GRUPOS DE ROCHAS
IFBA Campus Vitória da Conquista
Prof. Tácio Luís de Andrade Conceição
Tipos de Rochas
Rochas Ígneas
Rochas Ígneas ou Magmáticas ou
Primárias
ROCHAS ÍGNEAS
t MAGMA;
t CONDIÇÕES GEOLÓGICAS;
t COMPOSIÇÃO MINEROLÓGICA;
t COMPOSIÇÃO QUÍMICA
MAGMA
MAGMA é uma mistura complexa de
substâncias no estado de fusão, sendo umas
mais, outras menos voláteis.
No substrato da crosta consolidada ocorre a
zona compatível com a existência do magma,
variando sua profundidade conforme a região.
No entanto o magma ocorre somente em
pequenas áreas isoladas, que são as áreas
vulcânicas.
Local da fenda sudoeste Local da fenda leste
MAGMA
No magma, predominam largamente os
silicatos, seguidos dos óxidos, mais os
compostos voláteis.
Os compostos voláteis do magma são
constituídos predominantemente de água, o
mais importante, no estado dissociado e de
quantidades menores de CO2, CO, H2, N2,
SO2, S2, SO3, HCL, H2S e outros mais.
MAGMA
Devemos imaginar, assim, que o magma é
constituído de uma mistura de silicatos, na
qual ocorrem os gases dissolvidos.
Quanto mais baixo for o teor de sílica,
maior a fluidez (ou pequena a
viscosidade) são os chamados MAGMAS
BÁSICOS.
MAGMA
Quanto mais alto for o teor de sílica,
menor a fluidez (ou grande a viscosidade)
são os chamados MAGMAS ÁCIDOS.
O ponto de fusão do sistema em conjunto
é sempre muito inferior ao dos
componentes não-voláteis isolados.
Magma Ácido
Magma Básico
MAGMA
Assim, o quartzo funde-se ao redor de
1.700ºC e a mistura dos silicatos
constituintes das rochas, entre 1.100 e
1.600ºC. Suas misturas, contudo fundem-
se ao redor de 1.000ºC, e na presença de
água a temperaturas ainda mais baixas.
MAGMA
Por este motivo a temperatura de
solidificação dos magmas, de um modo
geral, é muito inferior à temperatura de
solidificação dos respectivos minerais que
entram na sua composição.
MAGMA
Quando migrando através de outras
rochas, o magma muitas vezes arranca
fragmentos dessas, englobando-os e
carregando-os consigo. Esses fragmentos
de rochas estranhas dentro do magma
são denominados xenólitos (xenos =
estrangeiro e lithos = rocha).
Xenólitos
MAGMA
O magma é menos denso que o resto do
material circundante o que facilita a sua
ascensão.
O magma migra através das outras rochas,
intrudindo-as. Essa ascensão nem sempre
é fácil e muitas vezes o magma fica preso
em meio a uma rocha sem conseguir subir
mais.
QUANDO ATINGE A SUPERFÍCIE O MAGMA
PASSA A SER CHAMADO DE LAVA
MAGMA
A rocha intrudida (penetrada) pelo magma
é dita rocha encaixante (pacote
rochoso). Esta última sofre os efeitos
térmicos da intrusão, já que o resfriamento
do magma envolve troca de calor com a
rocha encaixante.
Se o magma consegue migrar até a
superfície ocorre o processo que
denominamos VULCANISMO.
MAGMA
Além do resfriamento rápido, causado
pelo grande gradiente térmico existente
entre o magma e o meio, a cristalização
do magma na superfície é acompanhada
pela separação dos voláteis, originalmente
dissolvidos no magma. A separação dos
voláteis deve-se a diminuição da pressão
exercida sobre o magma quando este se
aproxima da superfície.
Condições Geológicas
O magma pode consolidar-se dentro da crosta
terrestre, a vários quilômetros de profundidade,
formando as rochas Intrusivas, ou Plutônicas
ou Abissais. O resfriamento ocorre de forma
lenta dando oportunidade de os cristais
desenvolverem-se sucessivamente.
Dando origem a Textura Equigranular Aparente.
A Rocha Intrusiva é constituída de minerais
cristalizados.
Condições Geológicas
Quando o magma extravasar, formando
rochas Extrusivas, ou Vulcânicas ou
Efusivas, várias modalidades podem ocorrer:
1. Textura Vítrea - Não há cristalização
minerais. É formada quando o magma passa
abruptamente do estado líquido para o estado
sólido, não havendo tempo suficiente para dar-
se a cristalização dos minerais.
Condições Geológicas
2. Textura Porfirítica - Cristais bem formados
"nadando" numa massa vítrea ou de finos
cristais.
3. Textura Afanítica ou microcristalina -
Outras vezes, alguns minerais começam a
cristalizar antes do magma chegar à
superfície. Neste caso, a rocha vulcânica
apresenta fenocristais, cristais bem formados,
Cristais pequeníssimos circundados por uma
matriz afanítica.
Condições Geológicas
4. Textura Vesicular - Quando ocorre o
vulcanismo os voláteis tendem a escapar
da fusão, para incorporar-se a
atmosfera. Entretanto, como o
resfriamento da lava ocorre muito rápido,
muitos voláteis ficam presos na lava
formando uma rocha com grão muito fino
(textura afanítica), contendo orifícios
mais ou menos arredondados chamados
vesículas
Condições Geológicas
Entre os tipos citados, de rochas
magmáticas abissais com textura granular
e rochas efusivas com textura porfirítica
ou vítrea, ocorre um grupo de rochas
intermediário chamadas HIPABISSAIS,
formadas em condições geológicas quase
superficiais e ocorrem normalmente em
forma de dique ou sil.
Formas Concordantes:
SILL
Formas Discordantes:
DIQUE; VEIOS; BATÓLITOS
Batólito de Granito
Composição Mineralógica
São poucos os minerais que tomam parte
na constituição essencial de uma rocha.
Dá-se o nome de MINERAIS
ESSENCIAIS; pois definem e
caracterizam uma determinada rocha. Os
demais, em quantidade muito pequena
são chamados MINERAIS ACESSÓRIOS.
Composição Mineralógica
Principais MINERAIS ESSENCIAIS:
Feldspatos, Quartzos, Anfibólios e
Piroxênios, Biotita e Muscovita, Olivina e
Nefelina.
Para designar proporções dos minerais
nas rochas, utilizam-se os seguintes
termos: Leucocrático, Melanocrático e
Mesocrático.
Composição Mineralógica
1. Leucocrático - (Predominar, branco) é rica em
minerais claros: Feldspatos, Quartzos e
Muscovita.
2. Melanocrático - (Predominar, preto) composta
de mais de 60% de minerais escuros: Biotita,
Anfibólios, Piroxênio ou Olivina.
3. Mesocrática - Rocha intermediária, possuindo
entre 30 a 60% de minerais escuros.
Composição Química
A composição química aproximada pode ser
expressa pelo seu teor de SiO2 não somente
sob a forma de quartzo, mas também
combinado, formando os silicatos, que tomam
parte na composição de praticamente todas as
rochas magmáticas. O teor de SiO2 pode ser
determinado diretamente, por métodos químicos
ou indiretamente em função da presença ou
ausência de minerais contendo SiO2.
Composição Química
t Rochas Ácidas - Teores de SiO2 superiores a
65%. Formam silicatos e ainda e ainda sobra.
Esta sobra cristaliza-se sob a forma de Quartzo.
t Rochas Neutras - Teor de SiO2 entre 65 - 52%,
praticamente não apresenta quartzo.
t Rochas Básicas - Teor de SiO2 entre 52 - 45%.
t Rochas Ultrabásicas - Teor de SiO2 abaixo de
45%.
Principais Rochas Magmáticas Segundo A Composição Mineralógica, Textura e
Teor Em SiO2
t Rochas Plutônicas
t Rochas Hipabissais
t Rochas Vulcânicas
Rochas Plutônicas
Quando o magma invade áreas da parte mais
baixa da crosta, ele se solidifica em uma rocha
uniforme, de granulação grossa. Como o
resfriamento desse magma é lento, por ocorrer
debaixo de uma cobertura espessa de rochas
mais antigas, de muitos milhares de metros de
espessura, formam-se, na rocha resultante,
cristais grandes que podem ser vistos à vista
desarmada. Os cristais distribuem-se
desordenadamente, sem qualquer orientação
preferencial. Não há espaços vazios e as rochas
são muito densas.
Rochas Plutônicas
A cristalização, durante o resfriamento, se dá
numa seqüência definida. Os primeiros são os
minerais ditos acessórios: titanita, zircão. Estes
são seguidos pelos minerais escuros: biotita,
piroxênios e anfibólios (hornblenda); pelos
feldspatos e, finalmente pelo quartzo. Os que
cristalizam em primeiro lugar tem espaço amplo
para crescer e podem formar cristais perfeitos e
completos, enquanto os últimos somente
ocupam o espaço deixado. O quartzo nunca se
mostra bem formado nas rochas plutônicas.
Rochas Plutônicas
Características usadas no
reconhecimento das rochas plutônicas:
t São totalmente cristalizadas
(holocristalinas), não há material vítreo.
t Cristais grandes visíveis a olho nu.
t Não há ordem na distribuição, os minerais
encontram-se misturados entre si.
Rochas Plutônicas
t Não há vazios, são bem compactas.
t Quando submetidas ao intemperismo
tornam-se comumente arredondadas.
t Os graus de cor permitem distinguir os
diversos membros da série de rochas
plutônicas.
Rochas Plutônicas
1. Granito;
2. Sienito;
3. Diorito;
4. Gabro;
5. Peridotito.
Principal Rocha Plutônica
Granito - É a rocha magmática mais abundante, ocorre
juntamente com os gnaisses no embasamento cristalino,
que constitui o substrato da crosta siálica que forma os
blocos continentais. Apresenta diversas cores: cinza-
clara a cinza bem escura, amarelada, rósea ou
vermelha. A variação da cor provém, normalmente, da
cor do feldspato, que é o mineral mais freqüente nos
granitos. Compõe-se de ortoclásio, em predominância,
quartzo freqüente e plagioclásio sódico comum. Contém
ainda a biotita ou muscovita e anfibólio, mais
comumente a hornblenda. Trata-se de rochas
leucocráticas. A granulação pode variar de milimétrica a
centimétrica.
Granitos: Rosa, Cinza, Juparaná
Rosê, Café, Amarelo, Caju
Sienito
Diorito
Gabro
Peridotito
Rochas Hipabissais (Filonianas)
São geradas quando alguns corpos intrusivos
como os diques e sills, se formão muito
próximos da superfície e estão muitas vezes
relacionados com processos extrusivos.
Estes corpos resfriam rapidamente, apresentam
textura muito fina, similar as das rochas
vulcânicas.
Estão situadas entre as rochas plutônicas
(profundas) e as rochas vulcânicas.
Rochas Hipabissais
1. Granito - pórfiro;
2. Diorito – pórfiro;
3. Sienito – pórfiro;
4. Diabásio.
Rochas Hipabissais
Granito-Pórfiro, Sienito-Pórfiro e
Diorito-Pórfiro. - Estas rochas possuem a
composição minerológica da sua
respectiva rocha plutônica, porém sua
textura é porfirítica, possuindo uma massa
fundamental granular fina com
fenocristais. Sua cor é cinza-rósea ou
avermelhada (Granito-Pórfiro, Sienito-
Pórfiro) e cinza-escura, às vezes
esverdeada (Diorito-Pórfiro).
Rochas Hipabissais
Diabásio – Constitui-se essencialmente
de piroxênio e plagioclásio cálcico.
Geralmente ocorre na cor preta,
melanocrática, textura granular fina, raras
vezes porfirítica. Apesar da origem
hipabissal, possui muitas vezes textura
granular mais grosseira, sendo por isso
fácil de confundir-se com o gabro. É uma
das rochas melanocráticas mais comuns
do Brasil.
Granito Pórfiro
Sienito Pórfiro
Diabásio
Rochas Vulcânicas
As rochas vulcânicas formam-se quando o
magma quente e fluido, com a ajuda das forças
vulcânicas, ascende do interior da Terra até a
superfície.
As rochas Vulcânicas vão se tornando escuras e
densas a medida que diminui sua percentagem
de sílica.
As rochas vulcânicas podem possuir textura
porfirítica, vítrea, vesicular ou porosa
Rochas Vulcânicas
A principal diferença entre as rochas
Vulcânicas e rochas Plutônicas reside em
sua estrutura.
O magma das rochas vulcânicas esfriou
mais rapidamente que o das rochas
plutônicas, sendo, portanto, os cristais das
rochas vulcânicas geralmente pequenos,
de tamanho microscópico. Não podem ser
observados à simples vista.
Rochas Vulcânicas
Nas rochas vulcânicas é habitual distinguir-se
as rochas de formação antiga e as de formação
recente.
As rochas efusivas antigas (da época arcaica)
mudaram muito pouco. São compactas e tem
tendência para as cores vermelha e verde;
As rochas vulcânicas recentes (da época
neogênica) aparecem com abundantes
cavidades e são de cores cinzentas.
Rochas Vulcânicas
Características Diferenciadoras das
Rochas Vulcânicas:
1. Somente alguns cristais se desenvolvem
plenamente.
2. A massa fundamental é compacta
(microcristalina) ou amorfa.
3. Abundancia de pequenas cavidades.
Rochas Vulcânicas
4. Estrutura colunar freqüente.
5. Diferenciação dentro da série de rochas
vulcânicas pela claridade e composição
mineralógica.
Rochas Vulcânicas
1. Basalto;
2. Pedra Pomes (ou Pomito);
3. Obsidiana;
4. Riolito;
5. Traquito e Fonólito;
6. Andesito.
Rochas Vulcânicas
Basalto – É a rocha efusiva mais comum. A
textura é microcristalina, vítrea ou porfirítica.
Pode ser às vezes altamente vesicular. Sua cor
é geralmente preta, podendo às vezes ser
cinza-escura ou castanha, sendo sempre
melanocrático.
Nos basaltos vesiculares dá-se, muito
freqüentemente, o preenchimento das
vesículas, formando amígdalas, como resultado
dos últimos fluxos do magma recém-
consolidado, que, escapando pela rocha, foram
formar-se nos seus espaços vazios.
Rochas Vulcânicas
Pedra Pomes (ou Pomito) – O pomito é considerado,
em sentido mineralógico, um vidro esponjoso. Forma-se
pelo resfriamento rápido de uma lava rica em gases.
Tem uma estrutura amorfa com porosidade abundante.
Vidros vulcânicos – São rochas vulcânicas que não
apresentam qualquer estrutura particular, mas somente
certa compactação rochosa.
Obsidiana – É o vidro vulcânico de uma lava muito rica
em quartzo, é acinzentado a preto, de fratura concoidal,
brilho vítreo e translúcido nos cantos. Possui
composição química similar ao riolíto.
Rochas Vulcânicas
Liparito (ou Riolito) – É o equivalente efusivo do
granito. È a formação mais recente do grupo dos
quartzo-pórfiros. Sua cor é de cinza avermelhada,
azulada e, às vezes, até quase preta.
Traquito e Fonólito – Cor cinza ou esverdeada,
leucocrático a mesocrático. Na massa fundamental
afanítica cinzenta, ou esverdeada nadam cristais
prismáticos de feldspato e às vezes biotita, piroxênio ou
anfibólio.
Andesito – Cinza-escuro ou verde-escuro, e
mesocrático. Na matriz cinza-escura ou verde-escura
ocorrem fenocristais de feldspatos e anfibólio ou
piroxênio.
Basalto
Riolito
Obsidiana
Traquito
Fonólito
Andesito
Rochas Sedimentares
Rochas Sedimentares (de sedimentos)
ou Secundárias (de segunda geração)
ROCHAS SEDIMENTARES:
1. CLÁSTICAS
2. DE ORIGEM QUÍMICA
3. CARBONÁTICAS
PARTE 3
Rochas Sedimentares
As rochas sedimentares são aquelas formadas a
partir do material originado da destruição
erosiva de qualquer tipo de rocha, material este
que deverá ser transportado e posteriormente
depositado ou precipitado em um dos muitos
ambientes de sedimentação da superfície do
globo terrestre.
TIPOS DE SEDIMENTOS
Sedimentos Clásticos:
São sedimentos formados de rochas pré-
existentes.
Sedimentos Mecânicos:
São sedimento originados a partir de esforço
mecânico.
Transporte dos Sedimentos
Os sedimentos, posteriormente a sua formação,
são transportados pelo (gelo, água ou ar) em
suspensão ou em solução (apenas na água).
A dinâmica deste transporte é fortemente
controlada pela gravidade e pela energia do
agente transportador.
Os sedimentos são sempre carregados de
regiões mais altas para terrenos mais baixos e
são depositados quando a energia do agente
transportador diminui.
Transporte dos Sedimentos
O tamanho de material clástico
transportado depende tanto da energia
quanto da viscosidade do agente
transportador.
A capacidade de transportar tamanhos de
grãos maiores aumenta:
ar água lama gelo
Sedimentação
Os sedimentos acumulados em um determinado
ambiente formam depósitos sedimentares
inconsolidados.
LITIFICAÇÃO = conjunto de processos
necessários para a transformação dos depósitos
sedimentares inconsolidados em rocha
sedimentar.
A litificação ocorre durante o progressivo
soterramento devido ao aumento da pilha de
sedimentos depositados.
Consolidação dos Sedimentos
PROCESSOS DE LITIFICAÇÃO:
1. Compactação - O soterramento é
acompanhado pelo progressivo aumento de
pressão que compacta os sedimentos.
A compactação deve-se principalmente à
redução do espaço entre os grãos (i.e.
redução da porosidade).
Conseqüentemente, ocasiona a expulsão dos
fluidos existentes nos poros.
Consolidação dos Sedimentos
2. Cimentação - Muitas vezes os fluidos
expulsos dos poros, principalmente
água e ar, apresentam íons dissolvidos
que são precipitados quando ocorre a
expulsão do solvente formando um
cimento químico que é depositado nos
interstícios dos sedimentos produzindo a
colagem das partículas constituíntes.
Consolidação dos Sedimentos
3. Recristalização – Mudanças na textura
por interferência de fenômenos de
crescimento dos cristais menores ou
fragmentos de minerais até a formação
de um agregado de cristais maiores. É
um fenômeno mais comum nos
sedimentos químicos.
Consolidação dos Sedimentos
Sabe-se que a temperatura na Terra aumenta
com a profundidade e, assim, conforme os
sedimentos vão atingindo maiores
profundidades,(soterramento profundo), a
temperatura vai aumentando. Nessas condições
muitos minerais formados durante o
intemperismo (ex. caolinita) tornam-se instáveis
e dão origem a novos minerais de mais alta
temperatura.
O Processo de Cristalização de novos minerais
durante a Litificação leva o nome de diagânese.
Classificação dos Sedimentos
Rocha Sedimentar Clástica: Meta Folhelho
Folhelho
Grãos do tamanho da argila e lâminas finas e paralelas
esfoliáveis.
Os folhelhos são rochas que possuem grãos de
tamanho argila. Diferenciam-se dos argilitos porque
possuem lâminas finas e paralelas esfoliáveis,
enquanto os argilitos apresentam as argilas com
aspecto mais maciço.
Argilito
São rochas lutáceas (granulação de argila, menor que
0,004 mm) maciças e compactas, sendo compostas por
argilas litificadas, isto é, argilas compactadas e
exibindo orientação dos minerais foliados. Possuem
aspecto untuoso e coloração clara.
Siltito
Afloramento de siltito, exibindo laminação plano-paralela
Os siltitos são rochas cujos grãos variam de 0,002 mm a
0,06 mm, podendo exibir coloração amarronzada, verde
ou esbranquiçada.
Arenito
Amostra de arenito com granulação
média e Camadas estratificadas
marcadas por micas.
Cristais de quartzo
em arenito, aumento 40x.
Fotomicrografia
O termo ARENITO corresponde à areia litificada. É
composto por quartzo, feldspato (ou outros
minerais de origem ígnea) e fragmentos líticos.
Observações - Existem arenitos de todas as
idades na superfície terrestre.
Os grandes corpos areníticos são aproveitados
como material de construção, e podem constituir
um importante reservatório de petróleo ou água.
Conglomerado em
matriz de arenito
grosso; com cimento
misto silicioso e
ferruginoso.
Conglomerado é uma
rocha formada por clastos
rolados, de tamanho
superior à 2 mm,
agrupados por um
cimento, formando um
depósito consolidado.
Brecha sedimentar que corresponde a rocha de depósito
sedimentar, maiormente elúvio-coluvionar, desenvolvido em
sopés de escarpas, falésias ou cristas, composto por fragmentos
de rocha que podem ter dimensões até de matacões, pouco
transportados e, por isto, geralmente angulosos e mal
classificados.
Tilito
Nome dado à rocha sedimentar litificada
(endurecida) formada pelo acúmulo dos
detritos levados por uma geleira. Quando se
trata de um material ainda não consolidado,
formado recentemente, recebe o nome de till.
ROCHAS SEDIMENTARES DE
ORIGEM QUÍMICA
De Origem Química
São formadas de substâncias em soluções
iônica ou coloidal através de processos
químicos variados, e se depositam por
evaporação e precipitação. A precipitação
produz materiais finamente cristalizados ou
amorfos. A evaporação pode produzir cristais
maiores, como acontece com depósitos de sal
ou gipsita.
De qualquer forma, as rochas químicas
geralmente apresentam texturas cristalinas, às
vezes até mesmo parecidas com as das rochas
ígneas, porém quase sempre com a ocorrência
de um único tipo de mineral.
De Origem Química
Classes dos Sedimentos baseada na
Composição Química:
1. Sedimentos carbonáticos – formados
pela precipitação de carbonatos
variados, principalmente carbonato de
cálcio e magnésio, que dão origem aos
calcários, dolomitos e rochas similares.
De Origem Química
2. Sedimentos ferríferos – formados pela
deposição de hidratos férricos coloidais. Em
meios oxidantes, formam-se acumulações
hematíticas ou limoníticas. Em meios
redutores, formam-se acumulações de pirita
ou siderita.
3. Sedimentos silicosos – são depósitos de sílica
criptocristalina (calcedônia) e quartzo
microcristalino sob forma de sílex. Têm um
aspecto maciço ceroso e ocorrem sob a forma
de camadas ou nódulos dentro de camadas de
calcário ou outros sedimentos.
De Origem Química
4. Sedimentos salinos ou evaporitos – são
depósitos de cloreto de sódio, potássio,
sulfatos, carbonatos, boratos e outros sais
comumente relacionados com a evaporação
exagerada do solvente.
5. Rochas sedimentares orgânicas – são
sedimentos formados pela acumulação
bioquímica de carbonatos, sílica e outras
substâncias, ou então pela deposição e
transformação da própria matéria orgânica.
De Origem Química
Entre os primeiros, também chamados sedimentos
Acaustobiolitos, ou seja, não combustíveis, merecem
destaque os calcários formados pela acumulação de
conchas, corais etc. ou originados pela intervenção de
certas algas, assim como os sedimentos formados pela
acumulação de estruturas silicosas de foraminíferos e
diatomáceas (diatomitos) Ex. Diatomita.
Os segundos são denominados Caustobiolitos, ou
seja, biólitos combustíveis, e se formam pela
acumulação de maior ou menor quantidade de matéria
orgânica, juntamente com uma certa porção dos
sedimentos argilosos ou calcários.
Salgema, Estalactite, Estalagmite
São formadas pela precipitação, dissolução,
ação coloidal de substancias químicas em
solução.
Formação das Estalactites e das Estalagmites
A água saturada em bicarbonato sofre perda de
dióxido de carbono, resultando que parte do
bicarbonato passa a carbonato de cálcio. Este,
sendo menos solúvel, precipita, o que
geralmente acontece em saliências por onde a
água pinga.
Assim se formam as "soda straw" ou Tubulares
de Calcite que são as formas percursoras das
Estalactites.
Formas Típicas: Estalactites e
Estalagmites
As Estalagmites podem apresentar
formas diversas (bolbosas,
achatadas, columnares, etc.),
Estalagmites
Evaporitos
São formados pela
cristalização e precipitação
química dos sais dissolvidos
em um meio aquoso, devido
a um processo de
evaporação. Cristais de Halita
Cristais de Halita Cristais de Gipsita
Classificação com base na Composição
do Precipitado Químico
Composição do Sedimento Nome da Rocha
Carbonato de cálcio CALCÁRIO
Dolomita DOLOMITO
Sílica criptocristalina CHERT
Haletos (halita, silivita, etc) EVAPORITOS
Materia orgânica vegetal CARVÃO
ROCHAS SEDIMENTARES
CARBONÁTICAS
Rochas Sedimentares Carbonáticas
São sedimentos de origem clástica,
orgânica ou química; neste último caso,
são formados por precipitação, cujo
componente principal é o carbonato de
cálcio.
Classificação: Rochas Carbonáticas
1. Calcários Bioconstruídos. São rochas
resultantes da construção de colônias de
corais e algas, formando os bioermas. O
desenvolvimento de estruturas formadas
por colônias de algas denomina-se
estromatólito.
Classificação: Rochas Carbonáticas
2. Calcários Bioacumulados. Os
depósitos de calcários bioacumulados
são provenientes do transporte e
deposição de organismos e restos de
suas carapaças. Constituem clastos de
conchas, esqueletos, pelóides, restos de
colitos e ainda de invertebrados. A
matriz ou cimento pode ser calcisiltítica
ou calcilutítica.
Calcário Oolítico Calcário Pisolítico Calcário Conquífero
Classificação: Rochas Carbonáticas
3. Calcários metassomáticos. São os
dolomitos, formados pela substituição
dos calcários calcíticos pelo magnésio,
sem que haja modificação na estrutura
da rocha. A dolomitização ocorre
comumente nos recifes de barreira,
situados paralelamente à praia,
formando uma laguna.
Banco I: Predominância de calcário dolomítico. Banco II:
Intercalações rítmicas de folhelho e calcário dolomítico.
Dissolução Química
Relevo Cárstico
Relevo Cárstico é um tipo de relevo
caracterizado pela Dissolução Química
(corrosão) das rochas, que leva ao
aparecimento de uma série de características
físicas, tais como cavernas, vales secos, rios
subterrâneos, paredões rochosos expostos, etc.
O relevo cárstico ocorre predominantemente em
terrenos constituídos de rocha calcária, mas
também pode ocorrer em outros tipos de rochas
carbonáticas, como o mármore e rochas
dolomíticas.
ROCHAS METAMÓRFICAS
PARTE 4
Tanto as rochas magmáticas como as
sedimentares podem ser levadas por
processos geológicos a condições
diferentes daquelas nas quais se
formou a rocha.
Estas novas condições podem
determinar a instabilidade dos minerais
préexistentes, estáveis nas antigas
condições em que foram formados.
Estas rochas sofrem então
transformações sob ação destas novas
condições de temperatura, pressão,
presença de agentes voláteis ou fortes
atritos, adaptando-se, assim, a estas
novas condições.
Dependendo do caso, poderá ou não
mudar a composição mineralógica, mas
a textura muda obrigatoriamente.
Normalmente podem ocorrer tanto a
recristalização dos minerais
preexistentes
como também a formação de novos
minerais, graças à mudança da
estrutura cristalina sob novas
condições de pressão, temperatura ou
ainda graças à combinação química
entre dois ou mais minerais formando
um novo mineral, agora compatível e
estável sob novas condições reinantes.
Graças às condições de pressão
dirigida num determinado sentido, a
textura resultante mais comum é a
orientada ou xistosa, caracterizada pelo
arranjo de todos ou de alguns dos
minerais segundo planos paralelos.
Na recristalização pode dar-se apenas
um crescimento, graças à coalescencia
dos minerais existentes como, por
exemplo, um calcário passando para
mármore, ou um arenito para quartzito.
Em se tratando de rocha argilosa, que é
o caso mais freqüente, formam-se
minerais novos a partir dos minerais
caulínicos, originando as micas ou as
cloritas.
A constituição minerológica varia
também conforme o grau de
metamorfismo. Sob condições mais
severas poderá passar para micaxisto,
até atingir o grau máximo de
metamorfismo, no qual se formam os
gnaisses.
Na natureza podem existir diversos
tipos de ambientes metamórficos, cada
qual com o seu “clima” físico-químico
específico. Dentre eles podem-se
destacar dois tipos mais importantes e
difundidos: metamorfismo regional e
metamorfismo de contato.
Metamorfismo Regional
Desenvolve-se em regiões que sofrem
tectonismo intensivo, isto é, compressões e
dobramentos de extensas áreas (placas) da
crosta com vigência de pressões orientadas
(cisalhantes) e temperaturas muito elevadas.
Em geral, as rochas que sofreram esse tipo de
metamorfismo ocorrem em áreas onde existem
ou existiram grandes cadeias montanhosas,
fazendo parte dos chamados escudos
cristalinos.
Metamorfismo de Contato
Desenvolve-se ao redor de corpos ígneos
intrusivos (como batólitos), que cedem
parte de sua energia térmica às rochas
vizinhas encaixantes. O fator dominante
na sua formação é a temperatura e as
soluções gasosas que emanam do corpo
ígneo, enquanto a pressão tem um papel
secundário.
Principais rochas metamórficas
Quartzito É uma rocha derivada do
metamorfismo do arenito. Os grãos de
quartzo da constituição original iniciam um
crescimento na superfície, invadindo os
interstícios. Sua cor é branca, rósea ou
vermelha. A variedade flexível de quartzito
é chamada itacolomito.
Quartzito Azul Macaúbas
Rocha Ornamental - Excepcional
Quartzito Verde Bambu
Rocha Ornamental - Exótica
Mármore
Provém do calcário ou do dolomito. Os
grãos microscópicos de calcita
recristalizam-se, formando cristais
macroscópicos. A cor é bastante variável,
podendo ser branca, rósea, esverdeada
ou preta. Efervesce com HCl frio, e,
quando dolomítico, só aquecido.
“Mármore” - Rocha Magnesiana
Os sedimentos argilosos
Os sedimentos argilosos transformam-se nas
seguintes rochas, citadas em ordem crescente
quanto ao rigor do metamorfismo:
ARDÓSIA. – Microcristalina, cor de cinza a
preta, boa xistosidade, mas somente perceptível
pela boa divisibilidade, tão boa, que pode formar
grandes placas, usadas para lousas ou para
telhados. Possui um aspecto sedoso nos
planos. Sua consistência é mole e fácil de
riscar-se com canivete.
Ardósia Verde
Filito
Micro a macrocristalino, cor prateada,
cinzenta, esverdeada, até preta. Alguns
minerais, como a clorita ou mica, já se
tornam perceptíveis a olho nu. Sua
divisibilidade é excelente.
Micaxisto
Macrocristalino, cor prateada, cinzenta ou
preta. Minerais visíveis: muscovita ou
biotita, quartzo, granada, etc. Boa
xistosidade e boa divisibilidade.
Cloritaxisto
Macrocristalino e de cor esverdeada.
Similar ao micaxisto, somente que, em
vez de possuir mica, seu constituinte
principal é a clorita.
Anfibolito
Macrocristalino, cor verde-escura até
quase preta. Xistosidade excelente, com
tendências lineares, graças ao arranjo dos
prismas de anfibólio. Contém ainda
quartzo e às vezes clorita.
Gnaisse
Um grande grupo de rochas metamórficas
são designadas com este termo. Contém na
sua constituição o feldspato, além de outros
minerais como quartzo, mica, anfibólio,
granada, etc. Sua divisibilidade não é boa
como a dos xistos. São macrocristalinos e
assemelham-se muito a um granito, exceto
na textura. Possuem cor cinza, rósea, até
quase preta. O gnaisse proveniente do
metamorfismo de sedimentos é chamado
paragnaisse, e o proveniente de rochas
ígneas é designado ortognaisse. Ambos são
muitos comuns no embasamento cristalino
Migmatito
Uma variedade de gnaisse que se
caracteriza pela existência de faixas
reconhecidas macroscopicamente como
ígneas, que são intercaladas em rocha
gnáissica, metamórfica. As faixas ígneas
costumam ser mais claras, de natureza
granítica. Elas se injetam na rocha
metamórfica preexistente, ao longo dos
planos de xistosidade.
Migmatito
À fase ígnea, dá-se o nome de neossoma
(do grego soma, corpo), enquanto que, à
fase metamórfica, paleossoma, por ser
mais antiga. O paleossoma costuma ser
mais escuro, dada à presença de
hornblenda e/ou biotita. Trata-se de uma
das rochas mais comuns do Pré-
Cambriano brasileiro.