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IVAS

O documento aborda infecções de vias aéreas superiores, destacando a alta incidência e a autolimitação da maioria dos casos, especialmente em crianças. Detalha condições como resfriado comum, otite média aguda, sinusite bacteriana, faringite estreptocócica e doenças periglóticas, incluindo suas etiologias, quadros clínicos, diagnósticos e tratamentos. Complicações associadas a essas infecções também são discutidas, enfatizando a importância da prevenção e do tratamento adequado.

Enviado por

Letícia Lacerda
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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IVAS

O documento aborda infecções de vias aéreas superiores, destacando a alta incidência e a autolimitação da maioria dos casos, especialmente em crianças. Detalha condições como resfriado comum, otite média aguda, sinusite bacteriana, faringite estreptocócica e doenças periglóticas, incluindo suas etiologias, quadros clínicos, diagnósticos e tratamentos. Complicações associadas a essas infecções também são discutidas, enfatizando a importância da prevenção e do tratamento adequado.

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Eduarda Rodrigues Rabello

IVAS
Infecção de vias aéreas superiores
Conceitos gerais Elevada incidência.
A maioria são autolimitadas, no entanto, principalmente em crianças menores que 5 anos, podem evoluir com pneumonia, importante
causa de óbito.
Resfriado comum Sinonímia Rinite viral aguda, rinossinusite viral aguda ou rinofaringite viral aguda.
Epidemiologia Mais comum na infância, principalmente < 5 anos.
Crianças saudáveis podem ter 6-8x ao ano.
Período de incubação: geralmente é de 1-3 dias.
Etiologia Infecção viral: mucosa nasal, seios paranasais e nasofaringe.

Vírus: Rinovírus, Coronavírus, Vírus sincicial respiratório (VSR), Parainfluenza, Influenza, Coxsackie e Adenovírus.
Transmissão: gotículas, tosse, mãos contaminadas
Contágio: comunidades fechadas, tempo frio, ocorre desde algumas horas antes até 2 dias após o início dos
sintomas.
Quadro clínico  Coriza (hialina ou secreção esverdeada)
Secreção esverdeada não significa complicação bacteriana! É a evolução natural do resfriado comum.
 Obstrução nasal
 Espirros
 Roncos (significa secreção em VAS)
 Odinofagia “Dor de garganta”
 Hiperemia de mucosas nasal/faríngea
 Tosse (principalmente noturna = gotejamento na hipofaringe)
 Febre

O quadro clínico dura, em média, 7 dias.

Evolução: [Lactentes] choro, recusa alimentar, dificuldade respiratória, vômitos, alteração do sono. [Crianças
maiores] cefaleia, mialgia.

Diagnóstico CLÍNICO!
Tratamento  Antipiréticos: Dipirona, Paracetamol. Ibuprofeno em dose baixa.
 Sempre que risco de infecção por vírus Influenza ou vírus Varicela, NÃO SE DEVE PRESCREVER AAS,
por ↑↑↑ risco de Síndrome de Reye*, em indivíduos geneticamente predispostos.
*Síndrome de Reye: Encefalopatia + Disfunção hepática.
 Desobstrução nasal:
- Lavagem nasal com solução salina fisiológica sempre que necessário.
 Não usar medicamentos desnecessários: antitussígenos, mucolíticos, descongestionantes.
 Mel no período noturno (CI < 1 ano por risco de Botulismo)
 PREVENÇÃO: Lavagem das mãos!

Eduarda Rodrigues Rabello


Complicações Bacterianas: OMA, sinusopatias. Suspeitar se persistência da febre > 72h.
Dificuldade respiratória: Taquipneia, retrações, gemências.
Otite média Definição Infecção bacteriana que causa inflamação da orelha média.
aguda
Orelha média: espaço cavitário no osso temporal, que contém os ossículos, delimitada pela membrana timpânica
e pela cóclea. Tem contato direto com as vias aéreas superiores pela tuba auditiva.
Epidemiologia Fatores de risco:
• Sexo masculino
• Frequentar em creches
• Uso de chupetas por > 6m
• AME por menos de 3m
• HF positiva
• Posição inadequada para mamar
• Tabagismo passivo
Etiologia Tuba auditiva ou Trompa de Eustáquio: Permite a ventilação da orelha média, drenagem de secreções e impede
a ascensão de bactérias patogênicas.

Fisiopatologia: Disfunção tubária → acúmulo de secreção → proliferação bacteriana.

A secreção purulenta acumulada na orelha média será drenada pela tuba auditiva ou pelo conduto auditivo externo
(perfuração de membrana timpânica).

Agentes etiológicos: Pneumococo, Haemophilus influenzae não tipável, Moraxella catharralis, Estreptococos do
grupo A, S. aureus.
Quadro clínico DOR
 Lactentes: irritabilidade, chorosa.
 Crianças: Otalgia
 Otorreia (secreção no conduto auditivo externo. Também pode estar presente na otite externa aguda)

Diagnóstico: Otoscopia = Membrana timpânica opaca, hiperemiada e abaulada (sinal mais específico).
(Membrana timpânica normal é transparente, brilhante – triângulo luminoso, côncava e móvel – otoscopia
pneumática).

Otite média aguda grave:


→ Febre ≥ 39°C
→ Dor moderada ou intensa
→ > 48h de doença
Tratamento  Analgésico: Dipirona, Paracetamol, Ibuprofeno em dose baixa
 Avaliar antibioticoterapia: Indicações –
→ < 6 meses: Todas as crianças.
Eduarda Rodrigues Rabello
→ 6 meses a 2 anos: Graves, otorreia e bilaterais.
→ > 2 anos: Graves e otorreia.
Outros fatores a se considerar: OMA nos últimos 3 meses,

ATB: Amoxicilina 40-50mg/kg/dia por 7-10 dias.


Resistência: Hemófilo + Moraxela = Produtor de B-lactamases. Pneumococo = menor afinidade pela PBP.
- Hemófilo + Moraxela - R: Amoxicilina-Clavulanato, se falha terapêutica, ou conjuntivite associada ou uso
recente de ATB (< 30 dias).
- Pneumococo ↓ PBP: Amoxicilina 80-90mg/kg/dia.
Complicações Otite média serosa ou Otite Média com efusão.
Pode ser a evolução natural da OMA ou não ser precedida por OMA.
Acúmulo de efusão na orelha média, sem inflamação.
Tratamento: Observação por 3 meses.
Obrigatório a referência para o Otorrino para avaliar necessidade do tubo de timpanostomia (efusão bilateral,
prejuízo auditivo).

Mastoidite aguda
Inflamação do periósteo.
Sinais de inflamação retroauricular: hiperemia, dor e edema (→ desaparecimento do sulco retroauricular,
deslocamento do pavilhão auricular).
Tratamento: Internação hospitalar, ATBterapia parenteral e avaliar neuroimagem.
Sinusite Definição Infecção bacteriana dos seios nasais e paranasais decorrente na disfunção da drenagem das secreções.
bacteriana aguda
Seios: espaços aéreos nos ossos da face. A criança nasce com o seio etmoidal formado e seio maxilar revestido
por mucosa, que se aera nos primeiros anos de vida.
Em crianças menores que 5 anos, não existe seio frontal.
Epidemiologia Etmoidite: geralmente > 6 meses.
Infecção maxilar: > 1 ano.
Sinusite frontal: > 10 anos.
Etiologia = OMA.
Agentes etiológicos: Pneumococo, Haemophilus influenzae não tipável, Moraxella catharralis, Estreptococos do
grupo A, S. aureus.
Quadro clínico  Resfriado “arrastado” ≥ 10 dias
- Coriza abundante mucopurulenta
- Tosse intensa, diurna e noturna
 Quadro grave ≥ 3 dias
- Febre alta
- Coriza mucopurulenta
 Quadro bifásico: Quadro que piora
- Piora após leve melhora.

Eduarda Rodrigues Rabello


Outros sintomas: halitose, edema palpebral, prostração, desconforto ou dor no local dos seios ou dentes.

Diagnóstico é CLÍNICO!

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Parece sinusite, mas é unilateral: Corpo estranho nasal.


Tratamento ATB: Amoxicilina.
Duração do tratamento: Individual. Manter 7 dias após a melhora.
Complicações Sinusite crônica, osteíte frontal, osteomielite maxilar, celulite e abcesso periorbitário.
Faringite aguda Etiologia Streptococcus B-hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes).
estreptocócica Quadro clínico Crianças entre 5 e 15 anos (muito raro < 1 ano).
 Febre alta e sinais inespecíficos
 Odinofagia
 Dor abdominal
 Exsudato amigdaliano (não é obrigatório e pode ter faringite viral com exsudato)
 Petéquias no palato (mais específico! Não é obrigatório)
 Adenopatia cervical
 NÃO TEM: Tosse, coriza nasal.
Diagnóstico Clínico + Evidência bacteriana: IDEALMENTE
 Teste rápido (Swab) - ↑ Específico ↓ Sensível que a cultura
 Cultura de orofaringe - ↑ Sensível
Tratamento  Analgésico e antipirético
 Antibioticoterapia – iniciar até o 9° dia #Prevenir Febre Reumática = erradicar estreptococo.
- Penicilina Benzatina DU
- Amoxicilina por 10 dias
Complicações Febre reumática
GNPE
Complicações supurativas:
 Abcesso periamigdaliano/tonsilar: Amigdalite, disfagia, sialorreia (marcador de disfagia grave), trismo
(espasmo do músculo pterigoideo), desvio de úvula.
 Abcesso retrofaríngeo: IVAS recente, febre alta e odinofagia, disfagia e sialorreia, dor à mobilização do
pescoço.
Espaço retrofaríngeo: espaço virtual, ocupado por gânglios em < 5 anos.
Faringite viral Quando Febre faringoconjuntival: Febre + Faringite + Conjuntivite + Adenomegalia pré-auricular = Adenovírus.
suspeitar? Herpangina: Lactentes e pré-escolares + Faringite ulcerada = Coxsackie A.
Mononucleose infecciosa: Faringite + Linfadenopatia generalizada + Esplenomegalia = EBV
Doenças Definição Processo inflamatório subglótico da laringe que cursa com estridor.
periglóticas
Estridor: ruído escutado predominantemente inspiratório, decorrente da obstrução de grandes vias aéreas.
Epiglotite aguda  Infecção bacteriana e inflamação da epiglote.
 Haemophilus influenzae tipo B
Eduarda Rodrigues Rabello
 Pouco comum hoje, pela vacinação!
 Início agudo, evolução rápida
 Febre alta com sinais de toxemia
 Odinofagia, disfagia e sialorreia
 Dificuldade respiratória e estridor
 Posição do Tripé: anteriorização do tronco, apoio sobre as mãos e extensão cervical. Posição que visa facilitar
a entrada de ar.
 Grave! Risco de óbito por obstrução de VA.
 Diagnóstico: Epiglote vermelho-cereja e edemaciada: Sinal do polegar.
 Tratamento:
- Conduta imediata: Estabelecer uma via aérea artificial definitiva.
- Deixar a criança quieta, oferecer oxigênio, não tentar visualizar a orofaringe, não solicitar exames.
- Suporte ventilatório + ATB (Ceftriaxone).
Laringotraqueíte  Vírus parainfluenza, adenovírus, VSR, vírus influenza.
viral aguda  Pródromos catarrais (semelhante a um resfriado comum)
 Tosse metálica
 Afonia e rouquidão (acomete as cordas vocais)
 Estridor
CRUPE = Síndrome tosse metálica + afonia e rouquidão + estridor
CRUPE VIRAL = Laringotraqueíte viral aguda.

 Diagnóstico: Clínico!
- Se realizado Radiografia cervical: Sinal da torre (afunilamento da laringe).
 Tratamento:
- Com estridor em repouso: Grave! Nebulização com Adrenalina + Dexametasona VO ou IM.
OBS.: Observar a criança por 2h após a nebulização.
- Sem estridor em repouso: Dexametasona.
 Complicações: Traqueíte bacteriana = S. aureus. Edema da parede traqueal + membrana purulenta. NÃO
melhora com nebulização com adrenalinda.

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