. Assim por toda a parte
do universo atuam imagináveis tipos de vibrações, das ondas mais curtas até a mais
longas. Toda a criação, desde os astros até os átomos e suas partículas menores os
quarks, são efeitos de fenômenos diferentes providos dessas irradiações. Vivemos
em meio a esses diversos raios, quer saibamos ou não: ESSES RAIOS E ENERGIAS
TAMBÉM NOS CONSTRUÍRAM E FORMARAM, e atuam constantemente em nosso
corpo, em nossa alma, em nosso ser. Todo o universo consiste destas variadas
vibrações.
A fonte dessas vibrações criadoras se irradia para as formas materiais, a fim
de dar-lhes movimento. Cada átomo existente oferece uma possibilidade desta fonte
revelar-se através dele e tudo o que foi revelado neste mundo e tudo o que existe traz
em sí esse Próprio Ponto Central. A partir desse ponto é que começou a primeira
revelação, sua criação e a perda do equilíbrio.
No ponto central as energias tem uma vibração extremamente altas,
freqüências muito elevadas. Quanto mais as energias se afastam em círculos desse
ponto central, tanto mais material se tornam , até que as energias irradiadas acabam
paulatinamente se transformando em matéria. A força irradiada com isso limita-se a
sí mesma, e no limite mais afastado de todos do ponto central, essa energia se torna
uma crosta rija, material. Em conseqüência disto, a imagem que se manifesta no
mundo visível é um círculo, o círculo interior das energias mais elevadas, cercado por
uma casca dura material.
Todos os seres , desde os sóis centrais até os seres isolados, tipo as amebas,
bactérias, etc, são desenvolvidos segundo essa imagem. Podemos fazer uma

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comparação com a Terra, no ponto central, encontra-se a matéria mais fluida e tido
isto está cercado pela crosta dura e firme da matéria.
A espinha vertebral de cada vertebrado mostra em seu diâmetro a mesma
organização interior que protege e limita a força vital criadora contida na substancia
finíssima da medula espinhal com sua dura casca. Onde quer que cortemos um osso
do esqueleto, descobriremos o mesmo corte transversal, quer seja o craneo, a
vértebra ou o osso da perna.
Se cortarmos uma planta veremos o mesmo quadro. A estrutura interior da
árvore é a mesma: do ponto central, círculos de energia vital se irradiaram,
alimentados da matéria mais sutil e potente do mais íntimo talo. O centro mostra a
irradiação vital renovada pela plantinha em cada primavera, cercada pela casca dura.
O crescimento sempre se dá a partir do ponto central , de dentro para fora, da energia
mais forte e pura.
Com o enunciado podemos agora analisar a estrutura da íris e verificarmos que
contém um ponto central, a pupila, que é um local aonde podemos perceber o nível
mais sutil de vibração da pessoa e por isso mesmo constatar os seus caracteres,
sentimentos, o momento pelo qual o indivíduo está passando , quais os potenciais e
impedimentos que podem facilitar ou dificultar a integração dessa pessoa no mundo
e na sua própria vida. Na pupila está representada a energia mais pura e forte da
pessoa.
Quanto mais nos afastamos do ponto central, mais a energia se torna densa,
rígida e material. Aí vamos paulatinamente lendo todos os órgãos que estão no nosso
corpo, culminando na parte mais periférica. A nossa casca qual a casca da árvore,
que é a nossa pele, representada pela extremidade do círculo. Milagre, bruxaria, claro
que não, apenas mais uma lei da natureza que muitos já familiarizados compreendem
perfeitamente e muitos que ao constatarem pela primeira vez acham ainda um pouco
filosófico.
Nossa iris deveria ser uniforme, com a mesma intensidade de coloração, sem
nenhum tipo de alteração, demonstrando que a energia que nos chega da fonte se
manifesta sem nenhuma distorção até a periferia. Entretanto, esse padrão iridológico
só encontramos hoje em dia em animais selvagens, e digo selvagens não os que
habitam os zoos pois estes coitados, tão afastados de seu habitat natural e com uma
alimentação geralmente inadequada sem falar na sobrecarga de vacinas e outros
medicamentos que lhes são ministrados que estão muito longe de apresentar um tipo

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perfeito de íris. Entretanto os animais que ainda habitam a selva apresentam um bom
padrão iridológico. Obviamente quanto mais afastado estiver a íris do padrão
adequado mais desarmônica estará o reflexo da energia criadora . A pessoa não
estará em sintonia com a fonte energética e portanto dificilmente conseguirá irradiar
para os seus corpos a vitalidade necessária que lhe possibilite sentir uma vida plena
de alegria e prazer e como conseqüência aparecem as doenças ou as desordens
orgânicas. Doença significa que as vibrações do corpo não estão em sintonia. Essa
falta de sintonia primeiro se apresenta nas pessoas como um desarranjo nos níveis
vibracionais mais elevados, como no corpo piscológico ou emocional, levando -as a
vivenciar um determinado padrão repetitivo em suas vidas, que na maioria das vezes
esses indivíduos nem tem a consciência deste fato.
Geralmente o que mais observamos na prática são as pessoas irem levando
essa desarmonia como podem, repetindo os fatos, protelando a sua resolução, até
que essas energias divergentes com o passar do tempo se tornem mais densas e
atinjam o corpo físico em forma de sintomas. No início, esses sintomas são
caracterizados pelas dores, edemas, infecções mas posteriormente levam a
degenerações, perda de movimentos, tumorações, etc. Toda essa metamorfose
podemos verificar na íris : as alterações pupilares, atingindo os corpos emocional e
psíquico ( onde as energias estão num padrão vibracional mais alto ) e as alterações
no estroma, quando já atingiram o corpo físico ( onde as energias atingem um padrão
mais denso).
Obviamente se essa desarmonia não for revertida, esse padrão energético
alterado poderá ser transmitido para os descendentes dessa pessoa que , ao nascer
já apresentarão em suas íris alterações significativas de fragilidade em determinados
órgãos de seu corpo que necessariamente não significam doença e sim que aquele
órgão assinalado é mais vulnerável e passível de apresentar uma patologia.
Para compreendermos o motivo pelo qual esses ciclos repetitivos se sucedem
através de uma forma simples, direta e objetiva, utilizamos a linguagem do Mito, esse
inesgotável reservatório de símbolos que realiza a interação do incosciente com o
consciente, ou seja dessas energias que nos formam com a nossa capacidade de
irradiá-las.
Através da linguagem do Mito, com certa facilidade e coerência, podemos
perceber qual é o nosso caminho neste mundo e entender nossas histórias repetitivas,
para que possamos transformá-las.

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Focalizando esse fascinante casamento temos a intenção de tentar conseguir
através dele e por ele uma percepção bem mais ampla sobre o nosso processo de via
neste mundo e abrir canais e caminhos para que possamos treinar sempre a usar uma
compreensão mais vasta e mais abrangente por mais complicada e difícil que esta
possa parecer Por se tratar de algo novo e ainda não muito conhecido é importante
que nos habituemos a observar e compreender nossas desarmonias quer sejam
físicas, emocionais ou psicológicas, de uma maneira mais integrada e portanto global.
Dessa maneira temos a convicção de que bem mais facilmente conseguiremos
revertê-las em harmonia e paz. Caminhamos nesse fim de século para a fusão de
energia e consciência e esse movimento vai ser o impulso da humanidade no futuro.
A Iridologia como um método diagnóstico de ponta, vem colaborando com esse
mecanismo de união a partir do momento em que revela em toda a sua estrutura os
processos involuntários da energia que são expressos através de pulsações do
movimento que flui através do corpo. Se não houver um bloqueio ou desvio nessa
corrente ( podemos perceber essas alterações na leitura da pupila e do estroma ) , a
pessoa experimenta vibração e ressonância no organismo inteiro, o que promove a
unificação e a integração do consciente com o inconsciente, do homem com a
natureza, da criatura com o Criador. A Iridologia nos auxilia na percepção dos nossos
blocos físicos, emocionais e psíquicos, impedimentos na expansão da nossa
consciência e é a expressão de um grande mestre facilitador que nos leva a condição
real da nossa vida que é de alegria e realizações. A Iridologia reflete e o Mito nos
explica o Universo e a Vida.

Seção 1.3: Os olhos refletem o universo e a vida


O homem não só pensa, vivência também. Vivemos não num mundo
mecanicista, mas num mundo organicista, um mundo de Experiências Vivas.
É através da linguagem dos SÍMBOLOS que as leis universais se fazem
presentes, que os insights afloram, as verdades são ditas. É através dessa linguagem
que 'descobrimos" ou "inventamos", que compreendemos o UNIVERSO E A VIDA.
Equilíbrio significa perfeita tranqüilidade, imobilidade. "Tornar-se Algo ",
portanto toda a criação visível e reconhecida, ao contrário é a queda do equilíbrio e
significa a eterna luta para recupera-lo.

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Todas as energias, todas as forças do universo, são movimentos que, a partir
de um ponto, o seu próprio ponto central, se irradiam em ondas de forma circular ,
ampliando-se percorrendo o mundo com vibrações pulsantes.
O estado primordial significa que cada fenômeno material deixa de existir.
Tipos de Energias vibratórias : matéria, ressonância , eletricidade, calor,
paladar, olfato, luz, pensamento
Toda a criação, desde os astros até os átomos e suas partículas menores os
quarks, são efeitos de fenômenos diferentes providos dessas irradiações. Vivemos
em meio a esses diversos raios, quer saibamos ou não: ESSES RAIOS E ENERGIAS
TAMBÉM NOS CONSTRUÍRAM E FORMARAM, e atuam constantemente em nosso
corpo, em nossa alma, em nosso ser. Todo o universo consiste destas variadas
vibrações.
Tudo o que existe traz em sí esse Próprio Ponto Central.
Quanto mais as energias se afastam em círculos desse ponto central, tanto
mais material se tornam , até que as energias irradiadas acabam paulatinamente se
transformando em matéria.
Quanto mais as energias se afastam em círculos desse ponto central, tanto
mais material se tornam , até que as energias irradiadas acabam paulatinamente se
transformando em matéria.
A força irradiada limita-se a sí mesma, e no limite mais afastado de todos do
ponto central, essa energia se torna uma crosta rija, material. Como conseqüência, a
imagem que se manifesta no mundo visível é um círculo, o círculo interior das energias
mais elevadas, cercado por uma casca dura material.
O crescimento sempre se dá a partir do ponto central , de dentro para fora, da
energia mais forte e pura.
Doença significa que as vibrações do corpo não estão em sintonia.

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Unidade 2: Introdução Iridologia Orgânica

Seção 2.1: Os sistemas orgânicos e seus órgãos


Para facilitar o exame iridológico, convém observarmos os sistemas orgânicos
e seus órgãos correspondentes na íris de forma a nos possibilitar uma visão mais
ampla dos males que desarmonizam nosso paciente, desta forma, podemos
rapidamente checar quais as procedências dos distúrbios que lhe afetam.
Os sistemas orgânicos e seus órgãos:
Sistema / Formado por:
1. Respiratório: Glândulas hipófise e tireóide, coração, pulmão e brônquios,
diafragma, plexo solar.

2. Gênito/urinário: Rins e bexiga.

3. Glandular/ reprodutor Vagina, útero, próstata, ovários, sexualidade mental


4. Gastrointestinal Estômago, intestino delgado, cólon, apêndice,reto.

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5. Circulatório: Sistema arterial/venoso, motor, psicológico, circulação linfática,
coração, pele.

6. Cerebral: Cérebro sensitivo, fisiológico, motor e psicológico.

7. Estrutura óssea Coluna vertebral, caixa torácica, coxa, joelho, ombro, braço,
mão,pé, escápula.

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8. Sistema de eliminação: Rins, pulmão, baço e gânglios, intestino grosso e
pele.

Principais informações dadas por cada setor, no Mapa da Íris:


Nesta sessão, verificaremos as principais informações que geralmente ocorrem
quando analisamos os sinais iridológicos, aqui separados por setores para facilitar o
entendimento.
Íris direita:
− Vitalidade: grau crescente de desânimo, fadiga, estresse, debilidade mental
e física.
− Área dos 5 sentidos: dificuldade para interpretação dos sinais emitidos pelos
órgãos dos sentidos. Indica decrepitude.
− Pressão do Ego: o “Eu” sob pressão. Tensão emocional forte, ansiedade,
insegurança, sentimentos de incerteza gerados por excesso de conflitos emocionais.
Atividade sexual.

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− Fala adquirida: perturbações psicológicas que perturbam o desenvolvimento
natural da fala (a nível cerebral) ou que venham a gerar momentos de gagueira.
− Habilidade mental: grau crescente de falta de memória, esquecimento,
dificuldades de gerar raciocínios lógicos e dificuldades para aprendizagem.
− Fronte/ têmporas: dor de cabeça, enxaquecas, latejamentos. Pode também
indicar acúmulo de muco (agentes inflamatórios), causadores de sinusite/renite ou
alergias.
− Olho: perda de visão podendo indicar doenças oftálmicas. Processos
inflamatórios nos olhos.
− Maxilar: tensão sobre o maxilar, ranger os dentes podem indicar tensão
emocional forte com dores.
− Nariz: processos inflamatórios como renite, sinusite, alergias. Também
podem indicar adenóides. Excesso de mucosidade.
− Língua/boca/mandíbula: processos inflamatórios como aftas, dificuldades
para engolir, placas infecciosas na garganta, irritação.
− Amígdalas/laringe/faringe: infecções co inflamações ao nível da garganta.
Irritações. Também podem indicar fortes conflitos emocionais gerados por angústias
causadas por excesso de passividade.
− Tireóide: desequilíbrio funcional da glândula gerando obesidade, magreza,
desequilíbrios metabólicos, respiratórios e produção de hormônios sexuais. TPM.
− Cordas vocais/traquéia: problemas de fala, tom de voz, voz rouca,
processos inflamatórios, calos.
− Esôfago: irritação e dores para engolir, falar. Processos inflamatórios
benignos ou malignos.
− Escápula: osso triangular, situado na face posterolateral com a clavícula e
com o úmero, compondo a articulação do ombro [Anteriormente denominada
omoplata.]tensão sobre os ombros, dores musculares, estresse, dificuldades de
movimento, bursites e tendinites.
− Coluna: Cervical - Problemas de memória, desgaste de vértebras, excesso
de tensão afetiva/social ligados geralmente com aspectos profissionais, sentimentos
de culpa (carrega o peso do mundo). Também sifoses e escolioses. Dorsal -
Problemas posturais, vértebras, discos e/ou musculares. Também existe uma ação
emocional sobre a parte dorsal da coluna que se relaciona com a falta de apoio
emocional afetivo/familiar. Lombar - Problemas como lordose, nervo ciático, ou outras

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desarmonias ósteo-musculares relativas a coluna que podem ser causadas também
perturbações emocionais como a falta de apoio financeiro ou desajustes na área
sexual (como fuga do contato sexual).
− Bexiga: processos inflamatórios e infecciosos, dores ao urinar, incontinência
urinária, cor escura da urina com odor forte. Doenças relacionadas à bexiga.
− Útero/próstata: problemas ginecológicos como miomas, corrimentos, dores
ao urinar ou durante o ato sexual, quistos, processos infecciosos, TPM. Próstata: falta
de pressão ao urinar, dores, dificuldades de ereção, podem indicar perda de
funcionamento da próstata.
− Vagina: ardência ao urinar, irritações, coceira, corrimentos, dores durante ou
após o ato sexual, conflitos com educação sexual também geram desequilíbrios nesta
região. Doenças sexualmente transmissíveis.
− Adrenalina (glândula Supra-renal): câimbras, cansaço muscular, estresse,
excesso de adrenalina circulante no sangue. Hiperatividade.
− Períneo/região que constitui a base do púbis, onde estão situados os
órgãos genitais e o ânus púbis: problemas relacionados ao reto, ânus, ou vagina.
Cirurgias, hemorróidas.
− Coxa/joelho/pé: membros inferiores. Os sinais iridológicos aqui indicam
desarmonias musculares ou ósseas, problemas inflamatórios nas articulações.
Também má circulação ou perda de vitalidade.
– Virilha: dores, problemas circulatórios, hérnia. − Peritônio/ membrana serosa
que recobre as paredes do abdome e a superfície dos órgãos digestivos paredes
abdominais: dores abdominais, pressões, gases, inchaço, dilatação excessiva do
abdome. Aderência. − Pelve -cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos
dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia processos inflamatórios nesta
região, cirurgias, aderência. Dores.
− Pâncreas: mal funcionamento, dores pélvicas, problemas digestivos,
problemas no metabolismo de açúcares.
− Ovários/testículos: nos ovários problemas ginecológicos, dores, distúrbios
menstruais, miomas corrimentos, TPM, problemas de fertilidade. Testículos: dores,
inchaços, processos inflamatórios, doenças sexualmente transmissíveis. −
Diafragma/abdome superior: problemas respiratórios, dores, falta de ar. Ansiedade.
− Vesícula biliar: formação de cristais, dificuldades digestivas, dores, aftas,
digestão difícil e perturbada.

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− Fígado: problemas digestivos, aftas, azia, intoxicação do organismo.
− Mão/braço: cansaço, dores musculares, problemas circulatórios,
artrites/reumatismo. Excesso de tensão nervosa também geram desarmonias nesta
área. − Pleura/tórax/costelas/mamas: dores, pressão respiratória, infecções, cansaço,
falta de fôlego, problemas nas mamas.
− Brônquios/bronquíolos/pulmão: dificuldades respiratórias, falta de fôlego,
baixa vitalidade e resistência à doenças infecciosas, alergias.
− Ombro/pescoço: tensão corporal, estresse, dores, problemas posturais.
− Ouvidos: dor, coceira, zunido, prurido, surdez.
− Mastóide: base do osso temporal situado por detrás da orelha. excesso de
tensão sobre esta área.
− Medula (bulbo/cerebelo): baixa imunidade, excessiva tensão emocional.
Problemas de encéfalo, má circulação sangüínea cerebral. Dificuldade de gerar boa
corrente elétrica para a transmissão de impulsos nervosos.
− Sexualidade mental: falta de realização sexual, distúrbios mentais ligados
ao sexo, educação sexual conflitante. Taras.
− Alucinação/mente inata/obsessão: problemas emocionais relacionados à
educação recebida, sentimentos de abandono, taras, pesadelos, hiperatividade,
depressão, neuroses, apegos.
− Sensório/locomoção: problemas e dificuldades para locomoção,
perturbações emocionais, má formação encefálica, dificuldades de transmissão de
impulsos nervosos.
− Glândula Pituitária (hipófise): desequilíbrios hormonais, debilidade geral do
organismo. − Glândula Pineal: iden acima.
− Estômago: infecções, intoxicações, Hiperacidez, dificuldades de degradação
dos alimentos, gastrites, úlceras, cólicas estomacais.
− Intestinos delgado/cólon: inflamações, infecções, prisão de ventre,
intoxicações, gases, tensão emocional, medos. Apendicite.
− Sistema nervoso autônomo: desequilíbrios emocionais prejudicando o
funcionamento do sistema vegetativo cerebral. Tensão, estresse, medos.
Íris esquerda:
− Coração/aorta: problemas circulatórios, tensão emocional pressionando o
músculo cardíaco, ansiedade, angina, taquicardia.
− Reto/ânus: dificuldades para evacuar, hemorróidas.

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− Baço: metabolismo desequilibrado, intoxicação forte, baixa imunidade.
Desânimo.
− Sistema circulatório/linfático: problemas circulatórios (varizes, mãos e pés
frios ou quentes, formigamento nos braços ou pernas), congestão do sistema linfático,
excesso de toxinas circulantes no sangue.
− Pele: deficiências circulatórias da pele, dificuldades para eliminação de
toxinas, alergias, coceira, falta de tônus, vitalidade.

Seção 2.2: A Iridologia não pode revelar


1. Níveis de pressão arterial, de glicemia ou outros testes laboratoriais;
2. Medicamentos ou drogas que o paciente usa ou usou no passado. O que
podemos observar aqui é a congestão do sistema circulatório e linfático por
substâncias tóxicas variadas, por correlação com outros órgãos como
fígado, vesícula biliar, baço e pâncreas, podemos observar acúmulo de
determinadas substâncias causadoras de intoxicação química;
3. Quais as intervenções cirúrgicas sofridas pela pessoa, mas com a
percepção visual treinada, podemos observar traços registrados na íris
deixados por intervenções cirúrgicas geralmente indicando que o agente
causador do mal (apesar da operação) não foi suficientemente eliminado;
4. Quando e quem causou agressão ao organismo. Iridologia não determina
datas, mas podemos observar se o processo é recente ou antigo.
5. Não correlaciona sintomas como na medicina tradicional dando nomes às
desarmonias. Com a prática podemos tecer uma visão ampla do
desequilíbrio chegando a algumas conclusões;
6. O número de órgãos com os quais a pessoa nasceu;
7. A presença de Candida albicans, embora possa indicar condições
predisponentes ao seu aparecimento;
8. Os dentes que causam problemas. O que ela revela é a possibilidade do
surgimento de um processo inflamatório;
9. Se a pessoa usa anticoncepcionais;
10. Se a mulher está grávida e se a gravidez é normal;
11. A presença de hemorragias e sua localização;
12. A necessidade de cirurgia;

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13. A diferença entre sintomas provocados por drogas e os inerentes às
doenças em curso. Os sinais de toxidade são semelhantes;
14. Se a tireóide é causadora de ciclos menstruais irregulares;
15. Se há esclerose múltipla, doença de Parkinson ou Mal de Alzheimer;
16. Homossexualidade ou AIDS, se bem que é possível observar desarmonias
de ordem emocional que podem indicar predisposição aos desequilíbrios de
ordem sexual;
17. O diagnóstico direto da presença de câncer. O câncer mascara sua
aparência na íris, pois gera inúmeros sinais que dificultam sua observação.
O que a Iridologia pode revelar:
1. Órgãos, glândulas e tecidos inerentemente fracos do organismo;
2. A resistência ou debilidade da constituição do indivíduo;
3. Qual o órgão que necessita primordialmente de reparo e reconstituição;
4. O grau de toxidade instalado nos órgãos, glândulas e tecidos;
5. O estágio de atividade e inflamação dos tecidos;
6. Onde a inflamação está localizada no organismo;
7. A hipoatividade do intestino;
8. A condição espasmódica do intestino;
9. Hiperatividade ou hipoatividade dos órgãos, tecidos e glândulas;
10. Prolapso do cólon transverso;
11. A condição nervosa ou a inflamação do intestino;
12. As áreas potencialmente doentes do organismo;
13. A força nervosa e depleção nervosa;
14. A influência de um órgão sobre outro. A relação de um órgão para influenciar
a condição de outra parte do organismo;
15. Congestão do sistema linfático;
16. Dificuldades de assimilação de nutrientes;
17. Depleção de minerais em algum órgão, glândula ou tecido;
18. Alta ou baixa excitabilidade sexual;
19. A carga genética inerentemente debilitada e sua influência em outros
órgãos, glândulas e tecidos;
20. Estágios pré-clínicos do diabetes, condições cardiovasculares e outras
doenças;
21. Recuperação das habilidades e da estabilidade da saúde do organismo;

31
22. Formação de material tóxico, antes da manifestação da doença;
23. Debilidade genética afetando os nervos, suprimento sangüíneo e
mineralização óssea;
24. Influência genética em alguns sintomas presentes;
25. Sinais de cura indicam o desenvolvimento de resistência nos órgãos,
glândulas e tecidos;
26. Problemas ósseos;
27. O desbalanço nutricional positivo ou negativo conforme as necessidades
orgânicas;
28. Supressão de eliminação de muco ou catarro, indicada pelas lesões
subagudas ou crônicas da íris;
29. Condição tecidual em partes isoladas ou em todo o organismo ao mesmo
tempo;
30. Potencial de sensibilidade individual;
31. Efeitos das condições dos poluentes ambientais;
32. Exaustão da glândula supra-renal, indicada por baixa pressão arterial, falta
de energia, dificuldades de reparação tecidual, deficiência de vitamina C e
adrenalina;
33. Resistência às doenças, demonstrada pela presença de depósitos tóxicos
no organismo;
34. Relações dos sintomas com a condição dos órgãos, glândulas e tecidos;
35. A diferença entre a crise de cura e a crise de doença;
36. A manifestação da Lei de Hering;
37. A qualidade da força nervosa do organismo;
38. A necessidade de repouso para melhorar o sistema imunológico;
39. A saúde global do organismo, como um todo unificado (holístico).

Seção 2.3: Resumo dos principais sinais que aparecem na íris

32
Como desenvolver um exame iridológico:
Para a realização de um exame iridológico dê preferência para uma sala bem
iluminada e, de preferência tanto o paciente como o iridólogo estejam numa posição
livre de tensões posturais e relaxados.

33
Geralmente utiliza-se uma lupa de aumento com iluminação. O iridólogo deve
sentar-se em frente a quem vai examinar. Existem métodos mais complexos para este
exame, como a microfilmagem da íris, o iridoscopy, análise por computador, análise
por fotografias, etc.
É importante examinar ambos os olhos de forma a se estabelecer uma
correlação entre um e outro, para se ter uma noção geral da constituição de um lado
e do outro, para depois ater-se aos detalhes. O exame deve começar da pupila para
a periferia, procurando localizar primeiro os órgãos primários como os pulmões,
intestinos, fígado, baço, membros inferiores, que servirão de referência para identificar
as demais áreas.
Devemos trabalhar sempre com o mapa iridológico à mão, para identificarmos
com precisão as áreas afetadas, o tipo de lesões e suas implicações no quadro de
saúde geral do paciente.
Cabe ao iridólogo utilizar uma ficha para as devidas anotações e assim poder
fazer o acompanhamento da evolução do tratamento.
Lembre-se: estudo, bom senso e atenção à observação somados à muita
prática são itens importantíssimos para o crescimento profissional em iridologia. Com
o tempo, você aprenderá a conhecer as “mil e uma” formas de uma doença manifestar-
se no corpo humano. A Iridologia é a arte de ler e interpretar o filme da vida do paciente
e quais os caminhos percorridos que possibilitaram o surgimento das doenças. Não
se preocupe em dar nomes às desarmonias ou sinais que você esta vendo, faça com
que o paciente tenha consciência do seu processo de vida e que ele é o responsável
pela sua saúde.
Nutrição coerente, momentos de tranqüilidade, prazer e relaxamento, são
fundamentais para a boa saúde.
Estudo das deformidades pupilares:
A dilatação e a contração da pupila são diretamente dependentes do
funcionamento da íris, particularmente o músculo esfíncter encaixado no estroma e o
músculo dilatador associado ao pigmento de epitélio posterior imediatamente abaixo
do estroma. Enquanto a pupila se adapta em tamanho, de acordo com a quantidade
de luz presente e a visão requerida, seja de perto ou de longe, sua velocidade, grau
e estabilidade de contração indicam a condição neuromuscular.
Quando as pupilas se diferem em tamanho (geralmente são similares) a causa
poderá ser congênita, se não for, a diferença poderá indicar doença de olho,

34
enfermidades neurológicas ou uso de medicamentos (ou drogas). Algumas pupilas
aparecem mais claras que outras ou turvas em um aspecto evidenciando cataratas.
Poderá haver ferimento córneo ou anormalidade. Um desequilíbrio bioquímico poderá
também alterar as condições da pupila (por exemplo, a falta de vitamina B causa
redução do tônus nervoso e a fadiga extrema produz a dilatação da pupila).
O grau de tensão ou relaxamento da pupila reflete diretamente o tônus do corpo
inteiro determinado pelo Sistema Nervoso Central. Se a pupila estiver relaxada demais
e mostrar um tônus insatisfatório, os músculos da íris (que refletem a musculatura do
corpo todo) estarão flácidos. Se a pupila estiver contraída demais, as fibras
musculares da íris refletem uma tensão vivenciada pelo corpo inteiro. Através do
sistema nervoso central e do sistema nervoso autônomo a dilatação e a contração da
pupila são influenciadas por respostas físicas e mentais variáveis, inclusive pelo
medo, dor, excitação, monotonia e fadiga. O nível de fadiga ou ansiedade pode ser
detectado pelo tônus da íris e pela margem pupilar. Todos os artifícios do corpo
correspondem ao grau de tensão e relaxamento da pupila.
Observe algumas deformações pupilares:
 Coloração cinzenta: cataratas
 Coloração esverdeada: glaucoma
 Contraída e dilatada em adultos: grande debilidade geral
 Muito dilatada: esgotamento vegetativo
 Muito contraída: hiperestimulação vegetativa
 Muito instável: nervosismo
 De forma desigual: problemas de coluna vertebral
 Dilatação inexplicável: ácido úrico
 Linhas delgadas brancas que se dirigem ao cérebro: uso de morfina
a) MIDRÍASE ( Dilatação excessiva da pupila):
Pouco tônus muscular (flacidez), indica exaustão, anemia, glaucoma, tóxicos
como Beladona, Maconha ou Cocaína, Atropina, álcool e miopia. Encontra-se muito
em pessoas com fadiga nervosa, nos deprimidos, naqueles que tem muitas
preocupações, nos que trabalham mentalmente em demasia e necessitam de
descanso.

35
Domínio do sistema simpático devido ao esgotamento do parassimpático, com
hipocloridria, estreitamento atônico (sem tônus), e/ou dilatação do cólon, taquicardia,
fadiga sem explicação, excitabilidade da pele. Veja a gravura:

b) MIOSE (Contração da pupila):


Indica parassimpático superestimulado dominante (hipercloridria), resultando
numa fraqueza do sistema simpático. Sem o uso de morfina. Afecção do sistema
espinhal, meningite e causas tóxicas: uremia, ópio, hipercloridrina, constipação
espástica e/ou peristalsis. Má circulação periférica, espasmos.
Parece designar um sujeito contraído orgânica e psicologicamente. Os
movimentos assim como os pensamentos são limitados, simbolizando uma vida
limitada.

- ANISOCORIA (Assimetria pupilar):


1. Anisocoria (desigualdade pupilar), indica que o lado do corpo onde se
manifesta a midríase (dilatação pupilar), reflete o sistema nervoso menos

36
resistente. As elipses mostram uma prédisposição hereditária. No exemplo,
difteria, sífilis, meningite, insanidade, problemas de coluna.

2. Unilateral: asma nervosa. O lado elíptico indica o pulmão afetado.

3. Ovais horizontais: problemas glandulares (coração, respiração, tireóides).


Indicam também depressão, ansiedade, crises de choro e problemas
motores.

4. Elipses oblíquas: pode indicar problemas psíquicos, depressão, suicídio.

Obliqua direita Obliqua esquerda


Paralisia direita (ver gênito/urinário) Paralisia esquerda
(problemas sexuais, debilidade
nas pernas)

37
Divergente frontal Divergente ventral
Ansiedade, neurose, espasmos musculares
Debilidade, problemas
motores, espasmos musculares,
paralisia nas pernas.

5. Achatamentos:

38
6. Localização da pupila:
a) Deslocamento da pupila para o centro: aparelho digestivo, respiratório ou
debilidade cardíaca.

b) Deslocamento superior diagonal: insuficiência no fígado e baço.

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c) Deslocamento inferior central: debilidade pélvica com possíveis problemas
renais, bexiga, sistema reprodutivo ou hemorróidas.

d) Deslocamento superior central: debilidade intestinal. Tendências para úlce-


ras ou tuberculose.

e) Deslocamento lateral oposto: debilidade gastro –intestinal. Problemas car-


díacos.

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Seção 2.5: Ética profissional - Relacionamento Terapeuta x Cliente
O terapeuta é um profissional que reúne ou deve reunir muitas qualificações para de-
senvolver suas atividades, buscando uma “aliança terapêutica” com o paciente possibilitando
um tratamento eficaz.
A anamnese alimentar, além de coletar dados que favorecem o diagnóstico, é
também o momento em que esta aproximação com o cliente se torna mais
evidenciada e necessária para aquisição da confiança e estabelecimento de uma
aliança. O toque, o olhar do terapeuta vão estabelecendo para o cliente, o modo de
atuação deste.
Um relacionamento de respeito e consideração necessita que alguns limites
sejam considerados nesta relação.
1. O terapeuta não deve manifestar surpresa, nem mesmo exprimir
julgamento a respeito da história que houve de seu paciente. Devemos
coletar informações, não julgar fatos. No máximo podemos esclarecer
alguns pontos obscuros para facilitar a compreensão do caso.
2. Demonstre interesse pelo paciente e por sua historia, mas ao perceber que
o mesmo se constrange ao ser interrogado sob certos pontos, não insista e
respeite a barreira imposta, aguardando um momento mais oportuno e se
novamente a mesma situação se passar deixe para o “amadurecimento da
relação”.
3. O melhor recurso para formular um diagnóstico é a analise sistemática da
iris. Com ela você forma os elos de um quebra-cabeça, podendo culminar
no princípio de um tratamento correto e num método de tratamento
adequado.
4. Lembre-se de que você é um ser humano, como seu paciente, portanto,
semelhante a ele. Coloque-se no lugar do paciente.
5. Evite questionar o paciente com desafios utilizando-se de “por quês?”.
Muitas vezes o paciente leva este tipo de interrogação com hostilidade,
promovendo antipatia.
6. Não faça julgamentos sobre o tratamento de outros profissionais, isto atinge
a ética e o que você ouve sobre o tratamento não pode ser a totalidade do
que se passou. Uma conduta neutra quanto a esta situação é o mais
cabível. Se houver dúvidas, entre em contato com aquele profissional e de

41
forma sutil busque informações demonstrando ser colega de trabalho e não
inquisidor.
7. Procure ter uma comunicação de mesmo nível com seu paciente. Não
exagere na terminologia, seja inteligente, mas humilde.
8. Na transcrição do relato do paciente para sua ficha de anamnese, seja
claro, preciso, sem ser “chato” com o paciente, procure por qualidade de
informação; mas deixe-o à vontade. Saiba dosar a necessidade de
informação precisa com uma relação terapeuta - paciente “leve e solta”.
9. Não fuja, não deixe o cliente fugir do assunto principal que o trouxe ao
consultório. Às vezes se gasta muito tempo com uma história que envolve
muitos aspectos, caindo em outros assuntos adversos que não contribuirão
para a elucidação do caso. Seja interessado, mas breve. Sempre deixe que
a iris revele os problemas do paciente
10. O terapeuta deve estar atento a outros detalhes, enquanto examina a iris.
Observe os gestos, olhares, postura, cor, lesões, morfologia, mãos e face.
Anote tudo sem que se desvie a atenção da história.
11. Faça um atendimento da forma como gostaria que você ou qualquer outra
pessoa que ame fosse atendida.

42
Unidade 3: Iridologia Orgânica

Seção 3.1: Tipo orgânica


O simples exame da íris pode estabelecer o estado de saúde de cada indivíduo.
Quando rapaz, ao capturar uma coruja, acidentalmente quebrou-lhe uma das
patas. Pouco depois, Ignatz notou o aparecimento de uma listra escura na parte
inferior do olho do pássaro. Pôs uma tala na pata da coruja e cuidou dela, esperando
que ficasse completamente curada. Mas continuou observando.
Nos anos que se sucederam, viu que, nos olhos da ave, em lugar da listra
negra, havia linhas brancas e sinuosas. Essa descoberta acabou por deixá-lo
fascinado, e, ao se formar em medicina, em Budapeste, passou a estudar os olhos de
diversos pacientes. Usava um enfoque inverso: diagnosticava a doença que os
acometia e tentava verificar se se espelhava em seus olhos, e de que maneira.
Muitos outros especialistas se ocuparam do estudo da iridologia, como Louis
Vannier, para quem o método permitia definir o estado orgânico do indivíduo fiar
momento do exame, as suas alterações passadas e distúrbios funcionais do presente.
Outro pesquisador, Gaston Verdier, descobriu mais de 160 pontos num olho e 160 no
outro, correspondentes aos órgãos do corpo humano.
A iridologia, portanto, é uma ciência que permite, graças à observação da íris,
detectar perturbações orgânicas, metabólicas, nutricionais, nervosas, hormonais e
certas patologias. Isto é possível estudando os numerosos sinais que devemos
descodificar e interpretar segundo uma técnica rigorosa. Assim, observamos que,
embora etimologicamente, Iridologia seja o estudo da íris, sabemos se tratar de algo
mais que isso.
A íris, na verdade, se acha em comunicação com o sistema cérebro-espinhal,
razão pela qual qualquer alteração do equilíbrio corporal pode se exprimir através da
dilatação ou constrição da musculatura ocular.
O olho humano é composto de fibras. Quanto mais essas são compactas, mais
sadio é o indivíduo. Ao contrário, se elas estão dilatadas, apresentando diversos
desenhos, isso significa que existe algum tipo de disfunção orgânica. 0 exame do olho
permite descobrir qual é.
O mecanismo que regula todo esse processo ainda não foi revelado, mas a
hipótese mais adotada é que as condições anormais no organismo transmitem uma

43
série de mensagens precisas ao cérebro. Esse, por sua vez, através do nervo ótico,
os remete à íris, que reage com mudança de cores e alterações no desenho das fibras.
A leitura dessas modificações permite revelar, assim, eventuais perturbações no
corpo, bem como indicações sobre o gênero de problema: simples inflamações,
proliferação de tumores benignos ou malignos, etc.
Mapa Iridológico

Bernard Jensen desenvolveu um mapa de iridologia onde nele está indicada a


posição relativa de cada órgão representado na íris. A íris direita representa os órgãos
que estão localizados do lado direito do corpo e a íris esquerda os que estão
localizados do lado esquerdo
O Exame
Para o exame da íris, o especialista não faz uso de nenhum medicamento, mas
apenas de uma lente de aumento e de um ponto luminoso, tipo uma pequena lanterna
portátil.
No início, ele se utiliza de uma graduação baixa de aumento, para ler uma
avaliação geral. Progressivamente, aumenta a graduação, de seis a 50 vezes, para
analisar com minúcias setor por setor, detectado, assim, eventuais anomalias.
"O exame iridológico deve ser extremamente minucioso, e, assim, pode levar
de alguns minutos a até cerca de meia hora, a fim de que possa inspecionar de modo

44
completo com a lente (iridoscopia) ou se obtenha um documento fotográfico da região
(iridografia)".
Conhecendo O Estado De Saúde
Dentro da Iridologia, não se estuda a íris para saber como se estrutura
anatomicamente e pode-se dizer, mesmo que quase não precisamos saber sua
histologia. Não necessitamos conhecer a íris para sabermos quando o organismo
analisado está são ou está doente.
Na realidade, a Iridologia estuda a íris, (a parte colorida, o segmento anterior
pigmentado do olho), para conhecer o estado de saúde de outras partes do corpo,
servindo-nos de uma série de sinais que, ante as desordens orgânicas, ficam
evidentes.
Podemos dizer, também, que a Iridologia é ciência e é arte, porque é um
conjunto de conhecimentos ordenados que exige do Terapeuta, a destreza da
interpretação dos sinais presentes na estrutura da íris humana. Mas, na hora de
precisar..."que é a Iridologia?"..., vamos encontrar nas palavras da maior autoridade
do assunto, o Dr. Bernard Jensen: "a Iridologia é uma ciência que não faz
diagnósticos, mas que pressupõe o grau de inflamação do organismo, ou seja, os
estágios agudos, crônicos e degenerativos, em que se encontram os diferentes
órgãos, assim como as suas debilidades, permitindo assim uma avaliação segura do
estado geral do organismo".
Encontramos, assim, na Iridologia a possibilidade de o Terapeuta fazer uma
minuciosa pesquisa através de observação da íris, que permite detectar, analisar e
informar ao cliente os sinais encontrados na parte colorida do olho, onde está
registrada toda a constituição orgânica de uma pessoa e como esta vem se
apresentando, característica e comportamentos. A Iridologia não tem como objetivo
dar nome às doenças (patologias), mas examinar o cliente e com bases nos mapas
de Iridologia fazer uma minuciosa avaliação do cliente.
A partir da Irisdiagnose, elabora-se um programa de desintoxicação e
reconstrução do organismo, que é a base do tratamento e que tem a finalidade de
conscientizar e melhorar as carências nutricionais do cliente, melhorando, desta
forma, sua qualidade de vida.
A íris é a parte corada do olho, muito rica em filamentos nervosos, fabricada
com os mesmos tecidos que o cérebro e formada nos primeiros dias de vida do
embrião. Certamente por causa da sua complexidade em telecomunicação nervosa e

45
ter uma relação genética, ainda não se descobriu tudo nem se explica tudo a respeito
do assunto das telecomunicações celulares, mas já se sabe que as células
comunicam umas com as outras. O cérebro é um verdadeiro computador composto
de 10 bilhões de neurônios, cada um com mais de 25.000 possibilidades de comunicar
com as células vizinhas. Cada neurônio é um verdadeiro laboratório químico. O olho
é um anexo, uma extensão deste verdadeiro laboratório que envia para esta parte
corada do olho milhões de informações, algumas das quais são visíveis. De fato, como
um espelho no qual se inscrevem mensagens, cada célula do estroma da íris contém
25.000 de fibras nervosas que estão ligadas ao cérebro. O nervo óptico mais de
10.000 ramificações nervosas. Sob o estroma da íris, dois grupos de músculos
aparecem, um para dilatar a pupila e outro para a contrair.
As perturbações do sistema nervoso provocadas pelo estresse permanente,
hoje mais conhecido pelo nome de estresse oxidativo, são susceptíveis de modificar
a estrutura da íris. Os estados de alcalinidade ou de acidez, são fatores que alteram
o sistema nervoso que, então, retransmite mensagens anormais através do sistema
simpático para o cérebro que por sua vez os retransmite à íris.
Os sistemas nervoso e linfático alteram de numerosas maneiras a estrutura da
íris. Tornam-se ensombreadas pela quantidade de toxinas transportadas. Modifica a
cor inicial com as sobrecargas de colesterol, lípides, peróxido e hidrogênio, cristais de
ácido, metais pesados, medicamentos, etc. Na íris está registrada toda a constituição
orgânica de uma pessoa e como esta vem se apresentando, características e
comportamentos.
Alguns Tipos De Lesões
Anel de Pele

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Halo escurecido na última região da íris,que representa a pele. Indica
dificuldade de eliminação pela pele de material tóxico. Geralmente associado a
dificuldades circulatórias e metabólicas
Lesão Aberta Para a Pele

A presença da coloração escurecida da sétima camada da íris, onde está


representada a pele, demonstra acúmulo de toxinas nesta e nos vasos sangüíneos
logo abaixo dela. Á medida que estiver mais escura, pior a condição de eliminação da
pele.
Lesão Fechada

Caracteriza-se pela abertura no tecido da íris, que demonstra fragilidade no


tecido, sendo totalmente circundada por este. Geralmente em formato amendoado,
dificultando a saída para o material tóxico. Por essa razão, é de acesso terapêutico
mais difícil. Tem irrigação e drenagem dificultadas. Suprimento nervoso deficitário.
Anéis de Tensão

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Arcos ou anéis concêntricos de diferentes graus de acuidade (quanto mais
claros, mais agudos e intensos). Representam ansiedade, "stress", agitação com
tendência à somatização. Tem como reflexo rigidez, restrição do suprimento
sangüíneo e nervoso dos tecidos.
Anel de Colesterol

Caracteriza-se por um arco branco ou amarelado na região entre a íris e a


esclera. Quando encontramos o arco mais esbranquiçado, isto indica excesso de
gorduras nos tecidos. Este depósito ocorre por aumento excessivo da concentração
Sangüínea destes. Geralmente são associados a moléstias que atacam todo
organismo ao mesmo tempo, por exemplo, arteriosclerose, hipertensão arterial.
Constituição Forte

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Caso específico de padrão constitucional de bom nível, onde as fibras da íris
estão dispostas bem juntas e uniformes entre si. Indica bom suprimento nervoso,
vitalidade, fácil regeneração, organismo apto a combater as alterações que possam
ocorrer. É hereditário.
Estômago Hipoácido

Caracteriza-se pela presença de halo intensamente mais escuro na região do


estômago e é conseqüência de produção insuficiente dos ácidos digestivos; portanto,
da digestão inadequada das proteínas. Tem como conseqüência o retardo do trânsito
digestivo e má-absorção das proteínas e outros distúrbios, tais como: anemia,
fraqueza muscular e outros.
Congestão Dos Seios da Face

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Apresenta coloração com aspecto viscoso entre o amarelo e o acastanhado,
dependendo do grau de intoxicação, acompanhado ou não da presença de radii
solares, indicando congestão crônica da área, com tendência a acumulo desde catarro
até pus no seios da face, podendo observar manifestações de renite, dores de cabeça,
sinusite etc. Muitas vezes este muco é resultad de mau funcionamento e fermentação
intensional por fragilidade do próprio tecido ou alimentação inadequada.

Seção 3.2: Como a iridologia pode identificar meu problema de saúde?


Muitas pessoas estão procurando soluções mais assertivas para seus
problemas. Estão muito insatisfeitas com os métodos atuais de anamnese ou a
propedêutica moderna utilizada. Estão procurando alternativas para poder encontrar
a causa de seus desequilíbrios que, muitas vezes, o incomodam há anos.
Quando sabem que existe uma técnica de anamnese através dos olhos
(Irisdiagnose), ficam muito entusiasmadas, pois, quem não é curioso para ver o que
os seus olhos podem revelar, não é mesmo? Existem muitos microssistemas no corpo
como os pés, o rosto, as mãos, o pavilhão auricular, a língua.

50
Entretanto os olhos parecem ser um verdadeiro mistério. É a única parte visível
do sistema nervoso e está em conexão direta com ele, e este com todo o organismo.
Foram encontrados registros de desenhos de olhos e a sua relação com o corpo já
entre os caldeus, babilônios, chineses, egípcios e gregos. No livro sagrado dos
cristãos – a Bíblia – São Lucas escreve que: “A luz de teu corpo são os olhos, de

51
maneira que se os teus olhos estão sãos todo o teu corpo terá luz, mas se os seus
olhos estão enfermos, todo o teu corpo terá obscuridade”.
Porém, é importante frisar que o exame através da íris não fornece diagnóstico.
Entretanto, a Iridologia vai muito além de um diagnóstico que é um termo mais
relacionado a medicina convencional, ela mostra além das condições orgânicas,
padrões comportamentais, bloqueios emocionais, potencialidades e muito mais. Em
momento algum dá-se o nome de uma doença. Acaso dá pra ver na íris uma
Espondilite Anquilosante? Não, isso não é possível, mas vemos marcas ou sinais que
indicam uma predisposição, tais como uma acidez orgânica, um sistema nervoso
autônomo desequilibrado, reações de hiperatividade do sistema imune, área óssea
com fragilidade, etc.
Todos esses sinais reunidos nos apontam para predisposição ou tendência
para essa ou aquela doença, e assim é, para todos os casos.
Através de suas marcas, sinais e colorações aponta para possibilidade,
tendência de hiper ou hipofunção orgânica que podem levar a determinados
desequilíbrios capazes de originar doenças. Um fato de suma importância é que
dentro do contexto exposto, a Irisdiagnose fornece de uma forma ímpar um “pré
diagnóstico” sindrômico de quais estruturas estão alteradas na sua forma ou função,
ou mesmo ambas, que contribuem para a manifestação da totalidade sintomática do
indivíduo. Vamos dar um exemplo prático para poder exemplificar melhor uma
situação–problema. Vamos pegar o caso da Dona Maria que procurou um Iridologista
para poder encontrar a possível causa de sua tosse intermitente.
A tosse é um sinal de alerta de um processo que pode ultrapassar os limites do
aparelho respiratório, pois uma Esofagite de Refluxos, uma hipofunção de Glândula
Adrenal, com baixa secreção de corticosteroide, ou até mesmo um problema de
origem emocional, pode contribuir para um quadro de tosse. A tosse também pode vir
de um padrão familiar de repetição, por exemplo, se existir na íris um sinal chamado
“lacuna medusa”, indica para o terapeuta que há na história familiar, problemas
respiratórios.
Se observarmos na avaliação iridológica uma alteração na área do Bulbo, onde
se encontra o Centro da Tosse, pode-se concluir também, que este fenômeno pode
estar ligado às estruturas do Sistema Nervoso Central.

52
Caso se verifique após uma minuciosa análise da estrutura da íris da Dona
Maria que a sua tosse tenha como causa alterações no funcionamento do bulbo ou
medula cerebral, teremos que procurar reequilibar esta área. O bulbo na área cerebral
é o centro, o comando nervoso do aparelho respiratório. Esta área também está
relacionada no campo psicossomático às preocupações em relação à sobrevivência.
Caso seja encontrado sinais no olho direito, estará relacionado a sobrevivência no
campo material, financeiro. Caso seja no olho esquerdo, estará relacionado ao campo
emocional. Uma conversa com a Dona Maria será muito necessária neste caso, para
averiguar o que está acontecendo na sua vida pessoal.
Caso sejam vistos sinais irídeos de inflamação na área do esôfago, certamente
apontará para uma predisposição à esofagite de refluxo. Neste caso, será necessário
verificar como andam seus hábitos alimentares, seus costumes, horários de comer,
se bebe alguma coisa juntamente ao alimento sólido, etc.
Caso sejam vistos sinais irídeos na área das adrenais, o que é o mais comum
nos dias de hoje, certamente, apontará para uma possível situação de estresse

53
adrenal e hipoatividade das suprarrenais com baixa produção de cortisol. Isso ocorre
devido a situações de extremo estresse por problemas, aparentemente, irresolvíveis
no casamento, no trabalho, família, etc.

Caso sejam vistos entre outros sinais, marcas na área da garganta que
revelam possíveis situações traumáticas que impossibilitaram a expressão de
sentimentos ou que a obrigaram a tomar certas decisões contra a sua vontade, a íris
revelará pistas importantes sobre a causa do problema em questão.
Em conclusão, pudemos verificar como a íris nos revela pistas das possíveis
causas do que incomoda uma pessoa.
Em conversa com a Dona Maria no consultório, após a análise da sua íris,
concluiu-se que as causas de sua tosse intermitente eram: Bulbo, Adrenais e as partes
psicossomáticas das funções da preocupação com a sobrevivência no relacionamento
conjugal e todo o bloqueio de expressão de sentimentos que a incomodava no
relacionamento amoroso, sendo que, muitas vezes, tinha que se calar e reprimir suas
insatisfações.
A íris nos revela a alma humana com todas as suas nuances particulares.

Seção 3.3 Iridologia - Orgânica e Comportamental


Tão ímpar quanto a impressão digital, a íris nos revela um universo pessoal,
exclusivo e surpreendente. O velho e sábio ditado “os olhos não mentem”, “os olhos
são espelho da alma” é de todo verdadeiro. Uma simples análise da íris revela a

54
personalidade, desenvolvimento de doenças, comportamentos, deficiências
nutricionais, vocação profissional e até mesmo relacionamento de casais.
A Iridologia significa o estudo da íris que faz com que se obtenha, informações
a respeito deste mesmo indivíduo, tendo como objetivo o entendimento de sua
constituição, a melhor designação passa a ser Irisdiagnose, conhecimento através da
íris dos aspectos Físico, mental, psíquico e espiritual.
O estudo e a prática da Iridologia revela inflamações no corpo físico, sua
localização e o estágio em que se encontram, através de minuciosa observação das
íris, uma vez que estas exteriorizam as condições de saúde, determinadas fraquezas
inatas e as transições pelas quais o corpo de uma pessoa passa em decorrência do
seu modo de vida. Essa análise permite ao iridólogo relacionar pontos e sinais da íris
que estejam manifestando más condições de órgãos do corpo. O iridólogo também
está apto a determinar o grau de sanidade de todos os constituintes do corpo. A
análise completa da íris permite a observação de debilidades hereditárias, infecções
e inflamações em todos os estágios, impregnações por drogas, lesões locais,
destruição de tecidos, deficiências nutricionais e desequilíbrios bioquímicos.
Esta técnica teve sua origem no início do século XIX. Certo dia, um jovem
chamado Ignatz Von Peczley, que morava em Budapeste, perto da Hungria, capturou
uma coruja. O rapaz que na época tinha onze anos lutou com o assustado pássaro, e
se viu preso em suas garras. Tentando livrar-se da coruja acidentalmente quebrou
uma perna da coruja. Assim que o jovem e o pássaro cruzaram olhares, o rapaz
observou uma lista negra surgindo no olho da coruja. Ele enfaixou a perna do pássaro
e cuidou dele até que se restabelecesse, quando o colocou em liberdade. Mas a coruja
permaneceu no jardim por vários anos e von Peczley observou o aparecimento de
linhas brancas e tortuosas no local da lista negra, o qual havia se tornado um
pequeníssimo ponto preto cercado pelas linhas e por sombras.
Quando Ignatz cresceu, formou-se em medicina e jamais esqueceu do
incidente com a coruja. O trabalho em salas de cirurgias deu-lhe a oportunidade de
observar a íris de pacientes acidentados ou indicados para cirurgias. Um estudo sobre
as transformações nos olhos, coincidindo com os traumatismos, cirurgias ou doenças,
o convenceu de que havia um relacionamento entre a íris e o resto do corpo. Criou-
se então o primeiro mapa da íris, baseado em suas descobertas.
A íris não é um sonho feito de luz. Ela brilha com a saúde e turva-se com os
açoites da enfermidade. Na Mitologia, os gregos chamavam uma parte dos olhos de

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íris em homenagem a íris, deusa do arco-íris e a mensageira das potências
macrocósmicas ou dos deuses: Sol, Lua, júpiter, Vênus, etc. Tal macrocosmicidade
não era algo instalado e independente, mas fazia parte de um todo, de um organismo
cheio de. Vitalidade chamado Universo.
Existe um panteão cósmico do Universo, assim como existe um panteão
individual: coração, cérebro, estômago, fígado, etc. E a íris do macro se manifesta no
micro como a íris do olho, que oferece as mensagens do panteão dos deuses
microcósmicos.
Íris era tida, também, como a deusa da mutação e da morte, por isso os gregos
consideravam essa parte dos olhos o reflexo das metamorfoses da vida ocorrentes
com o passar dos anos. Quanto mais irregularidades aparecerem no sedoso tecido
da íris tanto menor será a resistência, menor vitalidade, menor o valor da saúde e
mais longe se estará da felicidade e do bem-estar.
Os olhos revelam a sua verdade pela cores, formas e padrões que contêm.
Cada linha que há no olho tem uma razão de ser. Cada padrão é um infinito corredor
de espelhos, refletindo o seu interior, cópia de si mesmo. Cada uma das partes do
corpo humano tem a mesma mensagem. Somos hologramas de luz. Um holograma é
uma reprodução exata de si mesmo em cada nível e dimensão, uma reprodução que
muda de forma em cada dimensão que penetra. Cada uma das partes do corpo tem
sua maneira distinta de expressar a mesma coisa. As solas dos pés, as palmas das
mãos, uma gota de sangue - todas estas partes apresentam o padrão do conjunto
interior. Tudo que há em nós expressa a nossa individualidade. A maneira como
caminhamos c até mesmo a nossa maneira de dormir indicam com toda clareza o tipo
de vida que levamos e ns pensamentos que temos lá dentro.
O olho também é um holograma. É um holograma que revela mais do que
apenas o físico. Ele expressa com precisão a totalidade de nossos pensamentos,
emoções e capacidades.
A Irisdiagnose é “o mundo” e nenhum outro método possibilita entender e
compreender o indivíduo com tanta riqueza e sutileza como ela, pois o olho é a parte
de nosso corpo que melhor traduz o ser como ele é.

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Referências
Batello, Celso e outros. Iridologia Total. uma abordagem multidisciplinar - Ed. Ground.

Batello, Celso . Iridologia e Irisdiagnose. Editora Ground.

Batelo, Celso. Iridologia – O que os olhos podem revelar. Editora Ground.

Bontempo, Marcio. Bases fundamentais do irisdiagnóstico. Editora Groound.

Bontempo, Marcio. Nossa comida assassina. Editora Groound.

Strand, Ray. Coisas que seu médico não sabe sobre medicina nutrcional que podem
estar matando você.

Gurudev singh Khalsa,Iridologia integrada, o holograma humano

Jensen, Bernard. Iridologia simplificada. Editora Yug.

Jensen, bernard. The sciense and pratice in the healing arts. Editora bernard Jensen.

Jausas, Gilbert. Tratado de iridologia médica. Las mil e unas ediciones.

Jausas, Gilbert. Iridologia Renovada. Las mil e unas ediciones.

Ferrandiz, V. L. Irisdiagnosis. Ediciones Cedel Mallorca.

Acharán, Manuel. Lazaeta. A íris revela sua saúde. Hemus.

Acharán, Manuel Lazaeta. Medicina naturalista ao alcance de todos. Hemus.

Johnson, Denny. O olho revela. Editora Ground. 1990.

Duque, Eduardo G. El diagnóstico por el íris. Libasa. 1993.

Apostila de Iridologia do Curso de terapeuta em Naturologia, Escola Ponto de Luz,


São Paulo. 1999.

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Valverde, Regina. Os olhos dos Deuses. Editora Ground.

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A. Mijares y Ilmo. México, 1986.

Van der Put. Diagnostico per el íris. Editora ADP. Espanha. 1981.

Wheeler, F.J. Repertório dos Florais do Dr. Bach. Editora Pensamento. 1998

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